
Bitcoin: Nova Forma para Velha Especulação
por Fernando Nogueira da Costa
A visão liberal da história enxerga qualquer moeda apenas como uma mercadoria a mais, escolhida segundo critério de comodidade e/ou segurança por um sistema econômico auto regulável, sem a arbitrária intervenção estatal. Assim, a história monetária se reduziria à pesquisa das distintas características essenciais ou requisitos físicos da moeda-mercadoria.
Nesse sentido, essa visão se confunde com a numismática, isto é, a ciência que se ocupa das moedas. Numisma é a moeda cunhada por senhores feudais, daí a etimologia da expressão “senhoriagem”: tributo que se pagava como reconhecimento de um senhorio. Referia-se ao direito que o concessionário da cunhagem da moeda pagava ao soberano. Na época contemporânea, se transformou na diferença entre o valor real – poder aquisitivo de fato – e o valor nominal da moeda: aquele com que o Estado emissor paga seus funcionários e fornecedores.
Na verdade, os atributos físicos requisitados para ser uma moeda pouco importam para nos entendermos sua essência. Por exemplo, a pedra-moeda, na Ilha de Yap, na Micronésia, não oferecia muita facilidade de manuseio e transporte como ocorre quando pequena quantidade corresponde a grande valor. Esculpia-se a moeda e a fincava na terra como símbolo de riqueza atribuída pela comunidade aos detentores.
É mera curiosidade saber que o sal foi escolhido, para evitar falsificações, por sua indestrutibilidade e inalterabilidade – exceto com liquidez, quando vira água salgada do mar. Daí o pagamento de “salário”. Pecus (gado) não permite divisibilidade, para dar trocos, e uma boa moeda tem de permitir múltiplos e submúltiplos. Um boi todo “marcado” em seu couro o dificulta ser transferível pelo portador.
Pecus está na etimologia de pecuniário – relativo a dinheiro – e peculato: crime de desvio de um patrimônio ou valor público por funcionário que tenha acesso a eles em razão da sua função. É crime específico do servidor público (ou equiparado como político profissional em “cargo de confiança”) e trata-se de um abuso de confiança pública.
As formas de moeda foram se transformando em direção à sua “invisibilidade” material: moeda-mercadoria – metal-cunhado – papel-moeda conversível – moeda fiduciária (não-conversível) – moeda bancária (escritural). Houve progressiva desmaterialização.
A moeda-bancária, por exemplo, exigiu a constituição do sistema bancário, o uso generalizado do cheque com câmara de compensação, e a percepção de que a reconversão ao lastro monetário, isto é, ao encaixe bancário, não era solicitada por todos clientes ao mesmo tempo. Toda fidúcia está baseada em confiança. Logo, todas as formas de moeda se respaldam em crença: ação de crer na possibilidade de alguma coisa. É espécie de convicção íntima ou opinião que se adota com fé quase religiosa. O especulador a respeito do futuro sempre “quer crer”…
Qual é a inovação financeira da moeda eletrônica ou digital? Não ser baseada em fidúcia estatal, ou seja, não ser emitida por um Estado nacional, mas sim estar circulando em escala mundial através de rede de computadores ligada pela internet. Bit é a sigla para Binary Digit [dígito binário], constitui a unidade de informação em computador ou cibernética equivalente ao resultado de uma escolha entre duas alternativas.
Os nerds em tecnologia, no caso, os Cyberpunk ou Ciberanarquistas, se cansaram de reunir “alta tecnologia e baixa qualidade de vida” (High tech, Low life). Buscaram elevar a qualidade de sua vida. Para isso, mesclaram ciência avançada, como as tecnologias de informação e a cibernética, com algum grau de mudança radical na ordem social.
Leigos em Economia Monetária, durante a crise mundial de 2008 descobriram que o poder do sistema bancário multiplicar moeda é fruto de efeito de rede, no caso, regulado pela Autoridade Monetária estatal. Não aceitando a submissão da sociedade aos poderes governamentais de “salvar bancos grandes demais para falir”, e adotando uma ação coletiva que se opõe, radicalmente, à autoridade do Estado, os Ciberanarquistas inovaram ao criar uma moeda digital fora da regulação estatal.
Há conceitos simples por trás dessa inovação monetária. Moeda é um ativo – forma de manutenção de riqueza – comumente oferecido ou recebido pela compra ou venda de bens e serviços. Moeda oficial é aquilo que o Estado recebe como pagamento de imposto. Já dinheiro é um ativo monetário, criado pelas forças do mercado e/ou pelo poder do Estado, com aceitação geral – legal e social – para desempenhar todas suas funções. Quais são essas funções? Meio de circulação, medida de valor, reserva de valor, capacidade liberatória de dívida, padrão de pagamento diferido, enfim, instrumento de poder econômico. Para ser dinheiro, uma moeda tem de cumprir as três primeiras funções, ou seja, ser meio de pagamento, unidade de conta e reserva de valor.
O bitcoin, por exemplo, é uma moeda internacional aceita por ainda relativamente poucos especuladores só como reserva de valor e unidade de conta. Portanto, é um dinheiro parcial, não pleno, pois seu uso disseminado como meio de pagamento dependeria de mais rapidez no processamento das transações e da redução de custos de transação. A oferta e a demanda determinam sua cotação. No caso de bitcoin, a oferta está dada em cerca de 16,5 milhões de unidades em circulação. Em seu caso, a demanda cria a oferta, ao contrário do que prega a Lei de Say? Cria no mesmo ritmo de conversão entre moedas oficiais e criptomoeda?
No início, após 2009, o uso de moedas virtuais era mais para o tráfico de drogas. Os usuários entravam em sites na internet (“deep web”) e compravam produtos ilícitos pagando com criptomoedas e os recebiam via Correios. Hoje, há pelo menos oito tipos de condutas criminosas, como o estabelecimento de empresa de fachada que atua na venda de mercadorias e recebe créditos proveniente de outras empresas especializadas em vendas pela internet para posterior distribuição de dinheiro a pessoas físicas.
Outro esquema usa cartões de credito e empresas fictícias para movimentação e pagamento de faturas de cartão em valores maiores do que os devidos. Assim se constitui um crédito no meio de pagamento que, posteriormente, é sacado no Brasil ou exterior.
Outro crime citado é o chamado “ransomware”, no qual ataques em escala mundial com um vírus sequestra dados de empresas e pessoas e condiciona a liberação ao pagamento de valores em moedas virtuais. Também se compra e vende imóveis por valores abaixo do mercado com posterior pagamento das diferenças via criptomoedas.
Há, além disso, a constituição de empresa de fachada com atuação em comércio internacional, para abrir uma conta em corretora de moeda virtual, que passa a centralizar a movimentação de moedas digitais de diversas pessoas físicas, como se fossem clientes independentes. Por exemplo, os recursos transferidos para a corretora de moeda virtual são utilizados para compra de bitcoins no Brasil e posterior venda em outros países, com objetivo de remeter recursos para o exterior. Assim, operações fictícias de comércio exterior e corretoras de câmbio realizam remessa ilegal de divisas.
Um efeito de rede, também designado externalidade de rede ou busca de economias de escala, é o efeito que um adquirente de um ativo tem sobre o seu valor para outros compradores. Quando o efeito de rede estiver presente, o valor dessa forma de riqueza depende do número de aquisições realizado por outras pessoas.
Quanto mais bitcoins adquirem os especuladores, mais valioso se torna a moeda digital para cada proprietário. Isso cria uma externalidade positiva mesmo porque um deles pode comprar uma criptomoeda sem a intenção de criar valor para os outros utilizadores dela, mas acaba por fazê-lo. As redes sociais online funcionam da mesma forma retro alimentadora. Logo, as moedas virtuais alcançam maiores cotações quanto mais compradores aderirem.
Depoimentos de “celebridades” ou imaginários sucessos alheios, quando todo o ser humano se imagina superior aos outros, aquecem essa febre especulativa, validando a profecia autorrealizável. Compra-se porque a cotação está subindo e esse valor cresce porque está se comprando. Torna-se o clássico caso de Pirâmide da Felicidade (ou Esquema Ponzi) quando as novas entradas que determinam os ganhos dos que saem antes da explosão da bolha especulativa. Ela não tem fundamentos em geração de empregos e renda, mas sim está inflada com base em mera troca de propriedades.
Externalidades de rede negativas também poderão ocorrer quando os utilizadores das criptomoedas para ganhos fáceis reverterem suas expectativas face aos “mineradores” ou validadores das transações. Usando um computador potente, estes ficam testando uma combinação de letras e números até encontrar a chave correta do próximo bloco da cadeia. O blockchain é o protocolo da confiança em registros compartilhados.
No caso do bitcoin, um novo bloco é adicionado à cadeia a cada dez minutos. O minerador ou grupo de mineradores que consegue descobrir a chave antes dos outros fica com a recompensa, que hoje é de 12,5 bitcoins a cada intervalo. Com o tempo, o prêmio vai diminuir em quantidade. Em congestionamentos de rede, os “mineradores” podem registrar maior quantidade de um ativo com menor valor.
Assim como os efeitos positivos de rede podem criar um ciclo de feedback positivo quando a rede se torna mais valiosa e mais pessoas se juntam a ela, o inverso também é verdadeiro. Em todas as bolhas, os espertos insiders saíram antes de sua explosão e os idiotas outsiders constataram que entraram para a inflar – e ficar com o mico-preto.
Alan Souza
13 de dezembro de 2017 8:05 pmBitcoin é fabricação de dinheiro do nada
Biticoin é tirar dinheiro do vento.
Alguém emite – não se sabe exatamente quem. Não tem nenhum lastro, já que não se vincula a nenhum estado, nenhuma economia nacional. Ninguém regula, ninguém garante. Mas vale zilhões.
É literalmente fabricar dinheiro. É o achado do século! E, como todo caso nebuloso assim (como as pirâmides, de que Nassif aqui tanto falou), quem entrou na ciranda primeiro vai lavar as burras de dinheiro…
alfeu
13 de dezembro de 2017 9:13 pm*
O Steam anunciou que não vai mais aceitar bitcoins
“Aceitar bitcoins como uma opção de pagamento se tornou insustentável.”
PorMatthew GaultTraduzido porAmanda Guizzo Zampieri
Dez 8 2017, 1:37pm
O bitcoin é um método de pagamento fascinante, confuso e magicamente eficiente para que as pessoas acumulem valores. O problema é que ele se tornou bastante inconveniente para a maioria das pessoas. Tudo vai muito bem se você tiver uma quantidade da moeda digital que valha mais de 10.000 dólares, mas como você faz para usar essa grana no supermercado ou para comprar jogos?
Bem, agora isso está ficando um pouco mais difícil. O popular mercado de games Steam anunciou ontem que não irá mais aceitar bitcoins como pagamento.
O Steam ostenta um banco de usuários na faixa das dezenas de milhões. O serviço acrescenta usuários novos a uma taxa de aproximadamente 1,5 milhões por mês e é uma força de mercado poderosa no espaço de distribuição digital. O Steam acrescentou a forma de pagamento em bitcoins em abril do ano passado.
De acordo com a Valve, a empresa por trás do Steam, a volatilidade do bitcoin o torna muito instável como método de pagamento. Em um ano, o valor do bitcoin foi de 700 dólares por moeda para mais de 10.000 dólares, e ele está suscetível a uma perda de milhares de dólares do dia para a noite. Tudo bem para investidores, mas nem tanto para os comerciantes.
“O nível de volatilidade ficou excessivo nos últimos meses, perdendo até 25% de valor em questão de dias”, explicou a empresa em um post em seu blog na quarta-feira. Basicamente, se alguém pagar uma fração de bitcoin por um jogo, ele pode valer 70 dólares por algumas horas, mas no momento em que a transação for efetuada pela rede Bitcoin, a mesma quantidade de bitcoins poderá valer muito mais que isso – ou muito menos.
Além disso, a equipe do Steam afirmou que as altas taxas cobradas pela rede do bitcoin não incentivam os pagamentos de games.
“Nos últimos meses, vimos um aumento da volatilidade do valor do bitcoin e um aumento significativo nas taxas de processamento das transações pela rede Bitcoin”, escreveu a equipe do Steam. “As taxas de transação cobradas aos clientes pelo bitcoin aumentaram significativamente este ano, chegando a 20 dólares por transação na semana passada.”
As altas taxas de transações da Bitcoin e a demora na confirmação são pontos de grande debate e consternação na comunidade das criptomoedas. Um código chamado “segregated witness” foi lançado este ano, mas praticamente não teve efeito devido à sua baixa adesão.
A equipe do Steam afirmou que os usuários costumavam pagar 20 centavos de dólar por transação com bitcoin logo que eles acrescentaram a criptomoeda na plataforma no ano passado. Agora, esse valor pode ser ainda maior. O que é muito ruim, mas essa volatilidade do bitcoin no mercado é ainda pior. A moeda digital perde e ganha valor em uma taxa absurdamente incrível, sendo difícil para a maioria das pessoas acompanhar o que está acontecendo. Neste momento, a moeda está valendo muito, mas os observadores do mercado não têm certeza se esse valor permanecerá assim ou se quebrará e sumirá com milhões dos usuários.
Quando um usuário compra um jogo com bitcoin e o valor caiu antes que a transação fosse efetuada, a Steam poderá devolver para o usuário ou solicitar que ele envie mais bitcoins para cobrir o valor. De qualquer modo, o comprador terá que pagar as taxas de bitcoins duas vezes. Muitos usuários do Steam caíram nessa armadilha, para o gosto da Valve, vendo seu valor de bitcoin diminuir quando tentavam comprar um jogo.
“Neste momento, tornou-se insustentável aceitar o bitcoin como opção de pagamento”, disseram. “Poderemos reavaliar se o bitcoin faz sentido para nós e para a comunidade Steam mais adiante.”
É mais um local onde os usuários não poderão gastar tão facilmente suas moedas digitais. Cada vez mais, a criptoeconomia deixa de ser um veículo alternativo de comércio para uma commodity acumulada pelos mais ricos.
https://www.vice.com/pt_br/article/434xn3/o-steam-anunciou-que-nao-vai-mais-aceitar-bitcoins
Lucio Vieira
13 de dezembro de 2017 9:16 pmO grosso do “dinheiro” já é virtual. Sem lastro, sem garantia
Bitcoin é a ilusão da virtualidade. Hoje em dia, dos grandes e possíveis movimentos do real terrorismo são e cada vez mais serão feitos por usuários avançados, em conhecimento e malícia, dos meandros da rede mundial. Matéria pulicada ontem, onde diz que empresa de segurança digital encontrou banco de dados de 1,4 bilhão de senhas roubadas e relaciona que os dados são para acesso de sites como Netflix, LinkedIn e dados de carteiras de bitcoin, já sinalizam a desconfiança que se pode ter.
Assim com o bitcoin se iniciou na dark web, este banco de dados foi localizado na mesma. E em caso de uma possível pane na rede, quando vários sistemas caírem, vamos ver se mesmo ter dinheiro eletrônico num “paraiso” fiscal vai salvar alguém.
https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/empresa-de-seguranca-digital-encontra-banco-de-dados-de-14-bilhao-de-senhas-roubadas.ghtml
[video:https://www.youtube.com/watch?v=P_XA5ENUw3s%5D
emerson57
13 de dezembro de 2017 9:46 pmjá vi
Mais uma pirâmide!
Como sempre, alguns ganharão. Poucos, muito. E muitos perderão.
Nada de novo sob o sol.
HAROLDO LONGOBARDI DE VILHENA
13 de dezembro de 2017 11:56 pmbitcoin
Otima analise sobre a questão Bitcoin: (bolha, ferramenta para fraudes…)
http://cts.direitorio.fgv.br/tecnologias-disruptivas/a-bolha-do-bitcoin-vai-estourar-e-dai/
AMORAIZA
14 de dezembro de 2017 5:07 pmDa análise
A idéia central que pude colher da análise:
“Mas não deve afetar o valor intrínseco da criptomoeda, que é servir melhor e de forma mais confiável a transações do que as moedas tradicionais.”
e para mim soa como:
Nada, mas nada mesmo é capaz de afetar a capacidade humana de ser iludida em sua confiança.
rdmaestri
18 de dezembro de 2017 7:12 pmNo texto da FGV o autor faz uma bela enrolada.
Lendo o texto na realidade não entendi várias coisas que o autor não explica. Ele compara o Bitcoin como uma commodity e ainda tem um valor de troca (ou seja, pode no limite comprar um quilo de feijão co X biticoins), porém no mesmo texto ele faz uma analogia da quebra do mercado de imóveis que ele corretamente escreve que não corresponde a “quebra dos imóveis” pois os mesmos tem um valor intrínseco como um bem, a analogia é completamente errada, pois quando ele diz que os imóveis tem ainda valores intríncecos que não desaparecem com uma bolha ele esquece de dizer que o valor intrínseco do Bitcoin é ZERO.
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A analogia é totalmente incorreta com o mercado de commodities, pois estas sempre estão lastreadas com um bem com valor intínseco, por exemplo, soja ou minério de ferro por mais que as coisas entrem em crise um saco de soja serve para alimentar porcos, gado e galinhas, assim como minério de ferro serve para fazer ferro que servirá para trilhos, perfis metálicos e outras coisas reais.
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O Bitcoin não serve para alimentar galinhas nem para fazer perfis metálicos, logo é algo que pode valer centenas de dólares ou ZERO.
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A moeda corrente, salvo em situações excepcionais de hiper-inflação elas estão lastreada na capacidade de produção de um país e no mais importante que todos esquecem, as moedas correntes tem OBRIGATORIEDADE de ser aceita para compra de produtos.
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Na Alemanha durante a sua hiperinflação, as pessoas quando recebiam seus marcos que desvalorizavam hora a hora eles utilizavam para comprar algo, e após por escambo trocavam conforme as suas necessidades.
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Como não há obrigatoriedade da aceitação dos bitcoins, uma bolha pode levar ao seu valor intrínseco, ou seja, zero.
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Outro problema, bitcoin por suas características nunca poderá ser utilizado como salário ou pagamento de serviços, pois assim como ele sobe ele desce, e imagine alguém que trabalha uma semana, trata um recebimento de X vitcoins no fim de semana e naquele dia do recebimento ele descobre que não poderá comprar alimento para a sua família.
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O que ele faz? Dá um tiro na cabeça? Comunica aos filhos que ninguém vai comer nos próximos dias?
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Especulação é uma coisa, vida real é outra.
AMORAIZA
14 de dezembro de 2017 1:58 amBurrice
Acho que tive um ataque agudo de burrice porque não consigo entender quem diabos enfia seu rico dinheirinho numa coisa que não existe, nunca existiu mas nego acredita e põe dinheiro.
Já sofro com ataques de burrice regulares quando vejo pessoas pagando milhões por telas cheias de borrões pintadas por macacos.
Qual linguagem que eu não consigo captar nessa maracutaia?
Será por conta do meu dna de pobreza?
Affff!!!!!
Jorge Santos Gomes
14 de dezembro de 2017 10:46 amSerá por conta do meu dna de pobreza?
Meu ataque de burrice me rendeu 960% só de outubro a dezembro.
Vou ser esperto e investir na poupança.
AMORAIZA
14 de dezembro de 2017 4:24 pmPobreza
Aproveita enquanto o Braz é tesoureiro.
Fácil vem, fácil vai.
Você não é burro, você é especulador e gosta de ganhar dinheiro.
Nem todo mundo gosta de ganhar dinheiro sem fazer nada.
Dá uma espécie de enjoo quando a gente vê a miséria circundante.
É claro que para fugir dessa sensação a gente pode se isolar em ilhas de luxo e bem estar.
É para isso que se especula.
Entretanto, não quero morar em ilhas de luxo e nem contribuir para quem queira.
Acho mais interessante a vida num mundo regular e equilibrado onde os que me rodeiam sejam tão felizes quanto eu.
rdmaestri
14 de dezembro de 2017 2:57 amJá andei dando uma olhadinha para que servem estas moedas, e….
Já andei dando uma olhadinha para que servem estas moedas, e cheguei a grande conclusão! Que não servem para nada além de especulação.
Quando compras um bitcoin teu dinheiro vai para uma conta que ninguém sabe de quem é e te cobram uma taxinha, quando vende tens que esperar os dias que as corretoras quiserem para voltar para tua conta, que pela quantidade de malandragem no sistema podem estar já sabendo a tua senha.
Agora para entrar numa loja e comprar algo, esqueçam, parece que existe uma pousada que aceita, empresas de aviação de baixo custo nos USA e se quiser comprar uma Pizza só nos staites.
É a maior vigarisse que vi até hoje, o golpe do vigário ou qualquer pirâmide é mais honesta.
rdmaestri
14 de dezembro de 2017 5:47 amO problema principal é para quem vai o dinheiro real quando…..
O problema principal é: Para quem vai o dinheiro real quando estoura a Bolha?
Quando estoura uma bolha imobiliária, por exemplo, os imóveis que as pessoas não podem pagar ficam e são vendidos pelos bancos a preço muito menor do que eram vendidos anteriormente.
Uma bolha qualquer provaca por exemplo uma queda na produção que pode atingir valores relativos de 20% a 30% do PIB de um país, porém são valores relativos em termos de impacto na vida das pessoas, quem conseguir manter o emprego, mesmo ganahndo menos vai encontrar produtos mais baratos.
Quando se olha a queda do PIB norte-americano durante a grande recessão de 1929 se verifica o PIB em dólares, como o dólar é a base natural dos cálculos não se desenflaciona os preços e não se verifica a real queda da produção, se sabe que setores mais vulneráveis como os automóveis tiveram uma queda de vendas muito grande, porém as pessoas continuaram comendo e realizando outras tarefas, com isto não se pode dizer com clareza quanto foi a queda real da produção geral.
Agora o Bitcoin, como qualquer moeda virtual ela não tem nenhum lastro e se houver uma queda muito grande do seu valor haverá um aumento dos preços em relação ao seu próprio valor, pois os produtos ainda ficarão baseados nos preços das moedas correntes e esta poderá inclusive valorizar como ocorre em algumas crises.
Logo o que se pode concluir que as moedas virtuais no limite poderão atingir o valor ZERO.
Mas além disso tem uma pergunta que deverá ser respondida, as pessoas PAGAM em moeda corrente a compra de moedas virtuais, e alguém recebe este dinheiro, e quem são as pessoas que ficarão com ele?
AMORAIZA
14 de dezembro de 2017 4:51 pmQuem, quem, quem ?
Raimundo Nonato, o professor da escolinha.
Pense você como o idealizador do Bitcoin.
O quanto de dinheiro você esperaria juntar para puxar o tapete dos “investidores”?
Já comprei um banquinho para me sentar e esperar o estouro da bolha.
Se fosse demorar eu compraria um sofá.
Quanto a crise de 1929 a derrocada se deu em efeito dominó, creio, e a sociedade toda entrou em liquidação. Só um ficou com toda a riqueza.
Pode acontecer, entretanto, o inusitado. O tapete a ser puxado poderá ser o da bolsa de nova york e então, quem tiver ouro, quadros de macacos pintados, e bitcoins sobreviverá liquidando os ativos restantes da quebra da bolsa.
Em política e economia tudo pode acontecer.
Nós do povo somos como galinhas na granja e só muito tarde vamos perceber que o céu está caindo.
Veja essa versão em português português(mesmo) sobre a crise de 1929 e os títulos disponiveis para o povo (ações do governo, como aqui, os títulos do tesouro)
[video:https://youtu.be/sXyKhYQPp1w%5D
Brasil S.A.
14 de dezembro de 2017 8:45 amToda utopia guarda dentro de
Toda utopia guarda dentro de si uma distopia potencial… Pode-se imaginar um futuro onde as transações econômicas entre empresas e indivíduos ficariam dominadas por cripto moedas cujo estoque estaria na mão de um grupo privado o que seria um golpe fatal na soberania dos Estados. Não é à toa que a China vem limitando as transações de bitcoin no seu território.
Pierre
14 de dezembro de 2017 11:55 amO senhor Fernando Nogueira da
O senhor Fernando Nogueira da Costa fez uma ótima revisão histórica, mas parou em 2010.
O bitcoin é só a fachada, o grande motor de inovação que irá mudar tudo é o tripé: blockchain + smartcontracts + altcoins.
Blockchain nos permitiu criar um esquema confiável de transações online sem a necessidade de intermediários, imune ao risco de fraude e, ao contrário do que se diz, extremamente transparente, porque os dados precisam ser públicos.
Smartcontracts utiliza o blockchain não só como rede de transações, mas como uma máquina virtual que executa algoritmos de forma descentralizada, pública e transparente. Posso registrar um acordo entre duas ou mais partes sem a necessidade de cartórios e a execução desses acordos pode ser acionado automaticamente. Mas as aplicações vão além, se pode criar sistemas eleitorais, sistemas de democracia participativa e uma série de aplicações públicas e confiáveis.
Porém, a cereja do bolo vem com as altcoins. Usando smartcontracts e blockchain, qualquer um pode criar uma moeda e registrar transações e contratos de forma transparente. Pode-se criar bancos centrais realmente independentes, democráticos e específicos para cada moeda/finalidade. É possível atrelar o valor de uma moeda a procura por créditos de carbono, participação em eventos ou valores de outras moedas.
Há um universo de novos empreendimentos baseados nesse tripé sendo lançados diariamente através de ICO (Initial Coin Offering), que inclusive correm a margem de grandes bolsas de valores, mas já captam valores significativos de recursos no mercado mundial.
Obviamente, tudo isso corre sem regulamentação e envolve altos riscos por hora, mas logo emergirão desse universo outras tecnologias capazes de avaliar e quantificar a confiabilidade desses empreendimentos.
Com esse tripé, abriu-se em definitivo uma porta para a criação de um Capitalismo totalmente novo, diferente do que faz crer o autor do texto. A Internet democratizou os meios de produção, divulgação e distribuição de informação, que hoje é o ativo mais caro da sociedade, e as criptomoedas estra democratizando a criação de dinheiro. Apesar de haver historicamente registros de objetos sendo usados por diversos povos como moeda de troca e acumulo de riqueza, é a primeira vez que fazemos isso de forma tão organizada, controlada e democrática.
rdmaestri
18 de dezembro de 2017 7:30 pmBelíssimo discurso sobre o nada.
Já escrevi em outro comentário mais abaixo, os bitcoins tem dois problemas insanáveis devido a sua própria estrutura, eles tem um valor intrínseco nulo (ZERO!!!!), isto ocorre porque não há nenhum Estado que de forma correta ou mesmo fraudulenta vincule o valor desta criptomoeda a produção do país em que existe a moeda.
Porém o MAIS IMPORTANTE QUE NINGUÉM CHAMA A ATENÇÃO é que não há a mínima OBRIGATORIEDADE de aceitar um bitcoin em nenhuma translação, ou pior, em nenhuma compra de algo físico. Vamos exemplificar o problema: Sou um dono de um supermercado moderninho, que aceito bitcoins quando o mercado deste está bombando, porém quando a quebra do valor do bitcoin por um problema qualquer desvaloriza em 50% ou mais, eu que era moderninho volto a ser conservador, e aceito somente moeda corrente ou mesmo uma ou duas criptomoedas que não foram abaladas pela desvalorização.
O que acontece? O dono dos bitcoins fica no vácuo, mas como ele precisa comprar no supermercado o que ele fará? Ele chhega em casa e diz para a patroa e para os filhotes, ninguém come até o bitcoin subir de valor!
O bitcoin é uma fantástica ilusão de tolos ou uma vigarice para os espertalhões que vão ganhar se livrando do mico quando prever um crash!
Os bancos centrais dos países nem estão preocupados com as criptomoedas, pois quando estorarem a credibilidade das notinhas físicas lastreadas ou não na produção do país voltarão, e ficarão se divertindo até o próximo crash dos bits.
Tio_Zé
14 de dezembro de 2017 1:56 pmConservadorismo much?
Bitcoin é especulação, ponzi scheme, bolha, e enganação. No momento é mainstream. Mas algum dos senhores localizados nessa página – inclusive o escritor do artigo – tem menos de 60 anos? Estudou a tecnologia? Blockchain, open ledger, criptografia? Estudou as teorias econômicas para cripto moedas inflacionárias/deflacionárias? Está atento ao ecosistema de cripto moedas, ICOs e exchanges? Está atento aos movimentos regulatórios dos países sobre uma tecnologia que NÃO PODE SER PARADA E NÃO VAI DEIXAR DE EXISTIR?
Ignorância e medo andam lado a lado. Só ler a página toda – comentários inclusive pra ter certeza disso…. Até links de G1 (kkkkk) e FGV (UAhHAuHAUhAU) usaram pra sofismar o medo. Como disse o outro comentarista: “Meu ataque de burrice me rendeu 960% só de outubro a dezembro.”
Att
Tio_Zé
Antonio Carlos Gonçalves
14 de dezembro de 2017 2:23 pmA bolha intencional
Olá, Todos!
Nada tira daminha cabeça que essa subida absurda do bitcoin é uma manobra para desacreditar as moedas virtuais. Os “donos da bufunfa”, que hoje dominam os gorvernos do mundo, não gostam de concorrência.
Nada como uma bolha estourando e gente chorando o dinheirinho perdido na “imprensa chapa branca” para atrasar alguns anos a destruição dos Bancos Centrais como donos do dinheiro do mundo e únicos “legítimos” emissores de dinheiro.
Podem esperar, até o meio do anos que vem a bolha estoura.
Antonio Carlos
Brasil S.A.
14 de dezembro de 2017 6:31 pmNão existe vácuo de poder. Se
Não existe vácuo de poder. Se acabarem o poder dos Bancos Centrais algo tomará o lugar. E com as criptomoedas qualquer mega especulador que conseguir deter o maior estoque delas tomará esse lugar…
Então o que é melhor? Bancos Centrais cujo poder ainda pesa algum controle de governos nacionais ou um grupo especulador apátrida?