Artistas e a ignorância política das manchetes

Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados.

Imagino que, com suas agendas cheias, não tenham muito tempo para procurar diferentes fontes para a mesma informação, tempo para ouvir e ler outras versões dos acontecimentos, isso antes de falar sobre eles em entrevistas, amplificando equívocos com leituras rasas e impressionistas das manchetes de telejornais e revistas ou, pior, reproduzindo comentários de colunistas que escrevem suas manchetes em caixa alta, seguidas de ponto de exclamação.

Fico triste ao ler artistas dizendo que não dá mais para viver no Brasil, como se as coisas estivessem piorando, e muito, para a maioria. Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos, emprego, casa própria, luz elétrica, acesso às universidades e até, muitas vezes, a um prato de comida, não fica bem na boca de um artista, menos ainda de um artista popular, artista que este mesmo povo ama e admira. Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual a fonte da sua informação?

Fico triste ao ouvir artistas que parecem sentir orgulho em dizer que odeiam política, que julgam as mudanças que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos insignificantes, ou ainda, ruins, acham que o país mudou sim, mas foi para pior. Artistas dizendo que pioramos tanto que não há mais jeito da coisa “voltar ao ‘normal ‘”, como se normal talvez fosse ter os pobres desempregados ou abrindo portas pelo salário mínimo de 60 dólares, pobres longe dos aeroportos, das lojas de automóvel e das universidades, se ”normal” fosse a casa grande e a senzala, ou a ditadura militar. Quando o Brasil foi normal? Quando o Brasil foi melhor? E melhor para quem?

Leia também:  "Em qualquer democracia consolidada Lula já estaria solto, e Moro, afastado"

A mim, não enrolam. Desde que eu nasci (1959) o Brasil não foi melhor do que é que hoje. Há quem fale muito bem dos anos 50, antes da inflação explodir com a construção de Brasília, antes que o golpe civil-militar, adiado em 1954 pelo revólver de Getúlio, se desse em 1964 e nos mergulhasse na mais longa ditadura militar das américas. Pode ser, mas nos anos 50 a população era muito menor, muito mais rural e a pobreza era extrema em muitos lugares. Vivia-se bem na zona sul carioca e nos jardins paulistas, gaúchos e mineiros. No sertão, nas favelas, nos cortiços, vivia-se muito mal.

A desigualdade social brasileira continua um escândalo, a violência é um terror diário, 50 mil mortos a tiros por ano, somos campeões mundiais de assassinatos, sendo a maioria de meninos negros das periferias, nossos hospitais e escolas públicos são para lá de carentes, o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?

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51 comentários

  1. Sim o Brasil era melhor

    O Brasil já foi melhor sim. Pelo menos para professores e operários em geral. Professores eram respeitados e ganhavam muito bem. Sobretudo, sem ter que fazer três turnos como hoje em dia. Quanto ao “peão”/operário, em 1959, em valores de 2011, o salário  minimo era de quase R$ 1800,00. Hoje no Brasil “pavão maravilhoso”, minha mulher, como jornalista no serviço público não ganha isso. Sim, em muitos aspectos o Brasil era melhor antes de 1964.

    [[[Quando foi criado em 1940, durante o governo de Getúlio Vargas, o piso salarial valia R$ 1.202,29 em valores corrigidos pela inflação, conforme estudo do Dieese que leva em conta atualização com base no Índice do Custo de Vida (ICV) para a capital paulista. Em 1959, durante um período de crescimento econômico acelerado no governo de Juscelino Kubitschek, o mínimo chegou a R$ 1.732,28 em valores de 2011.]]]

    http://avol.jusbrasil.com.br/politica/6580771/veja-evolucao-do-salario-minimo-desde-sua-criacao-ha-70-anos

    • A que Brasil tu te referes?

      A que Brasil tu te referes? Não sei a tua idade, mas a minha, sim: 59 anos, dois meses e dezessete dias. Quase sexagenário,

      Pois o Brasil da minha infância, adolescência, juventude, e parte da maturidade, não teve nada, nada mesmo de melhor em relação a esse. 

      Esqueçamos os bucolismos(cadeiras nas calçadas, dormir de portar abertas, menos poluição e mais interações pessoais) e nos concentremos para efeito de comparação apenas nos aspectos materiais.

      De que adiantaria esse salário mínimo se apenas uma parcela ínfima da mão-de-obra o recebia?No meu Brasil o que grassava mesmo era a FOME(morria milhares só por isso F O M E!), as doenças, o analfabetismo, a miséria absoluta, a falta de habitação e saneamento……..Precisa relatar mais?

      Aqui no nordeste sêca era sinônimo de morte e a única saída era pegar um pau-de-arara e tentar a sorte nas periferias infectas de São Paulo ou Rio. Os indicadores sociais, a começar pela mortalidade infantil e a sobrevivência de gestantes, eram similares aos dos africanos.

      Brasil melhor……. 

    • A amnésia dos artistas

      Eles se esqueceram que na Era FHC o salário mínimo era de 80 dólares,  menos de 200 reais, e que o PSDB é campeão no ranking da corrupção enquanto o PT, apesar de ser um grande partido, é lanterrninha. O que noto é que além das fontes de notícias, a leitura deles vai no máximo a Paulo Coelho, nunca chegam a Marx, dai que não sabem como funcionam as engrenagens que move o mundo

    • A ansiedade e excitação quase infantil desses caras…

      …quando combatem o que não tem recuo fica tão evidente que cria um muro entre o emissor e o receptor.

      A mensagem não passa, ao menos para um público minimamente atento –  penso eu.

      O humor do desespero não funciona.

  2. Até aqui, este é o melhor brasilsil desde 1500

    Nilva, 

    Ótimo texto de Jorge Furtado, dos poucos do setor a emitir opinião com início, meio e fim.

    Alguns artistas ligados aos grupos de oposição sabem perfeitamente o que falam, o caso de Arnaldo Jabor, Marcelo Madureira, Lobão e alguns poucos, e aplicam o discurso que interessa aos seus, enquanto o restante, a maioria de oposição, é na base do “soucontrarudoquetaí”, mas o quê -pergunta alguém? Não conseguem responder coisa com coisa. 

    Não é possível fazer comparação do brasilsil de agora com o de qualquer outra época – até Lula chegar, eram mais de 15 milhões de pessoas a viverem sem luz elétrica, é preciso falar do resto ?

    E quanto à posição nas relações internacionais, ai ai ai se algém puder me lembrar o período em que o país foi mais respeitado no exterior do que nestes últimos oito anos…

    Nunca houveram tantas críticas da mídia internacional ao país, isto deve ter algum motivo, pois até 2002 ninguém criticava o país das bundas e do futebol, isto aqui estava literalmente de joelhos prá Tio Sam, enquanto hoje…  Recordar é viver – Ela, DRousseff, depois das comprovadas denúncias de espionagem  por parte de Tio Sam, cancelou o encontro agendado com a marionete BOBama em Washington, ele ainda tendo que ouvi-la falando antes dele, na ONU. Se alguém entende isto como pouco, muito bem. 

  3. Ficou pior mesmo. Agora é

    Ficou pior mesmo. Agora é necessário pagar todos os direitos das domésticas, além de um salário bem maior. Só casa e comida não bastam mais.

    Agora tem esse monte de carros 1.0, 1.4, 1.6 nas ruas. No aeroporto, então. Parece rodoviária. Esse monte de pobres viajando de avião.

    E ainda pior: os empregados não aceitam mais votar no candidato do patrão. Eles dizem que viram na internet as mutretas. Só o que passa no JN não basta mais.

    Não dá mais pra morar aqui. Vou pra Miami.

  4. É certo que melhorou um pouco

    É certo que melhorou um pouco na questão da distribuicão de renda . 

    Pore´m , na questão da violência urbana piorou-se muito , sim !

    O tráfico de crack dominou amplamente a cidade e o campo. 

    Há duas décadas , para quem queria uma vida mais tranquila , pacata , segura ainda havia a opcão de ir morar numa cidade do interior. Hoje até isso acabou .

    11 cidades brasileiras figuram entre as mais violentas do mundo. 

    Sequestros relâmpago , arrastões em restaurantes , explosões de caixas eletrônicos , execucões de policiais pelo PCC. Em poucos lugares do mundo você verá coisas semelhantes , excetos em áreas de declarada guerra civil . 

  5. A violência é o grande problema

     

    O grande problema do Brasil hoje é a violência, é até meio contraditório dizer que o país melhorou tanto e a violência aumentou aos maiores níveis mundiais. 

    O próximo governo, e espero que não seja o da Dilma pois ela é incapaz de qualquer coisa, terá que dá uma atenção muito especial a esse tema. 

    O Brasil precisa fazer um Pacto Nacional para segurança. 

  6. As declarações destes

    As declarações destes artistas são cômicas, não fossem trágicas.

    Não resistem a 5 segundos de análise. É o típico comportamento mental do Control C, Control V.

    Repetem o que ouviram. Não pensam no que falam.

    Uma das características mais notáveis de pessoas reacionárias.

    No Brasil há 50, 60 anos, não havia uma classe média.

    A vida média de um brasileiro batia nos 45 anos de idade.

    O analfabetismo era avassalador.

    Saúde? Só com curandeiros, parteiras e muita reza.

    Os pobres, a imensa maioria dos brasileiros, não tinha direito algum. Os mais beneficiados eram aqueles que iam trabalhar de domésticos na casa dos mais ricos. Tinham as refeições garantidas e podiam viver algumas migalhas de uma vida mais confortável na casa dos “Doutores e Senhoras”

    O que vemos agora é a manifestação de alguns filhos desses Doutores e Senhoras que viviam em um mundo surreal, completamente distante deste  Brasil “feio” e real.

    Que bom mesmo que nunca mais poderemos voltar à essa “normalidade” na vida do Ney Matogrosso….

    Sinal de que estamos no caminho certo.

     

  7. Coxinha global não se vende em pé sujo, mas é o mesmo recheio

    ” E piorando para quem?” 

    Certamente não para os patrões do Wagner Moura. Que não pagam imposto e hoje tem uma fortuna de 20 e cassetadas bilhões.

    Além disso falta modéstia para esse globais. Eles não sabem nada do que estão falando. São analfabetos políticos. Então porque falam merda? Para aparecer na mídia? Para competir para ver quem mais concorda com seus patrões, como o Kamel e o Merdal?

    O capitão Nascimento vai para Hollywood? Vai com Deus. Será um coadjuvante, daqueles que morrem nos primeiros minutos dos filmes.

    Já o Ney Matogrosso é burro. Só isso  

  8. Em muitos aspectos o Brasil era melhor

    JB Costa

    Tenho 62 anos.

    Cadeiras nas calçadas, dormir de portar abertas, menos poluição e mais interações pessoais – em qualquer lugar do mundo isso quer dizer melhor qualidade de vida. Isto é, poder sair à rua a  qualquer hora e sem se preocupar com violência. Cara isso não tem preço! Sobretudo, não morriam 50.000 pessoas, não raro, pobres e negros em 1959. Então, o negro só tinha que se preocupar com o racismo….

    Estudei nas escolas públicas de então. Eram ótimas. Os cinemas não se concentravam em shoppings, para gente quase rica, em bairros quase nobres, mas eram espallhados por toda a cidade. Até na periferia. Por conta disso, as minhas matinées de domingo   faziam parte da minha agenda de lazer. Hoje em dia, no Brasil “pavão maravilhoso”, grosso modo, boa parte das crianças e jovens da periferia das grandes cidades nunca foram ao cinema. Muito caro e muito longe. Só da para ir de rolezinho…

    Havia muitos cortiços, no entanto, favelaços eram raros.

    Sou nascido no interior de São Paulo e criado na capital. Sou filho de migrante nordestino, operário analfabeto que, com minha mãe cozinhando para fora, criaram sete filhos. E todos estudaram em escolas públicas.

    Não posso falar pelo Nordeste. Só posso dizer que venho de uma família de gente humilde que, nos idos de 1959, e sobretudo, antes de 1964, vivia com dignidade com os salários minimos de então.

    Abs.

    • “…nos idos de 1959, e

      “…nos idos de 1959, e sobretudo, antes de 1964…”

      Diga isso ao pessoal que pede a volta da ditadura. 2014 – 1964 = 50. Não dá pra recuperar 50 anos em 12.

      Quanto a violência e poluição, creio que devem ser bem poucos os lugares no mundo onde os níveis hoje estejam menores do que os de 50 anos atrás, se é que existe algum.

       

      • Jorge Luis
        O Chile, aqui ao

        Jorge Luis

        O Chile, aqui ao lado, tem um média de 4, 7 homicidios por cada 100.000 habitantes. No Brasil, a média, é de 27 homicidios por cada 100.000 habitantes. Nem comparei com o Japão ou países da Europa. 

        De todos os países, do mundo inteiro, em guerra – num período de três ou quatro anos – o Brasil superiou em cerca de 5.000 mortes violentas o total de de mortes de todos esses países juntos e em guerra.

         

        • No Vaticano deve ser zero, e

          No Vaticano deve ser zero, e daí? Quero saber se os níveis hoje são menores do que os de 50 anos atrás (em países que não estavam em guerra, obviamente).

          • Jorge Luis
            Vamos mudar. Nos

            Jorge Luis

            Vamos mudar. Nos últimos 50 anos poucos países, que não estivesse em guerra, aumentou tanto a violência como o Brasil.

            Em indice de mortes violentas/homicídios por 100.000 habitantes o Brasil ocupa, no mundo, a décima primeira posição. Os dez  primeiros são: El Salvador, Honduras, Jamaica, Guatemala, Venezuela, África do Sul, Colombia, Belize, Etiópia e República Dominicana.

            http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_taxa_de_homic%C3%ADdio_intencional

             

             

          • “Nos últimos 50 anos poucos

            “Nos últimos 50 anos poucos países, que não estivesse em guerra, aumentou tanto a violência como o Brasil.”

            É possível. Mas isso não contradiz uma vírgula do que eu disse. Eu disse que em praticamente todo o mundo, os índices de violência hoje são maiores do que há 50 anos. Você acabou de confirmar.

            Quanto ao caso específico do Brasil, como isso se relaciona com o período dos últimos 12 anos, que certamente é o que alguns artistas consideram como o “pior”? Será que houve algum aumento astronômico da violência, diretamente relacionado a administração federal do PT? Lembrando que a responsabilidade pelo principal policiamento ostensivo e investigatório é dos estados e o responsável pela condenação dos acusados é o judiciário, que nada tem a ver com o executivo.

          • A violência aumentou no terceiro mundo . E só.

            JB Costa

            Você deve ser politico. Fla tanto uma coisa que é capaz de até acreditar nela.

            Há vários países e cidades que hoje estão menos violentos do que há 50 anos atrás: Nos EUA, Chicago e New York. E Itália, por exemplo. Os indices de violência estão mais altos, em especial, no terceiro mundo. E só.

            Prezado, não dá paara fechar os olhos para realidade. e isso, isto é, a violência, não é culpa de partido PSDB ou PT, mas de todos.

            17/05/2014

            Pedreiro é linchado ao ser confundido com estuprador

            Rafael Ribeiro
            do Agora

            Campo Grande – O pedreiro Hugo Neves Ferreira, 45 anos, morreu após ser linchado pelos seus vizinhos confundido com um estuprador, na noite de quarta-feira, no Jardim Aero Rancho, na periferia de Campo Grande (MS).

            Segundo informações da assessoria da Polícia Civil do estado, a vítima ficou nua da cintura para baixo após rasgar suas roupas ao tentar pular seu portão, o que teria motivado o crime.

            “Ele estava sangrando, ferido, e como estava alcoolizado, saiu correndo, o que chamou a atenção de um grupo de homens que pensaram que ele estava fugindo após estuprar alguém”, disse a assessora da polícia Rosimeire Etsuko Harada.

             

            http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/2014/05/1455956-pedreiro-e-linchado-ao-ser-confundido-com-estuprador.shtml

             

          • Acredito que você vai

            Acredito que você vai concordar comigo que um país é um pouco diferente de uma cidade. Se NY reduziu a violência, não sei se a níveis de 50 anos atrás, isso não quer necessariamente dizer que os EUA estão menos violentos, certo?

            Tenho certeza que temos exemplos de cidades brasileiras que também reduziram a violência de forma expressiva.

            Pelo gráfico postado por nosso colega Assis Ribeiro, parece que nos últimos anos o índice tem se reduzido no Brasil, tornando essa discussão ainda mais interessante…

          • Jorge Luis
            Ok. Baseado na sua

            Jorge Luis

            Ok. Baseado na sua leitura da realidade creio que, a qualquer hora do dia ou da noite, você ande, tranquilo, por qualquer quebrada” de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Enfim, a taxa de mortes violentas por 100.000 habitantes é só 26…

            A gente vê o que quer ver…

            Abs.

          • Eu tenho carteirinha de sócio

            Eu tenho carteirinha de sócio do PCC. Em SP, pelo menos, se vão me assaltar, eu apresento a carteirinha e está tudo beleza, hehehe.

            Falando sério agora: Ninguém em sã consciência pode estar satisfeito com os índices de violência do Brasil. Mas eu queria demonstrar que o Brasil não é uma ilha, e que a violência aumentou em todo o mundo. Graças as intervenções dos colegas, ainda foi possível mostrar que os índices no Brasil estão diminuindo, embora ainda muito altos e com focos localizados de violência altíssima.

            Se você tem alguma solução para baixar rapidamente os níveis de violência que vem aumentando há décadas, acredito que estamos todos dispostos a ouvir.

            Infelizmente, isso é um processo que deve demorar e passa pela melhora na redistribuição de renda. Não sou especialista no assunto, mas acho que a política de “primeiro aumentar o bolo e depois distribuir”, vigente durante tanto tempo no Brasil é a causa de boa parte desse problema.

          • Estudo da PUC / RJ

            As décadas de 80 e 90 foram palco de um grande movimento de deterioração nas condições de segurança pública, com a taxa de homicídios no Brasil aumentando 116%. A partir de 2000, aparentemente, houve uma reação mais significativa das políticas públicas . Nesse ano, o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Segurança Pública, repassando significativos recursos para os governos estaduais e municipais, por meio de dois fundos, o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional.

            Ao mesmo tempo, houve um crescimento de 64% na taxa de encarceramento, ou 8,6% ao ano, entre 2001 e 2007, o que elevou esse índice para 223 detentos para cada cem mil habitantes. Quando esse desempenho é comparado com o crescimento da taxa de encarceramento obtido na década anterior, que foi de 7,5% ao ano, verifica-se que houve um aumento na produção da justiça criminal, isto sem mencionar o aumento de 310% nas penas restritivas de direito.

            http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0610522_10_cap_02.pdf

             

          • Quem derubou o numero de

            Quem derubou o numero de assassinatos por  100 mil habitantes foram  são paulo e  Rio sem estes estados a média se elevaria muito.

            Chega se a 99 assassinatos por 100 mil em Maceio.

          • Assis enxerga mas não vê

            Assis

            A taxa de mortes violentas, por cada 100;000 habitantes, no Brasil, pelo seu gráfico, é de 26, 2. No chile, na América do Sul, é de 4 por 100.000 habitantes.

            Países em guerra não tem a taxa de mortes violentas que o Brasil tem.

            É tudo uma questão do que se quer ver…

          • Difícil

            Lhe falta um pouco de senso de federalismo.

            De quem é responsabilidade pela segurança pública?

            Vamos olhar para os nossos estados, para suas atribuições e ausências.

    • Eu tb vivi esse tempo bom, na

      Eu tb vivi esse tempo bom, na cidadezinha onde nasci. E ainda vivi um tempo muito bom no Rio de Janeiro e SPaulo. No Rio de Janeiro houve a explosão no Rio Centro, cujos  estilhaços até hoje nos chegam. Houve grande preocupação sim, não com pessoas, já que estas nasciam a rodo. Houve preocupação de grandes obras, megalomaníacas e que não deixaram nada de bom, com algumas excessões. Tínhamos de entrar na energia atômica, desbravar a grande Amazonas (que servia prá que?), construir grandes viadutos e pontes. Coisa mais antiquada as estradas de ferro ! e mais antiquada ainda a agricultura familiar, com seus arados puxados por cavalos. Melhor deixá-los por lá, as estradas de ferro e os pequenos agricultores. E assim nasceu o Brasil Grande ! prá eles, pois para os que viviam no campo só restou ir p/ as cidades grandes arrumar algum emprego de ajudante de pedreiro. E veio o favelaço, a vida pior ainda e que agora anda explodindo nas cidades até de porte médio. O governo Lula  tentou minimizar, mas o estrago era grande demais e poucos contribuiram, mais preocupados com seus umbigos , suas ambições pessoais, e seus negócios.  Este é o nosso país atual, que com a grande contribuição da “Casa grande”, como diz o Mino Carta, está fazendo com que até os  mais sensíveis da população, que são seus artistas,  se tornem cegos e surdos, embora de boca grande , achando que o Brasil começou ontem. Não estão conseguindo entender e interpretar nossa história, ou até pior, querendo aparecer. Neste caso aparecer significa se mostrar na grande mídia e o melhor para isso é falar mal do Brasil. Falar bem não dá IBOPE nos jornais e TV.

    • Orlando,Vamos debater com

      Orlando,

      Vamos debater com base na realidade, e não num idílico mundo nos quais as condições materiais, sociais e políticas eram inteiramente diferentes. Se não sopesarmos essas contextualizações incidiremos em desonestidde intelectual.

      Faço uma pegunta a ti: tu abandonarias o conforto da vida de hoje para retornar para a década de 50? Ora, convenhamos. 

      Quando houver um post tipo “sessão nostalgia” podemos dialogar. Nesse temos visões diametralmente opostas. Sem possibilidade, portanto, de qualquer intersecção.

  9. Só um mal intencionado, um

    Só um mal intencionado, um ignorante ou alguem que ganha dinheiro com a exploração da pobreza para não enxergar que o Brasil melhorou.

    Melhorou e muito, mesmo ainda com os problemas existentes na saude, na segurança, na difusão da cultura.

    O  texto acima acerta,mas erra por outra razão.

    Num pais cujos governos não dão o minimo valor a cultura, ficou facil qualquer um virar “artista”.

    Apresentador de programa de televisão é chamado de “artista”.

    Participantes do BBB se transformam em “artistas” de um dia para o outro.

    Ninguem se classifica como medico, engenheiro ou jogador de futebol num passe de magica.

    Artista sim.

    Basta fazer uma ponta numa telenovela, cantar um axe no programa de calouros.

    E a partir dali o sujeito ja encontra moral e eco para criticar os planos estrategicos do governo ou os rumos da politica externa.

    Porque isso acontece?

    Porque ha muitos anos o pais não tem uma politica seria para a cultura, um ministro a altura do cargo.

    Ó MINC é visto como aquela pasta para encher buraco, ou “para dar visibilidade”.

    E chegamos ao ponto maximo de distribuir a escassa verba de incentivo a cultura em forma de vales, para servir a compras “ate de revistas pornograficas”.

    Segundo a ministra um bom jeito de incentivar o “gosto pela leitura”.

    E no pais, onde o ex ministro acha o Fora do Eixo “uma das maiores manifestações culturais do pais”, nada demais a Galisteu ou a Sabrina Sato serem classificadas como “grandes artistas”.

     

  10. piorou também nas estradas federais,

    tive uma esperiência inacreditável de ver um caminhoneiro ficar descepcionado ao retornar a divisa de estado entre o Maranhão e Pará, no posto fiscal das divisas; depois de relatar cenas de prostituição com meninas bem jovens a troco de comidas e bebidas, esse caminhoneiro, ficou descepcionado ao não mais encontrar aquela realidade, ele viu a mudança de vida daquela população, viu muitas crianças e jovens orgulhosamente uniformizados indo para a escola, viu a noite bares abertos onde só havia reclamação, pois ali não mais havia meninas inocentes e famintas a procura pela sobrevivencia, assim como era na BR 116, onde havia moradores locais tampando burados para ganhar uns centavos ao mesmo tempo oferiam suas filhas como prostituta; talvés seja um dos motivos que as coisas estão ficando ruim no país

  11. A Ofélia também tem certeza

    Esses artistas “que só abrem a boca quando têm certeza” se informam pelo Programa do Jô, pelos “colonistas” do O Globo, da Folha de São Paulo, pela GloboNews, nos corredores da Globo onde o ódio serve de inspiração às reportagens. São incapazes de questionar. Viraram ruminantes. Engolem sem mastigar.

    Nos emocionam quando atuam, mas quando abrem a boca fora do palco…

    Repetir o discurso “global” não é educativo. Nem enaltece os “globais”, ao contrário, escancara a ignorância. O desafio é o contraditório, é buscar o outro lado da informação. É saber, por exemplo, por que tanto ódio ao “Mais Médicos”. É procurar saber sobre mobilidade social, sobre o desafio da universalidade do direito à saúde. Sobre o acesso às universidades. Sobre salário mínimo, sobre o direito das domésticas…

    Nossos ídolos têm nos decepcionado. Teve gente aí, por exemplo, que batalhou recentemente pelo atraso: exigiu biografia autorizada. Têm todo o direito de expor seus argumentos e brigar por eles, mas também têm que saber que já não vivemos mais nas cavernas.

    O discurso dessa gente é igualzinho ao do “jornalista” Luiz Carlos Prates da RBS, demitido depois que desancou os “pobres miseráveis” que hoje têm carro. Segundo Prates, “esses miseráveis” seriam os culpados pelos acidentes de trânsito e por abarrotar as estradas prejudicando o deslocamento de quem sempre usou confortavelmente essas mesmas estradas.

    Ney Matogrosso, segundo Barbara Gancia também teve certeza do que falava em Portugal: “… o senhor Ney Matogrosso, que longe de casa e para um entre­vistador atônito da TV portuguesa, que continuava a repetir “Mas o senhor tem certeza? Estou surpreso que ache isso”, se pôs a desancar seu país como se fosse um turista vi­vendo acidentalmente em Niterói…”.

    Os exemplos não param por aí… Até parece que a Globo ligou o botãozinho do “power” nas costas desses bonequinhos. “Mas logo agora?”

     

     

     

     

  12. Mas que artistas?
    Onde

    Mas que artistas?

    Onde  artistas* , pensadores e intelectuais se encontram?

    Lembrando que há e sempre houve artistas claramente de

    orientação de direita.Quanto há famosos e celebridades 

    esses se quer são artistas., se acharem que não há

    vaga no cortiço para eles, que procurem outro, a gente fica,

    melhora,e depois se quiserem voltar serão bem vindos,

     as melhorias constarão no contrato e no aluguel.

  13. Cansadas de tanta grana $$$$$$$$$$$$

    Mas sabe o que é engraçado nesses artistas? Eles lançam uma opinião, uma idéia, uma crítica e somem. Não ficam para explicar. Não têm obrigação de fazê-lo, óbvio, mas fica parecendo menino que rouba o doce ainda fresco na cozinha da avó e corre para o quintal com a boca cheia e em silêncio.

    Lembram dessas “meninas”. Elas não apareceram de volta para dizer alguma coisa. Para explicar o que pretendiam. 

    Ficou a idéia que estavam CANSADAS

     

     

    Filme de terror? Não, são as ’cansadas’ globais de luto. Pela sonegação da Globo elas não protestaram

     

    • Elas também tinham certeza do que falavam.

      Filme de terror? Não, são as ’cansadas’ globais de luto. Pela sonegação da Globo elas não protestaram

       

       “Cansadas” globais de luto. Todas com salários altíssimos pagos com dinheiro sonegado pela Globo  Atrizes Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathália Timberg, Suzana Vieira e Barbara Paz, da novela Amor à Vida, posaram consternadas, e de preto, em protesto contra a decisão do ministro Celso de Mello, que assegurou a alguns réus da Ação Penal 470 a primeira oportunidade de apelação; pelo jeito, as atrizes não têm apreço pelas liberdades e garantias individuais; já houve um tempo em representantes das artes, como Tônia Carrero e Norma Bengell, lutavam contra a ditadura; hoje, elas parecem querer o arbítrio judicial 20 de Setembro de 2013 Quase sem maquiagem, e vestidas de preto, elas encaram a câmera. De Carol Castro, campeã da “Dança dos Famosos”, parte um olhar indignado. De Rosamaria Murtinho, vem um ar sério, que parece mirar o abismo. Nathália Timberg lança uma lâmina afiada para quem a encara. De Suzana Vieira, o ar consternado, como de uma Pilar que acaba de ser traída pelo médico garanhão. E Bárbara Paz, com lápis preto sob os olhos, faz sua tradicional pose dark. As atrizes globais, que fazem parte do elenco de Amor à Vida, de Walcyr Carrasco, não posaram juntas para promover um filme de terror ou a versão brasileira de “A família Adams”. Elas estão em luto porque o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, garantiu a alguns réus da Ação Penal 470 a primeira oportunidade de apelação no, segundo a Globo, “julgamento do século”. Já houve um tempo em que atrizes, como Tônia Carrero e Norma Bengell, se uniam em defesa da liberdade e lutavam contra uma ditadura, como na imagem abaixo, da Passeata dos Cem Mil: Hoje, as globais se unem em defesa do arbítrio e do atropelo ao direito de defesa. A sorte é que a opinião delas não tem a menor importância. A foto de 1968 entrou para a história. A de agora ficará restrita ao Instagram de Barbara Paz (leia ainda o texto de Kiko Nogueira sobre a “canastrice infringente” das atrizes globais no Diário do Centro do Mundo. Segundo Kiko, as globais acabaram pagando um mico tremendo). http://www.sganoticias.com.br/2013/09/filme-de-terror-nao-sao-as-cansadas.html 

       

  14.  
    Tudo bem que o sujeito é

     

    Tudo bem que o sujeito é afinadinho e se requebra que nem uma gazela.

    Atenção! Abro um pequeno parentese, para lembrar aos distintos, que, NADA TENHO CONTRA AS GAZELAS.

    Parentese fechado. Vamos em frente. Como vinha alinhavando, apenas por se tratar de um afinado cantor, qual importância maior, poderia ter o cacarejar emitido pela melíndrosa figura? Se as besteiras despejadas por esse sujeito, tivesse sido ditas por um Chico, ai sim, estariamos lascados.

    Orlando

  15. Grande cineasta e ótimo articulista

    Jorge Furtado é um dos melhores cineastas do cinema atual. Ele já mostrou que sabe falar do Brasil desde Ilha das Flores (1984) , que está incluso no livro estrangeiro 1001 Filmes para Ver antes de Morrer. É pouco? Gosto também de Saneamento Básico – O Filme, uma obra prima divertida sobre verbas oficiais. Seu texto sobre a ignorância é brilhante. Mas já vi jornalista dizendo que não leu e discorda que o Brasil está bem. Assim la nave va …

  16.  
    De fato, outrora era uma

     

    De fato, outrora era uma maravilha. Andava descalço pisando no mato, sintindo o cheiro de bosta de boi. Vez por outra, lascava o dedão do pé num toco de pau, o dedo lascado inchava querendo apodrecer. Médico? Mesmo se desejasse. Nem se sabia que diabo era  médico. Tinha era Dona Zezé, excelente rezadeira.

    A vida era ótima para quem tinha o que comer. Se morria mais cedo. Também, pra quê durar tanto sem porra nenhuma pra fazer? Tudo bem que alguns eram proprietários de um bando de gente para fazer o serviço pesado. Para estes, era uma maravilha. Tanto que muitos de seus herdeiros, até hoje não se conformam com o descalabro atual.

    Mas, o melhor mesmo era agente não saber de nada, era tudo inocente. Como diz o cumpade Washington.

    Orlando

  17. Eles não se cansam de pagar mico

    Marília Pera, ao apoiar Collor, foi um exemplo disso que o texto retrata: A falta de tempo para se informar adequadamente, entendemos isso, aliás,  o que esperamos é  que esses deuses maravilhosos continuem mostrando sua bela arte mas, por outro lado, fariam muito bem se não abrissem o bico ao opinar sobre a realidade que os cerca, cuja compreensão não pode ser feita pelos binóculos  dos Tio Rei, Constantinos e Jabores da vida, caso se informasse por fontes outras que não estas, não pagariam tanto mico, para ajudá-los fiz esta coletânea sobre o mundo que nos cerca, caso algum artista queira se informar por outras fontes que não a velha mídia, boa leitura

    http://lexometro.blogspot.com.br

  18. “A orfandade da classe média”

    A Era das Distopias. Por Maria da Conceição Tavares.
    “Há hoje um desconforto grande da classe média tradicional, deserdada pelo discurso do PT, que só trata de salário mínimo, desemprego, incorporação de pobre, aumento da renda do pobre… Há avanço social, mas ele não conta para essa classe média. É verdade que ela não tem sofrido de desemprego. Mas, vendo os pobres se aproximarem da sua condição, ela tem a impressão de que está estagnada, decadente, perdendo posição relativa. No fundo, estava acostumada a ser elite, e, quando vê os pobres subindo e sendo valorizados com exclusividade pelo discurso do governo, ao mesmo tempo em que ela perde o peso decisório, começa a se achar enxovalhada. E, aí, a imprensa conservadora surfa.”

    http://bit.ly/P0Z3pw

     

  19. .Modéstia a parte, parece até

    .Modéstia a parte, parece até que o jorge Furtado furtou a minha idéia de dias atrás, quando comentei s/ a entrevista do Ney Matogrosso O primeiro parágrafo é muito parecido com o que eu disse. Que ótimo ! Ele soube desenvolvê-la muito bem  (essa modéstia ainda me mata kkkk)). Algo que não tenho muita paciência para fazer. Mas, brincadeiras a parte, fico contente de saber que não estou sozinha.

  20. Outro dia, assistindo ao Saia

    Outro dia, assistindo ao Saia Justa, ouvi de Astrid Fontenelle e Maria Ribeiro que ambas foram convidadas a fazer comercial anti Belo Monte e que ambas recusaram, pois acharam que a causa “Ser contra Belo Monte” não era justa, e que elas não estavam suficientemente a par de todos os argumentos contra Belo Monte, e por isso recusaram servir de garotas propagandas a essa causa.

    Não consigo imaginar qualquer pessoa com mais de dois neurônios ser contra Belo Monte, ainda mais em se tratando de artistas televisivos que precisam que regiões inteiras do país disponham de energia elétrica para que seus produtos, ou seja, seus trabalhos possam atingir um número maior de pessoas e com isso trazer-lhes visibilidade.  

    A audiência televisiva nas capitais e grandes cidades, mesmo do interior dos estados já não oferece ibope suficiente para que artistas mantenham seus empregos, resta para essa classe de gente as cidades do interior do país, cidades essas que ainda não dispoem de recursos de lazer suficientes para que seus habitantes possam se desvencilhar da tela televisiva.

    Sem energia elétrica suficiente nenhuma empresa mesmo que pequena não pode se instalar nesses lugarejos para implementar seu desenvolvimento.  Resta para seus habitantes migrarem para capitais e cidades maiores agravando assim os problemas sociais já existentes. 

    Qualquer pessoa, seja artista ou não, tem a obrigação de saber que por trás da onda negativa de se não construir construir Belo Monte e outras hidrelétricas na Amazônia estão interesses internacionais que tentam de toda sorte sobrepujar a soberania nacional a seus interesses e ações nessa parte do país.  Que a mídia nacional se ponha de quatro aos pés desses interesses, não é de se estranhar, uma vez que essa mesma mídia se mobiliza contra tudo que possa trazer desenvolvimento e soberania ao país, sempre ficando ao lado de interesses internacionais ainda que escusos.

    É certo que os artistas de hoje não são sombra dos artistas do passado que sofreram o diabo nas mãos da ditadura.  Alguns para não morrerem tiveram que deixar o país. Muitos nas vésperas de estréias teatrais e televisivas tinham suas peças, shows, programas impedidos de irem ao ar, e não raro eram tesouradas partes, capítulos e quiçá a obra inteira.  Outros tantos foram fichados em órgãos repressores governamentais como subversivos.  Havia censores em todos os setores onde as artes e os artistas pudessem se manifestar.  Me custa a crer que esses artistas de hoje, incluindo os velhos possam ter saudades de outrora onde eram impedidos de trabalhar e se manifestar.  

    Basta uma pequena olhadela nas regiões amazônicas onde estão sendo implementadas as hidrelétricas para ver que toda essa região é carente de recursos.  A população dessa região também precisa viver em um país mais pujante e que essa pujança econômic0-social não se restrinja somente ao centro sul do páis.

    Essa parte do Brasil não é habitada somente por índios, pererecas e bagres existe aí uma população enorme de pessoas ávidas por consumir , por estudar, por aprender, enfim por se desenvolver.  Duvido que qualquer ator ou atriz global consiga viver com um mínimo de dignidade  nessas regiões sem energia elétrica, energia essa que é precursora de todo e qualquer desenvolvimento por mais incipiente que esse desenvolvimento seja.

    É muito fácil sair em defesa de índios, flora e fauna quando se vive em regões urbanas dispondo de todo aparato para que qualquer pessoa possa viver com conforto.  Sugiro aos globais que se oposuram a Belo Monte e as demais hidrelétricas que troquem seus confortáveis apês por um casebre a beira de uma rodovia, a beira do leito de um rio, ou dentro das periferias dessas cidades por pelo menos uma semana, e depois relatem em seus veículos de trabalho, a experiência aviltante que é viver na Idade da Pedra em pleno século XXI.     

      

  21. É, realmente o Wagner, que

    É, realmente o Wagner, que foi a quem o autor dirigeu seu texto embora não assuma, é politicamente ignorante mesmo.

    Wagner não só explicou porque perdeu o “tesão” de morar no Brasil como deu exemplo de onde as coisas estão funcionando diferente. Deu exemplo de uma Medelin onde a favela ganhou metro e de um Rio onde a favela ganhou UPP.

    Wagner fala da desesperança trazida por 12 anos de PT que mudaram muita coisa para que tudo continuasse como sempre foi. E agora, nas eleições que se avizinham, as opções que se apresentam são o continuísmo do troca-troca petistas ( me deixem pagar BF que eu lhes pago 12% ao ano ), ou o terrível retorno ao tucanismo. Já que, segundo o próprio Wagner, a terceira via na qual ele chegou a acreditar, hoje anda de braços dados com o coronelismo.

    Fazer o que ? Wagner Moura acha que é melhor viver na Colômbia, para onde está indo e deixou claro os “porques” disso em sua entrevista.

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