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  1. Webster Franklin

    29 de setembro de 2014 3:59 am

    A RENHIDA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA.

    Do amigo 

    Oscar Sales da Cruz

     

    O quadro sucessório nas eleições, deste ano de 2014, se nos apresenta de uma maneira inusitada e instigante. Os dois candidatos com chances reais de suplantar a candidata à reeleição se apresentaram ao eleitor como o marco de uma Nova Política; cada um alardeando suas qualidades de bons gestores e aprovações que tiveram ao deixarem seus governos nos respectivos estados, MG e PE.

    Unidos por um só ideal –derrotar Dilma, pleiteante a novo mandato- iniciaram suas campanhas ensaiando um pacto de “boa convivência” entre os dois, que bem poderia se chamar de “mútua conivência”. Assumir a presidência, qual dos dois, não seria problema no momento. Depois a coisa se ajeita… Estranho é, mas não fica por aí. Tudo parecia correr bem até que Eduardo convidou Marina para sua vice. O que para ele parecia um GOLPE DE MESTRE, para o outro pareceu um GOLPE BAIXO. Depois das palmas e vivas pela escolha, ante a repercussão diferente da esperada, surgiram dúvidas se a Marina teria sido convidada para vice mesmo ou já se vislumbrava uma inversão de papéis, presidência e vice. A candidatura do Eduardo não decolava e a intenção de pegar os votos que a candidata à vice teve nas eleições passadas resultou frustrada. Daí em diante, a cada aparição dos dois em público, enquanto o Eduardo falava, dava para perceber (vamos lembrar bem isso) Marina com um semblante grave e olhar penetrante nas suas costas como que a empurrá-lo e ao mesmo tempo dizer: -“Sai daí que o lugar é meu”. Os dias passavam e nenhum dos candidatos esboçava força suficiente para afastar a presidenta do cargo. Até aí, nada de novo no “front”. O Aécio, rejeitado nas hostes do seu próprio partido, órfão do seu padrinho político/presidente, alvo da ira do Serra que se outorgou o título nobiliárquico de mandachuva do seu (dos dois) partido, adversário numa briga intestina por preferências em outras jornadas, não conseguia convencer ninguém com sua proposta do “novo”. E não podia ser diferente, pois o que de mais forte sua plataforma de governo apresentava era continuar os Programas Sociais do Governo que vêm sendo conduzidos com repercussão positiva, mais no exterior do que aqui, mesmo a contragosto dos oligarcas da Grande Mídia que têm um medo que se pela de perder a hegemonia do Mercado das Comunicações. O seu “Modelo de Governo”, o mesmo do Fernando Henrique que gastou rios de dinheiro para tornar atrativo o nosso patrimônio colocando-o à venda a preço de banana: Companhia Siderúrgica Nacional, Vale do Rio Doce, Light são exemplos. Foi a época em que mais se alardeou o frustrado Neoliberalismo que veio desaguar no Occupy Wall Street, falência do banco Lehman Brothers fundado em 1850, Bolha da Internet e outras consequências nefastas provocando a maior crise econômica mundial. É mister salientar que o Brasil soube enfrentar essa crise com galhardia, mesmo que os seus detratores achem que não.  Escorregando pelas tabelas Aécio tenta se segurar acusando, irresponsavelmente, seus adversários, o que não lhe tem favorecido por conta do rabo preso que vem se espichando desde os anos 1990: imagine-se quão pesado já está esse rabo.

    E veio a tragédia. O Eduardo que, abdicando do suporte que propiciou um salto de desenvolvimento para o seu Estado, extemporaneamente, havia se lançado candidato a presidente, saiu da disputa de forma inesperada por conta de um acidente aéreo que consternou a Nação. A tragicidade da sua morte fez mudar o panorama das eleições. Em meio à comoção suscitada pelo infausto acontecimento, já se delineava o que viria dali pra frente, mesmo antes do velório. Assim, já especulava-se na imprensa, mesmo antes da chegada do caixão, quem iria preencher a vaga de vice na ascensão de Marina ao cargo maior. O nome de um irmão do Eduardo seria o nome provável. Começa o velório, e logo surge a figura da Marina ao lado de um retrato do morto sobreposto ao caixão para as condolências de praxe. Agora, substituiu o olhar fixo das aparições públicas da campanha por um olhar contristador para o seu retrato. De tão pesaroso o olhar e colada firmemente ao caixão houve quem dissesse que ela parecia estar tomando o lugar da viúva, ou seja, “mais realista que a rainha”. A quantos viram, de “olhos abertos”, nas TVs a cobertura do velório puderam ver, entre outras muitas faces que vem revelando, aquela que achou adequada para a ocasião… E a Marina continuou a campanha, agora, como candidata a Presidente.  Autoritária, começou insurgindo-se contra os acordos feitos por Eduardo em São Paulo, na aliança com o PSDB, em apoio ao Governador Alckmin. Disse que não subiria no palanque dele, e determinou que o vice na chapa fizesse o papel que seria dela. Certamente, o que Eduardo não faria. Com a pose de Imperatriz traçou algumas linhas do seu pretenso governo o que não agradou a um “pastor evangélico” e este de pronto admoestou-a; logo, logo, passando de imperatriz a vassala, ela aquiesceu. Mas não ficou aí o recuo da candidata. A cada item do programa uma reprimenda, e com uma face e outra tentava convencer os eleitores: -“Não era isso, não foi assim, não foi isso que eu disse”. E nessa pisada, assuntos como: Independência do Banco Central, Pré-sal, Bolsa-Família, Sustentabilidade, Transgênicos, Desenvolvimentismo, etc., continuam indefinidos no seu “programa” de governo. Debalde o esforço, passou a teatralizar procurando atingir o emocional do eleitorado. Apelando para a autocomiseração evoca uma infância sofrida pela fome que passou numa região pobre, ao norte do país, vitima histórica do capitalismo selvagem (literalmente), em tempos idos, o “milagre econômico” da Amazônia durante o Ciclo da Borracha; capitalismo esse que em nada se diferencia deste que hoje lhe dá sustentação à campanha: a força do capital, lucro e outras artimanhas do sistema. Usa o fato de ter passado fome como que para “acusar” Dilma de não saber o que seja fome. Para suprir a falta de argumento, dando asas à sua imaginação, num átimo de mesquinhez, faltou com respeito à sua adversária chamando-a de gorda, numa comparação esdrúxula de um mangangá (a Dilma) com a sua figura esquelética. Procedendo dessa maneira quer ser Presidente. Bem, o Lula o foi tendo, também, passado fome na infância (!). Tudo isso para provar que não vai acabar, se eleita, um Programa de Governo que o Lula implantou com sucesso, até hoje serve de exemplo mundo afora, e a Dilma vem conduzindo a contento apesar das críticas plantadas na Grande Mídia pelos partidos de oposição entre outros ela própria que, desde o ano 2006, se arvorou o papel de MAIOR PARTIDO DE OPOSIÇÃO, principal interessada em tirar do poder Lula, Dilma e quem quer que se interponha ao seu projeto de traçar os rumos do País ao seu bel-prazer.

    É bom lembrar que essa posição de partido político assumida pela Grande Mídia, constitui-se uma grande aberração jornalística. Não há como contestar a burla da imprensa ao eleitor usando de forma desonesta recursos da tecnologia, um aparato bélico de última geração contra as fundas da imprensa alternativa, além dos serviços de profissionais competentes regiamente remunerados, alguns, outros nem tanto, mas exercitando sua vocação para Sombra; ambos os casos passam longe de uma crença de Cláudio Abramo: “O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter”.

    E por assim dizer, há que considerar o fato da Dilma ter um Programa de Governo que já vem sendo firmemente conduzido; mesmo enfrentando os percalços do caminho. Enquanto dos outros candidatos, uma pressão daqui outra dali e nada de Programa. O que de vero existe é que a Marina explora o emocional do eleitor e sugere que colada ao ectoplasma do Eduardo poderá fazer um bom governo. O “novo” que ela apresenta, de braços dados com o Capitalismo, não é o mesmo do Eduardo, como socialista que era. Quanto ao “novo” do Aécio fica entre o capitalismo selvagem e o capitalismo perverso, ou seja, menos que nada.

    Aí estão três atos e o resumo da ópera: um panorama da corrida presidencial.

    [email protected]

  2. Webster Franklin

    29 de setembro de 2014 4:04 am

    Imprensa francesa desmascara Marina: ela é a direita

    Tijolaço

     

    27 de setembro de 2014 | 07:36 Autor: Miguel do Rosário  

    ScreenHunter_4921 Sep. 27 07.23

    Um internauta atento nos repassa a informação de que o L’Humanité – um dos principais jornais da esquerda francesa, fundado em 1904, com papel importante no apoio à Resistência contra o nazismo, durante a II Guerra – publicou uma reportagem especial sobre a campanha eleitoral brasileira.

    O gancho principal da matéria é Marina Silva. O jornal francês já entendeu o que ela significa, por isso o título (foto acima) deixa bem claro:

    Marina,  a nova direita brasileira.

    E a direita, no Brasil, não pode nem ser confundida com o conservadorismo austero porém nacionalista da direita europeia ou norte-americana.

    A direita brasileira é a pior direita do mundo, porque além de ser antipovo, é também entreguista, antinacional, antidemocrática e golpista.

    Na chamada de capa, o L’Humanité acusa Marina de ser uma “criação de Washington para derrubar Dilma Rousseff”.

    ScreenHunter_4923 Sep. 27 08.26

     

    Não duvido nada.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=21515

     

  3. Webster Franklin

    29 de setembro de 2014 4:09 am

    Jornal francês: Marina tem ligações com bandido

    Tijolaço

     

     

    28 de setembro de 2014 | 16:31 Autor: Miguel do Rosário             marina_amianto_capa

    (Clique para ampliar)

    Outro jornal francês importante, o Charlie Hebdo, que apesar de ser humorístico, também traz artigos de política e denúncias, publicou um texto demolidor sobre a principal adversária de Dilma Rousseff.

    A dica é do internauta Denis Oliveira Damasio.

    Ontem, divulgamos aqui que a revista L’Humanité Dimanche, que pertence ao jornal do mesmo nome, publicou matéria dizendo que Marina é “cria de Washington para derrubar Dilma Rousseff”, e que ela é a “nova direita”.

    Houve gente que chiou dizendo que o L’Humanité é esquerdista.

    Ora, claro que é esquerdista, como a maioria dos franceses.

    Se fosse um jornal de direita, teria falado bem da Marina.

    Mas há poucos dias, mais exatamente no dia 17 de setembro último, um outro jornal, não-esquerdista (ou pelo menos não tão francamente como o L’Humanité), publica um artigo ainda mais contundente contra Marina Silva.

    É uma denúncia.

    O jornal acusa Marina de ligações com um dos maiores criminosos internacionais do planeta, o senhor Stephan Schmidheiny, o rei do “amianto”.

    O Charlie lembra que Schmidheiny, após um julgamento histórico que durou anos, foi condenado a 18 anos de prisão pelo tribunal de Turin, como responsável pela morte de três mil operários italianos expostos ao amianto nas fábricas da sua família.

    ScreenHunter_4947 Sep. 28 16.07

     

    Após cumprir parte da pena, Schmidheiny saiu da Europa e refez sua vida na América Latina, onde fundou o grupo Avina, que, por sua vez, começou a patrocinar conferências ambientais.

    E aí entra Marina Silva.

    Segundo o jornal, a candidata tem feito reuniões frequentes com membros da Avina, em Durban, Santiago do Chile, Quito, etc.

    As ligações de Marina Silva com a Avina, de Schmidheiny, já foram denunciadas por sites latino-americanos, como o La Rebellion.  A blogosfera suja também vinha dando essa informação há algum tempo.

    Mas a grande imprensa nunca investigou melhor essas informações.

    Agora, faltando uma semana para as eleições, e após a denúncia deste jornal francês, é importante que isso fique esclarecido.

    Qual a relação de Marina com a Avina?

    Marina recebeu dinheiro de Schmidheiny, o assassino de 3 mil operários italianos?

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=21584

     

  4. Notívago

    29 de setembro de 2014 6:07 am

    Marina: assim se fez uma entreguista

    Publicado no Conversa Afiada

     

    http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/09/28/blabla-assim-se-fez-uma-entreguista/

     

     

    Bláblá: assim se 
    fez uma entreguista !

     

    O passo-a-passo de uma carreira para fazer o desmanche do interesse nacional brasileiro.

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    Delmiro (Gouveia) deu a ideia, Apolônio aproveitô, Getúlio fez o decreto e Dutra realizô

    visita de Bláblárina aos Estados Unidos na reta final da campanha a Presidente é apenas uma metáfora.

    Ela foi a Roma.

    Ela foi entregar o ouro.

    A carreira de Bláblá é por si só uma estratégia de desmanche do Estado nacional e a alienação dos interesses nacionais brasileiros.

    A fadinha da floresta está mais para a floresta (desmatada) do Pacific Northwest do que para a Amazônia.

    (Porque lá não tem “Código Florestal”….)

    Ela é um instrumento dos americanos, disfarçada de “única candidata negra”, que “passou fome” (passou mesmo ?) e saiu do meio do mato.

    Vamos analisar como a carreira dessa dissimulada é a de um entreguista consistente.

    Por que ela é contra Belo Monte, que seus apoiadores chamam de “Belo Monstro” ?

    (A NeoEnergia deu-lhe uma resposta à altura.)

    Por que ela tentou usar a cópula dos bagres para impedir a construção de Jirau e Santo Antonio no Madeira ?

    Porque o patrimônio energético do Brasil é uma dádiva.

    NENHUM país do mundo tem a possibilidade de se mover com a energia limpa e RENOVÁVEL como a hidro-eletricidade.

    O Brasil tem água e tem chuva.

    E ninguém sabe construir hidrelétrica como o brasileiro, desde Paulo Afonso.

    (Clique aqui e se emocione com Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga e ouça “Paulo Afonso” – leia “em tempo”)

    Um dos pais do neolibelismo pátrio, Eugenio Gudin dizia que não era preciso construir Paulo Afonso porque o Nordeste não tinha demanda que justificasse.)

    É um valor estratégico imenso e, por isso, um instrumento de nossa singularidade como força econômica mundial.

    E, portanto, não interessa aos Estados Unidos, no que era seu quintal, enfrentar um concorrente com esse ativo permanente.

    Bláblá já tem uma conta a ajustar com o Brasil, breve, quando deixar a ribalta da campanha eleitoral e se recolher à dimensão verdadeira.

    É a conta do “fio d’água”.

    Instalada no Ministério do Meio-Ambiente, foi ela quem deu  que deu curso às teses americanas que obrigaram as hidrelétricas brasileiras a abandonar o sistema da queda d’água se se tornar a ”fio d’água”.

    Esses pseudo-verdes – que são azul e vermelho – conseguiram roubar do patrimônio energético brasileiro mil e mil megawatts com a defesa dos saguis e de meia dúzia de indígenas, que viveriam muito melhor com as hidrelétricas cheias do que em suas aldeias precárias.

    Essa conta ela ainda vai pagar – politicamente.

    Quando o Brasil passar a defender – como fazem os americanos, com unhas e dentes – seu interesse nacional.

    Veja o depoimento do ansioso blogueiro sobre o nefasto papel dos “verdes” em Teles Pires.

    Por que ela não dá a menor prioridade ao pré-sal ?

    Porque os Estados Unidos dão.

    E porque os americanos levam o pré-sal a sério,  recriaram a 4ª Frota.

    Com um comandante negro.

    Ela vai ficar estacionada entre o pré-sal brasileiro e o pré-sal da costa Ocidental da África.

    O pré-sal é o bilhete ÚNICO para um Brasil desenvolvido, saudável e educado.

    Renunciar ao pré-sal é um crime de lesa-pátria !

    Uma traição !

    Entregá-lo aos americanos da Chevron é outra !

    É por isso que a CIA e a NSA não estão minimamente interessados no que os brasileiros falam: eles querem saber o que a Petrobras fala !

    E por isso fizeram entroncar no fundo do Atlântico brasileiro e africano sua rede de cabos de espionagem.

    Por que ela foi contra o “Código Florestal” do Aldo Rebelo, a mais moderna legislação do mundo sobre a matéria ?

    Porque ela quer fazer o desmanche do agro-negócio brasileiro.

    Pode botar mil Betos Albuquerques ao lado dela, porque não serão capazes de apagar de seu currículo a hostilidade ao agro-negócio.

    Agro-negócio, que, entre outras virtudes, reduziu dramaticamente o peso da alimentação na renda do brasileiro.

    O Brasil tem uma das alimentações mais baratas do MUNDO !

    Por que ?

    Porque esse agro-negócio que ela quer desmanchar é muito, muito eficiente !

    Ela não quer que a soja, o milho, o algodão e a carne brasileiras sejam competitivas a ponto de fechar a agricultura americana, se não fosse protegida pelas mais sólidas barreiras protecionistas do mundo !

    E lá vem os neolibelês na boleia do caminhãozinho dela defender uma política externa “aberta” com os Estados Unidos.

    Por isso ela foi e é contra os transgênicos.

    Porque ela não faz uma passeata em Iowa, em Illinois e diz que os transgênicos dão câncer ?

    Leva o Beto junto !

    Por que ela é contra o Mercosul ?

    O Cerra, o Fernando Henrique e o Titio que detêm o controle da chave também são contra o Mercosul.

    Preferem a ALCA, que transformou o México num Estado Associado aos Estados Unidos – um grande Porto Rico.

    Como o Brasil sepultou a ALCA, sob a batuta de Lula e Celso Amorim, agora eles reinventaram o Pacto do Pacífico.

    O que significa o Pacto do Pacífico ?

    Entregar a América do Sul aos americanos, já que o Mercosul e a Unasul são instrumentos da resistência à hegemonia americana.

    O Pacto do Pacífico reúne a Colômbia, já praticamente mexicanizada, e o Chile,  além de todos os países asiáticos que são contra a China !

    Contra China.

    Porque o Pacto Pacífico é um pacto americano, pluri-continental contra a China – e o Brasil !

    E por que a Bláblá  – e os Estados Unidos – querem detonar os BRICs e seu banco ?

    Não interessa  à hegemonia americana uma organização alternativa.

    Uma “world order”, como diz o último livro do Henry Kissinger, que não reproduza o Império.

    E é por isso que a Bláblárina vem com essa conversinha mole de “sustentabilidade”.

    “A sustentabilidade se sustenta no sustentável”.

    Porque os Estados Unidos agridem a China com a poluição de Beijing.

    Mal sabem eles que a China vai substituir a geração a carvão em Beijing por termas a gás.

    A China desenvolve, hoje, os mais modernos mecanismos de combate à poluição do mundo.

    Enquanto os Estados Unidos e o shale gas, o óleo de xisto,  poluem com o apoio feroz do Partido Republicano, o Brasil, consistentemente – depois que ela saiu do Ministério -, reduz o desmatamento da Amazônia.

    E o mesmo lenga-lenga americano dos “direitos humanos” ?

    É conversa para atingir a Rússia e a China – dos BRICS – e se esquecer da Arábia Saudita, uma das sociedades mais agressoras dos direitos humanos !

    Por que ela é contra o BNDES e tomou aquela tesourada ?

    Porque o BNDES é o Pentagono do Brasil.

    Apesar dos absurdos como o financiamento à BrOi, em vias de extinção (e sobre a BrOi ela e o PiG se calam), apesar da BrOi, o BNDES, o maior banco de investimentos do MUNDO, é para financiar o Brasil.

    Como o Pentagono financia a indústria e a pesquisa “privadas” americanas.

    O BNDES do Dr Getúlio e do JK é para botar dinheiro nos interesses nacionais brasileiros.

    (O FHC pretendia transforma-lo num banco de investimentos, como o Morgan Stanley de Francisco Gros …)

    Por isso, a Bláblá quer substituir o BNDES pelo Acordo do Trigo, o Ponto 4, o Eximbank …

    Ela também não vai tirar incentivos, mas “qualificar”…

    Quer fechar o Banco do Brasil e a Caixa para “qualificar” o crédito e descapitalizar o Minha Casa Minha Vida, a infra-estrutura e o financiamento da safra.

    Quer “reavaliar”, “meditar sobre” a CLT ?

    Para ajudar o Citibank a terceirizar, o Citibank que ofereceu o seu “tesoureiro de campanha”, Álvaro de Souza, ex-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

    E a indústria da Defesa, para proteger o pré-sal ?

    A Marinha do Brasil constrói em Itaguaí uma moderna e poderosa indústria de submarinos.

    Trabalha, no momento, com três mil operários no canteiro de obras, em submarinos convencionais a diesel-eletricidade.

    Daqui a pouco, começa a construir o submarino a propulsão nuclear.

    Sabe por que, amigo navegante ?

    Porque o Brasil tem reservas fabulosas de urânio e desenvolveu uma tecnologia própria, Made in Brazil, tupiniquim, de enriquecimento de urânio.

    Que os americanos adorariam conhecer …

    É por isso que ela é contra a energia nuclear !

    Os americanos e europeus se entopem de energia nuclear e ela quer que a gente viva à base de energia do cuspe.

    (Não me venha com energia eólica, porque a Dilma montou o segundo maior parque eólico do MUNDO !)

    O Brasil vai ser um dos seis países do mundo capazes de produzir, em escala, submarinos nucleares: para defender o pré-sal e exportar !

    Ela ainda não teve tempo de entregar Itaguaí ao Pentágono.

    Mas, chega lá, até as eleições.

    Se é que já não entregou nessa insólita viagem !

    Em tempo: aqui, a letra de Humberto Teixeira, um gênio !
     

    Delmiro (Gouveia) deu a idéia

    Apolônio aproveitô

    Getúlio fez o decreto

    E Dutra realizô

    O presidente Café

    A usina inaugurô

    E graças a esse feito

    De homens que tem valô

    Meu Paulo Afonso foi sonho

    Que já se concretizô

    Olhando pra Paulo Afonso

    Eu louvo nosso engenheiro

    Louvo o nosso cassaco

    Caboclo bom verdadeiro

    Oi! Vejo o Nordeste

    Erguendo a bandeira

    De ordem e progresso

    A nação brasileira

    Vejo a industria gerando riqueza

    Findando a seca

    Salvando a pobreza

    Ouço a usina feliz mensageira

    Dizendo na força da cocheira

    O Brasil vai, o Brasil vai

    O Brasil vai, o Brasil vai

    Vai, vai, vai, vai, vai, vai

    Paulo Henrique Amorim

     

     

  5. Notívago

    29 de setembro de 2014 6:15 am

    A Veja “Dilmou”

    Ironia das ironias: Veja pode ajudar Dilma a vencer a eleição

            

     

    Na edição de Veja que chegará às bancas no próximo sábado (4/10), a horas da eleição em primeiro turno, seus leitores serão surpreendidos por matéria inusual na revista por conter… A verdade. E essa verdade aparecerá já na capa, onde a publicação, há pouco tempo, fez chamada para matéria que o Tribunal Superior Eleitoral qualificou como “caluniosa”.

    Os ministros do TSE julgaram que, em sua edição de 17 de setembro, a revista ofendeu a honra do PT ao afirmar, sem provas, que o partido pagou propina a um chantagista para se calar sobre escândalo que lhe traria danos políticos em ano eleitoral. Desse modo, a Corte determinou que Veja publique direito de resposta do PT com igual destaque dado à calúnia.

    Diz o relator do processo impetrado pelo PT contra Veja, ministro Admar Gonzaga:

    “(…) Se aquele que supostamente recebeu os dólares não quis se manifestar, de que forma a representada [Veja] conseguiu a fotografia das cédulas que, taxativamente, afirmou terem sido utilizadas para pagamento da chantagem? A revista não explica (…) Percebe-se que a representada não trouxe elementos consolidadores das informações e das ilustrações exibidas, circunstância que transforma o seu conteúdo em ofensa infundada, porquanto desconectada da trama descrita (…)”.

    A decisão do TSE foi unânime. O direito de resposta foi concedido pelos ministros Teori Zavascki, Rosa Weber e pelo presidente do TSE, Dias Toffoli.

    Apesar de a matéria caluniosa da revista ter sido adornada com imagens de supostos “documentos” que comprovariam sua acusação, o TSE deixou bem claro, ao conceder direito de resposta ao PT, que tais imagens constituíram mero artifício para reforçar uma acusação desprovida de elementos probatórios.

     

     

    Coube ainda ao ministro Teori Zavascki refutar alegação da defesa de Veja de que, ao conceder direito de resposta ao PT, o TSE estaria ferindo a “liberdade de expressão” da revista:

    “(…) Acho que é equivocado contrapor o direito de resposta ao direito de liberdade de expressão. Pelo contrário, o instituto jurídico do direito de expressão, tal como plasmado na Constituição, é composto também pelo direito de resposta. É assim que está estruturada a liberdade de expressão na nossa Constituição. Direito de resposta não significa punição, não significa uma limitação à liberdade de expressão (…)”

    O presidente do TSE, Dias Toffoli, concordou:

     “(…) Não é permitido ir para a calúnia (…) Não há manifestação de comprovação desses fatos. De tal sorte que realmente [a reportagem de Veja] transbordou para a ofensa”

    A enormidade de reportagens publicadas sistematicamente contra o PT durante a campanha eleitoral resultará em forte abalo à credibilidade que ainda possa restar a Veja. Com essa decisão inédita do TSE, o eleitor passará a questionar todas as suas acusações sistemáticas ao partido e irá às urnas, domingo que vem, com tal pensamento ainda fresco na mente.

    Dirão que o estrato social que lê a Veja é predisposto a acreditar em qualquer acusação que ela faça ao PT, mas não é bem assim. Parte do público da revista acredita nela por ingenuidade e, desse modo, surpreender-se-á com uma decisão judicial que afirma que ela mentiu.

    E, se houver segundo turno, Veja sofrerá novo golpe. Sua reportagem de capa desta semana incorre nos mesmos vícios que sua edição de 17 de setembro, ora condenada pelo TSE. A revista foi ainda mais longe na matéria divulgada no último sábado: acusou pessoalmente a presidente Dilma Rousseff. E, de novo, sem provas.

     

     

    Como Marina Silva, ao endossar as acusações de Veja a Dilma, tem se vinculado à revista, o direito de resposta concedido ao PT também afetará a candidata do PSB. Até porque, a acusação sem provas desta semana deve gerar novo direito de resposta.

    Essas seguidas condenações de Veja pela Justiça anularão o potencial das acusações que a revista fatalmente ainda fará ao PT e ao governo Dilma durante uma possível campanha eleitoral em segundo turno.

    Não que a avalanche de acusações e de terrorismo econômico que Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Veja fazem ao PT e a Dilma tenham lá tanto poder. A disparada da presidente nas pesquisas mostra que mais da metade dos brasileiros está se lixando para essas acusações, obviamente por considerá-las mentirosas.

    Se o PT explorar a decisão do TSE em seu programa de TV, o conjunto da mídia partidarizada – agora, pró Marina Silva – chegará a um eventual segundo turno com credibilidade ainda menor. A campanha de Dilma, pois, precisa divulgar intensamente essa condenação que Veja sofreu e as que ainda irá sofrer até o fim de outubro, se houver segundo turno.

    *

    PS: não cabe recurso à decisão do TSE que concedeu ao PT direito de resposta na capa e nas páginas internas de Veja

     

     

  6. Webster Franklin

    29 de setembro de 2014 6:37 am

    Bláblá: assim se fez uma entreguista!

    Conversa Afiada

     

    Publicado em 28/09/2014

     

    O passo-a-passo de uma carreira para fazer o desmanche do interesse nacional brasileiro.  

     

              

    Delmiro (Gouveia) deu a ideia, Apolônio aproveitô, Getúlio fez o decreto e Dutra realizô

     

     

    A visita de Bláblárina aos Estados Unidos na reta final da campanha a Presidente é apenas uma metáfora.

    Ela foi a Roma.

    Ela foi entregar o ouro.

    A carreira de Bláblá é por si só uma estratégia de desmanche do Estado nacional e a alienação dos interesses nacionais brasileiros.

    A fadinha da floresta está mais para a floresta (desmatada) do Pacific Northwest do que para a Amazônia.

    (Porque lá não tem “Código Florestal”….)

    Ela é um instrumento dos americanos, disfarçada de “única candidata negra”, que “passou fome” (passou mesmo ?) e saiu do meio do mato.

    Vamos analisar como a carreira dessa dissimulada é a de um entreguista consistente.

    Por que ela é contra Belo Monte, que seus apoiadores chamam de “Belo Monstro” ?

    (A NeoEnergia deu-lhe uma resposta à altura.)

    Por que ela tentou usar a cópula dos bagres para impedir a construção de Jirau e Santo Antonio no Madeira ?

    Porque o patrimônio energético do Brasil é uma dádiva.

    NENHUM país do mundo tem a possibilidade de se mover com a energia limpa e RENOVÁVEL como a hidro-eletricidade.

    O Brasil tem água e tem chuva.

    E ninguém sabe construir hidrelétrica como o brasileiro, desde Paulo Afonso.

    (Clique aqui e se emocione com Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga e ouça “Paulo Afonso” – leia “em tempo”)

    Um dos pais do neolibelismo pátrio, Eugenio Gudin dizia que não era preciso construir Paulo Afonso porque o Nordeste não tinha demanda que justificasse.)

    É um valor estratégico imenso e, por isso, um instrumento de nossa singularidade como força econômica mundial.

    E, portanto, não interessa aos Estados Unidos, no que era seu quintal, enfrentar um concorrente com esse ativo permanente.

    Bláblá já tem uma conta a ajustar com o Brasil, breve, quando deixar a ribalta da campanha eleitoral e se recolher à dimensão verdadeira.

    É a conta do “fio d’água”.

    Instalada no Ministério do Meio-Ambiente, foi ela quem deu  que deu curso às teses americanas que obrigaram as hidrelétricas brasileiras a abandonar o sistema da queda d’água se se tornar a ”fio d’água”.

    Esses pseudo-verdes – que são azul e vermelho – conseguiram roubar do patrimônio energético brasileiro mil e mil megawatts com a defesa dos saguis e de meia dúzia de indígenas, que viveriam muito melhor com as hidrelétricas cheias do que em suas aldeias precárias.

    Essa conta ela ainda vai pagar – politicamente.

    Quando o Brasil passar a defender – como fazem os americanos, com unhas e dentes – seu interesse nacional.

    Veja o depoimento do ansioso blogueiro sobre o nefasto papel dos “verdes” em Teles Pires.

    Por que ela não dá a menor prioridade ao pré-sal ?

    Porque os Estados Unidos dão.

    E porque os americanos levam o pré-sal a sério,  recriaram a 4ª Frota.

    Com um comandante negro.

    Ela vai ficar estacionada entre o pré-sal brasileiro e o pré-sal da costa Ocidental da África.

    O pré-sal é o bilhete ÚNICO para um Brasil desenvolvido, saudável e educado.

    Renunciar ao pré-sal é um crime de lesa-pátria !

    Uma traição !

    Entregá-lo aos americanos da Chevron é outra !

    É por isso que a CIA e a NSA não estão minimamente interessados no que os brasileiros falam: eles querem saber o que a Petrobras fala !

    E por isso fizeram entroncar no fundo do Atlântico brasileiro e africano sua rede de cabos de espionagem.

    Por que ela foi contra o “Código Florestal” do Aldo Rebelo, a mais moderna legislação do mundo sobre a matéria ?

    Porque ela quer fazer o desmanche do agro-negócio brasileiro.

    Pode botar mil Betos Albuquerques ao lado dela, porque não serão capazes de apagar de seu currículo a hostilidade ao agro-negócio.

    Agro-negócio, que, entre outras virtudes, reduziu dramaticamente o peso da alimentação na renda do brasileiro.

    O Brasil tem uma das alimentações mais baratas do MUNDO !

    Por que ?

    Porque esse agro-negócio que ela quer desmanchar é muito, muito eficiente !

    Ela não quer que a soja, o milho, o algodão e a carne brasileiras sejam competitivas a ponto de fechar a agricultura americana, se não fosse protegida pelas mais sólidas barreiras protecionistas do mundo !

    E lá vem os neolibelês na boleia do caminhãozinho dela defender uma política externa “aberta” com os Estados Unidos.

    Por isso ela foi e é contra os transgênicos.

    Porque ela não faz uma passeata em Iowa, em Illinois e diz que os transgênicos dão câncer ?

    Leva o Beto junto !

    Por que ela é contra o Mercosul ?

    O Cerra, o Fernando Henrique e o Titio que detêm o controle da chave também são contra o Mercosul.

    Preferem a ALCA, que transformou o México num Estado Associado aos Estados Unidos – um grande Porto Rico.

    Como o Brasil sepultou a ALCA, sob a batuta de Lula e Celso Amorim, agora eles reinventaram o Pacto do Pacífico.

    O que significa o Pacto do Pacífico ?

    Entregar a América do Sul aos americanos, já que o Mercosul e a Unasul são instrumentos da resistência à hegemonia americana.

    O Pacto do Pacífico reúne a Colômbia, já praticamente mexicanizada, e o Chile,  além de todos os países asiáticos que são contra a China !

    Contra China.

    Porque o Pacto Pacífico é um pacto americano, pluri-continental contra a China – e o Brasil !

    E por que a Bláblá  – e os Estados Unidos – querem detonar os BRICs e seu banco ?

    Não interessa  à hegemonia americana uma organização alternativa.

    Uma “world order”, como diz o último livro do Henry Kissinger, que não reproduza o Império.

    E é por isso que a Bláblárina vem com essa conversinha mole de “sustentabilidade”.

    “A sustentabilidade se sustenta no sustentável”.

    Porque os Estados Unidos agridem a China com a poluição de Beijing.

    Mal sabem eles que a China vai substituir a geração a carvão em Beijing por termas a gás.

    A China desenvolve, hoje, os mais modernos mecanismos de combate à poluição do mundo.

    Enquanto os Estados Unidos e o shale gas, o óleo de xisto,  poluem com o apoio feroz do Partido Republicano, o Brasil, consistentemente – depois que ela saiu do Ministério -, reduz o desmatamento da Amazônia.

    E o mesmo lenga-lenga americano dos “direitos humanos” ?

    É conversa para atingir a Rússia e a China – dos BRICS – e se esquecer da Arábia Saudita, uma das sociedades mais agressoras dos direitos humanos !

    Por que ela é contra o BNDES e tomou aquela tesourada ?

    Porque o BNDES é o Pentagono do Brasil.

    Apesar dos absurdos como o financiamento à BrOi, em vias de extinção (e sobre a BrOi ela e o PiG se calam), apesar da BrOi, o BNDES, o maior banco de investimentos do MUNDO, é para financiar o Brasil.

    Como o Pentagono financia a indústria e a pesquisa “privadas” americanas.

    O BNDES do Dr Getúlio e do JK é para botar dinheiro nos interesses nacionais brasileiros.

    (O FHC pretendia transforma-lo num banco de investimentos, como o Morgan Stanley de Francisco Gros …)

    Por isso, a Bláblá quer substituir o BNDES pelo Acordo do Trigo, o Ponto 4, o Eximbank …

    Ela também não vai tirar incentivos, mas “qualificar”…

    Quer fechar o Banco do Brasil e a Caixa para “qualificar” o crédito e descapitalizar o Minha Casa Minha Vida, a infra-estrutura e o financiamento da safra.

    Quer “reavaliar”, “meditar sobre” a CLT ?

    Para ajudar o Citibank a terceirizar, o Citibank que ofereceu o seu “tesoureiro de campanha”, Álvaro de Souza, ex-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

    E a indústria da Defesa, para proteger o pré-sal ?

    A Marinha do Brasil constrói em Itaguaí uma moderna e poderosa indústria de submarinos.

    Trabalha, no momento, com três mil operários no canteiro de obras, em submarinos convencionais a diesel-eletricidade.

    Daqui a pouco, começa a construir o submarino a propulsão nuclear.

    Sabe por que, amigo navegante ?

    Porque o Brasil tem reservas fabulosas de urânio e desenvolveu uma tecnologia própria, Made in Brazil, tupiniquim, de enriquecimento de urânio.

    Que os americanos adorariam conhecer …

    É por isso que ela é contra a energia nuclear !

    Os americanos e europeus se entopem de energia nuclear e ela quer que a gente viva à base de energia do cuspe.

    (Não me venha com energia eólica, porque a Dilma montou o segundo maior parque eólico do MUNDO !)

    O Brasil vai ser um dos seis países do mundo capazes de produzir, em escala, submarinos nucleares: para defender o pré-sal e exportar !

    Ela ainda não teve tempo de entregar Itaguaí ao Pentágono.

    Mas, chega lá, até as eleições.

    Se é que já não entregou nessa insólita viagem !

    Em tempo: aqui, a letra de Humberto Teixeira, um gênio !
     

    Delmiro (Gouveia) deu a idéia

    Apolônio aproveitô

    Getúlio fez o decreto

    E Dutra realizô

    O presidente Café

    A usina inaugurô

    E graças a esse feito

    De homens que tem valô

    Meu Paulo Afonso foi sonho

    Que já se concretizô

    Olhando pra Paulo Afonso

    Eu louvo nosso engenheiro

    Louvo o nosso cassaco

    Caboclo bom verdadeiro

    Oi! Vejo o Nordeste

    Erguendo a bandeira

    De ordem e progresso

    A nação brasileira

    Vejo a industria gerando riqueza

    Findando a seca

    Salvando a pobreza

    Ouço a usina feliz mensageira

    Dizendo na força da cocheira

    O Brasil vai, o Brasil vai

    O Brasil vai, o Brasil vai

    Vai, vai, vai, vai, vai, vai

    Paulo Henrique Amorim

    http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/09/28/blabla-assim-se-fez-uma-entreguista/

     

  7. Assis Ribeiro

    29 de setembro de 2014 8:41 am

    Há 25 anos, o país voltava a escolher seu presidente e a polític

    Há 25 anos, o país voltava a escolher seu presidente e a política estava na rua

    Eleição de 1989, conquistada quase seis anos depois das Diretas Já, e marcada por golpes baixos, encaminhou consolidação democrática em meio ao fim da Guerra Fria. Marqueteiros tinham menos presença

    Fernando Santos/Folhapress (25/1/1984)Diretas já

    O grito das Diretas Já ganhou as ruas do país entre 1983 e 1984. O direto de eleger o presidente viria em 1989

    São Paulo – Hilton Acioli vai lembrando e cantarola, “rompe a cortina do passado”, “vai lá e vê que a alegria já demorou demais”. O compositor havia recebido “duas palavrinhas” do publicitário Paulo de Tarso Santos e teve a responsabilidade de fazer um jingle. Vê o que dá para fazer, disseram a ele. “Na hora, eu não achei nada”, lembra o compositor potiguar, que completará 65 anos em outubro, na véspera da eleição, e foi componente do Trio Marayá, nos anos 1950 e 1960. “A sorte é que ficou na minha memória.” Para buscar a canção, ele conta que havia a preocupação de aproximar o “tema” do jingle ao que Hilton chama de elite popular, citando Noel Rosa, Ary Barroso, Pixinguinha: “Populares, mas ao mesmo tempo clássicos”.

    De Ary veio um mote: “Abre a cortina do passado”, canta de novo. E foi assim que ele compôs um samba, no início de 1989, para apresentar aos “clientes”, no comitê de campanha, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Estavam lá Ricardo Kotscho, Aloizio Mercadante, Vladimir Pomar, entre outros. O “tema” viria de Brasília para escutar, mas não foi. E Hilton cantou o samba: “Eu olhava na cara deles e pensava: a música não é esta”. De lá, saiu para papear com um amigo, o publicitário Osvaldo de Melo, a quem repetiu: acho que não é essa música. E foi para casa. “Quando acordei, me veio a música.”

    E ele cantarola mais uma vez um dos jingles políticos mais marcantes de todos os tempos. “Quando você faz uma música nova, que você acredita, fica todo energizado”, diz Hilton, lembrando das origens do Lula lá, feito para a primeira campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 1989. A letra da música faz referência ao “primeiro voto”. A ideia era falar tanto dos jovens como de quem, de fato, iria pela primeira vez à urna para escolher o presidente.

    Era a primeira eleição presidencial desde 1960. Nos momentos finais da ditadura, o Brasil voltara a escolher governadores pelo voto direto (1982) e prefeitos de capitais e parte dos municípios (1985). Passara por uma campanha nacional de restabelecimento das eleições presidenciais, o movimento das Diretas Já, em 1984, direito só reconquistado em 1989, quando foram às urnas 70 milhões de pessoas, menos da metade do eleitorado atual. Para o cientista político Paulo d’Avila Filho, a eleição de 1989 “simboliza a retomada da democracia”. Este ano, o Brasil vai para a sétima eleição presidencial seguida, uma sequência inédita no país.

    Candidatos: 22

    Essa retomada, de certa forma, pode ser medida pela quantidade de candidatos a presidente: 22, número que nunca mais se repetiu. Este ano, por exemplo, são 11. Se hoje há três candidatas, duas disputando o primeiro lugar, em 1989 apareceu a primeira mulher na disputa presidencial: a advogada mineira Lívia Abreu, do Partido Nacionalista (PN), que recebeu 180 mil votos, 0,25% do eleitorado. Ali apareceu pela primeira vez Enéas Carneiro, do nanico Prona (360 mil votos, 0,5%). Lanterna do primeiro turno (4 mil votos, 0,01%), Armando Corrêa, o “candidato dos explorados”, chegou a renunciar em favor do apresentador Silvio Santos, que apareceu 15 dias antes do primeiro turno, mas foi barrado pela Justiça Eleitoral.

    Na política brasileira, depois da frustrada campanha das diretas, a maior parte da oposição, ao lado de ex-integrantes do governo, partiu para o voto indireto no colégio eleitoral. O governador de Minas Gerais, Tancredo Neves (PMDB), superou Paulo Maluf (PDS, partido sucessor da Arena, que sustentava a ditadura), e foi eleito presidente, com apoio de alguns remanescentes do antigo regime, reunidos sob o título de Nova República – que duraria pouco.

    Tancredo não chegou a assumir. Foi internado na véspera da posse, em 15 de março de 1985, e morreu pouco mais de um mês depois, em 21 de abril. Sarney assumiu e, no final de governo, estava praticamente isolado. Mesmo com a esperança democrática, as tensões continuavam e os planos econômicos não davam conta de superar as altas constantes do custo de vida.

    Eram tempos de inflação nas nuvens. Quase 40% ao mês, incríveis 758,79% acumulados naquele ano, até outubro (IPC) e 1.303,78% em 12 meses. Havia o dólar no mercado paralelo, ou “black”, com ágio de 100% em relação ao oficial.

    tancredo_Célio Azevedo_fotospublicas.jpg
    O país vinha da eleição de Tancredo Neves pela via indireta, com uma morte que levou José Sarney ao poder

    Na política, conservadores ainda assombravam a população com fantasmas, como o comunismo. Foi em 1989 que caiu o Muro de Berlim, que separava as Alemanhas (divididas em Ocidental, capitalista, e Oriental, comunista), em representação real e dramática da divisão ideológica mundial. Em 1991, a União Soviética, o outro lado da “Guerra Fria” com os Estados Unidos, deixaria de desistir. A eleição de 1989, para o conservadorismo, ainda acenava com a ameaça esquerdista “Brizula”, junção dos nomes de Brizola e Lula.

    Assessor de imprensa de Lula, o jornalista Ricardo Kotscho lembra que a inserção de alguns desses fantasmas dificultou até o simples aluguel de uma casa para sediar o comitê. Um empresário amigo dele chegou a dizer que não poderia alugar um imóvel, porque com uma vitória de Lula a sua propriedade seria tomada. “Era muito difícil. O que animava era a militância. Era tudo muito improvisado. Muitos comícios… Estou cansado até hoje. E também era uma grande festa, que, para mim, pareceu uma continuação da campanha das diretas. A gente sabia que estava participando de um momento histórico.”

    Palanque

    Do esquema quase mambembe no primeiro turno, a estrutura melhorou um pouco no segundo, quando Lula, pelo PT, enfrentou Fernando Collor, do PRN. Até apareceu um jatinho, coisa que sobrava na campanha adversária. Subiram no palanque do petista os candidatos do PDT, Leonel Brizola, e do jovem PSDB (criado um ano antes), Mário Covas, quarto colocado no primeiro turno, com 7,8 milhões de votos. Só não estava “o doutor Ulysses”, o candidato do PMDB, Ulysses Guimarães, porque Lula não quis – e Kotscho observa que, tempos depois, o candidato do PT reconheceria ter cometido um erro político. Isso não impediu que a campanha tomasse corpo, a ponto de ninguém cravar o resultado.

    Na primeira votação, em 15 de novembro, Collor teve 22,6 milhões de votos (28,52%) e Lula, 11,6 milhões (16%), em disputa acirrada com Brizola, a quem superou por apenas 500 mil votos. Na véspera do segundo turno, que seria em 17 de dezembro, as pesquisas apontavam situação de empate técnico, com tendência de ascensão do petista. Do dia 7 ao 17, segundo o instituto Datafolha, Collor foi de 50% para 47% e Lula, de 41% para 44% Parecia estar se confirmando um vaticínio do veterano Brizola, autor da expressão “sapo barbudo” para se referir a Lula, no sentido de um batráquio que seria imposto à conservadora elite brasileira.

    Cada um do seu jeito, Lula e Collor representavam o “novo” naquela eleição, observa o especialista Chico Santa Rita, um dos precursores do marketing político no Brasil. Vindo da campanha de Orestes Quércia (PMDB) a governador em 1986, ele havia trabalhado com Ulysses no primeiro turno (3,2 milhões de votos) e fora convocado pelo staff de Collor, àquela altura preocupado com a possibilidade de derrota. A primeira providência foi fazer uma pesquisa qualitativa, ainda pouco comum. “O quadro era que as pessoas estavam cansadas da ditadura e do governo Sarney, que tinha uma avaliação péssima. Elas queriam o novo. Uma sensação semelhante ao que há hoje. Foram (para o segundo turno) os candidatos mais novos, um líder sindical combativo e um governador jovem, com uma proposta de acabar com os escândalos, os marajás.”

    Ele assumiu quase em momento de emergência, com a equipe anterior demitida. “O que eu diagnostiquei? Tinha um discurso (no primeiro turno) muito forte na moralização da administração pública. Não sei se estavam cansados… O programa foi ficando fraco, com mais brincadeirinha, pessoas ficavam coloridas. O que eu fiz foi retomar o discurso político com muita força.”

    Fantasia

    Chico Santa Rita acredita que há deformações e falta de entendimento em relação ao trabalho do marketing político. “O pessoal acha que é propaganda. É uma atividade multifacetada, que inclui elementos da propaganda, do jornalismo, da pesquisa, de relações públicas. Tem uma complexidade. Não é feito para criar o candidato, mas para para melhorar o desempenho do candidato. Todas as vezes que eu vi fazerem isso, não deu certo.” Ele também critica programas atuais, citando tanto PT como PSDB. “Usam e abusam de uma distorção da verdade, mostrando um país que parece de fantasia. Está havendo exagero. O marketing político foi feito para dinamizar a discussão política.”

    Em seu livro Batalhas Eleitorais, Chico relata episódios que, de certa forma, mostram que a campanha teve momentos que estiveram bem longe do debate político. A uma semana da votação, ele recebeu das mãos de Collor um vídeo com imagens de um fuzilamento de três prisioneiros – Lula aparecia olhando e até sorrindo, ao final. Sem acreditar, reviu e depois chamou o engenheiro que prestava assistência técnica. A resposta foi clara: “Trata-se de uma montagem. A imagem de Lula foi superposta na imagem básica do fuzilamento”. O vídeo não foi ao ar.

    Além disso, havia a constante menção ao “comunismo” como ameaça e um suposto “derramamento de sangue”, como chegou a dizer Collor, que o PT promoveria para chegar ao poder. “O Lula nunca deixou responder no mesmo nível. Ele nunca aceitou o vale-tudo”, diz Kotscho. Para ele, o uso do marketing político surgiu com Collor, que contava com grande estrutura de campanha. “No nosso caso, era um grande mutirão. Tinha muitos voluntários. E todo mundo dava palpite. Era mais amador, mais coletivo.”

    Kotscho viajava com Lula, escrevia o texto com o dia do candidato e, por telefone ou telex – não existia internet – mandava o material para o também jornalista Sérgio Canova, que repassava para as redações. Para ganhar tempo, marcava entrevistas coletivas nos aeroportos. Em uma dessas paradas, em Maceió, estranhou não ver ninguém para entrevistar o líder petista. “Aqui tudo é do homem”, foi a explicação que recebeu do coordenador local. O “homem” era Collor, dono de grande parte dos meios de comunicação de Alagoas.

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    Surgido com pinta de bom moço, Collor acabou vitorioso após um segundo turno marcado por acusações e atritos

    O final da história é conhecido. Com 35 milhões de votos (53% dos válidos), Collor foi eleito. Lula recebeu 31 milhões (47%).  Em 1992, o presidente sofreu impeachment e o vice, Itamar Franco, assumiu.

    “Marqueteiro” de Lula em 1989, o publicitário Paulo de Tarso Santos considera “paradigmática” aquela eleição. Lembra que, em 1982, ainda estava em vigor a Lei Falcão (Lei 6.339, de 1976, que ganhou o nome do então ministro da Justiça, Armando Falcão). Na prática, o texto proibia qualquer campanha eleitoral. Só era permitido divulgar legenda, currículo e número do candidato – na TV, também a foto. Ninguém podia falar, algo no estilo “nada a declarar”, frase que se tornou associada ao ministro da Justiça do governo Geisel (1974-1979). A lei foi revogada em 1984. A campanha de 1985, para a prefeitura de São Paulo, já trouxe a experiência do slogan ‘Experimente Suplicy”, “já tentando um uso criativo do programa eleitoral.”

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    Após primeiro turno apertado, Lula recebeu apoio de candidatos de esquerda e esteve próximo de vencer Collor

    ‘Radicalizar a esquerda’

    Em 1989, o objetivo era “radicalizar a esquerda”, conta Paulo de Tarso. “O início do raciocínio – eu, Carlos Azevedo e Zé Américo – foi muito simples. Tínhamos 22 candidatos, e de 25% a 30% do eleitorado se dizia de esquerda. Queríamos falar direto com o pensamento progressista. Tinha várias peças de jornalismo mostrando a desigualdade no Brasil. Era uma campanha bem política, com menos propaganda.” Porém a campanha precisava de uma “embalagem”. Em uma reunião em sua casa, surgiu a ideia da Rede Povo, programa que marcou a campanha – e qualquer semelhança com uma emissora de televisão não é coincidência. “Eu até brincava: se é para pegar o inimigo, vamos pegar o inimigo de verdade.”

    Para a campanha no segundo turno, Paulo de Tarso diz que havia a ideia de construir um “Lulinha paz e amor”, como se falaria em 2002, quando o petista enfim chegou à Presidência da República. “Mas não deu tempo. Começaram contra nós uma campanha anticomunista”, afirma o publicitário, para quem a campanha na TV foi vitoriosa.

    Ele também faz ressalva ao trabalho do marketing político. “O Lula falava de improviso. A gente passava o tema do programa, ele estudava e traduzia, e a gente ia aprimorando juntos no estúdio, sugerindo coisas que ele encaixava ou não. A gente sempre privilegiou a autenticidade dele. Não tinha todo esse arsenal de monitoramento que tem hoje.” Para Paulo de Tarso, o que deve prevalecer é a intuição do político. “As pesquisas são um instrumento para você ter uma medida da opinião pública, para você não bater o prego com os dedos.”

    A paternidade da expressão “Lula lá” ainda causa alguma polêmica. Alguns a atribuem ao publicitário Carlito Maia, outros, inclusive ele próprio, a Paulo de Tarso, que passou a encomenda do jingle a Hilton Acioli. Ele conta que, além de não gostar de trocadilho, achava o tema fraco, preferindo algo mais no estilo “povo no poder”. “A gente não tinha a menor noção. Tinha certeza de que a gente ia levar o maior cacete. Foi um fato político gigantesco.”

    Para Paulo d’Avila, o que mudou em relação a 1989, basicamente, foi o perfil do eleitorado, à medida que as eleições foram se tornando rotineiras. “O que a literatura mostra é que o eleitorado vai se comportando mais para uma curva normal, o que leva os competidores a uma posição mais conservadora”, analisa. Naquele ano, acrescenta o cientista político, havia “grande massa com expectativas mais à esquerda e mais à direita”, o que permitia maior polarização.

    De um lado havia Brizola, Roberto Freire (PCB), Lula e, de certa forma, até Covas disputando um naco de centro-esquerda. “O eleitorado desejava o novo. Quem se destaca naquela eleição? O discurso mais à esquerda, Lula/Brizola”, diz o professor.

    Na outro lado, candidatos como Guilherme Afif e Collor. “Havia um eleitorado disposto a consumir as expectativas mais polarizadas. Quanto mais você consolida o procedimento (eleição), mais o eleitorado vai se acomodando. Você passa a disputar o centro.” Ele identifica um processo de “mediocrização” do processo político –  “No sentido exato do termo, do médio.”

    D’Avila também destaca a relevância que o marketing político ganha naquele eleição. “Nós nos redemocratizávamos numa sociedade da comunicação, principalmente com a televisão. O Collor foi incrivelmente fiel à persona que criaram para ele.”

    Romantismo

    A uma indagação se havia mais espontaneidade naquela campanha, o cientista político acredita que existe certo “romantismo” em relação a isso. “Espontaneísmo serve para disputar posições”, diz d’Avila. Falando sobre as campanhas atuais, ele acredita não ser possível a um candidato em condições de vencer dizer o que pensa, mas o que é necessário ser dito. “Não significa mentir, mas ajustar o discurso.” O eleitor vai se identificando com os candidatos e há o processo de acomodação. “Aquele espectro de 1989 não desapareceu, vai sendo incorporado a coalizões de governo.”

    Último debate
    Debate entre Collor e Lula no SBT; na época, edições eram permitidas. ‘Jornal Nacional’ abusaria do recurso

    As mudanças podem ser constatadas também nos debates televisivos. Em 1989, os embates eram frequentes e, por vezes, ríspidos. Ficou célebre, por exemplo, um bate-boca entre Brizola, o “desequilibrado”, e Maluf, o “filhote da ditadura”. Para Paulo d’Avila, as regras atuais engessaram o debate em um cenário “duplamente engessado”, em relação aos temas. “Em 1989, saindo de uma ditadura, os candidatos falavam mais de Estado. Hoje, seria impensável… Lembro de uma discussão entre Lula e Roberto Freire sobre a relação de seus partidos com a OIT (Organização Internacional do Trabalho). O formato (do debate) acho que nem é o principal problema. Antes, tinha pouca regra porque não havia debate.”

    E há também a “qualidade dos quadros”. Kotscho concorda com esse último item: “Os personagens políticos eram diferentes. Empobreceu muito o debate, não é só questão de regra”. Além de identificar queda na audiência da TV, o jornalista vê pessoas se xingando nas redes sociais e falta de grandes comícios. “Enquanto não houver reforma política, não vai mudar nada”.

     

     VejaDesde então, a ‘insuspeita’

    Eles também coincidem, em certa medida, na análise sobre o comportamento da mídia. “Varia de uma eleição para outra. Foi muito difícil em 1989. Nunca vi algo tão escrachado como agora”, diz Kotscho. “Não disfarçam mais. Não estão tendo pudor.” Assim, segundo ele, depois de abraçar inicialmente a candidatura de Aécio Neves (PSDB), os principais meios de comunicação passaram a fazer campanha aberta para Marina Silva (PSB). E, obviamente, passa pelo rol de polêmicas daquele ano a edição, pelo Jornal Nacional, do debate no segundo turno. No livro Do Golpe ao Planalto, Kotscho resume desta maneira: “Editaram só os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. O resultado do jogo, que tinha sido 2 x1 na edição do Hoje (telejornal vespertino), transformou-se magicamente em 10 x 0”.

    Imparcialidade?

    “Em 89, ainda que se possa dizer que havia uma preferência eleitoral, ainda havia uma enorme preocupação de dizer que não. Hoje, acho que são muito mais explícitas as posições dos meios de comunicação em relação a suas preferências”, comenta Paulo d’Avila. “Hoje caminha (o jornalismo) para um tipo de cobertura que explicita cada vez mais a sua preferência.” Para ele, “a fantasia da imparcialidade habita os bancos escolares do Jornalismo e do Direito”. Ele costuma dizer aos alunos que, quem quiser, sabe onde é possível encontrar notícias pró e contra o governo, mas acredita que a situação melhoraria em um ambiente de maior competitividade nos meios de comunicação.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=SGNGgkII2lU%5D

    Ainda sob o efeito do ato de artistas a favor de Dilma, no último dia 15, no Rio de Janeiro, o ator Sérgio Mamberti destaca o discurso de Lula sobre o “marco civil” da mídia e acrescenta: “Eu falo isso desde 89”. Para ele, a mídia constitui hoje um campo de dominação e deixa o consumidor de notícia “praticamente subordinado ao interesse dessas grandes corporações”.

    Naquela campanha, marcada por intensa participação do mundo artístico, política e cultura estavam no mesmo campo, avalia Mamberti. “A política é uma dimensão da cultura”, diz o ator, estendendo o raciocínio à questão da educação, que, para ele, não pode ser isolada, sob risco de cair na tecnocracia. “O centro do governo tem de entender que a dimensão da cultura oferece uma oportunidade de reflexão. As transformações se dão no campo da cultura, no campo das ideias.”

    Ele lamenta que tenha havido, no Brasil, uma desqualificação do processo político, especialmente após o episódio conhecido como mensalão. “Não que não foram cometidos erros, mas o processo (a ação) foi tendencioso. A sociedade ainda vai ter de se apropriar da verdade. A reforma política passa a ser um tema absolutamente contemporâneo”, diz Mamberti.

    O ator também faz ressalvas ao tratamento que é dado hoje aos candidatos, por meio do marketing político. “Eu diria que o marqueteiro tem uma hegemonia que distancia o candidato de uma discussão política mais profunda. Acho que a gente tinha de ter um aperfeiçoamento técnico do ponto de vista da comunicação, mas, de repente, houve uma inversão de papéis, a embalagem se colocou acima da política.”

    Também desse ponto de vista, 1989 foi emblemático. “Embora houvesse os marqueteiros, nós todos participávamos, dávamos contribuições. A gente podia fazer sugestões, que eram aceitas. Hoje, não existe mais esse espaço criativo de um Henfil e de um Carlito Maia. Essa dimensão cultural se expressava plenamente em todas as formas que a gente foi construindo de uma visão coletiva.”

    Para Mamberti, 1989 representou o momento final de saída do regime autoritário. “A gente tinha certeza de que ia começar um novo momento na história do Brasil.” Ele espera que haja continuidade nessa direção. “A participação social seria a forma de legitimar a construção de políticas públicas. Para aprofundar e radicalizar esse processo democrático, não basta que as pessoas tenham ascensão econômica”, observa o ator.

    Hilton Acioli destaca a “efervescência” daquele momento político. “Desde 1984, na campanha das diretas, já tinha muita gente envolvida.” E é por isso que as músicas permanecem, acredita o compositor. “Ficou com o cheiro daquele tempo.”

     collor_posse2_agenciabrasil.jpg

    http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/eleicoes-1989-pais-voltava-a-escolher-seu-presidente-e-a-politica-estava-na-rua1989-5041.html

  8. Assis Ribeiro

    29 de setembro de 2014 8:43 am

    Fernando Haddad é posto

    Fernando Haddad é posto contra a parede sobre faixas de ônibus, ciclovias e situação do PT em papo com a TV Folha (VÍDEO)
     

    O prefeito de São Paulo Fernando Haddad concedeu entrevista à TV Folha na tarde desta sexta-feira (26). Em pauta, os temas mais polêmicos da gestão do petista, que está chegando a 50% do seu mandato que vai até 2016.

    Um bom período do papo com os jornalistas Fernando Canzian e Mônica Bergamo foi dedicado a temas relacionados com a mobilidade urbana na capital, mais precisamente os tópicos envolvendo as faixas exclusivas de ônibus e as ciclofaixas.

    Questionado sobre o viés “autoritário” em “não ter ouvido a população” sobre a questão das ciclofaixas, Haddad afirmou que o tema foi abordado por ele ainda no período eleitoral, em 2012.

    “Passei seis meses imerso com um grupo de especialistas em todas as áreas, passei um tempo na área de mobilidade, que é uma área em que ninguém via solução”, disse Haddad, que ainda criticou o que chamou de “partidarização das ciclofaixas”.

    “Se os carros e os ônibus não impactaram no Masp, você acha que a ciclofaixa irá?”, questionou o prefeito.

    Segundo pesquisa Datafolha revelada na semana passada, a rejeição de Haddad regrediu de 47% para 28%. A melhora na avaliação popular passa justamente pelas atuais medidas que o governo municipal vem tomando no setor de mobilidade.

    Menos tranquilo é o tema partidário. Haddad admitiu que o PT “talvez esteja em seu pior momento”, mas ele advertiu também que é preciso levar em conta os avanços que os 12 anos da sigla no comando do Brasil possibilitaram à uma grande parcela da população.

    O prefeito de São Paulo adiantou ainda que acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser sim candidato à Presidência da República em 2018. Voltando ao âmbito local, Haddad disse que o Parque Chácara do Jockey, no Butantã, deve ser aberto à população em até dez dias.

    Ele ainda abordou a situação envolvendo o aumento do IPTU na capital e problemas crônicos, como a segurança pública, a questão das calçadas e dos táxis na cidade.

    http://www.brasilpost.com.br/2014/09/27/entrevista-haddad-tv-folha_n_5892180.html?utm_hp_ref=brazil

    1. Assis Ribeiro

      29 de setembro de 2014 8:44 am

      Não consegui incorporar o

      Não consegui incorporar o vídeo

  9. Assis Ribeiro

    29 de setembro de 2014 8:46 am

    PML: Dilma quer segundo

    PML: Dilma quer segundo mandato “a seu gosto”

    “Comparando os dois mandatos de Lula, presidente lembrou que no primeiro ele fez o governo que era possível — e no segundo fez o que gostaria. Dizendo que faz um governo na ‘defensiva’, sugeriu que, caso venha a ser reeleita, fará um segundo mandato a seu gosto”, relata Paulo Moreira Leite, que esteve ontem com Dilma Rousseff em entrevista a blogueiros; diretor do 247 avalia que “crescimento de Dilma nos últimos dias reflete um momento particular da campanha”, que deixou de ser espetáculo midiático para virar uma disputa política de verdade; democratização da mídia é, segundo PML, um dos principais compromissos de Dilma

     Afirmando fazer um governo na “defensiva”, a presidente Dilma Rousseff sugeriu ontem que, caso seja eleita, fará um segundo mandato “a seu gosto”, relata Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, em seu blog. Ele esteve ontem com a candidata à reeleição em entrevista a blogueiro.

    “Comparando os dois mandatos de Lula, presidente lembrou que no primeiro ele fez o governo que era possível — e no segundo fez o que gostaria. Dizendo que faz um governo na ‘defensiva’, sugeriu que, caso venha a ser reeleita, fará um segundo mandato a seu gosto”, escreve.

    Dilma também anunciou, para o segundo mandato, o debate sobre regulamentação econômica dos meios de comunicação, negando que a proposta seja “controle de conteúdo”, como “tenta-se confundir”, segundo a petista. “Controle de conteúdo é típico de ditaduras A regulação do ponto de vista econômico visa apenas impedir que relações de oligopólio se instalem,” esclareceu a petista, segundo PML.

    Na avaliação do jornalista, “o crescimento de Dilma nos últimos dias reflete um momento particular da campanha”, que deixou de ser, na última semana antes do voto, “um espetáculo político midiático, comandado pelos meios de comunicação, suas apostas e preferências, para se transformar numa disputa soberana entre partidos, candidatos e cidadãos”. Paulo Moreira Leite relata ainda o comício em Ceilândia (DF), que reuniu 15 mil pessoas para ver um Lula “inspiradíssimo”, outro grande momento da campanha do PT.

    Leia a íntegra em Dilma, Lula e o PT crescem na reta final

  10. Assis Ribeiro

    29 de setembro de 2014 9:00 am

    Aécio admite erros de

    Aécio admite erros de campanha em Minas

    “Poderia ser melhor. Acho que a campanha errou”, admitiu o candidato a presidente; Aécio Neves (PSDB), que venceu as últimas disputas para o Senado e governo estadual, além de ter conseguido eleger aliados, esse ano chegou a cair para terceiro na preferência dos eleitores mineiros, e agora está em empate técnico com a presidente Dilma; candidato tucano Pimenta da Veiga está 11 pontos atrás do petista Fernando Pimentel no estado

    Nas últimas eleições, o candidato a presidente da República pelo PSDB, Aécio Neves, saiu vitorioso na disputa pelo governo de Minas Gerais e por uma vaga no Senado pelo estado. Nesse ano, o cenário é bem diferente. O tucano, que chegou a cair para terceiro lugar na preferência dos mineiros, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT) e de Marina Silva (PSB), voltou para a segunda posição, segundo pesquisa Ibope divulgada nessa semana.

    Além disso, Aécio, que elegeu aliados nas disputas anteriores, tem o candidato do PDSB ao governo estadual, Pimenta da Veiga, 11 pontos atrás do petista Fernando Pimentel, segundo Datafolha desta sexta-feira 26. O cenário indica que os tucanos deixarão o poder depois de 12 anos comandando Minas Gerais.

    O presidenciável não esconde descontentamento com o desempenho e chega a admitir erros na campanha mineira. “Poderia ser melhor. Acho que a campanha errou”, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo, na última quinta-feira 25, a caminho de ato político em Blumenau, Santa Catarina.

    Em sua avaliação, uma das explicações seria a falta de sintonia inicial com a campanha de Pimenta da Veiga, ex-governador mineiro. “Acho que no início houve um deslocamento da candidatura do Pimenta dos resultados de governo. Houve uma tentativa de criar um personagem com uma história pessoal só. Agregou-se pouco (a campanha) aos resultados de governo”, disse.

    http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/154949/A%C3%A9cio-admite-erros-de-campanha-em-Minas.htm

  11. BRAGA-BH

    29 de setembro de 2014 11:07 am

    Cabos de Aécio em SP, Serra e Alckmin não vão a debate
    Cabos de Aécio em SP, Serra e Alckmin não vão a debate

    Por Wanderley Preite Sobrinho – iG São Paulo |

    29/09/2014 03:29

    Texto

     

     
    Tucanos presentes evitaram imprensa. Plateia ficou dividida entre petistas à direita do palco e marineiros à esquerda

    Principais cabos eleitorais do presidenciável Aécio Neves (PSDB) em São Paulo, o candidatos tucanos José Serra (Senado ) e Geraldo Alckmin (governador) não deram as caras no debate deste domingo (28) na TV Record, ocorrido na capital paulista.

    Candidatos do PSDB ao Planalto nas últimas eleições, Alckmin e Serra deixaram a rivalidade de lado e apareceram juntos com Aécio em diversas agendas no Estado, especialmente antes do “fenômeno Marina”, que lhe tirou o segundo lugar nas pesquisas.

    Leia também: Reta final das eleições – O que o futuro reserva para Aécio

    Reuters
    Aécio não contou com prestígio dos correligionários Alckmin e Serra no debate da Record

     

    A ausência dos dois não foi a única sentida. Espremidos no meio da arquibancada, poucos tucanos de fato apareceram. Os que apareceram preferiram a discrição. Foi o caso de Alberto Goldman, coordenador paulista da campanha de Aécio, que evitou a imprensa. Andreas Matarazzo só se levantava com o celular na mão e José Anibal poupava entrevistas.

    No fim, a plateia ficou dividida entre petistas à direita do palco e marinheiros à esquerda. A comitiva da presidente levou até o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que fazia companhia a Eduardo Suplicy – candidato ao Senado – e ao presidente do partido, Rui Falcão.

    Debate Record : Dilma Rousseff e Marina Silva protagonizam embates mais duros

    Candidatos participam do quarto debate presidencial no estúdio da TV Record, em São Paulo, na noite deste domingo (28). Foto: Gabriela Bilo/Futura PressDilma elegeu Marina como seu alvo principal no debate, mas também atacou Aécio . Foto: ReutersDilma Rousseff (PT) conversa com o principal marqueteiro de sua campanha, João Santana, no debate da Record . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressMarina centrou seus ataques na adversária Dilma, escanteando Aécio. Foto: ReutersMarina Silva (PSB) se consulta com sua equipe de assessores no intervalo do debate . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressSe comportando como franco atirador, Aécio atacou tanto Dilma quanto Marina . Foto: ReutersNo intervalo do debate, Aécio Neves (PSDB) também conversou com seus assessores . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressMarina e Dilma protagonizaram os embates mais duros do encontro entre presidenciáveis. Foto: Vitor SoranoDilma fez vários  pedidos de resposta ao ser citada nas falas dos colegas, apenas um foi concedido pela direção do debate . Foto: Divulgação/PTAécio Neves chega aos estúdios da TV Record para o quarto debate entre presidenciáveis. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, no debate presidencial da TV Record, na noite deste domingo (28). Foto: Vanderlei Preite Sobrinho

     

     
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    Candidatos participam do quarto debate presidencial no estúdio da TV Record, em São Paulo, na noite deste domingo (28). Foto: Gabriela Bilo/Futura Press
     
     

    No time de Marina estava a já inseparável Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, e até Luiza Erundina, que andava sumida na campanha. Deslocado, Roberto Amaral, presidente do PSB, acompanhava o debate calado, separado de Neca pela bolsa dela.

    A tensão entre o grupo de Marina e a cúpula do PSB aumentou depois que Amaral tentou emplacar sua reeleição antes do primeiro turno, o que enfureceu o vice de Marina, Beto Albuquerque. Ele conseguiu adiar a eleição no partido ao alegar o perigo que a divisão na sigla poderia acarretar à campanha presidencial. 

     

  12. BRAGA-BH

    29 de setembro de 2014 11:14 am

    Discurso agressivo de Levy Fidelix contra gays gera revolta nas
    Discurso agressivo de Levy Fidelix contra gays gera revolta nas redes sociais

    Por Carolina Garcia – iG São Paulo |

    29/09/2014 03:11

    Texto

     

    Presidenciável é alvo de críticas após dizer em debate na TV que “gays precisam atendimento psicológico e bem longe da gente”

    A participação de Levy Fidelix, candidato nanico do PRTB à Presidência, no debate entre presidenciáveis da TV Record neste domingo (28) passou despercebida até o terceiro bloco, quando foi questionado por Luciana Genro (PSOL) sobre a união homoafetiva. Considerando a questão “um jogo pesado”, o candidato do aerotrem disparou um discurso agressivo e despertou o ódio nas redes socias.  

    “Os homossexuais, travestis e lésbicas sofrem violência constante. Por que as pessoas que defendem tanto família se recusam a reconehcer como família um casal do mesmo sexo?”, perguntou Luciana. Visivelmente desconfortável, Fidelix respondeu: “Jogo pesado essa agora, hein? Pelo que vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais: aparelho excretor não reproduz. Eu presidente da República não vou estimular a união homoafetiva”.

    Reprodução
    A resposta do candidato do aerotrem não demorou para vivar ‘meme’ nas redes sociais

    Fidelix continuou: “Você já imaginou o Brasil, tendo 200 milhões de habitantes, se começar com isso, vai passar a ter 100 milhões. Se você for para a Paulista vai ver que está feio o negócio”. Para o candidato, que não aparece nas pesquisas de intenções de voto, os gays precisam de “atendimento psicológico e bem longe da gente”. A sua resposta despertou risos na plateia da TV Record.

    Os internautas reagiram quase imediatamente. As palavras “Levy” e “aparelho excretor” foram para nos trending topics do Twitter brasileiro. Poucos minutos depois, a hashtag “LevyVocêÉNojento” ganhou força e virou um dos assuntos mais comentados na web. Um grupo chamado “Diga não à Homofobia” chegou até a criar uma campanha convocando o internauta a denunciar o político ao Ministério Público Federal (MPF) por homofobia. 

    Internautas e políticos usaram as redes socias para manifestar contra Fidelix:

    Comentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: Reprodução



     
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    Comentário

     

    1. Alan Souza

      29 de setembro de 2014 12:13 pm

      Levy Fidelix: um conservador bestialógico!

      Levy Fidelix é um conservador que exibe a sua ignorância exuberantemente! É o preço maldito que temos a pagar pela democracia, ouvir esse tipo de bestialogia!

  13. BRAGA-BH

    29 de setembro de 2014 11:22 am

    Marina tenta afagar Aécio, mas vira alvo do tucano e de Dilma em
    Marina tenta afagar Aécio, mas vira alvo do tucano e de Dilma em debate

    Por Wanderley Preite Sobrinho – iG São Paulo |

    29/09/2014 01:00- Atualizada às 29/09/2014 04:59

     
    Na frente de Aécio nas pesquisas de intenção de voto, Marina tentou evitar embate direto com o tucano, terceiro colocado

    A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, tentou trocar passes com o rival Aécio Neves (PSDB) no debate deste domingo (28) na TV Record. O tucano rejeitou o cortejo e respondeu com ataques, tornando Marina alvo dele, da petista e candidata à reeleição Dilma Rousseff, e de Luciana Genro (PSOL). Esse foi o quarto encontro entre presidenciáveis.

    Candidatos participam do quarto debate presidencial no estúdio da TV Record, em São Paulo, na noite deste domingo (28). Foto: Gabriela Bilo/Futura PressDilma elegeu Marina como seu alvo principal no debate, mas também atacou Aécio . Foto: ReutersDilma Rousseff (PT) conversa com o principal marqueteiro de sua campanha, João Santana, no debate da Record . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressMarina centrou seus ataques na adversária Dilma, escanteando Aécio. Foto: ReutersMarina Silva (PSB) se consulta com sua equipe de assessores no intervalo do debate . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressSe comportando como franco atirador, Aécio atacou tanto Dilma quanto Marina . Foto: ReutersNo intervalo do debate, Aécio Neves (PSDB) também conversou com seus assessores . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressMarina e Dilma protagonizaram os embates mais duros do encontro entre presidenciáveis. Foto: Vitor SoranoDilma fez vários  pedidos de resposta ao ser citada nas falas dos colegas, apenas um foi concedido pela direção do debate . Foto: Divulgação/PTAécio Neves chega aos estúdios da TV Record para o quarto debate entre presidenciáveis. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, no debate presidencial da TV Record, na noite deste domingo (28). Foto: Vanderlei Preite SobrinhoNa frente de Aécio nas pesquisas de intenção de voto, Marina tentou evitar embate direto com o tucano, terceiro colocado. Assim que pôde, a pessebista perguntou ao tucano sobre sua política energética. Ambos concordaram com a necessidade de diversificar a matriz, mas Aécio terminou sua fala lembrando que Marina participou do governo petista e seria responsável pela atual política para o setor.

    Mais tarde, Aécio se referiu à Marina ao agradecer ironicamente os “elogios de uma certa candidata” aos quadros do PSDB. “Nós somos a verdadeira opção de mudança.”

    Marina só engrossou a voz no debate quando se dirigiu à Dilma, que respondeu no mesmo tom. A candidata do PSB afirmou que a “política de etanol é um fracasso”, responsável por fechar 70 usinas em todo o Brasil. “Você não respondeu porque mudou as prioridades que o presidente Lula tanto falou em seu governo”. Dilma retrucou em seguida: “A minha política [para o etanol] foi baseada no que você é contra: subsidio ao setor.”

    Gabriela Bilo/Futura Press
    Marina se consulta com equipe de assessores no intervalo do debate na Record neste domingo (28)

    A ex-ministra também sofreu com Luciana Genro, que insinuou que Marina seria inconstante ao ceder à “pressão dos banqueiros, dos reacionários do Congresso Nacional”. “E joga na lata do lixo seu programa do LGBT. Essa é a nova política da Marina… mais velha que a história.”

    Marina foi alfinetada até pelo Pastor Everaldo, candidato do PSC, que teria manifestado simpatia pela candidata, também evangélica. “Desconheço essa afirmativa de ter manifestado simpatia por alguém”, disse ele.

     

  14. BRAGA-BH

    29 de setembro de 2014 11:24 am

    Em entrevista a blogueiros, Dilma defende regulação da mídia no

    Em entrevista a blogueiros, Dilma defende regulação da mídia no país

    Em entrevista a blogueiros identificados com o seu governo, realizada no Palácio do Alvorada, presidente afirmou que o tema será uma das pautas de um eventual segundo governo.
     

    PUBLICADO EM 26/09/14 – 17p7
    DA REDAÇÃO

    A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou nesta sexta-feira (26) que o país já está maduro para promover uma regulação econômica dos meios de comunicação.

    Em entrevista a blogueiros identificados com o seu governo, realizada no Palácio do Alvorada, em Brasília, Dilma afirmou que o tema será uma das pautas de um eventual segundo governo.

    “Em qualquer setor que se tem concentração de propriedade cabe regulação porque há uma assimetria imensa entre o proprietário e o resto dos cidadãos. Qualquer regulação tem uma base, que é a econômica. A concentração leva a relações assimétricas. […] Hoje as pessoas demandam isso. Todo mundo percebe que há um setor que, como qualquer outro, tem que ser regulado, como portos, setor elétrico”, afirmou.

    Dilma criticou as afirmações de que uma regulação do setor iria interferir no conteúdo veiculado pelos meios de comunicação e disse que isso é próprio apenas de países ditatoriais.

    “Uma coisa não tem nada a ver com a outra [regulação econômica e controle de conteúdo]. Regular conteúdo é de país ditatorial. Na regulação econômica vamos impedir que relações oligopólicas se estabeleçam e se instalem. É óbvio que nada tem de bolivariano nisso”, disse.

    A candidata afirmou ainda que a regulamentação dos meios de comunicação não foi realizada no Brasil até hoje porque há “grande concentração” das empresas. “Não fui eu que não regulei. Ninguém regulou”, disse.

    Citando a Constituição, Dilma defendeu uma regionalização do conteúdo veiculado e disse que o oligopólio dos meios de comunicação inviabiliza a exploração do potencial cultural que o país tem.

    Dilma se reuniu com oito blogueiros no Palácio da Alvorada: Miguel do Rosário (O Cafezinho), Renato Rovai (Revista Fórum), Paulo Moreira Leite (Brasil 247), Kiko Nogueira (Diário do Centro do Mundo), Conceição Oliveira (Maria Frô), Altamiro Borges (Blog do Miro), Conceição Lemes (Viomundo) e Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania).

     

  15. Assis Ribeiro

    29 de setembro de 2014 2:25 pm

    Ibovespa sinaliza que Dilma

    Ibovespa sinaliza que Dilma pode ganhar em 1º turno

    Soma da pesquisa Datafolha com 40% de intenções para a presidente Dilma Rousseff, promessa não cumprida da revista Veja de lançar uma bomba sobre a sucessão e fiasco de Marina Silva no último debate entre candidatos agitam mercado financeiro; bolsa cai a 5,23% às 10p5, com ações da Petrobras iniciando o dia com perdas que já chegaram a 10%; investidores e especuladores contabilizam chance cada vez mais alta de Dilma liquidar a eleição já no domingo 5; mercado nunca escondeu mau humor com a presidente

    O mercado financeiro acredita numa vitória da presidente Dilma Rousseff já no primeiro turno da eleição presidencial. É o que sinaliza o Índice Bovespa, em São Paulo, na abertura do pregão desta segunda-feira 29, a abertura da reta final da eleição presidencial. A soma de três fatores explicam a derrubado índice, puxada por uma baixa nas ações da Petrobras que chegava a 9% às 10p5: a pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira 26, com 40% de intenções de votos para a presidente Dilma Rousseff e declínio da candidata Marina Silva, do PSB, além de uma parada na volta ao crescimento de Aécio Neves, do PSDB; a suposta bomba que não foi detonada na revista Veja, que prometia novas denúncias surgida na delação premiada do doleiro Alberto Yousseff; e o pífio desempenho de Marina no último debate presidencial, no qual não soube explicar seu voto contrário à CPMF.

    Por todas essas razões, o mercado, que nunca escondeu não querer a vitória de Dilma, passou um recebido de que, politicamente, a seis dias das urnas, ela nunca teve tão boas condições como agora de vencer no primeiro turno.

    Abaixo, notícia do site Infomoney, parceiro de 247:

    Ibovespa cai mais de 5% após Datafolha, com Petrobras despencando mais de 10%

    Atual presidente praticamente dobrou sua vantagem sobre Marina Silva (PSB) no primeiro turno da eleição

    SÃO PAULO – O Ibovespa registra forte queda nesta segunda-feira (29), após pesquisas eleitorais divulgadas na sexta-feira à noite mostrarem nova melhora da presidente Dilma Rousseff na corrida presidencial. Às 10p0 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira caía 5,23%, aos 54.251 pontos.

    Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Bradesco (BBDC3, R$ 35,24, -7,53%; BBDC4, R$ 35,58, -7,32%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,10, -6,90%), Itaúsa (ITSA4, R$ 9,44, -6,81%) e Eletrobras ON (ELET3, R$ 6,87, -6,28%). O dólar tem um dia de forte alta de cerca de 2%, enquanto os contratos de juros futuros com vencimento entre 2017 e 2019 chegam a subir entre 2 pontos percentuais e 4,5 pontos percentuais.

    As ações PN da Petrobras têm queda de mais de 10%, após a petrolífera já marcarem queda de quase 10% em Nova York mais cedo. As ações ordinárias da Petrobras abriram em queda de 8,88% por volta das 10p2, a R$ 18,06, enquanto o Banco do Brasil cai mais de 8%. Os papéis da Vale caem mais de 2%, também repercutindo a nova queda do preço de minério de ferro. Em somente em um minuto de Bolsa, as ações da estatal já perderam R$ 12,39 bilhões na Bolsa e é a maior queda desde novembro de 2008, quando houve circuit break.

    Levantamento do Datafolha mostrou que a candidata à reeleição pelo PT praticamente dobrou sua vantagem sobre Marina Silva (PSB) para o primeiro turno da eleição, no próximo domingo, e passou a ter vantagem numérica em relação à candidata do PSB em simulação de um segundo turno. Na mesma linha, pesquisa Sensus mostrou a petista liderando com folga as intenções de voto para o primeiro turno, ao mesmo tempo em que diminuiu a vantagem de Marina sobre Aécio Neves (PSDB).

    O quadro externo desfavorável corroborava as perdas, com declínio nos índices futuros norte-americanos e nas bolsas europeias, em meio a manifestações civis em Hong Kong.

    Vale ressaltar que o mercado havia registrado alta na última sexta-feira, esperando um Datafolha mais favorável à candidata Marina Silva, o que não aconteceu, mas também esperando novas notícias da Veja. A revista mostrou que a campanha de Dilma Rousseff em 2010 pediu dinheiro a Paulo Roberto Costa, diretor do abastecimento da estatal, mas não deve ter tantos efeitos sobre a candidatura da petista. Assim, o mercado pode devolver a alta registrada na última sexta-feira.

    Em meio à alta do dólar, somente as ações das exportadoras Fibria e Suzano registram leve alta.

    http://www.brasil247.com/pt/247/economia/155122/Ibovespa-sinaliza-que-Dilma-pode-ganhar-em-1%C2%BA-turno.htm

  16. Pedro Penido dos Anjos

    29 de setembro de 2014 2:26 pm

    ublicado em

    ublicado em 28/09/2014

    Bláblá: assim se
    fez uma entreguista !

    O passo-a-passo de uma carreira para fazer o desmanche do interesse nacional brasileiro.

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    Delmiro (Gouveia) deu a ideia, Apolônio aproveitô, Getúlio fez o decreto e Dutra realizô

    A visita de Bláblárina aos Estados Unidos na reta final da campanha a Presidente é apenas uma metáfora.

    Ela foi a Roma.

    Ela foi entregar o ouro.

    A carreira de Bláblá é por si só uma estratégia de desmanche do Estado nacional e a alienação dos interesses nacionais brasileiros.

    A fadinha da floresta está mais para a floresta (desmatada) do Pacific Northwest do que para a Amazônia.

    (Porque lá não tem “Código Florestal”….)

    Ela é um instrumento dos americanos, disfarçada de “única candidata negra”, que “passou fome” (passou mesmo ?) e saiu do meio do mato.

    Vamos analisar como a carreira dessa dissimulada é a de um entreguista consistente.

    Por que ela é contra Belo Monte, que seus apoiadores chamam de “Belo Monstro” ?

    (A NeoEnergia deu-lhe uma resposta à altura.)

    Por que ela tentou usar a cópula dos bagres para impedir a construção de Jirau e Santo Antonio no Madeira ?

    Porque o patrimônio energético do Brasil é uma dádiva.

    NENHUM país do mundo tem a possibilidade de se mover com a energia limpa e RENOVÁVEL como a hidro-eletricidade.

    O Brasil tem água e tem chuva.

    E ninguém sabe construir hidrelétrica como o brasileiro, desde Paulo Afonso.

    (Clique aqui e se emocione com Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga e ouça “Paulo Afonso” – leia “em tempo”)

    Um dos pais do neolibelismo pátrio, Eugenio Gudin dizia que não era preciso construir Paulo Afonso porque o Nordeste não tinha demanda que justificasse.)

    É um valor estratégico imenso e, por isso, um instrumento de nossa singularidade como força econômica mundial.

    E, portanto, não interessa aos Estados Unidos, no que era seu quintal, enfrentar um concorrente com esse ativo permanente.

    Bláblá já tem uma conta a ajustar com o Brasil, breve, quando deixar a ribalta da campanha eleitoral e se recolher à dimensão verdadeira.

    É a conta do “fio d’água”.

    Instalada no Ministério do Meio-Ambiente, foi ela quem deu  que deu curso às teses americanas que obrigaram as hidrelétricas brasileiras a abandonar o sistema da queda d’água se se tornar a ”fio d’água”.

    Esses pseudo-verdes – que são azul e vermelho – conseguiram roubar do patrimônio energético brasileiro mil e mil megawatts com a defesa dos saguis e de meia dúzia de indígenas, que viveriam muito melhor com as hidrelétricas cheias do que em suas aldeias precárias.

    Essa conta ela ainda vai pagar – politicamente.

    Quando o Brasil passar a defender – como fazem os americanos, com unhas e dentes – seu interesse nacional.

    Veja o depoimento do ansioso blogueiro sobre o nefasto papel dos “verdes” em Teles Pires.

    Por que ela não dá a menor prioridade ao pré-sal ?

    Porque os Estados Unidos dão.

    E porque os americanos levam o pré-sal a sério,  recriaram a 4ª Frota.

    Com um comandante negro.

    Ela vai ficar estacionada entre o pré-sal brasileiro e o pré-sal da costa Ocidental da África.

    O pré-sal é o bilhete ÚNICO para um Brasil desenvolvido, saudável e educado.

    Renunciar ao pré-sal é um crime de lesa-pátria !

    Uma traição !

    Entregá-lo aos americanos da Chevron é outra !

    É por isso que a CIA e a NSA não estão minimamente interessados no que os brasileiros falam: eles querem saber o que a Petrobras fala !

    E por isso fizeram entroncar no fundo do Atlântico brasileiro e africano sua rede de cabos de espionagem.

    Por que ela foi contra o “Código Florestal” do Aldo Rebelo, a mais moderna legislação do mundo sobre a matéria ?

    Porque ela quer fazer o desmanche do agro-negócio brasileiro.

    Pode botar mil Betos Albuquerques ao lado dela, porque não serão capazes de apagar de seu currículo a hostilidade ao agro-negócio.

    Agro-negócio, que, entre outras virtudes, reduziu dramaticamente o peso da alimentação na renda do brasileiro.

    O Brasil tem uma das alimentações mais baratas do MUNDO !

    Por que ?

    Porque esse agro-negócio que ela quer desmanchar é muito, muito eficiente !

    Ela não quer que a soja, o milho, o algodão e a carne brasileiras sejam competitivas a ponto de fechar a agricultura americana, se não fosse protegida pelas mais sólidas barreiras protecionistas do mundo !

    E lá vem os neolibelês na boleia do caminhãozinho dela defender uma política externa “aberta” com os Estados Unidos.

    Por isso ela foi e é contra os transgênicos.

    Porque ela não faz uma passeata em Iowa, em Illinois e diz que os transgênicos dão câncer ?

    Leva o Beto junto !

    Por que ela é contra o Mercosul ?

    O Cerra, o Fernando Henrique e o Titio que detêm o controle da chave também são contra o Mercosul.

    Preferem a ALCA, que transformou o México num Estado Associado aos Estados Unidos – um grande Porto Rico.

    Como o Brasil sepultou a ALCA, sob a batuta de Lula e Celso Amorim, agora eles reinventaram o Pacto do Pacífico.

    O que significa o Pacto do Pacífico ?

    Entregar a América do Sul aos americanos, já que o Mercosul e a Unasul são instrumentos da resistência à hegemonia americana.

    O Pacto do Pacífico reúne a Colômbia, já praticamente mexicanizada, e o Chile,  além de todos os países asiáticos que são contra a China !

    Contra China.

    Porque o Pacto Pacífico é um pacto americano, pluri-continental contra a China – e o Brasil !

    E por que a Bláblá  – e os Estados Unidos – querem detonar os BRICs e seu banco ?

    Não interessa  à hegemonia americana uma organização alternativa.

    Uma “world order”, como diz o último livro do Henry Kissinger, que não reproduza o Império.

    E é por isso que a Bláblárina vem com essa conversinha mole de “sustentabilidade”.

    “A sustentabilidade se sustenta no sustentável”.

    Porque os Estados Unidos agridem a China com a poluição de Beijing.

    Mal sabem eles que a China vai substituir a geração a carvão em Beijing por termas a gás.

    A China desenvolve, hoje, os mais modernos mecanismos de combate à poluição do mundo.

    Enquanto os Estados Unidos e o shale gas, o óleo de xisto,  poluem com o apoio feroz do Partido Republicano, o Brasil, consistentemente – depois que ela saiu do Ministério -, reduz o desmatamento da Amazônia.

    E o mesmo lenga-lenga americano dos “direitos humanos” ?

    É conversa para atingir a Rússia e a China – dos BRICS – e se esquecer da Arábia Saudita, uma das sociedades mais agressoras dos direitos humanos !

    Por que ela é contra o BNDES e tomou aquela tesourada ?

    Porque o BNDES é o Pentagono do Brasil.

    Apesar dos absurdos como o financiamento à BrOi, em vias de extinção (e sobre a BrOi ela e o PiG se calam), apesar da BrOi, o BNDES, o maior banco de investimentos do MUNDO, é para financiar o Brasil.

    Como o Pentagono financia a indústria e a pesquisa “privadas” americanas.

    O BNDES do Dr Getúlio e do JK é para botar dinheiro nos interesses nacionais brasileiros.

    (O FHC pretendia transforma-lo num banco de investimentos, como o Morgan Stanley de Francisco Gros …)

    Por isso, a Bláblá quer substituir o BNDES pelo Acordo do Trigo, o Ponto 4, o Eximbank …

    Ela também não vai tirar incentivos, mas “qualificar”…

    Quer fechar o Banco do Brasil e a Caixa para “qualificar” o crédito e descapitalizar o Minha Casa Minha Vida, a infra-estrutura e o financiamento da safra.

    Quer “reavaliar”, “meditar sobre” a CLT ?

    Para ajudar o Citibank a terceirizar, o Citibank que ofereceu o seu “tesoureiro de campanha”, Álvaro de Souza, ex-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

    E a indústria da Defesa, para proteger o pré-sal ?

    A Marinha do Brasil constrói em Itaguaí uma moderna e poderosa indústria de submarinos.

    Trabalha, no momento, com três mil operários no canteiro de obras, em submarinos convencionais a diesel-eletricidade.

    Daqui a pouco, começa a construir o submarino a propulsão nuclear.

    Sabe por que, amigo navegante ?

    Porque o Brasil tem reservas fabulosas de urânio e desenvolveu uma tecnologia própria, Made in Brazil, tupiniquim, de enriquecimento de urânio.

    Que os americanos adorariam conhecer …

    É por isso que ela é contra a energia nuclear !

    Os americanos e europeus se entopem de energia nuclear e ela quer que a gente viva à base de energia do cuspe.

    (Não me venha com energia eólica, porque a Dilma montou o segundo maior parque eólico do MUNDO !)

    O Brasil vai ser um dos seis países do mundo capazes de produzir, em escala, submarinos nucleares: para defender o pré-sal e exportar !

    Ela ainda não teve tempo de entregar Itaguaí ao Pentágono.

    Mas, chega lá, até as eleições.

    Se é que já não entregou nessa insólita viagem !

    Em tempo: aqui, a letra de Humberto Teixeira, um gênio !
     

    Delmiro (Gouveia) deu a idéia

    Apolônio aproveitô

    Getúlio fez o decreto

    E Dutra realizô

    O presidente Café

    A usina inaugurô

    E graças a esse feito

    De homens que tem valô

    Meu Paulo Afonso foi sonho

    Que já se concretizô

    Olhando pra Paulo Afonso

    Eu louvo nosso engenheiro

    Louvo o nosso cassaco

    Caboclo bom verdadeiro

    Oi! Vejo o Nordeste

    Erguendo a bandeira

    De ordem e progresso

    A nação brasileira

    Vejo a industria gerando riqueza

    Findando a seca

    Salvando a pobreza

    Ouço a usina feliz mensageira

    Dizendo na força da cocheira

    O Brasil vai, o Brasil vai

    O Brasil vai, o Brasil vai

    Vai, vai, vai, vai, vai, v

     

  17. Assis Ribeiro

    29 de setembro de 2014 2:27 pm

    Presidente da Fiesp sinaliza

    Presidente da Fiesp sinaliza intenção de ‘dilmar’

    Após demonstrar simpatia por Marina Silva (PSB), Benjamin Steinbruch, dono da Companhia Siderúrgica Nacional, volta atrás e indica apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff: “Não sei em quem vou votar ainda. Posso até dilmar’. Desde que atendidas algumas mudanças”; ele elogia esforço de Guido Mantega em se aproximar dos empresários e sugere interesse em se tornar ministro: “Em algum momento, a gente tem que retribuir o que a vida nos deu” 

     O presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, sinaliza que pode apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Nas últimas declarações, ele sinalizou simpatia pela candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, no entanto, agora afirma: “Não sei em quem vou votar ainda. Posso até dilmar’. Desde que atendidas algumas mudanças”.

    Em entrevista a Folha/UOL, o dono da Companhia Siderúrgica Nacional afirma que empresários podem sofrer perseguição “de toda ordem” se declararem abertamente o voto. “Lá fora você não tem essa necessidade de ter a boa vontade do governo. Aqui, só o BNDES te dá financiamento de longo prazo com carência”.

    Quanto a troca na Fazenda, antecipada por Dilma, ele elogiou o ministro Guido Mantega por seu “esforço grande de aumentar a interlocução com empresários” e defende que o novo comando seja anunciado logo para garantir “transição tranquila”.

    Ele indica ainda interesse em carreira política e até um possível cargo de ministro: “Em algum momento, a gente tem que retribuir o que a vida nos deu. Penso, sim, em algum momento fazer algum tipo de serviço público” (leia mais).

    http://www.brasil247.com/pt/247/economia/155074/Presidente-da-Fiesp-sinaliza-inten%C3%A7%C3%A3o-de-%27dilmar%27.htm

  18. Mário de Oliveira

    29 de setembro de 2014 2:36 pm

    Homem invade hotel e ameaça refém com bomba em Brasília

    http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/cidades/576431/homem-invade-hotel-e-ameaca-refem-com-bomba/

     

     

    O homem, ainda não identificado, entrou armado, mandou os hospedes sairem de seus quartos, algemou um funcionário e colocou um colete com explosivos em seu corpo

    Lia Sahadi
    [email protected]
     

     

    Desde as 8p0 da manhã desta segunda-feira (29), um homem invadiu o hotel Saint Peter Brasilia, no Setor Hoteleiro Sul. O homem, ainda não identificado, está armado e  fez o mensageiro do estabelecimento, de 60 anos, refém. Ele foi algemado e tem um colete com explosivos colocado em seu corpo. 

    Segundo a Polícia Civil, três negociadores conversam com o susposto terrorista. Segundo os profissionais, o homem faz “pedidos desconexos sobre a política nacional”, como, por exemplo a extradição de Cesare Battisti e e a queda da presidente Dilma Rousseff.

    O refém já apareceu na sacada por três vezes durante a manhã, porém a polícia não conseguiu contato visual para verificar se, de fato, os artigos amarrados ao seu corpo são explosivos. . 

    Com uma chave mestra, o suspeito se dirigiu ao 13º andar, onde entrou nos quartos e expulsou os hospedes, alegando estar praticando um ataque terrorista.

    Neste momento, 20 policiais militares, 16 bombeiros e todo o efetivo do esquadrão antibombas – mais de 100 profissionais –estão no local. São 11 viaturas incluindo veículos do esquadrão especializado. O hotel já foi completamente evacuado e uma área de 40m2 ao redor do local foi isolada.

    *Aguarde mais informações

    * Com Informações de Luana Lopes e Jéssica Antunes

     

  19. Alan Souza

    29 de setembro de 2014 7:16 pm

    Há 45 anos a Ditadura produzia sua 1ª vítima fatal

    Do blog do Mário Magalhães

    O 1º desaparecido da ditadura: há 45 anos, matavam Virgílio Gomes da Silva

    blog - virgilio de bicicleta

    Virgílio Gomes da Silva (1933-1969), um brasileiro – Foto arquivo de família

     

    Nesta segunda-feira, 29 de setembro de 2014, faz 45 anos que agentes da Operação Bandeirante prenderam e torturaram até a morte o operário Virgílio Gomes da Silva.

    Comandante militar da organização guerrilheira Ação Libertadora Nacional, Virgílio foi preso de manhã e padeceu até algum momento entre  a noite daquela segunda-feira e a madrugada do dia seguinte, 30 de setembro de 1969.

    Seu corpo jamais foi devolvido à família. Conhecido pelo nome de guerra “Jonas”, Virgílio tornou-se o primeiro “desaparecido político” da ditadura parida em 1964. Há mais de 130 deles, e muitos filhos, irmãos, mães, pais e amigos ainda sonham em se despedir dos seus mortos com um enterro digno.

    Virgílio tinha 36 anos ao ser assassinado. Assim eu introduzi o seu perfil, no capítulo “O boxeur da ALN criava passarinhos”, da biografia “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo” (Companhia das Letras):

    “No Nordeste de 1930, de cada mil bebês nascidos, 193 não chegavam a um ano. As paisagens dos rincões mais miseráveis se ensombreciam com os cortejos para sepultar os ‘anjinhos’, corpos sem vida acomodados em pequenos caixões de madeira ou papelão _ali a mortalidade infantil batia nas centenas por milhar. Virgílio Gomes da Silva veio ao mundo em 1933, num desses sítios desgraçados, no agreste do Rio Grande do Norte. Quis o destino que driblasse a estatística fúnebre e se somasse à dos sobreviventes: das dez crianças a que sua mãe deu à luz, ele foi uma das quatro que cresceram. Não muito, na verdade: já adulto, declarou 1,62 metro de estatura ao requerer um documento. Estava no lucro, na família em que a menina Creuza, sua irmã, desmaiava de fome. Camponês retirante, em 1951 se despediu da terra infértil para tentar a sorte em São Paulo. Não lamentou sua fortuna: deu duro como camelô, contínuo e metalúrgico. Corria do bairro proletário de São Miguel Paulista, onde vivia, à praça da Sé, para queimar calorias e permanecer na categoria peso galo”.

    Na biografia “Marighella”, Virgílio é o único personagem, além do protagonista, que tem direito a dois títulos de capítulos. Conto como o trucidaram em “A queda do GTA e os gritos de Jonas“.

    Uma testemunha revelaria que os beleguins berravam, enquanto torturavam Virgílio:

    “A guerra acabou, filho da puta!”.

    O guerrilheiro, que menos de um mês antes liderara o sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, gritava de volta:

    “Estão matando um brasileiro!”.

    O que fizeram com um cidadão sob custódia do Estado, conforme narrei no livro:

    “Daí em diante, do martírio de Jonas restaram vestígios no laudo do exame necroscópico que a ditadura ocultou. Hematomas, escoriações e equimoses escureceram rosto, braços, mãos, joelhos, tórax, abdome, o corpo inteiro. As depressões nos pulsos, típicas de dependurados no pau de arara, mediram um centímetro. O ‘hematoma intenso’ na ‘polpa escrotal’ era compatível com eletrochoques no órgão. Com bicos de calçados, tora de madeira ou pedaço de ferro, fraturaram-lhe três costelas. Na parte superior do crânio, produziram um ‘hematoma intenso e extenso’. Em toda a superfície do encéfalo, um ‘hematoma irregularmente distribuído’. Fraturaram e afundaram o osso frontal do crânio. A autópsia concluiu que Virgílio ‘veio a falecer em consequência de traumatismo cranioencefálico (fratura do crânio)’, provocado por ‘instrumento contundente’. Uma fotografia mostrou o lado esquerdo da cabeça mais afundado que o direito”.

    Seu cadáver foi examinado no Instituto Médico-Legal de São Paulo e sumiu em seguida. As autoridades da ditadura para sempre negaram que tivessem assassinado o brasileiro ou soubessem do seu paradeiro.

    O laudo da necropsia descrevendo como ele foi morto e as fotografias mostrando-o deformado foram arquivados pela polícia política com a anotação “não podem ser informados”. Trinta e cinco anos mais tarde, descobri esse tesouro histórico no velho acervo do Dops, hoje sob guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

    Poderia ter mantido o “furo” histórico comigo, até o lançamento da biografia de Carlos Marighella, mas não conseguiria me olhar no espelho. Imediatamente, entreguei tudo à família, para que tivesse mais chances de encontrar os restos mortais do guerrilheiro. Até hoje o empenho comovente não obteve sucesso, embora ninguém jogue a toalha.

    Muitos dos assassinos de Virgílio Gomes da Silva foram identificados e estão vivos, beneficiados pela impunidade que incentiva as futuras gerações a repetir a covardia.

    Horas depois de matar Virgílio, a ditadura prendeu sua viúva, Ilda, e três dos filhos do casal. Tudo se passou assim:

    “Também questionaram Ilda sobre Marighella. Ela portava documentação falsa. Virgílio instruíra o primogênito Vlademir, de oito anos, a se apresentar como Dorival. Virgilinho, de seis, virou Vicente. A caçula Isabel tinha quatro meses. A camionete que os transportava capotou na estrada para São Paulo, ninguém se machucou, e a mãe abraçou os filhos. Na Oban, um murro quebrou os dentes frontais de Ilda, que provou do cardápio de pau de arara e barbárie. Os sádicos inquiriam sobre o paradeiro do marido morto. Para desespero da mãe, prometeram surrar as crianças, até o bebê, e doá-las”.

    “Primeiro a avistar o comboio militar em São Sebastião, o pequeno Vlademir se deu conta: ‘Estou em cana’. A Oban não encaminhou os meninos aos parentes, mas à sede do Dops, onde passaram dois dias trancados. Ao sair, não foram devolvidos aos avós, com quem ficara Gregório, o irmão de um ano e nove meses que também esperava pelo embarque para Cuba. Mandaram-nos para o Juizado de Menores. Lá tratavam Vlademir pelo nome, e ele reagia:

    ‘O meu nome é Dorival!”’

    “Instada a solucionar o problema, uma tia abordou-o, e Vlademir não traiu o pai. Disse que nunca a vira mais gorda ou mais magra, e a mulher abriu o berreiro, julgando-o vítima de lavagem cerebral. Uma das maldades impostas a Ilda na Oban era anunciar Isabel, cuja amamentação fora interrompida, e em seguida dizer que a enganaram e que o bebê morreria de fome. O berçário do Juizado era iluminado por lâmpadas roxas. De madrugada, Vlademir e Virgilinho se esgueiravam até a cozinha, abasteciam a mamadeira com leite da geladeira e alimentavam a irmãzinha. Com medo de que fossem dados a famílias diferentes, os meninos passaram a dormir no chão ao lado de Isabel. Um se amarrava ao outro, e cada um prendia uma parte da roupa no berço. Se sentissem qualquer movimento, acordariam para lutar e impedir a separação.”

    “Quando lhe permitiram rever o bebê na cadeia, dali a meses, a mãe se emocionou tanto que fraturou pé e tornozelo. Tempos depois, os Silva se mudaram para Cuba, onde os quatro filhos de operários se formariam na faculdade. Virgílio cultivava o hábito de assobiar ao voltar para casa. A ilusão do assovio persistiu por uma década nos tímpanos de Virgilinho. Já homem-feito, ele foi pai de um menino, que orgulhosamente batizou como Jonas.”

    http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2014/09/29/o-1o-desaparecido-da-ditadura-ha-45-anos-matavam-virgilio-gomes-da-silva/

  20. Eduardo CPQs

    29 de setembro de 2014 11:00 pm

    São epífidas, Rui Daher
    Prezado Sr. Daher,soube da sua existência no blog do Luis Nassif e, em geral, me alinho com suas idéias e posições, ainda mais devido a sua posição…Assim, concordo com sua posição em relação aos rapazes do BC deles.Por outro lado, andei mexendo com orquídeas por um tempo. Aprendi que são plantas epífidas, apenas se apoiam em outra, sem sugar seiva: não são parasitas.Assim, em nome das mais de vinte mil ou bem mais espécies nativas e das miríades de híbridas, deixo aqui lavrado meu protesto.Respeitosamente,Eduardo CPQ.

  21. CB

    29 de setembro de 2014 11:56 pm

    http://paulomoreiraleite.com/
    http://paulomoreiraleite.com/2014/09/09/gianetti-e-maria-antonieta-na-campanha-de-marina/
    9 de setembro de 2014
    por Paulo Moreira Leite
    Ao sugerir a liberação de preços represados, assessor do PSB segue fórmula da Rainha da França que mandou o povo trocar pão por brioches
    (Sugiro a leitura deste trecho: “O mais conhecido governante da América do Sul a mandar o povo trocar pão por brioches foi o presidente da Venezuela Carlos Andrés Perez.” que ajuda a ilustrar um ponto de vista que expus ontem num post sobre partidarização da mídia)

    Devemos a Luís Nassif uma boa análise das ideias econômicas de Eduardo Gianetti, principal assessor econômico de Marina Silva.
    Cabe fazer uma análise da visão política por trás do pensamento econômico, também. As ideias de Giannetti são aristocráticas e antiquadas, traduzindo uma visão de mundo própria de Maria Antonieta, a Rainha da França que no século XVIII recomendou ao povo faminto que procurasse brioches — já que lhe faltava pão — e acabou perdendo a cabeça na guilhotina.
    Garoto mimado do Estado mínimo brasileiro, pioneiro do neo-conservadorismo tropical, com muita audiência em jornais onde defende propostas que nunca tiveram voto em urna, o pensamento de Gianetti sofre de uma alienação social em grau absurdo. Não aceita a noção de que nos dias de hoje a economia de um país não pode funcionar sem respeitar os interesses da maioria, sem garantir a negociação entre classes sociais, base do regime político que permitiu ao capitalismo conviver com a democracia e o progresso dos humildes.
    Economia, neste pensamento, é um exercício com ratos de laboratório. Não é uma obra de homens e mulheres com sua consciência e seus interesses, direitos adquiridos e projetos para o futuro, para suas famílias e seu país.
    A última ideia de Gianetti para a economia, em caso de vitória de Marina Silva, é promover um tarifaço — a medida é tratada por um eufemismo, “choque tarifário” — para liberar preços represados pela política de Dilma Rousseff-Guido Mantega. São preços administrados, que estão no coração da economia.
    Como nós sabemos, o governo busca conter a inflação sem tungar o bolso dos mais pobres, mantendo o desemprego baixo e a distribuição de renda, mesmo em condições especialmente difíceis.
    Nem o governo discute a necessidade de, aos poucos, cuidadosamente, reajustar preços e tarifas. O que se quer é evitar medidas em que só a parte mais fraca seja prejudicada, sem nenhuma recompensa em troca.
    Mas estamos falando de outra coisa. A receita de Maria de Antonieta. Quando as medidas econômicas se transformam em crise política. Há antecedentes.

    O mais conhecido governante da América do Sul a mandar o povo trocar pão por brioches foi o presidente da Venezuela Carlos Andrés Perez.
    Disputando a sucessão de um governo que possuía uma certa preocupação social, Perez fez um teatrinho previsível. Apresentou-se se como candidato progressista. Prometeu fazer um governo capaz de defender a maioria e até condenou ideias conservadoras, próprias do ideário de Margareth Tatcher que seduziu tantos economistas jovens daquele tempo, no Chile, no Brasil e em outros países.
    Fazia o jogo do bonzinho, você entende. Após a contagem dos votos, em fevereiro de 1989 Perez tomou posse e traiu seus compromissos.
    Apoiado pelo FMI, liberou o preço da gasolina — referência para tudo o que se consome e se produz no país — que subiu mais de 100%. A passagem de ônibus subiu 30%. Revoltada, a população enfrentou a polícia, invadiu edifícios públicos, revirou automóveis e incendiou ônibus, num episódio que se repetiu nas principais cidades do país mas levou o nome da capital, seu ponto de origem: Caracazo.
    Perez manteve-se no posto graças a um massacre que a população chora até hoje, e que deixou 2 000 mortos, segundo a maioria das estimativas. Mas seu governo acabou ali, sobrevivendo como um fantasma que perdeu o caminho do próprio túmulo até se extinguir no pleito seguinte. Antes de Perez deixar o cargo, porém, o coronel Hugo Chávez, então um ilustre desconhecido, foi aclamado como herói ao tentar derrubar o governo num golpe de Estado. Chávez foi preso e condenado mas, ao sair da prisão, ganhou a presidência pelo voto direito e tornou-se o político mais popular da história venezuela. Você entende por que.
    Num lance de suprema humilhação, anos depois um agente da CIA divulgou que Andrés Perez estava na lista de agentes remunerados do serviço secreto americano. Ninguém ficou surpreso.

    O monólogo impopular de Gianetti não começou no tarifaço de 2014. Incluiu outra bandeira cara a Marina Silva, o ambientalismo. Quando o jornalista Ricardo Arnt perguntou a Gianetti como imaginava que seria possível garantir a preservação ambiental, a resposta veio sem rodeios: sacrificar o consumo da população. Está lá, na páginas 72 do livro de Arnt, “O que Os Economistas pensam sobre a Sustentabilidade”. No esforço para diminuir a poluição ambiental produzida pelos puns do gado na Amazonia, Gianetti sugere uma mudança na alimentação do brasileiro: “Comer bife é uma extravagância do ponto de vista ambiental. O preço da carne vai ter de ser muito caro, o leite terá de ficar mais caro. Tudo que tem impacto ambiental vai ter de embutir o custo real e não apenas o monetário. Essa é a mudança decisiva.”

    Acho que nem Maria Antonieta diria uma coisa dessas, não é mesmo?

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