Bolsonaro tem 37% de aprovação, melhor marca desde início do governo

No mês em que o Brasil chegou a mais de 100 mil mortos, rejeição ao presidente caiu 10 pontos percentuais no Datafolha

Jornal GGN – Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta (14) mostra que a aprovação de Jair Bolsonaro, em plena pandemia de coronavírus com mais de 105 mil mortos, é a maior desde o início de seu mandato.

De 23 de junho até a segunda quinzena de agosto, os que avaliam o governo como ótimo ou bom saltaram de 32% para 37%.

A rejeição ao presidente caiu de 44% para 34%. Os brasileiros que acham o governo regular aumentaram de 23% para 27%.

Ainda de acordo com o estudo, Bolsonaro melhorou o desempenho no Sudeste. “Ali, sua aprovação subiu de 29% para 36%, enquanto a rejeição caiu de 47% para 39%.”

No Nordeste, “a rejeição a Bolsonaro caiu de 52% para 35% na região, na qual mantém a pior avaliação: 33% de ótimo e bom, subida de seis pontos em relação a junho.”

A pesquisa foi feita por telefone entre 11 e 12 de agosto, com 2.065 pessoas. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

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6 comentários

  1. Sei……logo agora que estão pressionando o coiso para enviar a proposta que acaba com o serviço publico sai essa pesquisa mandrake feita por telefone, quem tem telefone fixo hoje em dia? Outra o botafogo ja deu a letra ao dizer na rede golpe que o coiso poderia ficar tranquilo por que fariam de tudo para ele não ter desgaste na imagem….sei…..e qual o interesse do congresso e desse botafogo em tocar um negocio extremamente desfavoravel à sociedade quando há assuntos mais urgentes e brasileiros morrendo?
    A midia porca funciona assim, quando é a favor da m…do governo, justifica, quando é contra, reclama e acusa……por exemplo, ontem explodiu o numero de mortes em são paulo, ora, justifica-se dizendo que entrou na conta um numero extra… mas eles mesmos não afirmam que não saõ numeros? São vidas e historias? Não interessa de onde sairam os numeros, PESSOAS MORRERAM, seus infelizes…..agora só pensam em vender pacote de futebol mediocre, e agora altamente infectado…..bando de filhos….

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  2. Primeiro precisamos lembrar que a melhora de aprovação do governo eleito em 2018, indicado mas pesquisas, demonstra uma derrota do neoliberalismo econômico e daqueles que defendem uma diminuição do estado.

    Segundo, que o presidente eleito em 2018, apesar de representar a direita, não tem ideologia, sendo extremamente um oportunista, e sem o apoio para fechar totalmente o regime, caminhará a passos largo em direção ao populismo. O neoliberalismo que se cuide.

    De qualquer maneira reforça as teses do PT junto ao eleitorado mais pobre, da necessidade de ampliar as políticas sociais e aumentar a distribuição de renda.

    Dentro de um quadro de disputas eleitorais livres, restará poucas ou nenhuma alternativa para o governo eleito em 2018.

    De certa forma isto é inédito no Brasil, e não sabemos como reagirá os eleitores, diante de uma guinada de um governo que no início defendeu o liberalismo econômico e a diminuição do estado.

    Mas muito provavelmente se ficar no meio do caminho, com apenas medidas para atenuar os efeitos da crise econômica, dificilmente conseguirá apoio eleitoral suficiente para vencer as eleições.

    Será necessário ampliar o emprego e aumentar o salário mínimo, e não conseguirá com medidas neoliberais e com a redução do estado, principalmente na economia.

  3. ‘Se Bolsonaro acha que vai tirar o lado liberal e continuar com o mesmo apoio, está enganado’, diz presidente do Instituto Mises(https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53774028)
    Letícia Mori Da BBC News Brasil em São Paulo —14 de agosto de 2020

    Diante do que o próprio ministro da economia, Paulo Guedes, classificou como um “debandada” de seus auxiliares que pediram demissão no ministério, o presidente do Instituto Mises, Hélio Beltrão, diz que, se o governo romper com o liberalismo vai perder o apoio do empresariado, que foi um dos pilares de sua eleição. “Se ele acha que vai tirar o lado liberal e continuar com o mesmo apoio que tinha antes, ele está enganado”.

    Beltrão é um dos principais defensores do que classifica como “ultraliberalismo econômico” no Brasil. É presidente do Instituto Mises Brasil, nomeado em homenagem ao economista liberal austríaco Ludwig von Mises.

    Ele tem uma relação próxima com Guedes (fundou com ele o Instituto Millenium) e com alguns dos seus auxiliares que saíram, como Salim Mattar, agora ex-secretário especial de desestatização, e Paulo Uebel, ex-responsável pela secretaria especial de desburocratização.

    A saída nesta semana de Mattar e Uebel agravou a crise de perda de funcionários insatisfeitos no ministério que já vinha acontecendo desde o início do ano. Mattar e Uebel reclamaram que as mudanças liberais previstas — reforma administrativa e agenda de privatizações — não estavam saindo.

    A saída de funcionários insatisfeitos marca uma virada na postura econômica do governo, segundo analistas, de uma agenda liberal defendida por Guedes para uma postura com maior atuação estatal. —–
    —–Beltão diz que espera que Guedes consiga “renegociar” as privatizações, a reforma administrativa e a abertura comercial, mas afirma que um rompimento definitivo com o liberalismo tornaria muito difícil para o governo “recuperar o apoio” que conseguiu por defender uma agenda liberal durante a campanha.

    “Eu suspeito que não, o presidente não consegue se eleger sem o apoio dos empresários”, diz ele, que afirma também que “essa coisa de aumentar o tamanho do governo está ficando parecido com o governo de esquerda (que veio antes)”.

    Leia abaixo trechos da entrevista de Beltrão a BBC News Brasil

    https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53774028

  4. pensando que esse aumento da aprovação do Bolsonaro está ligado à moderação do discurso (o que é bom, ainda que um tanto ilusório) e ao auxílio emergencial (o que é ótimo, pois é uma derrota da ideologia neoliberal), modestamente acho que está dentro do esperado e dá pra se tirar conclusões otimistas sobre isso. Se o auxílio fosse mais justo e mais generalizado, e se Guedes fosse um tantinho menos preso aos próprios dogmas e a economia estivesse andando, a aprovação estaria ainda maior.

    a situação da pandemia não pesa muito. As pessoas acreditam que o governo não tem como gastar muito dinheiro, portanto não têm como parar de trabalhar (ainda mais que, após a reforma trabalhista, ter um contrato baseado na CLT é quase privilégio). Isso é menos penoso do que ficar parado, e as mortes são tidas como contingências, frutos de má sorte. Ninguém vê o quanto a coisa poderia ser diferente.

    acho que aí entra a gente, a esquerda. Acho que temos concentrado muito esforço em coisas que não dão fruto, cancelar fulana porque ela falou uma frase torta, ridicularizar o fã de Bolsonaro porque ele é ignorante, apontar os desvios morais da família de milicianos… se esse discurso fosse tão coeso quanto o que eles montaram sobre o PT, teria algum efeito – mas não é. Tá, é engraçadinho fazer isso, dá aquela sensação de consciência limpa e dever cumprido, de estar do lado “certo” da história, mas isso não enche barriga.

    precisamos voltar a entender as necessidades reais das pessoas e fazer propostas positivas sobre elas. Positivas! Não é só sobre destruir o fascismo, temos que colocar algo no lugar. Relacionar essas demandas não atendidas com o desmonte do estado e as fraudes jurídicas promovidas desde o golpe de 16.

    e outra: já vi um pessoal dizendo que a esquerda está na pior pois não dispõe das mesmas ferramentas e da mesma falta de escrúpulo da direita. Mas quanto vitimismo! As nossas armas sempre foram a proximidade com as pessoas, a capacidade de entender os problemas delas e fazer propostas concretas; quando deu certo, conseguimos neutralizar as estruturas ideológicas da direita. É isso que a gente precisa voltar a fazer, ao invés de arranjar picuinha. É disso que o Mano Brown falava em 2018, não é? E acho ingênuo, otimista demais, esperar que as instituições coloquem freios na imoralidade da direita. Estão todos fechados com o Paulo Guedes…

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