Beyond Citizen Kane (Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário britânico de Simon Hartog exibido em 1993 pelo Channel 4, emissora pública do Reino Unido. O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder do Brasil, focando na análise da figura de Roberto Marinho. Na época o documentário foi censurado pela justiça, e a Rede Record comprou os direitos de transmissão exclusiva do produtor John Ellis.
Roberto Marinho é o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criado em 1941 por Orson Welles para o filme Cidadão Kane, baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo empregaria a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como fazia Kane no filme.
O documentário apresenta depoimentos de destacadas personalidades brasileiras e acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar brasileira; o suposto auxílio dado a uma tentativa de fraude nas eleições de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola; a cobertura tendenciosa do movimento das Diretas-Já em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício como um evento de comemoração ao aniversário de São Paulo; o debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luís Inácio Lula da Silva; além de uma controversa negociação envolvendo ações da NEC Corporation e contratos governamentais à época que José Sarney era presidente da República.
A Rede Globo tentou comprar os direitos de exibição do programa no Brasil, provavelmente para tentar impedir sua exibição. Entretanto, antes de morrer, Simon Hartog tinha feito um acordo com organizações brasileiras para que os direitos de exibição do documentário não caíssem nas mãos da Globo, a fim de que este pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas quanto culturais. (Fonte: Wikipédia)
nilccemar
29 de dezembro de 2013 1:01 amContundente
Mas, para falar a verdade, a Globo NUNCA me enganou. Lamentei a ausência da TV Tupi, que patrocinara por anos teatro na TV, com os TV de Vanguarda e de Comédia, através dos quais aprendi a gostar de teatro. E também, para mim, a maior novela de todos os tempos, que continua insuperável, foi Beto Rockfeler, de Bráulio Pedroso, com Luis Gustavo, Maria Dela Costa, Plínio Marcos, Débora Duarte, Beth Mendes e outros. Uma grande crítica ao Capitalismo, com humor, amor e poesia, foi por onde conheci Astpor Piazzola e Adios Nonino.
Tamára Baranov
29 de dezembro de 2013 10:28 amNem a mim enganou
Nem a mim enganou. Não assisto rede Globo nem por decreto divino, desde o movimento das Diretas-Já que foi quando percebi a manipulação, e com o apoio descarado ao caçador de marajás a revolta foi muito maior. Quanto a novelas, nunca fui fã delas. Saudades das emissoras como a Tupi e a Cultura de antigamente, hoje corrompida pelos tucanóides.
Um abraço