Barroso critica uso de mensagens hackeadas em ações da Lava Jato

"É muito impressionante como os garantistas à brasileira se apaixonaram pela prova ilícita, produto de crime", disparou o ministro

Jornal GGN – Em entrevista ao Blog do Josias, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso criticou a intenção de colegas de Corte em utilizar as mensagens de Telegram trocadas entre membros da força-tarefa da Lava Jato. O material é fruto de atividade hacker, o que Barroso considera ilegal e, consequentemente, inutilizável.

“É muito impressionante como os garantistas à brasileira se apaixonaram pela prova ilícita, produto de crime”, disparou o ministro, sem citar o nome de outros magistrados do STF.

Segundo Barroso “a Constituição expressamente proíbe a utilização de provas ilícitas em processo de qualquer natureza. Utilizá-las para perseguir pessoas é inaceitável.”

Na semana passada, a Folha de S. Paulo informou que o STF acionará a Procuradoria-Geral da República, por intermédio de Gilmar Mendes, para requerer a verificação da autenticidade das mensagens de Telegram vazadas pelo Intercept Brasil.

Barroso, defensor da Lava Jato, ainda disse que não é “fácil nem simples a tarefa de fazer com que o Brasil deixe de ser o país em que o crime compensa, os bandidos perseguem os mocinhos e o mal vence no final. Mas essa é a missão da nossa geração. Às vezes parece que somos minoria, mas a história está do nosso lado.”

 

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