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Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Luis Fraga

    12 de agosto de 2014 6:37 am

    Aécio não explicou o inexplicável no Jornal Nacional

    Paulo Nogueira do DCM:

     

    O aeroporto de Cláudio é um inferno na vida de Aécio.

    Foi o que se viu hoje, mais uma vez, na entrevista que ele concedeu ao Jornal Nacional.

    Aécio não tem explicação porque ela, simplesmente, não existe. O aeroporto foi um uso abjeto de dinheiro público para benefícios privados da família. Como escreveu Machado, alegrias particulares são bem mais satisfatórias que alegrias públicas.

      

    Ele se agarra desesperadamente à desculpa de que seu erro foi ter usado um aeroporto não homologado pela ANAC, a agência que regula a vida área nacional.

    E aproveita para dizer que a ANAC foi incompetente ao demorar para a homologação porque está “aparelhada” pelo PT.

    Não, não e ainda não.

    O problema não é burocrático, e sim ético e moral. Aécio usou o aeroporto de Cláudio porque facilita substancialmente suas viagens para seu “Palácio de Versalhes”. É como ele se refere à sua fazenda em Cláudio, a 6 km do aeroporto.

    Não é só isso. Existe também o ponto da valorização das terras da região por conta do aeroporto.

    Isso beneficia Aécio diretamente, e a sua família.

    Ele invoca em sua defesa a desapropriação litigiosa de parte da fazenda do tio para a construção do aeroporto.

    O tio quer mais na justiça do que Minas deseja pagar. Na fala treinada de Aécio, o tio aparece quase como uma vítima.

    Mas um momento. E a valorização do restante da fazenda?

    Bonner perguntou isso, no melhor momento da entrevista do Jornal Nacional.

    Aécio tergiversou. Respondeu com a metragem da fazenda: 30 alqueires. Ora, 30 alqueires podem valer x ou, alguns x, caso um benefício como um aeroporto irrompa na região.

    Aécio também sofreu para responder a uma pergunta de Patrícia Poeta sobre o desenvolvimento social de Minas.

    O IDH de Minas é o pior do Sudeste. Era o oitavo do Brasil, e agora é o nono.

    E então, onde os avanços sociais tão trombeteados?

    Nova tergiversação.

    Aécio falou, como sempre tem falado, no suposto avanço em educação.

    Agora que os brasileiros vão conhecendo-o melhor, vai ficando clara a semelhança entre ele e Maluf na compulsão cínica em responder a perguntas de uma forma peculiar em que você vai falando coisas que nada têm a ver com a questão.

    Aécio tem agradecido aos entrevistadores quando indagam sobre o aeroporto. Fez isso na sabatina do G1 e voltou a fazer no Jornal Nacional.

    Mas é um agradecimento tão fajuto quanto suas explicações para a aberração que é o aeroporto de Cláudio.

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

  2. Webster Franklin

    12 de agosto de 2014 7:15 am

    O consultor-cartola da”casa de prostituição” quer detonar Dilma?

    Do Tijolaço

    O consultor-cartola da “casa de prostituição” quer detonar Dilma Rousseff?

     

    11 de agosto de 2014 | 22:00 Autor: Fernando Brito    

    lupanar1

    São coisas que só acontecem no jornalismo brasileiro.

    O Estado de S. Paulo – permitam-me chamá-lo assim, pelo nome completo , dos tempos em que era conhecido como o vetusto matutino paulistano- dá chamada de capa em seu site para uma ” consultoria” que , a rigor, antes de qualquer coisa, carece de algumas aulas de boas maneiras.

    Diz, em “relatório” que Dilma Rouseff é  ”a manutenção da mediocridade e ” do mau humor prepotente do poste  que se transformou em porrete contra o senso comum”.

    Dispenso-me de citar o nome dos empregados que assinam o texto da consultoria, minuciosamente elencados pelo jornal até mesmo – acredite ! – o pobre do estagiário.

    Vou direto ao chefe, um cidadão de nome Luiz Paulo Rosenberg.

    Este senhor, dublê de economista e cartola  de futebol,  é menos conhecido por seu papel de ex-assessor econômico de José Sarney e mais notório por sua declarações , em janeiro deste ano, à revista de The  New Yorker, de que comandar o Corínthians era ” comparável “a dirigir uma casa de prostituição”.

    – O que mais você pode pedir a deus? perguntava, jocosamente o ex-diretor de marketing do ” timão “.

    Isso não é segredo, nem coisa de “blogues sujos”. Foi publicado por toda a imprensa e você pode ler aqui.

    Ignora- se se o sr. Rosenberg pratica os mesmo métodos em sua própria empresa de consultoria, embora o linguajar “gentil” denote algo.

    Mas a empresa é dele e ele pode fazer o que quiser.

    Espanta é que o Estadão- já o chamo assim, sem cerimônia, depois dessa “obra” – traga para sua primeira página figuras com estes  critérios administrativos.

    O sr. Rosenberg, talvez, esteja torcendo pela vitória de Aécio Neves na eleição, para evitar ” a continuidade da mediocridade ” com Dilma.

    Quem sabe espera que o Brasil seja dirigido como ele achava que deveria ser dirigido o Corinthians em sua gestão.

    -O que mais você poderia pedir a deus?

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=19921

     

  3. Assis Ribeiro

    12 de agosto de 2014 9:04 am

    Não era “garantido” que não

    Não era “garantido” que não haveria racionamento, Dr. Alckmin? E o erro de Landau e Leitão?
     

     

    garantia

    A reportagem de capa da Folha, hoje, revela, sem resposta possível, o papel de Tartufo desempenhado pelo Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, semana passada, quando, em entrevista ao Estadão, que “não há racionamento de água em São Paulo.

    Não, exceto para mais de dois milhões de pessoas, que vivem em 18 municípios paulistas que assumem estar controlando os horários em que a água é fornecida a residências, comércio e indústrias.

    E pouco passamos da metade do inverno, período mais seco do ano.

    O curioso é que, à medida em que se torna desesperadora a situação em São Paulo, as vozes da direita ressuscitam o fantasma do racionamento de energia.

    Elena Landau, a musa das privatizações de Fernando Henrique Cardoso, na Folha, e Míriam Leitão, em O Globo, voltam ao discurso do apagão.

    Estas senhoras, que se apresentam como “técnicas” estão desafiadas por este modesto blog a provar que a situação está se agravando em moldes minimamente parecidos ao que ocorre em São Paulo, embora ninguém seja estulto de negar que há, sim, uma grave estiagem.

    E você mesmo pode comparar.

    No dia 28 do infernal mês de fevereiro, que deveria ser de chuvas no Sudeste, mas lembrou o que ocorre no semi-árido nordestino, o Brasil tinha 111,4 megawatt/mês de energia armazenada, em forma de água, nos reservatórios das hidrelétricas. A região mais crítica, o Sudeste, tinha 34,6% de seu armazenamento

    Nesta mesma data, o Sistema Cantareira, tinha 16,4% de seu volume útil, o que, somado ao “volume morto” (mais 18,5%) que seria utilizado depois, dava 34,9% de capacidade reservada.

    Sexta feira passada, o Sistema Integrado Nacional tinha exatos 114,2 megawatt/mês acumulados, o mesmo que há pouco mais de cinco meses.  Os reservatórios do Sudeste, os mais castigados, tinham 33,7% de sua capacidade, apenas 0,9% abaixo da marca de cinco meses antes.

    Já o Cantareira tinha baixado daqueles 34,9% totais para meros 13,9%, já incluídos nos dois valores o tal “volume morto”.

    Mas foi por mágica que um lado se mante e outro secou, embora ambos estejam igualmente castigados pela seca?

    A diferença é o o Governo Federal deu o lombo a bater com toda esta história do preço da energia geradas pelas usinas térmicas, mas não deixou os reservatórios baixarem ao nível da irresponsabilidade como o governador paulista.

    É simples assim, meus amigos, e revela quem é que que está sendo politicamente irresponsável com o uso da água.

    Dona Miriam Leitão e Dona Elena Landau, deveriam, a esta altura, se fossem capazes de uma análise técnica isenta, estariam era elogiando o que, comparado á água de São Paulo, é um “milagre” no sistema elétrico nacional.

    E que não se valham das tais “consultorias de energia”, porque elas adoram prever um caos que aumente o preço da eletricidade.

    Para essa gente, água é dinheiro, muito dinheiro.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=19906

  4. Assis Ribeiro

    12 de agosto de 2014 9:09 am

    Dilma: A Ferrovia Norte-Sul é

    Dilma: A Ferrovia Norte-Sul é a coluna vertebral do sistema ferroviário brasileiro

    Em visita a trecho da Ferrovia Norte-Sul em Iturama (MG), hoje, a presidenta Dilma Rousseff falou com os jornalistas sobre a importância da conclusão da obra que já dura 27 anos. “Até agora, essa ferrovia só chegava até a metade do Brasil. Nós resolvemos levá-la até o Rio Grande do Sul”.

    Quando estiver pronta, a Norte-Sul deverá ter mais de 4 mil km de extensão e passará pelos estados do  Maranhão, Pará, Tocantins, Goiás, Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A presidenta explicou que a construção beneficia não só as áreas por que passa a ferrovia, mas o Brasil inteiro. “Estamos resolvendo agora esse grande problema que é ter um modal ferroviário para transportar toda a carga desse país, diminuir a presença nas estradas, diminuir a emissão de óleo diesel, óleo de gasolina. Melhorando, portanto, o meio ambiente e, além disso, (com um processo) muito mais barato para o país, nos tornando mais competitivos”.

    Dilma disse que a Ferrovia Norte-Sul é a coluna vertebral do sistema ferroviário brasileiro, já que melhorará muitos dos nossos problemas de escoamento de produção. Segundo a presidenta, os técnicos e engenheiros envolvidos na obra afirmam que tudo estará pronto em novembro de 2015.

    http://www.mudamais.com/daqui-pra-melhor/dilma-ferrovia-norte-sul-e-coluna-vertebral-do-sistema-ferroviario-brasileiro

     

  5. Assis Ribeiro

    12 de agosto de 2014 9:11 am

    Para Barroso, ministro do

    Para Barroso, ministro do STF, país precisa ‘desesperadamente’ da reforma política

    Magistrado vê ‘descolamento entre a classe política e a sociedade civil’. Na falta de ação do Congresso, Judiciário pode atuar como ‘vanguarda iluminista’, defende, à esquerda de deputados e senadores

    O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (8) na Faculdade de Direito do Largo São Francisco que o Brasil precisa da reforma política para reequilibrar a relação entre os poderes. Para ele, o Judiciário hoje atende a demandas que o Legislativo não resolve. “O descolamento entre a classe política e a sociedade civil motivou uma certa ocupação de espaço pelo Poder Judiciário. Há um lado positivo: é que há demandas sociais que estão sendo atendidas pelo Judiciário. Tem um lado negativo: isso prova que o Legislativo não está conseguindo atender essas demandas”, avaliou, em “aula pública” sobre a judicialização da política.

    Segundo o ministro, “para superar esses problemas o país precisa desesperadamente de uma reforma política que barateie o custo das eleições, (traga) um mínimo de autenticidade dos partidos políticos”. Ele disse esperar que a política volte a ter a importância institucional que lhe cabe. “Quando a reforma política vier, ela vai permitir que a política reocupe a maior parte do espaço que ela perdeu.”

    Barroso declarou lamentar que haja essa distorção que, segundo ele, faz com que o Congresso não delibere sobre questões essenciais, principalmente direitos fundamentais. Em linhas gerais, ele expôs visão que já havia apresentado no plenário do Supremo em dezembro, ao votar a favor de acolher ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pela proibição de doações eleitorais por empresas. O pedido já tem seis votos a um na Corte, mas um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes suspendeu a apreciação. Caso a ação seja acolhida, ao Congresso será dado um prazo para que delibere sobre novas regras para contribuições de campanha.

    “Quando as pesquisas de células-tronco foram aprovadas no Congresso, ninguém tomou conhecimento. Quando houve uma ação de inconstitucionalidade no Supremo contra a lei, houve um debate nacional. Isso é uma distorção que tem de ser enfrentada pela reforma política, porque o lugar de deliberação pública por excelência é o Congresso, e não o Supremo Tribunal Federal”, continuou Barroso, na conversa com estudantes. O STF autorizou as pesquisas com células-tronco em julgamento de 2008.

    O ministro disse que, sob certos aspectos, atualmente o Poder Judiciário tem posturas mais progressistas do que o Legislativo. “Tenho uma tese de que no Brasil de hoje o Supremo, e o Judiciário, com todas as suas circunstâncias, está à esquerda do Legislativo.” Segundo ele, os empresários preferem que o Congresso elabore uma lei trabalhista por temer que um julgamento do Supremo resulte em normas “mais protetivas” do trabalhador.

    Barroso disse que, nos casos em que a “decisão política”, do Executivo ou do Legislativo, seja compatível com a Constituição, o Judiciário não deve interferir. Mas quando um direito fundamental está em risco e o Legislativo não resolve a questão, o Judiciário tem o dever de atuar. “Foi o que o Supremo fez ao legitimar as uniões homoafetivas. O que vale na vida são os nossos afetos, e não os nossos preconceitos. Impedir que pessoas que se amem, independentemente da orientação sexual, vivam um projeto de vida em comum é uma forma autoritária de ver a vida”, criticou.

    A votação sobre o direito ao aborto no caso de fetos anencéfalos é outro exemplo de intervenção necessária e exemplar do Judiciário e do STF em defesa dos direitos fundamentais. “Na reta final (do julgamento) eu ainda era advogado e tentei ampliar um pouco esse pedido para dizer que as mulheres têm direito de interromper a gestação porque este é um direito seu, é a sua liberdade reprodutiva que está em jogo. Esta tese não passou, ainda.”

    O ministro disse discordar da afirmação de que o Judiciário “sempre atua de maneira contramajoritária” quando sobrepõe sua vontade à do Legislativo. “Porque às vezes a posição contra-majoritária pode ser a posição do Legislativo. Muitas vezes é o Judiciário que desemperra o processo político, como fez com as uniões homoafetivas. A matéria não era deliberada no Congresso, porque uma minoria poderosa conseguia paralisar a discussão. Certas minorias conseguem paralisar o processo político. Há casos em que o Judiciário precisa atuar como uma vanguarda iluminista, empurrar a história quando ela precise de um empurrãozinho.”

    Para Barroso, a judicialização da política é um processo que se deu na medida em que as relações sociais foram se tornando mais complexas durante o século 20, principalmente depois da Segunda Guerra. “Até a Constituição de 1988 havia apenas uma forma de constituir família, que era pelo casamento. Agora, existem quatro: pelo casamento, pois não é proibido ser convencional; as uniões homoafetivas; as famílias monoparentais; e agora as famílias homoafetivas”, explicou.

    Reforma do Judiciário

    Questionado por alunos sobre sua opinião a respeito da reforma do Judiciário e a tese de juízes serem eleitos pelo voto, se disse totalmente contrário à ideia. “Eu acho o populismo judicial tão ruim quanto qualquer outro. Não tenho simpatia por eleições de juízes em nenhuma instância. No Brasil seria uma catástrofe. O modo de recrutamento de juízes no Brasil por meio de concurso público foi um salto.”

    Para ele, em alguns aspectos, o Judiciário “se tornou mais representativo do que o Legislativo” e a carreira de juiz revela isso. “O acesso ao Judiciário hoje se dá por concurso público. E portanto qualquer bacharel em Direito que faça um estudo sistemático por dois ou três anos pode ser juiz. Na segunda metade da década de 1970 o Judiciário ainda era uma elite branca e relativamente abastada. Hoje, há uma democratização e qualquer bacharel em direito pode ser juiz. Para você se eleger (ao Legislativo) ao custo das campanhas eleitorais, você precisa ter um nicho ideológico que o apoie, cada vez mais raro, ou ter algum financiador ou interesse que o banque. No Judiciário o dinheiro não fala tão alto como no mundo da política.”

    Ele afirmou ser favorável ao sistema atual de nomeação do ministro do Supremo pelo presidente da República e revelou ter chegado ao cargo “por acaso”. “Não tinha nenhum apoio político relevante, mas algumas circunstâncias da política tornaram oportuno nomear alguém que não tivesse vinculação política. E portanto chegou a minha vez.”

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/08/para-barroso-pais-precisa-desesperadamente-da-reforma-politica-1733.html

  6. Assis Ribeiro

    12 de agosto de 2014 9:12 am

    Sobel: “Netanyahu faz mal

    Sobel: “Netanyahu faz mal para Israel”
     

    Rabino Henry Sobel critica a posição do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu no conflito em Gaza e diz não concordar em assistir passivamente a morte dos civis: “É preciso negociar, negociar. Uma criança não é palestina ou israelense. Uma criança é uma criança”; coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew também cobra responsabilidade de Israel no massacre

    O rabino Henry Sobel, em documentário exibido pela TV Cultura, criticou a posição de Israel no conflito em Gaza e a falta de diálogo: “O Oriente Médio precisa é acabar com o fundamentalismo, o pensamento religioso radical que está predominando na região. É preciso negociar, negociar. Uma criança não é palestina ou israelense. Uma criança é uma criança”.

    Ele afirma que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu faz mal para Israel. “Mas felizmente o Estado é maior do que sua pessoa, não podemos confundir o Estado com o governo.”

    Afirma não concordar em assistir passivamente a morte dos civis em Gaza. Os ataques vitimaram quase 1.900 pessoas em Gaza. Por outro lado, afirma que o exército israelense tem o direito de se defender dos foguetes do Hamas. “Pode até se questionar a dimensão desta defesa, mas o direito a ela não pode ser questionado”, diz.

    Ele também critica a presidente Dilma Rousseff por não ter expressado também sua posição sobre os ataques terroristas do Hamas.” “O Hamas tem falhado, o governo de Israel tem falhado e o Itamaraty falhou”, concluiu (leia aqui na coluna de Mônica Bergamo).

    Coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo e presidente emérito do Instituto Ethos e idealizador do Fórum Social Mundial, Oded Grajew também cobra responsabilidade de Israel no massacre. Leia aqui:

    A responsabilidade de Israel

    Nasci em Tel Aviv em 1944, de mãe e pai judeus, cuja família foi praticamente exterminada pelos nazistas. Vivo há anos no Brasil, país que deveria ser valorizado pelo exemplo de convivência harmoniosa, não só entre árabes e judeus, mas entre comunidades de diversas origens religiosas e nacionais.

    Nos primeiros anos do Estado de Israel (criado em 1948), os kibutzim –cooperativas onde ninguém acumula bens pessoais e todos compartilham da mesma forma os deveres e os benefícios da comunidade e tudo é decidido coletivamente– foram a base da atividade econômica nos territórios do novo país.

    Lembro-me que a vida era difícil, mas havia um enorme espírito de solidariedade entre as pessoas e as famílias. Meus pais dividiam um pequeno apartamento (onde nasci) com um casal de amigos e sempre me falaram que foram os anos mais felizes de suas vidas. Foi uma infância muito feliz para mim também.

    Hoje Israel tem uma economia capitalista que gerou muita riqueza (o país tem uma das maiores renda per capita do mundo), mas, ao mesmo tempo, muita desigualdade. A competição passou a ser a cultura dominante e os poucos kibutzim que sobraram são compostos basicamente por pessoas que escolheram um modo de vida mais solidário e menos materialista.

    Um dos meus maiores sonhos é presenciar a paz entre Israel, os palestinos e os países árabes. Infelizmente o novo conflito, de trágicas consequências humanas, torna esse sonho ainda distante. De novo, cada lado joga a culpa no outro. Todos são responsáveis, mas considero que a responsabilidade de Israel é maior, não por querer questionar as inúmeras justificativas que usa para defender suas ações, mas pelo fato de ser o mais forte.

    Israel é de longe o país mais forte militarmente e economicamente da região e tem como aliado incondicional os Estados Unidos, a maior potência mundial. O mais forte, em qualquer circunstância, deveria ter maior responsabilidade.

    A contrapartida do poder é a responsabilidade. É assim com os adultos que deveriam ter muita responsabilidade com as crianças (suas e dos outros), os ricos em relação às pessoas mais pobres e carentes, a sociedade em relação aos idosos, os países prósperos e fortes em relação aos mais vulneráveis, os políticos com seu povo. É dessa forma que se pratica a solidariedade, a justiça e os mandamentos do judaísmo, cristianismo e islamismo.

    O mais forte deveria ser exemplar, servir de referência e ser o mais solidário, ousado e generoso. O mais forte, em nenhuma circunstância, deveria usar a sua força para agredir e destruir o mais fraco, mesmo quando agredido. Não quero entrar na discussão interminável e inútil de quem tem mais razão. A que tem servido a lógica do olho por olho, reagir à violência com mais violência? Apenas para alimentar o ódio, gerar matanças e inviabilizar a paz.

    Israel, o país mais poderoso da região, poderia recuperar os ideais e o espírito de solidariedade e generosidade de seus primeiros anos. Assim teria a grandeza de quebrar o inútil ciclo da violência e não usar toda a sua força e seu poder para matar e destruir, mas para se empenhar tenazmente, para perseguir até obter a paz na região.

    http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/149658/Sobel-Netanyahu-faz-mal-para-Israel.htm

  7. Gustavo Belic Cherubine

    12 de agosto de 2014 10:06 am

    Governo Haddad: Gestão eficiente e combate à corrupção

    Nassif, é inacreditável que até hoje SP não tenha as duas carreiras anunciadas abaixo.

    A gestão Haddad vai assim inovando onde é possível e também necessário.

    Gustavo Cherubina.

    http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/08/1498939-leda-maria-paulani-e-mario-vinicius-spinelli-gestao-eficiente-e-combate-a-corrupcao.shtml Leda Maria Paulani e Mário Vinícius Spinelli: Gestão eficiente e combate à corrupção12/08/2014  02h00 A atual gestão da Prefeitura de São Paulo busca, desde seu início, o fortalecimento da capacidade de atuação da administração pública, a fim de garantir a boa execução e a perenidade das políticas, independentemente das mudanças de governo. Várias iniciativas foram tomadas para o fortalecimento da gestão, como a retomada do planejamento estratégico e participativo (com a elaboração do Programa de Metas 2013-2016) e a criação da Controladoria-Geral do Município, para atuar com plena autonomia na prevenção e no combate à corrupção. No tocante aos recursos humanos, para enfrentar a precária situação encontrada, com baixa capacidade de planejamento e execução das políticas e com ausência de mecanismos efetivos de controle interno, a atual administração municipal está propondo a criação de duas novas carreiras. A primeira delas é a de analista de políticas públicas e gestão governamental, a exemplo do que já fizeram o governo federal, desde 1986, e 11 Estados da Federação –como Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Outros países também possuem carreiras semelhantes –como Canadá (Policy Leaders), EUA (Senior Executive) e Reino Unido (Higher Executive Officer). Nossa cidade, com população e Orçamento numericamente maiores do que muitos Estados brasileiros, igualmente demanda a presença de uma carreira de gestores, bem remunerada e com competências amplas. Elevando a capacidade de formulação, execução, monitoramento e avaliação das políticas públicas, esses profissionais contribuirão para a modernização da gestão, a racionalização de processos, o uso eficiente dos recursos públicos, a redução das despesas, a realização de melhores contratações e a prestação de melhores serviços ao cidadão. A profissionalização do núcleo estratégico da administração não exclui outras formas de formulação e implementação de políticas, como a realização de parcerias com universidades. Ao contrário, qualifica o instrumento de parceria e permite melhor internalização do conhecimento gerado. A segunda carreira proposta é a de auditor municipal de controle interno. Seus profissionais serão responsáveis pelas atividades de prevenção e combate à corrupção e, entre outros aspectos, pela promoção da transparência e da eficiência na administração municipal. A estruturação e o fortalecimento do controle interno, além de obrigação constitucional, são medidas fundamentais para garantir a boa aplicação dos recursos disponíveis. Essa atividade não se confunde com o controle externo, realizado pelo Tribunal de Contas do Município. É o controle interno, dado o seu posicionamento dentro da organização e, por conseguinte, sua proximidade com a execução orçamentária e financeira, que tem melhores condições de atuar com foco mais preventivo, evitando desperdícios e zelando pelo patrimônio público. O caso do escândalo milionário de desvio de recursos do ISS em São Paulo, que teria causado um prejuízo potencial à prefeitura da ordem de mais de R$ 500 milhões, detectado pela recém-criada Controladoria municipal em parceria com o Ministério Público do Estado, demonstra o potencial que esse tipo de iniciativa, desde que não se trate apenas de retórica, possui para coibir a corrupção em nível local. As duas carreiras em questão trarão, como mostram outras experiências, significativos avanços para a qualidade dos serviços públicos. Da mesma forma que não se espera que uma empresa possa prestar um bom serviço sem profissionais bem selecionados, bem remunerados, motivados e constantemente capacitados, é leviano pensar que a Prefeitura de São Paulo, com toda a complexidade das tarefas que tem de desempenhar, possa chegar a bom termo sem enfrentar o déficit de recursos humanos qualificados que hoje a vitima. LEDA MARIA PAULANI, 60, é secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão da Prefeitura de São Paulo e professora titular do Departamento de Economia da FEA/USPMÁRIO VINÍCIUS SPINELLI, 42, é controlador-geral do município de São Paulo

  8. Gustavo Belic Cherubine

    12 de agosto de 2014 11:18 am

    PENSAR GLOBAL: Manifesto para as Ciências Sociais

     

    http://agencia.fapesp.br/19583

     

     

    Craig Calhoun, diretor da London School of Economics, fala sobre a responsabilidade da área como instrumento para a compreensão crítica da realidade e intervenção na esfera pública (foto: Leandro Negro/Ag. FAPESP)

     

    Entrevistas

     

    O papel das Ciências Sociais em um mundo em mudança acelerada

     

    12/08/2014

     

    Por José Tadeu Arantes

     

    Agência FAPESP – Que traços melhor caracterizam o mundo contemporâneo? Entre as grandes mudanças ocorridas no cenário global quais são aquelas que de maneira mais completa definem o tempo presente? Como transitar da perplexidade que essas mudanças inspiram para sua inteligibilidade em grandes quadros interpretativos? Essas foram, resumidamente, as principais indagações que o sociólogo Craig Calhoun procurou responder em palestra realizada em julho na sede da FAPESP, em São Paulo.

    Nascido em 1952, o norte-americano Calhoun tornou-se diretor da prestigiosa London School of Economics and Political Science (LSE) em setembro de 2012. Antes disso, dentre várias atividades, desempenhou, nos Estados Unidos, as funções de professor de Ciências Sociais na New York University e de presidente do Social Science Research Council (SSRC), organização independente dedicada ao avanço da pesquisa em Ciências Sociais e áreas afins.

    A despeito de ter nascido e se graduado nos Estados Unidos, Calhoun tem conexões antigas com o Reino Unido, pois fez mestrado em Antropologia Social na University of Manchester e doutorado em Sociologia e História Econômica e Social Moderna na University of Oxford. Igualmente determinantes em sua trajetória intelectual foram os trabalhos que realizou em outros países, notadamente na conturbada região do Chifre da África.

    Mesmo com o importante cargo que ocupa atualmente, Calhoun faz questão de manter um posicionamento intelectual crítico e um trato pessoal informal e acessível (confira seu blog em http://blogs.lse.ac.uk/craig-calhoun/).

    A palestra que proferiu na FAPESP foi pautada por um texto que produziu recentemente em parceria com o sociólogo Michel Wieviorka, da École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França, intitulado Manifesto pelas Ciências Sociais (a versão integral pode ser lida em francês em http://socio.hypotheses.org/147).

    A pergunta feita no início desta apresentação foi assim respondida por Calhoun e Wieviorka em seu manifesto: “Dentre as mudanças que obrigam as Ciências Sociais a transformar seus modos de aproximação, as mais espetaculares podem ser resumidas a duas expressões: a globalização e o individualismo. São duas lógicas que, em conjunto, balizam o espaço no interior do qual a pesquisa cada vez mais é chamada a se mover.”

    “A palavra ‘globalização’, em sentido amplo, inclui dimensões econômicas, mas também culturais, religiosas, jurídicas etc. Hoje, numerosos fenômenos abordados pelas Ciências Sociais são ‘globais’, ou suscetíveis de serem observados sob esse ângulo”, prossegue o texto mais à frente.

    Quanto ao individualismo, o manifesto o caracteriza como “um segundo fenômeno, não menor, porém mais difuso”. E afirma: “Seu impulso traduziu-se desde cedo na pesquisa por um interesse sustentado pelas teorias da escolha racional, mas também, e principalmente, em tempos mais recentes, pela consideração, cada vez mais frequente, da subjetividade dos indivíduos.”

     

    Depois de sua palestra, Calhoun concedeu a seguinte entrevista à Agência FAPESP:

     

    Agência FAPESP – A nova realidade global é muito diferente daquelas nas quais surgiram e se desenvolveram as teorias sociais clássicas, nos séculos XIX e XX, fato enfatizado em sua conferência. Quais são as diferenças mais significativas? 

     

    Craig Calhoun – Algumas das principais diferenças entre o período histórico atual e os anteriores incluem a intensificação da globalização e, nessa intensificação, o maior papel desempenhado pelas finanças. Trata-se não apenas de uma nova configuração do capitalismo em geral, mas, especificamente, do capitalismo financeiro. Outro item é o retorno da geopolítica. Vemos nos conflitos mundiais uma mistura de questões geográficas, políticas, culturais e civilizacionais, que apresentam padrões diferentes daqueles que caracterizavam o período da Guerra Fria. A Guerra Fria, de certa maneira, bloqueava esse tipo de geopolítica, que vemos hoje nas crises da Síria, do Iraque, da Ucrânia e tantas outras.

    Outra diferença é a emergência de um capitalismo informal em larga escala. Quando pensamos no setor informal, geralmente pensamos em pequenas unidades produtivas, localizadas em residências, favelas etc. Mas, hoje, a economia informal atingiu uma escala gigantesca, incomparavelmente maior do que aquela que havia antes. Existe, nesse segmento, o narcotráfico e o tráfico humano, mas não apenas isso. Há muitas outras atividades, movimentando grandes somas de dinheiro.

    O mundo contemporâneo também é moldado por questões ambientais, em um grau que jamais vimos: as mudanças climáticas globais, a questão dos recursos hídricos e de outros recursos, a poluição e a degradação das periferias das grandes cidades, questões relacionadas com justiça ambiental, quem ganha e quem perde em relação ao meio ambiente.

    Finalmente, sublinharia a questão do déficit institucional. Muitas instituições que ajudavam as pessoas a manejar riscos em sua vida ordinária foram corroídas ou perderam financiamento ou enfrentam problemas. Construir e fortalecer instituições que ajudem as pessoas a resolver os problemas em suas vidas são grandes questões em todo o mundo.

     

    Agência FAPESP – A respeito das questões ambientais, o senhor estudou a influência do contexto social no agravamento dos danos causados por desastres naturais. É bastante conhecido seu estudo dessa contextualização no caso do furacão Katrina, de 2005. Eventos extremos como esse tendem a ocorrer com frequência cada vez maior devido às mudanças climáticas globais. Que lições seu estudo do Katrina oferece para o enfrentamento de novas ocorrências? 

     

    Calhoun – De fato, sabemos que as mudanças climáticas tendem a provocar mais eventos extremos, com furacões e outros desastres. Há uma geografia desses eventos que mostra que as áreas costeiras e outras regiões específicas são particularmente vulneráveis. Um importante aspecto dessa geografia diz respeito ao planejamento urbano. Na grande maioria dos casos, não construímos cidades levando em conta como elas poderiam enfrentar eventos desse tipo.

    Depois do Katrina, tivemos, em 2012, o furacão Sandy, que impactou fortemente a costa de Nova York. Isso fez com que as pessoas percebessem que o desenvolvimento futuro da cidade de Nova York precisa incluir preparações para eventos desse tipo. Algumas providências, como a instalação de geradores alternativos para produzir eletricidade, não dizem respeito diretamente às Ciências Sociais. Mas outras, como a criação de sistemas de evacuação ou sistemas de atendimento a pessoas desabrigadas, são questões de Ciências Sociais.

    Trabalhos como os realizados por agências humanitárias em várias partes do mundo, dando assistência a refugiados por causa de guerras ou desastres naturais, tendem a se tornar cada vez mais importantes, inclusive em países ricos.

    Aprendemos com esses eventos que a pobreza e a desigualdade são fatores definidores dos impactos de furacões ou outros desastres. Quando existe água por todos os lados, quem vive nas áreas mais baixas e alagadiças? Os pobres. Quando existe vento por todos os lados, quem vive em construções mais vulneráveis e sujeitas a desabar? Os pobres. A importância das desigualdades foi claramente evidenciada em New Orleans por ocasião do Katrina.

    Temos outra importante questão social, que diz respeito às pessoas que vivem sozinhas. Na sociedade contemporânea, há mais pessoas vivendo sozinhas do que em qualquer época anterior. E essas pessoas são especialmente vulneráveis no contexto de desastres.

     

    Agência FAPESP – O senhor trabalhou no Chifre da África, no nordeste do continente. Em que medida essa experiência influenciou suas concepções acerca das mudanças que propõe para as Ciências Sociais? 

     

    Calhoun – Minhas concepções realmente se baseiam em várias experiências internacionais. No caso do Chifre da África, a experiência direta me ensinou o que eu não havia aprendido em livros. Por exemplo, quando estive pela primeira vez no Sudão, no início dos anos 1980, uma das lições que aprendi foi a importância da infraestrutura física. As Ciências Sociais normalmente não prestavam muita atenção à infraestrutura física, como estradas e eletricidade. Mas isso muda a vida social, determina a interconexão entre diferentes partes do país, define a maneira como as pessoas podem trabalhar ou não. Nessa época, o Sudão tinha apenas uma única estrada intermunicipal pavimentada.

    Também entendi a relatividade de dados estatísticos, como o Produto Interno Bruto (PIB). No início dos anos 1980, o Sudão tinha um PIB muito próximo ao da Malásia e o Egito possuía um PIB quase igual ao da China. O PIB é um número grosseiramente enganoso. Mesmo naquela época, o Egito não estava em uma posição confortável comparativamente à China. Isso se deve em parte ao fato de que o PIB não computa as heranças históricas, como o fato de que a China possuía uma rede de trabalhadores em todo o país, de que o nível de educação era melhor na China, de que o nível de saúde era melhor na China. Entendi que os indicadores superficiais, como “baixa renda” ou “média renda”, são altamente enganosos. O nível de renda não informa sobre a verdadeira riqueza de um país.

    O último ponto que gostaria de ressaltar sobre o Chifre da África, especialmente sobre o Sudão e a Eritreia, é a importância de comunidades e sociedades sob o nível do Estado nacional e através do Estado nacional. Toda a região é um complexo de inter-relações, em que cada país é, em parte, determinado pelos seus vizinhos, em que refugiados e incursões militares atravessam as fronteiras nacionais e abalam fortemente a situação, em que grupos tribais e comunidades originais e linguísticas são muito fortes, e em que não fica muito claro como as pessoas se identificam.

    Dou um exemplo do Sudão. Uma comissão constitucional propôs que deveria haver várias línguas nacionais que reconhecessem todas as principais nacionalidades existentes no país. E houve um protesto do povo saho contra a inclusão de sua língua no sistema educacional. Isso era estranho. Por quê? A resposta foi que, se suas crianças fossem educadas em saho, suas oportunidades seriam muito bloqueadas, o que os manteria sempre em estado de subdesenvolvimento. Então, eles pediam educação em árabe. É apenas um exemplo, mas permite perceber quão complicada é a relação entre diferentes identidades, em diferentes escalas.

     

    Agência FAPESP – Isso vem ao encontro de um dos importantes subtemas abordados em sua palestra: a relação entre sociedade e sociedades. Sociedades, com suas características próprias, incluídas na sociedade maior, supostamente representada pelo Estado nacional. Qual o peso desse tipo de relação no atual conflito do Oriente Médio? 

     

    Calhoun – Temo que esse conflito se torne cada vez pior. Há muitas coisas diferentes convergindo nele. Parte da questão são os conflitos religiosos. E lembremos que não são apenas conflitos envolvendo islamismo, cristianismo e judaísmo, mas também conflitos envolvendo xiitas e sunitas e grupos ainda mais específicos no interior do islã. É por isso que o Ocidente não entende muito claramente o que está acontecendo.

    Há também uma questão de Estados. Consideramos, por exemplo, o caso do Irã. Existem interesses próprios, não pelo fato de o Irã ser xiita, mas por ser um Estado específico. Há também interesses de povos que não têm um Estado, como os curdos. Um dos poucos vencedores na atual situação são os curdos, que, pela primeira vez, talvez possam formar seu Estado, no norte do Iraque.

    Existe a vulnerabilidade das populações minoritárias. Os Estados nacionais são muitas vezes acusados de genocídio, de tentar impor a supremacia da população majoritária. Apesar disso, às vezes, são capazes de proteger minorias e alcançar uma paz relativa. Intervir, como os Estados Unidos fizeram, por meio da Guerra do Iraque, desestabilizando o Estado, também coloca as minorias em risco. E não devemos achar que os Estados nacionais sejam a única fonte de genocidas. A desestabilização em situações em que existem muitos povos diferentes tentando viver em paz uns com os outros também é um fator de genocídios.

    A guerra do Iraque foi um desastre não mitigável para a região. Talvez algumas pessoas tenham tido boas intenções, mas foi um desastre, que colocou em movimento uma série de eventos. Esses eventos também têm outras causas, mas, agora, foi criada uma situação muito difícil de pacificar e estabilizar. E uma situação na qual é impossível ver justiça. Se apenas conseguirmos a paz já será um grande passo adiante. Mas não haverá justiça para a maioria dos refugiados, que foram forçados a abandonar suas casas.

     

    Agência FAPESP – Em sua palestra, o senhor criticou o conceito, hoje bastante difundido, de “Tina” (acrônimo para “There is no alternative” – “Não há alternativa”). A situação atual do capitalismo é apresentada como algo tão natural que nos iludimos pensando que ela jamais poderá ser mudada. 

     

    Calhoun – Do meu ponto de vista, uma das primeiras condições para as Ciências Sociais, especialmente para as Ciências Sociais críticas, que eu acredito serem as ciências reais no caso, é reconhecer que “Tina” não é verdade. Quase sempre há alternativas, algumas melhores, outras piores. Se acreditarmos que aquilo que existe atualmente é natural, necessário, inevitável, seremos incapazes de entendê-lo. Não apenas não entenderemos os futuros possíveis, mas também não entenderemos a realidade corrente, porque não entenderemos por que esse conjunto específico de condições existe e não outros. Eu acho que este ponto de vista crítico não é propriedade de nenhuma corrente de pensamento específica. Mas precisamos reconhecer que aquilo que existe é apenas parte do possível, se quisermos entender tanto a realidade corrente como as realidades futuras.  

    Vídeo – Entrevista com Craig Calhoun (em inglês). 

     

    https://www.youtube.com/watch?v=RNCldkruCSU

     

    A Social Science Manifesto by Craig Calhoun | Part 1

     

    https://www.youtube.com/watch?v=lCDUFst9KN0

     

    A Social Science Manifesto by Craig Calhoun | Part 2

     

    https://www.youtube.com/watch?v=0_N340k0et0

     

    A Social Science Manifesto by Craig Calhoun | Part 3

     

    http://www.fapesp.br/8702

     

    http://www.fapesp.br/eventos/2014/07/craig.pdf

     

    http://www.observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_k2&view=item&id=558:pensar-global-manifesto-para-as-ci%C3%AAncias-sociais&Itemid=164&lang=pt

     

    Manifesto para as Ciências Sociais

    Lido 3148 vezes | Publicado em Notícias | Última modificação em 09-05-2013 01:07:56

     

    Manifesto para as Ciências Sociais

     

    PENSAR GLOBAL: Manifesto para as Ciências Sociais

     

    “Penser Global: Manifeste pour les sciences sociales” acompanha a preparação do Simpósio Internacional organizado pela Fondation Maison des Sciences de l’Homme em ocasião ao seu 50º aniversário. O documento de Michel Wieviorka e Craig Calhoun joga luz para o trabalho que cientistas sociais vêm desenvolvendo ao longo da história humana a fim de repensar o papel que devem ocupar na vida da cidade, no espaço público. Entre os desafios a fragmentação do conhecimento social, e a consolidação de dois novos fenômenos – a globalização e o individualismo.

     

    O Simpósio Internacional Penser Global será realizado pela Fondation Maison des Sciences de l’Homme, no período de 15 a 17 de maio de 2013 em Paris. O documento “Manifeste por lês sciences sociales” foi publicado na revista “Socio” (nº 1, março de 2013, p. 3-38), assinado pelos editores Michel Wieviorka e Craig Calhoun, com o propósito de debater sobre a fragmentação do conhecimento social e os desafios e novos rumos para Ciências Humanas.

     

    O Observatório das Metrópoles apoia a iniciativa da revista “Socio” e acredita como diz o manifesto que “as ciências sociais podem fornecer o conhecimento necessário para pensar melhor a ação, aliás para considerar ou seus efeitos não intencionais, seja por exemplo os movimentos sociais, da políticas, do poder público, da empresa os do mundo negócios ou mesmo ONG. E eles poderiam fazer muito mais, e melhor, que é a nossa crença. Comunicando, tornando mais acessíveis seus resultados, afirmando-se mais “público” em sua orientação, dirigindo-se a cada mais diversos públicos, sempre com base no conhecimento que elas produzem. E, especialmente, acelerando a sua própria renovação”.

     

    A seguir um trecho do “Penser Global: Manifeste pour les sciences sociales”.

     

    Para ver a versão na íntegra, acesse o site da Revista Socio.

     

    Leia também a Apresentação de Michel Wieviorka para o Simpósio Internacional Penser Global.

     

     

     

    Manifeste pour les sciences sociales

     

    Par Michel Wieviorka et Craig Calhoun

     

     

     

    Se os pesquisadores em ciências sociais de todos os países devem unir-se, além de suas inúmeras diferenças, o que poderia ser o significado de seu compromisso? O que fazer com ela merece correr riscos?

     

    A resposta é simples, pelo menos em teoria. Neste sentido, esta causa é a da verdade. A verdade sobre a vida social. Essa resposta aparentemente ingênua é pouco na moda, mas trata-se da verdade. Ela nunca está garantida, e ainda pode sempre variar, dependendo da perspectiva adotada, ser expressa com nuances infinitas em diferentes idiomas. E se é legítimo criticar as pretensões à verdade absoluta, não podemos duvidar da centralidade da procura incessante de um entendimento honesto e de conhecimentos bem informados.

     

    Os cientistas sociais têm a paixão do saber. Eles são cientistas que pretendem produzir conhecimento específico rigoroso, eles também são humanistas preocupados de entender a vida social na sua diversidade, as suas transformações históricas, as suas peculiaridades culturais. Rompendo com os preconceitos e o sentido comum, lutando contra as ideologias políticas e conselhos dos gurus do mundo dos negócios, eles revelam e tornam a realidade compreensível. Eles consideram o conhecimento útil, e acham que acrescenta a capacidade de ação, que contribui de maneira positive para mudanças da sociedade.

     

    Às vezes, para os pensadores sociais, o cinismo ou pessimismo superam as aspirações à um mundo mais justo e mais solidário, e os valores morais do humanismo. Mas se existem as ciências sociais, não é precisamente porque a análise da ação, as instituições, as relações sociais e estruturas podem ajudar a construir um mundo melhor? Mesmo os mais conservadores reconhecem a existência de pressão para a mudança, e admitem que o que existe não esgota as possibilidades do que poderia ser ou acontecer. Devemos muito aos que, no século XIX, estavam preocupados em ver as velhas instituições, a família, a igreja, prejudicada pela expansão dos mercados, a ideia da primazia do interesse próprio e a concentração de poder no Estado, devemos muito também à ação do movimento operário e da sua recusa em considerar as desigualdades sociais como inevitáveis. Nós também estamos em dívida com os pensadores radicais que derrubaram as análises conservadoras e mostraram como o capitalismo produzia a mudança, revolucionava a tecnologia, desentaizava as pessoas, extraía-las de suas comunidades para o benefício de empregos mais ou menos distantes.

     

    As ciências sociais não podem ser reduzidas à ideologias políticas, elas identificam as realidades capazes de pertubar-las. Elas acreditam que o mundo é construído pela ação humana, que é o que é por meio da criação a renovação das instituições humanas, e pode, portanto, ser transformado.

     

    Consideram, também, ter o poder de voltar a ação mais eficaz pela iluminação que oferece as suas análises e investigações empíricas. Elas não subestimam as consequências indesejadas da ação, e considerám-la’ não isoladamente, mas em sistemas e inúmeros relacionamentos, onde é encapsulado e sua capacidade, repetindo, forjando resistentes à mudança das estruturas sociais.

     

    A complexidade, a diversidade,  a maleabilidade histórica do mundo social são tais que é difícil, para os cientistas sociais, de ser tão preciso como os químicos e engenheiros. Mas isso não deve impedi-los de ser claro.

     

    As ciências sociais podem fornecer o conhecimento necessário para pensar melhor a ação, aliás para considerar ou seus efeitos não intencionais, seja por exemplo os movimentos sociais, da políticas, do poder público, da empresa os do mundo negócios ou mesmo ONG. E eles poderiam fazer muito mais, e melhor, que é a nossa crença. Comunicando, tornando mais accessiveis seus resultados, afirmando-se mais “público” em sua orientação, dirigindo-se a cada mais diversos públicos, sempre com base no conhecimento que elas produzem. E, especialmente, acelerando a sua própria renovação.

     

    As ciências sociais são encontradas em quase todo o mundo, com autonomia suficiente para desenvolver análises originais, tanto em termos globais como tendo em conta as especificidades locais e nacionais. Mas eles ainda não têm a vontade ou a capacidade de resolver os problemas mais urgentes de frente, quando se fazem sentir. Quando o fazem, muitas vezes eles estão relutantes em combinar uma visão geral, um forte apoio teórico e fornecendo conhecimento limitado, fruto empírico, incluindo levantamentos de campo. Esta declaração refere-se ao primeiro desafio, que é a origem desse manifesto: qual é a melhor forma de afirmar a capacidade das ciências sociais em articular constatações precisas e preocupações mais amplas ?

     

    Como entender o mundo de hoje, como preparar o futuro, como conhecer melhor o passado e melhor projetar-se no future? Estas questões não podem ser tratadas por ex-clericais, sacerdotes de qualquer religião, e a figura clássica do intelectual, uma vez que tanto se impus desde o Iluminismo até Jean Paul Sartre está agora em declínio. Talvez seja totalmente para trás.

     

    Sociedades contemporâneas não são portanto deprovistas quando trata-se propôr um direção, orientações. Elas, de fato, com as ciências sociais, tem um bagagem grande, e ferramentas diversas para produzir saberes rigorosos, e aportar a todoas os atores da vida coletiva, um esclarecimento util para elevar a capacidade de pensar e de agir.

     

     

     

     

     

    Os desafios

     

    As ciências sociais foram primeiro do monopólio de alguns países ocidentais. Elss nasceram principalmente na Europa,  organizando-se, conforme demonstrado por Wolf Lepenies em três principais culturas – British alemãs, francesas, (Lepenies, 1985). Elas tiveram uma rápida expansão no início na América do Norte e se espalhou para outras partes do mundo, particularmente na América Latina. Hoje, eles não só conquistou o mundo, mas também e, sobretudo, o Ocidente perdeu sua hegemonia quase absoluta na produção de seus paradigmas.

     

    As ciências sociais são agora “global”, e em muitos países, os pesquisadores tendem a oferecer novas abordagens para revelar novos desafios, novos objetos. É claro, as influências, os métodos ainda vêm muitas vezes alguns países “ocidentais” que continuam a fornecer liderança intelectual, e na maioria das “estrelas” de suas disciplinas nas quais são baseadas. Mas em todos os lugares, na Ásia, África, Oceania, bem como na Europa ou na América, a pesquisa diz que a sua capacidade de definir seus objetos de forma independente, a terra, os seus métodos, orientações teóricas, mas não necessariamente dependente do Ocidente, e, portanto, trancado em puramente e seguir o líder sem ser cortado dos grandes debates internacionais para dobrar para trás a bandeira de um país ou região. O melhor das Ciências Sociais da China, Japão, Coréia, Cingapura e Taiwan, por exemplo, recusa qualquer confinamento em paradigmas que só seria aplicável para a Ásia, ou para cada um desses países. Embora afirmando raízes locais ou nacionais, participa no movimento mundial de idéias. Um movimento complexo: os subaltern studies, por exemplo, antes de se espalhar, especialmente nos Estados Unidos, nasceu em 1980 na Índia, liderada pelo historiador Ranajit Guha, trazido por um grupo fortemente influenciado pelo marxista Antonio Gramsci, e com a historiografia do colonialismo britânico, mas também com a do marxismo.

     

    O Compromisso

     

    O deficit de meta ou de pensamento geral nas ciências sociais não é apenas teórica. O problema para elas é mais de dispôr de perspectivas gerais permitido-lhes de integrar, além da sua diversidade, as diferentes visões que são suscetíveis de propôr, e em qualquer caso, fornecer um quadro de referência permitindo-lhes ir além desta ou daquela experiência específica em uma linguagem comum. O problema também tem a ver com a relação das ciências sociais com a a vida coletiva, política, nacional ou internacional, regional, global, à história que está sendo feita, as grandes mudanças ocorrendo. Pesquisadores das ciências sociais, a partir deste ponto de vista, pode, portanto, têm em comum com os atores que impulsionam o cenário social, cultural e político econômico.

     

    Não todos relutam à ideia de enganar-se, ao contrário, como evidenciado pelo eco recebido pela ideia de “sociologia pública”, promovida por Michael Burawoy e seus avatares, “antropologia pública”, por exemplo . Mas aqueles que estão dispostos a fazer-lo não querem mais modelos do passado, eles estão relutantes em se usados como os intelectuais orgânicos das forças políticas ou sociais, ou conselheiro do príncipe. Eles estão dispostos a investir no espaço público, mas se eles podem fazê-lo como tal, como produtores de conhecimento científico. Eles não querem ser os ideólogos do tempo presente, e não confundir o seu papel com o de um especialista ou consultor. Devemos reconhecer a possibilidade de envolvimento das ciências sociais e, assim, a participação de pesquisadores na vida da cidade.

     

     

     

    Sociologia e ciências sociais

     

    Os autores deste manifesto são ambos sociólogos, e estão bem cientes dos riscos que eles enfrentam quando se fala em ciências sociais: na verdade, se este texto é dedicado principalmente à sociologia, seu conteúdo refere-se, em muitos aspectos as ciências sociais em geral. Pertencentes às culturas nacionais distintas cientistas americanos e franceses, que nem sempre facilitar o roteiro comum, vimos imediatamente sobre, especificamente, o termo “ciência social”, que os franceses colocam mais facilmente no plural, e onde os anglo-saxões preferem o singular – mas também é verdade que Emile Durkheim foi capaz de expressar o singular e o plural é encontrado na literatura de língua Inglês.

     

    Seria errado ver nas nossas propostas tentar tirar um poder hegemônico e o projeto de estabelecer a tirania de nossa disciplina nas ciências mais próximas: vamos apenas dizer que vamos começar com o que sabemos melhor, e espero que as nossas análises podem afetar não só os interessados em sociologia e sua contribuição, mas também aqueles que produzir e disseminar conhecimento nas ciências sociais mais amplas.

     

    Além disso, a sociologia pode ser encontrada no trailer de  outras disciplinas. Acontece mesmo que ela desenvolve um tipo de patologia, um complexo em relação à ciência “real”, então é para os sociólogos de imitar, ou em relação com a filosofia e os filósofos que defendem a mais grande prestígio intelectual. Assim, nos Estados Unidos na década de 1950, assistimos a derrota daqueles que estudaram os problemas sociais, em Chicago, em favor de uma parte da teoria da “grande” – Talcott Parsons – e em segundo lugar o da pesquisa puramente empírica – Paul Lazarsfeld.

     

    Os anos 1960 foram uma época de ouro para os sociólogos, a sociologia tem sido em quase todos os lugares pública e crítica – mais crítico, de fato, do que construtiva – e presente no debate público. Este período é muito atrás de nós. Hoje, é importante pensar não a hegemonia de uma determinada disciplina ou outra, mas a capacidade de articular, sem fundir-las várias abordagens sobre as áreas de ciências humanas e sociais, e mais além.

     

    E se considerarmos uma certa unidade das ciências sociais, não é de desejar que eles se dissolvem em um caldeirão onde cada um iria perder a sua especificidade. Mas reconhecendo que eles são e serão cada vez mais chamados a trabalhar juntos, o que exige mudanças que as instituições acadêmicas, construído principalmente por motivos disciplinares, estão relutantes em implementar. A lógica das  instituições acadêmicas é mais em fortalecer as filiações disciplinares, e um jovem PhD que quer fazer uma carreira na intersecção de duas ou mais disciplinas corre risco de ser rejeitado por todas elas, e não conseguir encontrar o seu lugar.

     

    As distinções tradicionais entre as disciplinas têm uma história, feitas de aproximações e afastamentos. Emile Durkheim e  Marcel Mauss, por exemplo, foram os dois sociólogos e antropólogos. A escola dos Annales definiu a história no coração das ciências sociais, mas, em muitas universidades, essa disciplina é bastante remota. Houve um momento em que a divisão do trabalho confiava a sociólogos as sociedades modernas, a aos antropólogos tudo que era mais distante no tempo (com o folclore, visto como uma manifestação de práticas tradicionais que sobreviveram modernidade) e no espaço (as sociedades “primitivas”). Hoje, os estudos de antropologia estudam bem as sociedades ontem estudadas somente por sociólogos, e vice-versa, a distinção enfraquece referências externas para o passado e tradições particulares, e outro implemento categorias mais frequentemente idênticos, e os métodos que são pouco distinguíveis.

     

    Na década de 1950, a sociologia, talvez mais do que outras disciplinas, parecia ser capaz de lidar com os desafios com felicidade, alguns dos quais nos preocupam ainda hoje. Ela dispunha, com o funcionalismo, de uma tentativa de integrar as ferramentas teóricas, Parsons afirmou conciliar com a sua síntese, incluindo o pensamento de Emile Durkheim e Max Weber. E se o funcionalismo foi criticado, era na maioria das vezes, em nome de outras abordagens principais, possivelmente, mais baseadas em pesquisa de campo, mas com foco relativamente geral, como a escola de Chicago.

     

    Nos anos 1960 e 1970, o funcionalismo perdeu o equilíbrio e, ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, o movimento estudantil e a protesta contra a guerra no Vietnã minaram a imagem de uma empresa americana construída em torno de seus valores , as normas e os papéis e expectativas de papel. Alwin W. Gouldner era então um livro intitulado the Coming Crisis of western Sociology (1970).

     

    Esses anos também foram os de algum sucesso, considerando o compromisso dos pesquisadores, a sua participação intensa na vida pública, seja ao lado dos novos movimentos sociais e do movimento sindical, ou em formas mais diretamente políticas, incluindo os revolucionários. Existia então a capacidade de oferecer modos de integração comparável à construção ambiciosa de Talcott Parsons, ao menos a capacidade de contribuir para o debate público. Este compromisso de estudantes, pesquisadores e professores nas ciências sociais incluíram fortes dimensões críticas, às vezes radicais, por exemplo, Herbert Marcuse e a Escola de Frankfurt, ou mesmo uma marxismo renovado tentando emergir das garras de dogmas oficiais, formados a partir de Moscou. E foi um paradoxo que ter visto pesquisadores e estudantes desse tempo se envolver ativamente na vida pública, ao reivindicar o estruturalismo, em suas muitas variações, antropológico (com Claude Lévi-Strauss), psicanalítica (com Jacques Lacan), marxista (incluindo Louis Althusser), neo-marxista (Pierre Bourdieu), ou explicitamente não-marxista (com Michel Foucault). Essas formas de pensar, que encarnava o mais alto nível os grandes nomes da teoria francesa da época, implicava a impossibilidade de mudança real e ação coletiva desclassificado. Eles negaram qualquer importância para a subjetividade dos atores, trazendo mecanismos da vida social, órgãos ou estruturas mais ou menos abstrato, e eles foram reunidos por intelectuais que procuram mudar o mundo. E sem ser integrados em uma única visão, eles se comunicavam uns com os outros, formando uma espécie de língua comum atentos ao que estava acontecendo na vida política e social, ao nível dos Estados-nação, bem como a de todo o planeta.

     

    Desta vez não foi em todas as circunstâncias uma idade de ouro para as ciências sociais, e não temos certeza que ela deixou grandes obras. Esse período marcou, ao mesmo tempo, o início do processo de fragmentação das suas disciplinas e um intenso compromisso na vida da cidade. E, devemos notar, esses compromissos produziram um aproximamento entre pesquisadores e estudantes da área de ciências sociais e outro mundo intelectual com profissional, tais como arquitetos, urbanistas e assistentes sociais.

     

    Ao evocar a memória, não se arrepender, ou tentar voltar. É equipar nosso pensamento atual de um ponto de partida. Os anos 1960 foram o auge das ciências sociais convencionais, definindo-os para o máximo de integração e engajamento na esfera pública. A partir daí, uma mudança está iniciou-se, dominada pela decomposição da maior parte dos paradigmas disponíveis, a fragmentação de orientações teóricas, um relativismo e retirada maciça de pesquisadores e com a renovação ou a invenção de novos abordagens e, gradualmente, voltar a um interesse na teoria da “grande”, um desejo universal e uma forte sensibilidade sobre o tema do papel da pesquisa em ciências sociais na esfera pública.

     

    Um novo espaço Intelectual

     

    Entre as modificações que obrigam as ciências sociais a transformar a sua abordagem, o mais espetaculares podem ser convenientemente sintetizados em duas palavras: globalização, por um lado, e por outro lado, individualismo, duas lógicas que entre elas marcam o espaço no qual a pesquisa é cada vez mais chamada a se mover.

     

    A palavra “globalização”, no sentido mais amplo, inclui dimensões econômicas, mas também culturais, religiosas, jurídicas, etc. Hoje, muitos fenômenos que as ciências sociais abordam são « globais » ou susceptíveis de ser tratadas como este ângulo. Este desenvolvimento é melhor enxergado na medida que acontecem eventos peculiares – os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, por exemplo, “9-11”, marcou para a entrada do público no mundo era do terrorismo “global” de fato iniciado em meados da década de 1990. Ele nos obriga a ler a história, e a história que está fazendo-se, a política , a geopolítica, a guerra, assim como a religião, a migração, a justiça, os novos movimentos sociais ou identidades, através da adopção de perspectivas que deixam de ser etnocêntrica, Western-centric, ou que envolvem tudo no Estado-nação.

     

    Assim, a guerra mudou, e talvez também a nossa visão da guerra, de modo que, examinando outros períodos históricos, como o nosso, os historiadores podem ser levados a rever a sua análise. A guerra de hoje, na verdade, não é só, e até mesmo é menos, o confronto entre os Estados-nação, como mostrou Mary Kaldor (2006), que é uma invenção que tomou forma entre XV eo século XVIII. Ela mobiliza todos os tipos de jogadores, além de exércitos regulares e empresas privadas, ONGs humanitárias, jornalistas incorporados. Trata-se de organizações internacionais, as Nações Unidas, a Organização de Unidade Africano, a União Europeia, NATO, etc. E o terrorismo “global” ou localizado, guerrilheiros, chamado conflitos “assimétricos”, massacres étnicos moldar a paisagem de violência que pode ser sub-estadual e supra-estatal e infra metapolítico. Dentro e fora dos Estados Unidos deixam de ser duas áreas distintas, como a defesa (de fora) e segurança (interna) não tende a aumentar como uma única inextricável lógico. O terrorismo, por exemplo, não é uma ameaça externa e interna, bem mobilização policial (internamente) do exército e da diplomacia (externo)? Tudo isso é um convite não só a pensar na guerra agora em novas categorias, mas também para revisitar a narrativa histórica clássica. Este exemplo fala de guerra para os estados-nação da Europa no século XIX, mas entre a história das aventuras coloniais e imperiais, como se fossem parte de uma outra história, uma outra categoria , não convencional, do que a guerra.

     

    A globalização obriga a se afastar de padrões de pensamento no âmbito do “nacionalismo metodológico” que crítica Ulrich Beck (2004). Ela não é um fenômeno homogêneo que dissolveria todas as particularidades em seu caminho. O mundo de hoje é multipolar, feito com velhas potências, mas também com países emergentes – e não apenas os BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). No passado, os sociólogos levavam a maioria de suas pesquisas no âmbito do Estado-nação. Eles acabaram envolvidos em comparações entre os próprios países abordados neste contexto, até mesmo a abandonar a questão do próprio Estado de ciências jurídicas e políticas. Às vezes, eles estavam interessados nas chamadas relações internacionais. Em seguida, a política entrou fortemente no espaço intelectual da sociologia, as fronteiras estão enfraquecidos entre concepções específicas das ciências políticas e jurídicas, e outras dentro da sociologia, falava-se da sociologia política. Um dos principais desafios agora é trazer as mudanças do mundo nas ciências sociais em geral e, especialmente, na sociologia, também chamada a pensar “global”.

     

     

  9. Cyro

    12 de agosto de 2014 12:04 pm

    Epidemia de gripe suína atinge Austrália

    Epidemia de gripe suína atinge Austrália

    12 de agosto de 2014

    Agência Xinhua

    SYDNEY, Austrália – A gripe suína, ou o vírus H1N1, está varrendo a Austrália.

    O Vírus é responsável pela maioria do crescente número de casos de gripe este ano, disseram os especialistas nesta terça-feira.

    O Grupo Especialista em Influenza (ISG) disse que a Austrália está tendo o dobro de casos de gripe em relação ao mesmo período do ano passado, com mais de 21 mil casos registrados até o momento. Quase três quartos dos casos de gripe reportados em 2014 foram da cepa H1N1.

    O Presidente do ISG Dr. Alan Hampson disse que o mais recente surto de gripe suína foi a principal causa para a gripe severa este ano. Hampson disse que as pessoas comuns, e não apenas os idosos, estavam sofrendo com o vírus. “As pessoas tendem a imaginar a gripe como uma doença que tem o seu maior impacto sobre os idosos”, disse ele em um comunicado. “A realidade é que a influenza resulta em 18.000 internações por ano. Muitos dos que estão sendo seriamente afetados não são pessoas idosas, são trabalhadores, pessoas comuns.”

  10. Cyro

    12 de agosto de 2014 12:43 pm

    Cachorro salva menina 11 dias perdida em floresta na Sibéria

    Cachorro salva menina que ficou 11 dias perdida em floresta na Sibéria

    Do G1

    11 de agosto de 2014

     

    Karina Chikitova, de 3 anos, se perdeu em floresta após seguir pai.

    Animal a manteve quente antes voltar para casa para buscar ajuda.

     

    Menina de três anos de idade sobreviveu 11 dias na taiga siberiana, maior floresta do mundo

     

    Uma menina de 3 anos foi resgatada neste fim de semana após passar 11 dias perdida em uma floresta na Sibéria. A região onde a menina se perdeu é infestada de ursos selvagens e lobos. A menina foi salva por seu cachorro, que a manteve quente por mais de uma semana antes de sair da floresta e buscar ajuda, segundo o jornal “The Siberian Times”

     

    A menina sobreviveu comendo frutas selvagens e bebendo água de um rio. As equipes de resgate que a buscavam encontraram ursos no caminho, o que ressalta o risco que a menina correu.

     

    Karina Chikitova saiu de sua casa em uma vila remota da Sibéria ao lado de seu cachorro, e acabou entrando na floresta, se perdendo. Apesar de ser verão na região, as temperaturas no local chegaram a cerca de 6ºC enquanto a menina esteve pertida.

     

    A mãe de Karina disse ter achado que a menina havia saído na companhia do pai no dia em que desapareceu, 27 de julho. O pai, entretanto, não havia percebido que a menina e seu cachorro o haviam seguido quando ele saiu de casa, mas acabaram se perdendo no meio do caminho.

     

    A mãe da menina conseguiu falar com seu marido apenas quatro dias depois.  Foi só então que os dois perceberam que a menina havia desaparecido.

     

    Familiares iniciaram buscas na floresta, assim como equipes de resgate. Nove dias após a menina sair de casa, o cachorro da família apareceu. “Foi quando percebemos que ela podia ter sobrevivido”, disse Afanasiy Nikolayev, porta-voz dos serviços de resgate da região.

     

    O cachorro guiou as equipes até o local onde estava a menina. Segundo a imprensa local, ela estava consciente e tinha boa aparência apesar das condições adversas.

  11. emerson57

    12 de agosto de 2014 12:48 pm

    culpa do LULA

    terça-feira, 12 de agosto de 2014

    PSDB está destruindo a USP

     Vladimir Safatle
    Destruir a universidade

    A Universidade de São Paulo está em greve desde o fim de maio. Se lembrarmos que no final do ano passado ela também estava em greve, chegaremos a duas longas greves em menos de um ano. Ou seja, vivemos em situação constante de crise. Além de formar 92 mil alunos, a USP representa 25% de toda a pesquisa produzida pelo Brasil. Como sabemos que não há desenvolvimento sem criatividade e tecnologia, não haverá futuro para o Brasil sem passar pela discussão aprofundada sobre qual o destino de sua principal universidade e centro de pesquisa. No entanto, em pleno ano eleitoral, a última coisa da qual os candidatos a governo do Estado falam é sobre a crise das universidades paulistas. A USP passa por uma situação bastante conhecida de todo brasileiro: uma instituição administrada de forma opaca que, no momento de modernizar-se, luta com todas suas forças para preservar seus arcaísmos. Agora, há um embate a respeito da natureza deste arcaísmo. Nosso reitor tem usado seu tempo para ir a imprensa e falar de regimes de trabalho arcaicos, profissionais acomodados, máquinas administrativas inchadas, entre outros. Para o cidadão, fica a parecer que a universidade tem atualmente um deficit de R$ 1 bilhão porque ela sustenta uma classe de funcionários semi-ociosa e atrasada. No entanto, talvez seja mais correto afirmar que estamos em franco declínio porque somos administrados por pessoas que não se responsabilizam pelos seus próprios fracassos. Nossa atual reitoria fez parte da antiga reitoria, a mesma que deixou como legado a conhecida catástrofe orçamentária. Mas, em meio a um processo de construções de prédios sem recursos, abertura de escritórios de representação em Cingapura, Boston, Londres e gasto irresponsável do dinheiro público com projetos agora abandonados, tudo o que nossa burocracia universitária responde atualmente é: “Eu não sabia”. Ou seja, ninguém sabia, ninguém viu. Pobre dinheiro público, administrado de tal forma. Em qualquer lugar do mundo, isso levaria a sociedade a se perguntar sobre se nossa administração universitária é, de fato, adequada para os desafios que o Brasil se deu, se não seria o caso de repensar radicalmente a maneira com que nossas universidades são administradas, modernizá-las ouvindo sua comunidade e reformar nossas instituições. Ou seja, a sociedade poderia conhecer os modelos de administração universitária em outras partes do mundo e se perguntar porque o nosso não é adotado por praticamente ninguém. Mas aqui, por enquanto, só temos silêncio, cortes de pontos de funcionários e um governo do Estado que produziu a crise (pois impôs o reitor responsável por ela) e se finge de morto.

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/08/psdb-esta-destruindo-usp.html

  12. alfeu

    12 de agosto de 2014 2:05 pm

    Milhares de pessoas vão às ruas de todo o país pela reforma polí

    Milhares de pessoas vão às ruas de todo o país pela reforma política

     

    Brasil de Fato

    http://www.brasildefato.com.br/node/29476

     

     

    Ações desta terça (12) têm como objetivo a divulgação e esclarecimento sobre o Plebiscito Popular, que será realizado de 1 a 7 de setembro

     

    Da Redação

    Nesta terça-feira (12), os mais de 250 movimentos sociais e 800 comitês que compõem a Campanha Nacional pelo Plebiscito Popular pela reforma política sairão às ruas de todo o país para realizar o Dia Nacional de Lutas pela ‪Constituinte. O objetivo é debater um novo sistema político por meio de uma assembleia de representantes eleitos pelo povo. Nesse dia também é comemorado o Dia Nacional da Juventude.

    As ações visam a divulgação e esclarecimento sobre o Plebiscito Popular, que será realizado de 1 a 7 de setembro. A população em todo o país deverá responder a uma única pergunta: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”

    O Plebiscito é uma consulta na qual os cidadãos votam para aprovar ou não uma questão, sendo uma oportunidade para que milhões de brasileiros expressem a sua vontade política. Segundo as leis brasileiras, somente o Congresso Nacional pode convocar um Plebiscito.

    “O objetivo da Constituinte é propor uma verdadeira reforma política e, assim, promover a democratização das estruturas de poder”, diz nota dos movimentos que integram a campanha.

    Em todos os estados foram constituídos comitês de campanha, que agora começam se multiplicar por cidades, bairros, escolas e universidades. Mais do que incidir na questão eleitoral, os movimentos argumentam que a reforma pretende “mudar as regras do sistema político”.

    Os comitês pretendem mobilizar ao menos 10 milhões de pessoas e votos em todo o país. A Campanha tem como meta ter um Comitê Popular em cada bairro das grandes cidades e em cada município do interior.

  13. Max

    12 de agosto de 2014 3:59 pm

    Genoino saiu

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/08/1499152-genoino-e-lamas-deixam-presidio-e-vao-cumprir-pena-no-regime-aberto.shtml

     

    Agora a nossa imprensa desinteressada vai dar plantão tentando flagrar o encontro com algum condenado, para noticiar que ele está descumprindo as condições e provocar a volta para a prisão, assim como faz com a maioria dos presos do regime aberto.

  14. BRAGA-BH

    12 de agosto de 2014 6:01 pm

    Aécio Neves tem sete pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff em
    Aécio Neves tem sete pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff em Minas
    Senador mineiro tem 41,2% das intenções de votos em Minas contra 33,8% da petista

    iG Minas Gerais | Carla Kreefft |

    09/08/2014 11:00:00

     

    Orlando Brito/PSDB – 4.8.2014
    Aécio Neves é o líder da pesquisa e tem a vitória no segundo turno

     

    Pesquisa DataTempo/CP2, realizada de 31 de julho a 4 de agosto, mostra o candidato do PSDB, o senador Aécio Neves, à frente na disputa presidencial em Minas Gerais. De acordo com o levantamento, o tucano tem 41,2% das intenções de voto contra 33,8% da candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT). O candidato do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, registra 4,8% da preferência do eleitorado. Todos os outros concorrentes têm intenções de voto inferiores a 1,0%. A margem de erro é 2,29 pontos percentuais.

    O Pastor Everaldo (PSC) lidera o bloco dos candidatos de pequenos partidos, com 0,8%. Ele é seguido de perto por Rui da Costa Pimenta (PCO), com 0,6%. Já Zé Maria (PSTU), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Mauro Iasi (PCB) registram 0,1% das intenções de voto.

    A diferença entre os dois primeiros colocados é de 7,4 pontos percentuais. Na última pesquisa DataTempo, realizada nos últimos dias de maio e publicada em 3 de junho, Aécio Neves contabilizou 45% das intenções de voto contra 29,1% de Dilma Rousseff. Portanto, a diferença entre os dois primeiros colocados no Estado era de 15,9 pontos.

    Os eleitores já estão definindo seus votos. De acordo com o levantamento, dizem que não sabem em quem votar ou estão indecisos 8,3% dos pesquisados. Afirmam que não pretendem votar em ninguém 8,9%.

    Confira a pesquisa

    Espontânea

    Quando não são apresentados os nomes dos candidatos à Presidência para os entrevistados – pesquisa espontânea –, Dilma Rousseff passa à frente de Aécio, mas, considerando a margem de erro de 2,29 pontos, os dois ficam empatados tecnicamente. Dilma tem 28,2% das intenções de votos contra 26,3% de Aécio. Dos entrevistados, 2,2% lembram-se de Eduardo Campos. Os outros candidatos tiveram intenções de voto iguais ou inferiores a 0,3%. Dos entrevistados, 11,4% afirmam que não conhecem os candidatos. Outros 9,5% não pretendem votar em ninguém, e 18% estão indecisos.

    Rejeição

    A candidata petista é campeã em rejeição. Ela não seria votada por 32,3% dos entrevistados. Aécio Neves não receberia os votos de 17,7%. Outros 4,9% não votariam no Pastor Everaldo, e 4,6% não pretendem votar em Eduardo Campos. Rui Costa tem a rejeição de 2%, mesmo percentual registrado por Levy Fidelix e Eymael. O candidato do PV, Eduardo Jorge, não receberia os votos de 1,7%, e Luciana Genro é rejeitada por 1,3% dos pesquisados.

    Registro

    Dados

    A pesquisa DataTempo foi contratada pela Sempre Editora e ouviu 1.827 pessoas entre 31 de julho e 4 de agosto. O protocolo na Justiça Eleitoral é BR 00290/2014.

     

     

  15. Iara G

    12 de agosto de 2014 11:34 pm

    Esta pesquisa não verá por aí

    Devido ao enorme problema nos EUA (grande consumidor de refrigerantes) de crianças já estarem cada vez mais com osteoporose ou fraqueza nos ossos, já haviam indicações por lá. Aqui, a Unicamp, através de sua Faculdade de Odontologia em Piracicaba/SP estudou e coloca:

    Bebidas com cafeína afetam a saúde óssea do sexo feminino, diz Unicamp

     

    Pesquisa feita em Piracicaba usou café, Coca-Cola e Guaraná Antárctica.
    Fabricantes das marcas comentaram sobre a pesquisa feita só em ratos.

    http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2014/08/bebidas-com-cafeina-afetam-saude-ossea-do-sexo-feminino-diz-unicamp.html

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