Eterno retorno de Catilina. De 77 a.C até 66 a.C Catilina, como o Cunha, ocupou vários cargos nos governos de Roma.
Decidiu liderar uma facção no parlamento, visando ser escolhido novo cônsul. Assumiu-se demagogo e agia com agressividade, discursando sempre em tom de indignação contra os abusos dos progressistas, e se colocava como o candidato que defenderia os valores do povo.
Mas sem sucesso. Seu passado o condenava. Havia dúvidas sobre seu caráter, acusações quanto a sua honestidade, suspeitas de assassinar seu próprio filho. Seu temperamento irascível e orgulhoso o fez ser repudiado durante a trajetória para construir sua liderança. Pressionado pelas circunstâncias adversas, não viu outra saída a não ser através de uma conspiração, na qual reuniu uma velharia de nobres, arruinados e corrompidos. Formou uma tropa de choque, fomentadores da crise que visava à sublevação e o golpe. No entanto, a tentativa de assassinato dos dois cônsules designados falhou (65 a.C.), juntamente com sua candidatura para cônsul (63 a.C.) que desmoronou.
Quando os grandes comerciantes, amigos de Catilina, começaram a se sublevar, Cícero – o cônsul escolhido – conseguiu plenos poderes e interpelou Catilina em pleno senado:
– Qvosque tandem abvtere, Catilina, patientia nostra?
(Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?)
Catilina, forçado a se desmascarar, optou pela luta aberta. Preparações foram feitas através da Itália, especialmente na Etrúria, onde a revolta foi iniciada por Mânlio, um dos veteranos de Sula.
Frustrou-se um plano para matar Cícero e, no dia seguinte, este pronunciou um discurso violento contra Catilina, que fugiu para chefiar seu exército na Etrúria. Depois de mais um dia, Cícero fez novo discurso contra Catilina, desta vez no Fórum Romano.
Cícero precisava de uma prova formal da conspiração de Catilina para poder tomar uma atitude mais enérgica e ter o respaldo da lei, e foi com os gauleses da tribo dos alóbrogos que veio o documento necessário para a acusação.
Catilina se F*deu!
Deixe um comentário