Durante a leitura de uma peça claramente televisiva, onde sem nenhum documento comprobatório, o procurador insidiosamente mentiu, pois, se os donos do sítio já mostraram seus documentos de propriedade, se a construtora já mostrou o documento legal de propriedade, como um policial ou um procurador pode colocar em dúvida um documento legal. Isto é uma contradição , um defensor da lei duvidando da própria lei. Este procurador não é um cidadão, numa mesa de bar, discutindo sexo dos anjos, ou a fofoca do bairro, ou sobre o que ele acha ou não de sicrano e beltrano. Se um cidadão qualquer falar o que foi lido pelo procurador, sobre algum cidadão, ele poderia ser processado por calúnia, e teria que comprovar o que disse.
Por ter divulgado em órgão da mídia de grande penetração, poderia estar sujeito a uma multa monstruosa. Todas as ditas evidências e ou teorias apresentadas não foram nem documentadas nem comprovadas. Várias das colocações, já foram desmentidas, como por exemplo a dúvida colocada em cima da realização das palestras e do Instituto Lula. As palestras não apenas foram realizadas como foram avalizadas pela Receita Federal. O que de novo constitui crime, pois o procurador está falseando dados oficiais.
Todas as doações ao Instituto Lula foram declaradas assim como todas as doações ao Instituto FHC. Mas mais uma vez o procurador e a imprensa vem a público defender a idéia de dinheiro bom e dinheiro mal.
Num outro momento da peça literária, sem provas usa a teoria do dominio de Fato, que fatalmente condenaria Moro e a força tarefa, por usarem escutas ilegais, delatores que não tem direito a delação, por já terem infringido a lei como Youssef, pela violação da lei de prisão coercitiva e por manter em seus quadros um policial condenado. Mas o dominio de fato tem sido usado contra Dirceu. Na mesma peça literária, o procurador tenta inculpar Lula, falando que o presidente da Republica é o responsável pela indicação de diretorias na Petrobrás. Jamais provou o recebimento de dinheiro ou vantagens por Lula, mas já o chama de Chefe da operação. Isto não se sustenta não tem base mas , tem apelo midiático. Curiosamente esta acusação já foi feita indevidamente a Dirceu, e portanto nesta última peça literária o procurador está inocentando Dirceu ao dizer que, depois de abandonar a Casa Civil era necessário uma outra pessoa do alto escalão para dirigir a megaoperação criminosa, segundo ele. Se tomarmos a sério esta colocação, o procurador acaba de extinguir a única razão porque Dirceu continua preso. Visto que ele esta afirmando que fora da Casa Civil ele perdeu o poder de comando. Isto no entanto não é sequer lembrado pela imprensa. E Dirceu vai continuar na masmorra.
Para finalizar o procurador disse que vai atraz de quem vazou os documentos. E sugeriu mais uma vez sem provas que os acusados apagaram dados e ou esconderam dados para esconder seus crimes. Há dois absurdos nesta afirmação, em primeiro lugar o vazamento veio da própria policia e ou procuradoria, mas me parece que estão atrás de um blogueiro. Apesar disto não esclarecem como a Globo e Bolsonaro esperavam Lula e comitiva em Curitiba. Bolsonaro carregava foguetes. No entanto, para nossa surpresa, o vazamento de um documento na posse da procuradoria e da polícia, agora se transformou num vazamento de um blogueiro. Ora bolas!! um jornalista que recebe uma noticia destas obviamente pode publicá-la, já que sabe inclusive que outros órgãos da imprensa já tinha tido acesso. Portanto a bronca do procurador é apenas porque não havia combinado com esta imprensa mas sim com a outra. Além do mais me parece que a perseguição a um blogueiro acompanha a campanha de uma certa emissora, para calar blogs que teimam em colocar no ar noticias sobre o triplex de Parati.
Em segundo lugar, não é nem nunca foi crime para qualque acusado se preservar. Isto é direito constitucional, que permite a qualquer réu não produzir provas contra si mesmo. Eo pior é que no caso o procurador está insinuando algo que não pode provar, pois no campo das suposições eu posso supor que os arquivos que porventura teriam sido apagados, podem ser apenas de foro íntimo. Afinal com o vazoduto aberto para a imprensa, coisas intimas poderiam ser usadas das formas mais sórdidas, como um certo policial propagou contra a moral do filho de Lula em cima de documentos obtidos. É urgente que seja decretado sigilo absoluto sobre todas as informações colhidas pelos documentos, pois o que se sabe é que esta violência, foi feita com o único objetivo de manipular as documentações para destruir a imagem de Lula. A história pregressa desta operação mostra que conversas no celular foram utilizadas na mídia contra Marcelo Odebrecht e outros. Foram apresentados em cima de interpretações , e sem nenhuma comprovação. Frases soltas foram construidas para criar uma imagem de culpa. Apos a prisão coercitiva a invasão da privacidade , tanto dos documentos, quanto dos dados de computador é uma das maiores violências que um cidadão pode sofrer. Principalmente porque da maneira como está sendo feita a coleta destes dados não vem de uma necessidade decorrente de investigações, mas sim o começo de uma. A devassa é um recurso extremo que só se justifica se por decorrencia de provas anteriores, ela se mostra necessária.
Imaginem se um procurador ou policial resolva por sua própria vontade invadir sua casa e coletar todos os seus dados pessoais, todos os seus escritos e todos os seus recibos, todas as sua declarações do imposto de renda. Isto é de uma violência inaudita. E isto vem sendo utilizado como forma não apenas de coleta de informações mas como uma forma ameaçadora para obter delações premiadas. A ameaça da exposição de sua intimidade e sua privacidade ou de seus segredos de trabalho é uma das formas mais violentas de tortura. Imaginem se um policial ou procurador, resolva entrar em sua firma e seu local de trabalho e fazer uma devassa, e depois vazar trechos escolhidos. Foi isto que fizeram com o filho de Lula comprometendo seriamente todo o seu futuro profissional . Isto chama-se de violência e coerção, isto chama-se violar os direitos de um cidadão.
Esta operação está banalizando violações.
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