4 de junho de 2026

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

13 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Webster Franklin

    1 de maio de 2015 7:08 am

    Repressão no Paraná foi truculenta,covarde, idêntica da ditadura

    VIOMUNDO

    Associação Juízes para a Democracia: Repressão no Paraná foi truculenta, covarde, ilegal, idêntica à que ocorria na ditadura

     

    publicado em 30 de abril de 2015 às 19:57

     

    AliceRuiz (1)

    Foto do Facebook de Alice Ruiz, via Gazeta do Povo

    Nota Pública da Associação Juízes para a Democracia de repúdio à repressão aos professores do Paraná

    A Associação Juízes para a Democracia, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito, vem a público, a propósito dos lamentáveis fatos que se passaram na cidade de Curitiba no último dia 29 de abril de 2015, manifestar seu apoio aos professores paranaenses, nos seguintes termos:

    1. Os brasileiros assistiram estarrecidos, na referida data, a mais um covarde e truculento ataque do Estado a insatisfações populares manifestadas de forma republicana e democrática, tal como garantido na Constituição Federal. Tratou-se de reação ilegal e violenta, desta vez, inexplicavelmente, assacada contra integrantes de classe que deveria merecer o maior grau de deferência e respeito: os professores.

    2. Decerto que as injúrias físicas – que não foram poucas – infligidas aos professores, que ousaram, em continuidade à sua corajosa faina diária em salas de aula pela formação de cidadãos, lutar também nas ruas por direitos que deveriam lhes ser garantidos pelo Estado, não foram o aspecto mais nocivo dos acontecimentos.

    3. Decerto que o que mais calou fundo, no espírito de cada um dos manifestantes, foi a simbologia da resposta do Estado às reivindicações dos professores: o obscurantismo, trazido à tona pela utilização de armas, preponderando, à força, sobre as luzes, representadas pelos professores e suas convicções; a repressão, representada pela intolerância ao debate, às manifestações, ao povo nas ruas, sobressaindo-se, a marretadas, à liberdade.

    4. Importante relembrar que as manifestações individuais ou coletivas, em vias públicas contra medidas ou projetos governamentais, assim como o direito de greve, configuram direitos previstos nos artigos 5o, incisos IV e XVI e 9º, da Constituição da Federal.

    5. Sendo assim, às forças policiais cumpre, por dever constitucional de ofício, assegurar a realização de manifestações públicas e, ao governo, dialogar com a sociedade civil, não sendo balas de borracha ou bombas de efeito moral, respostas legítimas para a discordância popular.

    6. A violenta ação do governo paranaense contra os professores configura mais um capítulo do recrudescimento da repressão oficial em plena vigência de Constituição Federal que consagra, como fundamento do Estado brasileiro, o pluralismo político (art. 1o, V). A lógica do eficientismo gerencial para o suposto enfrentamento de questões fiscais tem prevalecido sobre o direito da população de externar suas divergências no espaço público, de forma lamentavelmente idêntica ao que ocorria sob a égide da ditadura civil-militar que vigorou após o Golpe de 1964.

    7. A construção de um Estado Democrático de Direito, na forma projetada pela Constituição Federal de 1988, requer o abandono definitivo de práticas policiais para o enfrentamento da questão social.  O dialogo objetivando a efetivação de direitos é a resposta legítima que se espera de todos os governos sob a égide democrática.

    São Paulo, 30 de abril de 2015.

    André Augusto Salvador Bezerra

    Presidente do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD)

     http://www.viomundo.com.br/denuncias/associacao-juizes-para-a-democracia-repudia-repressao-aos-professores-do-parana-truculenta-covarde-ilegal-identica-a-que-ocorria-na-ditadura-civil-militar.html

  2. Webster Franklin

    1 de maio de 2015 7:17 am

    Dilma deu uma bofetada na Rede Globo ao rejeitar a TV no dia do

    Do DCM

    Dilma deu uma bofetada na Rede Globo ao rejeitar a tevê no Dia do Trabalho. Por Paulo Nogueira

     

    are2Postado em 30 abr 2015  por :          TV já era

    TV já era

    Existem problemas reais, e existem falsos problemas.

    Falso problema é, por exemplo, Dilma falar ou não por rede de tevê no Dia do Trabalho.

    Em plena Era Digital, exigir que Dilma apareça na televisão é uma questão de obsolescência mental.

    Vi, sem surpresa, a oposição tentando tirar bovinamente proveito da decisão presidencial de limar a tevê. Aécio pontificou.

    Aécio não perde a oportunidade de falar quando poderia ficar quieto. (E, como no caso dos professores do Paraná, de silenciar quando deveria falar.) Renan também nos obsequiou com suas imprescindíveis considerações sobre o gesto de Dilma. Não lembro mais o que Renan disse, mas foi com certeza alguma coisa fascinante.

    Essa é a vida.

    Mas, com alguma surpresa, vi gente de esquerda também indignada com Dilma.

    Aí não faz, simplesmente, nexo.

    Tudo que Dilma possa fazer para dessacralizar a televisão entre os brasileiros é bem-vindo, dado o mal que Globo e demais emissoras representam para a sociedade.

    Repito: tudo.

    Há uma tradição inercial pró-televisão, e particularmente pró-Globo, que deve ser rompida.

    Por que, por exemplo, o último debate para presidente é ainda na Globo?

    Os opositores dizem que por trás da decisão de Dilma está um alegado receio de um panelaço.

    Ainda que seja esta a motivação: evitar as panelas dos analfabetos políticos. Mesmo assim, o fato, em si, é positivo.

    Estamos na Era Digital: é um recado inteligente, mesmo para os paneleiros que se movem sob a manipulação da imprensa e da própria ignorância.

    Eu até admitiria pensar duas vezes sobre o tema se Dilma fosse uma mestra da tevê, como Lula, mas definitivamente não é o caso.

    De resto, importante, mesmo, é o conteúdo da fala.

    Há vários assuntos importantes para os trabalhadores, como a terceirização.

    O pronunciamento de Dilma, seja em que plataforma for, é uma chance para ela deixar claro que é contra – visceralmente contra — a terceirização das atividades fim, como querem Eduardo Cunha e seguidores.

    Num plano mais sonhador, me ocorre que Dilma poderia também endereçar sua solidariedade, ainda que atrasada, aos professores do Paraná, tratados selvagemente pelo governador Beto Richa.

    Veremos o que Dilma dirá.

    De toda forma, rejeitar a televisão foi um gesto histórico – um reconhecimento de que são outros os tempos, e uma bofetada bem dada na Rede Globo.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/dilma-deu-uma-bofetada-na-rede-globo-ao-rejeitar-a-teve-no-dia-do-trabalho/

  3. Webster Franklin

    1 de maio de 2015 8:10 am

    O relato do jornalista de Curitiba sobre a pancadaria policial

    Do DCM

    O relato de um jornalista de Curitiba sobre a pancadaria policial de 29 de abril

     

    ShPostado em 30 abr 2015  por :   

    Captura de Tela 2015-04-30 às 10.27.39

    Por Dimitri do Valle no Jornalistas Livres.

     

    A série de explosões começou a ser ouvida pouco antes das três da tarde. Quem estava a distâncias que chegavam a seis quilômetros, por exemplo, conseguia ter uma ideia clara de que as coisas no Centro Cívico, a praça dos três poderes do Paraná (mais a Prefeitura de Curitiba), não estavam para brincadeira. Os estrondos eram resultado da ação violenta de policiais militares contra servidores públicos, a maioria professores da rede estadual.

    Há dois dias, eles protestavam contra uma série de medidas de arrocho que a Assembleia Legislativa começava a colocar em segunda e última votação naquele momento. No final da tarde, sabia-se que houve pelo menos 107 feridos — dois policiais e 105 servidores. O placar medonho retrata um verdadeiro massacre.

    Já à noite, sabia-se que os feridos, aumentaram para 150, segundo informações oficiais do SAMU. Oito deles seguiam em estado grave por causa de mordidas de cães policiais e tiros com balas de borracha.

    Na segunda-feira, com o registro de escaramuças entre PMs e servidores, mas em escala menor do que a de hoje, o fatídico e já histórico 29 de abril, os deputados já haviam aprovado em primeira votação, por 31 votos favoráveis contra 21 o tal pacotaço, encaminhado pelo governador Beto Richa (PSDB) para melhorar as finanças do Estado, cujos balanços festejados por ele mesmo durante sua campanha à reeleição, no ano passado, apontavam para uma contabilidade em céu de brigadeiro.

    Por mais de uma hora e meia, as bombas de gás e de efeito moral mostraram do lado de fora do parlamento estadual que eram a verdadeira garantia para a votação definitiva de hoje no interior do prédio, fazendo valer a vontade de Richa e de sua equipe de governo, comandada pelo baiano Mauro Ricardo Costa, importado pelo tucano para seu segundo mandato e já conhecido pelos serviços prestados na área fazendária da Prefeitura de de Salvador (BA), gestão de ACM Neto (DEM), e no governo de São Paulo, na gestão de José Serra (PSDB). A sessão prosseguia, sem final previsto, até a conclusão desta reportagem.

    No entanto, à medida em que as bombas, os cães, as balas de borracha e os cassetetes caíam sobre os manifestantes armados apenas com gritos e palavras de ordem, deputados preocupados com a onda de violência que se desenrolava na praça principal, em frente a Assembleia, batizada de Nossa Senhora da Salete (trágica ironia), chegaram a sair do prédio para pedir calma aos policiais.

    A exemplo de servidores públicos feridos, com quem ficou lado a lado durante a confusão e barbárie generalizada na praça, o deputado Rasca Rodrigues, do PV, saiu no prejuízo e foi mordido por um dos cães da tropa de choque da PM, além de ter aspirado gás de pimenta e lacrimogênio. Voltou ao prédio com sangue escorrendo pelo braço.

    Proibidos de se aproximar da Assembleia Legislativa por grades e um cordão humano de 1.500 policiais, a maioria deslocados de batalhões do interior e sem garantia de pagamento de suas diárias, restou aos manifestantes fazer o caminho de volta, diante da intensa repressão policial que se iniciou. Eles voltavam correndo em direção à avenida Cândido de Abreu, a principal via de ligação com o Centro Cívico. Não estavam sozinhos.

    O prédio mais próximo em que eles poderiam ficar à espera de socorro, foi a Prefeitura, comandada atualmente por Gustavo Fruet (PDT), atual desafeto de Richa, que lhe negou candidatura a prefeito, em 2012 pelo PSDB, vindo a se candidatar e ganhar o poder da capital, como azarão.

    O hall de entrada e salas próximas, onde o IPTU e tributos municipais são cobrados, foram transformados em hospital de campanha. Vídeos de smartphones com os feridos deitados, sangrando e sem camisa passaram a ser veiculados na internet. Mesas de trabalho viraram maca, e as poucas que chegavam, apareciam por meio das escassas equipes do SAMU, que estavam em dificuldades para se aproximar do Centro Cívico, por conta do bloqueio policial de ruas próximas, e à multidão em fuga por calçadas e a avenida principal.

    O expediente em toda a Prefeitura foi interrompido para que se desse cabo do atendimento aos feridos. Só ali foram acolhidos 35, muitos deles machucados no corpo, da cabeça aos pés, pelas balas de borracha das carabinas da tropa de choque e outros com dificuldade de respiração por inalação dos gases de dispersão, além dos atingidos de praxe pela força dos cassetetes. Testemunhas entre os manifestantes relataram ter visto um helicóptero com policiais atirando bombas em voos rasantes, no que seria o primeiro ataque aéreo feito contra seus próprios civis em território nacional.

    Uma creche municipal que fica no Centro Cívico, a poucas quadras da praça onde a guerra prosseguia, testemunhou de dentro de suas paredes todo o terror protagonizado pelos policiais. Se a seis quilômetros, o barulho das bombas se fazia surpreender, como exposto no início deste relato, pode-se ter uma ideia da intensidade dos estrondos e do eco provocado dentro da creche infantil, exposta ao barulho das explosões e dos gritos dos manifestantes, apoiados por potentes carros de som, além do incômodo nauseante da fumaça dos gases de dispersão.

    O choro tomou conta das crianças, funcionários e professores, que não tinham a quem recorrer, restando torcer para que tudo terminasse o mais breve possível, o que não aconteceu.

    Do ponto de vista militar, a polícia cumpriu, mesmo com o uso de força excessiva, a missão de deixar afastados da Assembleia os manifestantes, o que não havia conseguido em fevereiro, quando Richa tentou colocar o pacotaço em votação pela primeira vez, ocasião em que foi rechaçado pela presença de 20 mil manifestantes e um mês de greve dos professores, a maior categoria de servidores do Estado, com 50 mil profissionais.

    Naquela ocasião, os deputados da bancada governista tiveram que entrar na Assembleia dentro de um vetusto e gigante camburão policial de cor preta. Tentaram encaminhar a votação do restaurante da assembleia, pois o plenário havia sido ocupado, mas tiveram medo da reação dos manifestantes e adiaram o intento.

    Como se percebe, era questão de tempo para Richa assimilar o recuo, reorganizar a tropa, tanto a da fiel Assembleia, como a das balas, bombas e porretes, para fazer valer seu projeto que tira vários direitos do funcionalismo, como o corte de licenças de parte dos professores, o livre uso de recursos dos fundos estaduais, inclusive o do poder Judiciário, aumento da alíquota do ICMS de mais de 90 mil produtos, e mudanças no setor de previdência dos servidores, que os obrigarão a pagar um índice extra caso queiram manter seus salários integrais acima de R$ 4,6 mil.

    Captura de Tela 2015-04-30 às 10.27.05

    Antes que o leitor estranhe esse direcionamento nessa parte do texto, um pouco de história recente da política local. Em 30 de agosto de 1988, a PM reprimiu no mesmo Centro Cívico, um protesto de professores da rede estadual, no então governo de Álvaro Dias, na época no PMDB, e hoje senador filiado ao PSDB. Muitos decretaram o fim de sua carreira política, marcado pelo pisoteio da cavalaria em professores desarmados, mas Álvaro segue firme na lida.

    Tirando duas derrotas circunstanciais ao governo paranaense, contra Jaime Lerner, em 1994, a novidade política daquele ano, e Roberto Requião, em 2002, apoiado por nada menos do que o presidente Lula, o bamba da vez, Dias é o senador com mais mandatos eleitos. Ganhou, por exemplo, com ampla folga mais oito anos em 2014. Já havia sido eleito em 2006 e em 1998, portanto, depois da pancadaria de 88.

    Richa tem um destino mais incerto, mas nem por isso menos favorável. Richa encarna o antiesquerdismo visceral de boa parte do eleitorado paranaense atual. Com o tempo, como todo político, pode ser beneficiado pela diluição natural do episódio dantesco, assim como aconteceu com Álvaro Dias. A diferença é que, pelo tamanho do massacre e sua presença constante na internet (ferramente inexistente na época de Álvaro), Richa poderá passar o que resta do seu segundo mandato tentando explicar os “comos” e “por ques” de tanta violência contra profissionais da Educação.

    E mais: boa parte da população paranaense, assim como a brasileira, ainda marca sua rotina diária em frente à televisão pelo noticiário das emissoras de sinal aberto. Nesta noite, Richa pode ser beneficiado ou não pelos filtros editoriais e critérios supostamente jornalísticos (“não abusar das imagens, tem muita criança assistindo neste momento”, pode ser um deles, sim) lançados à mão por editores e cúpulas das emissoras.

    A administração de Richa enfrenta também profunda investigação sobre supostos pagamentos de propina a servidores da Receita Estadual de Londrina, no Norte do Paraná, sua cidade natal, por empresas pressionadas a se verem livres de qualquer fiscalização e cobrança dos agentes do fisco. Um dos jornalistas mais premiados do Brasil, ao investigar o caso, teve que sair da cidade, pois recebeu a informação que seria morto em falso assalto a uma churrascaria que frequentava.

    O primo de Richa, Luiz Abi, é suspeito de estar por trás de fraudes de licitação para consertos de carros do governo, assunto que o jornalista ameaçado, James Alberti, da afiliada da Globo, no Paraná, também investigava em Londrina. Abi foi preso, a pedido do Ministério Público, mas atualmente responde ao processo de suspeita de corrupção em liberdade.

    Beto Richa é filho de José Richa (morto em 2003). Richa pai teve papel de destaque na época da redemocratização, quando Tancredo Neves foi eleito presidente da República, no colégio eleitoral de janeiro de 1985. Se os militares da linha dura decidissem impedir a posse ou não reconhecessem o resultado da eleição indireta feita no Congresso Nacional, Richa pai havia se comprometido a participar de um plano para abrigar Tancredo no Paraná e resistir contra uma eventual tentativa de golpe, colocando a sua Polícia Militar, para proteger o novo presidente civil.

    Hoje, trinta anos depois, a mesma corporação, sob o desígnio de outro Richa, faz o caminho inverso, o da violência desenfreada, sem qualquer ligação com as garantias democráticas tão defendidas pelo próprio pai, como ficou explícito na tarde desse 29 de abril, marcada pelo frio e garoa que caiu no centro do poder da Capital do Paraná.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-massacre-que-curitiba-assistiu-no-29-de-abril/

  4. Odonir Oliveira

    1 de maio de 2015 8:14 am

    Imprensa investe cada vez mais na imbecilização

    Por Ângela Carrato em 28/04/2015 

     

    Recente pesquisa divulgada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro mostrou que 70% dos brasileiros não leram um livro sequer em 2014. O resultado é preocupante, especialmente se comparado a anos anteriores. Até 2012, a média de leitura do brasileiro era pequena, mas apresentava um número bem mais significativo. Esta média era de quatro livros por ano, sendo 2,1 livros lidos até o fim, segundo levantamento feito pelo Ibope Inteligência em 2011. Por que o Brasil lê tão pouco?

    O assunto não gerou nenhuma comoção nacional. Não motivou manchetes de jornais e revistas, reportagens especiais no rádio ou na TV e muito menos comentários ou editoriais indignados. Em outras palavras, pouquíssimo se falou sobre o tema, com professores e escritores repetindo as respostas de sempre: o problema se deve ao pouco investimento em estudo, à falta de vontade política e à própria cultura do povo brasileiro, mais oral do que textual.

    Vistas assim, estas explicações acabam jogando a responsabilidade no colo do governo (seja ele qual for) e das próprias pessoas, já que seria parte da “própria cultura do povo brasileiro”. Se para alguns estas “explicações” podem ser suficientes, elas estão longe de abranger o problema em toda a sua dimensão e, principalmente, de apontarem soluções eficazes.

    Além do governo e das próprias pessoas, existe outro grande responsável por este estado de coisas que nunca é lembrado: a mídia brasileira, sobretudo a mídia audiovisual comercial que pensa apenas no lucro e transforma o ouvinte/telespectador em mero número na disputa desenfreada por audiência. Nunca houve, de forma efetiva e continuada, investimento desta mídia no aprendizado e desenvolvimento de crianças, jovens e adultos. Ao contrário, investiu-se e investe-se cada vez mais na imbecilização geral.

    Em todos os países democráticos, a educação sempre foi uma das tarefas prioritárias dos meios de comunicação, ao lado de informar, entreter e prestar serviços. Tarefa reforçada pelo fato de que na Europa, a mídia audiovisual pública, comprometida os interesses da cidadania, precedeu à mídia comercial. O quê faz uma enorme diferença. Mesmo nos Estados Unidos, onde a mídia comercial prevalece, existem mais de 600 emissoras de rádios e TVs públicas que servem de parâmetro para as demais e para a própria sociedade.

    Roquette-Pinto e a “escola dos sem-escola”

    No Brasil, as primeiras experiências envolvendo o rádio e a televisão tiveram em comum a mesma pessoa: o médico, sociólogo, educador, professor e cientista carioca Edgar Roquette-Pinto. A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, por ele criada em 1923, tinha como objetivo difundir a educação e a cultura em todo o território nacional, pois entendia este veículo como “a escola de quem não tem escola”.

    A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro foi a primeira emissora na América do Sul a transmitir uma ópera completa, a apresentar um programa de teatrinho infantil, a levar ao ar cursos de português, história, inglês, física, biologia e química, além de transmitir palestras sobre assuntos do momento e tocar música brasileira com regularidade. Apesar de sua importância e do compromisso com a educação, num país tão carente de iniciativas dessa ordem, uma série de determinações do governo federal passou a complicar a vida da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

    O decreto nº 16.657 de 5 de novembro de 1924 proibiu a inserção comercial nas suas transmissões. Até aí, tudo bem, porque a emissora sobrevivia graças à mensalidade paga por seus 300 filiados. No entanto, o crescimento da radiodifusão provocou o interesse de agências de publicidade norte-americanas em relação ao mercado consumidor brasileiro. Agências que vieram para cá acompanhando as empresas dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra que aqui se instalavam. O enorme interesse das pessoas pelo rádio começou a ter efeitos também sobre os proprietários de jornais que identificaram o novo veículo como adequado para se ganhar dinheiro.

    Um desses proprietários era Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo que, já possuindo sete jornais e uma revista, o Cruzeiro, inaugura, em 1935, no Rio de Janeiro, sua primeira emissora de rádio, a Tupi. Para viabilizar seu negócio, contou com recursos de empresas como a General Eletric e de patrocinadores, entre os quais estavam quase todos os milionários cariocas e paulistas. Chateaubriand passa a pressionar – e consegue – que o governo liberasse a publicidade nestas emissoras. Depois disso, o rádio brasileiro nunca mais voltou a dar ênfase à educação, com o próprio Roquette-Pinto entregando, no ano seguinte, numa atitude inédita, sua emissora para o Ministério da Educação e Cultura (MEC). Ele não aceitava condicionar a programação aos interesses dos anunciantes e, sem outra forma para manter a rádio, uma vez que os assinantes minguavam, acreditava que nas mãos do governo ela poderia ter um futuro melhor.

    Numa triste coincidência, mais de duas décadas depois, Roquette-Pinto vai se deparar novamente com Assis Chateaubriand, desta vez nos primórdios da televisão no Brasil. Como cientista Roquette-Pinto já vinha, desde 1940, pesquisando sobre a “oitava maravilha do mundo” e dispunha de todas as condições técnicas para colocar no ar uma emissora comprometida com a educação e a cultura. Já o empresário Chateaubriand, em 1943, é apresentado à tecnologia da televisão numa visita que faz aos Estados Unidos e imediatamente percebe que ali residia uma nova fórmula para ampliar seu poder e ganhar mais dinheiro.

    Resumo da ópera: a televisão educativa sonhada e planejada por Roquette-Pinto, que já contava com o apoio e o financiamento da Prefeitura do Rio de Janeiro (então distrito federal), acabou, por pressões políticas, sendo inviabilizada, enquanto a emissora comercial de Chateaubriand foi inaugurada em 19 de setembro de 1950, em São Paulo. Ao contrário de outros países, a televisão comercial no Brasil nunca pensou seriamente em seu compromisso com a educação e menos ainda que foi e continua sendo uma das principais responsáveis pelo próprio iletramento vigente no país.

    Iletramento e alienação

    Os males do analfabetismo são conhecidos. Uma pessoa que não dispõe da “tecnologia” do ler e do escrever, não pode exercer em toda a plenitude os seus direitos de cidadão. O analfabeto é marginalizado e não tem acesso aos bens culturais das sociedades letradas. No entanto, existe, nos dias atuais, outra forma de analfabetismo tão ou mais grave, sobre a qual quase nada é dito. Trata-se do iletramento provocado pelos meios de comunicação, em especial os audiovisuais.

    No campo acadêmico, estes estudos são denominados media literacy, que em português não tem tradução direta, pois a palavra letramento não existe nos dicionários da língua portuguesa. Razão pela qual, muitos preferem referir-se ao tema como sendo educação para a mídia. Seja como for, o certo é que letramento ou educação para a mídia significa que o indivíduo precisa de uma educação especial que o habilite a entender o conteúdo da mídia e o possibilite a formular sua própria opinião sobre os assuntos abordados.

    O iletrado é o oposto disso. É o cidadão que não dispõe de recursos para compreender como a mídia funciona e, sobretudo, para relativizar o que lhe é mostrado. Até porque, a verdade/realidade para a mídia comercial, com as exceções de praxe, é quase sempre o que interessa aos seus proprietários e anunciantes.

    Na Europa e nos Estados Unidos, onde este problema há muito foi detectado, a preocupação em evitar que o iletramento leve à alienação da sociedade está se transformando em prioridade para universidades, instituições de ensino e cidadãos.  Nestes países, a mídia audiovisual é regulada e conta com o contraponto da mídia pública. Situação que torna a realidade brasileira mais grave ainda, a exigir das autoridades, dos Ministérios (Educação, Cultura e Comunicações), das escolas de ensino básico e fundamental, das universidades e dos setores mais sensíveis a esta temática um posicionamento imediato.

    Que a mídia comercial brasileira nunca teve preocupação com a elevação do nível intelectual e de informação da população é fato. O problema é que este descompromisso está aumentando e a grande maioria não se dá conta disso. Quando se pensa em educação da população brasileira, pensa-se como há 50 ou 100 anos, quando a tarefa era função primordial da família, das igrejas e da escola. Hoje não é mais.

    Midiotas

    A mídia, em especial a televisão, transformou-se na arena por excelência do espaço público brasileiro. Presente em 98% dos lares, ela é também o principal meio de que dispõe a população para se informar e para entender o mundo em que vive.  Quando a televisão deixa de lado esta tarefa e passa a mostrar uma realidade que não condiz com os fatos, não é preciso muito esforço para se avaliar os problemas daí decorrentes.

    As novas tecnologias da comunicação, em especial a internet 2.0 com suas redes sociais, tem contribuído para minimizar os efeitos deseducativos da mídia comercial. Mas no Brasil, infelizmente, ainda se está longe de uma universalização do acesso a estas redes, o quê mantem e aprofunda a gravidade do quadro, em que a redução da leitura é apenas uma das pontas do iceberg.

    Em outras palavras, fica mais fácil entender como diria o saudoso Stanislaw Ponte Preta, o febeapá dos dias atuais, com “indignados” reivindicando “intervenção militar constitucional” ou tendo como palavras de ordens difusos xingamentos e palavrões contra o governo. Os telejornais brasileiros (Jornal Nacional à frente) são os principais responsáveis pela desinformação que permeia a sociedade brasileira, pois ao mostrarem diariamente, sem qualquer contextualização e espaço para o contraditório, problemas diversos envolvendo, por exemplo, corrupção, acabam levando a população a acreditar que ela começou agora e é o inimigo número 1 do Brasil.

    Mais ainda, a mídia tem sido, no Brasil, fonte de “soluções” conservadoras e reacionárias. Basta pensar nos Big Brothers, nos programas de auditório, com suas competições e jurados duvidosos, e nos programas policialescos, com o permanente estímulo ao se fazer “justiça com as próprias mãos”. Daí, não causar surpresa, que no início do século 21, existam aqui tantas pessoas acreditando que “vencer na vida é questão de puro mérito pessoal”, outras tantas pensando que “homossexualismo é doença”, e um contingente cada dia maior disposto a apoiar a redução da maioridade penal, como solução para a criminalidade.

    Mesmo quando a televisão, através de algumas telenovelas, tenta abordar temas tabus (a exemplo do homossexualismo feminino) o faz de uma forma descontextualizada que passa longe de conseguir aprofundar, efetivamente, a questão. Isto porque esta temática, por exemplo, está ausente de outros programas de sua grade, sem falar que é apresentada para a população sem mediações. Situação que mostra como fazem falta, aqui, programas educativos como os da British Broadcasting Corporation (BBC), a TV Pública Inglesa, ou da Public Broadcasting System (PBS), a TV Pública norte-americana, ou mesmo da TV Nacional, a TV Pública argentina, em que estas e tantas outras temáticas são discutidas e aprofundadas através de documentários, mesas-redondas e até mesmo reality shows. Só que reality shows completamente diferentes dos que conhecemos.

    A título de exemplo, um dos realities shows de maior sucesso na BBC, até recentemente, envolvia personalidades e gente comum e suas críticas ao consumismo e aos produtos nocivos e sem interesse para a comunidade. Uma celebridade ou uma pessoa simples jogar na fogueira um determinado refrigerante ou posicionar-se contra um novo modelo de celular é quase impensável no Brasil. Mas na Inglaterra, não.

    Os debates presidenciais nos Estados Unidos são realizados e conduzidos pela PBS e seria inaceitável para a maioria da população que eles acontecessem nas emissoras comerciais e com regras impostas por elas, como se dá no Brasil. Mais ainda: na Argentina, a população tem na TV Nacional o contraponto à cobertura partidarizada que a mídia comercial faz de questões desde responsabilidades por violações aos direitos humanos e torturas durante o período de ditadura militar até recentes convênios de cooperação técnico-científica, assinados pela presidente Cristina Kirchner em viagens à China e à Rússia.

    Enquanto isso, aqui no Brasil, a mídia comercial, numa unanimidade que Nelson Rodrigues já sabia ser burra, continua promovendo e contribuindo para o iletramento da população. Ou, como já bem definiu Luciano Martins Costa (aqui neste Observatório) para que no lugar de cidadãos tenhamos, cada vez mais, midiotas. Voltarei ao assunto.

    ***

    Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Este artigo foi publicado no blog Estação Liberdade

    http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-debates/imprensa-investe-cada-vez-mais-na-imbecilizacao/

  5. superperplexo

    1 de maio de 2015 10:37 am

    INTELECTUAL BRASILEIRO: MENTALIDADE DE 3º MUNDO

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/217847-intelectual-brasileiro-tem-mentalidade-de-3-mundo.shtml

    FOLHA, 1/5/15

    ENTREVISTA – DOMENICO DE MASI

    INTELECTUAL BRASILEIRO TEM MENTALIDADE DE 3º MUNDO

    Sociólogo italiano, que concluiu pesquisa sobre visões do Brasil em 2015, afirma que Dilma sofre “vendeta neoliberal”

    Se trabalho é vida e vida é trabalho, o sociólogo italiano Domenico De Masi, 77, que estuda atividades produtivas na era pós-industrial, paradoxalmente reitera como solução para o crescente desemprego no mundo a antiga reivindicação dos proletários: redução das jornadas.

    O professor da Universidade La Sapienza, em Roma, celebrizou-se por conceitos como “ócio criativo” (aliar trabalho, estudo e lazer a um só tempo) e “teletrabalho” (produção à distância facilitada por meios tecnológicos).

    Fã do Brasil e da cultura brasileira, que já destacou como “exemplo” de produção criativa, De Masi esteve em São Paulo para um ciclo de palestras intitulado “Utopia e Realidade: trabalho produtivo e qualidade de vida”.

    Em entrevista à Folha, ele diz que os brasileiros têm complexo de vira-latas: o país coleciona posições de Primeiro Mundo, mas seus intelectuais só conseguem deixar de enxergar o país como Terceiro Mundo quando confrontados com dados. Leia a seguir.

    Folha – Suas teorias sobre ócio criativo e redução das jornadas de trabalho são, em geral, encaradas como utopia. Essas ideias podem ser aplicadas?

    Domenico de Masi – À medida que a tecnologia avança, engole postos de trabalho nas mais diversas áreas. Mas suplanta principalmente os trabalhos executivos, físicos ou intelectuais, que são 77% das atividades laborais do mundo, restando os trabalhos criativos, que correspondem a 33%.

    É como se tivéssemos uma mesma torta para dividir por um número crescente de pessoas. O que fazer? Dividi-la em pedacinhos menores para que todos possam comer. Assim funciona com o trabalho. Precisamos reduzir as jornadas de trabalho para que todos possam trabalhar.

    Mas não se pode esperar que os setores produtivos estejam dispostos a reduzir jornadas para ter mais funcionários…

    Não. Empresas são organizações conservadoras. Olham para trabalho como se fosse a era industrial. Só que apenas 33% da atividade produtiva hoje é braçal, o restante é trabalho intelectual.

    Para produzir cem automóveis, antes eram necessárias cem horas. Se hoje são necessárias 50 horas, ou o total de empregados trabalha metade do tempo de antes ou teremos metade dos funcionários. Os que ficarem sem trabalho não poderão mais consumir. E, se não puderem consumir, para quem vou produzir tantos automóveis? A conta não fecha.

    É esse o motor de muitas das crises econômicas?

    Não. Crise é algo transitório. Isso é uma reestruturação mundial da riqueza.

    Na Itália, dez pessoas têm a mesma riqueza de 6 milhões. No mundo, 85 pessoas, incluindo 12 brasileiros, têm a riqueza de 3,5 milhões de pessoas. Esses 85 bilionários podem ter duas, três, dez Ferraris, mas não vão comprar 3,5 milhões de calças, vestidos e sapatos. O consumo cai, a produção cai junto.

    Como mudar essa reestruturação da riqueza?

    Pagando impostos –e impostos altos. Na verdade, a maioria das 85 pessoas mais ricas do mundo é formada por ladrões de impostos. Eles sonegam impostos e, quando pagam, o fazem na Holanda, onde são mais baixos.

    São pessoas que financiam campanhas eleitorais em barganha por leis que os favoreçam. E isso alimenta o ciclo da desigualdade.

    Trata-se de uma luta de classes às avessas?

    É uma vendeta. O neoliberalismo da era Thatcher inverteu as coisas: a luta de classes dos pobres contra os ricos se tornou a luta dos ricos contra os pobres.

    Isso ocorre no Brasil também. Os oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso adotaram uma política social-liberal, estabilizaram a economia e iniciaram uma política social. Os oito anos de Lula redistribuíram parte da riqueza que FHC criou, com uma política social-democrata, que permitiu a muitos brasileiros ascenderem.

    Hoje, Dilma é vítima de uma vingança neoliberal. Aécio Neves (PSDB) perdeu as eleições, e o movimento neoliberal se voltou contra Dilma, que não é pior que outros presidentes. A corrupção sempre existiu no país. O Brasil tem mil outros problemas para resolver… Há um grande desencontro entre o Brasil real e o Brasil intelectual.

    Que desencontro é esse?

    O Brasil tem uma taxa de desemprego que é um terço da italiana ou metade da norte-americana…

    Mas espera-se um aumento…                                                         

    No Brasil é assim: se algo vai mal, vai mal; se algo vai bem, no futuro vai piorar (risos). Esse é um pensamento típico dos brasileiros. Confrontadas com a realidade, essas ideias não param de pé.

    Terminei uma pesquisa com 11 intelectuais brasileiros sobre como estará o Brasil em 2025. Grande parte desses intelectuais é pessimista.

    O PIB brasileiro é o sétimo do mundo, à frente da Itália e da Inglaterra. O Brasil está em quinto em produção industrial. Está em terceiro lugar em acesso à internet, atrás dos EUA e da Suécia. Ou seja, o Brasil ocupa posições de Primeiro Mundo, mas os brasileiros ainda se enxergam como Terceiro Mundo.

    Quando esses mesmos intelectuais foram confrontados com dados reais, eles se mostram mais otimistas do que quando discutiram entre si. Os brasileiros têm complexo de vira-lata.

    RAIO-X DOMENICO DE MASI

    Nascimento

    – Rotello (Itália) em 1º de fevereiro de 1938

    Formação

    – Em direito pela Universidade de Perugia (Itália)

    – Especialização em sociologia do trabalho em Paris

    Principais obras

    – “Desenvolvimento Sem Trabalho” (1999)

    – “Ócio Criativo” (2000)

    – “O Futuro do Trabalho” (2001)

    Atividade acadêmica

    – Universidade de Nápoles

    – Professor de sociologia do trabalho na Universidade de Roma La Sapienza

    – Fundou e dirigiu a escola S3.Studium

     

  6. LACosta

    1 de maio de 2015 1:47 pm

    O Patrimônio artístico de Minas Gerais

    http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/05/01/interna_gerais,643006/outra-reliquia-volta-a-minas.shtml

    Obra do século 18 que estava em São Paulo vai para museu em Minas

    Verônica, obra do século 18 que pertencia à matriz de Lavras, no Sul do estado, e estava no Museu de Arte de São Paulo, será reintegrada ao patrimônio mineiro pela instituição

     

    Quadro foi mandado ao Masp na década de 1950. Negociações para devolução começaram em 2009

    Retorno da história, da beleza e, principalmente, de parte da riqueza do patrimônio mineiro. O Museu de Arte de São Paulo (Masp), uma das mais importantes instituições culturais do país, vai devolver o quadro Verônica, do século 18, com 1,20m de altura por 60cm de largura, de autor desconhecido, pertencente à Matriz de Nossa Senhora do Rosário, de Lavras, na Região Sul do estado. A informação foi divulgada ontem pela direção do museu localizado na capital paulista, que acrescentou só faltar agora acertar detalhes sobre a transferência da peça para o Museu de Arte Sacra de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, onde ficará por questão de de segurança.

    “É um fato histórico e, até onde sabemos, inédito no país, pois se trata de um museu devolvendo uma peça que estava no seu acervo. Já fomos informados de que o quadro está à disposição para entrega e transporte. Essa etapa deverá ser muito cuidadosa, diante das condições da obra”, afirma o coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC).

    O retorno está dentro de um contexto internacional referente à procedência ilícita de bens culturais. “Os museus têm um código de ética e o Masp agiu corretamente”, afirmou Marcos Paulo, certo de que o caso vai abrir precedentes e nortear iniciativas semelhantes. Há exatamente um ano, o Estado de Minas contou a trajetória de Verônica e os entendimentos entre a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas e advogados da instituição paulista. Na época, um dos maiores entraves era a segurança da igreja de Lavras, tombada pelo Iphan em 2 de setembro de 1948.


     

    TRAJETÓRIA O quadro Verônica, há 12 anos no acervo do Masp, tem uma trajetória que começa no fim da década de 1950, quando um estudante do Instituto Gammon, tradicional escola de Lavras, o encontrou na Igreja de Santana, na comunidade do Funil. Certo de que o templo não oferecia condições de segurança, ele doou a tela ao Masp, quando já era um músico de renome nos EUA. A partir de denúncias de moradores de Lavras, o CPPC/MG iniciou negociações com o Masp, em 2009, até conseguir a devolução. Conforme o Conselho Internacional de Museus (Icom), peças encontradas no acervo de um museu que têm origem ilícita devem ser devolvidas, disse Marcos Paulo.

    1. LACosta

      1 de maio de 2015 7:49 pm

      A versão do Jornal de Lavras

      Masp vai devolver para Minas Gerais quadro sacro levado de Lavras

      Uma obra de arte de 259 anos, que foi levada da Igreja do Rosário na década de 50 para o Masp, será devolvida por decisão do MP

      O Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) manifestou hoje, quinta-feira, dia 30, sobre uma decisão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a respeito de uma pintura de 1756, um quadro de Verônica, de pouco mais de um metro por sessenta centímetros, que foi tirado da igreja do Rosário e doado ao Masp na década de 50. A data da devolução e a logística para o transporte ainda serão discutidos.

      Um estudante do Instituto Gammon, William Daghlian, no final da década de 50, encontrou o quadro jogado num canto da igreja e coberto por uma pilha de tijolos e madeira. Ele viu que não havia segurança e nem condições da permanência do quadro naquele templo, então ele pegou o quadro de autor desconhecido, com o consentimento de uma vigia da igreja, e doou a tela ao Masp, quando já era um músico de renome nos EUA. A partir de denúncias de moradores de Lavras, promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC/MPMG) iniciou negociações com o museu em 2009 para devolução da tela.

      Hoje William é acusado de ter roubado a tela, o que não é verdade, já que a história é conhecida em Lavras. William é músico famoso nos Estados Unidos e quando soube da decisão do MP, disse que isso é “fanatismo de província”, se referindo aos lavrenses que o acusaram de ter roubado a obra.

      O Masp foi notificado e se prontificou em devolver a obra. Porém, ainda discute como será feito o transporte da peça e, ainda, quem vai arcar com os custos do serviço. A data da devolução só será acertada quando esses detalhes forem acertados. Considerando que Lavras não tem estrutura para receber a obra, ela será levada para o Museu de Arte Sacra de São João del-Rei, onde já existe outra obra que pertenceu a igreja do Rosário, uma réplica da mortalha que cobriu o corpo de Cristo no Sepulcro, uma pintura de frente e verso.

       

      http://www.jornaldelavras.com.br/index.php?p=10&tc=4&c=10746&catn=1

      1. LACosta

        1 de maio de 2015 8:14 pm

        Olha o armênio

        Nassif,

         

        Fui pesquisar o nome citado como “portador” do quadro sem autor definido “encontrado” na Igreja do Rosário e veja que esse Senhor desde os anos 50 era “interessado” em “proteger” obras de artes. Valeria um título: Tudo começou em Lavras.

         

        http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/12/pianista-brasileiro-doa-obras-e-objetos-chineses-para-universidade-dos-eua.html

         

        Edição do dia 16/12/2014

        16/12/2014 14p7 – Atualizado em 16/12/2014 14p7

        Pianista brasileiro doa obras e objetos chineses para universidade dos EUA

        Entre as peças estão relíquias de cinco mil anos antes de Cristo. 
        Ao longo de 40 anos, o pianista montou uma coleção de 1,6 mil peças

        Um pianista brasileiro, que vive nos Estados Unidos, doou uma coleção milionária de obras e objetos chineses para uma universidade americana. Entre as peças de William Daghlian há relíquias de cinco mil anos antes de Cristo, como uma garrafa d’água em forma de barco.

        William Daghlian construiu uma carreira como professor de piano em Nova York. Com o dinheiro que economizou, o brasileiro foi alimentando uma outra paixão: a arte chinesa. “Nós no mundo Ocidental pensamos em termos de dez anos, ter lucro imediato. Os chineses pensam no longo prazo”, diz.

  7. Pedro Penido dos Anjos

    1 de maio de 2015 1:53 pm

    Bovespa: Petrobras fecha

    Bovespa: Petrobras fecha abril com ganho de R$ 53 bi

    :

    Mesmo sob a mira de ataques diários por parte de líderes da oposição e da imprensa, a estatal do petróleo, junto com a CSN, foi a empresa que mais se valorizou em abril na Bovespa; as ações ON da Petrobras fecharam o mês com ganhos de 48,75%, cotadas a R$ 14,25, enquanto as PN dispararam 34,12%, para R$ 13,05; com isso, a empresa fecha abril com um ganho de R$ 53,36 bilhões de valor de mercado; noticiário ao longo do mês foi principalmente em torno da expectativa da divulgação do balanço de 2014, que apontou prejuízo de R$ 21,6 bilhões; também ajudaram os papéis informações sobre desinvestimentos da companhia, como a possível venda da participação na Braskem

    30 de Abril de 2015 às 18:59  – 247

     

     

    Por Rodrigo Tolotti Umpieres

    SÃO PAULO – O Ibovespa encerra o mês de abril com forte alta de 9,93%, aos 56.229 pontos e muito deste desempenho se deve à valorização de duas das maiores empresas da Bolsa: a Petrobras e a Vale, que figuraram entre os maiores ganhos do período, subindo pelo menos 30%. Dos 68 papéis do índice, 12 encerraram abril com alta de mais de 20%, enquanto 7 ativos caíram mais de 5%, sendo que a maior queda foi de 19,59%.

    Para surpresa de muitos – ou não -, as duas empresas que mais se valorizaram em abril foram a Petrobras (PETR3; PETR4) e a CSN (CSNA3), que há tempos têm exigido cautela dos investidores e meio a tantos problemas. No caso da estatal, desde o início do mês o que impulsionou as ações foi o aumento da expectativa pela divulgação do resultado, que teve início com uma série de rumores e ganhou mais força após a companhia confirmar que iria finalmente apresentar seu balanço.

    No noticiário da companhia, além do desenrolar das investigações da Lava Jato, informações sobre desinvestimentos também ajudaram os papéis, como a possível venda da participação que ela detém na Braskem, controlada pela estatal em conjunto com a Odebrecht, como parte do plano de desinvestimentos da ordem de US$ 13,7 bilhões.

    Tudo isso até a companhia realmente divulgar seu balanço no dia 22, tirando um peso das costas e ajudando a “destravar” um pouco as ações. A estatal teve um prejuízo de R$ 21,6 bilhões no ano passado, segundo balanço auditado, após contabilizar perdas de R$ 6,2 bilhões por corrupção e reduzir em mais de R$ 44 bilhões o valor de seus ativos. Este foi o primeiro prejuízo da companhia desde 1991.

    Com a combinação de fatores positivos, que não chegaram a mudar os fundamentos da empresa, mas aliviaram o cenário, as ações ON da estatal fecharam o mês com ganhos de 48,75%, cotadas a R$ 14,25, enquanto as PN dispararam 34,12%, para R$ 13,05. Com isso, a Petrobras fecha abril com um ganho de R$ 53,36 bilhões de valor de mercado.

    CSN e Vale Juntas com a Petrobras, CSN (CSNA3, R$ 8,07, +48,62%) e Vale (VALE3, R$ 22,65, +30,44%; VALE5, R$ 18,15, +22,10%) completam o time das maiores altas do mês. Basicamente o que impulsionou os ativos das duas empresas foi uma retomada do minério de ferro, que chegou a subir mais de 20% em abril. Como principal produto dos negócios de ambas companhias, uma valorização da commodity acaba sendo de grande benefício para elas.

    Neste ambiente, duas recentes notícias ajudaram a impulsionar o minério. A primeira foi o anúncio do banco central da China, no dia 19, cortando a quantia que os bancos devem manter como reservas, acrescentando mais liquidez à segunda maior economia do mundo para ajudar a incentivar empréstimos bancários e combater a desaceleração do crescimento.  O Banco Popular da China abaixou a proporção de requisição de reserva (RRR) para todos os bancos em 100 pontos básicos para 18,5%.

    Aliado a isso, uma das maiores produtoras de minério do mundo, a BHP Billinton, que era uma das responsáveis pela queda do minério por culpa de uma mudança de estratégia de mercado, agora também ajudou a elevar o preço dos papéis. Na semana passada, a mineradora anunciou que adiará seus investimentos relativos a produção de minério de ferro. “Trata-se de uma indicação importante para mercado. Os principais produtores do mundo estão reduzindo seus investimentos. Isso pode fazer com que o preço do minério de ferro volte a subir”, disse o analista de investimento da Elite Corretora, Alexandre de Macedo Marques Filho.

    No noticiário individual de cada companhia, destaque para a “novela Usiminas”, que envolve a CSN – que é uma das principais minoritárias da companhia. Nas últimas semanas, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu que a operação de compra da participação da Previ na Usiminas pela Ternium, anunciada em outubro, disparou a obrigação de OPA pelas ações ordinárias da siderúrgica brasileira. A Ternium anunciou em outubro a compra de ações, em uma operação de R$ 616,7 milhões e que envolveu 51,5 milhões de papéis.

    A  Ternium  disse que vai interpor recurso contra entendimento da CVM sobre a obrigatoriedade de que a companhia realize oferta pública de aquisição de ações da Usiminas. “Reafirmamos nossa absoluta convicção no entendimento manifestado em 2 de outubro de 2014, no sentido de que a referida aquisição de ações não enseja a obrigação de realizar uma OPA”, acrescentou.

    Já para a Vale, importante destacar seu resultado do primeiro trimestre, divulgado nesta quinta, com a companhia reportando um prejuízo de R$ 9,5 bilhões. Como o prejuízo se deveu, basicamente, ao impacto não caixa da depreciação do real, que gerou uma despesa financeira líquida de US$ 4,5 bilhões, e a receita impactada pela queda nos preços das commodities, o mercado preferiu se atentar mais às falas do presidente da mineradora, Murilo Ferreira, que reforçou mais cortes de custos, além do enxugamento de custos já registrado no primeiro trimestre.

    Despesas com vendas, gerais e administrativas foram reduzidas em 30%, com pesquisa e desenvolvimento em 17%. Durante a teleconferência sobre o balanço, Ferreira destacou ainda que considera vender mais ativos. Isso levou os ativos da mineradora a fecharem o pregão com fortes ganhos de 7%.

    Maiores quedas Na ponta oposta do Ibovespa, o destaque ficou com a BR Properties (BRPR3, R$ 10,51, -19,59%), que após disparar no mês passado com notícias sobre sua OPA, desta vez afundou com um cenário que começa a se tornar obscuro e que pode resultar no cancelamento da oferta por parte do BTG Pactual, segundo informações do Valor Econômico.  A Superintendência de Relações com Investidores Institucionais da CVM pediu que seja realizada assembleia geral dos cotistas do BC Fund para deliberar sobre a participação na OPA.

    A recuada do dólar também foi fator importante para alguns papéis, caso da Fibria (FIBR3, R$ 42,25, -6,53%) e da Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 9,84, -8,97%). No caso da companhia de papel e celulose, por ter grande parte de seu negócio focado na exportação, em um ambiente onde a moeda americana cai quase 6% como foi em abril, seus negócios também são prejudicados.

    Já para a Gerdau, a questão envolve o fato da companhia ter boa parte de seus negócios no mercado norte-americano, ou seja, com receita em dólar. Como a moeda se desvalorizou, os ganhos da companhia também são reduzidos. Por conta deste perfil, a Gerdau já havia se descolado das outras siderúrgicas, subindo bem nos últimos meses, o que acabou resultando em uma queda bem mais forte em abril.

      

     

  8. veras

    1 de maio de 2015 2:50 pm

    Quem ficou sabendo disso!
    29.04.2015 / 17:47

    Copa do Mundo rende prêmio ao governo Dilma Rousseff

     

    Em meio ao noticiário negativo de crises econômicas e política, um alento para a Secretaria de Comunicação Social de Dilma Rousseff. O trabalho da Secom durante a Copa do Mundo de 2014 foi premiado nesta quarta-feira com o​ PRWeek 2015 Global Awards em Londres. O case de relações públicas apresentado venceu por ter dado todo o apoio necessário à mídia antes e durante o evento, mas também por ter mostrado o Brasil como um país diverso, sustentável e em desenvolvimento . (Por Paula Bonelli)

    http://glamurama.uol.com.br/copa-do-mundo-rende-premio-ao-governo-dilma-rousseff/

     

  9. Paulo F.

    1 de maio de 2015 6:24 pm

    A tradição do desfile de 1º de maio em Moscou

    http://www.theguardian.com/world/2014/may/01/moscow-may-day-parade-red-square

  10. André Paulistano

    1 de maio de 2015 8:21 pm

    Exemplo a todos os petistas!

    Elite deve acender vela e agradecer meu trabalho e de Dilma no governo, diz Lula

    Por Ana Flávia Oliveira – iG São Paulo |

    01/05/2015 15:48- Atualizada às 01/05/2015 16:39

     

    Ex-presidente ressaltou não ser candidato a nada, mas se mostrou “pronto para briga” e disse que não vai “baixar a crista e o rabo” para elite e para imprensa

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (1º), durante o ato da CUT (Central Única dos Trabalhadores), no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo, que a elite brasileira deveria acende uma vela para agradecer sua passagem pelo governo.  

    “Eu sou um cidadão quase que aposentado. Mas o que me deixa inquieto é o medo que a elite brasileira tem de que eu volte à Presidência da República. É um medo inexplicável, porque nunca eles (empresários, banqueiros e trabalhadores) ganharam tanto dinheiro na vida como ganharam no meu governo. Eles deveriam todo dia agradecer e acender uma vela para minha passagem e a da Dilma pelo governo”, disse Lula. 

    Segundo ele, nos 12 anos de governo do PT (Partido dos Trabalhadores), o salário mínimo se manteve valorizado.

    O ex-presidente também criticou a imprensa brasileira, principalmente as revistas “Época” e “Veja”, que segundo ele fazem “insinuações” de que ele possa estar envolvido no esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. Na edição desta semana, a revista “Época” diz que o Ministério Público está investigando o ex-presidente por tráfico internacional de influência.  

    “Aí vem essas revistas brasileiras, que são um lixo, não valem nada. Eu certamente serei criticado por estar sendo agressivo, mas queria dizer olhando na cara da imprensa: pegue todos os jornalistas da “Veja”, da “Época”, enfie um dentro do outro que não dá 10% da minha honestidade”.  

    Na sequencia, ele ressaltou que não é candidato a nada, mas diz que não vai fugir da “briga”.  

    “Se alguém achar que eu vou baixar meu rabo e minha crista por conta de insinuação, eu não vou baixar meu rabo. Eu estou quietinho no meu lugar. Estão me chamando pra briga. Eu sou bom de briga. Eu volto pra essa briga. Não tenho intenção de ser candidato a nada, mas eu tenho intenção de brigar”, disse ele.  

    Lula também fez um discurso em defesa da presidente Dilma Rousseff (PT), sua sucessora no governo e alvo de pedidos de impeachment. 

    “Se mexer com a Dilma, não vai mexer só com uma pessoa, mas com milhões de brasileiros. Ela foi eleita para mais quatro anos e daqui quatro anos estaremos aqui comemorando o êxito do governo dela”, afirmou.  

    Alinhado com a pauta dos movimentos sindicais, que incluem além da CUT, a Intersindical e a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), Lula também criticou a PL 4330, que regulamenta as terceirizações. 

    Ato pelo 1º de Maio, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou ação ecumênica em defesa dos direitos dos trabalhadores. Foto: Ana Flávia Oliveira Lula atacou a imprensa e a elite brasileira durante discurso . Foto: Ana Flávia OliveiraEncontro começou por volta das 10p0 desta sexta-feira (1) no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com a apresentação do coral Cristolândia. Foto: Ana Flávia OliveiraElite deve acender vela e agradecer meu trabalho e de Dilma no governo, diz Lula
. Foto: Ana Flávia OliveiraElite deve acender vela e agradecer meu trabalho e de Dilma no governo, diz Lula
. Foto: Ana Flávia OliveiraElite deve acender vela e agradecer meu trabalho e de Dilma no governo, diz Lula
. Foto: Ana Flávia OliveiraEmerson Marciano, 34 anos, Denise de Almeida, 25, e os filhos. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloCUT 1 de Maio em São Paulo SP 2015. Foto: Ana Flávia Oliveira / iG São PauloCUT 1 de Maio em São Paulo SP 2015. Foto: Ana Flávia Oliveira / iG São PauloCUT primeiro de maio . Foto: Roberto Parizotti/ CUTCUT primeiro de maio . Foto: Roberto Parizotti/ CUTCUT primeiro de maio . Foto: Roberto Parizotti/ CUT  Ato pelo 1º de Maio, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou ação ecumênica em defesa dos direitos dos trabalhadores. Foto: Ana Flávia Oliveira1/12close

     

    Terceirizações e Redução da Maioridade Penal

    Alinhado com a pauta dos movimentos sindicais, que incluem além da CUT, a Intersindical e a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), Lula também criticou a PL 4330, que regulamenta as terceirizações. Citando estudo encomendado pela CUT ao Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), ele afirmou que a remuneração do trabalhador terceirizado é 24,7% menor que do trabalhador direto, que a rotatividade é maior em empresa terceirizadas é o dobro e que os acidentes e mortes de trabalhadores são maiores quando a empresa é terceirizada. 

    O ex-presidente criticou também a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) 171/93, que prevê a diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos. “A redução da maioridade penal é um tema caro. E não é ser de direita ou de esquerda porque nem os militares ousaram reduzir. Mas parte da elite conservadora acha que vai resolver o problema colocando moleque de 15 anos na cadeia. Qual o crime que o Estado comete ao não dar oportunidade. Como punir a juventude que não teve oportunidade de estudar”, disse. 

    “Se a gente permitir [que a redução da maioridade penal seja aprovada] estaremos cometendo um crime, punindo inocentes e deixando os culpados soltos comemorando a vitória”.

     

Recomendados para você

Recomendados