Temer enfatizou discurso em jantar com aliados na noite de ontem. Governo distribuiu folhetos com discursos sugeridos a quem votar contra a denúncia
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Jornal GGN – Poucos minutos antes do horário marcado para a abertura da sessão de votação sobre a denúncia que quer condenar Michel Temer por corrupção passiva, e 52 deputados já estavam presentes, podendo dar início aos trabalhos da Câmara. A votação, contudo, precisa do quorum de 342 parlamentares, que aos poucos vão chegando. A sessão começou, oficialmente, às 9h02.
A expectativa do lado do Planalto é que se alcance o número exigido e conquiste a suspensão, de imediato, da denúncia da Procuradoria-Geral da República, sem sequer enviá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF) que poderia colocar o presidente no banco dos réus.
Nesta terça-feira (01), foi lido o parecer alternativo do deputado tucano Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa em julho por 41 votos contra 24, que indefere, ou seja, arquiva a Solicitação para a Instauração de Processo (SIP) contra Temer.
O mandatário passou os últimos dias insistindo e articulando para que deputados – inclusive oposicionistas e possíveis abstenções – compareçam à sessão de hoje, já confiante de que obterá a vitória. Temer também exonerou 10 de seus ministros para que retomem ao posto de deputados e somem votos a seu favor.

O presidente em jantar nesta terça – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Na noite desta terça, o presidente se reuniu com aliados e pediu apoio. Convidando diversos parlamentares, afirmou que quem barrar a sua denúncia fará “um esforço pelo país”. Alguns deputados, inclusive de sua base, estão receosos de manifestar publicamente o apoio a Temer e enfrentar a opinião pública.
Ainda antes do início da sessão, Temer se encontrou com seu advogado, Antonio Mariz de Oliveira, para discutir as estratégias de defesa na Câmara, que terá um total de 30 minutos hoje. Ainda como estímulo a seus aliados, o governo distribuirá cartilhas com discursos sugeridos para os parlamentares votarem contra a denúncia.
Acompanhe como será o processo de votação de hoje:

Arte: Agência Câmara
Omar da Silva
2 de agosto de 2017 12:58 pmVeremos um novo: “Pelo meu
Veremos um novo: “Pelo meu time de coração, pelo meu estado de origem, pela minha igreja, pela minha filha que irá nascer eu voto…”
vera lucia venturini
2 de agosto de 2017 1:16 pmAh! Claro que vai ser
Ah! Claro que vai ser barrado. Esperar decência da Câmara dos Deputados é a mesma coisa que acreditar na imparcialidade do Judiciário, na honestidade da imprensa e no estadista do executivo. Sem esquecer de acreditar na inteligencia dos brasileiros que apoiaram o golpe.
J.J. Lopez
2 de agosto de 2017 1:51 pmBrasil país de um governo fora da lei
Como pode um país como o Brasil se impor perante a comunidade internacional se é governado por um presidente sem morali e ministros acusados de crimes de coruupção? Como pode um governo desses dá bom exemplo para seus cidadãos acuados pelo crime organizado e pela bandidagem? E a mídia canalha e muita gente metido a autoridade acha que tudo é normal e pode se conviver com um mar de lama desses. À deriva é uma palavra soft demais é uma saída pela tangente para descrever o lamaçal que nos encontramos.
Lenice
3 de agosto de 2017 1:24 amVotação
O meu voto é sim. É o voto do bolso cheio. Uma imoralidade marcada por discursos vergonhosamente hipócritas de falsários, saindo recheado de vantagens com o nosso dinheiro. Uma quadrilha bem montada no planalto, com a força de um legislativo, em sua maioria corrupto, vendável e se lixando para povo. Chega a dar asco a maioria das figuras que lá estão.
Estamos numa ditadura civil, sem cidadania e marcados pela suspensão do Estado de Direito. Suspensão essa marcada por um Supremo partidário, omisso, valente em retórica insano na imparcialidade constitucional.
É deprimente ter que ouvir e ver discursos de uma figura desprovida de qualquer tipo de ética ou moral se atribuir como um chefe de Estado, depois de arquitetar um golpe político, judiciário e midiatico, sob uma retaguarda da burguesia, nacional e internacional. Derrubar uma presidente eleita legitimamente e sem um mínimo de pudor.
E, é um escárnio, depois dessa fatídica votação na assembléia, ter que ouvir e ver jornalistas no exercício de um jornalismo faccioso relatando tudo como se estivéssemos vivendo uma democracia…