Não perca, nesta segunda-feira (14), ao vivo, das 20h às 21h, na TV Brasil. Encaminhe suas perguntas para os entrevistados clicando aqui!
Até 2009 a produção do etanol como combustível no Brasil foi reconhecida internacionalmente como a mais competitiva do mundo. O país se consolidava como sendo o segundo maior ofertante desse biocombustível, apenas atrás dos Estados Unidos, que dependiam de subsídios do governo para produzir o etanol de milho a preços que competissem com o etanol da cana-de-açúcar brasileira.
Entretanto nas últimas cinco safras uma série de fatores externos e internos provocaram uma crise nas empresas sucroalcooleiras levando mais de 44 delas a deixarem de funcionar. Segundo dados da consultoria MBF Agribusiness, desde janeiro deste ano mais seis usinas pediram recuperação judicial sendo que o índice de endividamento dos grupos do setor que sobrevivem já atinge 60%.
Para discutir os fatores que cercam a crise do etanol brasileiro e as medidas para revitalizar o setor o apresentador Luis Nassif recebe no programa Brasilianas.org desta segunda-feira (às 20h) o coordenador-geral de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Cid Jorge Caldas, o deputado presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Nacional, Newton Lima, o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues e o coordenador da Consultoria MBF Agribusiness, Marcos Antonio Françóia.
Participe você também do debate, colaborando através de perguntas! Para tanto, clique aqui.
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Ou você poderá assistir pela internet: http://tvbrasil.ebc.com.br/.

Foto: Colmo de cana de açucar – etanol – Foto: Fernando Dias/Governo RS
Gloria Leite
11 de abril de 2014 8:11 pmFestival de filme NipponConnection
Prezado Nassif, Não sei para onde enviar, por isso coloco aqui.
Minha filha, Luciane Leite Sarzenski, está participando do festival de cinema japonês NipponConnection, em Frankfurt. Seu filme foi escolhido pelo júri entre os dez melhores – da série de 12 segundos. Para entrar no grupo dos 3 melhores, serão escolhidos os que receberem mais MAG ICH (Curtir) no youtube.
Será que você poderia dar-lhe uma força, publicando o link do filme no teu site? Para o clique ser computado é necessário estar LOGADO no youtube, do contrário, o voto não é registrado.
https://www.youtube.com/watch?v=D8pBiqL-2ow
Sobre o vídeo.
Duração: 12 segundos.
É um “Konzeptvideo”. Tem que conter alguma ligação com o Japão. Sem uma história, no sentido da palavra.
Num primeiro momento aparece a bandeira do Japão que em seguida se transforma num botão de “gravar”. Em 12 segundos, o filme mostra a ligação do Japão com o Festival de Cinema.
Prêmio: o filme vencedor será mostrado em todas as estações de metrôs e trens de Frankfurt, durante o Festival. E ganhará também 250 euro.
De já agradeço tua ajuda.
Glória Leite
carlos afonso quintela da silva
11 de abril de 2014 8:23 pmClaro que houve fatores
Claro que houve fatores externos e internos influindo na questão da utilização do alcool como combustível. Um dos principais foi a visão equivocada dos usineiros que deixaram de abastecer nossos mercados, encarecendo o preço do etanol, e voltaram-se para a exportação de açucar que lhes proposcionava lucros bem maiores do que os das bombas. Com isto a população passou a usar a gasolina. Hábitos de consumo são difíceis de modificar depois de solidificados. Hoje com a queda do preço do açucar no mercado externo, fruto da crise mundial, os usineiros estão num beco com poucas saídas. Perderam o mercado interno e o externo deixou de ser interessante. Como em tudo na vida também nesta atividade apresentam-se aspectivos positivos e negativos, lamentavelmente os nossos empresários do setor não souberam manter os espaços conquistados no mercado interno. Agora sofrem as consequ&encias da falta de visão. Deveriam ter buscado melhores condições de competitividade para seu produto no enfrentamento do preço mais baixo da gasolina e equilibrar a demanda intena com ganhos menores, mas sem sair do mercado. Agora só resta chorar pelo leite derramado. Ou deria dizer pelo alcool derramado?
Brasileiro aguerrido
12 de abril de 2014 7:17 pmGasolina mais barata vs
Gasolina mais barata vs álcool
A crise do setor sucro alcoleiro tem um nome: Gasolina abaixo do preço real.
O Governo Dilma tem protelado aumentar os preços da gasolina, por temer extrapolar a meta inflacionária. Assim a gasolina está em torno de 20% defasada de seu preço real. Gasolina mais barata desincentiva o consumo de álcool nas bombas de combustível pelos carros flex, e o álcool não vende.
Bastaria a Dilma perder o medo, repassar o almento da gasolina, doa a quem doer, e deixar o álcool reaver a sua real competitividade frente ao petróleo. Este repasse acabará tendo que ser dado, mais cedo ou mais tarde, mas quanto antes for dado, menos empresários do álcool irão ser penalizados e talvez até ter de fechar.
jo lima
14 de abril de 2014 4:53 pmComo é terrível um governo
Como é terrível um governo que não tem um projeto definido de país, mas só de governo – como é o caso de todos os governos que tivemos no Brasil.
Pra manter a inflação baixa de maneira artificial, o governo vem desmantelando um dos projetos mais ambiciosos e que mais movimentou em termos de pesquisa e capital humano no país = o pro álcool. Essa maluquice é semelhante ao que FHC fez com o câmbio fixo em 98. Ganhou a eleição e em 99 o dólar explodiu.
Acho uma idiotice o JN usar informações errados pra atacar o governo, como mostrou o Nassif. Basta mostrar a desvalorização da empresa Petrobrás e o custo que esse preço artificial de gasolina está cobrando do país. Só isso – fatos e nada mais que fatos – já mostrariam que Dilma não merece mais quatro anos. Em nome do país, que o PT lance logo o nome de Lula – pois vamos precisar de alguém com muita habilidade política pra desarmar as minas que o próprio Lula e Dilma colocaram em seu próprio terreno.
Se Dilma ganhar em 14, o PT perde em 18.
João Oliveira
14 de abril de 2014 5:37 pmO problema não é o preço do
O problema não é o preço do álcool, mas sim o preço do açúcar. Os usineiros estão com problemas porque não são confiáveis, ponto. Nunca pensaram duas vezes antes de provocar desabastecimento de álcool, produzindo mais açúcar. Que é e sempre foi mais lucrativo. Nunca pensaram no país e querem que sintamos pena agora. Vão chorar na cama que é lugar quente.
João Oliveira
14 de abril de 2014 5:37 pmO problema não é o preço do
O problema não é o preço do álcool, mas sim o preço do açúcar. Os usineiros estão com problemas porque não são confiáveis, ponto. Nunca pensaram duas vezes antes de provocar desabastecimento de álcool, produzindo mais açúcar. Que é e sempre foi mais lucrativo. Nunca pensaram no país e querem que sintamos pena agora. Vão chorar na cama que é lugar quente.
Luiz Eduardo Brandão
14 de abril de 2014 6:47 pmE o carro elétrico?
Noves fora a prioridade máxima a ser dada ao transporte público, no que o gov. fedreal pouco ou nada tem feito, e o carro elétrico. Hoje peguei um táxi elétrico aqui em SP. O primeiro que vi. Não polui o ar nem os ouvidos (é 100% silencioso), e mais barato, tanto em manutenção como em abastecimento, segundo o taxista, que me disse gastar 8 reais por dia para rodar, bem menos do que com álcool ou gasolina.
Lionel Rupaud
14 de abril de 2014 6:55 pmLuiz Eduardo, não podemos esquecer que temos um
problemaço de oferta de energia elétrica, então o carro elétrico é inviável a não ser que se entra a todo vapor nas centrais nucleares, o que acho não será aceito pela grande maioria da população.
W K
14 de abril de 2014 8:21 pmO carro elétrico é excelente …
… quando a bateria dele estiver totalmente carregada, e é uma inutilidade quando descarregada. Um carro elétrico dos melhores não consegue fazer mais do que 200 km com uma carga de bateria. Para recarregá-la, necessita de umas 6 a 8 horas.
Um táxi típico em São Paulo costuma rodar uns 400 km por dia. Vai daí, que o dono do táxi elétrico, ao recarregar, tem uma parada forçada dessas 6 horas.
Um carro elétrico viajando de Rio para São Paulo teria que parar duas vezes por 6 horas cada vez, para recarregar suas baterias. Isso, mais umas 4 horas de viagem, dará 16 horas para viajar entre essas duas cidades, o que não ajuda em nada para expandir o mercado do carro elétrico.
Nessas 16 horas um ônibus rodoviário consegue ir e voltar por esse mesmo trecho.
Logo, para ambos os dois casos acima, o carro elétrico não serve. Não sei porque o governo paulista ainda insiste nese modelo; aparenta ser apenas mero marketing para msotrar que anda fazendo alguma coisinha nesse sentido.
Quando a recarga puder ser teita em menos de cinco minutos, aí sim, o carro elétrico deslanchará.
Carro elétrico é bom para percursos pequenos e longo tempo de descanso, por exemplo, para rodar de dia dentro de um parque fabril e “dormir” na tomada à noite.
Lionel Rupaud
14 de abril de 2014 7:07 pmEu vivo na classe media/alta paulistana
onde o esporte favorito é culpar a presidenta por tudo o que acontece de ruim no Brasil e em casa, inclusive se a empregada atrasar o almoço. Parece que a Unica fez um exercício disto.
Vamos a alguns fatos desagradáveis (para a tese deles):
1 – em 2007-2008 os preços da Petrobras (diesel e gasolina) eram muito acima dos preços internacionais, a tal ponto que os grandes consumidores de diesel como a JSL (Júlio Simões Logística) iniciaram um projeto de importação direta de diesel. Como o projeto era complexo (não existia disponibilidade de estocagem intermediário do diesel nos portos (só a Petrobras tem…), ele demorou tanto que a crise de outubro 2008 acabou com ele antes que pudesse se efetivar. Nesta época nunca ouvi ninguém da UNICA reclamar…
2 – Nesta mesma época se falava e escrevia em todo lugar que o Brasil viraria um grande EXPORTADOR de álcool. Me lembro até de representantes da UNICA reclamar do cambio, valorizado de mais…
3 – Desde agosto 2011, o real se desvalorizou mais de 40%, e o Brasil não chegou a exportar álcool, mas a importar…
Então acho que o problema da UNICA é um pouco mais grave que o preço da gasolina no Brasil: está parecendo que o potencial exportador da industria brasileira de álcool era uma miragem tola.
Então que fecham os incompetentes, afinal o capitalismo não é isso mesmo?
DanielQuireza
14 de abril de 2014 7:46 pmO problema é que não há
O problema é que não há planejamento, quando o preço era acima, as usinas não sabiam que depois iria ficar por tanto tempo sendo segurado, então não tinham como planejar. Eles tiveram muitos aumentos de custos sem conseguir aumentar a receita, por isso que muitas usinas quebraram. A quantão da exportação não deve ser tão simples, provavelmente não são todas as usinas que tem acesso e tampouco as expecificações para exportar.
Zeus
14 de abril de 2014 9:02 pmEtanol, assassino verde.
Daniel, é justamente o contrário. Tem planejamento, justamente o que não tem deixado o mercado de etanol dar as cartas. Já disse no outro post sobre o tema.
Não se obtém planejamento reivindicado por ti em um setor que ora quer ser vinculado a comoditties de alimentos (açúcar) ora de energia (etanol).
Depois vem a questão de custo/preço/produtividade, onde o etanol de milho, beterraba ou de cana está a milhões de anos luz do petróleo, mesmo se considerarmos que esta fonte está na sua curva descendente.
Por fim temos o problema ambiental. O petróleo tem problemas quando se queima para gerar energia e na sua produção (ver Nigéria e Equador, casos escabrosos), mas não reserva parcelas de terra que deveriam ser destinadas a alimentos, e este impacto é insubstituível.
Usar terra para encher tanque de carro e caminhão deveria ser considerado crime. Desculpe o tom exagerado, até porque, uma hora ou outra etanol ficará mais barato que gasolina.
Mas o fato é que o etanol ainda não é viável, é só isto. Quando ele se torna viável, o governo recoloca ele em sua pauta, até porque é um setor onde é possível recuperar sua capacidade instalada muito mais rápido que o de hidrocarbonetos.
Veja que o setor jazia moribundo com o fim do Pró-Álcool (um sorvedouro de dinheiro público que bancou a farra dos “coroné”), e assim que o regime automotivo de Lula considerou o uso híbrido de energia, as usinas e plantações recomeçaram.
É preciso tornar seletivos nossos ouvidos a choradeira do setor, que tem fama (justa) de ser mal pagador e escravista.
DanielQuireza
14 de abril de 2014 11:38 pmMe desculpe, mas o que voce
Me desculpe, mas o que voce escreve nao tem a ver com o programa ou com o post.
Se voce é contra ideologicamente ao plantio de cana é direito seu, mas nao está em questao isso no Brasil.
A producao é uma realidade e o que o Governo está fazendo é minando o setor atraves de politica de precos regulados de gasolina.
O que o amigo acima nao colocou corretamente, a meu ver, é que um setor nao é uma grande empresa e nao tinha como prever ou guardar caixa para os tempos de preco regulado, que nao sabiam que haveria. Ademais, nos tempos de bonanca a lavoura de cana era uma e agora, é bem maior. O dinheiro do tempo de bonanca foi investido nas lavouras atuais…
W K
14 de abril de 2014 8:13 pmEngraçadíssimo, esses barões da cana,
quando a maré está a favor deles, eles metem a mão e estão pouquíssimo lixando para os seus otários clientes; quando a maré muda, a culpa sempre é dos outros, nunca é deles!
Há questão de uns 30 anos atrás eu acreditei no slogan da época: “carro a álccol – você ainda ai ter um”, e comprei um carro a álcool. Tudo ia bem, até que esses barões resolveram pura e simplesmente abandonar estes consumidores para venderem mais açúcar.
Cada vez que o marcador de combustível do meu carro a álcool chegava a 1/3 do tanque, eu começava a procurar caminhões-tanque circulando pela cidade; se ele liderasse uma procissão de carros, eu me juntava a eles na esperança de poder abastecê-lo onde este caminhão-tanque parasse. Atitude totalmente ridícula, que esses barões me fizeram passar.
Daí em diante esse carro desvalorizou tanto, que nem mais valia a pena vendê-lo. Quando pude trocá-lo por um carro novo só comprei carros movidos a gasolina.
E esses barões ainda levaram algumas décadas para patrocinar o desenvolvimento de veículos flex, como são vendidos atualmente.
Não, ser cliente cativo, nunca mais!
Zeus
14 de abril de 2014 8:46 pmRapadura é doce mas não é mole.
Carácoles. Um debate sem nenhum representante dos setores ligados aos trabalhadores rurais ou a órgãos de defesa dos direitos trabalhistas violados pela “competência sucroalcooleira”.
Uai, sô.
Bem, eu sei que este tipo de assunto não vai rolar em um programa jabazão destes, mas fica a dúvida:
01- Quantos zilhões de dólares este setor sorveu desde a década de 1980?
02- Quantos foram os mortos nos conflitos de terra e as pessoas reduzidas a condição de escravos desde 1980 até hoje?
03- Alguém dirá que nos últimos anos, quando o setor experimentou novo “boom”, os flagrantes de trabalho escravo explodiram?
04- Qual é o impacto por hectare de cana produzida, considerando o uso de água, o envenenamento por pesticidas dos lençóis freáticos? Quanto de fuligem é jogada na atmosfera pela queima nas caldeiras?
05- Qual é a real diferença de custo de um HP produzido por gasolina/diesel e de etanol?
Enfim, onde está o argumento que defenda o uso da terra para produzir biomassa, principalmente em uma cultura que derrete a sua produtividade a cada ano que usa o mesmo solo, ainda que utilize toneladas de corretores químicos?
Deixem o pessoal da casa grande urrar. Quando for interessante, voltamos a lidar com a questão. Que ganhem dinheiro produzindo açúcar e cachaça.
Maria Izabel L Silva
15 de abril de 2014 2:47 pmHoje aprendi uma palavra
Hoje aprendi uma palavra nova. Sucroalcooleiro. Casseta. Quase não sai …