4 de junho de 2026

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

13 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Filipe Rodrigues

    25 de maio de 2014 3:27 am

    Fifa vai pagar ao Brasil R$

    Fifa vai pagar ao Brasil R$ 16 bi em impostos

    Dados do governos desmentem vídeos divulgados pelo comentariosta Jorge Kajuru na internet

     

    24/05/2014 – 12h00 / Por Agência PT

    16Foto: Reprodução

    Foto: Reprodução

    Em vídeos na internet, o comentarista esportivo Jorge Kajuru tenta convencer que a Copa do Mundo no Brasil é um mau negócio porque o dinheiro público investido não retornará. Ele alega que o País decidiu isentar a Fifa de impostos, ao contrário da África do Sul, Alemanha, Japão e outros países.

    Tudo mentira. O fato é que cada bilhete vendido recolhe impostos, pois o Centro de Ingressos, o Comitê Organizador Local e prestadores de serviços da Fifa são tributados nos termos da legislação nacional.

    A receita fiscal no evento deve chegar a US$ 7,2 bilhões (R$ 16 bilhões), nas contas da Ernst & Young e da Fundação Getulio Vargas – uma soma muito superior ao investimento público nos estádios.

    O Kajuru também erra ao dizer que as obras custaram três vezes mais do que o previsto. O Castelão, em Fortaleza, saiu 17% mais barato. A Arena Corinthians já previa custo de R$ 820 milhões no primeiro orçamento, em 2011. Outras cinco arenas tiveram ajustes baixos: Arena Pernambuco (1%), Arena da Dunas (14%), Arena Fonte Nova (17%); Arena Pantanal e Arena da Amazônia (24%).

    Mineirão, Maracanã, Arena da Baixada e Mané Garrincha tiveram seus orçamentos elevados entre 63% e 88%, por causa de mudanças nos projetos de engenharia. O único orçamento que dobrou foi o do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), em razão de alterações profundas na planta inicial.

    Movimento na economia – Apenas na construção e reforma dos 12 estádios da Copa do Mundo, calcula a Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe), foram criados 50 mil novos empregos. Um bom negócio, ainda mais em tempos de crise financeira internacional, quando os países competem para manter os postos de trabalho e a atividade econômica. Entre 2010 e 2014, os jogos vão movimentar cerca de R$ 142 bilhões a mais na economia brasileira com a geração de 3,6 milhões de empregos, segundo a FGV e Ernst Young.

    A Fipe calculou que apenas a Copa das Confederações fez o PIB brasileiro aumentar em R$ 9,7 bilhões, com a manutenção de 303 mil empregos. Para a Copa do Mundo, os economistas da USP estimam um aumento de R$ 30 bilhões a mais no PIB.

    Isenção – A Fifa ganhou isenção fiscal na importação de bens, como uniformes, carros e ônibus. Tudo vai permanecer no Brasil, mas não representa risco de mercado para alguma confecção de Joinville ou àquela nova fábrica da Fiat que está sendo montada em Pernambuco – com direito a centro de inovação tecnológica, a partir dos benefícios do programa federal Inovar-Auto.

    A indústria nacional continua segura neste ponto, essas pequenas importações não representam exportação de empregos. Apenas facilitam a contabilidade dos jogos, pois os patrocinadores dão bens e não recursos.

    As emissoras de TV também vão trazer muitas toneladas de equipamentos para garantir que as imagens do torneio brasileiro cheguem ao mundo todo e não vão pagar impostos por isso. O benefício de divulgar o Brasil vale muito mais do que o custo em renúncia fiscal, porque têm um impacto maior do que as campanhas que o governo federal poderia fazer com essa possível arrecadação.

    O Congresso Nacional aprovou a Lei 12.350/2010, que concede isenção de tributos federais à Fifa, num processo normal e democrático. Essas permissões, como facilidades nos vistos de entrada de estrangeiros (turistas e trabalho), são compromissos razoáveis do país-sede para acolher o evento internacional.

    Tanto a Alemanha quanto a África do Sul conferiram benefícios tributários à Fifa. País algum, porém, nem mesmo o Brasil, isentou a Fifa ou qualquer outro parceiro comercial (consultores, etc) de pagar tributos por negócios que não tenham vinculação direta com os jogos.

    Se o leitor quiser comparar as concessões brasileiras às da África do Sul, por exemplo, basta clicar aqui e aqui, com documentos apenas em inglês.

    Bola no campo – Kajuru repete em seus vídeos que o governo brasileiro foi bonzinho com a Fifa porque comprou o resultado final para ajudar na eleição presidencial.

    Neste caso, além de mentir reiteradamente por ingenuidade ou total falta dela, Kajuru comete ilícitos de injúria calúnia e difamação. Como dizia nosso grande craque Garrincha, seria preciso combinar com os suíços (a sede da Fifa fica em Zurique) e também com outras nações pouco poderosas e dispostas a vir com seus hinos nacionais, bandeiras e heróis populares. Gente como os norte-americanos, franceses, japoneses, alemães, enfim, o G 7 e o G 20.

     

  2. Webster Franklin

    25 de maio de 2014 8:18 am

    Mensalão: CNBB critica ‘desejo de vingança e justiciamento’.

    Rede Brasil Atual

    Mensalão: CNBB critica ‘desejo de vingança e justiçamento’ alimentado por Barbosa

     

    Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirma que instituições democráticas não podem ser dependentes de ‘vontades individuais’, lamenta decisão sobre Dirceu e cobra reforma do Judiciário.   por Redação RBA publicado 24/05/2014 07:46, última modificação 24/05/2014 07:53    Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirma que instituições democráticas não podem ser dependentes de ‘vontades individuais’, lamenta decisão sobre Dirceu e cobra reforma do Judiciário Carlos Humberto/STF  

    barbosa.jpg

     

     

    Barbosa despertou críticas dentro do Judiciário, entre advogados e instituições da sociedade civil

    São Paulo – A Comissão Brasileira Justiça e Paz emitiu nota criticando a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de negar aos condenados da Ação Penal 470 o direito ao trabalho durante o cumprimento da pena em regime semiaberto. Em nota, a entidade pertencente à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirma que a recusa em cumprir a legislação deve servir para um debate mais amplo sobre as condições do sistema carcerário e o papel do Judiciário no sistema institucional brasileiro.

    “A CBJP tem a firme convicção de que as instituições não podem ser dependentes de virtudes ou temperamentos individuais. Não é lícito que atos políticos, administrativos e jurídicos levem a insuflar na sociedade o espírito de vingança e de ‘justiçamento’. Os fatos aqui examinados revelam a urgência de um diálogo transparente sobre a necessária reforma do Judiciário e o saneamento de todo o sistema prisional brasileiro”, diz o comunicado, assinado por Pedro Gontijo, secretário- executivo da comissão.

    Este mês, Barbosa recusou o pedido de trabalho externo apresentado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu com base no entendimento de que é preciso, antes, cumprir um sexto da pena de sete anos e onze meses. A decisão do presidente do Supremo toma como base o artigo 37 da Lei de Execução Penal, que diz respeito ao regime fechado, e não ao semiaberto a que têm direito todos os condenados a menos de oito anos de reclusão. Tomando como referência este entendimento, o ministro revogou as autorizações de trabalho para outros sete condenados no julgamento da Ação Penal 470, entre eles o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

    Agora, a defesa de Dirceu pede que o caso seja apreciado com urgência pelo plenário do STF, onde, acredita, será possível reverter o entendimento de Barbosa com base no exame do artigo 35 do Código Penal, este, sim, referente a presos condenados ao regime semiaberto. Para o advogado José Luis Oliveira Lima, que representa o ex-ministro, a decisão do presidente da Corte é baseada em uma ilegalidade e converte o status do petista em reclusão ao regime fechado.

    Na nota, a CNBB se soma a esta corrente de pensamento e critica a postura pública de Barbosa. “A independência do Poder Judiciário somente realiza a necessária segurança jurídica em sua plenitude, quando viabiliza sem obstáculos o amplo direito de defesa e a completa isenção na análise objetiva das provas. Ela é imprescindível na relação do Judiciário com os meios de comunicação, não se podendo confundir transparência nos julgamentos com exposição e execração pública dos réus.”

    No último dia 15, outra instituição vinculada à Igreja Católica, a Pastoral Carcerária, já havia criticado a decisão de Barbosa. A entidade, porém, havia solicitado que se utilizasse o caso para promover uma reflexão geral sobre as más condições do sistema penitenciário brasileiro e manifestado que não poderia se solidarizar com um grupo específico de presos enquanto milhares de outros padecem de situações iguais ou piores.

    O comunicado manifestou o entendimento de que o presidente do Supremo fez uma leitura descontextualizada do artigo 37 da Lei de Execução Penal, num ato de reputação “constitucionalmente duvidosa”, que, no entanto, não se configura como um abuso isolado do Poder Judiciário no que diz respeito ao direito de réus e condenados. A Pastoral avalia que não há decisão técnica entre os magistrados, que buscam no Direito simplesmente expedientes que possam ratificar suas próprias convicções políticas.

    “Se essa e outras decisões do presidente do STF no ‘caso mensalão’ têm causado espanto para determinados setores da sociedade, certamente não surpreende às centenas de milhares de presos, seus familiares ou os egressos do sistema penitenciário, que desgraçadamente já se habituaram com condenações sem provas, decisões judiciais que rasgam a letra da lei e interpretações jurídicas absurdas por parte dos julgadores que, sem a sofisticação e empenho intelectual que vimos nesta Ação Penal, sequer mascaram sua pesada carga ideológica”, concluiu a entidade.

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/05/mensalao-cnbb-critica-desejo-de-vinganca-alimentado-por-barbosa-8860.html

     

  3. Fiódor Andrade

    25 de maio de 2014 8:46 am

    Presos da Papuda temem serem tratados como Dirceu
    do tijolaço.com: Presos da Papuda temem serem tratados como Dirceu 25 de maio de 2014 | 01:30 Autor: Miguel do Rosário (Enquanto o governador do DF, Agnelo Queiroz, tenta resolver o problema da superlotação da Papuda, Joaquim Barbosa se mete a carcereiro furioso e irresponsável e causa instabilidade em todo o sistema prisional do DF e do Brasil)Neste sábado, participei, logo após João Santana, de um seminário do PCdoB sobre comunicação, em São Paulo. Um dos participantes era um advogado de Brasília com acesso à Papuda e ao governo do DF. Ele me contou que as loucuras de Joaquim Barbosa têm causado enorme instabilidade no sistema prisional do distrito.Mas não porque, conforme a mídia divulga, mentirosamente (como sempre,) os presos tem alguma espécie de ressentimento por José Dirceu estar sendo tratado com “regalias”.É ao contrário.A população carcerária teme perder seus direitos adquiridos, assim como aconteceu com Dirceu. Teme que algum juiz mantenha-os num regime diferente daquele ao qual foram sentenciados, conforme aconteceu com Dirceu. E temem, naturalmente, perder o direito ao trabalho externo, conforme aconteceu com Dirceu.Este advogado me contou que a campanha maluca da mídia contra Dirceu tem ganho contornos surreais. Uma reforma na Papuda planejada há anos, e que faz parte de um longo processo de negociação política para normalizar a população carcerária do presídio, foi descrito pela imprensa como a construção de uma área especial para José Dirceu. O que não tem sentido, porque Dirceu sairá daqui a pouco da prisão, enquanto a reforma, que nem é onde ficou ou ficará Dirceu, permanecerá.- É uma coisa de louco. Eu não entendo porque ele [Joaquim Barbosa] tem agido assim. Ele é um irresponsável!O advogado me contou que Dirceu tem uma TV pequena em sua cela. “Tem outros presos lá com tv de 55 polegadas, e não há problema, porque não há nada ilegal nisso!”Para cúmulo, agora sabemos que Genoíno passa por uma crise grave de saúde, por conta de sua coagulação irregular, o que não é surpresa. Os médicos antipetistas raivosos escolhidos a dedo por Joaquim Barbosa ignoraram criminosamente os graves riscos à saúde de um cidadão que, em outro tempo, foi barbaramente torturado pelo Estado brasileiro. E que, em plena democracia, volta a ser torturado por um ministro do Supremo sem escrúpulos e blindado pela mesma mídia que apoiou a ditadura e se enriqueceu com ela.Tem coisas que mudam. Outras não.Só que antes, Genoíno era um jovem. Hoje é um homem idoso e doente. As autoridades que hoje o torturam, não permitindo sequer que seu netinho lhe entregue um desenho, ou que sua família lhe forneça alimentos prescritos pelo médico, são ainda mais culpados do que os cupinchas da ditadura.E a mídia, que mentiu criminosamente sobre as “regalias”, também é muito mais culpada hoje do que outrora, quando ao menos tinha a desculpa de que, não obedecesse à ditadura, sofreria retaliação. Hoje vemos, aliás, que a mídia brasileira sempre foi sádica, antidemocrática, covarde e mentirosa.Um dia, essa é a história que será contada nas escolas. Que a ditadura estendeu-se para dentro da democracia, em virtude da ação de grupos de mídia e elementos sádicos do Estado brasileiro.Quando isso vai terminar, não se sabe. Mas um dia vai acabar. Talvez seja a consciência de seu fim que esteja fazendo determinados setores partirem para este vale tudo, para esta barbárie asquerosa, insuflando os piores preconceitos do povo em nome de lucro político provisório.Entretanto, como diria Chico Buarque, eles pagarão dobrado, a cada lágrima rolada daqueles que, longe do preconceito vulgar, do ódio insuflado, tentaram preservar um espaço de racionalidade e humanismo. Daqueles que lutaram, em meio a uma guerra suja liderada por barões da mídia acostumados a vitórias obtidas via golpes, trapaças e truculências, preservar um ambiente digno para disputa política. Uma dignidade que os barões e seus exércitos de zumbis, pelo jeito, jamais entenderão.Não queremos ver adversários idosos e doentes sendo torturados, pela segunda vez em suas vidas, em prisões superlotadas do Estado. Queremos simplesmente que eles não vençam eleições, que nossos aliados prevaleçam nas urnas e façam um bom governo. Essa maturidade tranquila e magnânima é nossa força.O sadismo, a covardia, o desequilíbrio deles é o sinal de sua derrota.

  4. Assis Ribeiro

    25 de maio de 2014 8:55 am

    Retrato de uma eleitora de

    Retrato de uma eleitora de Aécio (mas não quando jovem)
     

    batman3

    A coluna do nosso querido Wandinho é de humor, mas também nos traz informações políticas e antropológicas interessantes. Reproduzo abaixo trecho da coluna desta sexta-feira, onde ele comenta entrevista de uma socialite carioca que faz uma divertida declaração de voto.

    É engraçado, porém retrata uma verdade triste, a mentalidade antidemocrática de nossa elite, assentada num conjunto prodigioso de desinformação política. Desinformação que eles mesmo patrocinam. Eles patrocinam as mentiras, depois acreditam nelas.

    *

    No blog Jornalismo Wando.

    tarja_beijo

    A alta sociedade brasileira é mesmo diferenciada. Essa semana ela esteve em evidência no Rio de Janeiro, quando socialites cariocas botaram a boca no trombone e criticaram a “orkutização” de um shopping de luxo da cidade.

    Mas quem se destacou no universo do high society foi Lourdes Catão, que desfilou toda sua sabedoria aristocrática em entrevista para o jornal O Globo, levando o beijo no coração dessa semana:

    catao

    A elegância da guardiã da elite brasileira é tão grande, que, segundo o jornal, Lourdinha “tem o hábito de sempre terminar as frases com um sorriso largo, até quando o assunto não é muito agradável”. Aos 85 anos de idade, a socialite ainda encontra fôlego para reclamar dos novos tempos e das trasformações na alta sociedade:

    “A sociedade mudou de hábitos. Empobreceu mesmo… Não dão mais festas como antigamente. E as celebridades são mais conhecidas das pessoas. Não importa mais tanto o sobrenome e sim se a pessoa circula, se é vista”

    Mas não é só de sobrenome e glamour que vive a nata social brasileira. Política também é um tema que ronda o circuito. Depois de falar mal de todos os candidatos à presidência, Catão confessa:

    “Acho que o Aécio é o melhor, mais do nosso lado… Dilma não pode ser reeleita de jeito nenhum. (…) Estamos virando a Venezuela. Se eu pudesse, voltaria amanhã para Nova York. Mas estou mais velha e daria muito trabalho empacotar tudo isso aqui de novo”

    De fato, não deve ser fácil empacotar toda a enorme mobília e prataria de Lourdes e se mandar de repente pros EUA. Pra quem já morou 20 anos em Nova Iorque e 5 anos em Paris, não será nada fácil passar o fim da vida no comunismo de Caracas. Força, Catão!

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=17636

  5. Assis Ribeiro

    25 de maio de 2014 8:58 am

    “O inimigo interno é, no

    “O inimigo interno é, no conceito de pacificação de hoje, o povo todo das favelas”
     

    O Brasil inteiro se acostumou a assis­tir, por anos a fio,a notícias da violência que caracterizava a vida de uma de suas cidades: em qualquer canto desse país, todo mundo sabia que, no Rio de Janei­ro, traficantes de drogas instalados nas favelas imprimiam um clima de guerra à população.

    Em 2009, o Brasil inteiro recebeu, com otimismo, o anúncio de uma polí­tica que expulsaria o tráfico, ‘pacifican­do’ as favelas cariocas. Cinco anos de­pois, esse mesmo Brasil inteiro assiste, na tela da mesma TV, a cenas em que moradores dessas comunidades inter­ditam ruas, queimam pneus em protes­to e atacam a sede da Unidade de Po­lícia Pacificadora (UPP), chorando seus mortos – só que, agora, pela polícia.Depois de passar seis meses visitando, conhecendo e entrevistando pessoas de diversas favelas cariocas, Maria Hele­na Moreira Alves, professora aposenta­da da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), acaba de lançar o livro Vivendo no fogo cruzado, que ajuda a entender esse processo.

    Nesta entrevista, ela explica que o projeto de pacificação que chegou ao Brasil tem origens num programa nor­te-americano que foi aplicado durante a Guerra do Vietnã e que tem semelhança com a experiência de outros países, co­mo a Colômbia. Ela localiza na ditadu­ra o início da construção de um inimi­go interno, que hoje se identifica com as populações de favela. E alerta: as pes­soas reagem quando começam a perder seus filhos.

    A política de ‘pacificação’ no Brasil vem desde Duque de Caxias, passa por Canudos e hoje é encontrada nas favelas. Como se deu isso historicamente e como você avalia o que temos hoje?

    Maria Helena Moreira Alves – É claro que já temos todo um precedente que apoia isso, mas o que nós temos ho­je, o programa da UPP e o termo paci­ficação, está ligado diretamente ao pro­grama dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, que, aqui, está ligado à dou­trina de segurança interna, que foi apli­cada durante toda a ditadura militar. Isso foi criado durante a ditadura, não foi com Duque de Caxias nem com a es­cravidão. Apesar de podermos dizer que o Bope [Batalhão de Operações de Poli­cias Especiais] parece o capitão do ma­to, na verdade ele é um soldado armado para enfrentar uma guerra interna, e o inimigo interno é, no conceito da paci­ficação de hoje, o povo todo das favelas.

    Costuma-se dizer que a referência da UPP aqui no Brasil veio da Colômbia. Você diz que veio do Vietnã. O que há em comum na experiência de Brasil, Colômbia e Vietnã?

    Têm em comum o cerco, a tomada do território, o trabalho primeiro mili­tar, seguido de um trabalho social. No Rio, o trabalho social nunca chegou, fi­cou só no repressivo. Em Bogotá sim, teve mais trabalho social, que também não foi adiante, mas a repressão foi mais intensa. O Vietnã foi o modelo, com um programa que se chamava Pacification Hamlets. Era o cerco das aldeias que eles achavam que estavam sob influên­cia dos vietcongues, em áreas do Vietnã do Sul, que estava em guerra com o Viet­nã do Norte. Os Estados Unidos apoia­vam o Vietnã do Sul, mas havia várias áreas que estavam sob influência dos vietcongues. E nesses territórios eles fi­zeram o Pacification Hamlets, que se­guia muito o modelo que agora a gente vê da UPP: primeiro uma invasão militar do território, seletivamente eliminando os líderes mais importantes; depois uma segunda onda de repressão que envolvia tortura não seletiva – já não eram os lí­deres, mas qualquer pessoa comum que eles pegavam, torturavam e jogavam pa­ra as outras verem, como parte do ter­ror; e controle de modo que a aldeia fi­casse pacificada pelo medo. Mas vinha uma segunda etapa que era para ga­nhar corações e mentes, com programas de educação, esportes em geral e saúde também, com muita coisa voltada para crianças. A ideia era dividir a comunida­de, que algumas pessoas que estivessem envolvidas em programas sociais achas­sem bom e tentassem ignorar a parte re­pressiva. E a parte repressiva passava a ser mais escondida. No caso do Vietnã, quando houve o massacre muito famo­so em My Lai, o povo se rebelou e os Es­tados Unidos tiveram que fugir quando perderam a guerra. E o mesmo vai acon­tecer no Brasil. Chega um momento em que a política de terror gera mais raiva do que medo. É parte da própria sobre­vivência: qualquer animal quando es­tá muito acuado se defende atacando. E essa reação vem quando você começa, por exemplo, a perder seus filhos.

    Qual é o objetivo da pacificação e quem está sendo pacificado?

    A população que está sofrendo esse processo é aquela que não é útil para o sistema econômico. Então, se eliminá­-la, não faz falta. O que eles estão eli­minando são os jovens pobres, negros, analfabetos que não servem para a mão de obra, aquela mão de obra fácil, que já tem muito. Em termos de direitos hu­manos, o Brasil é um dos piores países. É sempre importante lembrar que esta­mos em um país que não está em guerra declarada, embora o ex-governador do Rio de Janeiro tenha declarado guer­ra, mas isso foi da cabeça dele. O Bra­sil está em situação de rebelião popular, mas não é uma guerra civil, ainda. Es­pero que não venha a ser. Se continu­ar essa pressão, até pode vir a ser, co­mo é o caso da Colômbia. Muitos ca­sos, como o da Nicarágua, com o levan­te de Manágua, que eu vivi quando mo­rei lá, foram causados também pelo ter­ror, que controla até certo ponto. De­pois, quando você não tem mais espe­rança, acaba o medo. O levante de Ma­nágua foi quando aconteceu a operação Herodes, no final do governo contra os sandinistas, na qual eles mandaram ro­dear certas áreas mais combativas de Manágua, retiraram à noite das casas os maiores de dez anos e metralharam na rua, com argumento de que eles já estavam entrando na Frente Sandinista de Libertação Nacional. É muito pareci­do com a forma como a polícia brasilei­ra fala que o jovem vai virar traficante: “Nasceu, vira criminoso”. E eles mata­ram tantas crianças, que houve uma re­belião total, as pessoas se juntaram aos sandinistas e fortaleceram o movimen­to, que ganhou a revolução. E as pesso­as falaram que acabou o medo quando não tinham mais nada a perder. Hoje, o que temos? O Bope entra nas casas, arromba as portas, bate nas pessoas… Ouvi relatos de mulheres que falavam “Graças a Deus meu marido não esta­va em casa, porque quando tem homem eles matam”.

    Mas, nos exemplos que você cita, como o da Nicarágua, havia forças de esquerda organizada com a qual a população revoltosa se aliou. Como isso se dá no Brasil?

    Nós temos um exemplo histórico úni­co no Brasil de organização de revolta popular, que são os quilombos. Infeliz­mente, não se trabalha muito com isso, mas somos um dos únicos países que teve uma revolução popular de escra­vos que chegaram a fundar cidades, fo­ram mais de 8 mil quilombos. Eu acho que ainda temos essa cultura nas fave­las pelo trabalho comunitário, o chama­do mutirão. Existe muito dos quilom­bos nesse sentido. Fiquei admirada de ver que, quando começava um tiroteio nas favelas, apareciam pessoas de tudo quanto era lugar e esvaziavam a esco­la em 20 minutos. Retiravam mil crian­ças, não necessariamente deles, mas de vizinhos, e elas ficavam protegidas até os pais voltarem. É uma organização comunitária muito profunda de solida­riedade. Não é que as pessoas estejam a favor do tráfico ou achem o tráfico me­lhor do que a polícia, mas diziam o se­guinte: o traficante local é da comuni­dade, nós temos menos medo dele por­que se você não for diretamente contra ele, ele não faz nada com você nem com a sua família, já a polícia não, vai con­tra todo mundo. A diretora de uma das escolas em que eu estive no Complexo do Alemão me contou que, durante um tiroteio muito grande, houve um mo­mento em que o Bope entrou, com Ca­veirão e tudo, e começou a dar tiros de dentro da escola. Tiraram até telhas pa­ra dar tiro. E no dia seguinte veio o che­fe do tráfico reclamar com ela, dizendo: ‘como é que você deixa uma coisa des­sas? Eu tenho filho nessa escola’.

    Agora, sobre rebelião popular, é outra coisa. Acho que você tem razão. Nós não temos condições hoje de organizar ne­nhuma resistência – eu nem diria rebe­lião – com caminhos dirigidos, como tí­nhamos esperança, quando fundamos o PT, de que o partido fizesse esse papel. Seria o caminho da classe trabalhadora guiada pelo PT para um jeito petista de governar, mudando todas as referências, não fazendo alianças, inclusive com uma coisa que também não aconteceu, e que é triste, que era o novo movimento sindical ser autônomo, não ligado a nenhum go­verno. Durante um tempo isso foi mui­to forte, mas hoje a CUT tem dirigentes no governo, acabou a autonomia do mo­vimento sindical e, de certa maneira, de outros movimentos também. Então, di­minuíram os movimentos sociais como uma corrente que possa organizar o povo e não existe partido que possa organizar o povo em geral, porque todos estão vin­culados a uma política de interesses. Isso é muito grave porque a população deixou de acreditar nas instituições. E o que po­de ser uma rebelião popular, então? Pode ser uma explosão social, do tipo queima tudo, quebra tudo, sem direção, que po­de virar fascista ou pode ser só quebra­-quebra e ter um massacre geral de re­pressão e voltar à situação de repressão interna das comunidades mais pobres. Até ter outra explosão. Isso acontece em vários países. Tem que ter um grande lí­der carismático e todo um movimento por trás organizado para conseguir is­so. E o Brasil não tem mais nem um líder carismático. Eu acho que o Lula ainda é, mas já não tem mais a força da condução de um movimento, como tinha antes. Ele podia ter feito isso em 2002, acho que ti­nha 80% de aprovação para fazer trans­formações profundas. Na hora em que não fez, em que começou a fazer alianças para governar dentro do modelo político que existe, tirou essa possibilidade. E ho­je em dia acho que o povo está descrente. Então nós podemos ter uma situação de muita confusão, muita briga na rua, mas sem uma condução política.

    Você disse que a política de segurança mudou muito pouco, mas muitas pessoas acreditaram nas UPPs. Por quê?

    Acho que as pessoas tiveram uma es­perança muito grande por chegarem outras coisas com a UPP. E se foi ven­do, com o passar do tempo, que não era isso. Lembro de uma frase de uma mo­radora da Rocinha [favela do Rio de Ja­neiro] que, quando perguntada se era a favor da UPP, respondeu: ‘Estou em si­lêncio’. E foi indagada que, se estava em silêncio é porque estava gostando, e ela respondeu que o silêncio significava o medo. Se você mora lá, diante da vio­lência, não é possível dizer que é contra, com sua família na mira de uma metra­lhadora em cada esquina. E essa popu­lação está em um fogo cruzado porque os donos do morro ainda estão lá, mas os mandantes estão fora da favela. No livro Vivendo no fogo cruzado, a entre­vista com Beltrame [secretário de se­gurança do Rio de Janeiro] mostra que não tem traficante nas favelas, que eles moram fora das favelas, o que existe é o pequeno tráfico, vendido em envelopi­nho de R$ 300. O governo não está com véu nos olhos e sabe quem comanda o tráfico e quem comanda o tráfico é in­ternacional.

    Ainda é cedo para avaliar a estratégia adotada no Brasil, como defende o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame? O que já dá para avaliar hoje?

    A UPP está muito clara. É possí­vel avaliar há muito tempo. O Beltra­me, por ser um intelectual e ter uma certa vivência que vai além da UPP, ele não gosta muito do programa. In­clusive na entrevista do livro [Vivendo no fogo cruzado] ele diz que não gosta do nome ‘pacificação’ por chamar mui­ta atenção ao que realmente é. O que não está claro é por que o governo fede­ral está apoiando. E por que a Ministra de Direitos Humanos chora quando vê uma notícia como a da mulher arrasta­da [Cláudia Silva Ferreira], a do Ama­rildo, e depois não faz nada de concre­to. Não tem uma intervenção do Go­verno Federal. E tinha na época do Lu­la, isso eu tenho que dar crédito a ele, mas ele acabou se aliando ao Cabral, e a aliança com o Cabral foi mais impor­tante do que os direitos humanos. Ali­ás, ele nos falou isso em uma das entre­vistas: que faria aliança até com o diabo se fosse necessário para o Brasil apro­var as leis sociais para acabar com a pobreza. ‘E para passar as leis no Con­gresso, eu preciso do PMDB. E o PM­DB no Rio é o Cabral. Eu tenho que me aliar ao Cabral’, ele disse. Era uma crí­tica dele mesmo ao sistema de governo. Ainda estávamos no Pronasci [Progra­ma Nacional de Segurança Pública com Cidadania], mas ele já sabia que o pro­grama iria morrer. O que precisamos é uma reforma geral, temos que rever a Constituição. Antes eu falava de des­militarizar, mas agora eu defendo que a PM deve ser abolida. Precisamos de uma polícia civil para lidar com o povo, melhorá-la, treiná-la, trabalhar com in­teligência, não pode ser os que estão aí hoje, mas acho muito difícil. A PM está nas mãos dos governadores.

    Por que o Pronasci não vingou?

    Eu acho que existem interesses por trás que estão vinculados ao crime or­ganizado e que não querem que o pro­grama dê certo. Realmente não inte­ressa a muita gente poderosa – eu não diria que está no poder, diria podero­sa – do crime organizado internacio­nal, que está vinculado com o crime lo­cal, que isso dê certo. É mais fácil com­prar a polícia, formar miliciano, do que ter uma polícia eficaz que trabalha com a comunidade e vai prevenir crime. Is­so é bem claro. Os governadores não querem porque têm o Exército nas suas mãos e muitas vezes defendem interes­ses não só deles, mas interesses econô­micos próprios. Vi uma notícia de que a senadora Kátia Abreu está apresen­tando um projeto no Congresso que eli­mina o cadastro das empresas que têm trabalho escravo. Isso é muito grave e mostra como ainda existem interesses até para manter a escravidão.

    A investigação coordenada por Philipp Alston, relator especial da ONU sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, aponta diversas iniciativas como o fim da polícia militar e do caveirão, a instalação da ouvidoria da polícia de forma séria e a eliminação dos ‘autos de resistência’ ou ‘resistência seguida de morte’ para o avanço da segurança pública no país. Isso pode ajudar?

    As sugestões do Philipp são impor­tantes porque vêm da ONU, mas Luiz Eduardo Soares já falava isso e con­tinua falando. Hoje a OAB já assumiu esse discurso. É importante que seja a ONU porque há possibilidade de san­ções sobre o Governo Federal. E não vai ter esse papo de que não posso inter­vir porque a Constituição não deixa. Is­so é difícil porque faz parte da geopolí­tica internacional não falar da violência do Brasil, não falar mal da UPP, não fa­zer sanção. Se o que está acontecendo no Brasil fosse na Ucrânia seria um es­cândalo internacional. Há todo um es­quema internacional, porque querem que o Brasil continue fazendo o seu pa­pel de subimpério. A doutrina de se­gurança nacional com desenvolvimen­to existe ainda e o papel geopolítico do Brasil como a Escola Superior de Guer­ra concedeu ainda está vigente dentro do contexto geopolítico internacional. Não é à toa que o Obama deu palmadi­nha nas costas do Lula e falou que ele é o cara. O Lula não entendeu o que isso quis dizer. Ele é o cara ideal para con­duzir o país em uma geopolítica que in­teressa aos Estados Unidos, que nunca quiseram reformas políticas profundas no Brasil. Pode ter o Mujica no Uruguai que eles aguentam, dão prêmio, mas o Brasil é outro papo. O Brasil tem fron­teira em quase toda a América Latina, domina o Atlântico inteiro, de lado a la­do, com isso domina a África, e isso tu­do está dentro da concepção da doutri­na de segurança nacional e internacio­nal da Escola Superior de Guerra. (Es­cola Politécnica de Saúde Joaquim Ve­nâncio/Fiocruz)

    http://www.brasildefato.com.br/node/28577

  6. Assis Ribeiro

    25 de maio de 2014 9:03 am

    ‘A despolitização da

    ‘A despolitização da democracia dá lugar à juristocracia’

    Entrevista publicada no site da OAB.

    Em sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo, a filósofa Maria Luiza Quaresma Tonelli analisa a judicialização da política e a soberania popular e expõe sua preocupação com a redução da democracia ao Estado de Direito. Para ela, isso significa que a soberania popular passa a ser tutelada pelo Poder Judiciário, cristalizando a ideia de que a legitimidade da democracia está sujeita às decisões dos tribunais constitucionais. Os cidadãos são desresponsabilizados de uma participação maior na vida política do país; nesse contexto, estabelece-se o desequilíbrio entre os poderes e generaliza-se uma percepção negativa da política e até a sua criminalização, alerta.

    O Brasil vive uma situação de judicialização da política?

    Maria Luiza Tonelli – Sim. É um processo que vem desde a promulgação da Constituição de 1988. A Constituição é uma carta política da nação, mas a nossa foi transformada numa carta exclusivamente jurídica. Isso significa que a soberania popular passa a ser tutelada pelo Poder Judiciário, cristalizando a ideia de que a legitimidade de qualquer democracia decorre dos tribunais constitucionais. Ora, decisões judiciais e decisões políticas são formas distintas de solução de conflitos. Por isso o tema da judicialização da política remete à tensão entre a democracia e o Estado de Direito. A judicialização da política reduz a democracia ao Estado de Direito, e estamos percebendo que alcançou patamares inimagináveis. Nesse contexto, em que vigora a ideia conservadora de que a democracia emana do Direito e não da soberania popular, a criminalização da política é consequência da judicialização. Isso é extremamente preocupante, pois generaliza-se uma ideia negativa da política.

    A senhora diz que as condições sociais na democracia brasileira favorecem a judicialização. Como isso se dá e como afeta a soberania popular e o equilíbrio dos poderes?

    Maria Luiza – A judicialização da politica não é um problema jurídico, é político. Tem várias causas, mas é no âmbito social que tal fenômeno encontra as condições favoráveis para a sua ocorrência. Vivemos em uma sociedade hierarquizada e, em muitos aspectos, autoritária. Nossa cultura política ainda tem resquícios de conservadorismo. O Brasil foi o último país do continente americano a abolir a escravidão. Trezentos e oitenta e oito anos de trabalho escravo. Passamos pela mais longa das ditaduras da América Latina. Vinte e um anos de um Estado de exceção no qual a tortura era uma política de Estado. Não é por acaso que a sociedade brasileira se esconde por trás do mito da democracia racial e nem se escandaliza com as torturas ainda hoje praticadas nas delegacias e nas prisões. Em uma sociedade pouco familiarizada com a ideia de respeito aos direitos humanos fica fácil convencer as pessoas de que a solução para os problemas sociais e políticos está muito mais nos tribunais do que na política. Isso afeta a soberania popular, pois desresponsabiliza os cidadãos de uma participação maior na vida política do país. A judicialização favorece o afastamento da política nas democracias afetando o equilíbrio dos poderes na medida em que propicia a invasão do Direito na política. É a soberania popular desapossada de seu papel de protagonista na democracia, dando lugar à hegemonia judicial. A despolitização da democracia dá lugar à juristocracia.

    A defesa da ética na política utilizada como arma por setores conservadores e da mídia para paralisar a política, já mencionada pela senhora, estaria obscurecendo a própria noção de democracia?

    Maria Luiza – O problema não é a defesa da ética na política, mas esta última avaliada com critérios exclusivamente morais. Há uma diferença entre a moral e a ética. Agir de forma estritamente moral exige apenas certo grau de obediência; agir eticamente exige pensamento crítico e responsabilidade. Obviamente que a política deve ser avaliada pelo critério moral; ela não é independente da moral dos homens e da ética pública, mas há critérios que são puramente políticos. Valores políticos mobilizam para um fim; valores morais impedem em nome de uma proibição. A política visa ao bem comum, ao interesse público. Daí que o critério da moral não pode ser o único, pois a moral nos diz o que não fazer, não o que fazer. Por isso, a moral pode ser utilizada por setores conservadores e pela mídia para paralisar a política, tanto para impedir o debate de temas polêmicos no Parlamento, como para satanizar o adversário, transformando-o em inimigo a ser eliminado. O debate sobre a política, reduzida ao problema da corrupção como questão exclusivamente moral, e não política, dá margem aos discursos demagógicos e à hipocrisia. Isso tem mais a ver com o moralismo do que com a moral ou com a ética. Quando tudo é moral, julga-se mais a virtude dos homens individualmente do que o valor de um projeto político ou a importância de algumas políticas públicas, o que afeta de maneira substancial a noção de democracia.

    Dentro do processo político, como analisa as causas e os efeitos dos protestos nas ruas?

    Maria Luiza – Protestos têm como causa a insatisfação. Nas sociedades democráticas, protestar é um direito. Quem protesta quer ser ouvido e atendido. Em um país como o nosso, que, apesar dos avanços, ainda padece da carência de serviços públicos de qualidade, as manifestações nas ruas podem ter como efeito uma nova cultura política de fortalecimento da democracia. O que não podemos concordar, todavia, é que o uso da violência numa democracia sirva de justificativa para a conquista de mudanças sociais e políticas. O efeito pode ser o contrário. Política e democracia não combinam com violência.

    http://www.oabrj.org.br/materia-tribuna-do-advogado/18036-A-despolitizacao-da-democracia-da-lugar-a-juristocracia

  7. Assis Ribeiro

    25 de maio de 2014 9:04 am

    BNDES prevê investimentos de

    BNDES prevê investimentos de mais de R$ 4 trilhões entre 2014 e 2017

    Quatro anos, quatro trilhões de reais.

    Como diria o barba, “nunca dantes na história desse país”. O BNDES acaba de divulgar um estudo sobre o qual a imprensa manteve silêncio constrangido. Nos próximos quatro anos, contando 2014, os investimentos privados e públicos atingirão uma marca recorde.

    Vale a pena examinar o resumo divulgado pelo BNDES. São apenas três páginas.

    ScreenHunter_3776 May. 24 00.58

    Segundo o relatório, “o cenário é de crescimento real de 28% nos investimentos em 2014-2017 (taxa anualizada de 5,1%) em relação ao período 2009-2012, quando foram investidos R$ 3,17 trilhões.”

    Além do extraordinário aumento dos investimentos no setor de petróleo, há crescimentos muito fortes na indústria de saúde, infra-estrutura social, portos e ferrovias.

    Os números do setor de aeronáutica revelam que o Brasil irá se tornar um importante pólo tecnológico de produção de aviões. Os investimentos em aeronáutica cresceram 294% em 4 anos, passando de R$ 4 para R$ 14 bilhões.

    Enquanto os vira-latas ladram… aviões e caças cruzam os céus do Brasil!

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=17630

  8. Assis Ribeiro

    25 de maio de 2014 10:51 am

    Dilma envia proposta ao

    Dilma envia proposta ao Congresso de participação popular na reforma política

    A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (24), em Brasília, que encaminhou ao Congresso Nacional proposta de participação popular no processo de reforma política. “Encaminhei ao Congresso uma proposta de participação popular para que todos possam participar do processo de reforma política. Estou convencida que sem a força da participação popular não teremos a reforma política que o Brasil exige e necessita”, disse a presidenta em discurso no 17º Congresso da União da Juventude Socialista (UJS).

    Ela ressaltou a importância da educação no processo de desenvolvimento do país e fez questão de mencionar vários programas do governo na área, como o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além de citar os números do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgados na manhã deste sábado (24), quando foram registrados 9,5 milhões de inscritos.

    Dilma participou do ato “Amar e mudar as coisas para o Brasil avançar”, uma das atividades do congresso da UJS

    A presidenta também falou sobre a Copa do Mundo, que tem início no dia 12 de junho, e reafirmou que o Brasil fará a Copa das Copas. “Tenho certeza que o país fará a Copa das Copas. Tenho certeza da nossa capacidade e do que fizemos. Não temos do que nos envergonhar e não temos complexo de vira-lata. Sei que vocês estão engajados na defesa da nossa Copa. Vamos mostrar a melhor Copa de todos os tempos”.

    O congresso da UJS teve início na última quinta-feira (22) e reune cerca de 2,5 mil jovens. Em sua abertura, a UJS cobrou a revisão da Lei de Anistia, com punição aos torturadores, e prestou homenagem às vítimas da Guerrilha do Araguaia, ocorrida entre o fim dos anos 1960 e início dos anos 1970, no sul do Pará e norte de Goiás (hoje Tocantins), na região conhecida como Bico do Papagaio.

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-05/dilma-envia-proposta-ao-congresso-de-participacao-popular-na-reforma-politica

    1. Mauro Segundo

      25 de maio de 2014 3:04 pm

      Desculpem a caixa alta, é

      Desculpem a caixa alta, é grito mesmo:

      DILMA, PORQUE VOCÊ NÃO PRIORIZA A APROVAÇÃO IMEDIATA DO PROJETO DE REGULAMENTAÇÃO DO DIREITO DE RESPOSTA NA MÍDIA? PRA QUE SERVE A TAL “BASE ALIADA”? REFORMA POLÍTICA COM ESSE MASSACRE MIDIÁTICO SEM RESPOSTA?! É ISSO?

  9. Assis Ribeiro

    25 de maio de 2014 10:54 am

    Oitavo ato contra a Copa em

    Oitavo ato contra a Copa em São Paulo reúne 250 pessoas na Praça da Sé
     

    O oitavo ato Não Vai Ter Copa reuniu hoje (24), segundo a Polícia Militar, cerca de 250 pessoas na Praça da Sé, em São Paulo. Além de defender a não realização da Copa do Mundo, a manifestação apoia as categorias que estão em greve. Vários manifestantes estavam usando máscaras e houve forte presença de policiais.

    “Nós queremos principalmente o cancelamento da Copa. A gente não vai sair das ruas, de forma alguma. A gente se propôs, como tarefa, manter as ruas quentes, cientes de que existe um descontentamento popular muito grande com a Copa da Mundo, cientes de que, uma hora ou outra, qualquer pequeno fato pode fazer estourar uma revolta grande como aconteceu em junho”, destacou o ativista Rafael Padial, que participa do coletivo Território Livre.

    Houve um início de tumulto no começo da manifestação quando um dos ativistas não permitiu que a polícia revistasse seu carro. O manifestante exigiu a apresentação de uma ordem judicial. A polícia, então, o conduziu à delegacia para averiguação. Apesar do incidente, a manifestação foi pacífica.

    “O povo não quer os gastos da Copa. O trabalhador não quer Copa, ele quer ter uma condição de vida melhor”, disse um dos manifestantes que se identificou como Marcus Vinícius.

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-05/oitavo-ato-contra-copa-em-sao-paulo-reune-250-pessoas-na-praca-da-se

  10. Mauro Segundo

    25 de maio de 2014 3:02 pm

    Nassif, o Ronaldo fala as

    Nassif, o Ronaldo fala as bobagens que vem falando não deveria ser surpresa para ninguém. Ele gosta do filé, mas quando chega a hora de roer o osso….

    Agora, e isso aqui? Wagner Moura não é coxinha, não é burro, não é de direita…

    Será que a comunicação do governo é tão ruim? Eu acho que é.

    Será que a omissão do governo na discussão no parlamento em relação à regulamentação do direito de resposta tem responsabilidade nisso? Eu acho que tem.

    A tática de Gobbels funciona sim. Não é suficiente para ganhar eleição, a dificulta muito. E deixa um rastro de ódio e um país dividido após cada corrida eleitoral. E o governo é absolutamente omisso e incompetente em relação ao massacre midiático. Um dia a casa cai, galera.

    A sorte do governo é que a oposição é muito, muito pior.

     

    Wagner Moura lança ‘Praia do Futuro’ e deixa o Brasil por dois anos

    Ator fará minissérie sobre Pablo Escobar, dirigida por José Padilha, na sequência

    14 de maio de 2014 | 3h 00

    Luiz Carlos Merten – O Estado de S. Paulo

    Wagner Moura nem estranha mais – é o preço que paga por ter feito um personagem tão forte quanto o Capitão Nascimento. Desde 2007 e, depois, 2011, quando Tropa de Elite 1 e 2 viraram fenômenos – e o segundo se transformou no recordista de público de todas a história do cinema brasileiro -, ele se acostumou a ver as pessoas, e a imprensa, perguntarem se o papel, qualquer que seja, é uma tentativa de se libertar do capitão do Bope. “Dessa vez, vão radicalizar”, prevê. “Vão dizer que fiz um gay para acabar de vez com o Nascimento.” Na verdade, Wagner Moura está muito feliz com Praia do Futuro, que estreia nesta quinta, 15, em um bom circuito. Não é um blockbuster, daqueles que entram arrebentando em centenas de salas. É um lançamento menor e ele confessa que está ansioso.

    “Não tenho nada contra as comédias que fazem sucesso, até já fiz uma (A Mulher Invisível). Mas eu acho que é preciso diversificar. Minha bronca é acharem que só comédia interessa ao público.” Admirador de Karim Aïnouz, ele confessa que assediou o diretor. “Queria filmar com ele. Conversamos muito sobre um projeto que não se consolidou, e aí veio o Donato.” É o bombeiro gay de Praia do Futuro. Desde que o filme foi para o Festival de Berlim, em fevereiro, a imprensa não fala outra coisa. O personagem homossexual de Wagner – como se o próprio Capitão Nascimento tivesse saído do armário. Ele não quer fazer de Praia do Futuro uma bandeira. Diz que o personagem não é só gay. “É muito mais rico, e o próprio filme é mais que simplesmente gay.” Mas não foge da raia: “Se ajudar a diminuir o preconceito, então é (gay)”.

    E revela, o que pode surpreender: “Donato é o meu personagem mais próximo de Nascimento. Não é um estereótipo. É viril”. O próprio Karim Aïnouz teme que o reducionismo prejudique seu melhor trabalho.” É meu filme mais maduro, sim. Fiz os outros no grito, no susto. São filmes de que me orgulho. Mas esse é mais denso. Todo filme tem sempre muito da gente, mas esse é mais pessoal, sem ser autobiográfico.” Um filme que começa com cata-ventos e está sempre em movimento, como o tempo. Um filme em capítulos – O Abraço do Afogado, Um Herói Partido ao Meio e O Fantasma que Fala Alemão. No primeiro movimento, Donato salva o alemão que está se afogando na Praia do Futuro, mas perde o amigo dele. Tornam-se amantes e, para viver sua história, Donato deixa a família no Brasil – o irmão pequeno que o idolatra – e parte para a Alemanha. Dez anos mais tarde, o irmão, Ayrton, cresceu, virou homem e o localiza em Berlim. O reencontro é dilacerante, uma cena que já nasceu clássica – antológica – por sua intensidade e emoção.

    Wagner está muito feliz com Praia do Futuro, mas não tão feliz assim com o Brasil. Confessa: “Tenho o maior amor por esse País, mas não está dando para viver aqui. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou gostando que meu próximo projeto – uma minissérie sobre Pablo Escobar que será dirigida por José Padilha – vai me tirar do Brasil por uns dois anos”. Ele reclama do preconceito e do conservadorismo, e diz que Praia do Futuro vai contra isso, mas reclama mais ainda da política. Na eleição passada, já se havia distanciado do PT e apoiado Marina Silva para presidente. “O PT não inventou o toma lá/dá cá, mas o institucionalizou”, diz, desiludido. O Rio é uma das cidades mais caras do mundo. “Eduardo Paes governa com a iniciativa privada.” É o oposto do que vivenciou em Medellín, na Colômbia (onde vai filmar Narcos).

    “Vão me chamar de demagógico, mas o projeto de reurbanização de Medellín realmente privilegia os necessitados. O metrô sai de dentro das favelas, e elas estão sendo urbanizadas. No Brasil, temos as UPPs, que são um primeiro passo, mas a coisa não vai adiante. São os mesmos policiais, olha a quantidade de denúncias.” Como cidadão, e sabendo que poderia influenciar pessoas, ele sempre abriu seu voto. Pela primeira vez, admite que não sabe em quem votar. “Tenho um carinho muito grande por Marina (Silva), mas não estou nem um pouco con vencido com Eduardo Campos. Me decepciona a proximidade dele com Aécio Neves, que é o candidato da agroindústria.” Depois da entrevista, Campos decidiu que precisa se afastar de Aécio em busca de lulistas insatisfeitos. “Não voto em Aécio nem em Dilma. Lula ainda mascarava a fragilidade do PT, mesmo com o mensalão. Dilma não tem o carisma dele nem a competência.”

    Pai dedicado, Wagner adora curtir os filhos. Quer um Brasil melhor para eles. Ia fazer logo seu longa sobre Marighella, que agora está prevendo para 2016. “Tem gente que diz que era um assassino, mas ele entendeu o Brasil e sabia que a chapa ia esquentar, já antes do golpe. Marighella pertence a uma geração que se sacrificou pelo Brasil, eu quero fazer o filme sobre ele para a minha geração. Ficou difícil, hoje, entender e aceitar esse idealismo, as pessoas estão muito centradas.” Uma coisa é certa: Wagner encantou-se com Jesuíta Barbosa, que faz seu irmão em Praia do Futuro. “É um ator maravilhoso e um cara muito especial. Ainda não sei que papel dar a ele, mas quero que esteja comigo em Marighella.”

    ‘Interpreto no instinto, na raça’, diz o ator Jesuíta Barbosa

    Como você foi parar no elenco de Praia do Futuro?

    Karim (Aïnouz) já tinha o Wagner, que é baiano. Queria um ator de Fortaleza, porque Praia do Futuro começa lá, na praia do título. Ele começou a procurar atores, terminou me escolhendo.

    Está ocorrendo tudo mundo rápido com você. Tatuagem, Praia do Futuro, a minissérie da Globo (Amores Roubados). Como está sendo?

    Como você diz, é muito rápido. Não estou tendo tempo de processar. Avanço no instinto, na raça, mas está sendo muito bom. Tenho conhecido pessoas fantásticas. O Irandhyr (Santos), o Wagner (Moura), o Karim. Hilton Lacerda, que dirigiu Tatuagem, me ajudou muito. É o cara mais puro que conheço. Devo muito a ele.

    Você está de novo num filme com tema gay, depois de Tatuagem. Como encara isso?

    Se eu tenho medo de ficar marcado? A gente fala muito das outras coisas de Praia do Futuro, para evitar que o rótulo cole e o filme vire só isso. Mas acho que tem de assumir, sim. Uma pessoa, um filme, nunca são só gays. Tá todo mundo no mundo. Ayrton foi maravilhoso de fazer. Todo mundo é tão dilacerado em Praia do Futuro. É um filme dolorido, mas não triste.

    Como foi fazer a cena do elevador com Wagner?

    Bicho, a gente sabia que ia chegar lá, mas foi muito forte. Fátima Toledo, que nos preparou, a Wagner e a mim, deixa a gente num estado de fragilidade, de tensão, que você é capaz de explodir. Aquilo saiu tudo num jorro. O amor, o ódio, a agressão. É uma coisa muito física. A Fátima é f…

    E o futuro?

    Cacá Diegues falou comigo sobre um papel para o Grande Circo Místico. Fiquei doido para fazer, mas ele ainda não decidiu. Tem outro ator na parada. Faço tudo. Cinema, TV. Estou aprendendo, me descobrindo como ator e como gente. É um processo muito intenso.

    ‘Sou muito chamado para filmes de ação’, diz Clemens Schick

    Aquela cena em que você canta e dança Aline é muito forte. Como foi fazer?

    Karim (Aïnouz) queria uma cena assim, mas até dois dias antes não sabíamos se teríamos os direitos. Quando ficou decidido, tive pouco tempo para aprender os versos e criar a coreografia. É uma cena da qual as pessoas falam muito, mas tem uma coisa que me envergonha. Não canto bem, não sei cantar. Tem gente que acha que desafino intencionalmente. Nãããooo. Estou me acostumando a me ver. Achava estranho.

    Como anda sua carreira internacional?

    Deve ser pelo meu físico, mas me chamam muito para fazer filmes de ação, papéis de vilão. Cassino Royale, Largo Winch 2 – Conspiração Burma. No segundo, salto de um helicóptero disparando tiros. É tudo muito louco, mas é também excitante. Um dia, estou conhecendo gente em Bangcoc, depois em Fortaleza, na Praia do Futuro. É uma descoberta permanente. Da gente e dos outros.

    A pergunta que não quer calar: como é fazer um personagem gay, e com cenas tão calientes?

    As cenas são só cenas, e quando se faz com um ator como Wagner (Moura) não chega a haver nenhum constrangimento. Vamos lá, e a gente faz. Tenho respondido muito a essa pergunta. O curioso é que ninguém me pergunta como me preparo para fazer cenas heteros. É como se com outro homem fosse antinatural. Com homem, com mulher, a gente representa. Os personagens é que pretendem ser reais, e isso é que importa.

    E representar em outra língua?

    Entendo português, mas não falo. Falo inglês e, um pouco menos, francês. Mas uma coisa é entender, falar, outra coisa é atuar em outra língua. Sou alemão, qualquer outra língua é difícil para se expressar emoções. Mas, se quer saber, é mais fácil para mim dizer “te amo” em inglês que em alemão.

     

     

  11. Marcos RTI

    25 de maio de 2014 4:07 pm

    CEO da Fiat pede que nao comprem o eletrico 500e

    DO IG
    CEO da Fiat pede que consumidores não comprem carro elétrico da marca

    Por iG São Paulo | 25/05/2014 11:50 – Atualizada às 25/05/2014 11:56

    Em evento em Washignton, Sergio Marchionne disse que a empresa perde US$ 14 mil a cada Fiat 500e vendido nos EUA
    Getty Images
    Sergio Marchionne, CEO da Fiat Chrysler

    Nesta semana, durante uma conferência em Washington, nos Estados Unidos, o CEO da Fiat Chrysler Sergio Marchionne pediu aos potenciais clientes que não comprem o Fiat 500e, a versão elétrica do famoso modelo da marca. Segundo a Reuters, o motivo é que a empresa está cansada de perder dinheiro.

    Segundo o executivo, a Tesla Motors foi a única empresa a ganhar dinheiro com um modelo elétrico. E apenas porque o preço do Model S sedan era alto. Criticando as leis federais e estaduais dos EUA que obrigam as montadoras a construir carros elétricos, Marchionne disse que espera vender o mínimo possível de unidades do 500e.

    “Eu espero que vocês não o comprem, porque cada venda me custa US$ 14 mil”, disse para a plateia do Brookings Institution sobre o 500e. “Eu sou honesto o suficiente para dizer isso.”
    Fiat 500e, carro elétrico da marca italiana, só é vendido na Califórnia, nos EUA. Foto: Divulgação
    1/6

    O Fiat 500 movido à gasolina custa em torno de US$ 17,300, incluindo a taxa de entrega, ao passo que a versão elétrica, o 500e, sai por US$ 32,650, sem as taxas norte-americanas. Segundo o CEO, os consumidores não estão dispostos a pagar mais do que isso e por isso o carro dá prejuízo para a Fiat. Até abril deste ano, a empresa vendeu 11.514 unidades do 500 nos EUA, 15% menos que no mesmo período do ano passado. A marca, no entanto, não revela os números do modelo elétrico.

    A Chrysler entrou com pedido de falência em 2009, teve ajuda dos EUA, e logo foi adquirida pela italiana Fiat. A aquisição foi concluída no início deste ano. Mas se as exigências dos carros elétricos seguirem da forma que estão, a montadora pode pedir falência novamente na opinião do executivo. “Se nós construirmos apenas esses veículos, estaremos de volta… a Washington para um segundo resgate, porque nós vamos estar falidos”.

    A lei de emissão zero da Califórnia e as exigências federais de eficiência energética para 2025 estão empurrando as fabricantes para os carros elétricos, mas Marchionne preferiria que o Departamento de Energia dos EUA simplesmente definisse metas e deixasse as montadoras alcançá-las a sua própria maneira.

    O CEO afirmou ainda que para a empresa manter as vendas que tem hoje nos EUA até 2025 os veículos híbridos, que são movidos por motores a gasolina e elétrico, terão de compor mais da metade da venda, talvez chegando a três quartos das vendas. Os carros elétricos não estão saindo porque, aos olhos dos consumidores, ainda não são bons de dirigir e são vendidos a preços altos.

  12. Romulo Cabral de Sá

    25 de maio de 2014 10:01 pm

    Por que a elite brasileira odeia tanto o salário mínimo

    Por que a elite brasileira odeia tanto o salário mínimo, por João Sicsú.

    Fonte: Portal Forum.

    http://www.revistaforum.com.br/blogdaeconomiapolitica/2014/05/25/por-que-elite-brasileira-odeia-tanto-o-salario-minimo/

Recomendados para você

Recomendados