Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
romério rômulo
18 de agosto de 2016 5:55 amApple não paga seus impostos nos EUA: poder é isso
https://theintercept.com/2016/08/17/apple-se-recusa-a-pagar-imposto-que-considera-injusto-nos-eua/
romério
antonio francisco
18 de agosto de 2016 9:56 amPrivatização dos correios é iminente, diz jornal
http://www.ac24horas.com/2016/08/17/privatizacao-dos-correios-deve-resultar-em-demissao-e-piora-dos-servicos-no-acre/
Arnaldo Summer
18 de agosto de 2016 10:17 amSerá Lula paz e amor o nosso Mahatma Gandhi?
POLÍTICA No Blog do Nassif
o fim e o começo, por arkx
ARKXQUA, 17/08/2016 – 18:34, no Blog do Nassif
por arkx
winter is now. as folhas caíram. na escuridão do abismo em que nos afundam, junto com a queda da Democracia brasileira, procuramos algo para nos agarrarmos. mas no colapso institucional nada restou em que se apoiar, a não ser uns nos outros. é nesta solidariedade radical que devemos firmemente nos agarrar.
na recente tentativa de golpe na Turquia, o Presidente ao menos teve a virtude de lutar pelo próprio mandato. apesar das gigantescas restrições que a ele façamos, não hesitou em conclamar seus apoiadores às ruas e enviar militares fiéis para deter os amotinados.
enquanto isto, no Brasil ainda se discute se o golpe é golpe… se é “conveniente” chamar o golpe pelo o que ele é: golpe.
o lulismo ainda mais uma vez abandona as ruas. o presidente do PT declara que o partido vai se concentrar em fazer a defesa do ex-presidente Lula na Lava Jato. e num definitivo sincericídio, incapaz de ser contornado com a hipocrisia posterior, Haddad expõe como o lulismo encara o impeachment: “Golpe é uma palavra um pouco dura”.
se nos jogos olímpicos da exclusão, em curso no Rio de Janeiro, o povo sem medo acumula diversas medalhas na categoria de manifestações espontâneas contra o usurpador golpista, o grande ausente no mega-evento concebido como celebração gloriosa de seu projeto é o lulismo – banido dos protestos nas Olimpíadas por iniciativa própria.
o golpe está se concretizando também por uma razão bastante simples: o lulismo jamais sequer cogitou opor qualquer resistência popular a ele!
mesmo no trágico ocaso de seu ciclo governista, com o país mergulhando num Estado de exceção, ainda assim o lulismo permanece em sua estratégia de conciliação permanente a serviço de uma hegemonias às avessas: atender a quase todas as exigências da minoria em nome de conceder alguns poucos benefícios para a maioria.
para que o projeto da plutocracia brasileira seja executado pelo condomínio de gangues patrimonialistas, e assim estas sejam recompensadas com a anistia através do acordo de pacificação nacional das elites, a farsa e o escárnio tornam-se completamente escancarados:
– 37 dos 65 integrantes da comissão do impeachment enfrentam acusações de corrupção e outros crimes;
– dos 513 deputados federais, 313 estão sob investigação, ou já acusados, de crimes desde corrupção, homicídio e até promover trabalho escravo;
– assim como 49 dos 81 senadores também já enfrentam acusações ou investigações. (link)
neste cenário desolador, tudo que se pretendia como construção já não é senão apenas ruínas. uma falência múltipla dos poderes constituídos e uma disfuncionalidade consumada do arcabouço institucional.
uma arquitetura do caos projetada para arrastar o Brasil ao epicentro de uma guerra híbrida mundial cujo propósito é implantar uma nova razão no mundo. (link)
em mais uma grande transformação do capitalismo global, as pessoas são reconfiguradas como empreendedores de si mesmo. já não seremos indivíduos, muito menos cidadãos: apenas empresas que se deve gerir e um capital humano que deve se acumular. e nossas relações sociais nada mais serão do que a de empresas competindo entre si.
toda nossa existência, até mesmo a subjetividade, sob a lógica do mercado e do modelo empresarial.
como numa permanente competição esportiva, prevalece o princípio da “auto-superação”: sempre mais desempenho, seja na produção, no consumo ou no gozo.
um governo de si mesmo, pela introjeção das técnicas de coaching, auditoria, compliance, accountability. uma destruição da dimensão coletiva da existência através de uma individualização extrema promovida por um feroz regime de concorrência a que os indivíduos são submetidos em todos os níveis.
a economia é apenas o método. conforme Mrs. Thatcher admitiu, o objetivo é mudar corações e mentes, é mudar a alma das nações. o modo como os homens são governados passa a ser a maneira como eles próprios voluntariamente se governam.
o cinismo, a mentira, o menosprezo, a ignorância, a arrogância, a brutalidade são os valores que imperam quando a existência é reduzida ao nível de gestão da eficácia empresarial.
quando o desempenho é o único critério, já não são relevantes o respeito às formas legais, aos procedimentos democráticos, à liberdade de pensamento e de expressão. nesta nova fase do neo liberalismo a desvinculação com a tradicional democracia liberal é completa. o direito privado se torna isento de qualquer controle, até mesmo do sufrágio universal.
frente ao inverno de nossas almas, a Esquerda, toda ela, fracassa como um monstruoso contingente de zumbis conduzidos por mortos-vivos. uma Esquerda moralista e incapaz de propor uma ética para se contrapor ao projeto do ultraliberalismo.
a ética não se confunde com os “bons costumes”, conforme aceitos num determinado grupo social numa determinada época. a ética é um projeto de vida. um modo de viver, de se relacionar consigo mesmo, com a comunidade e com a vida ela própria. por isto, a ética e a política são absolutamente inseparáveis.
como o Capitalismo adotou a gestão da crise como técnica de governo, não há nenhuma “crise” da qual precisamos sair, há uma guerra que precisamos ganhar, mesmo que sejamos derrotados em muitas batalhas.
e esta é uma guerra pela nossa sobrevivência. nesta guerra, nossa principal arma é uma ética. uma ética do comum. a construção desta ética começa com uma simples questão que juntos devemos responder:
– qual o tipo de vida que desejamos ter?
Oráculo
18 de agosto de 2016 10:46 amMais uma estripulia do juiz Sérgio Moto
Lava Jato entregou segurança militar a Israel
POR FERNANDO BRITO · 17/08/2016
Toquei neste assunto no programa Melhor e Mais Justo, da TVT, que fiz com o ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella: a entrega, para uma empresa israelense, da divisão da Odebrecht que desenvolve mísseis para as Forças Armadas brasileiras.
Hoje, o The Intercept Brasil, em reportagem de Breno Costa, vai mais fundo nesta questão, que envolve também os drones usados para o patrulhamento de fronteiras.
Tecnologia militar da qual não se detém o controle é o mesmo que nada, nestes tempos modernos.
Um chip e puff…
Alguém tem dúvidas de que Israel partilha com “vocês sabem quem” todas as suas informações militares?
Com queda da Odebrecht, Elbit, fabricante israelense de drones, tenta decolar no Brasil
Breno Costa, no The Intercept Brasil
A crise financeira gerada pelas descobertas da Operação Lava Jato sobre os negócios do grupo Odebrecht acaba de provocar um efeito secundário preocupante: o crescimento expressivo, dentro do Brasil, da principal fabricante mundial de drones de uso bélico e alvo de fortes críticas de organizações de direitos humanos.
No último dia 5, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)aprovou a venda dos negócios de comunicação militar da Mectron Engenharia, empresa da área de defesa do grupo Odebrecht, para a Elbit Systems. Essa companhia é responsável pela fabricação de quase todas as aeronaves não tripuladas usadas por Israel em bombardeios na Faixa de Gaza, além de ter papel preponderante na vigilância que envolve o muro erguido pelos israelenses para separar o país do território palestino. Na última ofensiva de Israel, em 2014, a organização Defense for Children International relatou que 164 crianças foram mortas em ataques executados por drones fabricados pela Elbit.
A Elbit é a maior companhia privada da área militar dentro de Israel. Somente com a produção de drones e a venda deles para o Exército de Israel e forças armadas de outros países em todo o mundo, a empresa faturou US$ 1,2 bilhão em 2015, conforme seu último balanço.
Devido a esse envolvimento direto da Elbit Systems nas ações militares de Israel, a corporação éalvo de boicotes internacionais entre defensores dos direitos humanos e da causa palestina, mas também por parte de governos estrangeiros, que acabaram vetando negócios com a empresa. Entre eles, estão Suécia, Noruega, Dinamarca (cujos fundos de pensão retiraram investimentos feitos na empresa) e, mais recentemente, a França, que, em fevereiro deste ano, anunciou que não comprariamais drones produzidos pela Elbit.
No Brasil, entretanto, a companhia israelense opera normalmente. E com força. Desde 2008, quando a Elbit em Israel passou a ser vinculada com violações de direitos humanos depois que o Conselho de Direitos Humanos da ONU considerou que os ataques apoiados por drones na ofensiva de 2008-2009 contra a Palestina representaram graves violações de direitos humanos e possíveis “crimes de guerra e crimes contra a humanidade“, a principal subsidiária da empresa dentro do Brasil já recebeu mais de R$ 456 milhões das Forças Armadas Brasileiras, especialmente da Aeronáutica, de acordo com dados do Portal da Transparência do governo federal.
A empresa já tinha três subsidiárias dentro do Brasil. A principal delas, que atua na área de drones, é a AEL Sistemas Ltda, com sede em Porto Alegre.
O único sobressalto que os israelenses tiveram em suas operações no Brasil aconteceu no final de 2014, quando o então governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) cancelou um acordo assinado no ano anterior com a AEL, que permitia financiamentos públicos à empresa, além de acesso a tecnologias produzidas por universidades gaúchas. O objetivo da parceria era a construção de um parque aeroespacial militar no Estado.
É essa empresa que irá herdar os negócios da Mectron na sensível área de comunicação militar – incluindo o desenvolvimento de computadores de missão para drones.
No pacote negociado, também estão sistemas de Rádio Definido por Software (RDS) e outros sistemas de comunicação, além, claro, de todos os contratos vigentes da Mectron com as Forças Armadas brasileiras. Nesse grupo está incluído, entre outros, um contrato de R$ 193 milhões com a Força Aérea Brasileira, assinado em 2012 e ainda vigente, para a produção de um moderno e inovador sistema de comunicação entre caças e torres de comando (projeto Link BR-2).
Os israelenses da Elbit agora terão controle sobre isso – desde que as nossas Forças Armadas autorizem que os contratos da Mectron sejam repassados para a Elbit. Consultada a respeito pelo The Intercept Brasil, a FAB respondeu apenas que “O assunto está sendo analisado pela Força Aérea Brasileira”.
Para Michel Temer, drones usados no Brasil têm “resultado extraordinário”
A chegada dos drones israelenses ao Brasil começou em 2010. Em dezembro daquele ano, a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, vinculada ao Comando da Aeronáutica, acertou com a Aeroeletrônica (antigo nome da AEL, mas já controlada pela Elbit), o fornecimento de dois drones Hermes 450, fabricados pela empresa israelense.
Esses drones foram contratados sem licitação. O argumento do governo era anotória especialização da fabricante. De fato, o drone já tinha sido testado em combate havia pouco tempo. Na ofensiva de 2008-2009 ao território palestino, Israel usou e abusou desses mesmos drones para lançar bombas contra, supostamente, alvos militares. Centenas de civis morreram.
Naquele mesmo ano, no Brasil, a Polícia Federal também contratou drones, mas da EAE Soluções Aeroespaciais Ltda, uma joint venture formada entre o grupo brasileiro Synergy, dos donos da Avianca, e a empresa estatal israelense IAI (Israel Aerospace Industries).
Em 2012, o então vice-presidente Michel Temer elogiou entusiasmadamente a eficiência dos drones israelenses da Elbit. Ao lado de um deles, em entrevista dada na ocasião, o então vice-presidente destacou que o avião não tripulado produz “um resultado extraordinário” e “uma eficiência extraordinária” no controle das fronteiras.
Os contratos de 2010 abriram as portas do Brasil para o mercado de drones. No ano seguinte, a Elbit anunciou uma união com a Embraer para criar uma empresa destinada a produzir aeronaves não tripuladas com design brasileiro, a Harpia Sistemas. Diante da crise econômica no país, a empresa acabou sendo fechada em janeiro deste ano. No entanto, em comunicado aos investidores, a Elbit deixou claro que as empresas “concordaram em trabalhar juntas no futuro”.
Os grandes eventos do país, mais especificamente a Copa do Mundo de 2014, serviram de impulso para as operações da Elbit no Brasil. Apenas em 2013, quando foi realizada a Copa das Confederações, a empresa recebeu R$ 102,6 milhões do governo, e os drones foram usados para monitorar inclusive as manifestações de rua daquele ano. Foi o maior valor registrado até aqui.
Em março de 2014, a Elbit anunciou o fornecimento de uma linha de Hermes 900 para a FAB. O Brasil foi o oitavo país do mundo a adquirir essa aeronave, o drone mais moderno e mais potente fabricado pela empresa israelense. O modelo tem autonomia de voo de 36 horas e alcança raio de 300 km em relação à sua base em solo. É o dobro da capacidade do Hermes 450.
POSTS RELACIONADOS…
junior50
18 de agosto de 2016 9:58 pmQuanta besteira
Os contratos de Israel com o Brasil são todos dos governos do PT, e a Harpia já foi fechada
roland
18 de agosto de 2016 10:43 pmÉ mesmo?
Até pode ser, mas gostaria que você provasse. Dizer por dizer até eu posso.
Oráculo
18 de agosto de 2016 12:28 pmTudo entre amigos
Começa a aparecer o “modelo Sarney” de Temer
POR FERNANDO BRITO · 18/08/2016 no Tiojolaço
E aí, Merval?
Viu essa, Cantanhêde?
Sacou, Míriam?
Gostou, Cristovam?
Expliquem aí para seus leitores como Michel Temer veio para restaurar a moralidade no uso dos dinheiros públicos.
Contem para eles que agora estamos livres da “máquina lulopetista”
Justifiquem como o “pacto federativo” está preservado agora que Michel Temer (PMDB) retirou dos governadores do Nordeste a execução de obras de combate à seca para transferi-la aos diretores locais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, escolhidos a dedo entre os apaniguados da bancada do PMDB, como mostra detalhadamente Igor Gadelha, no Estadão.
Mostrem como é “republicano” multiplicar por cinco as verbas do filho de Renan Calheiros, presidente do Senado, governador que controla o Dnocs alagoano.
Podem ficar tranquilos, a elite paulista nem liga, porque governador de São Paulo é honesto e governador do Nordeste é ladrão, por princípio. Aliás, são todos eleitos por aquele povinho que atrapalha a democracia, não é?
Isso só seria absurdo se Lula ou Dilma tirassem dos governadores para entregar aos “comissários petistas” nomeados no Dnocs, não é?
Parece que voltamos aos tempos de Sarney: centrão e coronelismo, agora temperados com mesóclises janistas.
A única diferença – meu Deus, jamais imaginei que iria dizer isso! – é que Sarney falava e escrevia melhor que Temer.
alfeu
18 de agosto de 2016 8:51 pm*
‘Nova política’ da Marina tem caixa dois e alianças com DEM, PSDB e PMDB
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/08/nova-politica-da-marina-tem-caixa-dois-e-aliancas-com-dem-psdb-e-pmdb-4657.html