Bolsonaro e Putin terão reunião para falar da situação boliviana

Presidentes da Rússia e do Brasil vão se encontrar na próxima quinta-feira, no final da cúpula dos BRICS; tema pode ampliar afastamento político entre governantes

Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante recepção ao Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin. Foto: Alan Santos/PR - Agência Brasil

Jornal GGN – O governo da Rússia acusou a oposição boliviana de promover uma onda de violência, e insinuou que a tentativa de Evo Morales de promover o diálogo foi comprometida. A questão será discutida com mais profundidade nesta semana, em reunião entre Putin e o presidente Jair Bolsonaro após a cúpula dos Brics, programada para ocorrer entre os dias 13 e 14 de novembro em Brasília.

Em artigo publicado no portal UOL, o jornalista Jamil Chade ressaltou que o governo russo usou a palavra “golpe” para descrever o que havia ocorrido em La Paz nas últimas horas e mandou um recado aos países sul-americanos – o que meios diplomáticos entenderam como um alerta para o Brasil, Estados Unidos e a OEA (Organização dos Estados Americanos).

O governo russo publicou uma nota na manhã desta segunda-feira, onde também pediu que as forças políticas atuem “de forma responsável”. “Apelamos a todas as forças políticas bolivianas para que sejam sensatas e responsáveis, para que encontrem uma solução constitucional para a situação no interesse da paz, da tranquilidade, da restauração da governabilidade das instituições do Estado, da garantia dos direitos de todos os cidadãos e do desenvolvimento social e econômico do país, ao qual estamos ligados por uma relação de amizade”, alertou.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também apontou a “profunda preocupação que a vontade do governo de buscar soluções construtivas, com base no diálogo, foi rejeitada por eventos que tem um padrão de um golpe de estado orquestrado”.

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“Esperamos que esta abordagem responsável seja demonstrada por todos os membros da comunidade internacional, pelos vizinhos latino-americanos da Bolívia, pelos países extra-regionais influentes e pelas organizações internacionais”, disse Moscou, em uma mensagem que meios diplomáticos entenderam ser dirigida ao Brasil, que imediatamente após a queda de Evo Morales declarou que não se tratava de um golpe.

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1 comentário

  1. Nassif: tô preocupado mesmo é com o pessoal da China. Lembra o que fizeram com eles, no tempo da DitaMole? E ainda garfaram a grana que eles trouxeram pras despesas, que até hoje não foi devolvida. O pessoal VerdeSauva é o mesmo (ideologicamente falando) daquele tempo de luz (na cara), suor e lágrimas. E o tragico disso tudo é que Sobral Pinto se foi e aquele ministro defensor do GogoboyAvivado disse que não vai alivar, desta vez.

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