Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Maurício Gil - Floripa (SC)
24 de setembro de 2014 4:43 amCADÊ OS MASCARADOS
Bom artigo do Guilherme Scalzilli em seu blog: Cadê os Mascarados Guilherme Scalzilli Os protestos desapareceram. Até das cidades em que as passagens do transporte urbano voltaram a aumentar. Até durante os desfiles do Sete de Setembro. Até, pasmem, na campanha eleitoral. Claro que não me refiro a sem-teto, camelôs, grevistas e outros movimentos setorizados, com pautas mais ou menos claras e participação restrita. Falo daquela turba descontente que saiu às ruas bradando contra o sistema político, as desigualdades, o mau uso do dinheiro público. Exigindo escolas, hospitais, reformas diversas. Cadê? É impossível culpar a repressão policial, que foi o grande propulsor das manifestações de 2013 e continua a espalhar suas brutalidades. Mesmo a prisão de ativistas deveria suscitar uma resposta à altura. O fim da Copa do Mundo tampouco serve como pretexto. Afinal, supondo sinceros os objetivos dos seus adversários, os problemas permanecem, e livres da aprovação recebida pelo evento. Então onde diabos foram parar os indignados? Por que decidiram poupar a grande farsa do sufrágio, que pereniza a máquina estatal e o sistema burguês? Não seria coerente com seu verniz “tático” se os black blocs aproveitassem o ritual da maldita classe política para desmascará-la? E o voto nulo, a abstenção, a desobediência civil que parecia a única forma efetiva de luta? Que sonífero tomou o “gigante das ruas”, bem no momento em que ele teria mais visibilidade, contundência e poder de transformação? Pensando bem, estão certos aqueles que responsabilizam as eleições. Elas tornaram os mascarados pragmáticos. A arruaça não faria bem à imagem da candidata “inovadora” que passou a representar seus anseios revolucionários. Tampouco ao discurso probo do antipetismo, que milagrosamente substituiu as plataformas genéricas de outrora. Parece coisa de marqueteiro esperto. Mas, como sabemos, os manifestantes são espontâneos e apartidários.
Webster Franklin
24 de setembro de 2014 6:54 amA Petrobrás, a PNAD e o coro da insignificância nacional
Carta Maior
22/09/2014 00:00
A Petrobrás, a PNAD e o coro da insignificância nacional
A simbologia da Petrobrás ficou até maior do que nos anos 50, quando foi criada por Getúlio. Hoje, ela deixou de significar apenas petróleo nacional.
por: Saul Leblon
Imagine-se que o México, por exemplo, do novo herói de Wall Street, Enrique Peña Nieto; ou a Espanha, do imperturbável ‘austericida’, Mariano Rajoy; ou mesmo os EUA, do flácido Barack Obama, reunisse, em uma única semana, essa que passou, as seguintes conquistas no portfólio do seu governo:
1. O país fosse declarado pela FAO um território livre da fome, praticamente erradicada nos últimos 11 anos;
2. Tivesse a notícia de que a miséria extrema fora igualmente reduzida em 75%, no mesmo período;
3. Constatasse que após seis anos de uma interminável crise mundial, a renda média mensal das famílias continuasse a crescer, tendo se elevado em 3,4% acima da inflação em 2013 (dado da PNAD já corrigida);
4. E que o rendimento médio dos trabalhadores assalariados, no mesmo período, registrou um aumento de 3,8% acima da inflação e acima do PIB, de 2,5%;
5. Ainda: que enquanto a renda dos 10% mais ricos cresceu 2,1%, a dos lares mais pobres, incluindo-se os benefícios das políticas sociais, avançou 2,9%, o que contribuiu para um pequeno, mas persistente recuo da desigualdade, em declínio desde 2004;
6. Mais: que o trabalho infantil em 2013 caíra 12,3%; a matrícula na pré-escola atingira 81% das crianças e o trabalho com carteira assinada já englobaria 76% dos assalariados;
7. Não só; a consolidação dos indicadores sociais dos últimos 11 anos, embora não tenha quebrado os alicerces de uma das construções capitalistas mais desiguais do mundo, mexeu em placas tectônicas. A renda média da sociedade aumentou 35% acima da inflação entre 2004 a 2013. Mas a dos 10% mais pobres cresceu o dobro disso (cerca de 73%); e entre os 50% mais pobres, avançou mais de 60%, com repercussões óbvias no padrão da produção e da demanda, no conforto doméstico e nas expectativas em relação ao futuro;
8. A mesma semana generosa incluiria ainda a informação de que as novas reservas de petróleo desse país, responsável por 40% das descobertas mundiais nos últimos cinco anos, já representam 24% da produção nacional; 9. E, por fim, que o investimento em infraestrutura, depois de três décadas de declínio sistemático –repita-se, três décadas de recuos sucessivos– registrou uma inflexão e passou a crescer o equivalente a 2,4% do PIB, em média, de 2011 a 2013.
Qual seria a reação do glorioso jornalismo de economia diante desse leque de vento bom, se a mão que o abanasse fosse a dos titãs dos mercados?
Não seríamos poupados de manchetes faiscantes, a alardear a eficácia das boas práticas do ramo.
Mas as boas notícias tem como moldura o Brasil.
Presidido pela ‘intervencionista’ Dilma Rousseff, candidata petista à reeleição e detentora de teimosa liderança nas pesquisas do 1º turno.
Isso muda tudo.
Muda a ponto de um acervo desse calibre ser martelado como evidência de retrocesso social no imaginário brasileiro.
Muda a ponto de Marina valer-se dessa ocultação da realidade para decretar que Dilma entregará um país ‘pior do que o que recebeu’.
O padrão ‘Willian Bonner’, como se vê, faz escola.
A indigência do debate impede não apenas que o Brasil se enxergue como o país menos desigual de toda a sua história, mas, sobretudo, interdita a autoconfiança da sociedade nos seus trunfos para avançar um novo passo nessa direção.
Não se subestime aqui a persistência de gargalos significativos nessa trajetória. Juros descabidos, por exemplo. E uma paridade cambial fora de lugar há duas décadas. Com toda a guarnição de perdas e danos que esse desajuste de dois preços essenciais pode acarretar.
Embora sejam apresentados como prova do genuíno fracasso petista, a verdade é que desarranjos macroeconômicos não constituem exceção na história econômica do país.
Será necessário recordar, à nova cristã do tripé, que sob o comando de Armínio Fraga, virtual ministro dela ou de Aécio , o BC elevou a taxa de juro a 45%, em março de 1999?
Que a dívida pública explodiu sob a gestão do festejado herói dos mercados?
E que a defasagem cambial sob FHC exigiu uma maxidesvalorização de 30% em janeiro de 1999, escalpelando o poder de compra das famílias assalariadas?
Ou que as perspectivas da inflação então oscilavam entre 20% e 50% ao ano; maiores que as da enxovalhada Argentina hoje?
O banco de dados do glorioso jornalismo de economia dispõe desses dados.
Que ali hibernam a salvo da memória nacional.
O fato é que se alguns desequilíbrios se repetem –em escala muito menor, caso do juro de 11% e da paridade cambial de R$ 2,25– os trunfos, ao contrário, caracterizam uma auspiciosa singularidade.
E não avançam apenas da esfera social para o mercado, mas vice versa.
A economia brasileira dispõe agora de reservas em moeda estrangeira da ordem de US$ 400 bi, com um fiador estratégico de peso muito superior a esse.
Uma poupança de petróleo e gás, que pode chegar a 100 bilhões de barris, avaliada em cerca de R$ 5 trilhões, revestida de domínio de tecnológico e escala para traduzir-se em soberania, autossuficiência e receitas, pavimenta o futuro do crescimento nacional.
Não só.
Em plena crise mundial, o país alicerçou um dos mercados de massa mais cobiçados do planeta e um mercado de trabalho que flerta com o pleno emprego.
A sociedade brasileira é uma das poucas em todo o planeta a desfrutar de uma combinação vital ao futuro humanidade: autossuficiência alimentar e fontes abundantes de energia limpa.
Sua dívida pública é estável, proporcionalmente baixa em relação ao PIB (37%) e aos padrões mundiais.
A planta industrial embora esgarçada, carente de competitividade, preserva escala e encadeamentos que ainda distinguem o país em relação às demais nações em desenvolvimento. Ainda que setores respirem por aparelhos, não está morta.
As empresas estão líquidas, são lucrativas, têm caixa suficiente –hoje alocado no rentismo– para deflagrar um novo ciclo de expansão.
O país conta, ademais, com uma invejável rede de bancos públicos e possui um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo (o BNDES é maior que o Banco Mundial); o nível de endividamento das famílias é proporcionalmente baixo em relação à média internacional e o sistema de crédito é sólido.
Não é pouco, mesmo considerando-se as novas condições de mobilidade de capitais que restringem o poder dos governantes para ordenar o desenvolvimento.
Com muito menos que isso, Getúlio Vargas afrontou o cerco conservador nos anos 50.
Se dependesse das restrições da época, e do imediatismo das elites, ele não teria criado a Petrobrás, por exemplo.
Tampouco insistido na industrialização.
Assim como Juscelino não teria feito Brasília.
Ou Celso Furtado –desdenhado pela assessoria ‘moderna’ de Marina– teimado em erradicar o apartheid nacional, que tinha no Nordeste um quê de bantustão avant la lettre.
A determinação de viabilizar cada uma dessas agendas extraiu do engajamento popular e dos fundos públicos a viabilidade sonegada pelas elites, seus sócios estrangeiros e seu aparato emissor.
A seta do tempo não se quebrou: hoje a Petrobrás é a empresa que tem a maior carteira de investimento do mundo; o Nordeste é a região que lidera o crescimento do poder de compra popular; o Centro-Oeste é um dos polos agrícolas mais dinâmicos do país.
Operadores de Marina e Aécio fazem gestos nervosos na lateral de campo da disputa eleitoral.
Apontam o relógio para dizer que o tempo do jogo da soberania com justiça social esgotou.
Exigem que o eleitor encerre a disputa e aceite a derrota definitiva desse capítulo na história nacional.
O jogral tem experiência no ramo dos vereditos incontrastáveis.
O desdém pelo Brasil mais justo que progressivamente emerge das PNADs é uma prova.
O diabo é a Petrobrás. E as arrancadas do pré-sal.
A dupla adiciona uma dissonância não negligenciável ao discurso da insignificância brasileira na coordenação do futuro do seu desenvolvimento.
Tem peso e medida para representar um indutor de crescimento mais consistente e duradouro que o ciclo recente de valorização das commodities, ao qual o discurso conservador atribui toda a extensão dos avanços sociais registrados nos últimos anos.
Nesse sentido, a simbologia da Petrobrás ficou até maior do que foi nos anos 50.
Hoje ela deixou de significar apenas petróleo nacional. Para se tornar o espelho de uma dissidência poderosa aos interditos dos mercados no século XXI.
Fortemente imbricada nas encomendas cativas de toda a cadeia da extração, refino e usos sofisticados da petroquímica, a regulação soberana do pré-sal facultou ao país um novo berçário industrializante.
Não é o canto do cisne da luta pelo desenvolvimento, como querem alguns.
Pode ser o aggiornamento de um modelo.
A integração entre compras direcionadas à indústria brasileira e o investimento em cadeias produtivas relevantes, já funciona, de forma similar, e com sucesso, nas aquisições de medicamentos para o SUS, com fomento da rede de laboratórios nacionais pelo BNDES.
Se esse modelo entrar em voo de cruzeiro, o discurso da insignificância brasileira na definição do passo seguinte do seu crescimento entrará em coma.
O pré-sal é o ponteiro decisivo da corrida contra o ultimato conservador dos operadores de Marina e Aécio.
É coerente que tenha merecido apenas uma única e mísera linha no pr0grama de 242 páginas de Marina Silva ; assim: “Destinar ao orçamento da educação os royalties do petróleo em áreas do pré-sal já concedidas”. Ponto.
É mais que isso o que está em jogo.
No ciclo do próximo governo –e por isso é crucial ele seja progressista– o pré-sal, mantida a regulação soberana do regime de partilha, avançará exponencialmente para responder por 50% da produção brasileira em 2018.
O país estará, então, no limiar de dispor de 4,2 milhões de barris/dia, o dobro da oferta atual, com excedentes exportáveis robustos e crescentes.
Não são apenas negócios.
Cerca de 75% dos royalties do pré-sal vão para a educação; 25% para a saúde.
Mais de 300 mil jovens brasileiros serão treinados diretamente nos próximos anos pelo Promimp, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural.
Um parque tecnológico de ponta em pesquisa de energia, com adesão de inúmeras multinacionais, está nascendo no Fundão, junto à Universidade Federal do Rio de Janeiro, colado à agenda do pré-sal.
A indústria naval brasileira que havia desaparecido nos anos 90 agora é a quarta maior do mundo e emprega 100 mil pessoas.
As receitas do refino –filé da indústria do petróleo—ficarão em boa parte no país, graças a um esforço hercúleo da Petrobrás de investir em uma rede de refinarias, heresia sepultada pelo PSDB e a turma da Petrobrax nos anos 90.
Desqualificar a estatal criada por Getúlio –‘o PT colocou um diretor lá por 12 anos par assaltar os cofres da empresa’, diz a doce Marina– significa para o conservadorismo uma vacina de vida ou morte contra um perigo maior.
Aquele que pode levar o discernimento nacional a enxergar no épico contrapelo do pré-sal, sob o guarda-chuva de uma estatal poderosa, a inspiração para um modelo capaz de destravar o arranque de um novo ciclo de expansão em outras áreas.
Não se trata de uma gincana acadêmica.
Trata-se de ter ou não a soberania sobre o crescimento e a produtividade indispensáveis aos bons indicadores de futuras PNADs.
Que reúnam avanços iguais, ou maiores, que esses que o glorioso jornalismo de economia se esmerou em desqualificar na semana passada. Mas para os quais não oferece nenhuma alternativa, exceto o coro mórbido da insignificância nacional na construção do futuro.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/A-Petrobras-a-PNAD-e-o-coro-da-insignificancia-nacional-/31847
Webster Franklin
24 de setembro de 2014 7:03 amUma democracia que se volta contra o povo
Carta Maior
23/09/2014
Uma democracia que se volta contra o povo
Uma grita geral da mídia corporativa, de parlamentares da oposição e de analistas sociais conservador se levantou furiosamente contra a proposta.
Leonardo Boff
Uma grita geral da mídia corporativa, de parlamentares da oposição e de analistas sociais ligados ao status quo de viés conservador se levantou furiosamente contra o decreto presidencial que institui a Política Nacional de Participação Social. O decreto não inova em nada nem introduz novos itens de participação social.
Apenas procura ordenar os movimentos sociais existentes, alguns vindos dos anos 30 do século passado, mas que nos últimos anos se multiplicaram exponencialmente a ponto de Noam Chomsky e Vandana Shiva considerarem o Brasil o país no mundo com mais movimentos organizados e de todo tipo.
O Decreto reconhece esta realidade e a estimula para que enriqueça o tipo de democracia representativa vigente com um elemento novo que é a democracia participativa. Esta não tem poder de decisão apenas de consulta, de informação, de troca e de sugestão para os problemas locais e nacionais.
Portanto, aqueles analistas que afirmam, ao arrepio do texto do Decreto, que a presença dos movimentos sociais tiram o poder de decisão do governo, do parlamento e do poder público laboram em erro ou acusam de má fé. E o fazem não sem razão. Estão acostumados a se mover dentro de um tipo de democracia de baixíssima intensidade, de costas para a sociedade e livre de qualquer controle social.
Valho-me das palavras de um sociólogo e pedagogo da Universidade de Brasília, Pedro Demo, que considero uma das mentes mais brilhantes e menos aproveitadas de nosso país. Em sua Introdução à sociologia (2002) diz enfaticamente: ”nossa democracia é encenação nacional de hipocrisia refinada, repleta de leis “bonitas”, mas feitas sempre, em última instância, pela elite dominante para que a ela sirva do começo até o fim. Político (com raras exceções) é gente que se caracteriza por ganhar bem, trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniquados, enriquecer-se às custas dos cofres públicos e entrar no mercado por cima…Se ligássemos democracia com justiça social, nossa democracia seria sua própria negação”(p.330.333).
Não faz uma caricatura de nossa democracia mas uma descrição real daquilo que ela sempre foi em nossa história. Em grande parte possui o caráter de uma farsa. Hoje chegou, em alguns aspectos, a níveis de escárnio. Mas ela pode ser melhorada e enriquecida com a energia acumulada pelos centenas de movimentos sociais e pela sociedade organizada que estão revitalizando as bases do país e que não aceitam mais esse tipo de Brasil.
Por força da verdade, importa reconhecer, que, entre acertos e erros, ele ganhou outra configuração a partir do momento em que outro sujeito histórico, vindo da grande tribulação, chegou à Presidência da República. Agora esses atores sociais querem completar esta obra de magnitude histórica com mais participação. E eles têm direito a isso, pois a democracia é um modo de viver e de organizar a vida social sempre em aberto – democracia sem fim – no dizer do sociólogo português Boaventura de Souza Santos.
Quem conhece a vasta obra de Norberto Bobbio um dos maiores teóricos da democracia no século XX, sabe das infindas discussões que cercam este tema, desde do tempo dos gregos que, por primeiro, a formularam. Mas deixando de lado este exitante debate, podemos afirmar que o ato de votar não é o ponto de chegada ou o ponto final da democracia como querem os liberais. É um patamar que permite outros níveis de realização do verdadeiro sentido de toda a política: realizar o bem comum através da vontade geral que se expressa por representantes eleitos e pela participação da sociedade organizada.
Dito de outra forma: é criar as condições para o desenvolvimento integral das capacidades essenciais de todos os membros da sociedade. Isso no pensar de Bobbio – simplificando uma complexa discussão – se viabiliza através da democracia formal e da democracia substancial. A formal se constitui por um conjunto de regras, comportamentos e procedimentos para chegar a decisões políticas por parte do governo e dos representantes eleitos. Como se depreende, estabelecem-se regras como alcançar a decisões políticas mas não define o que decidir.
É aqui que entra a democracia substancial. Ela determina certos conjuntos de fins, principalmente o pressuposto de toda a democracia: a igualdade de todos perante a lei, a busca comum do bem comum, a justiça social, o combate aos privilégios e a todo tipo de corrupção e não em último lugar a preservação das bases ecológicas que sustentam a vida sobre a Terra e o futuro da civilização humana.
Os movimentos sociais e a sociedade organizada, podem contribuir poderosamente para essa democracia substancial. Especialmente agora que devido à gravidade da situação global do sistema-vida e do sistema-Terra se busca de um caminho melhor para o Brasil e para o mundo. Com sua ciência de experiências feita, com as formas de sobrevivência que desenvolveram em 500 anos de marginalização, com suas tecnologias sociais e com seus inventos, com suas formas próprias de produzir, distribuir e consumir, em fim, tudo aquilo que possa contribuir na invenção de outro tipo de Brasil no qual todos possam caber, a natureza inteira incluída.
Uma democracia que se nega a esta colaboração é uma democracia que se volta contra o povo e, no termo, contra a vida. Daí a importância de secundarmos o Decreto presidencial sobre a Política Nacional de Participação Social, tão irrefutavelmente explicada em entrevista na TV e em O Globo (16/6/2014) pelo Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência Gilberto Carvalho.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Uma-democraciq-que-se-volta-contra-o-povo/4/31855
Gustavo Belic Cherubine
24 de setembro de 2014 8:08 amA virada civilizatória de Haddad
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1521429-guilherme-wisnik-a-agenda-de-haddad-para-o-futuro.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Guilherme Wisnik: A virada civilizatória de Haddad
24/09/2014 02h00PUBLICIDADE
É difícil hoje alguém ter a coragem de contestar o fato de que as cidades precisam encontrar novas soluções para o deslocamento em massa, e deixar de construir mais viadutos e túneis. Elas precisam de soluções que não consumam tanto petróleo, que não poluam tanto o ar, que não induzam à impermeabilização do solo e que não gerem tanto congestionamento.
Em São Paulo, nem os maiores opositores da gestão de Fernando Haddad podem negar o fato de que as ações do prefeito estão orientadas para o interesse coletivo, em termos tanto sociais como econômicos e ambientais.
Os 358 km de novas faixas exclusivas de ônibus em São Paulo são ações evidentes nessa direção, assim como os 78 km de ciclofaixas recentemente instaladas (a previsão é chegar a 400 km até o final de 2015). A considerável melhora na avaliação do prefeito pela população é sinal claro dessa consciência.
Diferentemente do que se costuma pensar, a bicicleta pode ser, sim, uma modalidade significativa no transporte da cidade. Isso porque 25% do congestionamento que temos hoje se deve a percursos curtos feitos de carro –menos de 3 km. Mas a bicicleta não é só um meio de transporte menos poluente e mais compacto: sobre ela temos maior empatia com o entorno.
As ações de Haddad se conectam com as recentes mudanças de comportamento. Existe atualmente uma tendência de abandono das regiões suburbanas (como Alphaville e Granja Viana) e de volta para as áreas mais centrais da cidade.
Além disso, o carro vem deixando de ser um bem de consumo imprescindível para as novas gerações, e os espaços públicos passaram a ser mais utilizados e reivindicados pela população, de par com as intensas mobilizações em prol do transporte público como um “direito à cidade”.
Daí a tônica do novo Plano Diretor, que procura conectar as ações de mobilidade ao adensamento populacional nesses eixos de transporte, diminuindo a distância entre moradia e trabalho e restringindo o número de vagas de garagem nessas áreas. Isso porque, ao contrário do que ocorre na maior parte do mundo desenvolvido, a nossa legislação até agora exigia números mínimos de vagas, e não máximos.
Outros exemplos positivos da gestão Haddad podem ser citados, como o IPTU progressivo sobre os imóveis vazios, a inauguração das duas primeiras centrais mecanizadas de triagem de resíduos sólidos e a ampliação da coleta seletiva do lixo. Há também o apoio aos moradores da cracolândia por meio de um programa que associa saúde, emprego, moradia e assistência social.
A defesa dessas posições não deve ser confundida com uma campanha eleitoreira. Boa parte da independência das ações da prefeitura se deve, a meu ver, ao próprio isolamento de Haddad dentro do PT.
Visto com má vontade pela mídia, dispondo de baixo Orçamento, engessado pela progressiva judicialização da política e menos comprometido com a “realpolitik” do seu partido, o prefeito não viu outro caminho que não o de seguir a sua própria agenda. Uma agenda que confronta tabus cruciais da nossa sociedade, como o protagonismo do carro na cidade.
Haddad, no entanto, não faz um voo solo. Caso raro entre nós, é um político que concilia ações imediatas e cirúrgicas com uma visão abrangente e de longo prazo. É, portanto, um ator de ponta na política, assumindo uma liderança em decisões estratégicas na linha de outros prefeitos de grandes metrópoles, de espectros políticos variados, como Nova York, Medellín e Bogotá.
Quando a política parece estar submetida à hegemonia do marketing, como um reality show de estatísticas e de pesquisas construídas de maneira autogerada e pouco refletida, vejo a coerência contundente de Haddad com grande admiração. Não me espantarei se esses anos ficarem marcados na história como um ponto de virada civilizatória em São Paulo.
GUILHERME WISNIK, 42, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, foi curador da 10ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, em 2013
ROSE
24 de setembro de 2014 8:26 am( Ufa!! Por um triz, não foi
( Ufa!! Por um triz, não foi “aquele outro”… )
Na Presidência da República, Lewandowski despacha do Planalto
Ricardo Lewandowski, no gabinete da Presidência da República, como presidente interino.
(Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)
Assis Ribeiro
24 de setembro de 2014 8:52 amDificuldade nas urnas força
Dificuldade nas urnas força PSDB a recalcular tamanho do partido
Criado como alternativa de centro-esquerda, partido se complicou com alianças regionais, apostas malsucedidas e falta de renovação. Análises apontam que a sigla tem de se reinventar depois de outubro
Não há mais como postergar o debate. Com a possibilidade de perder a eleição para a presidência da República pela quarta vez consecutiva (2002, 2006, 2010 e 2014) e de ficar fora do 2º turno pela segunda vez na história (a primeira foi em 89), o PSDB precisará ser repensado. Reconstruído em relação às lideranças e, principalmente, quanto ao futuro que se espera para a legenda. Essa é a opinião de parlamentares, sociólogos, cientistas políticos e acadêmicos, que têm discutido o assunto nos últimos dias.
O fato de uma legenda reestruturar projetos e estratégia de atuação após um pleito eleitoral pode até ser corriqueiro, mas a questão, no caso dos tucanos, é saber se eles terão poder para se manter como oposição a partir de 2015, se possuem lideranças suficientemente fortes para atuar pela sigla no Congresso Nacional e, sobretudo, se os arranjos firmados nesta eleição deixarão o PSDB mais voltado para o propósito de quando foi criado, na década de 1980, ou manterão o partido atrelado à direita, como tem sido observado mais recentemente.
“O PSDB estará numa encruzilhada depois de outubro. É uma legenda que não conseguiu vender a imagem de mudança. Seu discurso falou mais de restauração em si do que de mudança”, afirma o cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB).
O acadêmico analisa que a situação dos tucanos nas eleições de 2014 é reflexo da incapacidade de se comunicar com a população e construir militância. “O fato de o PSDB não ir para o segundo turno quebra uma polarização com o PT. Além disso, a diferença de Aécio Neves para Dilma Rousseff indica que, apesar de os petistas estarem há 12 anos no poder, a população ainda tem uma rejeição maior ao PSDB do que ao PT. O partido terá de estudar novas estratégias de reconstrução, pois não tem militância, as decisões tendem a ser tomadas de forma restrita e elitizada e é observada nítida dificuldade de se criar um canal de comunicação com as pessoas, o que ficou bem claro nesta campanha”, ressalta.
Barreto é acompanhado no argumento por nomes de peso na história da elaboração do pensamento tucano. “O grande problema do PSDB é que o partido não conseguiu se articular como oposição durante os governos petistas”, enfatiza o filósofo José Arthur Giannotti – que já pertenceu à sigla e hoje se diz “tucanoide e não tucano.”
Intelectual bastante ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o historiador Boris Fausto também não mede palavras para apontar que o PSDB passa por um momento muito delicado. “O partido vive uma crise de liderança séria”, acrescenta
Entre os políticos integrantes da sigla, há quem avalie que a grande preocupação é a busca por lideranças nacionais e a consolidação das já existentes, uma vez que o PSDB não soube fazer novos nomes com condições para despontar no cenário nacional depois que deixou a presidência, em 2003, orbitando sempre em torno dos mesmos políticos e apresentando muito mais cisões do que pontos de consenso entre a bancada. Nas disputas presidenciais, repetiu duas vezes José Serra, apostou uma em Geraldo Alckmin e outra em Aécio Neves, todos nomes conectados, em maior ou menor grau, a correntes antigas da política. Em contraponto, existe um pensamento que prefere acreditar que, apesar das derrotas seguidas nas eleições presidenciais, os tucanos seguem numa linha positiva.
Esse segundo raciocínio é motivado por articulações para as eleições deste ano tanto para o retorno ao Congresso Nacional de tucanos históricos, como José Serra (SP) e Tasso Jereissati (CE), que têm chance de ocupar vagas no Senado a partir de 2015, como a reeleição de parlamentares, caso de Álvaro Dias (PR), que, segundo pesquisas, tende a ser o senador mais votado do país (embora já tenha rompido com o PSDB em 2002 e retornado em seguida) – além do próprio Aécio Neves, que tem mais quatro anos pela frente como senador.
Nova geração?
O cientista político Leonardo Barreto tem uma opinião diferente da de políticos que comemoram a volta de “quadros fortes” entre os tucanos ao Congresso. Ele destaca que o retorno de antigos nomes só corrobora a ideia de que não houve renovação na legenda. Cita como exemplo o PT, que, mesmo tendo lideranças contestadas, reúne pessoas que podem ser consideradas uma segunda geração da legenda: Gleisi Hoffmann, senadora e candidata ao governo do Paraná, Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, e Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo.
“No PSDB, não houve isso. Alguns nomes que poderiam ter formado uma segunda geração terminaram, por motivos variados, saindo do partido e até romperam com integrantes. Os nomes importantes têm idade média na faixa dos 70 anos e isso é ruim para a formação de novas lideranças””, explica Barreto. Casos como do ex-ministro Ciro Gomes (agora no Pros), o prefeito de Curitiba (PR) Gustavo Fruet (hoje no PDT) e o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (que chegou a presidir o partido e depois migrou para o PMDB), são exemplos de saídas que ilustram o apontamento de Barreto.
Ele acredita que, além de Aécio Neves, será importante para essa renovação da sigla o papel de Geraldo Alckmin, prestes a ser reeleito como governador do maior colégio eleitoral do país, São Paulo, e de nomes que sempre tiveram atuação forte, como o prefeito de Manaus (AM), o ex-senador Arthur Virgílio.
Virgílio ameaçou cerca de um ano atrás deixar a legenda e tem, entre as diferenças internas, disputas principalmente com Alckmin, em razão de discussões sobre a guerra fiscal entre os estados.
Desde dezembro passado, em declaração durante entrevista para uma emissora de TV, o prefeito e ex-senador tem chamado a atenção para o quadro e destacado que “o PSDB precisa se repensar”. Virgílio usou uma frase bem específica sobre a posição do partido hoje: “Perder uma quarta eleição é como sapato branco, é bonito nos outros. Daqui a pouco, você vira o sparring, não o lutador principal.” A tese dele é de que falta ao partido uma “utopia nova, algo como o apelo da estabilização da economia, que rendeu um par de mandatos a Fernando Henrique Cardoso”.
Segundo Virgílio, “se FHC fosse 20 anos mais novo, seria um excelente candidato”. Uma das fragilidades apontadas por ele foi o fato de o partido, no início do governo do PT, não ter destacado os trabalhos de Fernando Henrique, que ele avalia como “relevantes para o país”. Pelo contrário, o ex-presidente teve pouca exposição em campanhas eleitorais e debates internos. “O partido escondeu FHC. Depois de todo o trabalho que não deu frutos para o FHC, deu frutos para o Lula, ele (o PSDB) pode se vangloriar de números para os quais, em grande parte, concorreu o presidente FHC”, observa.
Bancadas e Arranjos
Para uma nova configuração em 2015, o PSDB projeta ter, entre os governos estaduais, além de Alckmin, Beto Richa, do Paraná, Marconi Perillo, de Goiás, e Expedito Júnior, de Rondônia, que figuram nas pesquisas como prováveis vencedores das eleições. A projeção é de que ainda sigam à disputa de segundo turno Cássio Cunha Lima, na Paraíba, Reinaldo Azambuja, no Mato Grosso do Sul, e Simão Jatene, no Pará. Existe possibilidade, portanto, de que o número de oito governadores tucanos empossados em 2011 não seja mantido em 2015.
Já em relação ao número de deputados, estimativa divulgada recentemente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra a tendência de o PSDB continuar na posição de terceira maior bancada do país, atrás de PT e PMDB, respectivamente, mantendo os 44 parlamentares da atual bancada, número que pode cair para 36 ou subir até 53, conforme o xadrez das chapas nos estados.
A situação parece até confortável se comparada ao início deste ano, mas, quando se considera que o partido iniciou a legislatura de 2010 com 53 deputados, a história muda de figura. Vários deles preferiram migrar para partidos como PSD, Pros e Solidariedade.
No Senado, o PSDB possui 12 senadores. Desses, seis estão em final de mandato. A legenda, conforme o mesmo estudo do Diap, tende a ter redução de 1 a 3 nomes. Terá de nove a 11 senadores na bancada a partir da próxima legislatura. Sem falar que perde um aliado de peso no plenário: o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que é um dos peemedebistas mais ligados ao partido desde o governo FHC, hoje é candidato a deputado federal, além de apoiar Marina Silva.
“A oposição tem que ter clareza no discurso e ser mais afirmativa. Tem que se apresentar como alternativa real de mudança e é esta a linha que pretendemos seguir”, afirma Álvaro Dias, sobre a postura a ser adotada na continuidade no mandato como senador pelo partido.
Fracasso da terceira via
Pessoas que conhecem o PSDB por dentro ponderam que o problema central reside no fato de ter se desvirtuado dos conceitos defendidos desde a criação. Avaliação sobre isso foi feita recentemente, em tom de desabafo, pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, em carta pública na qual declarou voto na presidenta Dilma Rousseff.
Bresser-Pereira destacou que foi um dos fundadores da sigla, em 1988, mas gradualmente se afastou por razões de ordem ideológica. “Depois da última eleição presidencial, vendo que o partido havia dado uma forte guinada para a direita, que deixara de ser um partido de centro-esquerda e que abandonara a perspectiva desenvolvimentista e nacional para se tornar um campeão do liberalismo econômico, desliguei-me dele”, frisou.
Nesse sentido, também chama a atenção a redução constante da produção intelectual e acadêmica por parte dos integrantes da legenda e a concentração de ideias em um nome. “É interessante falar sobre isso porque o PSDB viveu uma época em que teve produção muito grande no Instituto Teotônio Vilela, mas, hoje, vemos muito mais uma produção intelectual saindo do Instituto FHC. Tanto é que toda essa questão da descriminalização das drogas é o FHC quem puxa, não o partido”, destacou Leonardo Barreto.
A interpretação do cientista político é de que o partido fez uma aposta alta na terceira via, defendida por Tony Balir, primeiro-ministro do Reino Unido na década de 1990, pelo Partido Trabalhista inglês, e teorizada pelo sociólogo britânico Anthony Giddens, modelo que não deu certo nem na Inglaterra, nem no Brasil.
Na visão do sociólogo Marcelo Zero, a terceira via de Blair “pregava uma visão além da esquerda e da direita”, rompia com a social-democracia tradicional e com o velho trabalhismo, mas também representava, em tese, a ruptura com o neoliberalismo. “Era algo profundamente novo, um centralismo radical, que prometia, num grande esforço modernizador, adaptar a economia e a sociedade britânicas aos novos desafios impostos pela globalização, mantendo, no entanto, os valores permanentes da justiça social”, explica.
“Fizeram uma guinada à direita na década de 1990. Apostaram na terceira via, mas, no caso da Inglaterra, a aposta era feita num país com um desenvolvimento razoável. No Brasil, país ainda em desenvolvimento e com desigualdades extremas, o modelo deu mais errado ainda. Depois dessa guinada à direita e do fracasso, o PSDB ficou mais desorientado, perdeu a capacidade propositiva e caiu no antipetismo”, diz Marcelo Zero.
Divisão ideológica
“O PSDB foi vítima de seu próprio sucesso. Nascido como uma federação de dissidências regionais do PMDB e do antigo PFL, logrou conquistar o eleitorado de centro graças ao gênio político de Franco Montoro, que lhe deu voz e horizonte político, reunindo um leque admirável de lideranças regionais com experiência e capacidade governativa”, afirmou, em trabalho sobre o tema, o professor titular da USP e pesquisador do Centro de Estudos Avançados da Unicamp, José Augusto Guilhon Albuquerque. Na visão dele, depois que chegou à presidência, em 1995, o partido cresceu demais, o que criou uma crise de identidade.
Outro fator negativo destacado ao longo do período foram as constantes divergências entre lideranças, ou “estrelas”, como costumam ser chamadas entre si. “Até mesmo Fernando Henrique Cardoso tem feito um trabalho mais individualista, algumas vezes por vontade própria. Outras por ser simplesmente deixado de lado por integrantes do partido. Com isso, vingou a política feita, muitas vezes, ao estilo dos antigos coronéis, por meio de decisões burocráticas tomadas nos gabinetes”, reflete o cientista político Alexandre Ramalho, hoje na cátedra de Direito Constitucional da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Sobre o futuro da legenda, ao menos por enquanto, as declarações mostram divergências de opiniões. O senador Aécio Neves disse, durante entrevista após um dos debates entre presidenciáveis dos quais participou, que os tucanos só têm duas alternativas: “Ou ganhamos as eleições e governamos o Brasil ou vamos para a oposição.”
Na mesma linha, o ex-governador cearense Tasso Jereissati criticou declarações de Marina Silva de que procuraria os melhores quadros dos partidos para governar, dando a entender que o PSDB não estaria disposto a ceder integrantes num futuro apoio. “A lógica que ela quer pode ser aplicada em cima de um projeto, mas, fazendo uma misturada geral, tirando de um ou de outro, ela vai destruir o Parlamento. Isso é perigosíssimo e nós sabemos no que dá”, salientou.
Por outro lado, é pública a divulgação feita por parte de pessoas próximas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso da simpatia pelo fato de o PSDB vir a participar de um futuro governo de Marina Silva, desde que ela se comprometa, de fato, com um mandato apenas. Os rumos que toda essa discussão tomará, só se saberá após o resultado das urnas, quando os tucanos verão o real tamanho que têm hoje.
http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/performance-nas-eleicoes-leva-psdb-a-repensar-futuro-da-legenda-3471.html
Assis Ribeiro
24 de setembro de 2014 8:54 amSão Paulo antecipa as crises
São Paulo antecipa as crises que podem vir a ser institucionais
São Paulo nunca esteve com Getulio Vargas. Sempre foi contra ele e inclusive ajudou a derrubá-lo. Na época de Getulio Vargas, o líder da oposição criou um partido – o PSP. Ademar de Barros era conhecido por dois fatos históricos: sua frase “rouba, mas faz”, e o fato de ter tido seu cofre roubado na época da ditadura. Afirmaram que o cofre teria sido roubado com a participação de políticos importantes, inclusive ainda no Brasil de hoje.
O cofre estava na residência de uma íntima amiga de Ademar de Barros, na Avenida Rui Barbosa. Ademar nunca reclamou do roubo. Há dois anos, a atual mulher de um filho de Ademar de Barros, mãe de um dos mais famosos médicos que atendem presidente da República, teria questionado o que a história – com “I” ou com “H” – conta sobre este roubo. A senhora do filho do governador interpelou e disse: “Você precisa me explicar como roubou o cofre do meu sogro”.
Esse partido – PSP – se dizia popular e progressista, mas na realidade é como o atual PSDB. Usa o manto da atual democracia, mas na realidade é um partido da elite brasileira, se tornando um partido só de São Paulo. PSDB e PSP parecem caminhar juntos: um é hoje o que o outro foi ontem.
Atualmente, o PSDB tem cinco governadores: Geraldo Alckmin (São Paulo), Teotônio Vilela Filho (Alagoas), Marconi Perillo (Goiás), Simão Jatene (Pará), e Beto Richa (Paraná).
Nestas eleições, o PSDB tem 12 candidatos a governador: Distrito Federal – Luiz Pitiman, Goiás – Marconi Perillo, Mato Grosso do Sul – Reinaldo Azambuja, Alagoas – Julio Cezar, Paraíba – Cássio Cunha Lima, Acre – Márcio Bittar, Pará – Simão Jatene, Rondônia – Expedito Júnior, Minas Gerais – Pimenta da Veiga, São Paulo – Geraldo Alckmin, Paraná – Beto Richa, Santa Catarina – Paulo Bauer.
E conforme as últimas pesquisas eleitorais, o PSDB lidera atualmente a disputa em seis Estados: Paraná, com Beto Richa; São Paulo, com Alckmin; Goiás, com Marco Perillo; Paraíba, com Cássio Cunha Lima; Pará, com Simão Jatene; Rondônia, com Expedito Júnior.
http://www.jb.com.br/opiniao/noticias/2014/09/22/sao-paulo-antecipa-as-crises-que-podem-vir-a-ser-institucionais/
Pedr Regionais: Alagoas 247 Amapá nido dos Anjos
24 de setembro de 2014 12:19 pmIbope (e companhia) versus
Ibope (e companhia) versus Vox Populi: alguém está mentindo
Graças à divulgação da pesquisa Vox Populi na rodada de pesquisas eleitorais desta semana, foi possível chegar a uma conclusão inevitável: alguém está mentindo sobre os números de Marina Silva e Dilma Rousseff recém-divulgados por esse e outros institutos.
Na terça-feira (23), foram divulgadas as pesquisas CNT/MDA, Vox Populi e Ibope. Os dois primeiros institutos foram a campo no sábado (20) e no domingo (21) e o terceiro, com maior amostragem de eleitores, também no dia 22.
O instituto MDA ouviu 2002 eleitores, o Vox Populi 2000 eleitores e o Ibope, 3010 eleitores.
MDA e Ibope apuraram números muito parecidos tanto no primeiro quanto no segundo turnos, mas o Vox Populi apurou percentuais fora das margens de erro desses institutos.
Para entender, veja o gráfico abaixo
Como se vê, o percentual de Marina em primeiro turno no Vox Populi está fora da margem de erro do MDA e do Ibope. Na banda inferior da margem de erro desses dois institutos, Marina poderia ter 25,2% no MDA e 27% no Ibope, mas, no Vox Populi, ela aparece com 22% e, na banda superior da margem de erro desse instituto, poderia ter, no máximo, 24,2%.
Já o problema no segundo turno afeta Dilma, em vez de Marina. Na banda superior da margem de erro do Ibope, a presidente poderia ter 43%, mas, no Vox Populi, Dilma aparece com 46%. Na banda inferior da margem de erro deste instituto, porém, só poderia ter 44%.
Agora façamos uma “conta de português”. O TSE estima o eleitorado brasileiro em 140 milhões de eleitores. Cada ponto percentual, portanto, vale cerca de 1 milhão e 400 mil eleitores.
A diferença fora da margem de erro do percentual de Marina no primeiro turno do MDA para o primeiro turno do Vox Populi, é de 1,2 ponto percentual, ou 1,68 milhão de votos. Já a diferença entre Vox Populi e Ibope é de 2,8 pontos percentuais, ou 3,92 milhões de votos.
No segundo turno do Ibope, a diferença fora da margem de erro de Dilma para o Vox Populi é de 1 ponto percentual, ou 1,4 milhão de eleitores.
A diferença de 1 ou 3 pontos percentuais pode parecer pequena, mas há que levar em conta que estamos fazendo o cálculo FORA da “margem de erro”, ou seja, estatisticamente a diferença é significativa, fora da metodologia proposta pelos institutos conflitantes.
Além disso, há o fato clamoroso de que no resto dos números (ou na maioria dos números) os três institutos concordam. Nos números de Marina no primeiro turno e nos de Dilma no segundo, portanto, ocorrem exceções.
Por que só nesses pontos há discordância?
Vale lembrar, aqui, a lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, Artigo 33, § 4º : “A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor de cinquenta mil a cem mil UFIR”
Caso ainda não tenha me feito entender, reproduzo, abaixo, matéria do portal IG de 12 de maio de 2010.
O que gerou a investigação que a matéria acima informa foi justamente esse tipo de “diferença”.
A análise da denúncia feita por este Blog em 2010 ficou a cargo da vice-procuradora-geral de então, doutora Sandra Cureau, quem, há época, muitos diziam ser “tucana”. Hoje, o vice-procurador-geral-eleitoral é o doutor Eugênio Aragão, a quem não se atribui esse tipo de inclinação política, por assim dizer.
Talvez alguns leitores não tenham entendido o recado, mas os institutos de pesquisa por certo entenderam. Senão, serei mais direto: qualquer cidadão pode representar à Procuradoria pedindo uma investigação como a de 2010. Um cidadão como este que escreve, por exemplo.
Como dizem em espanhol, portanto, ¡Ojo, señores!
Paulo F.
24 de setembro de 2014 1:00 pmBela Ilustração!
Do Diário de Noticias de Lisboa
Marina insinua que Dilma é gorda e PT responde à letra
por Susana Salvador Hoje
O objetivo de Marina Silva, candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB) às presidenciais de 5 de outubro, era criticar a desigualdade no tempo de antena na televisão. Mas ao comparar a Presidente Dilma Rousseff a um zangão, “fortinho”, sugerindo ser apenas um mosquito “magrinho”, acabou por se tornar o alvo dos ataques do Partido dos Trabalhadores (PT) na internet.
O vídeo do discurso de Marina Silva num encontro sobre cultura no Rio de Janeiro, datado de 19 de setembro, foi colocado nas redes sociais da candidata do PSB. Nas imagens, Marina refere que o Brasil está a assistir a um movimento em torno da sua candidatura, que segundo as sondagens ameaça a reeleição de Dilma, apesar de só ter direito a dois minutos de tempo de antena. Já a Presidente tem 11 minutos diários na rádio e televisão para a sua campanha, sendo o tempo calculado com base na bancada dos respetivos partidos no Congresso Nacional.
Um caso de David contra Golias, diz Marina Silva, antes de optar por outra metáfora, comparando-se a um “carapanã”, um mosquito, e chamando a adversária de “mangangá”, um zangão. “Vocês sabem quem é o carapanã. Sou eu”, disse Marina, perante os risos da plateia. “Quem é o mangangá?”, questiona, sem nunca dizer o nome da adversária, mas acrescentando: “Até parece o mangangá, fortinho.”
jns
24 de setembro de 2014 4:59 pmAgonizante São Chico
A NASCENTE PRINCIPAL SECOU
Foto de Tiago Soares
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Nascente principal do Rio São Francisco seca em MG
De acordo com o diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, é a primeira vez que o evento ocorre
23/09/2014 – OPOVO
A nascente do Rio São Francisco, situada dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas, sudoeste deMinas Gerais, secou. Segundo o diretor do Parque, Luiz Arthur Castanheira, a nascente que secou é a principal, a primeira que corre para toda a extensão do rio, que abrange os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
Castanheira afirma que é a primeira vez que algo do tipo ocorre e aponta como causa do problema a estiagem. Incêndio provocados pela seca no Parque Nacional da Serra da Canastra também agravam a situação. Nos últimos meses, os focos de incêdio tiveram de ser apagados com água do parque. Porém, Canastra ressalta que a pior agravante está mesmo na falta de chuvas.
Em entrevista ao portal de notícias G1, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, disse que, embora ainda não haja um posicionamento oficial sobre o caso, o fato é preocupante e não causa estranheza, levando em conta que esta é uma das estiagens mais graves registradas desde o início de acompanhamento histórico do São Francisco.
Para Miranda, a situação começou a se agravar em abril de 2013, e além de interferir no nível das barragens, ainda representa uma ameaça à biodiversidade do rio.
“Isso não é comum, é preocupante. Não há dúvida de que algo em grande escala está mudando em nosso ecossistema. As principais barragens do Alto São Francisco, que são a de Três Marias e Sobradinho, estão sendo ameaçadas e se aproximam do limite de volume útil de água. Ou seja, a água dos principais afluentes está chegando ao nível zero, e a biodiversidade do rio está comprometida, além de a qualidade do rio estar se deteriorando”, ressaltou Miranda.
O especialista ainda pontuou que o poder o poder público deve dar prioridade à bacia hidrográfica, levando em conta sua vulnerabilidade hídrica e por figurar como uma das principais do Brasil.
O Comitê da Bacia do São Francisco deverá realizar audiências públicas com pessoas diretamente ligadas à bacia.
O Rio
O São Francisco tem extensão de 2.700 km é o maior rio totalmente brasileiro e sua bacia hidrográfica abrange 504 municípios. O rio na Serra da Canastra, em Minas, e desemboca no Oceano Atlântico, na divisa entre Sergipe e Alagoas.
http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/brasil/2014/09/23/noticiasbrasil,3319358/nascente-principal-do-rio-sao-francisco-seca-em-mg.shtml
Redação O POVO Online
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Seca que engole nascente do São Francisco deixa comunidades ribeirinhas em alerta
Pela primeira vez na história, principal fonte do maior rio integralmente brasileiro para de correr. Comitê de bacia já fala em racionamento e cidades ribeirinhas temem ficar sem água
EM | Luiz Ribeiro | 24/09/14
Leito do rio tomado pelo assoreamento no Norte de Minas é outra face da destruição que está sugando o Velho Chico
A nascente principal do Rio São Francisco, situada no Parque Nacional da Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, Região Centro-Oeste do estado, secou pela primeira vez, em decorrência daquela que já é considerada a pior estiagem da história no Sudeste brasileiro. A situação, confirmada ontem pelo chefe da unidade de conservação, Luiz Arthur Castanheira, coloca em alerta todas as comunidades ribeirinhas, diante da possibilidade de racionamento de água ao longo do chamado rio da integração nacional, o maior curso d’água que nasce e deságua em território nacional, estendendo-se por 2.700 quilômetros, em cinco estados (Minas, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe). Sua bacia hidrográfica alcança 504 municípios, incluindo cidades de Goiás e o Distrito Federal.
“Terão que ser adotadas, imediatamente, medidas para promover o uso racional da água na bacia”, alerta o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, lembrando que a situação das nascentes também se reflete no nível crítico dos reservatórios de usinas, como a de Três Marias, que está com apenas 5,7% de sua capacidade. Miranda considera que o secamento de nascentes e a drástica redução no volume do rio devem servir como advertência para que o governo revise as outorgas de água e o funcionamento das hidrelétricas ao longo da bacia.
“É preciso que o poder público considere esta situação como um sinal de alerta para a necessidades de mudanças no modelo da matriz energética do Rio São Francisco e de mudanças no programa de concessão de outorgas”, alertou. Segundo ele, o comitê vai procurar estabelecer negociações entre os entes da federação (esferas federal, estadual e municipal) para maior controle da retirada de água do Velho Chico. “Precisamos de um grande pacto em torno do uso da água, abrangendo todos os poderes. Hoje, só se olha para as demandas, mas temos que observar o aspecto da sustentabilidade. O rio não tem água para todo mundo”, afirma Miranda.
De acordo com o chefe da unidade de conservação que abriga o berçário do rio, Luiz Arthur Castanheira, não chove significativamente na região desde março. Segundo ele, outros olhos d’água e pequenos córregos situados nos 200 mil hectares do Parque Nacional da Serra da Canastra – que ajudam a formar o Velho Chico – também estão secos. Apesar da situação crítica, Castanheira informou que a Cachoeira Casca D’Anta, atração turística situada a 14 quilômetros da nascente principal do São Francisco, mantém a queda d água, apesar da redução do volume. Outra nascente importante da bacia, a do Rio Samburá, situada já fora da unidade de conservação, continua correndo, acrescentou.
Para agravar a situação, no fim da semana passada o Parque Nacional da Serra da Canastra foi atingido por um incêndio, que chegou perto da nascente principal do São Francisco. Castanheira, no entanto, afirmou que o fogo não teve impacto direto sobre a situação do manancial, que, segundo ele, já estava praticamente seco. O fogo levou a unidade de conservação a ficar fechada pelo período de 15 dias.
O chefe do parque nacional confirma ser a primeira vez na história que a nascente principal seca, uma realidade que “deixou todo mundo assustado” e impressionou antigos funcionários do parque. Porém, ele acredita que a situação tende a se normalizar com o fim da estiagem: “A nascente secou como conseqüência da grande seca que está ocorrendo na Região Sudeste. Mas acredito que, assim que voltar a chover, ela vai reaparecer”, comentou.
CALAMIDADE
Já o presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Afluentes do Alto São Francisco, Lessandro Gabriel da Costa, secretário de Meio Ambiente de Lagoa da Prata, considera que o secamento da nascente principal revela o agravamento das conseqüências da estiagem. “A situação é muito grave. Acho até que o estado deveria decretar calamidade na região, por causa dos riscos de desabastecimento humano”, afirmou. Ele lembra que vários municípios ribeirinhos já estão enfrentando falta de água. “Trata-se uma situação completamente atípica. O secamento da nascente do São Francisco é conseqüência do assoreamento e dos desmatamentos em todo o país”, comenta o ambientalista.
Secretário de Meio Ambiente da cidade que abriga a nascente histórica, André Ricardi se diz muito preocupado. “Há algum tempo estamos acompanhando a siatuação de diversas nascentes que eram permanentes e tornaram-se temporárias”, diz o representante de São Roque de Minas. “Observamos que os rios começam a morrer pelo fim de suas nascentes mais altas. Talvez, agora, isso sirva para chamar atenção das autoridades para a necessidade de investir realmente na conservação da bacia do Rio São Francisco”, advertiu Ricardi.
Estiagem é uma das piores na capital
A seca em Belo Horizonte neste ano pode ficar entre as cinco mais severas desde que começaram as medições, há 104 anos. O acumulado de chuvas entre janeiro e agosto foi de 527 milímetros, o que representa 69,9% da média para o período, de 756 milímetros. Dados preliminares do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que no verão de 2014 na capital mineira – janeiro, fevereiro e março – choveu o acumulado de 207 milímetros, acima apenas do registro de 1984, de 180 milímetros. A média histórica de chuva nos primeiros três meses é de 623 milímetros, o que significa que o volume foi de 33,2% do esperado para a época.
De acordo com o Inmet, a média anual histórica na cidade até setembro é de 1.466,2 milímetros, mas até a semana passada choveu menos da metade desse volume, com o acumulado de 529 milímetros. As consequências do tempo seco são nascentes exauridas e incêndios em matas.
Ainda que chova o correspondente à média histórica até dezembro, o equivalente a 710 milímetros, 2014 terminaria com 1.239 milímetros, 24% a menos do que a média anual. Segundo o Inmet, a pior seca na cidade ocorreu em 1963, quando choveu 497,5 milímetros. Neste fim de semana, os belo-horizontinos poderão ter um alívio no calor. De acordo com o Instituto Climatempo, uma frente fria avança pela Região Sudeste e deve trazer um pouco de umidade, que favoreceria a formação de nuvens.
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/09/24/interna_gerais,572183/seca-que-engole-nascente-do-sao-francisco-deixa-comunidades-ribeirinhas-em-alerta.shtml
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O Rio São Francisco agoniza
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Caio Hostilio
24 de setembro de 2014 9:27 pmA máscara de Flávio Dino cai até em Brasília…
A máscara de Flávio Dino cai até em Brasília…
Publicado em setembro 24, 2014 por Caio Hostilio
Braço político no crime
Jornal de Brasília
Tudo isso porque uma quadrilha que assaltava caixas eletrônicos e atuava no tráfico de drogas foi desmantelada e em depoimento apontou o braço político do movimento que está instalado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Integrantes da quadrilha, que já esteve no presídio, confessaram que o candidato ao Palácio dos Leões Flávio Dino (PC do B) é o mandante da organização criminosa. Coincidência ou não, o irmão de Flávio Dino comandou o sistema penitenciário por vários anos.
A governadora Roseana Sarney acionou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pedindo reforços de cem homens da Força da Nacional e a ajuda da Polícia Federal para atuar no caso. O superintendente da PF esteve no Palácio dos Leões e disse que já colocou o serviço de inteligência para atuar no caso.