4 de junho de 2026

Cai apoio ao isolamento social, e mais ricos são os que mais querem abertura

Somente 16% dos entrevistados declararam que não saem nunca de casa, e outros 53% só saem quando precisam

Jornal GGN – Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta (29) mostra que caiu, no final deste mês de abril, o apoio popular ao isolamento social por conta do coronavírus.

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Segundo o estudo, cresceu o número de pessoas que acham que só devem ficar em casa aqueles que estão no grupo de risco da COVID-19, como idosos e adultos com comorbidades. Os demais, segundo 46%, devem retornar ao trabalho. No começo de abril, 37% eram a favor desse isolamento vertical.

De outro lado, caiu o índice dos que apoiam o isolamento amplo, não apenas para grupos de risco. No começo de abril, eles somavam 60% dos pesquisadores. Agora, são 52%.

O isolamento vertical é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, contrariando todas as recomendações sanitárias de especialistas no Brasil e no exterior.

Os brasileiros que avaliam o governo como ótimo ou bom (67%) são os que mais acham que o isolamento deve ser restrito ao grupo de risco.

Entre os mais ricos, 58% apoiam o isolamento vertical, quando 44% dos que recebem até dois salários. Os mais ricos são também são aqueles que mais cumprem a quarentena (71%), mas o índice também tem empatado com o mais pobres.

Somente 16% dos entrevistados declararam que não saem nunca de casa, e outros 53% só saem quando precisam.

No começo de abril, eram 76% aqueles que achavam que as pessoas devem ficar em casa mesmo que isso prejudique a economia. Agora, são 67%.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. Rui Ribeiro

    29 de abril de 2020 11:37 am

    A geladeira dos ricos está vazia. Por isso eles pressionam a senzala a voltar ao trabalho.

    O Luciano Huck não é contra nem a favor de taxar as grandes, muito pelo contrário:

    “Eu não sou contra (taxar fortunas), de jeito nenhum, mas quando você enxerga a colcha de retalhos que é a malha tributária brasileira, você vê a bagunça que ela é hoje. A gente tem que rever isso, a reforma (tributária) é super importante. Se você tributar a fortuna, acho que o dinheiro escapa (do País). Vão ter engenharias fiscais que vão fazer o dinheiro não ficar mais aqui e isso seria ruim para o País”.

    “Não acho que tem que tributar a fortuna, mas a herança é importante. A gente tem que discutir a transferência”.

    Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada.

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