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  1. implacavel

    24 de dezembro de 2013 4:24 am

    Skaf e os interesses privados no engessamento do IPTU

    Skaf tem empresas de imóveis com interesses privados no engessamento do IPTU

    BTS Empreendimentos Imobiliários Ltda. e Skaf Participações e Administração de Bens Ltda. saem diretamente beneficiadas por liminar obtida pelo presidente da Fiesp evitando correção de imposto na capitalpor Helena Sthephanowitz – Rede Brasil Atual CARLOS HUMBERTO/STFskaf.jpg

    Skaf vai até o presidente do STF pedir manutenção de liminar contra IPTU: por que tanto interesse?

    Os interesses privados do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), convergiram com sua atuação contra mudanças no IPTU na cidade de São Paulo que fariam mais justiça tributária, com os mais ricos pagando mais e os mais pobres pagando menos em 2014. Autoalçado à condição de líder da rebelião contra o imposto progressivo, Skaf poderia ao menos ter dito abertamente que ideais o moveram.

    Para além dos interesses óbvios, ou seja, de que um empresário não aceita pagar mais tributo, Skaf é um dos donos da empresa BTS Empreendimentos Imobiliários Ltda., cuja atividade é “Compra e venda de imóveis próprios e aluguel de imóveis próprios”. Também é dono da empresa Skaf Participações e Administração de Bens Ltda., cuja atividade foi mudada em 2010 para “aluguel de imóveis próprios, gestão e administração da propriedade imobiliária”.

    Alem disso, segundo sua declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral nas eleições de 2010, ele é proprietário de duas casas no município de São Paulo como pessoa física. Cruzando com as informações da junta comercial, trata-se de duas mansões em bairros nobres, uma no Jardim América e outra no Morumbi.

    Como se vê, é um empresário do setor imobiliário que está ganhando mais com a valorização dos imóveis que ele e suas empresas possuem em São Paulo. Segundo a prefeitura, o valor da Planta Genérica de Valores equivale hoje, em média, a 30% dos valores de mercado. Com o reajuste proposto por Haddad, chegaria a 59%, em média.

    Seria justo Skaf dividir sua prosperidade, pagando um pouco mais de IPTU, para os moradores da periferia pagarem menos, e para a prefeitura ter mais recursos para melhorar a qualidade de vida em bairros onde há grandes carências urbanas, bem diferente dos bairros nobres onde tem imóveis. No final todos os paulistanos, inclusive os mais ricos, ganhariam, pois teriam uma cidade mais civilizada, com menos caos social produzido pelos extremos de desigualdade.

    Mas Skaf preferiu atuar de forma egoísta, pensando em si e nas pessoas iguais a ele, para pagar menos IPTU por seus imóveis.

    Como presidente da Fiesp, Skaf, junto com o PSDB, entrou na justiça contra estas alterações na legislação do IPTU, proposta pelo prefeito Fernando Haddad (PT-SP), e aprovada pela Câmara de Vereadores. Conseguiu uma liminar (decisão provisória)  no Tribunal de Justiça de São Paulo que impediu o reajuste a tempo de vigorar em 2014. Haddad ainda recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o ministro Joaquim Barbosa, que julgou o recurso, manteve a decisão de primeira instância, prejudicando os mais pobres, a classe média que mora mais distante do centro, e a melhoria na qualidade de vida na cidade, com mais recursos para investimentos.

    Como resultado, todos os lares paulistanos pagantes, sejam os mais humildes, sejam os mais luxuosos, sejam os shopping centers altamente rentáveis, receberão os carnês do IPTU com o mesmo reajuste inflacionário de cerca de 5,6%. Pela proposta da prefeitura barrada pelo Judiciário, o distrito do Parque do Carmo teria redução média de 12,1%, por exemplo.

    Skaf é pré-candidato a governador em 2014 pelo PMDB. Como homem público deveria ter a consciência de que o pouco a mais que ele pagaria de IPTU teria muito mais retorno em desenvolvimento, através da erradicação de favelas com a construção de moradias populares, na contenção de enchentes, na melhoria do trânsito e na própria produtividade das empresas, quando a cidade passa a fluir melhor e de forma mais segura. Infelizmente prevaleceu a lógica imediatista da ganância empresarial privada.

     

  2. Henrique, O Outro

    24 de dezembro de 2013 7:06 am

    ‘Pagamento de verba atrasada

    ‘Pagamento de verba atrasada é legítimo’, diz novo presidente do TJ-SP

    José Renato Nalini afirma que benefícios recebidos por magistrados não são extraordinários

    23 de dezembro de 2013 | 22h 19 -Fausto Macedo – O Estado de S. Paulo

    São Paulo – Corregedor-geral do Tribunal de Justiça paulista, o desembargador José Renato Nalini assumirá no dia 2 de janeiro o comando da mais alta corte do Estado com um discurso que mescla combate “sem tréguas” à corrupção e defesa dos benefícios pagos aos magistrados. Para ele, extras recebidos por colegas são legítimos. “O pagamento de verbas atrasadas e legítimas não deveria ser considerado extraordinário”, diz o novo presidente do TJ.

     

    Novopresidente do TJ-SP toma posse em 2 de janeiro - Daniel Teixeira/EstadãoDaniel Teixeira/EstadãoNovopresidente do TJ-SP toma posse em 2 de janeiro

     

    Entre 2006 e 2010, um bloco de 41 magistrados recebeu quantias superiores a R$ 100 mil em benefícios. Foram depositados R$ 7,13 milhões nas contas de juízes e desembargadores por férias e licenças-prêmio não tiradas a seu tempo. Alguns tiveram seus contracheques turbinados em mais de R$ 1 milhão. Eles receberam antecipadamente, à frente de outros credores, procedimento que abriu forte crise na instituição.

    “Na medida do possível pretendo continuar a saldar débitos para que o público interno, satisfeito com a administração, invista no desempenho da função primordial da Justiça: solucionar os conflitos”, afirma Nalini, que critica a atual situação de parte do Judiciário paulista, analisada por ele de perto nesse período de dois anos em que ocupou o cargo de corregedor. “Vi uma estrutura carcomida.”

    Confira a entrevista:

    O sr. pretende implementar uma agenda de transparência no tribunal?
    Sim. A transparência é valor republicano que precisa ser levado a sério. Sigilo é a exceção, publicidade, a regra. Afinal, um serviço mantido com dinheiro do povo precisa ser aberto a verificações, disponibilizar as informações para que todos tenham a certeza de que o dispêndio é conveniente e oportuno, além de legítimo.

    A gestão que o sr. vai suceder ficou marcada por pagamentos extraordinários a magistrados e servidores. O sr. vai dar sequência a esse modelo?
    O pagamento de verbas atrasadas e legítimas não deveria ser considerado extraordinário. A minha intenção seria ‘zerar’ o passivo de atrasados, que gera insatisfação nos credores e representa razoável parcela do tempo subtraído à atividade-fim do Judiciário: resolver problemas. Na medida do possível, pretendo continuar a saldar débitos para que o público interno, satisfeito com a administração, invista no desempenho da função primordial da Justiça: solucionar os conflitos.

    Como alcançar a autonomia orçamentária?
    A autonomia financeira, embora assegurada na Constituição desde 1988, ainda não foi implementada. Em outros Estados o total dos emolumentos, remuneração do setor extrajudicial, os antigos ‘cartórios’, é todo destinado ao funcionamento do Judiciário. Em São Paulo ainda não. É um passo inadiável. Mas é preciso convencer os demais Poderes de que o ‘custo Brasil’ também resulta de um Judiciário que não consegue vencer sua insuperável carga de trabalho. É urgente convencer a sociedade de que a Justiça está a serviço dela e que todos têm responsabilidade por aparelhá-la e provê-la dos recursos necessários.

    Como vai proceder se o Conselho Nacional de Justiça fizer inspeção no TJ?
    Não pode ser outra a postura senão abrir as portas do TJ ao CNJ, com o qual pretendo ter boas relações, como já ocorreu na Corregedoria.

    Por que a Justiça tem déficit tão grande?
    Após a Constituição Cidadã de 1988, a população redescobriu a Justiça. Hoje todos litigam. São 93 milhões de processos para uma população de 200 milhões de pessoas. É como se todos estivessem em litígio. Há um excesso que precisa ser administrado, sob pena de se converter o Brasil num imenso tribunal, pois todas as questões foram judicializadas. Várias frentes devem ser simultaneamente atacadas: conferir eficiência ao serviço, adotar gestão estratégica mais proativa, estimular a conciliação, a mediação e todas as demais alternativas de solução de conflitos que prescindam do sofisticado equipamento judicial. É também urgente desjudicializar tudo o que não é conflituoso. O exemplo mais escancarado é a cobrança de dívida do governo: as execuções fiscais representam 60% do serviço em São Paulo. Não constituem controvérsia, senão atuação administrativa. O juiz existe para decidir conflito, não para cobrar dívida do Estado e dos municípios.

    Aponte três mudanças que faria na Lei Orgânica da Magistratura.
    Muito pouco para uma lei que deriva do famigerado ‘pacote de abril’, a Emenda Constitucional 7/77, do autoritarismo. Difícil conceber que o fruto do arbítrio tenha sido recepcionado pela Constituição Cidadã. Excluiria vedações dos incisos II e III do artigo 36, que impedem o juiz de oferecer sua experiência e de se manifestar como qualquer cidadão sobre julgamentos rumorosos. O juiz não pode perder sua cidadania. Essa neutralidade asséptica absoluta simplesmente não existe. É preciso reconhecer que o ser humano juiz leva sua história, suas circunstâncias, formação, experiência e até suas idiossincrasias para todo processo.

    O sr. é a favor de 60 dias de férias para juízes?
    Sou favorável, embora reconheça a polêmica. Juiz que tem por matéria-prima a miséria do convívio humano, absorve boa parte da angústia no seu cotidiano. Outros países têm até previsão do ‘ano sabático’ para o magistrado. Ele pode passar até um ano a estudar, a se fortalecer intelectual e espiritualmente, depois de certo período de atuação. O triste é que as férias não são fruídas, senão convertidas em pecúnia para suprir a defasagem remuneratória. Há quanto tempo a magistratura está sem reajuste compatível com o custo de vida?

    O que dizer a quem aguarda longos anos para ter justiça e nunca tem?
    A população é paciente e resignada. Se formos pensar em 93 milhões de processos e no modelo de quatro instâncias, que leva as lides a perdurar por anos a fio, até que não existem manifestações maiores de irresignação. A situação chegou a um ponto em que não é possível evitar profundas reformas estruturais. Elas estão germinando e outras a caminho.

    O que está errado na Justiça?
    Errado nem seria a palavra adequada. Defeitos que precisam ser enfrentados: o excessivo formalismo, a burocracia, a resistência a se liberar do suporte papel, as inúmeras possibilidades de reapreciação do mesmo tema, sob múltipla convivência de caótico sistema recursal. É muito adequada a atual preocupação com a redução do suporte papel, a otimização de praxes e estratégias, disseminação de uma cultura de compromisso com o resultado. Motivar o quadro pessoal a se convencer de que a Justiça pode ser melhor se cada um de nós oferecer o seu melhor é chave mágica para a mudança de atitudes.

    Como combater a corrupção?
    Atuando sem trégua. Todo conjunto humano tem suas fissuras. Nós falamos sempre em corrupção e contemplamos o corrupto. Mas a prática exige também o corruptor. Este em regra quer permanecer imune. Aliás, é muito difícil conseguir que alguém deponha em desfavor de alguém considerado corrupto. Trazem os boatos, pretendendo que se aja de ofício, sem provocação e sem provas. Isso torna difícil localizar a corrente da contaminação. Conclama-se a responsabilidade cidadã de todos para que a corrupção seja ao menos atenuada, já que eliminada é mais difícil.

    Como corregedor o que viu nas comarcas e fóruns?
    Vi uma estrutura carcomida em grande parte. Falta de estrutura, falta de pessoal, falta de perspectivas. Mesmo assim, encontrei gente entusiasmada. Gente que acredita em vocação. Faz justiça como verdadeira missão. O maior patrimônio do Judiciário é seu pessoal. Por isso é que um ponto insuscetível de se transigir é o prestígio e a valorização das pessoas que fazem a Justiça. Um Poder Judiciário é um conjunto de pessoas animadas a resolver problemas alheios. Se essas pessoas se imbuírem dessa consciência, tudo poderá ser diferente sem as profundas reformas estruturais que nunca vieram e que a República ainda está a dever ao povo brasileiro.

    A gestão que está de saída entrou em atrito sem precedentes com o Ministério Público porque tentou desalojar os promotores de 58 fóruns. O sr. vai revogar ou manter essa medida?
    Não tive acesso direto ao problema. Em tese, o interesse do Ministério Público é conseguir autonomia, nem sempre possível se preservada essa situação antiga, dos tempos em que a instituição não ganhara a relevância que o constituinte de 1988 a ela conferiu. Mas não sou inflexível, fui promotor durante quatro anos, respeito o MP e acredito no diálogo. Vamos ver o que encontro quando tomar posse.

    Os advogados reclamam do processo judicial eletrônico e das revistas pessoais a que são submetidos para entrar no Palácio da Justiça.
    O processo eletrônico é irreversível. Não consigo assimilar a necessidade de arquivamento eterno de papéis, os processos findos, se nós mesmos em breve seremos pó. O suporte papel deve ser reduzido ao mínimo e, se possível, desaparecer. Quanto às revistas, prometo que as coisas vão mudar.

    A atuação do STF tem sido marcada por um ativismo que, muitas vezes, é taxado de “judicialização da política”. O TJ mandou parar a tramitação de um projeto na Assembleia na semana passada. É uma tendência?
    Não é ativismo judicial, senão a resposta do Judiciário às questões apresentadas por sociedade cada vez mais litigante. A dificuldade na obtenção de consenso parlamentar obriga a Justiça a enfrentar temas que deveriam ser anteriormente solucionados pela vontade da lei. O juiz não age de ofício, não pode deixar de apreciar as demandas, pois existe o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional.

     

     

  3. Henrique, O Outro

    24 de dezembro de 2013 7:30 am

    24/12/2013 – 02h50Brasileiros
    24/12/2013 – 02p0

    Brasileiros criam ranking de vinhos de acordo com seus benefícios à saúde

    MARIANA VERSOLATO – Folha de S. Paulo
    EDITORA-ASSISTENTE DE “CIÊNCIA+SAÚDE”

    Que vinho faz bem para o coração muita gente sabe. Mas como escolher qual garrafa levar para casa considerando apenas os benefícios da bebida?

    Cientistas da USP dão pistas nessa direção. Em estudo publicado no periódico “Australian Journal of Grape and Wine Research”, a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Inar Castro e colegas fazem um ranking de vinhos da América do Sul com base na sua funcionalidade.

    Editoria de Arte/Folhapress 

    Foram analisadas 666 garrafas de vinhos da Argentina, do Brasil, Chile e Uruguai que custam menos de US$ 50. Metade era 2009 e a outra, com as mesmas marcas, de 2010 –o objetivo era ver se a safra poderia influenciar os resultados, o que não ocorreu.

    Os primeiros colocados do ranking foram o tannat e o malbec argentinos, praticamente empatados. Depois vêm, nessa ordem, as uvas syrah, carménère, cabernet sauvignon e merlot. As pesquisadoras não divulgam as marcas analisadas.

    Também é possível olhar para os resultados de acordo com o país. Entre os vinhos de alta funcionalidade, a maioria eram argentinos, seguidos pelos chilenos, brasileiros e uruguaios.

    A uva campeã não é exatamente uma surpresa. A tannat, como o nome indica, é rica em taninos. “E quanto mais tanino e quanto maior o sabor adstringente, mais potente o efeito para a saúde. Por isso o chá-verde, que é amargo, é rico em antioxidantes”, afirma a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf.

    Para chegar a essa conclusão, as pesquisadoras da USP avaliaram a atividade antioxidante (capacidade de “varrer” os radicais livres que causam oxidação celular), concentração de substâncias fenólicas (compostos como o resveratrol que têm ação antioxidante e anti-inflamatória) e a quantidade de antocianinas (pigmento roxo da família dos flavonoides).

    “Com base nesses parâmetros, criamos um modelo matemático. Posso pegar qualquer vinho e dizer se ele é de baixa ou alta funcionalidade”, diz Castro.

    A pesquisadora afirma, porém, que o trabalho tem limitações. “Nosso modelo tem valor preditivo de 96%, então ainda temos 4% de erro.”

    Kalluf lembra que o trabalho não conseguiu ver uma relação direta entre a quantidade de antocianinas e a capacidade funcional, algo que outros estudos já mostraram.

    Já para Gustavo Andrade de Paulo, médico gastroenterologista e diretor da Associação Brasileira de Sommeliers (regional São Paulo), a pesquisa usou uma amostra genérica e restrita de vinhos. Ele, porém, elogia a “sacada” de criar esse ranking.

    “Hoje, com essa geração saúde que pensa nas vantagens de cada ingrediente, uma lista como essa é útil.”

    Protásio Lemos da Luz, diretor da Unidade Clínica de Arterosclerose do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP), afirma que os benefícios do vinho estão relacionados à proteção do sistema cardiovascular. “A bebida tem efeito vasodilatador, impede a formação de trombos que podem levar ao infarto e aumenta os níveis de HDL, o colesterol ‘bom’.”

    Mas, em geral, quem bebe vinho não busca apenas o benefício que a bebida traz à saúde. “Tem de tomar vinho primeiro porque gosta. Se puder unir a funcionalidade e o sabor, juntamos o melhor dos dois mundos”, diz De Paulo.

    Mas, afirma ele, do ponto de vista prático, a diferença entre os benefícios de um e de outro na pesquisa é muito pequena. Portanto, faz mais sentido escolher aquele que agrada mais o paladar.

  4. Assis Ribeiro

    24 de dezembro de 2013 8:51 am

    Abílio Diniz cita dados positivos que fará a economia crescer

    “Não é pessimismo. Os empresários brasileiros estão é de mau humor”

    O presidente do conselho da BRF fala sobre os desafios do governo em 2014, o real legado da Copa do Mundo, controle da inflação e o gargalo de investimento no País.

    O presidente do conselho de administração da BRF acha que, principalmente em São Paulo, os empresários estão de mau humor com “uma série de coisas que não deveriam ter acontecido e que, infelizmente, aconteceram”. E com uma certa ideia de que esse governo não gosta dos empresários, não gosta da iniciativa privada, “não acha que a gente tem de ganhar dinheiro, que os acionistas têm de ganhar dinheiro. Agora, não vou entrar no mérito se esse mau humor tem ou não razão de existir”.

    A seguir, os principais trechos da entrevista concedida à coluna na semana passada.

    O que aconteceu para que os empresários ficassem de mau humor?

    Um conjunto de coisas. Tivemos alguns problemas reais na economia, mais reflexo da economia global do que da nossa. E houve percalços na questão das concessões. Além, claro, da má comunicação entre governo e empresários. Eu diria que, hoje, as coisas estão muito mais serenas. Não sou nem de longe, nem quero ser, porta-voz do governo, mas, me parece que ele está consciente de que precisa se aproximar do empresariado.

    Espalhou-se que a Dilma não gosta de gente rica.

    Não sei… quer dizer, acho que tenho dinheiro e que ela gosta de mim. Será que sou a única exceção? Acho que não. Não vejo por aí.

    Como está vendo a “armadilha do crescimento baixo”?

    Não vejo. Economistas gostam de ser irônicos, gostam de frases de efeito, de gracinhas, e essa é mais uma. O que eu acho é que, se você comparar o governo da Dilma com o do Lula, ele teve condições externas muito melhores do que ela. Segundo ponto: a maior parte dos brasileiros que foram tirados de debaixo da linha da pobreza o foi no governo Lula. Depois de determinado ponto, você não consegue mais fazer essa evolução social com a mesma velocidade. Então, o consumo interno ainda está sustentando o crescimento, mas não como sustentou até 2010. Hoje, você precisa de algo mais. E o que foi colocado como segundo motor do crescimento? Os investimentos em infraestrutura. Os projetos foram feitos, o programa foi feito, a direção foi apontada, só que esses investimentos não aconteceram. De quem foi a culpa? Não interessa. Não vou analisar a culpa. O que temos é uma necessidade imensa de investimentos. No momento em que a taxa de investimentos se elevar, com o consumo interno que nós temos, o País vai voltar a crescer.

    Existe insegurança jurídica?

    Não, não é insegurança jurídica. É insegurança das propostas que foram feitas nas concessões, nos marcos regulatórios. É essa a insegurança que o investidor tem e isso precisa terminar. No momento em que derem condições mais claras para se investir, principalmente em infraestrutura, o dinheiro vem e vem forte. Já internamente, o que é que nós temos? Não só problema de marco regulatório, mas também problemas ambientais, com o MP, com TCU, que atua antes de as coisas acontecerem. Todos esses problemas precisam ser ultrapassados. Essas coisas são demoradas, difíceis. São muitos entraves para os grandes projetos. Isso é uma das coisas que estão trazendo dificuldades. Tem de haver mais confiança e melhor diálogo entre governo e setor privado.

    Você tem alguma preocupação com a inflação?

    Se eu disser que não tenho preocupação com a inflação estaria sendo um tanto quanto irresponsável. Quem viveu a inflação sempre fica preocupado. Porém, olhando o mundo real e as coisas como elas estão, os controles que o Banco Central tem, tudo o que está acontecendo em termos de inflação, não vejo motivo para preocupação. O BC não usou, nem de longe, medidas duras de combate à inflação. Todas as medidas tomadas até agora foram necessárias. A inflação está sob controle.

    Inflação controlada, retomada da confiança do empresariado… Se isso acontecer, 2014 pode ser um ano surpreendente?

    Não acho que será surpreendente se crescermos mais do que vamos crescer em 2013. Eu espero isso. Porque, de novo, o consumo das famílias vai continuar crescendo. Há alguma preocupação com inadimplência, mas há espaço para mais endividamento. O salário continua crescendo, o emprego continua firme. Por outro lado, a expectativa de que a retomada dos investimentos aconteça fará o País crescer. Outro ponto importante: é ano de Copa e também eleitoral. Dois fatores que contribuem para o aumento de consumo.

    Que legado esperar da Copa? O que acha que vamos fazer com todos esses estádios?

    Isso é uma coisa que sempre preocupa. Acompanhei, como membro da câmara de gestão, a intenção inicial do governo federal, que era deixar um real legado da Copa. Não estou falando dos estádios – que ficarão com capacidade ociosa –, mas das obras de infraestrutura do entorno das arenas. Nem tudo o que foi previsto está acontecendo. Mas alguma coisa fica, e acho importante. Agora, também é importante o que acontece no País nessa época, a visibilidade. O Brasil é lançado mundialmente…

    Então, acha importante para o Brasil ter a Copa?

    Sem dúvida nenhuma.

    Você é contra as manifestações todas aí que…

    Isso é besteira. Quer dizer, o saldo, em termos de economia, é evidentemente positivo para o Brasil. Agora, também é verdade quando dizem que se devia fazer mais hospitais. O ideal seria fazer os dois.

    Como as eleições vão afetar a economia brasileira?

    O processo eleitoral, por tudo que traz em si, faz com que a economia cresça um pouco mais. Há mais gastos. Agora, acho que não afetará nem um pouco o rumo, que está dado. Não vamos ter nenhuma mudança de direção na economia.

    Tem gente que acha que a Dilma, ganhando as eleições em 2014 por si mesma, virá com uma política mais ideológica na área econômica. Concorda?

    Não acho que a presidente tenha qualquer motivo ideológico para enfraquecer o setor privado, dificultar o setor financeiro, beneficiando o Estado. Ela tem o maior respeito pelas empresas e pelos empresários. Acho que isso não vai acontecer em hipótese alguma. O que tenho expectativa é que, em um segundo mandato, logo no início, ela faça algumas coisas importantes para o País. Falo de melhorias da gestão pública no que diz respeito às questões de gastos, custeio, melhoria da máquina.

    O que você pensa sobre financiamento de campanha?

    Não quero aqui colocar nenhuma fórmula, mas parece evidente que o financiamento de campanha tem de ser feito de forma que os eleitos não fiquem reféns dos compromissos que fizeram durante a campanha. Isso precisa acabar.

    (…)

    Matéria completa:

    http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/nao-e-pessimismo-os-empresarios-brasileiros-estao-e-de-mau-humor/

     

  5. Assis Ribeiro

    24 de dezembro de 2013 8:54 am

    Na Folha, o chororô eterno das montadoras de barriga cheia

    folhaauto

    Como o jornalismo econômico aceita como notícia – e sobretudo como manchete – qualquer informação e análise que preveja um desastre, a Folha dá hoje como manchete do seu caderno de economia que o “Risco de ociosidade ameaça montadoras no Brasil”.

    E aí vem uma história de lamentações das montadoras de que vão trabalhar com uma grande capacidade ociosa, que pode chegar a 40%, sobretudo depois da chegada de diversas marcas ao mercado brasileiro.

    Há dias, escrevi aqui sobre a decisão da BMW de instalar aqui uma fábrica de seus carros e perguntava se eles seriam tolos de iniciar um pesado investimento como este sem boas perspectivas de lucro.

    Mas o nosso jornalismo econômico não se manca e continua amplificando o eterno chororô das montadores, que estão sempre em crise, mesmo que suas margens de lucro aqui sejam o triplo da que obtém em outros países, como revela o jornalista Joel Leite, especializado no segmento, na própria Folha.

    Então para recordar os meus coleguinhas de como é velho este papo, transcrevo o título e um trecho de uma  matéria de Luís Augusto Michelazzo, escrita há  dez anos, onde as montadorias diziam …a mesma coisa.

    Anfavea: capacidade ociosa ressuscitará era das carroças.

    Se o mercado brasileiro de veículos permanecer deprimido as montadoras e autopeças, pressionadas pela perda de rentabilidade, pararão de investir no Brasil. O resultado é que o automóvel brasileiro acabará ficando defasado e perderá os avanços tecnológicos recentemente conquistados. Ou seja, a “era das carroças” – como a denunciada pelo então presidente Fernando Collor, poderá tornar-se realidade outra vez.

    A inquietante previsão foi feita nesta segunda-feira, 12, pelo presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, na abertura do seminário Setor Automotivo: Revisão das Perspectivas 2003. Segundo Carvalho, a perda de tecnologia das montadoras e autopeças – que investiram no Brasil algo como US$ 27 bilhões nos últimos nove anos, US$ 9,9 bilhões pelas autopeças – será inevitável, a partir do momento em que os investidores externos convencerem-se que o País não será capaz de maturar investimentos para cá drenados. “A fábrica de veículos viável deveria estar produzindo pelo menos 150 mil unidades por ano, mas a média brasileira fica em torno das 90 mil”, disse Carvalho, salientando que a perspectiva é que o mercado interno – medido pelo licenciamento de veículos via Renavam – caia -7,2% em 2003.
    Para o presidente da Anfavea, segundo quem “capacidade ociosa é custo que onera mais pesadamente as montadoras mais antigas no País”, a indústria chegará ao final do ano com capacidade instalada para produzir 3,2 milhões de veículos, mas produzirá cerca 1,8 milhão de unidades no ano.Nem parece que eles tiveram, de lá pra cá, a melhor década desde que chegaram ao Brasil não é?

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=11849

  6. Assis Ribeiro

    24 de dezembro de 2013 8:57 am

    Balança Comercial deverá fechar o ano positiva

    Semana contou com exportação de plataforma para extração de petróleo e gás, de US$ 1 bilhão

    Com cinco dias úteis, a terceira semana de dezembro teve exportações de US$ 6,518 bilhões e importações de US$ 5,510 bilhões, resultando num saldo comercial positivo de US$ 1,008 bilhão. No período, ocorreu a exportação de uma plataforma para a extração de petróleo e gás no valor de US$ 1,155 bilhão. No acumulado do ano, a balança comercial brasileira tem exportações de US$ 236,934 bilhões e importações de US$ 235,911 bilhões, com superávit de US$ 1,023 bilhão. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (23/12) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

    Na terceira semana de dezembro de 2013, houve aumento de 96,9% nas exportações de manufaturados em comparação ao acumulado até a segunda semana, com destaque para a venda de plataforma para extração de gás/petróleo, aviões, óleos combustíveis, motores e geradores, óxidos e hidróxidos de alumínio, suco de laranja não congelado e açúcar refinado. Os produtos básicos também registraram crescimento de 13,4% das exportações, por conta, principalmente, de minério de ferro, milho em grão, carne bovina e de frango, e algodão em bruto.

    Nas importações, pela média diária, houve crescimento de 22,8% em relação ao acumulado até a segunda semana do mês (de US$ 897,6 milhões para US$ 1,102 bilhão), explicado, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, químicos orgânicos/inorgânicos e farmacêuticos.

    As três primeiras semanas de dezembro, a balança comercial brasileira registrou exportações de US$ 15,602 bilhões (média diária de 1.040,1 bilhão) e importações de US$ 14,486 bilhões (média diária de US$ 965,7 milhões), com saldo positivo de US$ 1,116 bilhão.

    Comparadas a média das exportações até a terceira semana de dezembro deste ano (US$ 1,040 bilhão) com a de dezembro de 2012 (US$ 987,4 milhões), houve crescimento de 5,3% nas exportações. O motivo foi as exportações dos produtos manufaturados (+30,1% de US$ 367,1 milhões para US$ 477,7 milhões, em razão da plataforma para extração de gás/petróleo, tratores, aviões, motores e geradores, automóveis de passageiros e suco de laranja não congelado).

    Os básicos tiveram queda de 11,9%, por conta, principalmente, de algodão em bruto, petróleo em bruto, café em grão, carne de frango e suína, minério de cobre e milho em grão. Os semimanufaturados registraram diminuição de 2,8%, causada, principalmente, por ouro em forma semimanufaturada, borracha sintética/artificial, açúcar em bruto e semimanufaturados de ferro/aço. Nos manufaturados, houve crescimento de 8,8% (de US$ 439 milhões para US$ 477,7 milhões).

    Em comparação com novembro deste ano, as exportações decresceram 0,3%, pela média diária, devido à retração de produtos básicos (-10,4%, de US$ 456,5 milhões para US$ 409 milhões), enquanto cresceram as exportações de manufaturados (+8,8% , de US$ 439 milhões para US$ 477,7 milhões), e semimanufaturados (+7,2%, de US$ 124,2 milhões para US$ 133,1 milhões).

    As importações, no comparativo com a média de dezembro de 2012 (US$ 875,3 milhões), tiveram crescimento de 1,0% (US$ 956,1 milhões), com aumento de gastos, principalmente, com produtos farmacêuticos (+36,6%), aparelhos eletroeletrônicos (+24,4%), plásticos e obras (+24,0%), siderúrgicos (+23,2%) e equipamentos mecânicos (+17,6%).

    http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/12/23/balanca-comercial-devera-fechar-o-ano-positiva/

  7. Assis Ribeiro

    24 de dezembro de 2013 8:59 am

    A barragem humana de 2002 e o desafio de 2014

    Se a Presidenta Dilma não pode assumir uma campanha equivalente pela circunstância de candidata e Chefe da Nação, que seja Lula a fazê-lo.

    A histórica campanha de 2002, que conduziria um homem do povo à Presidência da República no Brasil, reuniu uma convergência de fatores exaustivamente dissecados  na análise política dos últimos anos.

    A ideia de uma sociedade flutuante, organizada pelo livre fluxo dos capitais e entregue à inconstância dos mercados globais, encontraria ali seu laboratório de  contestação sobressaltado.

    Na curva ascendente do dólar emergia o símbolo de uma inviabilidade que se tentava desesperadamente atribuir ao ‘risco Lula’.

    Engessado em seus próprios termos, o governo adernava, descolando-se das referências  cotidianas da população.

    Nesse carrossel de incerteza  e  desemprego, a sociedade brasileira  via se confirmar dentro e fora do país  uma saturação de modelo nunca cogitada  no discurso oficial edulcorado sobre o Consenso de Washington.

    O conjunto deixava à candidatura do PSDB uma única linha de campanha: o terror.

    Lembra um pouco os dias que correm, nesse aspecto.

    Diante de um imaginário diuturnamente  assombrado pelo aparato conservador, o marketing da campanha petista desempenharia um papel relevante.

    Vacinas de esperança contra a difusão do medo desdobravam-se na forma de imagens e  jingles de competência reconhecida.

    Quem não se lembra? ‘Lula-lá…’

    Era, porém,  o arremate.

    A queda de braço substantiva travava-se em outro lugar.

    Com o passar do tempo, porém, forças da moderação exercitaram a conveniência de atribuir ao componente publicitário uma dimensão superior a que ele teve no confronto de 2002.

    A insistência nessa desproporcionalidade contaminaria a hierarquia e o método de ação política, dentro e fora dos ciclos eleitorais.

    Sem negar o peso do marketing eleitoral na democracia moderna, cumpre resgatar a proeminência  daquilo que foi relativizado na memória do partido e de seus estrategistas: a barragem humana pró-Lula que o PT mobilizou nas ruas e praças do país na memorável campanha de 12 anos atrás.

    Mais que resgatar.

    Trata-se de ponderar o risco de uma insistência na centralidade publicitária, a conduzir a duríssima disputa pela reeleição da Presidenta Dilma, em 2014, delegando-se ao marketing a tarefa de romper a pesada cortina de fogo que se avizinha.

    Alguns apontamentos  dos idos de 2002 ajudam a recompor uma hierarquia na qual a mobilização de rua exerceu uma proeminência com a qual o PT precisa se reconciliar.

    Em busca do futuro, 52,7 milhões de eleitores respiraram fundo e  rasgaram o interdito à mudança em 2002.

    Analistas que a partir da desforra das urnas “descobriram” traços de messianismo no candidato e no povo brasileiro, perderam-se na epiderme.

    Se levassem  em conta as aglomerações cada vez maiores a ouvir o ex-metalúrgico, talvez não tivessem cometido o tropeço de acreditar que a disputa presidencial de 2002 seria decidida no ar refrigerado dos estúdios de tevê .

    Ou na guerrilha psicológica, ora denominada em dólares, ora na argentinização da economia, ora na Carta aos Brasileiros  –sinônimo para alguns de uma indiferenciação  que desmoralizaria o voto e sua capacidade de mudança.

     A rua de 2002 estava  programada para ser, quando muito, um ornato de uma campanha empalmada  pelo terrorismo econômico e as manchetes pró-PSDB.

    Não foi o que ocorreu.

    No movimento das multidões residia um dado da campanha inalcançável  pela análise conservadora: a mutação do eleitor passivo , mero recipiente publicitário, em protagonista do espetáculo.
     
    A certa altura do pleito, na antessala do primeiro turno, empresários mais atentos pareciam intuir a dinâmica em gestação.

    A onda anti-Lula que se tentava semear com a chantagem do caos, o desgoverno, a comunização do país colidia com barragens humanas de fôlego superior à capacidade do mercado e da mídia renovarem um  bombardeio que já ameaçava atingir seu próprio pé.

    Nos bastidores, vozes da elite admitiam que seria melhor se Lula ganhasse logo no primeiro turno, para devolver as ruas aos carros e as praças aos mendigos.

    O país vivia uma prontidão massiva.

    À presença do candidato, ela se derramava em gigantescas manifestações de um desassombro contagioso.

    Nada é mais perigoso na vida de uma elite do que isso: gente e esperança nas ruas.

    O risco da ingovernabilidade avolumava-se no colo de quem o alardeava.

    Quem acompanhou desde o início o périplo de comícios e carreatas feitas por Luiz Inácio Lula da Silva em todo o país, não estranhou a explosão de otimismo cívico que irromperia na avenida Paulista meses depois, no domingo da vitória,  27 de outubro de 2002.

    A trajetória do improvável candidato ‘sem diploma universitário’, como espetava o mote conservador,  era a evidência da vitória possível contra a adversidade.

    Não havia subida do dólar capaz de deter  a espiral de autoestima emitida dessas sinapses intuitivas.

    Oficialmente, a agenda de comícios  do PT começou no dia oito de julho, em Goiânia.

    Antes, houve uma caminhada no centro de São Paulo.

    Morna.

    Ninguém previa o formigueiro em movimento no subsolo do país.

    Em pouco mais de vinte dias, porém, Lula já havia falado a mais de 100 mil pessoas em seis capitais.

    A afluência a sua passagem só fazia crescia.

    Na passeata que reuniu 30 mil no Recife, em primeiro de agosto, a bola de neve girou pela primeira vez.

    Gritos e aplausos das calçadas;  chuva de papel picado dos edifícios de classe média.

    O conjunto  sugeria  um novo patamar.

    A adesão popular no trajeto de quatro quilômetros, da Conde da Boa Vista, no centro, à cidade velha, surpreendeu os organizadores.

    Era um ensaio.

    Dezessete dias depois: Santos.

    Na principal cidade do litoral paulista, a bola de neve girou pela segunda vez.

    Agora, refletida no rosto das pessoas.

    Idosos de classe média baixa, carregavam netinhos pela mão.

    Gente que não veste camiseta de candidato, nem empunha bandeiras, rastreava o jingle da campanha nos lábios.

    Ainda sem saber a letra.

    Mas já contagiada pela proposta encorajadora:

     “…é só você querer/que amanhã assim será/bote fé e diga Lula/bote fé e diga …”

    Um senhor distinto de calça e camisa branca ensaiou passos de dança ao final do comício — lá atrás, longe da militância que normalmente ocupa o gargarejo do palanque.

    Quase não havia repórteres cobrindo o evento daquela noite.

    O Datafolha ainda represava Lula nos 37% das intenções de voto.

     Mas a sociedade rigidamente engessada em um duplo torniquete de terror financeiro e jornalístico; acuada em um patíbulo  no qual os credores internacionais faziam o papel da corda – e o Brasil o de pescoço– começava a se convencer de que mudar era possível.

    A peregrinação  de Luiz Inácio Lula da Silva pelo país  era a senha.

    Nos palanques, a voz crispada, o suor respingado pelo rosto, não raro misturado às lágrimas, emitia a sonoplastia de uma trajetória de vida auto-explicativa, movida a coragem, teimosia e  superação.

    Por que não o Brasil?

    A pergunta começou a latejar na cabeça de milhões que nunca tinham votado no PT.

    Em meados de outubro, a pressão da bola de neve já era tão forte que os deslocamentos do candidato transformaram-se num pesadelo para sua segurança.

    Em Caruaru, PE, uma multidão quebrou os vidros de um hotel na tentativa de se aproximar dele. 

    Mas os jornais não noticiavam.

    As tevês omitiam as cenas de receptividade calorosa.

    Muitos analistas continuavam a ecoar o presidenciável oficial, que fustigava a catarse emergente com o espectro do caos, se fosse derrotado.

    O jogo pesado entre  o jornalismo conservador e o clamor da mudança estava escancarado.

    O próprio presidente-sociólogo dava mostras de ter captado a natureza irrefreável do que estava em ebulição.

    Mas a resignação  era insuficiente para corrigir oito anos em sentido contrário. Até porque, o alvo das cobranças  agora já não se restringia apenas ao seu governo: ela questionava uma história de longo curso à qual ele, o seu governo e o seu partido haviam aderido.   

    A República brasileira sempre foi  fiel aos seus patrocinadores.

    Grosso modo, disse uma vez  Antonio Candido, ela foi uma vingança regressiva das classes dominantes.

    O Império lhes havia subtraído  os anéis, na tentativa de salvar a coroa, ao proclamar a Abolição, em 1888 –após 388 anos de equivalência entre trabalho e escravidão.

    O repto conservador foi a República que já nascera com a nódoa elitista.

    Seriam necessários mais 99 anos, desde a proclamação, em 1889, (que teve voto a descoberto, vigiado pelos coronéis, até 1930), para que o chão do país, seu elo mais fraco, os analfabetos sucessores dos escravos, conquistassem o direito de opinar sobre a dita res pública.

    Só na Constituição de 1988 eles deixariam a condição de eunucos cívicos para adquirir corpo e voz  por inteiro através do voto.

    Deu no que deu.

    Um nordestino sem diploma universitário –como 167 milhões de patrícios; pau-de-arara, arrimo de família, torneiro-mecânico, monoglota, sem um dedo, que tinha tudo para entregar suas carências ao conformismo, invadiu a política pela porta da esquerda.

    Com a espantosa cumplicidade de 61,3% do eleitorado, tornar-se-ia  em 2002 o chefe de Estado mais votado da história republicana.

    E o segundo do mundo.

    Perdeu para Reagan em números absolutos; o eleitorado dos EUA é maior que o brasileiro.

    Qual o segredo?

    A vida de Lula se confundia com a biografia média dos brasileiros em suas inúmeras intersecções com acontecimentos que marcaram o país nos últimos 500 anos.

    Quando ele  discursava  era como se conversasse sobre a sua vida; e quando conversava era como se discursasse sobre a vida do país.

    O dono da voz devolveu ao país a sensação de familiaridade com a coisa pública e a política. E o fez assumindo-se como a síntese histórica, de carne e osso, de força e fraquezas, potencialidades e limitações que caracterizam o povo ao qual pertence.

    Nada mais distante de um messias do que um líder que reverencia, primeiro, aqueles que desbastaram o caminho para que pudesse chegar onde chegou.

    Era assim que o candidato iniciava a  sua fala algumas vezes.

    Foi assim também no palanque da vitória, em 27 de outubro de 2002, quando ele iniciou com uma homenagem aos mortos.

    Os que tombaram pelos que estão vivos; os que dedicaram sua existência aos que viriam depois: –Sérgio Buarque de Holanda, Paulo Freire, Chico Mendes, Henfil…

    Lula ouvia e incorporava nomes soprados da multidão.

    Dividia as honras com o passado para compartilhar as responsabilidades pelo futuro.

    “Até aqui fizemos o mais fácil”, advertiu então, para convocar em seguida: “o difícil começa agora”.

     Ao não se dissociar da rua, reafirmava-se  como a expressão de um impulso histórico.

    “Aconteça o que acontecer”, reiterou à multidão emocionada que foi ouvi-lo na Avenida Paulista, quase à meia-noite, depois do segundo turno:

    “Vocês serão sempre a referência, sem vocês eu não seria o que sou, eu não chegaria onde cheguei”.

    Trata-se de uma nova versão daquilo que repetiu tantas vezes nos palanques do Brasil:: ‘eu sou um produto das lutas sociais do povo brasileiro’.

    A voz calejada reverbera não a vontade pessoal, mas a polifonia que liga os que já morreram aos excluídos de hoje e aos intelectuais comprometidos com o amanhã.

    Esse foi o principal recado da histórica disputa que sacudiria o Brasil há mais de uma década.

    Um recado de atualidade inoxidável.

    As mudanças de que a sociedade brasileira necessita exigem, mais que nunca, a participação dos seus interessados  para serem efetivadas.

    Exigem a mesma barragem humana que ocupou as ruas contra a captura da democracia pelo dólar e pelo terror midiático, em 2002.

    Sem esse impulso, o candidato metalúrgico não venceria.

    O presidente-eleito sucumbiria ao cerco do terceiro turno desencadeado logo após a sua posse.

    Não sobreviveria ao impeachment abortado pelo medo dos protestos, em 2005.

    Não seria reeleito em 2006.

    Tampouco faria a sucessora em 2010.

    As pesquisas de intenção de voto indicam que há fortes chances de se adicionar um novo mandato  –da Presidenta Dilma–  ao ciclo que já se estende por 12 anos.

    Sem um aggiornamento do que se viu em 2002, sem a força e o consentimento acumulados nas mobilizações de então, será impossível revalidar o pacto mudancista que sacudiu a política brasileira. 

    Mas, sobretudo, será impossível ir além dele, para dar cabo dos novos  gargalos que desafiam o desenvolvimento a democracia brasileira.

    Se a Presidenta Dilma não pode assumir uma campanha com essas características de combate por conta  de sua dupla circunstancia, de candidata e Chefe da Nação,  que seja Lula a fazê-lo de novo.

    E que o PT saiba dar a isso a centralidade da qual hoje se ressente diante do cerco conservador que jogará sua cartada de vida ou morte em 2014.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/A-barragem-humana-de-2002-e-o-desafio-de-2014/29854

  8. Assis Ribeiro

    24 de dezembro de 2013 9:07 am

    O problema são os economistas
    Hoje temos gerações de profissionais criados na crença de que a teoria keynesiana está errada

    por Paul Krugman, do The New York Times

    Mike konczal defendeu recentemente no Washington Post uma tese muito boa sobre como ensinamos Ciência Econômica. Ele sugeriu que deveríamos voltar ao modo usado pelo economista Paul Samuelson, em 1948, quando escreveu a primeira versão de seu famoso manual: primeiro a macroeconomia, depois a micro. Isso, explica Konczal, daria aos estudantes uma melhor perspectiva da realidade, apesar de no final se cobrir o mesmo material.

    Eu acrescentaria que os motivos por trás da ordem de Samuelson se aplicam tão bem hoje quanto em sua época. Samuelson escreveu quando a memória da Grande Depressão ainda estava fresca e os alunos queriam saber como tais coisas podiam acontecer. Como ele conseguiu fazê-los levar a sério aquela história da perfeição dos mercados, depois de tudo o que acabara de suceder? Ensinando-lhes primeiro que a política monetária e fiscal poderia ser usada para garantir o pleno emprego.

    Seis anos depois do início da Grande Recessão e da recuperação não tão grande, tudo isso parece novo, mais uma vez. Mas existem alguns problemas sérios com a solução de Konczal, parte do que Samuelson fez em 1948 não pode ser reproduzido hoje.

    O que Samuelson trouxe para a Ciência Econômica foi na verdade uma dose dupla de inovação, macroeconomia keynesiana mais uma nova orientação para modelos matemáticos. Na época essas coisas andavam de mãos dadas e se reforçavam mutua-
    mente: o aparente sucesso da macroeconomia keynesiana, orientada para modelos, venceu os institucionalistas.

    Hoje, os economistas mais profundamente empenhados em ver o mundo através de uma névoa de equações também tendem a ser profundamente hostis em relação a qualquer tipo de macroeconomia capaz de explicar a crise recente. Na época, Keynes também era novo e inovador. Hoje temos gerações de economistas criados na crença de que a macroeconomia keynesiana está errada. Eles não sabem o que há nela, na verdade, mas é o que lhes ensinam.

    Finalmente, se a microeconomia for justificada com a alegação de que a política do governo garantirá mais ou menos o pleno emprego, o que exatamente no mundo atual o inspiraria a acreditar nisso?

    Portanto, Konczal está certo sobre o que deveríamos fazer. Mas não vai acontecer.

    O problema da ciência econômica são os economistas. Isso é em grande parte o que Simon Wren-Lewis afirmou em uma recente postagem online, em que fez a defesa da corrente dominante da Ciência Econômica. E eu concordo com a maior parte.

    É profundamente injusto culpar a Economia dos manuais pela crise ou pela fraca reação à crise. A mania de desregulamentação financeira, por exemplo, não foi um produto da análise econômica convencional. Na verdade, ela contesta o modelo canônico das crises bancárias, que sugeria um papel crucial das garantias do governo para evitar o pânico que se autocumpre e a necessidade
    de regulamentação para controlar o dano moral criados por essas garantias. É verdade, poucos economistas acompanharam a ascensão dos bancos na sombra capaz de contornar as salvaguardas tradicionais, mas esse foi um problema de vigilância, não de teoria.

    A teoria dos mercados eficientes, possivelmente, merece mais culpa pelo fracasso de muitos economistas em reconhecer a bolha habitacional, mas a economia dos manuais sempre apresentou a teoria como uma linha básica, e não uma verdade revelada.
    Quanto a reação à crise, foi notável a determinação dos políticos em fazer o oposto do aconselhado pela macroeconomia dos manuais. Cortar os gastos quando as taxas de juro são zero, agarrar qualquer desculpa para aumentar os juros, tais políticas não equivalem a aplicar a Ciência Econômica ortodoxa. Na verdade, foi surpreendente assistir à proliferação de novos modelos recém-inventados para justificar que fizéssemos o contrário do dito pelo curso do primeiro ano de economia.

    O problema, claro, é esse não ser apenas um caso de políticos nomeados, ignorantes ou de mentalidade agressiva, que ignoram a sabedoria econômica: muitos economistas de prestígio também estavam ávidos para dar as costas à macroeconomia tradicional, mesmo quando funcionava muito bem, por causa de suas inclinações políticas.

    E isso, creio, diz que há algo errado na estrutura da profissão econômica. Parece que não precisamos tanto de outra Ciência Econômica quanto precisamos de outros economistas.

    http://www.cartacapital.com.br/revista/779/o-problema-sao-os-economistas-7854.html

     

     

     

  9. Mário de Oliveira

    24 de dezembro de 2013 9:28 am

    País – Opinião23/12 às 11h55-

    PaísOpinião

    23/12 às 11p5- Atualizada em 23/12 às 11p8

    Mídia descobre que Aécio pode não ser candidato

    Jornal do Brasil deu a informação em agosto

    Jornal do BrasilNo dia 11 de agosto, o Jornal do Brasil publicava em sua edição que o tucano Aécio Neves poderia não ser o candidato  do PSDB à presidência da República. Quase cinco meses depois, a mídia começa a descobrir a possibilidade do senador mineiro, como ele próprio já está admitindo, não concorrer mais ao cargo por seu partido. No editorial publicado no JB, Aécio seria o vice de Fernando Henrique Cardoso.

    >>Cenário político aponta para chapa FHC – Aécio Neves

    Aécio Neves declarou a um colunista de um grande jornal do Rio que se vier a constatar a fraqueza de sua candidatura, não terá nenhum constrangimento em se aliar a quem estiver melhor. A declaração do senador, no entanto, causa a impressão de não ter condições de se sustentar por muito tempo. Aécio, se realmente declarou o que foi publicado, se esquece que como membro de um partido (rachado) terá que consultar seus pares para dar apoio a quem quer que seja. Sua, vontade, por enquanto, ainda não dita os rumos do PSDB.

    “Há ainda terrenos indefinidos, com nomes de peso e de muitos votos em busca das alianças onde haja o melhor diálogo”, destacava o editorial do Jornal do Brasil para indicar que a possível chapa Fernando Henrique-Aécio Neves poderia contar com apoio, em vários estados, onde a preferência do eleitorado poderá ser favorável aos tucanos, com essa formação, é claro.

     

     

  10. Mário de Oliveira

    24 de dezembro de 2013 9:30 am

    País – Opinião 23/12 às 11h55 – Atualizada em 23/12 às 11h58 M

    PaísOpinião

    23/12 às 11p5- Atualizada em 23/12 às 11p8

    Mídia descobre que Aécio pode não ser candidato

    Jornal do Brasil deu a informação em agosto

    Jornal do Brasil  

    No dia 11 de agosto, o Jornal do Brasil publicava em sua edição que o tucano Aécio Neves poderia não ser o candidato  do PSDB à presidência da República. Quase cinco meses depois, a mídia começa a descobrir a possibilidade do senador mineiro, como ele próprio já está admitindo, não concorrer mais ao cargo por seu partido. No editorial publicado no JB, Aécio seria o vice de Fernando Henrique Cardoso.

    >>Cenário político aponta para chapa FHC – Aécio Neves

    Aécio Neves declarou a um colunista de um grande jornal do Rio que se vier a constatar a fraqueza de sua candidatura, não terá nenhum constrangimento em se aliar a quem estiver melhor. A declaração do senador, no entanto, causa a impressão de não ter condições de se sustentar por muito tempo. Aécio, se realmente declarou o que foi publicado, se esquece que como membro de um partido (rachado) terá que consultar seus pares para dar apoio a quem quer que seja. Sua, vontade, por enquanto, ainda não dita os rumos do PSDB.

    “Há ainda terrenos indefinidos, com nomes de peso e de muitos votos em busca das alianças onde haja o melhor diálogo”, destacava o editorial do Jornal do Brasil para indicar que a possível chapa Fernando Henrique-Aécio Neves poderia contar com apoio, em vários estados, onde a preferência do eleitorado poderá ser favorável aos tucanos, com essa formação, é claro.

     

     

  11. Assis Ribeiro

    24 de dezembro de 2013 9:44 am

    castração química por manter relações com pessoas do mesmo sexo.

    Condenado por homossexualidade, homem que quebrou código nazista recebe perdão

    O britânico Alan Turing (1912-1954), que ajudou os aliados a vencer a 2ª Guerra Mundial ao quebrar o código secreto nazista, recebeu um perdão real póstumo.

    Homossexual, Turing foi punido com a castração química por manter relações com pessoas do mesmo sexo.

    Ao ser condenado, o especialista perdeu o acesso a informações sigilosas e teve de interromper o trabalho de quebra de códigos que se provou vital para os aliados durante a 2ª Guerra Mundial.

    O perdão foi concedido sob a Real Prerrogativa do Perdão após uma solicitação do ministro da Justiça do Reino Unido, Chris Grayling.

    Tratamento ‘terrível’

    “Alan Turing foi um homem excepcional com uma mente brilhante”, afirmou Grayling.

    Ele disse que a pesquisa de Turing conduzida durante a guerra em Bletchley Park “encurtou o conflito” e “salvou milhares de vidas”.

    O trabalho de Turing ajudou os Aliados a ler as mensagens navais alemães cifradas com a máquina Enigma. Ele também contribuiu com um trabalho fundamental na quebra de códigos que só foi divulgado ao público em abril de 2012.

    “A sua vida foi ofuscada por sua condenação pela homossexualidade, algo que consideramos injusto e discriminatório e que agora foi finalmente revogada”, afirmou Grayling.

    “Turing merece ser lembrado e reconhecido por sua fantástica contribuição ao esforço de guerra e por seu legado à ciência. Um perdão da Rainha é uma homenagem justa a um homem excepcional.”

    O perdão passa a ter efeito nesta terça-feira, 24 de dezembro.

    Morte

    Turing morreu em junho 1954 por envenenamento por cianeto. Um inquérito aberto pela polícia concluiu que ele havia se suicidado.

    No entanto, biógrafos , amigos e outros alunos de sua vida contestam o laudo e sugerem que sua morte foi um acidente.

    Há anos, muitas pessoas vêm batalhando pela concessão de perdão a Turing.

    Em dezembro de 2011, um petição online foi criada no site do governo britânico reivindicando o perdão a Turing.

    A campanha reuniu mais de 34 mil assinaturas, mas o pedido acabou negado por Tom McNally, então ministro de Estado no Ministério da Justiça britânico, para quem Turing havia sido “devidamente condenado” pelo que era considerado um crime na época.

    Antes disso, em agosto de 2009, uma petição havia sido criada para pedir o perdão a Turing. Na ocasião, o matemático ganhou um pedido de desculpas oficial do então primeiro-ministro Gordon Brown.

    Brown definiu como “terrível” a maneira como Turing foi perseguido por sua homossexualidade.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131224_codigo_nazista_condenado_homossexualidade_lgb.shtml

  12. Assis Ribeiro

    24 de dezembro de 2013 10:05 am

    Nasce um blog para fazer o contraponto da AP 470

    “Esse blog nasceu para ser um contraponto ao discurso hegemônico de parte da mídia sobre o caso da Ação Penal 470, popularmente conhecida como “mensalão”. Reunimos publicações, reportagens especiais e artigos que expõem o outro lado da história, sem o viés político que marcou a cobertura dos veículos tradicionais de comunicação.

    O objetivo é reunir, num mesmo espaço virtual, uma coletânea de textos que ofereçam uma visão mais plural, permitindo assim que as pessoas possam comparar fatos, argumentos e versões, para que tirem suas próprias conclusões.”

    Fernando Mineiro – Deputado Estadual (PT-RN)

    Endereço do site:

    http://www.acao470.com.br/

     

  13. Sérgio T.

    24 de dezembro de 2013 10:17 am

    Natal sem prazer

    Secretaria de Obras: diga para a Odebrecht deixar nosso projeto comunitário em paz!

     

    No ar há 4 dias em Meio Ambiente e Direitos dos Animais

     Square_yyknqw4Favela + Limpa Cozinheiro     23 de Dezembro de 2013 Equipe do Meu Rio verifica que denúncia é verdadeira 

    Atenção: email inacreditável abaixo!

    Meu nome é Leandro Neres, sou fundador do Favela + Limpa, o único projeto de sustentabilidade do Pavão Pavãozinho – Cantagalo. Nós trabalhamos há menos de dois anos e já reciclamos mais de 600 litros de óleo e 600 kilos de garrafa PET por mês, além de promover mutirões de coleta de lixo e gerar renda para a comunidade.

    No dia 16 de dezembro, recebemos um email da Secretaria de Obras exigindo que a gente encontre um novo espaço pro nosso projeto até o final do ano, porque a Odebrecht quer construir um canteiro de obras temporário no local!

    Temos pouquíssimos dias para impedir que o nosso projeto acabe. Precisamos de você. Veja os emails que trocamos com a Secretaria de Obras e pressione!

    ———- Forwarded message ———-
    From: Cantagalo pavão [email protected]
    Date: 2013/12/19
    Subject: RE: Depósito lixo reciclável – Cantagalo
    To: Mario Claudio de Sá [email protected]

    Boa tarde senhor Mario de sá,

    Gostaríamos de saber , o porque que você quer fazer um CANTEIRO DE OBRAS no local que hoje funciona só para projeto sociais da comunidade e não CANTEIRO DE OBRAS. Somos legítimos da comunidade por trazer uma transformação verdadeira,visível e positiva como o único e primeiro projeto até hoje de consciêntização ambiental, permacultura e sustentabilidade. Não podemos sair desse local e acabar com esse projeto que fez a comunidade melhorar em vários aspectos no seu meio ambiente, socialização, rentabilidade e sustentabilidade e que com nossa parceria vcs também ganharam o (PREMIO DE MELHORES PRÁTICAS) pela a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL.

    O problema é que não consigo entender o tipo de carinho e atenção que é dado para os projetos de comunidade. Vocês não podem fazer o que quiser com nossa comunidade sem nem se quer nos um prazo se quer!!!! pois vcs nós avisaram esse mês agora e querem nossa retirada no mesmo mês!!!!

    O QUE SERÁ DA NOSSA RETIRADA SEM O NOSSO PROJETO????? FALAMOS PARA OS MORADORES JOGAREM O ÓLEO NOS RALOS COMO ERA ANTIGAMENTE??? DEIXAREMOS DE FAZER CAMPANHAS DO LIXO???? E TER NOVAMENTE BECOS E RUAS CHEIAS DE LIXO????

    Será que perder o nosso local para um canteiro de obras do (Pac) é o nosso premio de melhores práticas ??????????????????????

    VOCÊS NOS MANDAM RETIRAR NOSSO PROJETO E NEM TAI PARA QUE ONDE VAMOS, SEM NOS DAR OUTRO LUGAR PARA CONTINUAR!!!!!!!!!!!

    É sub-humano lutar tanto tempo para nossa sociedade e o nosso ESTADO, nos levar como INVISÍVEIS!!

    PEDIMOS COLABORAÇÃO DE TODOS E QUE NOS AJUDEM COM NOSSA CONTINUAÇÃO COM FAVELA MAIS LIMPA NAS COMUNIDADES PAVÃO,PAVÃOZINHO E CANTAGALO.

    AGRADECEMOS A TODOS O CARINHO E A COMPREENSÃO!!!! FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!!!!!!!!!!

    ————————————
    Date: Mon, 16 Dec 2013 17:41:20 -0200
    Subject: Depósito lixo reciclável – Cantagalo
    From: [email protected]
    To: [email protected]

    Prezados Monica, Leandro e Nivaldo do Favela Mais Limpa, boa tarde!

    Estou lhes escrevendo este e-mail para formalizar a informação de que a área utilizada por esta instituição para a coleta e central de lixo reciclável será utilizada pela Secretaria de Estado de Obras para a implantação do novo canteiro de escritórios da obra do PAC nesta comunidade, o que ocorrerá na primeira semana de janeiro de 2014 conforme previamente acordado com a Construtora Odebrecht, responsável por este serviço. Portanto, solicitamos a retirada de todo o material e cercamento ali presente sob a quadra de esportes do CIEP João Goulart até o final deste ano de 2013, deixando o espaço livre de interferências para o início da obra. Desde já, contando com o seu entendimento e pronta solução para o problema, agradecemos reiterando nossos votos de elevada estima e consideração, desejando um excelente natal a todos.

    Arqto. Mario Sá Fiscalização PAC-PPC SEOBRAS-RJ

     

    Secretaria de Obras: diga para a Odebrecht deixar nosso projeto comunitário em paz!

    1. Cláudio José

      24 de dezembro de 2013 11:35 am

      Esse governo Cabral não dá

      Esse governo Cabral não dá uma dentro, infelizmente só bola fora! 

  14. Webster Franklin

    24 de dezembro de 2013 11:19 am

    Blindagem tucana a Alckimin e Serra não resiste a um sopro da PF

    Blindagem tucana a Alckmin e Serra não resiste a um sopro da PF

     

    23/12/2013 13:15
    Por Redação – de São Paulo

     

       

    São Paulo

    Governador do Estado de São Paulo, Alckmin tenta evitar uma CPI sobre o propinoduto tucano

     

    A base aliada do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na Assembleia Legislativa de São Paulo, conseguiu uma ‘vitória de Pirro’, quando o custo político de uma vitória é maior do que o de uma derrota, ao barrar o escândalo da formação de cartel em contratos de trem e metrô em governos tucanos desde Mario Covas (1998) na Assembleia Legislativa paulista. Para as cameras, Alckmin pediu “rapidez” e “seriedade” nas investigações sobre o esquema de cartel mas seu gabinete determinou que o assunto fosse enterrado na Alesp.

    Se a abertura da CPI do caso não obteve adesão suficiente de deputados, na Polícia Federal (PF) a investigação segue seu trâmite inabalável. Desde 2008, esta é a quarta tentativa do PT para instalar uma CPI sobre o propinoduto estabelecido entre empresas nos contratos do Metrô paulista e beneficiários ligados às altas esferas políticas dos governos tucanos. As propostas anteriores não passaram pelo mesmo motivo: bloqueio da maioria governista. Para existir, a comissão precisa de 32 assinaturas. Até a manhã desta segunda-feira, a atual proposta contava com 26 adesões.

    Além disso, dos 28 requerimentos da oposição para convocar autoridades e envolvidos no esquema, apenas três foram ouvidos pelos deputados. São eles: o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e os atuais presidentes do Metrô, Luiz Antonio Pacheco, e da CPTM, Mário Manuel Bandeira. Integrantes de proa da administração tucana, como os presidentes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinicius Carvalho, da Siemens, Paulo Stark, e o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) não responderam à convocação.

    A comissão ainda não acatou o pedido para ouvir um dos delatores do esquema, Everton Rheinheimer. Ele acusa três secretários de Alckmin – Edson Aparecido, Rodrigo Garcia e José Anibal – de receber propina do esquema. Além disso, envolveu o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o estadual Campos Machado (PTB). Outro nome vetado foi o de João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM que recebeu US$ 836 mil numa conta na Suíça.

    Investigação na PF

    Enquanto a apuração quanto ao propinoduto tucano se arrasta no Legislativo paulista, a Polícia Federal está cada vez mais perto de desvendar o esquema de desvio de recursos do metrô de São Paulo, usado para abastecer o caixa de campanhas políticas do PSDB em São Paulo.

    De acordo com a PF, Alstom, Siemens, Bombardier e Tejofran teriam repassado esses valores para empresas ligadas aos irmãos Fagali, arrecadadores de campanha do PSDB, a Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil de Mário Covas, e Romeu Pinto Jr., outro empresário ligado aos tucanos. Um dos alvos principais da investigação é a consultoria MCA, de Pinto Jr., que recebeu R$ 45,7 milhões da Alstom, em recursos depositados no Brasil e na Suíça. Depois disso, o dinheiro ou foi sacado em espécie ou movimentado por doleiros, sem que se possa determinar o destino. Outras consultorias investigadas são a ENV e a Acqua-Lux.

    Outra empresa citada no cartel, a Tejofran, que despontou durante o governo Mario Covas, pagou R$ 1,5 milhão à consultoria BJG, que era controlada pelo ex-secretário estadual de transportes, José Fagali Neto. Próximo a José Serra, ele é investigado desde 2008, quando foram descobertos pagamentos de US$ 6,5 milhões na Suíça – os recursos estão bloqueados por determinação judicial.

    O advogado Belisário dos Santos Jr., que defende Fagali Neto, argumenta que ele poderá comprovar que prestou serviços de consultoria.

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/blindagem-tucana-a-alckmin-e-serra-nao-resiste-a-um-sopro-da-pf/672472/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131224

  15. Lair Amaro

    24 de dezembro de 2013 11:57 am

    Barbárie no Maranhão

    Familiares de detentos são vítimas de violência sexual em presídio do Maranhão

     

    Esposas e irmãs de presos estariam sendo obrigadas a ter relações sexuais com líderes das facções criminosas

    Por Manuel Carlos Montenegro, daAgência CNJ de Notícias

    Após visitar o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís/MA, na última sexta-feira (20/12), o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Douglas Martins cobrou providências do governo maranhense para acabar com a violência cometida a familiares de presos durante as visitas íntimas realizadas nos presídios do complexo. Esposas e irmãs de presos estariam sendo obrigadas a ter relações sexuais com líderes das facções criminosas, que ameaçam de morte os presos que se recusam a permitir o estupro das mulheres.

    “As parentes de presos sem poder dentro da prisão estão pagando esse preço para que eles não sejam assassinados. É uma grave violação de direitos humanos”, afirmou o juiz, que é coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF) do CNJ. Ele vai incluir a informação no relatório sobre a situação de Pedrinhas que vai entregar ao presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa esta semana. A visita ocorreu após a morte de um detento quinta-feira (19/12). Seria o 58º preso morto este ano no Complexo de Pedrinhas, segundo a imprensa maranhense.

    A violência sexual seria facilitada pela falta de espaço adequado para as visitas íntimas, que acontecem em meio aos pavilhões, uma vez que as grades das celas foram depredadas. A lei determina que haja espaço adequado para esse tipo de visita. Sem espaços separados, as galerias abrigam cerca de 250 a 300 detentos que passam dia e noite juntos, o que estimularia brigas e uma rotina de agressões e mortes, segundo o juiz-auxiliar da presidência do CNJ.

    “Por exigência dos líderes de facção, a direção da casa autorizou que as visitas íntimas acontecessem no meio das celas. Sou totalmente contrário à prática e pedi providências ao secretário da Justiça e da Administração Penitenciária (Sebastião Uchôa), que prometeu acabar com a prática em Pedrinhas”, disse Douglas Martins.

    Rotina – Desde 2011, quando houve o Mutirão Carcerário do CNJ no Maranhão, o Conselho recomenda ao Poder Executivo maranhense a construção de unidades prisionais, especialmente no interior, para acabar com a superlotação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o único do estado. Em outubro, após uma rebelião matar 9 detentos em Pedrinhas, o CNJ voltou ao estado para reiterar a necessidade de mudanças urgentes no sistema prisional local. Na ocasião, a governadora Roseana Sarney prometeu construir 11 unidades prisionais, das quais 10 no interior.

    A situação, no entanto, segue precária. Segundo o magistrado do CNJ, foi possível visitar todas as unidades do complexo, mas não entrar em todas as áreas dos presídios por falta de segurança. “Como as celas não ficam fechadas, os agentes de segurança recomendaram não entrar porque os líderes das facções não teriam permitido e o acesso às dependências seria muito arriscado”, disse. A governadora do estado, Roseana Sarney, prometeu prestar informações sobre a crise no sistema prisional até terça-feira (24/12) ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

     

    http://revistaforum.com.br/blog/2013/12/familiares-de-detentos-sao-vitimas-de-violencia-sexual-em-presidio-do-maranhao/

  16. Jorge Fernandes

    24 de dezembro de 2013 1:32 pm

    Aécio

    Aécio Neves tenta apagar rastro de R$ 4.500.000.000,00

     
     Caso Renova.   Investigações colocam em evidência a utilização de R$ 4,5 bilhões do patrimônio mineiro para financiar implantação na Bahia de fábrica da Alstom
    Marco Aurélio Carone

    Diante do escândalo do Cartel Alstom/Siemens, começa a naufragar o projeto megalomaníaco de Poder desenvolvido pelo grupo de Aécio Neves que não encontrou limite de atuação na área de energia, ao utilizar-se do Patrimônio Público do Estado de Minas Gerais para elegê-lo presidente da República em 2014. 

    Alstom e Siemens, réus confessos no escândalo do Metrô e transporte sobre trilhos em São Paulo, tradicionais e principais financiadoras do PSDB paulista, cooptadas através de seus ex-dirigentes a integrar o projeto político de Aécio Neves através do esquema montado pela CEMIG, estão sendo vasculhadas pelo CADE e Ministério Público.
    Evidente que se encontram na CEMIG as maiores irregularidades envolvendo a prática de Cartel, porém a cooptação dos dirigentes das multinacionais visando evitar maiores fiscalizações ocorreram através de tentáculos no denominado “Burgo dos Neves”, formado por empresas subsidiarias integrais da CEMIG e da Light.  Diante do vazamento seletivo de participação apenas no esquema de corrupção montado na área de transporte sobre trilhos pela Alstom/Siemens em São Paulo e DF, o governador paulista Geraldo Alkimin e o ex José Serra, cientes da armadilha e contrariados com o abandono dos companheiros do PSDB nacional mandou um recado direto a Aécio Neves ao informar que o Cartel não atuou só em São Paulo, no Metrô, sua atuação estendeu-se também para as empresas de energia de diversos Estados, recomendando que sejam também elas investigadas.  Na matéria, “Parte I: Cartel Siemens/Alstom nasceu em Minas Gerais”, abordamos a até então pouco explicável indicação pelo ex-governador hoje senador Aécio Neves do ex-presidente da Alstom José Luiz Alquéres, investigado pela prática de Cartel pelo CADE, para presidir a Light, empresa adquirida pela CEMIG.  Repetindo á prática adotada na CEMIG, foi através da Light, para evitar rastro, que Aécio promoveu uma série de aquisições, sendo uma delas a empresa Renova especializada em energia eólica. Como em relação a outras empresas, através da Renova alianças e acordos comerciais foram celebrados apenas no intuito de gerar caixa para sua campanha, poder na política e economia dos demais Estados da Federação e a “boa vontade” das grandes corporações multinacionais.   Novojornal noticiou o fato em dezembro de 2012 na matéria; “CEMIG: Consumidor mineiro financia “Império da Energia”, mostrando que a CEMIG vinha há anos criando empresas denominadas subsidiarias integrais utilizando seu crédito, receita e patrimônio sem levar em conta os riscos e a viabilidade econômica das mesmas.  Anteriormente em julho de 2012 o Governo de Minas anunciava; “com investimento de R$ 1,2 bilhão fora inaugurado, no Sudoeste da Bahia, o Complexo Eólico Alto Sertão I, um empreendimento da Renova Energia, empresa do Grupo Cemig especializada na geração de energia renovável. Considerado o maior do gênero na América Latina, o complexo eólico irá gerar 294 MW de energia, o que representa um incremento de 29,4% na matriz eólica do país, atualmente na ordem de 1 GW. Localizado nos municípios baianos de Caetité, Guanambi e Igaporã é composto por 14 parques, que tiveram sua energia comercializada para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). São 184 aerogeradores de 1,6 MW e cada parque irar gerar até 30 MW. A energia gerada pelo Complexo Alto Sertão I é suficiente para garantir o consumo de uma cidade com 540 mil residências ou cerca de 2,16 milhões de habitantes, considerando quatro pessoas por residência”. Ao mesmo tempo que em julho de 2012  o Governo de Minas anunciava o investimento de R$ 1,2 bilhão na Renova, o jornal “Brasil Econômico” noticiava;  “Uma das principais parcerias do setor energético no Brasil foi anunciada nesta quarta-feira pela Renova Energia e a francesa Alstom. As companhias assinaram a carta de intenções durante evento para clientes e fornecedores em São Paulo”.  “A parceria consolida a nossa posição de liderança nesse segmento e vai gerar desenvolvimento para a região, disse ao Brasil Econômico, Marcos Costa, presidente da Alstom Brasil e vice-presidente de Global Power Sales na América Latina”. “Jerôme Pécresse, presidente mundial do setor de energias renováveis da Alstom, afirmou que a parceria coloca a companhia em uma posição diferenciada no mercado de energia na América Latina. “Esta é uma parceria ambiciosa, o maior acordo onshore da Alstom para a área eólica mundialmente. Nossa intenção é que seja um relacionamento duradouro.”  “A previsão é de que os aerogeradores comecem a ser entregues a partir de 2015, processo previsto para ser concluído entre três e quatro anos. Para a Renova, a parceria trará vantagens competitivas e financeiras, já que os geradores da Alstom sairão da fábrica a alguns quilômetros dali, o que significa menor custo com logística, maior rapidez na entrega e na manutenção”. Em fevereiro de 2013 a revista “Veja” noticiou: “Renova fecha acordo de € 1 bi com Alstom e faz aposta alta em eólicas”. A matéria informava ainda que; “mesmo sem linhas de transmissão suficientes para fazer com que a energia saia dos parques eólicos, empresa fecha contrato incomum no setor: a compra de maquinário antes mesmo que haja demanda”.  “A notícia não só surpreende pelo volume do investimento (o maior anunciado pela Renova até hoje), que dimensiona o tamanho da aposta da empresa no setor eólico brasileiro, como também é uma prática incomum no mercado de energia, geralmente as empresas só contratam maquinários para atender a demanda já vendida. O acordo com a Alstom contempla também a prestação de serviços de operação e manutenção, mas não impede que, para outros projetos, a Renova contrate outros fornecedores ou que a Alstom venda para outras companhias de energia os maquinários”.  Á exemplo da ferrovia do Aço, obra bilionária construída no período do Golpe Civil Militar de 1964, sinônimo de desperdício de dinheiro público, o Complexo Eólico Alto Sertão está sendo construído a um custo de R$4,5 bilhões para gerar energia mesmo sem a existência de linhas de transmissão para venda do produzido.  Fontes do mercado de energia já haviam denunciado que a aquisição de parte do capital da Renova ocorrido coincidentemente após a saída de Alqueres da Light, ocasião que recebeu uma indenização de R$ 30 milhões, visou apenas dar a empresa garantias para celebração de financiamentos bilionários inclusive perante o BNDES para compra sem qualquer licitação de equipamentos da francesa Alstom, uma vez que Renova é uma empresa privada.  Até a compra da participação acionaria pela Light os geradores de energia do parque eólico da empresa Renova eram da marca GE sendo substituídos pelos da Alstom, viabilizando a construção de uma fábrica da multinacional francesa em Camaçari na Bahia. Segundo as mesmas fontes a comprovação de que a lucratividade da empresa Renova passou a ser uma questão secundária, para não gerar desconfiança e repercussão, a principal cláusula do acordo de acionistas celebrado entre Renova e Light, foi à retirada de suas ações da Bolsa de Valores.  Diante das investigações e da proporção que ganhou o escândalo do Cartel Alstom/Siemens o grupo de Aécio tenta agora apagar o rastro de R$ 4,5 bilhões criado com garantias do patrimônio público do Estado de Minas Gerais para em tese beneficiar apenas a Alstom.  Documento que fundamenta a matéria: Acordo de acionista assinado entre a Light e Renova Energia.Do Novo Jornal http://blogdoonipresente.blogspot.com.br/

     

  17. Jorge Fernandes

    24 de dezembro de 2013 1:40 pm

    Aécio vice

    http://www.jb.com.br/opiniao/noticias/2013/12/23/midia-descobre-que-aecio-pode-nao-ser-candidato/

    País – Opinião

    23/12 às 11p5 – Atualizada em 23/12 às 11p8

    Mídia descobre que Aécio pode não ser candidato

    Jornal do Brasil deu a informação em agosto

    Jornal do Brasil+A-AImprimirPUBLICIDADE

    No dia 11 de agosto, o Jornal do Brasil publicava em sua edição que o tucano Aécio Neves poderia não ser o candidato  do PSDB àpresidência da República. Quase cinco meses depois, a mídia começa a descobrir a possibilidade do senador mineiro, como ele próprio já está admitindo, não concorrer mais ao cargo por seu partido. No editorial publicado no JB, Aécio seria o vice de Fernando Henrique Cardoso.

    >>Cenário político aponta para chapa FHC – Aécio Neves

    Aécio Neves declarou a um colunista de um grande jornal do Rio que se vier a constatar a fraqueza de sua candidatura, não terá nenhum constrangimento em se aliar a quem estiver melhor. A declaração do senador, no entanto, causa a impressão de não ter condições de se sustentar por muito tempo. Aécio, se realmente declarou o que foi publicado, se esquece que como membro de um partido (rachado) terá que consultar seus pares para dar apoio a quem quer que seja. Sua, vontade, por enquanto, ainda não dita os rumos do PSDB.

    “Há ainda terrenos indefinidos, com nomes de peso e de muitos votos em busca das alianças onde haja o melhor diálogo”, destacava o editorial do Jornal do Brasil para indicar que a possível chapa Fernando Henrique-Aécio Neves poderia contar com apoio, em váriosestados, onde a preferência do eleitorado poderá ser favorável aos tucanos, com essa formação, é claro.

     

  18. Gão

    24 de dezembro de 2013 4:44 pm

    Haddad: “Parei de andar de ônibus após ameaças”

    Haddad: “Parei de andar de ônibus após ameaças”

    :

    Prefeito de São Paulo diz que “a temperatura” ficou alta desde que a quadrilha de fiscais que desviou mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos foi desmantelada: “O controlador Mário Spinelli também sofreu ameaças; fomos convidados a nos preservar um pouquinho mais nesse período; mas já, já, essa poeira vai baixar”; mesmo assim, ele se diz satisfeito com os resultados de sua administração e vê a criação da Controladoria-Geral como marco histórico

    22 de Dezembro de 2013 às 08:29

     

    247 – Após revelar ameaças sofridas do dono de um grupo de mídia por causa do IPTU progressivo (leia aqui), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) conta que teve de mudar rotina por conta das investigações sobre a máfia do ISS.

    A quadrilha de fiscais desviou mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos e envolveu mais de 410 obras em São Paulo.

    Em entrevista ao Estado de S. Paulo, ele revela que parou de andar de ônibus por causa das ameaças: “A temperatura ficou alta demais. O (controlador Mário) Spinelli também sofreu ameaças. Fomos convidados a nos preservar um pouquinho mais nesse período. Mas já, já, essa poeira vai baixar”, disse. Mesmo assim, o prefeito petista vê a criação da Controladoria-Geral como marco histórico.

    Haddad também comparou a defesa que faz de seu ex-secretário de governo, Antonio Donato, citado no esquema, ao caso do propinoduto em São Paulo. “Tem dois ou três secretários do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin que estão sendo acusados de receber propina. O governador está convencido da inocência deles, assim como eu estou do Donato”, disse.

    http://www.brasil247.com/+qy1vl

  19. Gunter Zibell - SP

    24 de dezembro de 2013 5:58 pm

    Como passar o 1º Natal com o parceiro gay na casa da família

    http://igay.ig.com.br/2013-12-20/como-ser-um-casal-gay-e-passar-o-natal-em-familia-sem-saias-justas.html

     

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