Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Roberto São Paulo-SP 2014
13 de agosto de 2014 3:56 amEnergia solar
BNDES define condições de apoio a vencedores de leilão de energia solar e cria metodologia para fomentar conteúdo nacional
BNDES—-12/08/2014
Regras de nacionalização progressiva estimulam criação de uma cadeia produtiva de equipamentos fotovoltaicos no Brasil
Empreendedores que utilizarem maior parcela de conteúdo nacional terão crédito mais barato
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definiu as condições de apoio financeiro para os vencedores do primeiro leilão de geração de energia elétrica a partir de fonte solar realizado no Brasil, marcado para 31 de outubro.
A entrada da fonte solar na matriz energética brasileira também abre caminho para o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores locais de equipamentos, e o BNDES quer aproveitar a oportunidade para desenvolver essa indústria. Para isso, o Banco está divulgando a nova Metodologia de Credenciamento e Apuração de Conteúdo local de Módulos e Sistemas Fotovoltaicos.
Poderão ser financiados pelo BNDES os projetos vencedores do leilão que incluam equipamentos produzidos no Brasil e cadastrados segundo a nova metodologia.
A estratégia é semelhante à bem-sucedida política adotada pelo Banco no fomento à expansão de parques eólicos no País e à instalação, em território nacional, de indústrias fabricantes de aerogeradores e seus componentes. O objetivo do BNDES é contribuir para o desenvolvimento, no Brasil, de novas fontes alternativas de energia, ambientalmente sustentáveis, e de sua cadeia de fornecedores de equipamentos e tecnologia.
As medidas aprovadas pela diretoria do BNDES determinam que só poderão ser apoiados pelo Banco projetos cujos módulos e sistemas fotovoltaicos estejam amparados na nova metodologia de credenciamento. Essa metodologia estabelece regras específicas para o credenciamento, na linha BNDES Finame, de equipamentos dotados de tecnologia fotovoltaica, com a exigência de nacionalização progressiva de componentes e processos específicos ao longo do período de implementação do plano.
Os beneficiários do financiamento, vencedores do leilão de reserva 2014, poderão ser sociedades com sede e administração no País, de controle nacional ou estrangeiro, e pessoas jurídicas de direito público. Os empreendimentos poderão ser apoiados de forma direta (operação feita diretamente com o BNDES) e indireta (operação em que os recursos do BNDES são repassados por meio de instituição financeira credenciada).
As linhas de financiamento utilizadas serão o BNDES Finem (linha tradicional de financiamento a investimentos, com custo financeiro de TJLP, atualmente em 5% ao ano) e o Fundo Clima (Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que tem custo financeiro mais baixo, de 0,1% ao ano).
Além do custo financeiro, compõem o custo final para o tomador a remuneração básica do BNDES (1,0% ao ano), a taxa de risco de crédito (que varia de 0,4% a.a a 2,87% a.a, de acordo com o risco do crédito do cliente), taxa de intermediação financeira (0,5% a.a, exceto para micro, pequenas e médias empresas, que são isentas) e a remuneração do agente financeiro (em caso de operação indireta).
O teto de utilização de recursos do Fundo Clima será de 15% do valor do módulo ou do sistema fotovoltaico. Para os recursos do Finem, o limite será de 65%. Em ambos os casos, quanto maior a quantidade de componentes fabricados ou processos produtivos realizados no Brasil, maior será a participação do BNDES no financiamento.
Credenciamento – As novas regras de credenciamento e apuração de conteúdo local de módulos e sistemas fotovoltaicos definidas pelo BNDES adotam um conceito diferenciado do critério tradicional da Finame, inspirado na Metodologia de Credenciamento de Aerogeradores divulgada no final de 2012.
A metodologia deixa de considerar a apuração do índice de nacionalização, tradicionalmente calculado com base no peso e no valor do equipamento, como critério de credenciamento, e exige a nacionalização progressiva de componentes e processos específicos ao longo do período de implementação do plano.
As novas regras inovam ao oferecer alternativas flexíveis de nacionalização, com uma relação mínima de componentes e processos produtivos exigidos para o credenciamento e manutenção no CFI (Credenciamento Informatizado de Fabricantes) do BNDES. Há também uma relação de itens eletivos, que incentivam e premiam o aumento do conteúdo nacional.
Com a nova metodologia, a participação máxima do BNDES no apoio aos empreendimentos fotovoltaicos crescerá proporcionalmente ao número de processos industriais e componentes incorporados no País.
Essa nova metodologia permitirá ao Brasil o desenvolvimento de uma cadeia industrial para fabricação de componentes fotovoltaicos, atualmente inexistente. Outros benefícios são o incentivo à fabricação de componentes e equipamentos de alto teor tecnológico no País e a atração de novos investimentos nacionais e estrangeiros em território brasileiro para o fornecimento de insumos e componentes em qualquer etapa do processo produtivo.
Detalhes sobre as condições de financiamento aos vencedores do leilão estão disponíveis aqui.
Também estão disponíveis as novas regras para o credenciamento dos equipamentos, que podem ser consultadas aqui.
URL:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Destaques_Primeira_Pagina/20140812_energiasolar.html
Jussara Lourenço
13 de agosto de 2014 4:21 amlaboratório de drogas em Cláudio é fechado em novembro/2013
No mínimo, interessante…
http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2013/11/policia-fecha-laboratorio-de-refino-de-drogas-em-claudio-mg.html
IV AVATAR
13 de agosto de 2014 5:00 amCidade do Aécioporto tinha refino do pó
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/08/cidade-do-aecioporto-tinha-refino-de-po.html
Webster Franklin
13 de agosto de 2014 5:08 amAlteração de perfil: Lula, Dilma, Petrobrás
Carta Maior
12/08/2014
Alteração de perfil: Lula, Dilma, Petrobrás
Vamos falar de bullying ideológico? Não faltam clássicos do jornalismo meliante a incriminar Lula, sangrar o PT, indispor Dilma e a falir a Petrobrás.
por: Saul Leblon
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Alteração de perfil: Picasso, Lula, Dilma e Petrobrás
Não se sabe ainda se foi um surto de megalomania ou de desespero.
Quem sabe as duas coisas juntas.
O fato é que jornalistas do maior oligopólio de comunicação do país, cujos perfis foram alterados na Wikipédia com uso do sinal de Wi-Fi do Planalto, declararam-se vítimas de uma política oficial de bullying ideológico.
Promovida pelo ‘governo do PT’.
Claro.
Não importa que a trama careça de lógica. Manchetes faiscantes selaram o enredo.
É preciso paciência. Vamos lá.
Personagens autoexplicativos, que vivem de reafirmar o que são, cujas assinaturas se confundem com um timbre do que representam, demandariam alguma conceituação adicional?
E do governo?
De um governo que investe a maior verba publicitária destinada à tevê justamente no grupo ao qual os dois ofendidos pertencem?
E o faz a contrapelo de uma audiência crepuscular dos beneficiados –atacaria assim?
Pela… Wikipédia?
De dentro do Planalto?
Carta Maior nasceu e se propõe a ser um espaço de reflexão da esquerda que não renuncia à interdependência entre socialismo e democracia.
Sua isenção consiste em produzir jornalismo –com modestíssimos recursos– a partir desse mirante histórico.
A opção não dispensa, ao contrário, pressupõe um ambiente de pluralidade informativa para afrontar o denso nevoeiro da crise civilizatória do nosso tempo, da qual o vale tudo do capitalismo é uma síntese robusta.
Os dias que correm demonstram: isso não é retórica.
Os referidos donos dos ‘perfis alterados’, no entanto, habitam um universo de comunicação isento de dúvidas. E avesso ao contraditório.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Alteracao-de-perfil-Lula-Dilma-Petrobras/31595
Webster Franklin
13 de agosto de 2014 6:12 amTrapalhada administrativa de Aécio resultará em 78 mil demissões
Carta Maior
Trapalhada administrativa de Aécio resultará em 78 mil demissões em MG
STF declarou inconstitucional a Lei 100/2007, do então governador Aécio Neves, que efetivou 98 mil trabalhadores que não haviam prestado concurso.
Najla Passos
Nesta terça (12), os trabalhadores da educação de Minas Gerais paralisam suas atividades para cobrar do governo do Estado uma solução para o desemprego iminente de cerca 78 mil trabalhadores da categoria. São diretores de escolas, supervisores, professores, cantineiros, vigilantes e auxiliares de serviços gerais que, há sete anos, foram efetivados como servidores estaduais sem prestar concurso público pela polêmica Lei 100/2007, do então governador Aécio Neves, hoje candidato pelo PSDB à presidência da República.
Em março, a Lei 100/2007 foi declarada inconstitucional pelo do Supremo Tribunal Federal (STF), que só publicou agora, em 31 de julho, o acórdão final. Na semana passada, o governo de Minas entrou com embargos declaratórios, uma espécie de recurso que não tem o poder de mudar a posição tomada pela corte, mas possibilita o esclarecimento de dúvidas e pontos obscuros da decisão. De qualquer forma, protela seu cumprimento, já que o novo presidente da corte, Ricardo Lewandowski, ainda terá que marcar nova sessão de julgamento para apreciá-los. E isso pode demorar.
O governo do Estado, que continua nas mãos do PSDB, conta, portanto, com a morosidade com que o STF vem tratando questões judiciais envolvendo seu partido para não ter que amargar, antes das eleições, o custo político de ver milhares dos seus potenciais eleitores desempregados devido a uma trapalhada administrativa do presidenciável que tenta vender a imagem de gestor público competente. E enquanto isso, se esquiva de responder os anseios dos demissionários que, após a decisao do STF, foram transferidos do regime previdenciário próprio do Estado, o Ipsemg, para o Regime Geral, o INSS.
“O Governo do Estado lavou as mãos e vem fazendo de tudo para protelar o cumprimento da decisão para depois das eleições. Mas os trabalhadores precisam de respostas para seus problemas concretos agora” afirma a presidenta do Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE MG), Beatriz Cerqueira. Segundo ela, servidores que estavam em licença médica autorizada pela previdência estadual, por exemplo, foram reconvocados para o trabalho, já que, como o tempo deles de contribuição ao INSS não alcança um ano, o órgão não cuseia a licença.
Além disso, a maioria teme não conseguir se aposentar com a mudança de regime. Muitos, inclusive, amargam grande prejuízo: os que acumulavam mais de um emprego e, por isso, pagavam dupla contribuição ao Estado e ao INSS, agora, só terão direito à aposentadoria pelo segundo, que paga menos. É o caso da supervisora da Escola Normal de Juiz de Fora, Gina Sarkes Machado, que atua há 17 anos no Estado. “A sensação que temos é que estamos completamente desamparados, sem ninguém para resolver nossa situação. Eu, por exemplo, vou perder 17 anos de contribuição ao Ipsemg”, afirmou à Carta Maior.
Ela conta que começou a trabalhar nas escolas estaduais na segunda metade da década de 1990, logo após se formar. Como o salário era baixo, trabalhava também na rede particular e municipal. Chegou a ser aprovada em dois concursos públicos para o Estado, mas nunca foi convocada. “Todo ano eles me chamavam para trabalhar como designada, com contrato temporário, e eu ia continuando, esperando a efetivação dos concursos, que nunca vieram. Até que em 2007, com a Lei 100, prometeram que eu e outros 98 mil servidores seríamos finalmente efetivados”, conta ela.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Trapalhada-administrativa-de-Aecio-resultara-em-78-mil-demissoes-em-MG-/4/31594
Assis Ribeiro
13 de agosto de 2014 9:20 amO México faz a “lição de
O México faz a “lição de casa”: salário-mínimo de R$ 10,75 por dia, R$ 323 mensais
O sempre atento Mauro Santayanna traz informações muito interessantes para os que apontam o México e sua aliança com os Estados Unidos como exemplo.
Aliás, Robert Rennhack, diretor do Fundo Monetário Internacional para as Américas, acaba de fazer os mais rasgados elogios ao processo de “reformas” que vem sendo implantado no país, embora até a mais impiedosa instituição financeira do mundo moderno veja a necessidade de “políticas de inclusão social” no país.
O México está longe de ser uma economia pequena e pobre. É o segundo maior PIB da América Latina, maso o salário mínimo no país que é exemplo dos neoliberais, está em 10,75 reais.
É o sonho de Armínio Fraga, protoministro da Fazenda de Aécio Neves.
Só que, ao contrário do Brasil, nunca rompeu, mesmo em parte, com o neoliberalismo.
Mas nãos se escandalize com este valor lá, achando que seria impensável aqui.
Se o salário mínimo deixado por Fernando Henrique Cardoso tivesse sido corrigido apenas pela inflação, seria hoje de R$ 364 reais.
É o “padrão” México.
Um aviso para quem anda achando que pode voltar ao passado.
Aliança do Pacífico: Salário Mínimo do México está abaixo da linha da pobreza
Mauro Santayanna
Para os que adoram citar as “maravilhas” da Aliança do Pacífico, o México, que, nunca é demais lembrar, cresceu a metade do Brasil no ano passado, é o único país da América Latina em que o salário mínimo está situado abaixo da linha de pobreza. A informação é da CEPAL, que fez um estudo sobre a base de remuneração vigente nos países da região e sua influência no combate à desigualdade.
As principais conclusões do estudo são que, em países como a Argentina, o Brasil, o Chile e o Uruguai, salários mínimos mais fortes, aumentados progressivamente, além de não prejudicar a criação de empregos, melhoram a distribuição de renda, fortalecem o consumo e o mercado interno, combatem a desigualdade e aumentam a formalização dos trabalhadores.
O levantamento também mostra que a Costa Rica é o país que está melhor nesse aspecto, com um salário mínimo equivalente a 3,18 vezes a renda que equivale à
linha de pobreza, e o México, o que está pior, com um salário mínimo um pouco abaixo da linha de pobreza.
Comentando as conclusões da CEPAL, Miguel Angel Mancera, que chefia o executivo da Cidade do México, afirmou que o país, no qual a maior parte dos trabalhadores se encontra na informalidade, está vivendo “um novo processo de precarização do emprego”, e José Narro, reitor da UNAM, Universidade Nacional Autônoma do México, lembrou que “é preciso aprofundar a distribuição da riqueza e equilibrar a macro e a micro economia, com a participação de todos os setores sociais, para combater a desigualdade e a pobreza”.
Para quem acha que a situação está muito ruim no Brasil, um deputado federal ganha, por mês, 148.446 pesos no México, e um trabalhador que ganha salário mínimo – omeme que ilustra o post é do ano passado – recebe, atualizados, na área geográfica “A”, 67.29 pesos, e, na área geográfica “B”, 63.77, ou, no câmbio de ontem, 10.99 reais por dia. E depois dizem que os escravos estão na China.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=19912
Assis Ribeiro
13 de agosto de 2014 9:21 amGeneral Alckmin prepara-se
General Alckmin prepara-se para a “Batalha do Itararé” hídrica. Pegou o Rio Jaguari errado
Manchete de O Globo hoje, o anúncio de uma “guerra” entre São Paulo e Rio de Janeiro é como a famosa “Batalha de Itararé” de 1932.
A batalha que não houve.
Esta, agora, pode render papel pintado e honorários polpudos a advogados, mas água não rende.
Porque a tal represa que Alckmin mandou deixar de comportas fechadas, a de Igaratá, no Rio Jaguari, não abastece São Paulo.
Alckmin pegou o Rio Jaguari errado.
O rio Jaguari do sistema Cantareira é afluente do rio Piracicaba, enquanto que o rio Jaguari da represa de Igaratá é afluente do rio Paraíba do Sul, que só abastece diretamente de água a cidade de Santa Isabel, com 50 mil habitantes.
Sua função, mais do que produzir eletricidade, é regular a vazão do Rio Paraíba do Sul.
É verdade que Alckmin diz que vai levar as águas desta represa para o Atibainha – este, sim, abastece São Paulo – mas isso é duvidoso, complicado e, sobretudo, demorado.
Porque as duas represas distam cerca de 20 km entre si e, pior, a de Igaratá, de onde Alckmin anuncia que vai tirar a água, fica “apenas” 160 metros acima do reservatório do Atibainha.
Portanto, além de uma adutora imensa e de túneis sob rocha atravessando o relevo da serra, o General Alckmin precisa mobilizar um valente esquadrão de bombas, para percorrer esta distância a esta altura.
Não é impossível tecnicamente. Tanto que se bombeia água para abastecer o Rio de Janeiro, na Usina de Santa Cecília, em Barra do Piraí, para cruzar a Serra das Araras. E também em São Paulo, onde as águas do Cantareira são elevadas em 120 metros, para chegarem à cidade.
Mas, mesmo que fosse a saída técnica – e há imensas controvérsias sobre isso – a obra é para anos, não para meses.
Além do mais, se Alckmin manda fechar a represa porque ela está muito baixa, como é que pretende tirar dela mais água para São Paulo?
Vai matar o moribundo?
Tudo o que Geraldo Alckmin faz nesta crise de água em São Paulo é factóide marqueteiro.
A ele, algo tem de se reconhecer: é um dos maiores caras-de-pau que este país já conheceu.
Resta menos de um palmo de água no reservatório do Atibainha ( exatos 18 cm) antes que a água só possa sair dali pelas bombas de sucção.
A “Gambiarra 2″ começa a trabalhar amanhã ou depois, enquanto a imprensa dá atenção à Batalha do Itararé.
Ou da Batalha do Chuchu, como é melhor chamá-la.
Não tem, como se diz na terra dos meus avós, a menor “sustança”.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=19930
Assis Ribeiro
13 de agosto de 2014 9:23 amHaddad diz a empresários que
Haddad diz a empresários que é prefeito da cidade, e não do mercado imobiliário
Prefeito vai a sede da principal entidade representativa de construtoras cobrar fim da separação entre os interesses do setor e os da sociedade, e contesta exageros nas críticas sobre Plano Diretor
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi hoje à principal entidade representativa do setor imobiliário da capital paulista propor que se supere a separação entre os interesses empresariais e os dos cidadãos. Ao falar durante almoço na sede do Secovi, na Vila Clementino, zona sul da cidade, o petista criticou estimativa divulgada em nome da entidade acusando que o novo Plano Diretor Estratégico vai elevar em 15% os preços dos imóveis – Secovi é a sigla para Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo, fundado em 1946.
Haddad afirmou que entre os objetivos do Plano Diretor está a reconciliação da percepção da população em relação ao setor imobiliário. Para o prefeito, a forma como a cidade cresceu criou um “divórcio no coração de alguns”. “Os empreendimentos passaram a ser vistos como ameaças à qualidade de vida”, afirmou.
O prefeito defendeu que essa essa “inimizade” se soluciona analisando a possibilidade de aumentar impactos positivos dos empreendimentos. O exemplo concreto citado por Haddad foram as fachadas ativas, um dos mecanismos propostos pelo Plano Diretor, que garante edifício não residencial tenha sua parte frontal aberta, de forma a ser usada como extensão da calçada.
“Todo empreendimento gera externalidades. Ele não é algo que está fora de um contexto. Dessa maneira, pesar se certas externalidades são positivas ou negativas, se oneram ou facilitam a vida do gestor público foi a conta que nós tentamos fazer de comum acordo para desenvolver uma outra lógica, que permitisse conciliar o interesse público e o privado”, afirmou.
O debate central durante o almoço se deu sobre o impacto do Plano Diretor no preço de novos empreendimentos. Na presença do prefeito, os representantes do setor imobiliário amenizaram os cálculos feitos nas semanas anteriores. O presidente do Secovi, Cláudio Bernardes, chegou a falar em até 60% de aumento quando o projeto estava em tramitação na Câmara Municipal.
Nesse fim de semana, nova estimativa considerada exagerada: a Gafisa, uma das maiores incorporadoras e construtoras do país, publicou peça publicitária na Folha de S. Paulo em que afirma que a alta de preços dos imóveis, segundo números do Secovi, seria de 15%, o que irritou o prefeito.
Um dos presentes na plateia chegou a argumentar que a estimativa havia sido projetada pelo Núcleo de Real State da Faculdade Politécnica da Universidade de São Paulo, “que sabia fazer conta”. “Eu perguntei para o Claudio se a estimativa é do Secovi e ele me disse que não. A gente precisa corrigir esse tipo de coisa porque isso é ruim para a cidade”, afirmou Haddad.
Agora, a entidade calculou que o impacto será de 5% para 71% dos imóveis residenciais a serem construídos na cidade. A mesma porcentagem deve incidir sobre cerca de metade dos imóveis comerciais.
A razão do encarecimento da construção imobiliária é a nova forma de cálculo da chamada outorga onerosa – valor pago pelo empreendedor caso queira construir acima do valor-padrão estipulado para determinado lote. O Plano Diretor estipula agora que em toda a cidade só se poderá construir o equivalente a uma vez a área do terreno sem custo extra para o construtor. Para edificações mais altas, dentro dos limites impostos pela lei de zoneamento, é preciso pagar a outorga onerosa. A lei em vigor até o último dia 31, quando foi sancionado o novo texto, permitia que fossem construídas o equivalente a duas vezes o tamanho do terreno.
A prefeitura espera arrecadar R$ 500 milhões por ano com essa cobrança a partir de 2016. O recurso será destinado integralmente ao Fundo de Desenvolvimento Urbano (Fundurb) e 30% dele será usado para a construção de habitação de interesse social. Outros 30% serão investidos em mobilidade urbana.
Na “errata” feita diante do prefeito e dos associados do sindicato, Bernardes afirmou que foram feitas simulações aplicando as novas regras a todos os empreendimentos imobiliários lançados desde 2004. “Essa é a realidade das nossas contas. Não digo que o pessoal da Poli não saiba fazer conta, mas nós fizemos mais de quatro mil simulações aqui para tentar atingir esse resultado”, afirmou Bernardes.
Haddad enfatizou que não se tratava de simulações, mas de casos concretos de aplicação das novas regras a empreendimentos já lançados. “As nossas estimativas dão conta de um impacto menor do que 5% do valor final do imóvel. Isso no pior cenário”, disse o prefeito. “Eu acho que a outorga ficou numa posição adequada para as necessidades de investimento público. Eu não posso pensar só no empreendedor privado. Eu sou prefeito da cidade. Não sou prefeito do Secovi. Eu tenho que pensar nos empreendimentos, mas eu tenho que pensar também na necessidade que eu tenho para obter recursos para melhorar a infraestrutura urbana, sem a qual a qualidade de vida não vai melhorar”, defendeu.
http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/08/haddad-diz-a-empresarios-que-e-prefeito-da-cidade-e-nao-do-setor-imobiliario-5-2331.html
Ricardo CP
13 de agosto de 2014 9:34 amEntão, o GGN não vai comentar
Então, o GGN não vai comentar sobre o primeiro “Nobel” brasileiro? Artur Avila ganhou a medalha Fields, o “Nobel” de Matemática! (Na realidade, mais difícil de ganhar do que o Nobel, pois só é concedido a cada 4 anos e apenas para menores de 40 anos de idade.) Há matéria n’ O Globo sobre isso e excelente matéria, de alguns anos, sobre o Artur, na Piauí.
BRAGA-BH
13 de agosto de 2014 11:53 amJustiça autoriza Furnas a reduzir volume de represa no Sul de Mi
Justiça autoriza Furnas a reduzir volume de represa no Sul de Minas Situação crítica de barragem do Sul de Minas leva a Justiça a determinar a redução em 13 metros no volume de água que atende usina hidrelétrica. Em Três Marias, impasse continua
Pedro Rocha Franco
Simone Kafruni
Publicação: 13/08/2014 06:00 Atualização: 13/08/2014 08:09
Cabo de guerra: por um lado, a estiagem castigou todos os municípios que ficam às margens das represas que fazem parte de Furnas
A Justiça autorizou a Furnas Centrais Elétricas, operadora da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas de Moraes, a reduzir em 13 metros o volume da represa do Peixoto, em Ibiraci, no Sul de Minas, como previsto pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O juiz federal Bruno Augusto Santos Oliveira revogou decisão liminar que ele mesmo tinha expedido em maio, vetando à época a efetivação da medida. Em contrapartida, Furnas tem 15 dias para comprovar a execução de ações compensatórias listadas pelo magistrado em maio, como forma de reduzir os impactos da baixa do reservatório.
A estiagem prolongada no estado resultou na disputa por água entre as prefeituras de Passos, Delfinópolis e São João Batista do Glória e Furnas. Os municípios mineiros alegam que o aumento da vazão da represa da estatal poderia prejudicar fortemente a economia, saúde, meio ambiente e saneamento básico da região e até mesmo causar desabastecimento de Passos. Por exemplo, Delfinópolis tem 58% de sua área irrigada. Com a redução do volume de água, a agricultura e o turismo poderiam ser impactados. A cidade tem polo de produção de bananas em 1 mil hectares irrigados. “Não é possível olhar para a água e ver só energia elétrica”, afirma o consultor jurídico do município, Neisson da Silva Reis.
Em maio, o juiz acatou os argumentos dos municípios, que pediam mais publicidade nas ações do ONS e principalmente a manutenção do volume. “Com efeito, é notório que uma quantidade de chuvas muito abaixo da média histórica deixou o país em situação de fragilidade energética, o que torna toda e qualquer decisão acerca do sistema de geração de energia extremamente sensível, demandando, assim, atenção máxima quanto ao princípio da transparência”, diz a decisão daquele mês.
O juiz listou uma série de ações que Furnas deveria adotar para reduzir os impactos, como a construção de um novo porto para ligar Delfinópolis e Cássia e um sistema de tratamento de esgoto na mesma cidade. Na decisão mais recente, o magistrado vinculou o cumprimento de todas as medidas à revogação da liminar. Furnas tem 15 dias para comprová-las. O consultor jurídico, no entanto, diz que parte das ações ainda não foram cumpridas e que não há tempo hábil para executá-las. “É impossível fazer o que falta em 15 dias”, afirma. Na decisão, o juiz diz que, segundo os réus, parte das ações determinadas já foram iniciadas, incluindo o sistema de captação de Passos, o que afasta a possibilidade de falta de água na cidade.
Por outro, é necessária a manutenção da geração de eletricidade no país
No mais, o magistrado pede que seja apresentado o cronograma de redução volumétrica da represa, de forma a possibilitar aos municípios melhor planejamento. Com a manutenção da vazão de maio para cá, a represa está com 74,38% de seu volume, muito acima de outras usinas que compõem o sistema do Rio Grande.
Em nota, Furnas informa que “as usinas hidrelétricas compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN) e a sua operação é planejada e programada pelo ONS”. “Compete, também, ao ONS a definição do nível do reservatório, do volume armazenado e da energia despachada, bem como a operação do conjunto de reservatórios brasileiros de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança energética do país.” A medida previa reduzir a represa do Peixoto até o seu nível mínimo operacional estabelecido em projeto, correspondente à elevação de 653,12 metros. Hoje, segundo Furnas, o reservatório da Usina de Mascarenhas de Moraes encontra-se em elevação – 663,40 metros, 10,28 metros acima do nível mínimo.
Disputa da vazão
O processo no Sul de Minas assemelha-se à disputa por água envolvendo os municípios localizados antes e depois da barragem de Três Marias. Por lá, a seca reduziu consideravelmente o volume da represa, que, hoje, está com menos de 10% do volume total. Com isso, as cidades ribeirinhas dependentes da água travam duelo sobre qual é a vazão ideal para mitigar os prejuízos. No primeiro semestre, a Prefeitura de Pirapora acionou a Justiça para impedir nova redução da vazão, o que poderia comprometer o abastecimento do município. Uma obra de bombeamento foi feita às pressas para garantir o fornecimento até o período chuvoso.
Apesar da redução dia a dia do nível da barragem de Três Marias, que, ontem, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), atingiu 8,68%, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) descarta o desligamento total das turbinas da usina hidrelétrica. Atualmente, apenas uma das seis está em operação plena. “O bom gerenciamento da central elétrica deve garantir que o seu funcionamento não seja interrompido até o início das chuvas, quando o nível do reservatório aumentará”, diz nota da empresa estatal.
BRAGA-BH
13 de agosto de 2014 12:12 pmVazamento de dados do Governo Federal cresceu quase 10 vezes no
Vazamento de dados do Governo Federal cresceu quase 10 vezes no período da Copa
Por Wilson Lima I iG Brasília |
13/08/2014 06:00
Texto
Relatório do CTIR revela crescimento de ocorrências no 2º trimestre do ano em comparação com 1º trimestre
O vazamento de informações de computadores do Governo Federal cresceu 9,3 vezes e a quantidade de sites governamentais derrubados por hackers aumentou 60% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o primeiro trimestre 2014. Os dasos constam do relatório do Centro de Tratamento de Incidentes (CTIR) de Segurança de Rede de Computadores da Administração Pública Federal.
Segundo o relatório do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, órgão responsável pelo monitoramento de ataques cibernéticos aos computadores do Governo Federal, esse crescimento exponencial de ações de hackers ocorreu por causa da Copa do Mundo. Em junho, conforme o GSI, houve uma tentativa incessante de invasões nos sites ou computadores governamentais. “Durante o referido evento, no período de 12 de junho de 2014 a 13 de julho de 2014, o CTIR atuou em parceria com o Centro de Defesa Cibernética do Ministério da Defesa e com o Grupo de Resposta a Incidentes de Segurança para a Internet brasileira na detecção e tratamento dos eventos de segurança de redes”, afirma o documento.
Pelos dados do CTIR, ocorreram 243 casos de vazamento de informações de terminais do Governo Federal no segundo trimestre de 2014, contra 26 casos nos três primeiros meses do ano. Entre os casos de vazamento de dados ocorridos no segundo trimestre desse ano, está a invasão do grupo de cyber ativistas Anonymous nos computadores do Itamaraty que culminou no compartilhamento de documentos internos do Ministério de Relações Exteriores (MRE).
Durante a Copa do Mundo no Brasil, vazamento de dados do Governo Federal cresceu quase 10 vezes
O Governo Federal alega que não houve o vazamento de informações de caráter estratégico e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não detalha oficialmente quais informações foram acessadas pelos hackers. No entanto, fontes com trânsito na Abin informaram ao iG que em pelo menos dez casos no segundo trimestre houve acesso à dados considerados confidenciais.
Ainda segundo os dados do CTIR, ocorreram 421 casos de indisponibilidade de sítio (quando um site é tirado do ar) no segundo trimestre desse ano, em comparação com os 266 casos do primeiro trimestre de 2014. No início da Copa do Mundo, por exemplo, vários sites governamentais ou ligados à promoção do mundial de futebol foram tirados do ar, como, por exemplo, o worldcup2014.gov.br, que ficou indisponível na véspera da abertura do mundial.
No segundo trimestre deste ano, também foi registrado crescimento da ordem de 70% de uma ocorrência chamada “abuso de sítio”. Ou seja, problemas com a configuração dos sites governamentais provocados por agentes externos ou não e exposição de códigos fonte ou descobertas de eventuais vulnerabilidades nos sistemas. Entre janeiro e março, foram registrados 347 casos de “abuso de sítio”. Entre abril e junho, 591 eventos do gênero.
No geral, o CTIR teve um total de 6,2 mil ocorrências de problemas em computadores da administração pública federal entre os meses de abril e junho. Apenas em junho, foram registradas 2,7 mil ações contra os terminais do Governo Federal. No primeiro trimestre de 2014, foram registradas 5,2 mil ocorrências no total.
BRAGA-BH
13 de agosto de 2014 12:14 pmTRE nega registro e cassa candidaturas de José Roberto Arruda e
TRE nega registro e cassa candidaturas de José Roberto Arruda e Jaqueline Roriz
Por Wilson Lima I iG Brasília |
12/08/2014 23:32- Atualizada às 12/08/2014 23:43
Texto
Justiça entendeu que condenação em 2ª instância tem efeito imediato para aplicar Ficha Limpa; defesas prometem recorrer
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) negou, na noite desta terça-feira (12), os pedidos de registro de candidatura ao governo do Estado de José Roberto Arruda (PR) e à Câmara Federal de Jaqueline Roriz (PMN).
Os dois tiveram suas candidaturas impugnadas pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do DF com base na Lei da Ficha Limpa, após ambos terem suas condenações pelo crime de improbidade administrativa confirmadas pela 2ª Câmara Criminal do Distrito Federal no início de julho. Arruda e Roriz foram condenados por envolvimento no mensalão do DEM, esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal em 2009, durante a Operação Caixa de Pandora. Na época, o iG antecipou os principais momentos da operação e publicou com exclusividade um vídeo em que Arruda aparecia recebendo suposta propina de Durval Barbosa, então secretário de Relações Institucionais do governo de Brasília.
José Roberto Arruda (PR) teve sua candidatura ao governo do Distrito Federal cassada pelo TRE, mas pretende recorrer no TSE
Durante o julgamento, as defesas tanto de Roriz, quanto de Arruda, argumentaram que eles não poderiam ter seus pedidos de candidaturas negados porque a impugnação foi impetrada após os registros terem sido protocolados no TRE-DF. Os desembargadores, no entanto, entenderam que os efeitos da Lei da Ficha Limpa são imediatos a partir do momento da condenação em segunda instância. Eles afirmaram também que negar o pedido de candidatura dos dois significaria preservar o princípio da probidade administrativa.
O relator dos dois casos, desembargador Cruz Macedo, argumentou que uma pessoa condenada por crime de improbidade administrativa pode ser considerada inelegível a qualquer tempo, independentemente da data em que ela protocola o registro de candidatura. “O que se apresenta no quadro da política brasileira é uma verdadeira mudança de parâmetro devido à lei da Ficha Limpa. Embora não seja uma lei ideal, é um começo para a tão esperada e já tardia reforma política”, analisou o relator.
“A improbidade incomoda a todos os administrados, conduzindo os valores arrecadados (pelo erário) para o pântano, ou para o ralo alimentador da sanha criminosa”, acentuou o presidente do TRE-DF, Romão Oliveira. “O legislador complementar, certo ou errado, se afastou do valor da segurança jurídica em busca de outros valores já consagrados: probidade e moralidade tendo em vista a vida pregressa do candidato”, disse o procurador eleitoral Elton Ghersel.
No julgamento relacionado ao registro de candidatura de deputada federal Jaqueline Roriz, votaram a favor do indeferimento do registro, além do relator, os desembargadores Olindo Meneses, Leila Arlanch, Maria de Fátima de Aguiar, Eliene Bastos e o presidente do TRE-DF. No caso do julgamento do registro de Arruda, votaram a favor os desembargadores Olindo Meneses, Leila Arlanch, Maria de Fátima de Aguiar e o presidente do TRE-DF.
Apenas o desembargador Josapha dos Santos votou a favor do registro de candidatura de Roriz e Arruda. Para ele, é necessário se respeitar a data de registro de candidatura sob pena de se causar uma insegurança jurídica. “A decisão colegiada que decreta a suspensão dos direitos políticos depende de instauração de procedimento administrativo eleitoral”, analisou o desembargador. O desembargador Cléber Oliveira, que não participou do julgamento relacionado à Jaqueline Roriz, também votou a favor da candidatura de Roriz.
Candidata à deputada federal pelo Distrito Federal, Jaqueline Roriz (PMN) também teve sua candidatura cassada
Agora, os advogados tanto de Roriz, quanto de Arruda pretendem recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles vão ratificar o entendimento de que não é possível se impugnar um registro de candidatura após a sua formalização. Os advogados também pretendem alegar que a impugnação teve vícios porque ocorreu mesmo antes após a publicação do acórdão da 2ª Câmara Criminal do Distrito Federal, que confirmou as condenações de Arruda e Roriz. Para eles, o TSE entende justamente o contrário: os efeitos da Ficha Limpa somente tem efeito antes da protocolização do registro de candidatura.
O julgamento foi acompanhado por diversos movimentos sociais. Na parte de fora do Tribunal Regional Eleitoral, cerca de dez pessoas integrantes do movimento de combate à corrupção fizeram uma manifestação pedindo o indeferimento do pedido de candidatura de Arruda antes do julgamento do TRE. Vestidos de presidiários com o número 171, os manifestantes estenderam faixas com frases como “rouba mais faz, nunca mais”. “A ideia dessa manifestação é mostrar que o governo do Distrito Federal não pode mais se submeter a um governo que já foi flagrado em ato de corrupção” disse Jovita Rosa, integrante do movimento de combate à corrupção.
BRAGA-BH
13 de agosto de 2014 12:25 pmCampos dribla ataque de JN e
Campos dribla ataque de JN e ataca Dilma citando goleada de 7 a 1
Por iG São Paulo |
12/08/2014 22:48
Bem treinado, candidato falou sobre denúncia de nepotismo e teve tempo de se apresentar como oposição ao PT e PSDB
O candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, aproveitou como pôde os 15 minutos oferecidos a ele nesta terça-feira (12) pelo Jornal Nacional, telejornal da Rede Globo que costuma ter a média diária de 36 milhões de telespectadores. Bem treinado e demonstrando tranquilidade, o ex-governador de Pernambuco se esquivou sobre denúncias de nepotismo, driblou a contradição de fazer oposição à ex-aliada presidente Dilma Rousseff e, invocando a vice Marina Silva, teve tempo de se apresentar como oposição ao ironizar e comparar o desenvolvimento do Brasil, “equivalente à goleada da Alemanha sobre o Brasil por 7 a 1”, segundo ele.
A apresentadora Patrícia Poeta começou a entrevista perguntando a Campos se ele estava disposto a fazer cortes de gastos para aquecer a economia em seu mandato. O candidato saiu pela tangente, mas a apresentadora voltou ao tema. Ele então preferiu jogar a questão para o espectador, dizendo que a inflação estava alta e que o salario “não dá para o mês inteiro”.
O presidenciável Eduardo Campos (PSB)foi entrevistado nesta terça-feira (12) pelos apresentadores do Jornal Nacional (Globo)
À vontade, Campos disse que 2015 será um ano melhor economicamente que 2014, “o mais difícil”. “O Brasil perdeu de 7 a 1 na Copa e está perdendo fora [de campo]. É 7% de inflação e 1% de crescimento. Vamos terminar melhor do que 2014″, apostou o candidato do PSB.
Em tom de “chega de jogar conversa fora”, o apresentador Willian Bonner foi incisivo ao perguntar sobre a intensa campanha que Campos teria feito em 2011 no Congresso Nacional para eleger a mãe Ana Arraes para a vaga que ela ocupa hoje no Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por fiscalizar as contas do Governo Federal, que o candidato do PSB deseja comandar a partir do ano que vem.
Como puderam perceber os telespectadores do JN, Campos ficou visivelmente constrangido com a questão e levou alguns segundos pensando em como respondê-la. Aliás, este foi o único momento da entrevista em que ele pareceu estar desconfortável. Rapidamente recuperado, o ex-governador negou qualquer interferência e respondeu a pergunta exaltando o currículo da mãe, dizendo que ela é funcionária pública concursada e foi eleita deputada duas vezes.
“Disputou uma eleição, ganhou no voto e foi ser ministra”, argumentou Campos, se colocando na posição de mero expectador da eleição de Ana Arraes para o TCU. “Eu apenas torci para que ela ganhasse”, minimizou o candidato.
Buscando reverter o constrangimento, Campos aproveitou para sugerir que o Brasil faça “um comitê de busca” para discutir as vagas vitalícias de magistrados. “O Brasil precisa fazer uma reforma para oxigenar os tribunais e que esse processo seja impessoal.”
Contradições no passado e na aliança
Campos também foi questionado a respeito da contradição que a sua aliança com Marina vive na questão ambiental. Partido do ex-governador, o PSB tem fortes laços com os ruralistas. Sua vice, no entanto, é fortemente crítica ao agronegócio, setor que Bonner apontou como responsável por sustentar a economia do Brasil nos últimos anos.
Mas Campos conseguiu se esquivar, inclusive defendendo sua candidata à vice. “Nossa bancada rachou, mas eu defendi a posição representada por Marina”, argumentou Campos, falando da aprovação do Código Florestal no Congresso.
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Na reta final da entrevista, os apresentadores questionaram se decisão de Campos de abandonar o governo Dilma no terceiro ano de mandato era movida apenas pela “ambição” de ser presidente. Antigo membro da base aliada da presidente e ex-ministro do governo anterior, do também petista Lula, Campos justificou sua saída dizendo que a fissura havia se iniciado nas eleições municipais de 2012.
O candidato aproveitou então uma nova oportunidade para se colocar em oposição também ao PSDB, de Aécio Neves. “Quantas pessoas assistindo estão decepcionadas? Eu e Marina entendemos que PT e PSDB já ficaram tempo demais e é preciso um novo caminho.”
Alessandro
13 de agosto de 2014 1:34 pmDilma cresce no RS – saiu no Terra
13 de agosto de 2014 • 08p8 • atualizado às 09h00
Adesões a dilma incomodam adversários no Rio Grande do Sul
Os candidatos do PMDB, do PP e do PDT ao governo do Rio Grande do Sul não estão conseguindo conter o movimento de prefeitos de seus partidos em favor da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Nacionalmente, as três siglas estão com Dilma, mas, no RS, os postulantes ao governo e as direções partidárias decidiram apoiar adversários da petista na corrida presidencial.
Ana Amélia Lemos (PP) fez uma coalizão com o PSDB e está em campanha aberta para o senador mineiro Aécio Neves. José Ivo Sartori (PMDB) coligou-se ao PSB e trabalha por Eduardo Campos. Vieira da Cunha (PDT), que aliou-se ao PV, ao DEM e ao PSC, diz que ainda não escolheu o candidato à presidência, mas assegura que, para Dilma, não há palanque. Enquanto isso, até prefeitos do PSB começam a abrir o voto para a petista e há especulações sobre apoios velados de lideranças municipais tucanas.
O movimento pró-Dilma entre prefeitos só fez aumentar após a divulgação da última pesquisa Ibope sobre as intenções de voto entre gaúchos, na semana passada. Pelo levantamento, Dilma tem no Estado 44%, ante 24% de Aécio e 7% de Campos. No PP, o grupo de prefeitos que antes trabalhava o apoio com discrição, agora marcou para sexta-feira uma reunião na qual deve oficializar sua posição.
“Nosso partido está há 12 anos no governo e temos um dos ministérios mais importantes, o das Cidades. Pleitos que interessam aos nossos municípios em diversas áreas são contemplados. Seguimos a orientação nacional e consideramos que a direção estadual e a senadora Ana Amélia têm condições de absorver isso. Porque, em 2012, a própria senadora divergiu do partido e apoiou o PCdoB nas eleições de Porto Alegre”, explica Salmo Dias de Oliveira, prefeito de Rio dos Índios, na região da Produção. “Quero ouvir isso de viva voz dos prefeitos. Na quinta-feira faremos uma reunião e vou dar um alinhamento”, rebate o presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi.
No PDT, apesar da posição de Vieira, o diretório optou por liberar os filiados em relação à disputa presidencial e prefeitos de grandes cidades como Porto Alegre e Caxias do Sul integram a coordenação do comitê pluripartidário pró-Dilma. No PMDB os prefeitos estão fazendo sua própria campanha e, para não melindrar Sartori, dão destaque para a figura do vice na chapa, o vice-presidente Michel Temer (PMDB).
Para o governo, PT também “cava” votos entre oponentes
No PSB de Campos, além do apoio à Dilma, há prefeitos que abriram o voto para o governador Tarso Genro (PT), que tenta a reeleição. “Vou votar Dilma presidente e Tarso governador. E meu colega de Barra do Quaraí (cidade também comandada pelo PSB) tem a mesma posição”, assegura Luis Henrique Antonello, prefeito de Rosário do Sul, na Fronteira-Oeste.
O PSB não apenas está aliado ao PMDB na eleição estadual como tem o candidato ao Senado na chapa, o deputado federal e presidente da sigla no RS, Beto Albuquerque.
Antonello justifica sua posição lembrando que o PSB estava tanto no governo Dilma como no governo Tarso até o ano passado. “Além de acreditarmos no projeto, não participamos de nenhuma discussão para mudar de posição. As direções partidárias continuam insistindo em fazer acordos de cúpula, sem ouvir as bases partidárias. Muitos não falam, mas apoiam por baixo dos panos”, revela.
“É um caso isolado de prefeito puxa-saco de governo, que não tem ideologia, é iludido por verba. E todo mundo que trai paga o seu preço”, dispara Beto sobre o assunto. Mas o prefeito retruca: “Não é verba, não. É coerência.”
Além do PSB, lideranças do PDT admitem que Tarso tem simpatizantes entre prefeitos trabalhistas. O movimento aconteceria não apenas na esteira do apoio a Dilma mas, também, porque o PDT integrou a administração petista no Estado até o final de 2013 e ainda mantém cargos no governo.
“Tem prefeito do PDT que vai votar no Tarso, mas não queremos expor ninguém agora, para não ficar um clima ruim”, diz o presidente estadual do PT, Ary Vanazzi. “Se não quisessem expor, não falavam. Às vezes os prefeitos ficam reféns de um jogo de realização de obras. Não tenho conhecimento de apoios a Tarso, mas também não me surpreenderia se existissem. Eles não respeitam ninguém”, reage o presidente do PDT, Romildo Bolzan Jr.
Na eleição estadual a estratégia petista foi evidenciada no último final de semana, quando a coligação de Tarso lançou material divulgando que o prefeito de Uruguaiana, Luiz Augusto Schneider (PSDB), havia aberto o voto para o governador.
Na segunda-feira, durante o dia, o diretório estadual tucano cobrou explicações por escrito de Schneider. À noite, ele divulgou nota em seu perfil no Facebook para tentar explicar a situação, mas a nota é pouco esclarecedora.
Para o Terra, o prefeito disse que em relação à eleição nacional, é do PSDB e o partido tem candidato. E que, em relação à estadual, não abriu o voto. Porém, lembrou que, na coligação com o PP para a disputa ao governo, o PSDB ficou sem representação na chapa majoritária. “Fomos preterimos a um terceiro nível. Além disso, aqui na cidade, o PP é nosso maior antagonista. Esse tipo de situação pode deixar os prefeitos ‘perdidos no tiroteio’.”
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/dilma-rousseff/adesoes-a-dilma-incomodam-adversarios-no-rio-grande-do-sul,aa9f1ff762fc7410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
Mac
13 de agosto de 2014 2:49 pmIranian woman becomes 1st female winner of ‘math Nobel’
Iranian woman becomes 1st female winner of ‘math Nobel’
http://rt.com/news/179920-iranian-woman-fields-medal/
KURK
13 de agosto de 2014 3:53 pmParece que o candidato
Parece que o candidato Eduardo Campos, morreu em acidente de avião.
jns
13 de agosto de 2014 8:34 pmUcrânia
Comboio russo a caminho do leste da Ucrânia
Ucrânia | Ian Bateson | 13/08/14
[video:http://youtu.be/plG-7iPVO9o%5D
[video:http://youtu.be/X_yF8XjrpGw%5D
Um comboio formado por 280 caminhões transportando o que as autoridades russas dizem ser uma ajuda humanitária para os civis, parou em uma estrada perto da cidade de Yelets, Lipetsk Oblast, informou a Reuters. Yelets esta cerca de 600 quilômetros da passagem de fronteira ucraniana em Izvaryne, onde o auxílio poderá entrar na Ucrânia.
O comboio, que deixou os subúrbios de Moscou em 12 de agosto, foi organizado pelo governo russo sem consultar a Cruz Vermelha no país e foi ativado sem nenhum acordo com a Ucrânia ou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, para dar a permissão para a carga entrar na Ucrânia legalmente e ser entregue aos civis separatista que controlam Luhansk.
“A Ucrânia pode aceitar qualquer tipo de ajuda humanitária , de acordo com o direito internacional, exclusivamente da Cruz Vermelha”, disse o primeiro-ministro da Ucrânia Arseniy Yatsenyuk, em uma reunião do Conselho de Ministros em 13 de agosto.
“O nível de cinismo russo não tem fronteiras. Primeiro, eles fornecem tanques, oficiais graduados, terroristas, bandidos que atiram em ucranianos e, em seguida, eles fornecem água e sal”, acrescentou Yatsenyuk.
O chefe do departamento de informação da Cruz Vermelha ucraniana, Viktor Sherbanuk, disse que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Genebra, ainda não recebeu um inventário detalhado do conteúdo da carga transportada, juntamente com outros requisitos, incluindo um acordo com a Ucrânia, que permitiria transpor a fronteira entre oso dois países.
Enquanto se move a sudoeste, o comboio virou o foco de muita atenção na mídia social, no momento que a situação ucraniana está sendo comparada à crise dos mísseis de Cuba, em meio a acusações de que a pretensão do governo russo é apoiar os militantes em apuros em Luhansk em vez de civis.
Em uma conferência de imprensa, em 13 de agosto, o Secretário de Imprensa do Presidente da Ucrânia, Svyatoslav Tsegolko,delineou três cenários possíveis para o transporte:
“O primeiro é a invasão direta do território ucraniano sob o pretexto de entrega da carga humanitária. Em segundo lugar, as provocações geradas com a carga transitando na região de Kharkiv, com alta probabilidade de agressão russa. Em terceiro lugar, a assistência aos moradores passa pelo posto de controle mais próximo de Luhansk.”
Enquanto isso, Igor Baluta, o governador de Kharkiv, escreveu em sua página no Facebook, na quarta-feira que o comboio não vai passar pela fronteira de Kharkiv.
Os separatistas controlam os postos de fronteira no leste da Ucrânia, onde o transporte poderia entrar, mas as autoridades ucranianas e americanas têm dito repetidamente que equivaleria a um ato de agressão. No entanto, um alto funcionário do governo informou que intensas negociações estão a caminho, para chegar a um acordo e permitir que a ajuda seja transportada através da fronteira da Rússia para Luhansk.
“A Ucrânia ainda acha que pode haver uma esperança de reestabelecer um ponto de verificação em Izvaryne (Luhansk Oblast)”, disse o oficial. Ele falou em condição de anonimato, porque não está autorizado a fazer comentários oficiais sobre esta questão sensível. Até 200 quilômetros de fronteira na região Luhansk estão atualmente sob controle separatista.
Sem um acordo com a Ucrânia e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, no entanto, não está claro como o transporte pode viajar para Luhansk legalmente.
Um acordo com os separatistas, relativo ao transporte, envolvendo a Ucrânia e a Cruz Vermelha falhou durante as negociações e nunca foi alcançado.
“Qualquer transporte de mercadorias não especificadas, não aprovado juridicamente e não controlado pelo país onde está sendo transportado, não será considerada ajuda humanitária, mas, sim, ajuda para os separatistas”, disse Sherbanuk.
http://www.bbc.com/news/world-europe-28751447
http://www.deccanchronicle.com/140812/world-asia/article/ukraine-says-may-block-russian-aid-convoy
http://www.irishtimes.com/news/world/europe/doubts-over-russian-aid-as-convoy-nears-ukraine-1.1894976
http://www.lemonde.fr/europe/article/2014/08/13/ukraine-jusqu-ou-ira-le-convoi-humanitaire-russe_4471143_3214.html