Em seu artigo “A bomba semiótica do fusca em chamas”, publicado no Jornal GGN, Wilson Ferreira lembra um fato que foi visto pelo mundo inteiro. “Em 1990 os telejornais de todo o planeta mostraram chocantes imagens do que ficaram conhecidas como “o ossário de Timisoara”, na Romênia: a descoberta de um ossário de quatro mil vítimas que, afirmavam os repórteres, eram vítimas da ditadura de Ceausescu. E outros milhares de corpos teriam sido dissolvidos em ácido. As imagens atrozes dos cadáveres alinhados sobre um lençol branco marcaram para sempre a derrubada do ditador na chamada Revolução Romena de 1989”.
Na verdade, era tudo uma grande farsa. Mais tarde descobriu-se que tudo tinha sido um cenário montado para cinegrafistas e fotógrafos, com corpos de pobres desenterrados de um cemitério local e cedidos à TV.
Exclusivas ou não, as imagens são sempre falsas. Perfeitas demais para propósitos exclusivos, numa sociedade em que “as imagens valem mais do que mil palavras”
Neste novo século, a cultura, a técnica e as ferramentas de produção de imagens evoluíram significativamente, a ponto de dissolver em milhares de fragmentos os valores abstratos e objetivos. Os valores, a fé e a cultura são exatamente como determinam os que realmente controlam a imagem da sociedade.

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