Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
romério rômulo
18 de agosto de 2014 5:52 amDatafolha bota Pó Royal em Marina Silva não é de hoje!
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/181230-com-21-no-1-turno-marina-empataria-com-dilma-no-2.shtml
romério
romério rômulo
18 de agosto de 2014 6:33 amibope da Marina Silva em abril
http://tijolaco.com.br/blog/?p=20110
romério
Webster Franklin
18 de agosto de 2014 7:17 amVaias no funeral: onde foram parar os bons modos?
Diário do Centro do Mundo
Postado em 17 ago 2014
por : Paulo Nogueira
A família no velório
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Onde foram parar os bons modos?
Vaias num funeral?
É, pelo menos, o que destacam os sites da grande mídia, com evidente regozijo.
Dilma e Lula, você lê, foram vaiados nas cerimônias fúnebres de Eduardo Campos, no Recife.
Vozes alternativas contestam. O jornalista Lino Bochinni, da Carta Capital, está no Recife, e afirma não ter ouvido as vaias.
Outros falam em vaias e aplausos. (Vaias sublinhadas e aplausos diminuídos nos sites.)
Mas, seja como for, o que impressiona é a banalidade da vaia.
Num velório, o maior insulto vai não para o apupado, mas para o morto e as pessoas que o amam.
Velório é um momento de trégua em disputas políticas. Por algumas horas, as desavenças ficam de lado em sinal de respeito e pudor.
Há, nas noticiadas vaias no Recife, uma barreira a mais quebrada na questão da civilidade.
A próxima etapa é vaiar o morto.
Não há um único artigo que condene as vaias e defenda um comportamento civilizado numa hora tão dramática.
Há, na verdade, uma maldisfarçada exploração da barbárie. A mídia parece não apenas gostar das vaias a Dilmas mas incentivá-las ao colocá-las nas manchetes ou mesmo dar-lhes uma dimensão muito acima da realidade.
A classe política contribui também, muitas vezes.
Jarbas Vasconcellos, político do PMDB pernambucano que sempre se opôs a Eduardo Campos, está sendo citado em todos os portais.
Você pode imaginar o motivo.
Vasconcellos apoiou as vaias a Dilma. Acusou-a de falsidade ao comparecer ao velório.
Mas a internet pode ser cruel com cínicos e oportunistas.
Viralizou na internet um vídeo – num outro funeral, alguns anos atrás – em que Vasconcellos critica brutalmente Campos.
É uma cena que impressiona. Num ambiente de tristeza silenciosa que é a marca dos velórios, Vasconcellos sussurra insultos contra Campos e seu governo por mais de três minutos.
A marca da administração Campos, segundo Vasconcellos, era o “mau caratismo”.
Mau caráter? Quem? Falsidade? De quem?
É urgente devolver a civilidade e os bons modos à política.
Respeitar os mortos é um primeiro passo.
Velório não é lugar para vaias. Repito: elas ofendem o morto muito mais que o destinatário delas.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/vaias-no-funeral-onde-foram-parar-os-bons-modos/
Webster Franklin
18 de agosto de 2014 7:29 amJarbas, o que não respeita nem mortos nem vivos
Do Brasil 247
Convivência entre contrários no velório de Eduardo Campos foi prova de respeito ao ex-governador e à democracia; presidente Dilma Rousseff prestou solidariedade à viúva Renata Campos e também à adversária Marina Silva; presidenciável tucano Aécio Neves e ex-governador José Serra estiveram ao lado do ex-presidente Lula e do prefeito Fernando Haddad; diferenças partidárias iam ficando de fora da cerimônia fúnebre, não fosse o senador Jarbas Vasconcelos; adversário de Miguel Arraes e humilhado por Campos duas vezes nas urnas, ele discriminou presença de Dilma, a quem acusou de atitude falsa; na verdade, foi Jarbas quem chamou Eduardo, em vida, de “fazer de idiota o povo pernambucano”; vídeo
17 de Agosto de 2014 às 16:24
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247 – Os principais personagens da política brasileira deram uma prova de respeito não apenas à memória do ex-governador Eduardo Campos, mas também à própria democracia, durante o velório dele, em Recife. Na manhã deste domingo 17, quando autoridades e políticos estiveram reunidos à volta da viúva Renata, dos seus cinco filhos e do caixão do ex-governador, a convivência entre contrários foi pacífica, mesmo que muito emocionada. Houve, no entanto, um ponto fora desta cena: o senador Jarbas Vasconcellos.
Pela tevê, o que o Brasil inteiro pode ver foram cenas de convívio amistoso entre líderes que pensam diferente, cujas divergências foram deixadas de lado num momento de choque nacional. Nem a tensão e a incerteza introduzidas na sucessão presidencial pela morte de Campos abalaram o respeito existente entre os adversários presentes.
A viúva Renata Campos recebeu de braços abertos a solidariedade que a presidente Dilma Rousseff foi prestar à família. Também a companheira de chapa de Campos, Marina Silva, foi alvo do respeito da presidente. Como maior autoridade do País, ela não poderia deixar de comparecer a uma cerimônia fúnebre com estas características, de um homem público duas vezes governador de Estado, candidato a presidente e, no caso específico, seu ex-colega de ministério no governo Lula. O ex-presidente, que estava no campo político oposto ao de Campos quando ele morreu, pranteou o amigo acima de qualquer divergência do momento.
Como só poderia se esperar de figuras públicas polidas e sensatas, o presidenciável tucano Aécio Neves e o ex-governador José Serra, que igualmente trabalhavam para vencer Campos nas urnas, igualmente foram até o Palácio do Campos das Princesas no intuito de amparar a família e manifestar seus pesares pela perda do ex-governador. Todos deram uma demonstração de que os sentimentos humanos estão acima das diferenças político-partidárias.
Só foi diferente o senador Jarbas Vasconcelos. Com um histórico de ferrenha oposição à família Campos em Pernambuco, desde os ataques que desferia sobre o ex-governador Miguel Arraes, a quem sucedeu, até o embate direto contra o Campos, em duas eleições. Jarbas perdeu as duas, a segunda em primeiro turno. Nessa fase, dizia que Campos “fazia o povo pernambucano de idiota” e praticava o “mau-caratismo”. Diante da maior liderança dele, no entanto, procurou se reaproximar até que admitiu seu lugar como político de expressão menor do que a dele em seu Estado.
Com esse passado, o senador era a última pessoa presente ao velório que poderia discriminar a presença de alguém ali. Mas foi logo ele que, pensando na eleição presidencial, antes mesmo de o caixão de Campos baixar na sepultura, quebrou o protocolo. A crítica à presença da presidente Dilma, que nunca, ao longo de toda a campanha, atacou Campos frontal ou mesmo indiretamente, foi descabida. Típica de quem exibe sentimentos em público que não correspondem aos verdadeiros. Jarbas Vasconcelos perdeu uma grande chance de ficar calado num momento tão especial.
Abaixo, assista Jarbas atacando Eduardo Campos pelo apoio à mãe, Ana Arraes, para o TCU. “Nepotismo”, disse ele.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/150409/Jarbas-o-que-não-respeita-nem-mortos-nem-vivos.htm
Fiódor Andrade
18 de agosto de 2014 7:36 amPor que o DataFolha falha
Do http://rsurgente.wordpress.com/
http://rsurgente.wordpress.com/2014/08/18/por-que-o-datafolha-falha-comentarios-sobre-as-discrepancias-entre-as-pesquisas-no-rs/
Por que o DataFolha falha – comentários sobre as discrepâncias entre as pesquisas no RS
Por Vinicius Wu 1. A discrepância entre os resultados apresentados pelas mais recentes pesquisas eleitorais divulgadas pelo grupo RBS chamaram a atenção de analistas e políticos gaúchos e suscitaram uma série de dúvidas a respeito dos motivos que levaram à apresentação de números tão distintos em duas sondagens realizadas no intervalo de apenas uma semana. 2. As diferenças metodológicas são o principal motivo da discrepância entre as duas pesquisas. Tem sido recorrente a apresentação pelo Instituto DataFolha de resultados de pesquisa bem diferentes de outros institutos. O Datafolha, controlado pela família Frias – dona do jornal Folha de S.Paulo e do portal UOL – tem sido pródigo em produzir pesquisas “controversas”. Vem se tornando, cada vez mais, um Instituto de ação política e não de pesquisas. 3. Em 2010, o DataFolha insistiu em “manter” Serra na liderança da corrida presidencial mesmo depois de todos os principais Institutos do país – Ibope, Vox Populi e Sensus – apontarem a liderança de Dilma. 6. Na ocasião, o DataFolha atribuiu, em suas pesquisas, um peso maior para as regiões Sul e Sudeste, onde Serra mantinha maior simpatia junto à classe média. O Instituto chegou a aumentar as amostras em oito estados do centro-Sul, que concentraram 9.750 entrevistas, num total de 10.730. E, assim, “sobraram” 908 questionários para outros 19 estados! Com essa amostragem distorcida, o resultado acabou favorecendo José Serra. 5. A distorção foi tamanha que até mesmo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aceitou o pedido do PRTB para abrir os dados das pesquisas do DataFolha visando a “verificação e fiscalização da coleta de dados, incluindo as identificações dos entrevistadores, para conferir e confrontar os dados do instituto”. 6. Para quem não se lembra, em março de 2010, enquanto os Institutos Vox Populi e Sensus já apontavam empate técnico entre Serra e Dilma, o DataFolha dava 10 pontos de vantagem para Serra! Em Abril o instituto ampliou a vantagem de Serra para 12 pontos. 7. Logo após esse episódio, no início de Maio de 2010, a Procuradoria-Geral Eleitoral aceitou uma representação do Movimento dos Sem-mídia e determinou à Polícia Federal a instalação de inquérito para apurar eventuais crimes eleitorais por falsificação de pesquisas. E após esse acontecimento, subitamente, na pesquisa seguinte – já no final de Maio de 2010 – o DataFolha surge com uma nova pesquisa na qual a diferença de 12 pontos a favor de Serra havia desaparecido. 8. Mesmo assim, o Dafafolha insistiu na apresentação de pesquisas favoráveis à Serra, que divergiam, principalmente, das realizadas pelo Insituto Vox Populi. O resultado já conhecemos e sabemos quem estava com a razão. 9. A pesquisa DataFolha/RBS da ultima semana pode ter aberto a “guerra das pesquisas” no RS e é fundamental que o eleitor, militantes e dirigentes das campanhas tenham consciência do quanto as “opções metodológicas” podem influenciar resultados e beneficiar determinados candidatos. Os Institutos sabem muito bem disso e, não raro, acabam favorecendo determinadas posições políticas deliberadamente. 10. O Datafolha faz pesquisas em pontos de fluxo (corredores comerciais), enquanto outros institutos (como o Ibope) realizam pesquisa domiciliar. O aconselhável, segundo estatísticos, é que, no primeiro caso, a amostra seja duplicada ou mesmo triplicada em relação a uma pesquisa residencial. E não foi o que ocorreu com a pesquisa realizada pelo DataFolha, que contou com apenas 1248 questionários. A pesquisa do Ibope – realizada em amostra domiciliar – foi feita com 812 questionários. 11. O Instituto da Família Frias reduz custos com sua opção de pesquisa em pontos de fluxo e consegue preencher muito mais questionários em um tempo muito menor. Vejamos: na ultima pesquisa Ibope/RBS foram respondidos 812 questionários entre os dias 02 e 07 de agosto (6 dias). Na pesquisa DataFolha/RBS, foram 1248 questionários em apenas 3 dias! (De 12 a 14 de agosto). 12. Pesquisas realizadas em “pontos de fluxo” tendem a captar as parcelas da sociedade mais ativas economicamente e com maior mobilidade. Com isso, as vilas e comunidades periféricas são precariamente alcançadas por estas pesquisas. E assim, os candidatos que têm uma proporção maior de votos entre os mais pobres tendem a registrar uma pontuação abaixo do que realmente têm. E os candidatos que têm uma proporção maior de votos na classe média marcam acima do que, de fato, têm. 13. Pesquisas realizadas em domicílios são muito distintas daquelas feitas em pontos de fluxo e não são comparáveis. E, a essa altura da campanha, a história e a teoria indicam que as primeiras costumam ser mais confiáveis. 14. Os erros acumulados pelo DataFolha nas ultimas eleições, em especial, nas eleições de 2010 atestam empiricamente que esse instituto insiste em apoiar suas pesquisas em um método que pode servir a distorções. O uso de pesquisas para incidir sobre os processos eleitorais não é novidade no Brasil. A discrepância entre os números do Ibope e do DataFolha no Rio Grande do Sul indicam que a disputa pelo Piratini, de fato, começou.
Fiódor Andrade
18 de agosto de 2014 7:48 amAlbinos relembram momentos com Alexandre Severo
Do http://www.pragmatismopolitico.com.br/ http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/08/albinos-relembram-momentos-com-alexandre-severo.html
Albinos relembram momentos com Alexandre Severo
“Depois de Alexandre, não sofro mais com o preconceito. Ele era muito legal. Nunca perdeu a paciência”. Irmãos Albinos nascidos em uma família de negros relembram momentos ao lado do fotógrafo morto em acidente aéreo
Fotógrafo Alexandre Severo morreu no acidente aéreo que também vitimou o presidenciável Eduardo Campos (Edição: Pragmatismo Político)
Amanda Miranda, NE10
Kauan, hoje aos 10 anos, não se esquece do fotógrafo que conheceu aos 5. Era Alexandre Severo, 36 anos, que faleceu nessa quarta-feira (13) em acidente aéreo que vitimou também o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e mais cinco pessoas. O menino é um dos três irmãos albinos que nasceram de mãe negra e foram retratados com extrema sensibilidade por Severo em 2009. A reportagem iniciada por ele mudou a vida da família que morava na favela do V-9, em Olinda, no Grande Recife.
O noticiário dessa quarta chamou a atenção de Kauan e dos cinco irmãos, acostumados a assistir filmes o dia inteiro pela grande televisão de LCD que ganhou de um programa após a veiculação do caderno especial do Jornal do Commercio, escrito pelo repórter João Valadares. Os meninos achavam que conheciam aquele Alexandre Severo. Mas só tiveram a certeza nesta quinta (13), no momento em que apareceu a premiada foto de Kauan com a irmã Ruth, hoje com 15 anos, uma prima e o gato da família, no primeiro clique feito pelo fotógrafo.
O primeiro encontro entre Severo e os meninos foi em uma pauta do dia a dia, a entrega de casas populares na comunidade onde moravam, com a presença de autoridades políticas. O fotógrafo fez o primeiro registro das crianças e, percebendo a reportagem que poderia ser originada dela, mostrou ao amigo e ao diretor de redação, Laurindo Ferreira. “Voltamos, descobrindo uma história linda. Isso prova o olhar sensível de Severo e como ele era um profissional muito diferente”, relembra Valadares.
“Ele era muito legal. Nunca perdeu a paciência”, lembra o menino que arranca queixas de Ruth por falar demais e não parar quieto, segundo ela. “Eu sou danado por vinte crianças”, assume. Assim era com Severo. Assim foi nesta quinta. Há cinco anos não largava a câmera dele e abraçava o fotógrafo constantemente. Hoje, já esperava que a equipe fosse visitá-lo e pediu logo para ele mesmo tirar as fotos. “Quero ser fotógrafo”, disse. Na semana que ‘Alexandre’, como ele chama, esteve na casa, o abraçava constantemente. “Kauan era maluco por ele”, conta João Valadares.
Os três meninos que sentem a pele queimar ao ficar expostos à luz viviam confinados na pequena casa de tábuas, enquanto um irmão negro, João, 14, podia sair para brincar. Já sabiam que Rebeka, também de pele morena, hoje aos 6, poderia ao crescer.
Para ir à escola, Ruth e Estefani, esta com 13 hoje, vestiam casacos, bonés e passavam a quantidade de protetor solar que a mãe desempregada tivesse condições de comprar. “Gostava de ficar em casa porque lá era pequeno e fechado. O sol não batia. Era pequeno e não tinha como ele (o sol) me pegar”, relata Estefani. “Agora tenho mais liberdade, mais amizades. Gosto de conversar e ver gente e só agora consigo fazer isso”, conta Ruth.
De lá para cá, a rotina mudou muito. A casa onde vivem, em Rio Doce, Olinda, foi doada por um programa de TV. Kauan lembra que as roupas com proteção contra raios solares vieram pelas mãos de Alexandre Severo. De acordo com João Valadares, após a publicação, os dois voltaram à casa muitas vezes e se preocuparam com a exposição das crianças.
Os três albinos saíram dos holofotes e ganharam uma irmã, Maria Alice, 3. Mas deixaram de chegar à casa as doações. Os tubos de protetor solar, que antes eram oito ao mês, diminuíram para três mensais, o que dura duas semanas, no máximo. Kauan perdeu os óculos e, não podendo comprar novos, teve que ler o jornal desta quinta a poucos centímetros do papel.
Com o salário mínimo que recebem de benefício para Estefani e os R$ 300 de pensão pagos pelo pai dos meninos, conseguem pagar apenas a conta de luz, de aproximadamente R$ 100. E se endividam para as outras despesas. A crítica já havia sido feita por João Valadares em 2012, na reportagem Reencontros, do JC. Nesta quinta, Rosemere fez um pedido: agradecer. Às ordens: “Quero agradecer às pessoas que doaram e a todo mundo que torceu. Quero dizer também que a gente está bem, graças a Deus.”
Apesar da dificuldade financeira da mulher que, sem qualificação, não consegue emprego, a realidade hoje é mais feliz. “Prefiro não pensar como seria se a gente não tivesse conhecido Alexandre. Do mesmo jeito (que na V-9), eu acho. Não sofro mais com o preconceito”, disse Rosemere, mãe das crianças. Antes de ter os filhos retratados por Severo, via Kauan ser chamado de “branco vira-lata” e, nas ruas, questionavam se ela era a babá dos próprios filhos. “Quando a primeira (Ruth) nasceu, não acreditei que ela era a minha filha, pensei que tinha sido trocada na maternidade. Amei mesmo assim”, conta, rindo. “Veio João, pretinho, e só percebi que eram meus quando nasceu a segunda (Estefani)”, acrescenta.
“As pessoas, sobretudo elas, é o que importavam. A alma sempre presente, estampada em seus retratos. Não à toa enxergou os meninos albinos nascidos numa família negra na periferia de Olinda. Seu ensaio correu o mundo, pela delicadeza com que registrou as diferenças de pele e de cor que desafiavam a lógica do que é preto e do que é branco”, disse a jornalista Ciara Carvalho no JC desta quinta-feira, em homenagem ao fotógrafo com quem trabalhou.
A família hoje só enxerga as diferenças de uma forma: Amor, como Rebeka é chamada, quer ser igual a Estefani, enquanto a albina quer ser negra. É a admiração que uns sentem pelos outros, tão bem retratadas cinco anos atrás pelo Alexandre que Kauan abraçou e conquistou. Ou foi o inverso? Pouco importa.
Quem quiser fazer doações para a família pode entrar em contato pelo telefone (81) 8574.9294.
Assis Ribeiro
18 de agosto de 2014 8:59 amVannuchi considera que apoio
Vannuchi considera que apoio da mídia tradicional a Marina pode virar tiro no pé
Analista político entende que torcida de parte da imprensa por candidatura presidencial da ex-ministra não coloca na balança risco de tirar Aécio Neves, o ‘predileto’, do segundo turno
O analista político Paulo Vannuchi considera que a mídia tradicional pode errar no cálculo ao torcer pela candidatura de Marina Silva à Presidência da República pelo PSB. Em comentário de hoje (15) na Rádio Brasil Atual, ele argumenta que, embora pareça positiva para os interesses de alguns veículos neste momento, a chapa encabeçada pela ex-ministra resulta em riscos para o postulante do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves.
“Tudo o que os jornais, rádio, televisão disserem é pura produção de interesse político. Vão dizer para eles o que parece melhor para os seus interesses agora”, diz. “Existe o chamado tiro no pé, ou tiro pela culatra. Todos vão sair em apoio a Marina com a obsessão de derrotar Dilma e, nesse sentido, pode gerar um efeito negativo para seu candidato predileto, deixando-o fora do segundo turno.” A especulação sobre a substituição do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na última quarta-feira, teve início logo em seguida aos fatos e ganhou intensidade nesta quinta-feira (14) com a divulgação de uma carta pelo irmão do pernambucano, Antônio.
No texto, intitulado “Não vamos desistir do Brasil”, Antônio declara apoio a Marina Silva para “encabeçar a chapa presidencial da coligação Unidos Pelo Brasil, liderada pelo PSB, devendo a coligação, após debate democrático, escolher o seu nome e um vice que una a coligação e some ao debate que o Brasil precisa fazer nesse difícil momento, em busca de dias melhores. Tenho convicção que essa seria a vontade de Eduardo.”
O documento provocou reação do presidente interino do PSB, Roberto Amaral, que divulgou nota afirmando que o partido estava em luto e que o importante, neste momento, é cuidar das homenagens a Campos, e não discutir a questão eleitoral. Hoje, Amaral informou ao jornal O Estado de S. Paulo que haverá uma reunião quarta-feira em Brasília para debater a situação.
Vannuchi entende que a candidatura de Marina não é algo que se possa dar como certo. Internamente, há uma série de objeções. A primeira é de que a ex-senadora se abrigou no PSB depois que o partido que pretende criar, a Rede Sustentabilidade, não conseguiu atingir o número mínimo de assinaturas exigido pela legislação eleitoral. Com isso, seria difícil apoiar um candidato que estará fora da sigla passadas as eleições.
Além disso, há resistências a Marina devido a atritos ocorridos nos últimos meses, a começar pelo presidente Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula. “Ele não queria promover a ruptura com Dilma, com Lula. E, homem de partido, acabou se enquadrando, disciplinado, mas teve inúmeros problemas com Marina e seu grupo”, recorda o analista político.
Em São Paulo, Marina se opôs à aliança com Geraldo Alckmin (PSDB), considerado representante de uma política desgastada, na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O vice na chapa do tucano, o deputado Márcio França, sempre se manteve próximo do grupo que, há duas décadas, comanda o Executivo estadual. “Márcio França é o vice a Alckmin na próxima eleição, Marina publicamente discordou e disse que nunca subiria no palanque do PSDB”, diz Vannuchi
Vannuchi considera ainda que Marina é uma liderança política de “gestos surpreendentes” e que existe a possibilidade de ela recusar a candidatura pelo PSB para trabalhar na construção da Rede Sustentabilidade e da candidatura para as eleições de 2018. “Ela tem um recall muito forte, que é a memória que o cidadão comum tem dos políticos e pode apostar nisso”, argumenta. “Ela ganhará muita força moral, ética, política. Não sei se isso é suficiente para vencer uma eleição em 2018.”
Ouça o comentário completo para a Rádio Brasil Atual.
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/08/vannuchi-considera-que-apoio-da-midia-tradicional-a-marina-pode-virar-tiro-no-pe-3266.html
Assis Ribeiro
18 de agosto de 2014 9:01 amAntônio de Souza: Marina vai
Antônio de Souza: Marina vai abandonar Suplicy e apoiar Serra e Alckmin? E os candidatos do agronegócio?
A direita sabia que Dilma Rousseff (PT) ia ganhar no primeiro turno, como o mercado e os editorialistas da grande imprensa já sinalizavam em letras pequenas nas publicações. Agora, eles estão em festa em cima do cadáver insepulto de Eduardo Campos, pois acham que com Marina levarão a eleição para o segundo turno.
O jornal Estado de S. Paulo dá em manchete o que os tucanos tanto querem: Marina candidata a presidente, desde que ela respeite os acordos regionais.
Ou seja, desde que, em São Paulo, apoie os tucanos Serra para o Senado, em vez de Eduardo Suplicy (PT) (a quem já declarou apoio), e Alckmin para governador.
Que no Paraná, ela apoie o desastroso governo de Beto Richa (PSDB). Assim como os candidatos do agronegócio pelo país afora, além de outros acordos fechados por Eduardo Campos que ainda não são públicos.
O Estadão afirma que o PSB pode definhar sem um nome forte, apesar de setores do PSB avaliarem que outro nome do partido teria algo como 10% e garantiria a sobrevivência e o futuro do partido, já que Marina deve ir para a Rede, tão logo tenha oportunidade, como há tempos anunciou.
A possibilidade da presença de Marina levar a eleição para segundo turno e prejudicar Dilma é um fato já demonstrado pelos números da eleição de 2010, especialmente por diminuir os votos nulos e brancos.
Mas qual será o estrago para os tucanos?
Bem, na hipótese de Marina superar Aécio e ir para o segundo turno, haverá consequências para as eleições de governadores e deputados, podendo enfraquecer ainda mais o PSDB e enterrar qualquer sonho de futura candidatura de Aécio Neves à presidência em 2018.
Marina já declarou voto no senador Suplicy para não se associar a Serra e ao escândalo do propinoduto paulista.
Assim, se ela não fizer campanha para Alckmin e Serra, ela prejudica o duplo palanque montado por Eduardo Campos em favor dos tucanos. O vice de Alckmin é do PSB.
Com Marina no páreo, a eleição no maior colégio eleitoral pode dar vitória a Dilma no primeiro turno, considerando que em 2010 ela teve 21% dos votos no Estado de São Paulo. Atualmente Aécio tem 20% a menos de votos que Serra e deve desidratar mais ainda, perdendo votos para Marina.
Portanto, Marina cria dificuldades para Alckmin, que pode perder votos no final da campanha e levar a eleição para o segundo turno no Estado.
Lembro ainda que Marina proibiu o uso da sua imagem associada a Serra e Alckmin nos comitês de Eduardo Campos.
Já em Minas Gerais a situação é mais dramática. Aécio pode cair e Dilma até superá-lo, tendo em vista que nas últimas eleições presidenciais ela teve 21% dos votos válidos lá.
Isso gera, como efeito secundário, problemas para a candidatura de Pimenta da Veiga que queria crescer no vácuo de Aécio e terá um teto menor. Ainda pode fazer com que o candidato do PSB cresça e leve a eleição para o segundo turno.
No Rio de Janeiro, a entrada de Marina, onde em 2010 ela teve votos na casa de 30%, vai desidratar ainda mais a candidatura de Aécio no Estado. E pode até ajudar Linderberg, visto a aliança com Romário ao Senado.
Isto sem falar que a entrada de Marina fará com que o PSB perca os palanques de candidatos ligados ao agronegócio e ao PMDB, como Ivo Sartori, no Rio Grande do Sul (RS) e Nelson Trad, no Mato Grosso do Sul(MS). Curiosamente Dilma vem crescendo nesses estados. Ainda em Santa Catarina teria de apoiar Paulo Bornhausen (PSB), filho de Jorge Bornhausen ao Senado.
Marina teve um gesto ético, que a grande mídia não teve. O de esperar o enterro de Eduardo Campos para, aí, tratar da sucessão presidencial. Agora enfrentará um enorme desafio: manter a sua coerência política ou, então, se dobrar às pressões tucanas e do agronegócio. A resposta a esses dilemas só teremos na próxima semana.
http://www.viomundo.com.br/politica/antonio-de-souza-marina-vai-abandonar-suplicy-e-apoiar-serra-alckmin-e-candidatos-agronegocio.html
Assis Ribeiro
18 de agosto de 2014 9:07 amDatafolha põe Marina e Aécio
Datafolha põe Marina e Aécio empatados no primeiro turno
Pesquisa mostra provável substituta de Eduardo Campos com 21% da preferência do eleitorado, em empate técnico com o candidato tucano, que tem 20%. Em eventual segundo turno, ela venceria Dilma por 47% a 43%.
A primeira pesquisa de opinião realizada após a morte do candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, revela uma mudança no cenário eleitoral diante da provável confirmação de Marina Silva como sua substituta na chapa. A ambientalista deve desembarcar na corrida presidencial já em segundo lugar na preferência do eleitorado, eliminando as chances de as eleições serem decididas no primeiro turno.
Em levantamento realizado pelo Instituto Data Folha divulgado nesta segunda-feira (18/08), Marina aparece com 21% das intenções de votos – quase o triplo do registrado até então por Campos, 8%, e à frente do candidato do PSDB, Aécio Neves, que soma 20%. O instituto, no entanto, considera o resultado um empate técnico entre o segundo e o terceiro colocados, por a diferença ser de apenas um ponto percentual.
A pesquisa faz soar ainda outro forte alarme na campanha do PT. Apesar de permanecer em primeiro lugar na preferência do eleitor no primeiro turno, com 36% das intenções de voto, a presidente Dilma Rousseff chegaria atrás de Marina no segundo turno. A pessebista aparece com 47%, contra 43% de Dilma. Entretanto o instituto também considera a situação um empate técnico, porém no limite da margem de erro, que é de 2% para mais ou para menos.
Caso a disputa no segundo turno fosse entre Dilma e Aécio, de acordo com o Datafolha a presidente venceria a disputa com 47% dos votos, contra apenas 39% do tucano.
Já em um cenário sem Marina Silva na disputa, a candidata petista ficaria com 41% dos votos e Aécio Neves somaria apenas 25%. Os outros nanicos na corrida chegariam a apenas 8%.
Caem votos em branco
A pesquisa também aponta que a provável entrada Marina como candidata do PSB reduziria o índice de votos brancos e nulos. No estudo anterior, realizado entre 15 e 16 de junho, 13% dos eleitores ouvidos afirmaram que anulariam o voto ou votariam em branco. Na recente pesquisa, feita entre 14 e 15 de agosto com a ex-ministra do Meio Ambiente na disputa, o índice caiu quase pela metade, para 8%.
A pessebista apresenta ainda menor índice de rejeição entre os principais nomes na disputa presidencial, de 11%. Já 34% das pessoas entrevistadas afirmaram não votar em Dilma e 18% descartam completamente Aécio Neves.
Observadores acreditam que Marina Silva deverá faturar votos entre o grupo de eleitores descontentes com a política e com os políticos do país. Ela também é considerada, segundo eles, opção entre os que pensavam em anular ou descartar o voto.
O Datafolha ouviu 2.843 eleitores de 176 municípios nos dois dias seguintes à morte de Eduardo Campos, vítima de acidente aéreo em São Paulo no último dia 13.
http://www.dw.de/datafolha-p%C3%B5e-marina-e-a%C3%A9cio-empatados-no-primeiro-turno/a-17860156
Assis Ribeiro
18 de agosto de 2014 10:30 amA mágica do Datafolha
E, de repente, todos os votos de Campos migraram para Marina e o povo brasileiro voltou a acreditar na politica fazendo despencar o número de eleitores que declaravam votar nulo ou branco e os que não sabiam em quem votar.
E mais, nenhum eleitor, com a entrada de Marina, desistiu de Dilma ou de Aécio.
Fantástico, não?
Alan Souza
18 de agosto de 2014 11:47 amAssis, me explica essa conta do Datafolha!
Dilma não cai, Aécio não cai, ninguém cai. Indecisos/em branco caem juntos 10 pontos. E o PSB sai de 8 para 21, ganha 13 pontos. Quer dizer que TODOS os que mudaram voto em branco/nulo migraram para Marina, e ela ainda ganhou mais 3 pontos?
Assis Ribeiro
18 de agosto de 2014 10:04 amClima de culto e
Clima de culto e manifestações políticas marcam funeral de Campos
Ritual quase messiânico a ex-governador e campanhas políticas, em meio a vaias e aplausos, mostram que a eleição presidencial esquentou
As pessoas que compareceram neste domingo (17) à Praça da República, no Centro do Recife, com o intuito de homenagear Eduardo Campos, presenciaram e contribuíram, de uma única vez, para duas manifestações diferentes. Por um lado, se uniram num adeus a um personagem que passou a ser cultuado de forma quase messiânica, nos últimos dias, numa comoção. Por outro, passaram a ser atores da primeira grande manifestação política pública após o acidente que mudou os rumos da eleição presidencial do país, na última quarta-feira (13).
Ao longo do dia, um rompante de emoções aflorou desde a fila de populares que aguardava para ver o caixão aos grupos aglomerados em frente ao Palácio dos Campos das Princesas.
Nesse mosaico, foi possível ver de tudo: apresentações de maracatus e blocos como o Flor da Lira (tradicionais na cultura do estado), entoando ritmos e músicas fúnebres para o ex-governador, manifestações de camponeses, tons agressivos contra antigos adversários de Eduardo, vaias, aplausos, pedidos de foto ao lado de políticos, mãos clamando por justiça (numa alusão a versões conspiratórias espalhadas nas redes sociais de que o acidente pode ter sido um atentado), muito choro e pessoas passando mal.
Houve, ainda, quem foi só para olhar, quem queria apenas ser visto e, até mesmo, pessoas muito críticas ao modelo de fazer política do ex-governador, mas que fizeram questão de comparecer ao funeral.
“Devemos muito a ele. Não podemos deixar Pernambuco ser esquecido por esses políticos que pouco fizeram por nós. Quem voltou a fazer do estado uma voz em todo o país foi o Eduardo”, disse o servidor público Adauto Guimarães, que foi até o local ao lado da mulher e precisou ser socorrido no início da missa por aumento da pressão arterial.
“Tenho uma saudade ao contrário. Saudade do que iria ser nosso futuro. É esse o sentimento de quase todo mundo por aqui, pode perguntar. A gente achava que um dia iria vê-lo presidente, se não agora, nos próximos quatro anos”, afirmou a microempresária Andrea Vasconcelos, que levou flores para depositar na porta do palácio e já estava há mais de duas horas na fila para cumprimentar a família e ver o caixão.
‘Príncipe de Arraes’
“É até chato dizer num momento como esse, mas eu sei que ele não era perfeito. Alguns amigos diziam que era perseguidor, muitas vezes, arrogante. Não gostava de ser contrariado. Era o príncipe do velho Arraes e isso incomodou muita gente, mas parece que o povo gosta mesmo é de cachorro que morde, inclusive eu. Não iria votar nele não, mas morri de pena por tudo o que aconteceu. Antes de mais nada, se trata de um pernambucano, um pai de família e, temos que admitir, era um líder nato”, acentuou o taxista Antonio Lopes.
“Votei nele para governador, mas agora iria votar na Dilma. Estava até com raiva porque ele rompeu com o governo, mas me senti na obrigação de vir até aqui dar meu apoio”, contou o mecânico Otaviano Teixeira.
As reações de admiração ao cenário com tantas personalidades conhecidas também surgiram. “Que legal poder encontrar todas estas pessoas que a gente só vê na televisão por aqui!”, exclamou a estudante Marcela Alcântara, que pediu para tirar uma foto com o deputado Roberto Freire (PPS-SP) e, depois, abordou a deputada Luiza Erundina (PSB-SP).
Junto com os colegas, ela integrava um grupo deslumbrado com o fato de, diante da multidão, vários deputados e senadores circularem no meio da praça para deixar os demais políticos ocuparem o pequeno espaço montado para cumprimentos aos familiares de Campos e dos assessores também falecidos.
“Vou votar no Aécio Neves. Será que ele desce de lá e vem por aqui também, antes de ir embora? Adoraria uma foto com ele”, perguntou a estudante de Comunicação Mariana Siqueira, fazendo várias “selfies” pelo celular, com as amigas. “Esse momento é histórico, né? A gente tem de registrar mesmo”, frisou.
Gesto dos filhos
O momento que praticamente deflagrou as manifestações foi o cortejo do caixão do governador em carro aberto pelas ruas do Recife, durante a madrugada. Os três filhos mais velhos, Eduarda, João e Pedro seguiram sentados ao lado do corpo do pai, levantando os braços para as pessoas que aplaudiam. Eles vestiam camisetas amarelas, cor da campanha presidencial de Eduardo, com os dizeres “não vamos desistir do Brasil”, frase dita pelo ex-governador na TV, um dia antes da morte. Nas ruas, muitos dos que acompanharam o cortejo, ao verem a cena, começaram a gritar por “justiça.”
“Não gostei, achei isso muito grave. Os filhos dele (Eduardo Campos) devem ter sido orientados pela cúpula do PSB. Não deveriam ter feito isso. Só posso achar que estão tão movidos pela tragédia que se deixaram levar. Não se pode fazer marketing de tudo nessa vida”, comentou o professor aposentado Fernando Santos, que assistiu à cena pela televisão, horas antes de seguir para a fila do velório.
Vaias e aplausos
Quando o féretro foi conduzido ao palácio e durante várias ocasiões, inclusive na chegada do ex-presidente Lula ao local, parte da pessoas ecoou várias vezes o grito “Eduardo, guerreiro do povo Brasileiro”, numa espécie de ironia ao PT. A manifestação chamou a atenção da militância petista, forte na capital pernambucana, que reagiu de forma diplomática a cada vez que provocada e devolveu com muitas palmas.
Lula, que chorou muito e manteve contato carinhoso com os filhos e esposa de Eduardo Campos, inclusive chegando a colocar o pequeno Miguel (filho caçula do casal) no braço, foi poupado.
Já a presidenta Dilma Rousseff, assim que foi vista, recebeu reação agressiva por parte de alguns parlamentares. Dilma demonstrou constrangimento (ou aborrecimento) e fechou o semblante. No final da missa, saiu ao lado de Lula sem dar entrevistas.
As agressões foram repelidas de imediato pela família do ex-governador, que começou a aplaudir a presidenta, numa demonstração de apoio aos militantes do PT. Para quem estava em frente ao palácio, o que se observava era que, em poucos instantes, os aplausos eram maiores e calavam os que se manifestavam de forma contrária. Contudo, a rotina de vaias e aplausos foi constante até o final da missa campal.
“Ela não tinha que estar aqui. Não tinha motivo. Todo mundo sabe que Dilma não queria nem chegar perto do Eduardo. Isso é uma hipocrisia”, declarou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), em tom acalorado.
Também não deixaram de ser feitos ataques à postura da candidata a vice pelo PSB, Marina Silva, que deverá substituir Eduardo Campos na chapa. A ex-ministra do Meio Ambiente chegou a Recife no sábado (16), passou várias horas com a família e seguiu para o velório, onde ficou por horas. Depois, se dirigiu para um breve descanso no hotel e retornou para a missa. Para muitos pernambucanos, foi vista como uma candidata que estava tentando “tirar proveito” do momento político.
“É um absurdo. Se ela não viesse, iriam reclamar. Como prestigia a família dessa forma, afirmam que está aqui tempo demais. Como pode isso?”, reclamou o analista legislativo Paulo Cesse, diante de frases de populares repudiando a candidata e a mandando “voltar para casa.”
‘Bujão de gás’
“A sensação que estou tendo, em termos políticos, é que esse velório é um bujão de gás prestes a estourar. Se eu fosse Lula, Dilma, Aécio, Marina e muitos outros políticos que estão por aqui, tratava de cumprimentar quem tivesse de cumprimentar e ir embora rapidinho. Está todo mundo tão emocionado que está perdendo a razão e o bom senso”, acrescentou Paulo Cesse, advogado há anos da Assembléia Legislativa de Pernambuco e acostumado a conviver com o cenário político.
O tom solene, emocionado e, ao mesmo tempo confuso, foi observado até mesmo das margens do rio Capibaribe, onde vários barcos, desde jangadas mais humildes a iates dos detentores do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, ficaram posicionados. Tudo para aguardar a passagem do féretro pelas pontes que cortam um dos bairros mais antigos e famosos da cidade até o local do cemitério, no final do dia.
No percurso, já se aglomeram pessoas que preferiram evitar o burburinho da frente. Os que portam bandeiras, camisetas do PT, camisetas amarelas da campanha de Eduardo e bandeiras do PSB, se misturam aos demais grupos que, por sua vez, levam bandeiras do estado, banners com fotos pessoais do ex-governador e roupas pretas para expressar, simplesmente, o luto pela perda do neto de Miguel Arraes.
Num cenário que mistura política, tristeza popular, choque com uma tragédia que marcou o país e, principalmente, comprova que a eleição presidencial – com todos os acontecimentos inesperados – começou para valer no Brasil de 2014.
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/08/comocao-coletiva-e-manifestacoes-politicas-marcam-velorio-de-eduardo-campos-2394.html
Gilberto .
18 de agosto de 2014 11:04 amA necessária participação do cidadão na política
Do Valor
18/08/2014 às 05h00
Por uma política nacional para ampliar a participação
Por Brian Wampler e Gustavo Fernandes
A segunda metade do século XX marcou a consolidação da democracia no mundo ocidental como a única forma legítima de organização do Estado. Ao longo dos séculos, a conceituação de democracia evoluiu, ampliando-se as oportunidades para as pessoas influenciarem seus governos. No mundo, as mudanças mais significativas decorreram da expansão do universo de votantes, dos direitos garantidos aos cidadãos, bem como do aparecimento de instituições que permitem às pessoas participarem na definição de quais políticas públicas serão implantadas pelo Estado.
No Brasil, o processo de democratização evoluiu substantivamente nos últimos 30 anos. Na década de 1980 foram construídas as bases para o sufrágio universal que, apesar da derrota momentânea do movimento das “Diretas Já”, tornou-se inevitável. Assim, em 1989, foram realizadas as primeiras eleições gerais em que todos os maiores de dezoito anos votaram, inclusive os analfabetos.
Além da extensão do voto, os municípios, Estados e o governo federal adotaram, ainda que timidamente, várias instituições visando à incorporação dos cidadãos no processo de elaboração das politicas públicas. Atualmente, em muitas partes do país, os cidadãos podem acessar o Estado e, logo, os governantes por meio de conselhos, de conferências, de práticas de Orçamentos Participativos, de ouvidoria pública, entre outros mecanismos.
É fundamental que o aumento da participação passe a ser discutido como política de Estado, acima de disputas partidárias
Não obstante, a democratização de um Estado não se limita à expansão do universo de votantes, com a criação de algumas instituições participativas. As manifestações de 2013 reforçaram justamente este ponto: o cidadão não aceita mais ser relevante nas decisões da administração pública apenas quando é eleitor, perdendo depois sua voz. Como então a democracia brasileira poderia incorporar estas novas demandas e estes novos atores?
É evidente que a democracia representativa brasileira precisa evoluir, por meio de mais participação. Não se trata, contudo, de democracia direta, mas de democracia participativa, ou seja, da devolução da tomada de decisão sobre as políticas públicas para a sociedade, por meio de espaços definidos pelo Estado, controlados conjuntamente por cidadãos e funcionários do governo.
Um bom exemplo de democracia representativa com ampla participação é os Estados Unidos, em que há mais de 500.000 cargos eletivos. A grande maioria destes cargos é ocupada por cidadãos, predominando o trabalho voluntário, buscando melhorar a qualidade da governança. Essas centenas de milhares de representantes eleitos exercem o controle sobre os recursos públicos, principalmente na área local, (e.g., conselhos escolares, comitês de planejamento, água).
A experiência no EUA indica claramente que o trabalho de construção de uma sociedade democrática e do Estado é feito pelos esforços de um grande número de cidadãos de boa vontade e engajados. A participação dos cidadãos americanos evoluiu bastante ao longo destes dois séculos, tendo sido estabelecida antes mesmo da promulgação da Constituição dos EUA em 1789. A inovação mais famosa, que continua a ser utilizada até hoje, foi as Assembleias Municipais da Nova Inglaterra, em que os cidadãos se reúnem anualmente para discutir e votar sobre a alocação de bens públicos.
No Oeste dos EUA, a década de 1920 viu o surgimento de “referendos”, que eram uma tentativa dos reformadores políticos de contornar o poder político de grupos entrincheirados na administração municipal. Os anos 1960, por sua vez, foram marcados pelo surgimento de novas formas de instituições democráticas em áreas urbanas, em que reformadores políticos tentaram quebrar o poder de máquinas clientelistas. Atualmente, vários municípios (Chicago, Nova York, San Francisco), estão implantando o Orçamento Participativo, que foi criado no Brasil nos anos 1980 e 1990.
Em outro exemplo importante, na Coreia do Sul, três diferentes presidentes introduziram um conjunto de políticas inéditas de participação nos últimos 20 anos. Em particular, eles criaram um sistema em que os “policy experts” estão envolvidos na formulação de orçamento nacional à qual os cidadãos têm a oportunidade de participar no nível local.
A participação da população nos processos de formulação de políticas tem o potencial para produzir ao menos três benefícios. Em primeiro lugar, torna mais claros os sinais que estão sendo enviados dos cidadãos para os políticos. Além disso, cria espaços públicos para que as pessoas expressem as suas demandas e seus interesses. E, por fim, aperfeiçoa os mecanismos de controles sobre a alocação dos recursos públicos, vez que, dá voz ao seu destinatário final.
A atual iniciativa do governo federal de promover a participação direta dos cidadãos, por meio do Decreto nº 8.243/14, deve ser vista como parte de um processo maior, no sentido da ampliação dos canais institucionais do Estado. É importante discuti-la, transformando-a em uma questão suprapartidária, fundamental para o aperfeiçoamento da democracia representativa no Brasil.
Para aprofundar a debate sobre o orçamento federal no Brasil, por exemplo, seria interessante se os líderes no Congresso Nacional e a Presidência se inspirassem em instituições já criadas em países como Coreia do Sul e EUA. Além disso, uma maior participação pode ser um importante instrumento para tornar mais eficaz o funcionamento dos Tribunais de Contas, das Polícias Militares, visto que o envolvimento do cidadão amplia a capacidade de monitoramento das atividades desempenhadas pelo gestor público.
De todo modo, é fundamental que a ampliação da participação seja incorporada na agenda do país, passando a ser discutida como política de Estado, acima de disputas partidárias. Apenas com uma maior participação do cidadão é que o Estado Brasileiro irá tornar-se de fato moderno, pronto para vencer os desafios do século que se inicia e, acima de tudo, cumprir as tarefas ainda incompletas do século XX, em termos de direitos básicos.
Brian Wampler é brasilianista e professor do Departamento de Ciências Políticas da Boise State University.
Gustavo Andrey Fernandes é professor do Departamento de Gestão Pública da EAESP – FGV
jns
18 de agosto de 2014 2:17 pmlá como cá
não tem Copa mas tem
Faroeste em Ferguson no Missouri
A cidade tem sido perturbada por distúrbios violentos, provocados após o assassinato de Michael Brown na semana passada.
Uma imagem parcial do relatório da autópsia preliminar do Dr. Michael Baden, obtido de advogado Anthony Gray, que representa a família de Michael Brown.
O governador do Missouri ordenou que a Guarda Nacional fosse destacada nas ruas de Ferguson, nesta segunda-feira, depois de mais uma noite de violência após o assassinato pela polícia de um adolescente negro desarmado.
“Hoje, a noite – um dia de esperança, orações e protestos pacíficos – foi marcada por atos criminosos violentos de forma organizada e crescente por numerosos indivíduos, muitos de fora da comunidade e do Estado, cujas ações estão colocando os moradores e os empresários de Ferguson em risco”, disse Jay Nixon, o governador do Missouri, em um comunicado.
“Tendo em conta estes ataques violentos, intencionais, coordenados e intensificados em Ferguson, estou colocando os homens altamente capacitados e as mulheres da Guarda Nacional Missouri para contribuir, junto com o coronel Ron Replogle e o Comando Unificado, na restauração da paz e a ordem nesta comunidade.”
Mais informações:
http://www.nbcnews.com/storyline/michael-brown-shooting/national-guard-ordered-streets-ferguson-missouri-n182826
Imagens atualizadas do perrengue americano aquí: https://vine.co/AntonioFrench
silvio de sousa
18 de agosto de 2014 10:04 pmO Globo diz que Wikipedia não é confiável
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/livro-escolar-sobre-copa-distribuido-pela-prefeitura-de-niteroi-tem-trechos-da-wikipedia-de-blog-13625210?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo
jns
18 de agosto de 2014 10:35 pmUcrânia
MASSACRE DE CIVIS NO LESTE DA UCRÂNIA
Refugiados morreram atingidos por morteiros e foguetes Grad uma estrada a leste de Luhansk.
O governo da Ucrânia culpou os separatistas pela morte dos desabrigados, que deslocavavam em um comboio tentando escapar do conflito.
http://www.theguardian.com/world/2014/aug/18/ukraine-refugees-die-as-convoy-hit-by-rockets
Moradores das cidades de Slavyansk, Karlovka, Maryinka e Donetsk deixaram a região para buscar asilo em Rostov, na Rússia, no dia 14 de agosto de 2014 | MAIL ONLINE (AP Photo / Dmitry Lovetsky).