Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Webster Franklin
19 de setembro de 2014 4:13 amDiscurso do medo, uma ova!
Carta Maior
18/09/2014 00:00
Discurso do medo, uma ova!
Para Marina não há conflito entre o fastígio dos banqueiros e os interesses populares. O conflito que existe na sua leitura do Brasil é entre corruptos e elites
por: Saul Leblon
Marina precisa esconder a questão principal em jogo nestas eleições. Por isso é crucial expô-la, como Dilma começou a fazer no debate da CNBB, nesta 3ª feira:
‘A principal lição da crise de 2008 é a necessidade de impor uma regulação ao sistema financeiro, não o contrário, não o hiperliberalismo’, resumiu a Presidenta, fuzilando o projeto do BC independente , do voto e da democracia, encampado pela candidata do PSB.
Não é um assunto palatável. Mas é traduzível. Prova-o a tentativa do PSB de interditá-lo no horário eleitoral.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encampou o pedido de Marina de suspender a propaganda petista, na qual se relaciona o impacto dessa proposta num lar assalariado.
Se agiu honestamente, Janot subestima o poder de fogo do arsenal que hoje mantem 100 milhões de desempregados no mundo.
A Europa é uma advertência em carne viva.
Outrora referencia do Estado do Bem Estar Social, o continente não resistiu ao moedor da supremacia financeira. Paga em libras de carne humana a purga da desordem neoliberal, sob o comando dos bancos que a causaram.
O saldo da reciclagem até o momento sugere que a propaganda de Dilma é até cautelosa.
São mais de 20 milhões de desempregados na zona do euro; 119,6 milhões de pessoas (24,2% da população) transitam no limiar da pobreza em toda a Europa; US$ 1,3 trilhão foram entregues aos bancos europeus para salvá-los deles mesmos, enquanto as filas da Cáritas fornecem mais de um milhão de pratos de comida só na Espanha .
A contradição que a propaganda de Dilma condensa metaforicamente pode ser constatada de outra forma e ao vivo aqui mesmo.
Quando Marina Silva sobe nas pesquisas, as bolsas disparam; as consultorias exultam; as ações de bancos escalam píncaros de valorização. Manchetes faíscam sulfurosas.
Quando a ONU informa que no ciclo de governos do PT o Brasil reduziu a miséria em 75% e praticamente erradicou a fome (restrita a 1,7% da população), qual é a receptividade do glorioso jornalismo de economia?
Modesta, para sermos generosos.
A saúde dos mercados e a deriva da sociedade, como se vê em diferentes latitudes do planeta, não são contraditórias com essa concepção de eficiência econômica excludente. A mesma encampada agora pelo PSB que um dia foi de Arraes, hoje é o cavalo onde floresce o enxerto do hiperliberalismo denunciado por Dilma.
A confusão semântica entre um partido socialista tomado pela ideologia rentista e uma ex-seringueira que a isso empresta sua biografia não é involuntária.
Sem um lubrificante à altura do estupro, seria muito difícil vender ao eleitor agenda de um neoliberalismo desmoralizado.
O mundo conspira contra Marina, mas ninguém diz.
O jornal Valor desta 4ª feira (17/09) informa-nos em rodapé discretíssimo: ‘Os Estados Unidos sofreram mais um ano de estagnação da renda, uma vez que a recuperação da economia não consegue se traduzir em aumento da prosperidade para a média das famílias (…) cuja renda real aumentou apenas 0,3% em 2013…’.
Significa dizer que a renda média na principal economia capitalista do planeta encontra-se abaixo daquela de 25 anos atrás.
Mas os níveis de desigualdade regrediram ao padrão da Europa no início do século XX. Informa o livro de Thomas Piketty (‘O capital’), estranhamente ausente do debate eleitoral brasileiro.
Não é uma tragédia sem causa.
O lucro combinado dos seis maiores bancos americanos- JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup, Wells Fargo, Morgan Stanley e Bank of America – saltou em 2013 para o seu maior patamar desde 2006: um aumento de ganho líquido de 21% ; ou US$ 74,1 bilhões em moeda sonante , segundo informou a Bloomberg.
A dificuldade da recuperação norte-americana, a mais lenta de todas, que fez o Fed, nesta 4ª feira, sinalizar a manutenção das taxas de juros baixas por ‘tempo indeterminado’ –para decepção do rentismo local e global– , não tem têm origem, porém, na crise de 2008.
O fio que interliga a persistente disseminação da pobreza nos EUA antes, durante e depois do colapso de 2008, é a hipertrofia do poder financeiro –que Marina quer vitaminar no Brasil.
É esse o elo entre a rastejante recuperação atual sob a batuta de Obama, a etapa aguda da crise que a antecedeu — capitaneada por Bush Jr– e, antes ainda, o período de apogeu que originou o desmonte regulatório do sistema financeiro legado por Roosevelt. Obra demolidora iniciada por Reagan (1981-1989), seguida da consolidação da hegemonia rentista sob a batuta do democrata Bill Clinton (1993-2001).
Radiografar essa espiral e traduzi-la para o idioma político destas eleições não é recorrer ao discurso do medo, como querem alguns.
São fatos que a retrospectiva norte-americana ilustra exaustivamente. Por exemplo:
1. Os salários da força de trabalho nos EUA estão em queda ou estagnados desde os anos 90;
2. Para 60% dos trabalhadores americanos , o valor da hora/trabalho estagnou ou caiu;
3. Em 1996 a renda média familiar já era inferior a de 1986 (uma corrosão que persiste);
4. O emprego estável esfarelou; a fatia dos trabalhadores com cerca de 10 anos no mesmo emprego caiu de 41% em 1979 para 35,4% em 1996 ( e embicou nos anos mais recentes);
5. A desigualdade se acentuou: a renda de uma família padrão de classe média encolheu, apesar do borbulhante fastígio rentista; apenas 10% dos lares abocanharam 85% dos ganhos propiciados pela farra financeira dos anos 80/90;
6. O trabalho se degradou: ao conquistar uma nova vaga, um desempregado ganha, em média, 13% menos que no trabalho anterior; em 1997, 30% dos empregos já operavam em tempo parcial, evidenciando uma economia que simultaneamente abdicou da indústria em troca dos ‘custos chineses’;
7. Nessa mutação estrutural , enquanto a fatia da renda apropriada pelos lares mais ricos (o 1% dos aplicadores em ativos) cresceu de 37,4% para 39%, o universo de lares sem ingressos ou com rendimento negativos saltou de 15,5% para 18,5%; na população negra, 31% dos lares tinham renda zero ou negativa em 1995.
Repita-se: tudo isso antes do colapso da subprime.
Esse paradoxo feito de desmonte industrial e exploração extrema, de um lado, e bonança rentista, do outro, só não explodiu antes graças à válvula de escape do endividamento maciço das famílias, que atingiu seu limite no estouro da bolha imobiliária, em 2008.
Os antecedentes mostram que a advertência feita pela propaganda de Dilma não é descabida.
É crucial para um projeto de desenvolvimento equitativo recompor e aprofundar a regulação do sistema financeiro, incluindo-se aí o controle sobre a mobilidade de capitais.
Foi isso que Dilma começou a dizer na CNBB. E Precisa continuar a dize-lo, de forma cada vez mais clara.
É isso que faz a propaganda vetada pelo procurador Janot.
Sem desmontar a supremacia financeira –e isso significa dar ao governo, ao Estado e à democracia os instrumentos de comando sobre o capital– será impossível consolidar um novo ciclo de investimento e alterar a redistribuição do excedente econômico no país.
Esse é um dos maiores desafios do desenvolvimento no século XXI
Mas para Marina o nome da crise é PT, não capitalismo destrambelhado.
Para Marina não existe conflito entre o fastígio dos banqueiros, e dos mercados financeiros, e os interesses populares.
O conflito que existe na sua constrangedora leitura da história é entre bons e maus; entre corruptos e elites bacanas; entre dilmas gerentonas e necas solícitas; entre o PT degenerado
–que “colocou um diretor para assaltar os cofres da Petrobrás”– e a virtuosa turma de novos amigos dos mercados.
É nessa toada que Marina, Aécio e seus apêndices pretendem levar a flauta da campanha até o fim.
As candidaturas progressistas não podem sancionar essa anestesia do discernimento popular.
Discurso do medo, uma ova, é preciso dizer, mimetizando a sagaz Luciana Genro.
A crise evidenciou que na ausência de regulação estatal da finança, a genética autodestrutiva do sistema passa a operar em condições de baixa demanda efetiva, elevado desemprego e especulação suicida.
A superação do impasse só virá se e quando o Estado detiver maior poder de comando para exercer seu papel indutor do crédito e do investimento produtivo.
Contra isso se insurge o conservadorismo. E ao seu desfrute se oferece Marina Silva e o seu tripé: BC independente; desregulação do pré-sal e desmonte da CLT.
Discurso do medo? Uma ova.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Discurso-do-medo-uma-ova-/31823
romério rômulo
19 de setembro de 2014 4:26 ama GLOBO afunda sem a ditadura: fala do Garotinho
http://www.viomundo.com.br/denuncias/jornalista-pega-de-surpresa-vamos-para-o-ipva-veja-o-trecho.html
romério
Webster Franklin
19 de setembro de 2014 4:34 amTSE revê decisão e “Muda Mais” já pode voltar ao ar
Brasil 247
TSE revê decisão e “Muda Mais” já pode voltar ao ar
Ministro do TSE Herman Benjamin mudou decisão tomada ontem em relação ao site “Muda Mais” e autorizou nesta quinta (18) que a página volte ao ar; atendendo à representação da candidata Marina Silva (PSB), Benjamin decidiu por liminar retirá-lo do ar por fazer propaganda da presidente Dilma Rousseff, sem estar devidamente registrado na Justiça Eleitoral para este fim; ministro voltou atrás após receber os argumentos jurídicos dos advogados da campanha de Dilma e uma declaração do presidente nacional do PT, Rui Falcão, de que o “Muda Mais” pertence ao partido; representação de Marina causou grande manifestação nas redes sociais com a hashtag #MarinaCensura
18 de Setembro de 2014 às 18:56
247 – O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Herman Benjamin, reconsiderou sua decisão, nesta quinta-feira (18), e determinou a volta do site “Muda Mais” ao ar. Atendendo à representação da candidata Marina Silva (PSB), Benjamin decidiu ontem por liminar retirá-lo do ar por fazer propaganda da presidente Dilma Rousseff, sem estar devidamente registrado na Justiça Eleitoral para este fim (leia matéria anterior).
O “Muda Mais” está sob o comando do jornalista Franklin Martins, e tem conteúdo voltado a abastecer blogs e sites de simpatizantes da campanha petista. Benjamin voltou atrás após receber os argumentos jurídicos dos advogados da campanha de Dilma e uma declaração do presidente nacional do PT, Rui Falcão, de que o “Muda Mais” pertence ao partido. O ministro determinou a volta do site ao ar, mas que seja alterado o registro do domínio do “Muda Mais”, ficando formalmente associado ao partido.
“Diante das informações trazidas aos autos, especialmente a declaração oficial do Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores — PT, na qual se atesta que, de fato, “o blog http://www.mudamais.com pertence ao Partido dos Trabalhadores” e a comprovação de que o provedor de serviço encontra-se hospedado no País, determino que os recorrentes adotem as providências necessárias para a imediata alteração do registro do domínio http://www.mudamais.com, de modo que sua titularidade seja formalmente associada ao Partido dos Trabalhadores – PT, em vez da empresa contratada; e que informem à Justiça Eleitoral o aludido endereço eletrônico, nos termos do art. 57-B, II, da Lei da Lei 9.504/1997, e 20, II, da Resolução TSE 23.404/2014″, diz trecho da decisão.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/153965/TSE-rev%C3%AA-decis%C3%A3o-e-Muda-Mais-j%C3%A1-pode-voltar-ao-ar.htm
romério rômulo
19 de setembro de 2014 5:38 amquanto a CENPEC, ONG de Neca Setúbal, recebe do MEC
e o ITAÚ Cultural na lei ROUANET?
estes ricos custam caro ao estado brasileiro. e se dizem mecenas.
http://www.ocafezinho.com/2014/09/18/s-o-s-cafezinho/
romério
Roberto São Paulo-SP 2014
19 de setembro de 2014 8:03 amPesquisa BR-00665/2014 Datafolha/TV Globo/Folha de S.Paulo
Dilma tem 37%, Marina, 30%, e Aécio, 17%, diz pesquisa Datafolha
Em simulação de 2º turno, Dilma e Marina estão empatadas tecnicamente.
Instituto ouviu 5.340 eleitores nos dias 17 e 18 de setembro.
Do G1, em São Paulo—19/09/2014 03p9 – Atualizado em 19/09/2014 04h07
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (19) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Presidência da República:
– Dilma Rousseff (PT): 37%
– Marina Silva (PSB): 30%
– Aécio Neves (PSDB): 17%
– Pastor Everaldo (PSC): 1%
– Luciana Genro (PSOL): 1%
– Eduardo Jorge (PV): 1%
– Zé Maria (PSTU): 0%*
– Rui Costa Pimenta (PCO): 0%*
– Eymael (PSDC): 0%*
– Levy Fidelix (PRTB): 0%*
– Mauro Iasi (PCB): 0%*
– Branco/nulo/nenhum: 6%
– Não sabe: 7%
* Cada um dos cinco indicados com 0% não atingiu, individualmente, 1% das intenções de voto. Somados, eles têm 1%.
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 10, Dilma tinha 36%, Marina, 33%, e Aécio, 15%.
Segundo o Datafolha, é a primeira vez que Dilma abre vantagem sobre Marina desde a entrada da candidata do PSB na disputa, em agosto, após a morte de Eduardo Campos. A vantagem da petista passou de 3 para 7 pontos.
Segundo turno
O levantamento divulgado nesta sexta indica que, em um eventual segundo turno entre Dilma e Marina, as candidatas aparecem empatadas tecnicamente. A candidata do PSB tem 46% e a do PT, 44%. Na semana passada, Marina, com 47%, e Dilma, com 43%, também estavam tecnicamente empatadas.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista vence por 49% a 39% (49% a 38% na semana anterior).
O instituto também fez uma simulação entre Marina e Aécio. O resultado foi 49% a 35% para a candidata do PSB (ante os 54% a 30% do último levantamento).
A pesquisa foi encomendada pelo jornal “Folha de S.Paulo” em parceria com a TV Globo.
O Datafolha ouviu 5.340 eleitores em 265 municípios nos dias 17 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00665/2014.
Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao entrevistado em quem ele pretende votar, sem apresentar a lista de candidatos), os resultados são os seguintes:
– Dilma Rousseff: 30%
– Marina Silva: 24%
– Aécio Neves: 12%
– Outras respostas: 1%
– Em branco/nulo/nenhum: 6%
– Não sabe: 26%
Rejeição
A presidente Dilma tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Nesse item da pesquisa, os entrevistados puderam escolher mais de um nome.
– Dilma Roussef: 33%
– Marina Silva: 22%
– Aécio Neves: 21%
– Pastor Everaldo: 21%
– Zé Maria: 18%
– Levy Fidelix: 18%
– Eymael: 17%
– Luciana Genro: 16%
– Rui Costa Pimenta: 15%
– Eduardo Jorge: 15%
– Mauro Iasi: 14%
Avaliação da presidente
A pesquisa mostra que a administração da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 37% dos entrevistados, que se refere aos entrevistados que classificaram o governo como “ótimo” ou “bom”.
Os que julgam o governo “ruim” ou “péssimo” são 24%, segundo o Datafolha. Para 38%, o governo é “regular”. Os dois índices são os mesmos do levantamento anterior.
O resultado da avaliação é:
– Ótimo/bom: 37%
– Regular: 38%
– Ruim/péssimo: 24%
– Não sabe: 2%
A nota média atribuída pelos entrevistados ao governo foi 6,1.
url:
http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/09/dilma-tem-37-marina-30-e-aecio-17-diz-pesquisa-datafolha.html
joao
19 de setembro de 2014 12:27 pmdo JB
Esta melhor.
Da para postar aqui Roberto.
Eh comecou a fazer efeito e Aecio comprovadamente comecou a recuperar os votos perdido para Marina. Se ele colar mais que Marina eh segunda via do PT e bate mais uma semana ele volta, pq a taxa de rejeicao dela passou a dele.
Um detalhe eh que Dilma esta firme e ainda cresce um pouquinho.
E no segundo turno voltamos a calar a midia, claro que nao todos o jornal da Bahia ainda assim mantem a Marina ganhadora com o segundo turno.
Estamos chegando na reta.
Marcotog
19 de setembro de 2014 1:06 pmEntão o Datafolha agora é
Então o Datafolha agora é confiável?
Assis Ribeiro
19 de setembro de 2014 9:01 amMarina sugere liberação do
Marina sugere liberação do preço da gasolina e Aécio promete volta da Cide
Com uma única certeza em mente – a de que só a derrota da presidente Dilma Rousseff nas eleições pode recuperar a produção de etanol no país -, os empresários do setor sucroalcooleiro esperam um apoio maior nos próximos quatro anos caso Marina Silva (PSB) ou Aécio Neves (PSDB) vença as eleições. Os três candidatos foram questionados pelo Valor sobre suas posições concretas diante das atuais demandas dos usineiros. A campanha de Aécio foi mais assertiva que Marina nas respostas. Dilma não respondeu.
O candidato tucano, cuja assessoria designou o especialista em energia Adriano Pires para responder à reportagem, foi o que apresentou posicionamentos mais concretos sobre a volta da cobrança da Cide na gasolina, fim do controle de preços da gasolina e incentivos à energia de biomassa, apesar de a candidata Marina Silva, que respondeu diretamente por escrito aos questionamentos do jornal, ter reiterado que é a favor de um diferencial tributário para o biocombustível, é contra o controle do preço dos combustíveis fósseis e que considera inaceitável o não aproveitamento da energia da biomassa da cana.
Com um histórico consistente de defesa do ambiente e sustentabilidade, Marina Silva afirmou ao Valor, por e-mail que, se eleita, vai propor, já no primeiro mês de governo, uma reforma tributária que contemple critérios diferenciados de tributação entre os combustíveis fósseis e os renováveis, o que leva em conta as externalidades negativas dos fósseis.
A ideia é retomar a cobrança da Cide na gasolina, caso a candidatura do PSDB seja vencedora, afirma Adriano Pires, que está dando suporte à área de energia ao programa de governo de Aécio Neves. “O programa considera que o etanol tem que ter um diferencial tributário, por ser energia limpa e renovável. Como a Cide já existe, não tem sentido inventar outro mecanismo, sendo que esse que já funciona”, detalhou Pires.
Ele esclarece, no entanto, que não será possível retomar de uma vez com a cobrança do valor “cheio” da Cide, que chegou a 28 centavos por litro em janeiro de 2013. “Teremos que adotar uma política para escalonar a retomada da cobrança ao longo do tempo. Se voltar tudo, haverá um impacto terrível na inflação”, afirmou.
A Cide na gasolina e no diesel começou a ser reduzida pelo atual governo no começo de 2012 e foi zerada em julho de 2013, para amortecer os reajustes desses combustíveis feitos na refinaria nesse intervalo, lembra Pires. Com isso, o governo impediu que esse aumento chegasse nos postos de combustíveis, represando também os preços do etanol hidratado, que deixam de ser competitivos quando passam a equivaler a menos de 70% do preço da gasolina.
Mas não é só a volta da Cide que resolve o problema do setor. As usinas querem um fim ao controle dos preços dos combustíveis no país, ou ao menos uma regra clara de formação de preço.
Se eleito, Aécio tem a intenção de estabelecer um tempo de transição para equalizar os preços dos combustíveis fósseis com o preço internacional. Entre 1997 até o início do governo Lula, lembra Pires, os derivados de petróleo no Brasil eram reajustados no início de cada mês em função do preço internacional e do câmbio, por meio de uma fórmula paramétrica estabelecida na lei 9.478/97. “Talvez esse tempo de transição seja de três a quatro anos e, após esse período, deixaríamos os preços voltarem a flutuar conforme o mercado”.
Assim como o programa de governo de Aécio Neves, o de Marina faz críticas ferrenhas à política de controle de preços dos combustíveis fósseis adotada pelo atual governo.
Apesar de não dizer claramente que os preços da gasolina vão voltar a flutuar ao sabor do mercado internacional caso assuma as rédeas do país em 1º de janeiro, Marina reafirmou que essa política causou imensos prejuízos à Petrobras e prejudicou também o setor sucroenergético ao impor uma concorrência desleal ao etanol.
“Além do mais, não foi eficiente para conter a inflação, porque apenas adiou o problema. Todo o mercado e a opinião pública sabem que, após as eleições, o governo terá que liberar os preços represados”, afirmou Marina. Defendeu ainda regras transparentes e estáveis, “em sintonia com os mecanismos de mercado”. Além disso, explica Marina, o intervencionismo para controlar os preços dos combustíveis sempre “cobra um preço logo adiante”. “Não vamos recorrer a intervencionismos para controlar os preços. Será a boa governança macroeconômica e os marcos regulatórios claros que se encarregarão de manter a inflação no centro da meta”, disse Marina.
Uma outra demanda das usinas de cana é a realização de leilões de energia separadamente por fonte (biomassa, solar, hidrelétrica, eólica). Questionada se atenderia esse pleito, a candidata do PSB apenas versou sobre a importância da energia vinda dessa fonte renovável, mas não cravou uma posição. “O potencial de produção de eletricidade a partir do bagaço e da palha da cana é estimado em 22 GW médios até 2022. Isso equivale a cinco usinas de Belo Monte (…). A oferta de bioeletricidade em 2013 representou uma economia de 7% da água dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste”, destacou Marina Silva.
Além de leilões exclusivos de biomassa, o candidato Aécio, garante Adriano Pires, se compromete a realizar leilões regionais de energia. “Não faz sentido produzir energia eólica na Bahia para trazer para São Paulo, que tem um grande potencial de geração de eletricidade a partir de bagaço de cana”, justifica Pires.
Esse tipo de distinção, explica ele, vai levar a taxa de retorno dos investimentos a níveis “em linha” com a expectativa do setor. “Assim, conseguiremos gerar um novo ciclo de investimentos”. Questionado se essa política poderia gerar aumento das tarifas de energia no país, Pires é categórico: “O custo maior de energia é não ter energia, que é o que o Brasil vive hoje”, diz. Ele lembra que, há dois anos, o governo teve oportunidade de fazer leilões de biomassa a R$ 180 o megawatt/hora e achou caro. “Agora, estamos pagando R$ 800 o MWh”, compara Pires.
Preço de energia, diz Pires, não se reduz com decreto e Medida Provisória. “Mas com diversificação de fontes, de forma perene e estrutural”, disse o especialista.
Sobre o racionamento de energia ocorrido no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Pires reconhece que, quando os tucanos estavam no poder, de fato não foi feito o que se planejou. “O FHC não privatizou e não deixou as estatais continuarem investindo. Mas houve um aprendizado com esses erros”, garantiu Pires.
A visão de Aécio, diz o especialista, é que o setor de energia precisa de planejamento e previsibilidade. “O atual governo planeja o café de amanhã na tarde de hoje”, critica.
Marina defendeu ainda, assim como Aécio, o aumento da mistura do etanol anidro na gasolina. Ela afirmou que discutirá com o setor quais mecanismos imediatos e de mais longo prazo podem ser adotados. “O acréscimo do porcentual da mistura de etanol à gasolina, certamente, será uma das medidas a ser implementada”, disse. “Nossa coligação assume o compromisso de fortalecer o etanol como fonte de combustíveis”.
Com uma única certeza em mente – a de que só a derrota da presidente Dilma Rousseff nas eleições pode recuperar a produção de etanol no país -, os empresários do setor sucroalcooleiro esperam um apoio maior nos próximos quatro anos caso Marina Silva (PSB) ou Aécio Neves (PSDB) vença as eleições. Os três candidatos foram questionados pelo Valor sobre suas posições concretas diante das atuais demandas dos usineiros. A campanha de Aécio foi mais assertiva que Marina nas respostas. Dilma não respondeu.
O candidato tucano, cuja assessoria designou o especialista em energia Adriano Pires para responder à reportagem, foi o que apresentou posicionamentos mais concretos sobre a volta da cobrança da Cide na gasolina, fim do controle de preços da gasolina e incentivos à energia de biomassa, apesar de a candidata Marina Silva, que respondeu diretamente por escrito aos questionamentos do jornal, ter reiterado que é a favor de um diferencial tributário para o biocombustível, é contra o controle do preço dos combustíveis fósseis e que considera inaceitável o não aproveitamento da energia da biomassa da cana.
http://www.valor.com.br/eleicoes2014/3700824/marina-sugere-liberacao-do-preco-da-gasolina-e-aecio-promete-volta-da-cide
Assis Ribeiro
19 de setembro de 2014 9:06 amSete homens e um
Sete homens e um escândalo
Quase metade dos nomes da famigerada lista do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, está ligada às campanhas de Aécio ou Marina Silva.
Se o escândalo contra a Petrobrás era para ser a bala de prata desta eleição, o tiro saiu pela culatra.
Quase a metade dos nomes listados na delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, é de políticos ligados não à campanha de Dilma Rousseff, mas à de Aécio Neves e Marina Silva. Dos 16 nomes, sete estão contra Dilma, pública, notória e oficialmente.
O detalhe, que é do tamanho de um elefante, tem passado desapercebido na “grande” mídia. Será por quê?
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é candidato ao governo do Rio Grande do Norte, apoia Aécio e tem uma chapa formada pelo PSDB, DEM e também pelo PSB
Romero Jucá, do PMDB de Roraima, declarou apoio e fazia entusiasmada campanha para Aécio. Jucá brigou com Dilma quando foi afastado, em 2012, da liderança do governo no Senado, o cargo quase vitalício que ocupou, pela primeira vez, durante o governo FHC. Ao finalmente romper com um governo e ir para a oposição, Jucá declarou que o fazia por razões ideológicas e “acusou” Dilma de ser socialista.
O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) liderou a resistência que tentou impedir o apoio de seu partido a Dilma. Depois, organizou a dissidência do Diretório do Rio de Janeiro, que apoia Aécio.
A mesma coisa fez João Pizzolatti, que é presidente do PP de Santa Catarina e articulou o apoio desse diretório a Aécio. O PP-SC também fez barba, cabelo e bigode: além de estar com Aécio, o chapão de Pizzolatti inclui a aliança com as candidaturas de Paulo Bauer a governador, pelo PSDB, e de Paulo Bornhausen ao Senado, pelo PSB.
Eduardo Cunha, deputado federal pelo PMDB-RJ, dispensa maiores apresentações. É o inimigo público nº 1 de Dilma dentro do PMDB e foi o principal articulador do apoio majoritário desse partido, no Rio, ao candidato Aécio Neves.
Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, embora publicamente tenha feito declarações favoráveis a Dilma, patrocina a aliança conhecida como “Aezão”, ou seja, a adesão dos tucanos à candidatura do governador Pezão (PMDB), que é candidato à reeleição. Em troca, a maior parte do PMDB fluminense garantiu apoio governista à combalida campanha de Aécio naquele estado.
Eduardo Campos (PSB) — também citado na delação —, como é notório, saiu candidato à presidência da República, levou o PSB para a oposição ao governo Dilma, aliou-se a Marina Silva e organizou as dobradinhas com Aécio em vários estados.
A propósito, até o momento, a defesa de Campos tem ficado restrita a alguns membros do PSB. Marina nem mesmo se deu ao trabalho de rechaçar prontamente as denúncias feitas contra uma pessoa de quem ela se dizia firme aliada por uma nova política.
A enigmática frase da candidata — de que “não queremos ver Eduardo morrer duas vezes” — mostrou que, até mesmo em relação a Eduardo Campos, Marina Silva está mais que propensa, de novo, a mudar de ideia.
Uma simples conferida na lista deixa claro que o escândalo foi qualquer coisa, menos algo feito com o claro propósito de ajudar a campanha de Dilma.
Antonio Lassance, cientista político.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Sete-homens-e-um-escandalo/4/31814
Assis Ribeiro
19 de setembro de 2014 9:08 amMarina muda e diz: “direito
Marina muda e diz: “direito trabalhista é sagrado”
Um dia depois de falar em “atualização da CLT”, numa declaração que foi interpretada pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, como sinalização para flexibilizar direitos dos trabalhadores, a candidata Marina Silva mais uma vez ajustou seu discurso; atribuiu eventuais mudanças na CLT a “fofocas” e “mentiras” espalhadas por opositores; “Os direitos dos trabalhadores precisam ser respeitados, todas as suas conquistas devem e precisam ser respeitadas, não vou ficar tratando de especulações, fofocas que estão sendo espalhadas no Brasil inteiro. Temos um programa que é claro”, disse ela
A candidata Marina Silva, do PSB, mais uma vez fez ajustes em seu discurso. Um dia depois de se encontrar com empreendedores e prometer “atualizar” as regras da CLT, que garante direitos dos trabalhadores, ela atribui eventuais mudanças na lei trabalhista a “fofocas e mentiras”.
A fala de Marina repercutiu mal e foi interpretada por Vagner Freitas como uma sinalização para flexibilizar direitos trabalhistas. “Marina fala em atualizar as regras para ajudar na geração de empregos. O que isso significa? Quando os empresários falam isso eles são claros: querem diminuir direitos e ampliar lucros. Nada mais que isso”, disse ele.
Ontem à noite, Marina abandonou de vez o tema da atualização da CLT e afirmou que “direitos trabalhistas são sagrados”. Leia, abaixo, reportagem da Reuters a respeito:
RIO DE JANEIRO (Reuters) – A candidata à Presidência Marina Silva (PSB) disse que se eleita respeitará os “sagrados” direitos dos trabalhadores brasileiros, afirmando também que não vai admitir “fofocas e mentiras” espalhadas por meio de programa eleitoral na TV, numa alusão a propagandas da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT).
“Os direitos dos trabalhadores precisam ser respeitados, todas as suas conquistas devem e precisam ser respeitadas, não vou ficar tratando de especulações, fofocas que estão sendo espalhadas no Brasil inteiro. Temos um programa que é claro”, disse ela.
“A defesa dos direitos dos trabalhadores é sagrada para nós”, acrescentou, lembrando seu passado como sindicalista.
Na véspera, Marina falou em “atualização” das regras trabalhistas, mas procurou deixar claro que isso seria feito “sem prejuízo das conquistas” dos trabalhadores.
Nesta manhã, Dilma, que tenta a reeleição, também entrou no assunto, ao ser questionada sobre possíveis alterações nessa área. “Eu não mudo direitos na legislação trabalhista… lei de férias, décimo terceiro, fundo de garantia, hora-extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, disse a petista.[nL1N0RI1N7]
“FOFOCAS E MENTIRAS”
Marina aproveitou para ressaltar a desvantagem de sua candidatura em relação ao tempo para propaganda eleitoral na TV, na qual os rivais estariam tentando pautar o debate eleitoral por meio da disseminação de “fofocas e mentiras”.
“O nosso projeto é o que faz com que com apenas 2 minutos de televisão –contra 5 minutos do governador Aécio e quase 12 minutos de Dilma– a gente consiga com que nosso projeto esteja avançando e fazendo com que esses segmentos que apostam na estagnação, na polarização, fiquem desesperados”, disse ela, ao responder se tais ataques estariam tendo efeito no eleitorado.
Pesquisa Ibope divulgada na terça-feira mostrou Marina oscilando 1 ponto para baixo, a 30 por cento das intenções de voto para o primeiro turno, atrás de Dilma, que perdeu 3 pontos e foi a 36 por cento, mas ainda com boa vantagem sobre Aécio Neves (PSDB), que cresceu 4 pontos, para 19 por cento.
Na simulação de segundo turno, a candidata do PSB e a presidente estão em empate técnico, mas com vantagem numérica para a ex-senadora: 43 a 40 por cento.
Ao ser questionada sobre declarações de seu candidato a vice, Beto Albuquerque (PSB), que nesta quarta-feira sugeriu em entrevista uma eventual aliança com o PMDB caso vença a eleição, Marina retomou o discurso de que pretende governar “com os melhores” e creditou às composições governamentais “pragmáticas” os casos de corrupção envolvendo a Petrobras.
“Eu não vou aceitar as composições feitas há 20 anos pelo PT e PSDB, que são feitas de forma pragmática, com base na distribuição de pedaços do Estado, o que acaba fazendo o que está acontecendo com as agências e a Petrobras”, disse, referindo-se a recentes denúncias sobre a estatal.
“A escolha do senhor Paulo Roberto (Costa), que está há 12 anos como funcionário de confiança da presidente Dilma é o resultado dessa governabilidade que essas pessoas estão reivindicando”, disse Marina, referindo-se ao ex-diretor da petroleira que se encontra preso.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/153868/Marina-muda-e-diz-direito-trabalhista-%C3%A9-sagrado.htm
Paulo F.p
19 de setembro de 2014 2:59 pmNem que a vaca tussa.
Salvo engano a declaração de Dilma sobre mudanças nos ganhos sociais na área trabalhista foi: Nem que a vaca tussa.
Assis Ribeiro
19 de setembro de 2014 9:09 amPor que a Globo esconde o
Por que a Globo esconde o passado de Costa?
Paulo Roberto Costa é cria tucana sim. Esteve à frente da construção do gasoduto Brasil – Bolívia, ao final dos anos 90.
Costa deve suas primeiras nomeações importantes dentro da Petrobrás à FHC.
A construção desse gasoduto, aliás, foi muito mal explicada. O Brasil ainda não tinha demanda de gás, e criava-se, desnecessariamente, uma dependência de um país politicamente instável.
Segundo Fernando Siqueira, especialista na área de petróleo e gás, “a Petrobrás importou, durante cinco anos, 18 milhões de metros cúbicos de gás boliviano e pagou por 25 milhões, pois a atividade era anti econômica”.
Pior, os pagamentos não eram feitos ao governo boliviano, mas a multinacionais instaladas na Bolívia, que exploravam as reservas de gás do país. Morales ainda não era presidente e o gás boliviano ainda não havia sido nacionalizado.
As multinacionais eram Total (França), Repsol (Espanha), Amaco (EUA) e Enron (EUA), que pressionavam o Brasil a mudar sua matriz energética hídrica, criando assim mercado para o gás.
“A Petrobrás fez um contrato absurdo”, denunciou Siqueira, o “pior contrato da história da Petrobrás”.
Em 11 fevereiro de 1999, Fernando Henrique Cardoso assinou decreto desapropriando terras para a construção do gasoduto. Seria interessante resgatar exatamente quanto se pagou e a quem.
Já que se aprovou a ida de Costa à CPI, alguém podia fazer perguntas a ele sobre este assunto.
Como Paulo exerceu cargos importantes na área de plataforma, os senadores deveriam perguntar a ele se conhecia as picaretagens que resultaram no afundamento da plataforma P-36, que deu prejuízo de bilhões de dólares à Petrobrás.
E não só prejuízo financeiro, mas humano (morreu gente), estratégico-operacional (parada de produção) e de imagem (o que reduz o investimento; quem irá investir numa companhia cujas plataformas afundam?).
Vou repetir mil vezes para combater a manipulação da Globo.
As primeiras nomeações políticas de Paulo Roberto Costa na Petrobrás aconteceram durante a era tucana.
Essas informações são públicas.
Se Costa foi picareta durante a era Lula, certamente já era picareta na era FHC e, portanto, pode falar também sobre desvios ocorridos na era tucana.
A mídia não quer investigar nem punir ninguém. Ela quer espetáculo.
Ela quer apenas produzir factóides que possam afetar as eleições, prejudicando Dilma.
A prova disso é que ela vem omitindo, sistematicamente, a informação de que as primeiras nomeações de Paulo Roberto Costa para cargos de direção na Petrobrás aconteceram durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Eu revelei esta informação no blog sem grandes pretensões, porque ela consta em documentos públicos e o próprio Paulo Roberto Costa disse isso em seus depoimentos.
Surpreendeu-me a reação agressiva da imprensa, nitidamente querendo esconder o fato.
Será que Paulo Roberto Costa sabe de alguma falcatrua da época de FHC?
Será por isso que a Globo está tão nervosa tentando esconder seu passado?
O último factoide da mídia, de que alguém usando a rede da Petrobrás alterou o verbete de Paulo Roberto Costa, apenas revela a ansiedade da oposição (ou seja, da mídia) em não disperdiçar o que eles consideram a sua última bala de prata.
Qual o problema em mexer no wikipédia do Paulo Roberto Costa?
Wikipédia é para isso mesmo, para ser mexido!
Qual o problema, se o objetivo é incluir uma informação verídica, constante em documentos públicos?
Só se pode alterar wikipédia se for para acrescentar informações publicadas em jornais da Globo?
Outra coisa, a “delação premiada” de Paulo Roberto Costa só tem valor se vier acompanhada de prova.
Em caso contrário, é oportunismo.
Há tempos que os picaretas presos pelo governo entenderam que basta falar coisas que a mídia quer ouvir para serem tratados como herois.
O contrário é ainda mais verdadeiro. A mídia passa a perseguir o sujeito se ele não fizer o jogo sujo implícito na chantagem.
Voltemos à tentativa da mídia de esconder o passado de Paulo Roberto Costa.
O Jornal Nacional de hoje é vergonhosamente mentiroso.
Ele cita o caso da alteração do Wikipédia, sem dizer o mais importante. Paulo Roberto Costa, efetivamente, obteve suas primeiras indicações políticas importantes, dentro da Petrobrás, durante o governo FHC.
A reportagem é montada de maneira a fazer o telespectador acreditar que a alteração no wikipédia de Paulo Roberto Costa inseriu inverdades; e encerra dizendo que Paulo Roberto Costa foi diretor da Petrobrás durante os governo Lula e Dilma.
Certo.
Mas ele foi diretor também antes, durante o governo FHC.
Isso a matéria não diz, confundindo o leitor.
Manipulação grosseira.
Uso indevido de uma concessão pública.
Ser bem informado é um direito humano do brasileiro.
A Globo explora uma concessão pública e recebe verbas públicas para manipular e omitir informações?
Isso deveria ser crime.
Confira a imagem abaixo. É um trecho de um relatório que a Petrobrás envia anualmente para Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
É importante, neste momento, que a Petrobrás não se acovarde. Não faça o jogo da Globo.
Repetindo. Em 1995, primeiro ano do governo FHC, Paulo Roberto Costa foi nomeado gerente geral de Exploração e Produção do Sul, responsável pelas bacias de Santos e Pelotas.
Foi diretor da Gaspetro de maio de 1997 a dezembro de 2000. Exerceu outros cargos importantes durante o reinado tucano.
A Globo está dando outro tiro no pé com essa história do Wikipédia.
Se a população souber que Paulo Roberto Costa foi diretor da Petrobrás no tempo de FHC, isso atrapalhará a “narrativa” que a Globo quer impor à opinião pública.
Outro dia, um dos irmãos Marinho, em entrevista ao Valor, comentava as recentes mudanças na empresa, que agora se chamará Grupo Globo. Ele afirmou que a vocação da companhia é “contar histórias”, querendo dizer que o forte da empresa é produção de conteúdo.
Pois é, a Globo sabe contar histórias. E contar histórias implica em esconder o que deve ou não ser contado em determinado momento.
Neste momento, não interessa à Globo liberar informações completas sobre Paulo Roberto Costa.
Ele tem que ser ligado apenas aos governos Lula/Dilma, para prejudicar a candidatura Dilma.
É mais uma loucura nascida da arrogância da Globo.
Aliás, a própria Globo, distraidamente, publicou essa informação há alguns dias, ao criticar o “exagero” de uma acusação de Marina contra o PT.
A Globo está batendo cabeça.
Como é possível esconder que alguém trabalhou numa empresa pública, se o fato está presente em inúmeros documentos?
O servidor que incluiu um capítulo no verbete de Paulo Roberto Costa não fez nada de errado. Não sei como são as regras administrativas da estatal, quais são as liberdades internas para uso de internet.
Mas a informação inserida por ele era absolutamente verdadeira.
Para a Globo, pelo jeito, é crime contar a verdade.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=21259
Assis Ribeiro
19 de setembro de 2014 9:13 amVeja interdita o debate e
Veja interdita o debate e protege Marina de Marina
Site ligado à revista da Marginal Pinheiros classifica como “discurso do medo” a defesa que a presidente Dilma Rousseff fez de direitos trabalhistas como férias e décimo-terceiro; publicação, na verdade, faz a defesa prévia de Marina Silva que, ontem, falou em “atualizar” a CLT, seguindo conselhos do “professor Giannetti”; para a Central Única dos Trabalhadores, presidida por Vagner Freitas, a mensagem da candidata do PSB é óbvia: “Marina fala em atualizar as regras para ajudar na geração de empregos. O que isso significa? Quando os empresários falam isso eles são claros: querem diminuir direitos e ampliar lucros. Nada mais que isso”, afirma; em entrevistas, o próprio “professor Giannetti” classificava a CLT como rígida e anacrônica
Ao se comprometer com uma “atualização” da Consolidação das Leis do Trabalho nos moldes desenhados pelo “professor Gianetti”, com a supressão de direitos e conquistas trabalhistas em troca de promessas de contratações mais fáceis (e frágeis) – como 247 destacou ontem -, a candidata do PSB, Marina Silva, despertou a imediata simpatia do grupo Abril e seu veículo de combate, a revista Veja.
Ao mesmo tempo em que dedica a capa da edição de papel desta semana a chamar de “mentiras e calúnias” fatos que nem mesmo a própria Marina desmentiu, a operação online de Veja usou boa parte do dia para divulgar que a presidente Dilma Rousseff estaria “apelando”, para usar expressão com que o e-presidente Fernando Henrique classificou ele próprio em jantar, em São Paulo, com a alta sociedade.
– Dilma ensaia novo discurso do medo contra Marina: ‘Não mexo no 13º e férias, destacou Veja.com .
Não foi Dilma, porém, quem disse a senha que, desde sempre, significa atentar conta a CLT – e, assim, ameaçar direitos antigos e conquistas atuais da classe trabalhadora. Ocorre que “atualizar a legislação trabalhista”, na versão de Marina em 2014, é o mesmo que “flexibilizar a CLT”, como as entidades patronais e seus economistas chamam o ato de mudar o conjunto de garantias ao trabalho existentes no Brasil.
Com centenas de leis necessitando melhorias e modernizações mais urgentes, é sempre pela CLT que a elite empresarial gosta de iniciar o que chama de reformas.
O que fez a candidata à reeleição, ficou claro, não foi discurso do medo coisa nenhuma, como se diz popularmente, mas uma promessa objetiva:
– Não mexo em 13º e férias. Ponto, parágrafo.
Dilma disse, com um verbo, que quem quiser “atualizar”, “flexibilizar” ou autorizar revisões de alguma forma neste momento na CLT não precisa votar nela. É fácil, basta não teclar 13 na urna eletrônica.
Para quem quer ajudar a reescrever direitos históricos, a menor, como se promete na doutrina Gianetti, há Marina Silva para votar.
O PSDB, é de se lembrar, pelo voz de Fernando Henrique, prometeu “acabar com a era Vargas”. Não conseguiu. Para tentar de novo, numa versão 2.0, apesar de ele próprio ainda não ter entrado no mérito do debate, também se tem Aécio.
Um candidato a presidente que, como Marina, emita a ordem de “atualizar” o rol de garantias trabalhistas representadas na carteira de trabalho com carimbos e assinaturas está, na prática, assanhando o poder econômico para jogar pesado sobre o Congresso. Sobre os sindicatos. Sobre os locais de trabalho. Uma palavra apenas, que tem em si um poder perturbador de largo alcance. “Atualizar”.
GIANETTI, EM 2007: “EMPREGOS COM CARTEIRA NÃO DEVEM SER COMEMORADOS” – É assim, exatamente, como pensa o “professor Gianetti”. Nos tempos em que dava aulas no Ibemec – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, Eduardo Gianetti da Fonseca, hoje o assessor econômico que mais se reúne e mais é prestigiado por Marina, batia duro na CLT. Ele é antigo adversário da legislação trabalhista e, especialmente, dos empregos com carteira assinada em particular:
– O aumento dos trabalhadores com carteira assinada não deve ser comemorado, disse ele, com todas essas letras, em 2007, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
– É preciso uma ampla reforma no mercado de trabalho, completou ele, deixando claro pertencer ao time que considera a CLT anacrônica e ultrapassada. Uma verdadeira âncora para o desenvolvimento da economia brasileira.
Por sorte, milhões de trabalhadores com carteira assinada veem diferente – e se irritam facilmente diante de ameaças à velha e boa CLT.
Apenas neste ano, 701 mil novos empregos com carteira assinada foram criados, no Brasil, desde janeiro, gostem Marina e o “professor Gianetti” ou não. É de se perguntar para essa turma, claramente, se eles topam jogar com o Congresso, o Ministério do Trabalho e o governo a brincadeira de “atualizar” a CLT. O risco de perder direitos é superior a 99,99%.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, considera “extremamente preocupante” a posição manifestada por Marina.
– Estamos falando em mexer nos interesses, mas sem qualquer garantia de melhorias e avanços, ao contrário, de um universo de 101 milhões de brasileiros e brasileiras aptos ao trabalho, registra Freitas.
– Deste total, 94,7 milhões trabalham e 6,26 estão desempregadas. Dos que estão trabalhando, praticamente metade são formais. Não para, de uma hora para outra, pela cabeça de um economista, mexer na CLT como se não fosse um detalhe.
Não se trata, como tentou dizer Veja, de “discurso do medo”, mas de uma possibilidade real de afetar a base do sistema trabalhista brasileiro. Isso é prioridade para quem, cara-pálida?
Para proteger Marina Silva das contradições políticas que ela vai produzindo, Veja vai precisar muito mais do que carimbar como demonização ou marcas do tipo propostas que, de fato, na vida real, atingem a maioria da população. Rotular a discussão séria com ironias como “discurso do medo” é, na prática, interditar o debate – ação que Veja vai se especializando em praticar.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/153814/Veja-interdita-o-debate-e-protege-Marina-de-Marina.htm
Assis Ribeiro
19 de setembro de 2014 9:35 amJustiça condena doleiro
Justiça condena doleiro Youssef a 4 anos de prisão por caso Banestado
A decisão da Justiça Federal do Paraná foi referente a um escândalo de evasão de divisas deflagrado nos anos 1990. Alberto Youssef foi condenado por corrupção ativa
Agência Estado
A Justiça Federal no Paraná condenou nesta quarta feira, 17, a 4 anos e 4 meses de prisão o doleiro Alberto Youssef pelo crime de corrupção ativa no âmbito do caso Banestado – escândalo de evasão de divisas nos anos 1990. Alvo da Operação Lava Jato – investigação sobre lavagem de R$ 10 bilhões e corrupção na Petrobrás – Youssef sofria ainda acusação por seu vínculo com o caso do antigo banco do Estado do Paraná.
Neste caso, ele foi condenado porque obteve, em agosto 1998, empréstimo fraudulento de US$ 1,5 milhão para a Jabur Toyopar Importação e Comércio de Veículos Ltda. no Banestado, agência de Grand Cayman, mediante pagamento de propina de US$ 131 mil ao então diretor de Operações Internacionais da instituição financeira.
A sentença é do juiz Sérgio Moro. Na mesma sentença, o doleiro foi absolvido da imputação do crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. O juiz condenou Youssef ao regime fechado – o doleiro está preso desde 17 de março por sua ligação com a Lava Jato.
A ação contra Youssef havia sido suspensa em 2004, quando o doleiro fez delação premiada e revelou bastidores de um grande esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio do Banestado.
Com a descoberta da participação de Youssef nos crimes de lavagem e corrupção no âmbito da Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal, a Justiça reabriu duas ações penais contra o doleiro, ainda da época do caso Banestado.
A condenação hoje imposta ao doleiro é oriunda de ação penal originariamente proposta em 2003 pelo Ministério Público Federal – ela foi suspensa em decorrência daquele acordo de colaboração premiada celebrado pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado do Paraná com Alberto Youssef.
Em decorrência dos fatos apurados na Operação Lavajato, o acordo, a pedido do Ministério Público Federal, foi declarado rompido e a ação penal retomou o seu curso agora.
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/09/17/interna_politica,570062/justica-condena-doleiro-youssef-a-4-anos-de-prisao-por-caso-banestado.shtml
Luciano Costa
19 de setembro de 2014 9:36 amMarina: muda outra vez sobre mudançã na legislação trabalhista
Publicado em 18/09/2014, no Conversa Afiada
Dilma sobre Bláblá:
nunca sei o que ela pensa
Presidenta disse que adversária mudou de opinião sobre a atualização de
Do Terra:
“Nunca sei de fato o que ela pensa”, diz Dilma sobre Marina
Presidente disse que adversária mudou de opinião sobre a atualização de direitos trabalhistas
A presidente da República e candidata a reeleição, Dilma Rousseff (PT), disse nesta quinta-feira que sua adversária Marina Silva (PSB) muda de opinião com muita facilidade ao comentar que a oponente alterou sua posição sobre direitos trabalhistas. “Eu nunca sei de fato o que ela pensa. Ela pensa uma coisa num dia e outra no outro dia”, disse a petista.
Dilma disparou contra Marina ao ser confrontada com a opinião da candidata do PSB sobre os números da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílios (Pnad 2013). A ex-senadora disse que a presidente deveria explicar para a população porque entregaria um país pior do que recebeu.
Depois de comemorar pontos positivos do levantamento como a valorização do salário e a ligeira queda do analfabetismo, Dilma criticou a adversária por mudar de opinião a respeito da atualização dos direitos trabalhistas.
“O problema da minha adversaria é que ela muda de opinião com muita facilidade. (…) Eu disse ontem que não mexeria nos direitos trabalhistas que são conquistas históricas nem que a vaca tussa. Ela tinha dito que ia atualizar os direitos trabalhistas. Agora diz que não”, disse a presidente.
(…)
“
Em tempo:
Em entrevista ao Jornal da Record, a Presidenta Dilma Rousseff esboçou o que será prioridade de um possível segundo mandato. “A ONU tirou o Brasil do mapa da Fome. Agora, queremos um Brasil mais moderno, inclusivo e competitivo. Os brasileiros continuam trilhando caminho pra classe média. Entramos em um novo ciclo de desenvolvimento. O nosso foco será a educação”, disse a candidata à reeleição aos jornalistas Celso Freitas e Adriana Araújo, nesta quinta-feira (18).
O combate à corrupção e as denuncias de irregularidades em contratos da Petrobras foram outros assuntos abordados. “Nunca se combateu tanto na corrupção, Quando você investiga, se acha. conseguimos uma série de medidas: Polícia Federal autônoma, a CGU (Controladoria Geral da União) virou Ministério, o MP (Ministério Público) não engaveta mais, como acontecia antes”, afirmou a petista, para completar: “Precisamos urgente de reforma política. Sem mudar o financiamento, será difícil o combate à corrupção. Temos que acabar com a origem disso”.
“Achar casos de corrupção não é algo simples”, comentou, sobre o caso Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras investigado pela Polícia Federal. “Ele não trabalha há 10 anos lá (na Petrobras). Trabalha há 30. PF, MP e Judiciário estão investigando esse crime, que não é simples. Eu tomei todas as medidas práticas. É fundamental garantir que aja provas consistentes para que a impunidade não ocorra. O grande patrocinador da corrupção é acharem que ela é impune”.
Criado em sua gestão, o Mais Médicos foi enaltecido na conversa. A Presidenta também anunciou uma nova etapa do programa. “O programa Mais Médicos é um programa complexo que construímos antes das manifestações de junho. Não começamos com o Mais Especialidades junto com o programa Mais Médicos, porque não temos médicos suficientes. Nós vamos fazer o Mais Especialidades, porque hoje não temos tanta pressão sobre os médicos nos hospitais”, ressaltou.
E finalizou: “Temos de reforçar muito os fundamentos éticos, a igualdade de oportunidades, e o combate à corrupção sem trelas. A meta de todas as metas é a qualidade de vida dos brasileiros”
emerson57
19 de setembro de 2014 10:52 amPesquisa
Aécio encosta em Marina na nova pesquisa Dataprado
by Professor Hariovaldo •
19 de setembro de 2014
Numa sensacional reação eleitoral, Aécio é 45% agora das intenções de votos, já encostando em Marina Silva, que tem 49%, o que indica a necessidade de realização de segundo turno entre os dois. Dilma, na rabeira, vê a aproximação de Luciana enquanto perde para o Pastor Everaldo. Mantendo esse quadro, o apoio do Pastor Everaldo será fundamental para decidir o segundo turno entre Marina e o Brigadeiro de Cláudio, mas com qualquer um dos dois, os homens bons serão os vitoriosos. Alvíssaras!
joao
19 de setembro de 2014 12:20 pmpesquisa data folha
Caracas!
Pq nao colocam esta pesquisa de hoje cedo , das eleicoes, tem otimas materias e esta bombando e o GGN fica de bobeira.
Acordem.
Iara G
19 de setembro de 2014 12:56 pmAs mais recentes sobre a crise hídrica em SP
O portal terra traz um bom material e indica que se a saída de água do sistema cantareira continuar neste nível de 0,2 pp por dia, em 13 de outubro (isto mesmo, uma semana após a realização das eleições) cessa a sua vazão.
http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/sistema-cantareira/
No portal do estadão título belicoso para se referir a questões técnicas onde a ANA (federal) acusa a Sabesp (estadual) de adiar plano do Cantareira
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,governo-federal-acusa-sp-de-adiar-plano-do-cantareira,1562439
FSP também trata do assunto
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/09/1518229-ana-diz-que-governo-de-sp-dificultara-disponibilizacao-de-agua-do-cantareira.shtml
FSP menciona que o interior de SP pede mais água do Cantareira para evitar racionamento.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/09/1517987-interior-de-sp-pede-mais-agua-do-cantareira-para-evitar-racionamento.shtml
O assunto no IG
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/09/ig_paulista/207288-consorcio-pede-mais-agua-do-cantareira-para-o-rio-atibaia.html
No site do PCJ
http://www.agua.org.br/noticias/769/consorcio-pcj-se-junta-aos-municipios-da-regiao-para-pedir-por-mais-agua-do-cantareira-para-a-bacia-do-rio-atibaia.aspx
Falta de água prejudica até o comércio de Bragança Paulista
http://www.atibaia.com.br/noticias/noticia.asp?numero=32789
No portal do Meio Ambiente: “Após 4 meses de uso do volume morto, Cantareira cai ao nível de maio”
http://portaldomeioambiente.org.br/agua/9388-apos-4-meses-de-uso-do-volume-morto-cantareira-cai-ao-nivel-de-maio
Zé Dirceu menciona em seu blog: “Tucana foge de CPI para não falar da falta de água”
http://www.zedirceu.com.br/tucana-foge-de-cpi-para-nao-falar-de-falta-de-agua/
Portal G1 – interior SP
Estiagem afeta produção e qualidade da laranja, gerando prejuízo na região Quebra na produção pode chegar a 30%, segundo estimativa do Sindicato. Excesso de sol deixou fruto murcho, pequeno e queimado, diz Associtrus. http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/09/estiagem-afeta-producao-e-qualidade-da-laranja-gerando-prejuizo-na-regiao-aguai-araraquara.html Falta de chuva prejudica a produção de frangos em Pereiras Segundo a Casa da Agricultura, quebra na produção chega a 50%.Produtores deixaram de receber aves porque não há água para mantê-las. http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2014/09/falta-de-chuva-prejudica-producao-de-frangos-em-pereiras.html Quase 100 bairros estão sem abastecimento de água em Bauru Adutora do Jardim Bela Vista rompeu.Rio Batalha está com o nível mais baixo por causa estiagem desde 2006 http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2014/09/quase-100-bairros-estao-sem-abastecimento-de-agua-em-bauru.html Falta d’água afeta 90 mil moradores em Franca, SP, estima Sabesp Calor causou aumento excessivo no consumo, afirma diretor Rui Engrácia.Mesmo com queda de 40% em nível de rio, Sabesp nega racionamento. http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/09/falta-dagua-afeta-90-mil-moradores-em-franca-sp-estima-sabesp.html Reservatórios apontam 2% de água e racionamento é ampliado em Itu http://www.jundiai.com.br/reservatorios-apontam-2-de-agua-e-racionamento-e-ampliado-em-itu
José RC Martins
19 de setembro de 2014 1:30 pmQuem acha Marina ‘A Grande Lider’
http://www.foreignpolicy.com/articles/2014/09/18/this_is_what_a_leader_looks_like_marina_silva_brazil
Cosme Henrique
19 de setembro de 2014 1:48 pmlhttp://f5.folha.uol.com.br/t
lhttp://f5.folha.uol.com.br/televisao/2014/09/1518244-saida-de-patricia-poeta-do-jornal-nacional-teria-relacao-com-carlinhos-cachoeira.shtml
Paulo F.
19 de setembro de 2014 2:55 pmThey Say No!
Não foi dessa vez. Mas a proposta voltará. É questão de tempo. A Espanha suspira, Cameron também.
http://letras.mus.br/scars-on-broadway/1226392/
Do Diário de Noticias de Lisboa
Edimburgo triste, Londres, Bruxelas e Madrid aliviadas
por Lusa Hoje
Mais de dois milhões de eleitores escoceses decidiram hoje o “não” à independência do Reino Unido, num referendo cujo resultado foi recebido com alívio por Londres, Bruxelas e Madrid, mas chorado em Edimburgo.
Com uma participação recorde de 85,6 por cento, “não” foi o voto de 55,3% dos eleitores, 150 mil votos acima do número necessário para um dos campos vencer.
Ainda de madrugada, o ministro principal escocês, Alex Salmond, reconheceu a derrota no referendo de independência no país e disse aceitar o veredito da população, apelando ainda a que os três grandes partidos do Reino Unido cumpram as promessas de conceder mais autonomia à região.
No centro de Edimburgo, ativistas do “sim”, que durante a noite e debaixo de chuva alimentaram a esperança da vitória, reagiram com tristeza e desânimo.
Segundo contaram à Lusa dois portugueses emigrados na Escócia, as pessoas acordaram hoje em Glasgow cabisbaixas por ter sido rejeitada a independência, enquanto em Edimburgo o dia amanheceu sossegado, cancelados os festejos programados pelos defensores do “sim”.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, manifestou-se satisfeito pela decisão do povo escocês em manter unidas as “quatro nações” e disse que o “resultado foi claro” e que é uma “oportunidade” de mudar a forma como o país é governado.
O presidente do parlamento europeu, Martin Schulz, disse estar aliviado com a vitória do “não” no referendo sobre a independência da Escócia.
No mesmo sentido, o presidente do Conselho Europeu, Van Rompuy, saudou a opção dos escoceses, salientando que o Reino Unido “é e continuará a ser um importante membro da União Europeia, para benefício de todos os cidadãos e Estados-membros”.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse que a recusa da independência pelos escoceses, em referendo, unifica e fortalece a Europa.
Quanto a Mariano Rajoy, presidente do governo espanhol, felicitou os escoceses por terem recusado a independência, evitando assim as “graves consequências” que teria tido a separação do Reino Unido.
O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, disse respeitar a escolha feita pelos escoceses, manifestando-se convicto de que o Reino Unido continuará a desempenhar um papel de liderança no seio da Aliança Atlântica.
As empresas escocesas cotadas na bolsa de Londres assim como a libra esterlina registaram uma subida de cotações depois de confirmada a vitória do “não”.