5 comentários

  1. Agora delações são mentirosas e vazamentos são seletivos, Aécio?

    Tijolaço

    Agora delações são mentirosas e vazamentos são seletivos, Aécio?

     

    Aécio Neves está divulgando nas redes sociais um vídeo contra a capa da Veja, a qual chama de “falsa e mentirosa” .

    Figura estar indignado.

    Perfeitamente, conceda-se ao senador mineiro o benefício da dúvida, embora nas gravações clandestinas de Sérgio Machado ele seja apontado como “o primeiro a ser comido”.

    Mas a credibilidade que ele porventura pudesse ter, até mesmo de quem tem o espírito da “velhinha de Taubaté” esbarra num sério problema.

    O de que Aécio nunca fez este discurso quando os denunciados eram outros.

    Princípios não são mercadoria de ocasião, que se tem às vezes  e outras não se tem.

    O fato político mais significativo , porém, é que a matéria revela, seja verdadeira ou falsa, a guerra de foice que ocorre dentro da direita.

    Aécio não tem mais serventia eleitoral, mas tem boa parte da máquina eleitoral tucana a nível nacional.

    Geraldo Alckmin tem grande parte da máquina tucana em São Paulo, mas não tem a nacional.

    Dória – que suou o dia da mentira para  proclamar que não é candidato a coisa alguma, além de governar a cidade de São Paulo, só pode desbancar seu padrinho se tiver aliados fora do Estado, dos quais Aécio parecia o mais promissor.

    Há outro pólo nesta disputa: Michel Temer, hoje mais influente entre o tucanato  porque é o fiador da imensa presença do PSDB no Governo.

    O imenso jogo de hipocrisia que se tornou a política brasileira tem tanta capacidade de convencer quanto a Veja ou os desmentidos de Aécio.

    Não há ideias ou propostas porque não podem defender abertamente a ideia de que estão engajados- da Polícia Federal ao Judiciário, de Temer aos tucanos: a da destruição deste país, de sua submissão incondicional aos donos do dinheiro, a da regressão dos direitos do povo brasileiro aos patamares de há um século atrás.

    As estruturas podres que eles montaram na vida política ruem sobre eles próprios e disso tentam se safar num teatro de denuncismo que os está sorvendo também.

    A fala de Aécio segue abaixo.

    [video:https://www.facebook.com/AecioNevesOficial/videos/1536395376405338/%5D

    http://www.tijolaco.com.br/blog/agora-delacoes-sao-mentirosas-e-vazamentos-sao-seletivos-aecio/

  2. A dimensão do desastre do golpe. Por Gustavo Castañon*

    Tijolaço

    A dimensão do desastre do golpe. Por Gustavo Castañon*

     

    FHC pegou o Brasil com uma dívida pública de 34% do PIB. Doou metade do patrimônio público sob a alcunha de “privatização”. Duplicou a dívida externa. Quebrou o país três vezes, precisando recorrer ao FMI. Entregou o país a Lula sem reservas e devendo 76% do PIB. Já a dívida líquida, que leva em conta os créditos (e não só os débitos) do governo e ele recebeu em 29,5%, deixou em 60,4% do PIB.

    A imprensa diz que ele modernizou a economia.

    O PT pegou o Brasil com a dívida pública em 76% do PIB, recapitalizou a Petrobrás a transformando na segunda maior petrolífera do mundo, não privatizou nada, “pagou” a dívida externa (sim, transformando-a em interna), e entregou, no último ano do primeiro mandato de Dilma, a dívida pública em 63% do PIB. Já o resultado mais importante sobre o endividamento do país, a dívida líquida, diminuiu a 34,9% do PIB.

    A imprensa diz que a gastança do PT quebrou o país.

    O déficit público de 2014 que motivou o desastre Levy e os jornais falando de “quebra” do país foi de somente 17 bilhões. Diminuir 0,5% os juros teria resolvido. O déficit dos golpistas só em fevereiro de 2017 foi de 26 bilhões.

    A imprensa diz que Temer está consertando a economia.

    Mesmo que você considere o último ano de mandato de Dilma, ainda assim o PT teria entregue a economia menos endividada do que recebeu do deus criado pela imprensa nacional, FHC. No final de 2015 a dívida estava em 73%.

    Só que 2015 foi o ano de Cunha e Aécio vandalizando o país, em que o único ato de governo de Dilma foi nomear Levy para executar o programa que a oposição defendeu e a imprensa e a banca exigiam. Ela não governou e teve que enfrentar um congresso golpista criando despesas e proibindo aumentar receitas, destruindo as expectativas da economia de um lado enquanto a Lava-jato, de outro, só neste ano, afundava sozinha 2,5% do PIB.

    Depois de um ano de governo temer fazendo tudo o que a mídia e a banca mandam, a dívida já passou, mesmo com a repatriação, os 76% de FHC (alcançados no final de 2016) e atingirá 81% este ano, no mínimo.

    Temer é o maior desastre da história do Brasil, exatamente porque sua escola econômica é a Globo News.

    Ninguém pode negar que esse desastre, no nível em que foi, começou em 2015 com o receituário suicida de austeridade combinado com os maiores juros do mundo de Levy, as pautas bombas do Congresso e a destruição da indústria nacional causada pela Lava Jato.
    Só completos ignorantes podem achar que foi a “roubalheira” em obras que quebrou o país, com um governo que não investe nem 4% do PIB.

    A única roubalheira que quebra esse país há vinte e dois anos são as taxas de juros mais altas do mundo.

    *Professor da Universidade Federal de Juiz de Fora.

    http://www.tijolaco.com.br/blog/dimensao-do-desastre-do-golpe-por-gustavo-castanon/

  3. Defesa de Temer segue as dicas de Gilmar

    Brasil 247

    Tereza Cruvinel

     

    Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País

     

    Defesa de Temer segue as dicas de Gilmar

     

     

    1 de Abril de 2017

     

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    O Brasil entrou em abril recordando o golpe de 1964 e buscando saída para o golpe de 2016. Através da Lava Jato, não há batom na cueca que leve à condenação de Temer, como deixou claro o procurador-geral Rodrigo Janot na ressalva ao STF, ao pedir investigações sobre os citados na delação de Sérgio Machado: a Constituição impede que o presidente seja investigado ou processado por atos estranhos ao exercício do mandato. É o TSE que tem nas mãos a chance de afastar o ilegítimo mas podemos assistir, a partir desta terça-feira, à encenação de uma farsa: o acolhimento da tese da separação de responsabilidades entre os integrantes da chapa, a condenação da ex-presidente Dilma Rousseff  à inelegibilidade, preservando-se o mandato de Michel Temer. Este é o roteiro perseguido pelo Planalto e aliados, seguindo pistas que foram dadas pelo próprio presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, como se verá adiante. 

    A tese da unicidade da chapa, defendida pelo procurador eleitoral Nicolau Dino, e confirmada por ampla jurisprudência na própria corte, corre sério risco de ser derrubada. Se tanto o cabeça de chapa como seu vice têm responsabilidades iguais, a condenação deve ser aos dois. Tal entendimento foi aplicado pelos TREs e mantido pelo TSE no caso de muitas chapas que venceram eleições para governos estaduais. Logo, se houve abuso de poder econômico pela chapa Dilma-Temer. ambos devem ser cassado. Dilma já foi, restaria cassar Temer. Também aos dois, se for o caso, deveria ser aplicada a pena da inelegibilidade. 

    Gilmar, entretanto, deu o caminho das pedras para a defesa de Temer, apontando a brecha na jurisprudência que pode ser utilizada para justificar a cisão da chapa.  Nas alegações finais apresentadas ao TSE, na última sexta-feira, a defesa de Temer seguiu direitinho a dica recebida do ministro: invocou o caso do ex-governador de Roraima Ottomar Pinto, que faleceu antes de terminar o mandato. Ao julgar uma ação contra a chapa, já tendo Ottomar morrido, o tribunal o condenou e absolveu seu vice, que herdou o cargo, afirmando que era do titular a responsabilidade pelas contas de campanha.  Dilma não morreu, mas já perdeu o mandato. 

    Gilmar citou exatamente este caso, em entrevista  à Folha de S. Paulo em 6 de junho de 2016 – cuja íntegra está disponível aqui.  Comentando o futuro da ação de impugnação de mandato eletivo apresentada pelo PSDB, que agora começa a ser julgada, Gilmar citou o caso Ottomar afirmando:  “Essa é uma pista que se tem dessa matéria, mas será um novo caso, com novas configurações”.

    A pista foi devidamente seguida e invocada pela  defesa de Temer nas alegações finais. O processo 0047011-41.2008.6.00.0000, que tratou do caso Ottomar, teve como advogado do PSDB ninguém menos que o mesmo advogado que representou Aécio Neves, presidente do partido, na ação pedindo a cassação da chapa Dilma-Temer: José Eduardo Alckmin.

    Mas agora, tendo se tornado sócio do governo Temer, o PSDB também mudou de idéia, e nas alegações finais pediu também apenas a condenação de Dilma. Este é o roteiro que está em curso.

    Confira aqui a entrevista de Gilmar Mendes à Folha.

    http://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/288227/Defesa-de-Temer-segue-as-dicas-de-Gilmar.htm

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