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  1. Vânia

    13 de agosto de 2016 4:43 am

    O “feliz dia dos pais” para o ministro Ricardo Barros

    Apontar machismo é bem diferente de odiar os homens. Um caso recente, envolvendo um pai, o ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, e sua filha, Maria Victoria, ajuda a elucidar esta diferença

    http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-feliz-dia-dos-pais-para-o-ministro-ricardo-barros

     

    O desconhecimento sobre o feminismo produz um sem fim de mitos sobre a feminista. Um deles é o ódio aos homens.Não tenho dúvidas de que algumas feministas odeiam homens, assim como não tenho dúvidas de que algumas pessoas odeiam outras. Mas a ênfase aqui é no “algumas”: o ódio é um sentimento humano, e como tal é passível de ser encontrado em qualquer grupo ou movimento social.

    Há muito que dizer sobre o ódio, desde o que o produz, passando pelos contextos que o fomentam, até o seu poder transformador – que pode ser positivo se direcionado à desconstrução de estruturas sociais de opressão.

    Mas este texto não é sobre ódio, e se o menciono é apenas para dissipar o mito do ódio feminista aos homens, que frequentemente serve de justificativa para que muitos se fechem para o nosso discurso.

    A iniquidade de gênero – e não o ódio aos homens – é a premissa da qual partem as feministas. Não é necessário aderir à causa para constatar que existe desigualdade social entre homens e mulheres, no entanto – muito embora seja esta constatação o que leva muita gente a se declarar feminista.

    Então partindo do pressuposto que existe desigualdade (existe), e que essa desigualdade pesa mais negativamente sobre as mulheres do que sobre os homens (ela pesa), não é surpreendente que os comportamentos, atitudes e falas machistas dos homens sejam alvo frequente de nossas denúncias.

    Por isso é até compreensível que o feminismo seja confundido com o ódio aos homens. Mas é preciso elucidar: apontar machismo é bem diferente de odiar os homens. 

    Um caso recente, envolvendo um pai e uma filha (que até onde sei sequer se declara feminista, por sinal), ajuda a elucidar esta diferença. Falo da resposta pública que a deputada estadual Maria Victoria Borghetti Barros (PP-PR) deu, através de um vídeo publicado em seu perfil de Facebook, para a declaração do próprio pai, o ministro da Saúde Ricardo Barros. 

     

    O ministro, ao lançar o programa Pré-Natal do Parceiro – projeto bonito e importante que visa incentivar homens a fazerem exames de prevenção ao acompanharem suas mulheres nos postos de atendimento durante a gravidez – fez uma afirmação fundamentada não em dados, mas em sua opinião.

    E sua opinião – além de ser, sabe, só uma opinião – é machista. E é machista não por ser somente uma opinião, nem somente por ser uma opinião mal informada. É machista por ser uma opinião pautada numa inverdade cuja única decorrência é corroborar com a manutenção da ideia falsa de que mulheres trabalham menos que homens.

    O professor Leandro Karnal, ao mencionar o assunto em suas redes, foi sarcástico: “o machismo não cede nem à lógica estatística”, disse. Isso porque Barros afirmou que homens, os “provedores dos lares brasileiros”, procuram menos atendimento de saúde porque “trabalham mais” e “possuem menos tempo” do que as mulheres.

     

    Acontece, ministro, que não é para isso que apontam os institutos de pesquisa.De acordo com o IBGE, pelo menos 40% dos lares brasileiros são chefiados (leia: financiados) por mulheres, e dados divulgados em 2014 pelaPesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) mostram que a jornada semanal de trabalho delas (o que inclui a jornada de trabalho doméstico, que para as mulheres é de 20,6 horas semanais, mais que o dobro da observada para os homens, de 9,8) tem quase cinco horas a mais que a deles. Considerando essa dupla jornada, as mulheres trabalham em média 56,4 horas semanais, e os homens 51,6 horas.

    Como se não bastasse, o trabalho doméstico tende a não ser remunerado – mas mesmo quando o trabalho é pago, mulheres podem ganhar até 25,6% a menos que homens pela mesma função. Isso quem diz não sou eu, nem as feministas – mas a Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

    A gente fala, não acreditam. Então a gente testa nossas hipóteses com pesquisas, dados, análises, estudos. Depois, instituições sérias divulgam estas informações de forma oficial. Segue a mídia, que parece estar compreendendo mais e mais o que é dito pelo feminismo. Daí.

    Daí os homens no poder continuam preferindo sua própria opinião. E são as feministas que odeiam os homens? Apontar a realidade não é ódio, e a sociedade deveria agradecer que as mulheres querem somente equidade, e não vingança.

    Voltando à resposta da filha deputada para o pai ministro, Maria Victoria também assinalou os dados. Mas sua resposta, sem ser meramente técnica, tampouco aparenta ódio. Ela apenas aponta, e delicadamente, o machismo de seu genitor:

    “Pai, logo o senhor, com duas mulheres como nós em casa (…) e trabalhamos tanto quanto o senhor. (…) E não precisa de dados para mostrar o quanto as mulheres trabalham nesse Brasil inteiro. Depois de trabalhar fora de casa, ainda tem de trabalhar em casa, a famosa jornada dupla de trabalho. Não é isso mulherada?”

    É, Maria Victória. É exatamente isso.

    E já que estamos falando de pai e filha, vale lembrar que neste domingo comemora-se o dia dos pais. É garantido que, nesta efeméride, abundem críticas feministas.

    Nas redes sociais, a campanha #ÉMeuPaiMas já acumula relatos de cortar o coração: histórias de descaso, abandono, falta de reconhecimento legal, não-pagamento de pensão, preconceito e violência doméstica, cujos protagonistas (por ausência) são… homens.

    Fazer estes relatos não é a mesma coisa que ter ódio, ainda que alguns estejam cheios dele. Não é ódio nem aos homens nem aos pais o que emana destas denúncias. É apenas a realidade.

    Ainda que não seja a realidade de todas, é a realidade de um número expressivo de mulheres e crianças, e compilar estas histórias – assim como compilar dados sobre as diferenças entre jornada de trabalho, ou salários – nos fornece dados significativos o suficiente para que se constituam análises sobre um padrão que é social, e não um problema individual.

    Termino esse texto com uma confissão e homenagem, por saber que as duas coisas colaboram para a desconstrução do mito do ódio feminista aos homens.

    Meu pai, além de ser um homem muito (mas muito) sabido e generoso, sempre esteve presente na minha vida e na do meu irmão, e sempre nos tratou com a maior dignidade e respeito.

    Para ele, o fato de eu ser menina, ou mulher, significa muito pouco. Nunca fui “sua princesa”, e até hoje ele me chama de “minha águia”, pois me educou para voar.

    Eu queria muito que todos os homens tratassem todas as mulheres como meu pai me trata. Mas não é esse o caso. Se assim fosse, não precisaríamos trabalhar pelo fim do machismo e misoginia. Se todos os patriarcas fossem com suas filhas o que o meu é comigo, não me interessaria desconstruir o patriarcado, pois ele seria o próprio feminismo.

    Tive muita sorte, e desejo um feliz dia dos pais para aqueles cujas filhas também têm. Para a maioria dos pais, no entanto, meu desejo tampouco é por um dia infeliz, pois isso nada tem a ver com ódio. Só gostaria que passassem a ouvir, assimilar, compreender e respeitar o que dizem as mulheres.

     

  2. Webster Franklin

    13 de agosto de 2016 4:53 am

    Temer prepara Meirelles para ser o segundo Cunha?

    Tijolaço

    Temer prepara Meirelles para ser o segundo Cunha?

     

    temeireles

    O vício da traição, como a picada é para o escorpião, é da natureza do traidor.

    Henrique Meirelles está pondo o couro à sova com sua turma do mercado financeiro para garantir que, com toda sua vocação fisiológica, Michel Temer vai adotar políticas de austeridade.

    Aconteceu o que tinha de acontecer: o núcleo de poder do Planalto quer “culpá-lo” pelo que aconteceu de verdade: um recuo na proposta de cortes do Governo.

    Que, claro, não foi apresentada sem o aval de Michel Temer.

    Meirelles tem esperanças políticas para 2018 e não percebe que as de seu superior estão na frente.

    É dado a ele o papel de carniceiro e reservado a Temer o desempenhar-se como o “homem do acordo”, que promove recuos e ajuda a construir soluções parlamentares.

    Hoje foi assim, mais uma vez.

    Primeiro, deixou que assessores fossem a público culpar Meirelles pela confusão que aprovou mudanças no projeto de renegociação das dívidas do Estado.

    Depois, deu entrevista dizendo que “não endossa” seus assessores.

    Francamente, para mim é uma construção inédita essa de um presidente “não endossar” assessor, até porque assessor que falar sem o contrário do que pensa o assessorado, em algo tão grave, passa a ser, desde que o mundo é mundo, ex-assessor.

    Vai se consolidando a impressão de que Meirelles, mais adiante, vá ser o segundo Cunha de Temer: depois de feito o “serviço sujo”, cessa-lhe a serventia.

    Não é o caso de matar e mandar flores.

    Mas o inverso: mandar flores e, depois, matar.

    http://www.tijolaco.com.br/blog/temer-prepara-meirelles-para-ser-o-segundo-cunha/

    1. eleni moreno

      13 de agosto de 2016 7:25 am

      É hilário quando presencio

      É hilário quando presencio Temer tentar aumentar a voz para parecer macho e ouvir que a voz fica cada vez mais fina!

  3. Webster Franklin

    13 de agosto de 2016 5:12 am

    Padilha ameaça: sem reforma da Previdência, risco de calote

    Brasil 247

     

    Padilha ameaça: sem reforma da Previdência, risco de calote

    Marcelo Camargo/Agência Brasil: pBrasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após anunciar a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). (Marcelo Camargo/Agência Brasil)/p

    Ministro interino da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse em um vídeo publicado nesta sexta-feira 12 que se o Brasil não implantar a reforma da Previdência Social “não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria” pelos beneficiados; “O déficit da Previdência em 2015 foi R$ 86 bilhões. Em 2016, foi R$ 146 bilhões, e, em 2017, entre R$ 180 e R$ 200 bilhões. Isso não pode continuar sob pena de não conseguir mais pagar a aposentadoria”, disse; “Então, tem de mudar para preservar, porque se não mudar, não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria”, completou; depois da ameaça, ele disse que as mudanças defendidas pelo governo Temer não afetarão direitos dos trabalhadores; assista

    12 de Agosto de 2016 às 16:17

    Pedro Peduzzi, repórter da Agência Brasil – O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse, em vídeo divulgado hoje (12) por sua assessoria, que, sem uma reforma da Previdência Social que possibilite amenizar os déficits que vêm sendo registrados, “não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria” pelos beneficiados. O vídeo foi publicado na página do Gabinete Civil no Facebook.

    “A reforma da Previdência é indispensável para que o Brasil volte a ter confiança, seja no mercado interno ou externo. O déficit da Previdência em 2015 foi R$ 86 bilhões. Em 2016, foi R$ 146 bilhões, e, em 2017, entre R$ 180 e R$ 200 bilhões. Isso não pode continuar sob pena de não conseguir mais pagar a aposentadoria”, disse o ministro. “Então, tem de mudar para preservar, porque se não mudar, não vai haver mais a garantia do recebimento da aposentadoria”, afirmou.

    Segundo o ministro, as mudanças defendidas pelo governo não vão colocar em risco os direitos já adquiridos pelos trabalhadores. “Ninguém perderá nenhum direito adquirido. Não precisa correr para o posto do INSS. Todo mundo terá o seu direito preservado. Não perderá absolutamente nada”, finalizou Padilha.

    Assista o vídeo sobre o assunto divulgado pela Casa Civil.

    https://www.facebook.com/casacivilpr/videos/1790535424524777/

     

     

  4. José Carlos Lima...

    13 de agosto de 2016 8:58 am

    vida = arte

    http://josecarloslima.blogspot.com.br/2016/08/da-arte-que-pulsaou-seria-vida.html

  5. Palhaço Goiabada

    13 de agosto de 2016 9:23 am

    Hilariante: só Moro não sabe onde mora a mulher do Cunha

    Eu quase me urino de tanto rir com essa notícia. Sou mais o inspetor clouseau da pantera cor de rosa

     

    Daqui para baixo, publicado no Conversa Afiada

    http://www.conversaafiada.com.br/politica/so-moro-nao-sabe-onde-mora-claudia

    Só Moro não sabe onde mora Cláudia

    Ele não sabe o CEP…    Publicado 12/08/2016 – Conversa Afiadafora temer 1.jpg

    Via Rede Brasil Atual:

    A força-tarefa que diz ter desarticulado o maior esquema de corrupção da história brasileira, instaurado no seio da Petrobras, não consegue intimar a mulher de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por falta de CEP. Pela segunda vez nos últimos dois meses, o juiz federal Sergio Moro diz que está esperando um endereço correto para pedir que a jornalista Cláudia Cruz se manifeste sobre as denúncias que enfrenta na Lava Jato.

    Esta semana, Moro determinou que os advogados de defesa de Cláudia respondam de imediato sobre endereço onde ela possa ser localizada. “Há dificuldades para intimação pessoal da acusada Cláudia Cordeiro Cruz. O endereço disponível nos autos informado pela defesa era o endereço da Presidência da Câmara, não mais ocupada pelo marido da acusada”, diz Moro, segundo informações do portal Jota.

    A Justiça Federal está há 11 dias tentando localizar Cláudia para dar andamento à ação penal na qual ela é acusada de fazer uso de contas no exterior que eram abastecidas com recursos desviados de esquemas de corrupção na Petrobras.

    No início de junho, Moro aceitou denúncia oferecida pelos procuradores da Lava Jato contra a jornalista. Naquele mesmo mês, por duas vezes a Justiça Federal tentou localizar Cláudia em busca de sua defesa pessoal. Mas não conseguia encontrá-la na residência que possui no Rio de Janeiro. Ela costumava, à época, passar a semana com Cunha em Brasília. Ambos deixaram a residência oficial do presidente da Câmara quando Cunha abriu mão do posto.

    Procurado, o advogado Pierpaolo Bottini disse que informou à Justiça Federal que “a defesa já se deu por intimada de forma que a comunicação pessoal de Claudia Cruz é dispensável”.

       registrado em:« Anterior Senadora é golpista alegre Próximo: Ciro vai “chutar a bunda de Golpista” em Curitiba! »

     

  6. Babi.

    13 de agosto de 2016 1:48 pm

    Moro ignora onde mora a

    Moro ignora onde mora a mulher de Cunha mas sabe tudo de Tio Sam

    12 de agosto de 2016 às 22p9

     

    moro-video

    Sérgio Moro e a obsessão com os Estados Unidos

    do PT na Câmara

    12/08/2016 – Sérgio Moro não sabe onde mora a esposa de Eduardo Cunha, mas sabe TUDO sobre a legislação dos Estados Unidos. Ou melhor, quase tudo: talvez ele não saiba que lá a gravação e divulgação de conversas privadas é um crime cuja pena pode chegar a CINCO ANOS de prisão. Com a sua seletividade tão escancarada, possivelmente ele também não saiba qual a pena nos Estados Unidos para o crime de espionagem contra o presidente da República ou contra ex-presidentes…

    Confira quantas vezes o juiz de Curitiba se referiu aos EUA em sua participação em audiência pública na Câmara, há poucos dias (04/08/2016). Até “filme americano” foi mencionado pelo magistrado paranaense que teve que pedir desculpas ao STF por ter divulgado ilegalmente conversas da presidenta Dilma Rousseff.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=fd3XSJrlcQc%5D

  7. Almeida

    13 de agosto de 2016 4:17 pm

    Delação premiada é ato de covardia, afirma ministro do STF.

                                                                     “O Brasil é um país carente de grandes valores”, afirmou o ministro Marco Aurélio ao ser questionado sobre a supervalorização de magistrados.

    Delação premiada é ato de covardia, afirma ministro do STF Marco Aurélio

    A delação premiada “não deixa de ser um ato de covardia”, afirmou nesta sexta-feira (12/8) o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio. Além disso, a confissão deve ser voluntária, e não pode ser forçada, apontou o magistrado em palestra no 7º Congresso Brasileiro de Sociedades de Advogados, promovido pelo Sindicato das Sociedades de Advogados dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro (Sinsa) na capital paulista.

    “Acima de tudo, a delação tem que ser um ato espontâneo. Não cabe prender uma pessoa para fragilizá-la para obter a delação. A colaboração, na busca da verdade real, deve ser espontânea, uma colaboração daquele que cometeu um crime e se arrependeu dele”, avaliou.

    Essa crítica de Marco Aurélio ecoa a de diversos advogados de investigados na operação “lava jato”. Segundo eles, só é liberado da prisão quem decide colaborar com as apurações. O instrumento, regulamentado no Brasil pela Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), tem sido o fio condutor do caso, no qual já foram firmados mais de 60 compromissos desse tipo.

    Esse método, porém, só funciona graças às prisões preventivas sem prazo decretadas pelo juiz federal Sergio Moro. Sem referir-se à “lava jato”, o integrante do Supremo atacou a transformação dessa detenção cautelar, que era para ser uma exceção, em regra. “Agora, eu não posso ser culpado se a carapuça servir”, ressaltou o ministro.

    De acordo com ele, a distorção dessa medida fez com que 40% dos encarcerados no Brasil sejam presos provisórios. Para mudar essa situação, os magistrados devem voltar os olhos à Constituição e às leis, e não à voz das ruas, opinou Marco Aurélio. “Aí, cabe ao Judiciário atuar de forma contramajoritária. Na quadra de delinquência maior, o que querem os leigos? Querem vísceras, querem sangue. Mas não se avança por aí.”

    O problema é que os juízes, assumindo uma “postura politicamente correta”, não vêm atuando dessa maneira, avaliou. Isso, a seu ver, explica o baixo sucesso dos Habeas Corpus impetrados nas instâncias superiores contra as detenções cautelares da “lava jato”. “E aí se parte para se atender a um anseio da sociedade que não é legítimo. Nós não podemos viver um período de caça às bruxas, de inquisição”, analisou.

    Guinada ao punitivismo

    Outro reflexo desse anseio dos magistrados em agradar à opinião pública, conforme Marco Aurélio, está na recente decisão do STF de permitir a execução da pena após condenação em segunda instância. Para ele, esse acórdão contraria o princípio constitucional da presunção de inocência, que assegura que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da decisão condenatória, e dá margem a injustiças. “Quem devolve ao cidadão inocente a liberdade perdida?”

    A esperança do ministro é que o Supremo reveja esse entendimento ao julgar as ações declaratórias de constitucionalidade movidas pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Partido Ecológico Nacional, que pedem o retorno à interpretação anterior da corte sobre o assunto.

    Nesse período de crise política, econômica e institucional, Marco Aurélio disse ser preciso “implementar a resistência democrática e republicana”. Esse movimento passa pela valorização do advogado criminal, cuja atual desconsideração afeta o bom funcionamento da Justiça, na visão do magistrado.

    Questionado pela ConJur sobre o que significa a supervalorização de magistrados como o ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa e Sergio Moro, Marco Aurélio lamentou: “O Brasil é um país carente de grandes valores”.

    Sérgio Rodas
    No Conjur

  8. Carioca

    13 de agosto de 2016 5:13 pm

    E ela não deu carteirada …..

    13/08/2016 11p4 – Atualizado em 13/08/2016 11p5

    Ministra sueca renuncia depois de seu teste do bafômetro dar positivo

    Aida Hadzialic voltava de carro de um show em Copenhague.
    Primeiro-ministro lamentou perder ‘bem-sucedida colega’.

    Agencia EFEDa EFE

    Em conferência, ministra sueca Aida Hadzialic anuncia que irá renuncia (Foto: TT News Agency/Vilhelm Stokstad/Reuters)

    Em conferência, ministra sueca Aida Hadzialic anuncia que irá renuncia (Foto: TT News Agency/Vilhelm Stokstad/Reuters)

    A ministra da Educação Secundária e para Adultos da Suécia, Aida Hadzialic, anunciou neste sábado (13) que vai renunciar o cargo após ter sido reprovada em um teste do bafômetro.

    Em entrevista coletiva, ela revelou há alguns dias foi submetida a um teste do bafômetro em Malmo, no sul do país, quando voltava de carro de um show em Copenhague e que o exame contabilizou 0,2 miligramas de álcool em seu sangue, a quantidade mínima que a Suécia considera crime. No Brasil o limite mínimo é de 0,5 miligramas.

    “Decidi pegar o carro para Malmo achando por que já não estava mais sob os efeitos do álcool”, declarou a ministra, que disse ter tomado vinho horas antes de ser parada em uma blitz rotineira da Polícia, que aplicou uma multa e denunciou o caso às autoridades.

    Aida lamentou ter “decepcionado” muita gente e disse estar “com raiva de si mesma”, além de “profundamente arrependida”.

    O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, social-democrata assim como Aida, afirmou em comunicado compartilhar com a ministra de sua “análise sobre a gravidade da situação” e lamentou “perder uma apreciada e bem-sucedida colega”, que apresentará formalmente sua renúncia na segunda-feira. A titular da Educação Superior, Helene Hellmark Knutsson, assumirá provisoriamente o cargo.

    Atualmente, com 29 anos e originária de Bósnia-Herzegóvina, Aida assumiu o ministério em 2014, quando um governo em minoria de coalizão entre social-democratas e ecologistas assumiu o poder, e se transformou então na ministra mais jovem da história da Suécia.

    (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/ministra-sueca-renuncia-depois-de-seu-teste-do-bafometro-dar-positivo.html)

     

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