O presidente Lula (PT) demonstrou surpresa ao se deparar com o volume de votos do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições 2026. No hotel em São Paulo em que Lula aguardou com sua equipe de campanha e aliados políticos os resultados da votação, circulou a informação de que o presidente ficou “chocado” com os números. Flávio acabou o primeiro turno na frente, com 47% dos votos válidos, uma vantagem de 2,3 milhões de votos sobre Lula, que ficou com 45%.
Segundo apuração do jornalista Fabrício Rinaldi, “Lula ficou impressionado e não esperava um resultado parecido com isso. Chocou o presidente se deparar com os percentuais que vimos no final da apuração do primeiro turno. Por conta disso, para amanhã está marcada em Brasília uma reunião com a coordenação de campanha e o presidente Lula, para entender quais ataques serão feitos no segundo turno”, disse o repórter em vídeo enviado ao GGN diretamente do Hotel Renaissance, onde Lula acompanhava a apuração em SP. Assista:
O próprio coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, conversou com jornalistas nos corredores do Hotel e admitiu a surpresa com os resultados das urnas. Ao subir no palco para falar à imprensa, Lula admitiu que pensava que iria ganhar no primeiro turno e tentou amenizar os resultados com bom humor.
Ainda de acordo com a apuração de Rinaldi, a campanha de Lula acredita haver duas cartas na manga como ponto de partida para mudar o cenário no segundo turno.
“Primeiro, as abstenções, que em números absolutos [33,4 milhões de votos], é uma dos maiores da história. A segunda carta na manga é a votação da escala 6 x 1 que vai acontecer essa semana no Senado. Lula conta com essa vitória. Além disso, há outras pautas, como as denuncias contra Flávio Bolsonaro” para usar de munição no segundo tempo do jogo. “É um segundo turno com ares de nova eleição, mas claro, um enorme desafio para a campanha do presidente Lula”, finalizou Rinaldo, jornalista do Consórcio de Canais Progressistas que está ajudando o Jornal GGN na cobertura das eleições.
Jicxjo
5 de outubro de 2026 12:38 amCom o Senado que foi eleito, já era. Ainda que ganhe, Lula não dura 6 meses no cargo. E até lá não conseguirá fazer rigorosamente nada. 4 de Outubro de 2026 será lembrado como o dia em que o Brasil se suicidou; a mídia brasileira deveria responder pelo crime de incitação. Parabéns aos envolvidos.
Jair Soares
5 de outubro de 2026 12:54 amDesastre total. E eu, com 57 anos, estou cansado e desmotivado. O povo brasileiro quer e merece Flávio Bolsonaro, o bandido miliciano e toda a corja de criminosos do PL. Vou votar, mas militância acaba por aqui. Chega!
Leo
5 de outubro de 2026 12:58 amTem que mostrar para os eleitores independentes o que está em jogo nessa eleições: soberania nacional, continuidade dos investimentos para combate à pobreza e fortalecimento da economia com geração de empregos, combate ao crime organizado, manutenção dos projetos sociais e direitos dos trabalhadores conforme o atual governo está fazendo e a oposição vai descontinuar tudo isso com prejuízos graves para a sociedade pois a pauta deles é justamente o contrário retirar todos os direitos dos trabalhadores, entregar as riquezas do país para potências estrangeiras e efetuar cortes em saúde e educação e programas sociais nova reforma da previdência para logo após isso aumentar o valor da emendas secretas parlamentares, ou seja uma verdadeira praga de gafanhotos. O primeiro sinal disso vai ser a não aprovação do fim da escala 6 x 1 que a extrema direita é contra e vai ferrar com esses trouxas que votaram neles e os que não votaram também.
Lopes
5 de outubro de 2026 3:59 amTem que mudar a linguagem urgentemente e se adaptar ao que as pessoas querem ouvir.
Rui Ribeiro
5 de outubro de 2026 5:25 amOs fatos não convencem p Augusto Cury a não apoiar o Flávio Bostonaro no segundo turno. É o próprio caroneiro e destinatário de recursos desviados da população que tem que convencer o Augusto Cury não de que não vai desmantelar as políticas públicas nem que tem um projeto para tornar menos pior a vida da população, mas que não é corrupto. Os fatos falam por si, Sr. Augusto Cury, e contra fatos não há argumentos.
Antonio Uchoa Neto
5 de outubro de 2026 9:38 amEscrevi isso aqui no GGN, há dois anos:”…creio que é necessário abordar um lado da questão da incivilidade generalizada que toma conta da política nacional, e, ao que parece, seduz cada vez mais e mais extratos da população – principalmente suas classes mais baixas. Antes de mais nada, para que meu argumento tenha alguma credibilidade, é preciso um tipo de “suspension of disbelief”, em consideração à minha visão do que se chama, comumente, de ‘povo’; eu, que vivo em bairros pobres há 30 anos, rejeito qualquer visão edulcorada, ou idealista, dessa entidade da qual faço parte. Antes, quando me enquadrava nos extratos mais baixos da classe média, eu não tinha noção, nem vivência, de que havia qualquer tipo de fosso, ou separação, entre as classes – hoje, e nesses últimos trinta anos, vivo no centro da questão. É precisamente o apelo à incivilidade – o que inclui desde a linguagem chula (e, portanto, perfeitamente compreensível ao vulgo), até a demonização do ‘adversário’ (processo um pouco mais complicado, mas cuja complexidade pode ser facilmente contornável, apelando-se a termos consagrados como ‘comunista’, no passado, ou ‘ideologia de gênero’, dentre outros, hoje) o que torna a ação dos bolsonaros, renans, curys, et caterva, bem sucedida, e arrebanha milhares de seguidores. O brasileiro não é, pelo menos o brasileiro médio, um povo generoso, solidário, altruísta. Alguns indivíduos são; mas o conjunto da população não é. Alguns desses (representantes da extrema direita) são pouco mais que entertainers, gente intelectualmente medíocre, mas falam linguagem que o pobre entende, agem de forma que o pobre entende, e o principal, atacam um inimigo bem definido, bem identificado, o político. Todo político é ladrão, como se sabe, no imaginário popular; e quando aparecem esses espertalhões aproveitadores (auto-intitulados como anti-políticos), insultando, xingando, e desqualificando os políticos, está completo o quadro, que leva o pobre a se sentir representado, por gente que sabe interpretar a incivilidade do povo, antes recolhida, e agora exposta em toda a parte. O ser humano tem um lado ideal – o que inclui a generosidade, a solidariedade, o altruísmo – mas também tem um lado real – e este o impele a abraçar um ataque à injustiça social prevalente, à pobreza e à falta de oportunidades, quando vê essas pessoas identificando um inimigo palpável – o político – e responsabilizando-o pela situação de miséria e penúria a que estão submetidos…e uma vez instalado no poder o fascismo, assim que ficar claro, ao populacho, que não há qualquer intenção, por parte do Capital, de fazer prosperar o povo, ou sequer de melhorar, minimamente, sua qualidade de vida, as posições de força entram em ação, apelando às mesmas ficções de anticomunismo, moral, corrupção, e…bingo!!! Lá vai o povo, novamente, atrás de uma cruz e uma espada. (…) O povo não sabe o que é comunismo; não sabe qual é a verdadeira corrupção; não sabe, sequer, o que é civilidade. Mas basta que um desgraçado qualquer saia por aí, bradando que é necessário impedir que o país seja entregue aos comunistas, que é necessário fuzilar os corruptos, e que é necessário acabar com a ‘ideologia de gênero’, e lá vai a turba, ensandecida, atrás de mais um messias. É preciso abandonar as ilusões, o idealismo de enxergar a população como uma tabula rasa. Qualquer coisa pode preencher uma tabula rasa. E o lado do fascismo, do obscurantismo, tem muito mais traquejo para isso, pois enxergam o povo como ele é: uma massa de manobra. O golpe fascista de 2022 fracassou, lição aprendida: é preciso arregimentar apoios, internos e externos; já estão fazendo isso. Enquanto isso, ficamos aqui (os progressistas), confiantes que o povo saberá separar o joio do trigo. Não sabe, e nem saberá; estou no meio dele, e vejo isso todos os dias (…)
Faltou abordar a classe média. Desde que as eleições passaram a ser decididas por margens estreitas, creio que é ela que está fazendo a diferença.
País triste.
Merchid
5 de outubro de 2026 10:13 amBrilhante texto, prezado, fruto de interpretação cirúrgica da realidade que você conhece e expõe tão bem. Estou pasmo e triste com as escolhas da maioria iludida com essa guinada para a extrema direita, como se essa opção adotada na Argentina, Chile, Equador etc tivesse melhorado as condições de vida do povo. Acho que vou imprimir num lenço a expressão “Eu já sabia…!” pra retirar do bolso e exibir para a previsível claque de pessoas arrependidas que certamente aparecerão arrependidas com suas escolhas já definidas para o Congresso e Estados. E, ao que tudo indica, para a Presidência, pois será muito difícil Lula reverter o cenário que, aliás, ocorre no mundo inteiro com o avanço da ultra direita. Estaremos condenados a retroceder para a borda do precipício em que estivemos em 1964 e nos anos seguintes. Como é que a maioria das pessoas não se dá conta disso, parece uma hipnose ou embriaguez coletiva…!
César Rocha
5 de outubro de 2026 12:01 pmO PT/Lula no poder perderam mesmo o senso de realidade e do “universo simbólico” do povo num dos paíes da mais acintosa desigualdade social, dada a quantidade recursos naturais para potencializar o desenvollvimento econômico-social. Fazer de um dos hoteis mais sofisticados (e caro) de São Paulo – o QG à espera das apurações do resultado eleitoral – é falta de discernimento político e social para quem se “apresentou” o polo agrutinador da esquerda. Ou seja, esbanjaram os gastos do Fundo Eleitoral! Poderiam ter “montando” tal QG num espaço de entidades sindicais ou sociais. Exibir uma “imagem de riqueza” num hotel sotisficado passa um recado negativo de um partido/coligação que enfatizou os discurso eleitoral de “responsabilidade fiscal” e defesa dos interesses de trabalhadores e do povão.
Fábio de Oliveira Ribeiro
5 de outubro de 2026 4:21 pmPouco mais de um século atrás, James Joice disse que “A História é um pesadelo de que eu estou tentando acordar.” (Ulisses, 1922). Ele ainda acreditava que acordar era possível. Mergulhados num sistema-mundo de poder tecnológico que se transmutou em programa político e mitológico que presentifica tudo o tempo todo sem fazer distinção entre o que é realidade e ficção, verdade factual e falsificação, as pessoas não sabem mais se estão despertas ou acordadas. O que Joice chamaria de historicidade claramente deixou de existir e isso ficou evidente na eleição brasileira de domingo. É impossível acordar de um pesadelo em que a fragmentação constante do tempo é a essência da criação e dissolução de bolhas de informação sopradas por máquinas virtuais incansáveis que estão tanto a serviço do lucro privado quanto da construção de maiorias artificiais baseadas em verdades alternativas compartilhadas hoje e esquecidas amanhã ao ser substituídas novas alternativas de verdades. A direita aprendeu a surfar nessa onda e se beneficia da arquitetura das plataformas de internet. A esquerda está morrendo eleitoralmente porque ainda se relaciona com o tempo histórico como se ele existisse ou fosse compartilhado por toda população? Essa é a pergunta de alguns bilhões de megabites.
Paulo Dantas
5 de outubro de 2026 8:36 pmOs votos terão de ser tiradoscde Flávio e fazendo os que não votaram no 1° tufno votarem.
Bgl1
6 de outubro de 2026 7:24 pmDesde 2023, a cada crítica, a resposta INVARIÁVEL E DEBOCHADA era: “Você preferia o Bolsonaro?!!”
Tanto perguntaram, que o povo agora foi lá e falou.
Lula se cercou de todos os que comandaram os governos do PT ao naufrágio na década passada. Apelidei, ainda em 2022, diante dos nomes anunciados, de “Governo Dilma 3” – que já sabíamos como terminava.
A única novidade foi a chapa com o Geraldo Alckmin, aquele candidato opositor cuja vitória em 2018 só seria possível com Lula preso – e o Lula foi preso. Mas, de onde os encastelados, alheios à realidade, não viam, veio um Jair do baixo clero e enrabou todo mundo (nós, cidadãos comuns, inclusive).
Daí, a cidade em romaria foi beijar a mão do Lula. O prefeito de joelhos, o bispo de olhos vermelhos.
Veio 2022, conseguiram reverter e voltaram todos (todos!) à alienação habitual.
E o Zepelim voltou. Pra surpresa de NINGUÉM. E voltou com muito mais que 2 mil canhões.
Mas e a ABIN, o COAF, o BC, hein, se informando pelo The Guardian?!!
Paulo
7 de outubro de 2026 8:40 pmJanja precisa dar um tempo. Atrapalhou o governo e está atrapalhando a campanha.
Bgl1
8 de outubro de 2026 6:02 pmJanja tinha era que ser a candidata! A única adulta na sala de um governo de trapalhões do PT da Chuíça.