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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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18 Comentários
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  1. Romulo Cabral de Sá

    27 de dezembro de 2013 2:38 am

    Campos muda sotaque

    Campos muda sotaque nordestino para conquistar votos no Sul e Sudeste

    Fonoaudiólogos constatam que governador de PE alterou fala, mas assessores negam mudança.

     

    Fonte: http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/campos-muda-sotaque-nordestino-para-conquistar-votos-no-sul-e-sudeste-08122013

  2. Webster Franklin

    27 de dezembro de 2013 6:11 am

    A vez dos amigos do povo

    Carta Maior

     

    27/12/2013 

    A vez dos amigos do povo

    Quando os amigos do povo convocam as ruas é porque as instituições já não bastam para assegurar o poder do conservadorismo.

    por: Saul Leblon

     

     

    Arquivo

     

    A hora dos amigos do povo

    O conservadorismo brasileiro percorreu todo um alfabeto de alternativas ao longo de 2013 até se convencer de que, isoladamente, nenhuma das vogais ou consoantes lhe daria o que procura.

    O caminho da volta ao poder.

    A rua emerge como a derradeira aposta de quem, sucessivamente, ancorou o seu futuro no julgamento da AP 470, na explosão da inflação, no apagão  das hidrelétricas, no abismo fiscal e, ainda há pouco, na hecatombe decorrente da redução da liquidez nos EUA.

    Cada uma dessas alternativas, mesmo sem deixar de impor constrangimentos objetivos ao país e ao governo,  mostrou-se incapaz de destruir  o contrapeso  de acertos e conquistas acumulados ao longo dos últimos 12 anos. 

    A irrupção de protestos em plena Copa do mundo tornou-se assim a nova bala de prata acalentada por aqueles que, corretamente, ressentem-se de um amalgama capaz de injetar torque e dinamismo  ao acerto de contas que buscam com a agenda progressista brasileira.

    Não se espere  passividade a partir dessa avaliação.

    Está em curso o vale tudo  para mobilizar uma classe média eterna aspirante a elite, ademais de segmentos que consideram indiferente ter na chefia da nação  Dilma,  Aécio  ou Campos. 

    Juntos eles compõem o novo rosto da velha agenda banqueira.

    Importa reter desse mutirão  aquilo que ele informa sobre a singularidade da campanha eleitoral de 2014.

    Junho de 2013 encerra lições nesse sentido.

    Delas,  o conservadorismo tem a pretensão de  ser o aprendiz mais aplicado na prova de fogo que se avizinha.

    Apostar a reeleição de Dilma em uma estratégia essencialmente publicitária, como tem objetado Carta Maior, pode reduzir  a campanha progressista  a um sino de veludo, diante dos decibéis convocados, manipulados  e magnificados pela estridência  do carrilhão  midiático.

    O que se desenha para 2014 está mais próximo de um  2002 radicalizado, do que  daquilo  que se assistiu nas disputas de 2006 e 2010.

    Mobilizações de massa  não são a primeira escolha de elites mais afeitas a golpes e arranjos de  cúpula.

    Seu medo atávico às ruas remonta às revoluções burguesas do século XVIII, sendo a contrarrevolução  francesa um exemplo clássico do empenho em resgatar o poder  para a segurança de um diretório armado, se preciso.

    As reticências empalidecem, no entanto, em momentos  da história  em que a rua é o que de mais palpável  se apresenta à regeneração de um domínio  conservador espremido em uma correlação de forças que ameaça escapar ao seu controle.

    Hoje, não por acaso, o chão firme  desses interesses no país se equilibra  em duas hipertrofias insustentáveis: a do judiciário e a da mídia.

    A campanha do PT  em 2014 não pode hesitar diante dessa mistura de esgotamento  e desespero.

    Se o conservadorismo  se inclina  às ruas , a resposta progressista  não pode ser a defesa retrógada de instituições ultrapassadas pelo avanço da sociedade.

    Instituições não são neutras.

    Elas cristalizam  uma correlação de forças de um dado momento  histórico.

    A representação da  sociedade  no atual sistema político  –a exemplo de seu ordenamento de mídia,  já não expressa o aggiornamento ecumênico  verificado na correlação de forças nos últimos anos.

    É justamente a urgência dessas atualizações institucionais  que a agenda petista deveria incorporar à campanha eleitoral de 2014.

    Não como recurso ornamental de um cuore publicitário.

    Mas como diretrizes efetivas de mobilização e engajamento político de amplos setores  em torno da candidatura Dilma.

    Não se trata de criar uma antídoto  às ruas.

    Mas de levar às ruas uma referência efetiva de renovação histórica, em resposta  a expectativas, sistematicamente  fraudadas,  pela  cepa dos que hoje se fantasiam de amigos do povo.  

    Se eles convocam as ruas é porque o extraordinário bate à porta.

    E quando o extraordinário acontece  não bastam as receitas da rotina.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/A-vez-dos-amigos-do-povo/29887

     

  3. Orlando Fogaça Filho

    27 de dezembro de 2013 8:05 am

    Hildegard Angel

    http://www.hildegardangel.com.br/?p=32320

    A “audácia” de Hildegard Angel

    dezembro 26, 2013 – Slider5 comments

    11 Hilde 26 12 O fascismo se expande hoje nas mídias sociais, forte e feioso como um espinheiro contorcido, que vai se estendendo, engrossando o tronco, ampliando os ramos, envolvendo incautos, os jovens principalmente, e sufocando os argumentos que surgem, com seu modo truculento de ser.

    Para isso, utiliza-se de falsas informações, distorções de fatos, episódios, números e estatísticas, da História recente e da remota, sem o menor pudor ou comprometimento com a verdade, a não ser com seu compromisso de dar conta de um Projeto.

    Sim, um Projeto moldado na mesma forma que produziu 1964, que, os minimamente informados sabem, foi fruto de um bem urdido plano, levando uma fatia da população brasileira, a crédula classe média, a um processo de coletiva histeria, de programado pânico, no receio de que o país fosse invadido por malvados de um fictício Exército Vermelho, que lhes tomaria os bens e as casas, mataria suas criancinhas, lhes tiraria a liberdade de ir, vir e até a de escolher.

    Assim, a chamada elite, que na época formava opinião sobre a classe média mais baixa e mantinha um “cabresto de opinião” sobre seus assalariados, foi às ruas com as marchas católicas engrossadas pelos seus serviçais ao lado das bem intencionadas madames.

    Elas mais tarde muito se arrependeram, ao constatar o quanto contribuíram para mergulhar o país nos horrores de maldades medievais.

    Agora, os mesmos coroados, arquitetos de tudo aquilo, voltam a agir da mesma forma e reescrevem aquele conto de horror, fazendo do mocinho bandido e do bandido mocinho, de seu jeito, pois a História, meus amores, é contada pelos vencedores. E eles venceram. Eles sempre vencem.

    Sim, leitores, compreendo quando me chamam de “esquerdista retardatária” ou coisa parecida. Esse meu impulso, certamente tardio, eu até diria sabiamente tardio, preservou-me a vida para hoje falar, quando tantos agora se calam; para agir e atuar pela campanha de Dilma, nos primórdios do primeiro turno, quando todos se escondiam, desviavam os olhos, eram reticentes, não declaravam votos, não atendiam aos telefonemas, não aceitavam convites.

    Essa minha coragem, como alguns denominam, de apoiar José Dirceu, que de fato sequer meu amigo era, e de me aprofundar nos meandros da AP 470, a ponto de concluir que não se trata de “mensalão”, conforme a mídia a rotula, mas de “mentirão – royalties para mim, em pronunciamento na ABI – eu, a tímida, medrosa, reticente “Hildezinha”, ousando pronunciamentos na ABI! O que terá dado nela? O que terá se operado em mim?

    Esse extemporâneo destemor teve uma irrefreável motivação: o medo maior do que o meu medo. Medo da Sombra de 64. Pânico superior àquele que me congelou durante uma década ou mais, que paralisou meu pensamento, bloqueou minha percepção, a inteligência até, cegou qualquer possibilidade de reação, em nome talvez de não deixar sequer uma fresta, passagem mínima de oxigênio que fosse à minha consciência, pois me custaria tal dor na alma, tal desespero, tamanha infelicidade, noção de impotência absoluta e desesperança, perceber a face verdadeira da Humanidade, o rosto real daqueles que aprendi a amar, a confiar…

    Não, eu não suportaria respirar o mesmo ar, este ar não poderia invadir os meus pulmões, bombear o meu coração, chegar ao meu cérebro. Eu sucumbiria à dor de constatar que não era nada daquilo que sempre me foi dito pelos meus, minha família, que desde sempre me foi ensinado. O princípio e mandamento de que a gente pode neutralizar o mal com o bem. Eu acreditava tão intensamente e ingenuamente no encanto da bondade, que seguia como se flutuasse sobre a nojeira, sem percebê-la, sem pisar nela, como se pisasse em flores.

    E aí, passadas as tragédias, vividas e sentidas todas elas em nossas carnes, histórias e mentes, porém não esquecidas, viradas as páginas, amenizado o tempo, quando testemunhei o início daquela operação midiática monumental, desproporcional, como se tanques de guerra, uma infantaria inteira, bateria de canhões, frotas aérea e marítima combatessem um único mortal, José Dirceu, tentando destrui-lo, eu percebi esgueirar-se sobre a nossa tão suada democracia a Sombra de 64!

    Era o início do Projeto tramado para desqualificar a luta heroica daqueles jovens martirizados, trucidados e mortos por Eles, o establishment sem nomes e sem rostos, que lastreou a Ditadura, cuja conta os militares pagaram sozinhos. Mas eles não estiveram sozinhos.

    Isso não podia ser, não fazia sentido assistir a esse massacre impassível. Decidi apoiar José Dirceu. Fiz um jantar de apoio a ele em casa, Chamei pessoas importantes, algumas que pouco conhecia. Cientistas políticos, jornalistas de Brasília, homens da esquerda, do centro, religiosos, artistas engajados. Muitos vieram, muitos declinaram. Foi uma reunião importante. A primeira em torno dele, uma das raras. Porém não a única. E disso muito me orgulho.

    Um colunista amigo, muito importante, estupefato talvez com minha “audácia” (ou, quem sabe, penalizado), teve o cuidado de me telefonar na véspera, perguntando-me gentilmente se eu não me incomodava de ele publicar no jornal que eu faria o jantar. “Ao contrário – eu disse – faço questão”.

    Ele sabia que, a partir daquele momento, eu estaria atravessando o meu Rubicão. Teria um preço a pagar por isso.

    Lembrei-me de uma frase de minha mãe: “A gente nunca perde por ser legítima”. Ela se referia à moda que praticava. Adaptei-a à minha vida.

    No início da campanha eleitoral Serra x Dilma, ao ler aqueles sórdidos emails baixaria que invadiam minha caixa, percebi com maior intensidade a Sombra de 64 se adensando sobre nosso país.

    Rapidamente a Sombra ganhou corpo, se alastrou e, com eficiência, reproduziu nestes anos, culminando neste 2013, o clima inquisitorial daquela época passada, com jovens e velhos fundamentalistas assombrando o Facebook e o Twitter. Revivals da TFP, inspirando Ku Klux Klan, macartismo e todas as variações de fanatismo de direita.

    É o Projeto do Mal de 64 de novo ganhando corpo. O mesmo espinheiro das florestas de rainhas más, que enclausuram príncipes, princesas, duendes, robin hoods, elfos e anõezinhos.

    Para alguns, falo coisas de contos de fadas. Para mim, que vi meu pai americano sustentar orfanato de crianças brasileiras produzindo anõezinhos de Branca de Neve de jardim, e depois uma Bruxa Má, a Ditadura, vir e levar para sempre o nosso príncipe encantado, torturando-o em espinheiros e jamais devolvendo seu corpo esfolado, abandonado em paradeiro não sabido, trata-se de um conto trágico, eternamente real.

    Como disse minha mãe, e escreveu a lápis em carta que entregou a Chico Buarque às vésperas de ser assassinada: “Estejam certos de que não estou vendo fantasmas”.

    Feliz Ano Novo.

    Inclusive para aqueles injustamente enclausurados e cujas penas não estão sendo cumpridas de acordo com as sentenças.

    É o que desejo do fundo de meu coração.

    CLIQUE AQUI E LEIA A POSTAGEM ORIGINAL NO BLOG DE HILDEGARD ANGEL

  4. Assis Ribeiro

    27 de dezembro de 2013 8:33 am

    Segurança pública para todos só é possível com uma nova polícia

    A violência policial que está localizada e naturalizada nos espaços pobres e populares hoje alcança as ruas e revela uma corporação inabilitada para lidar com manifestações e protestos populares

    Por Atila Roque e Alexandre Ciconello*

    Esta matéria faz parte da edição 128 da revista Fórum. Compre aqui.

    O Sistema de Segurança e Justiça no Brasil permanece profundamente marcado por uma noção de controle social voltada basicamente para a criminalização das populações pobres e negras, em particular dos jovens meninos e adolescentes residentes nas favelas de nossas cidades. Para esses jovens, o encontro com os agentes da segurança pública quase sempre resulta em violência e, muitas vezes, em morte. Os homicídios provocados por policiais no Brasil se encontram entre os mais altos do mundo. A superação desta realidade e a promoção de uma reforma profunda no sistema de segurança brasileiro permanecem como uma das tarefas inacabadas da transição democrática.

    (flickr.com/candypilargodoy)

    Entender a dinâmica da violência policial no Brasil passa por reconhecer que ela expressa e foi forjada por um processo socio-histórico de constituição de um Estado originalmente escravista, que explorava e reprimia populações indígenas, negras e pobres para garantir privilégios a uma pequena parcela da elite colonial.

    As forças de segurança serviram como a face mais visível do Estado na manutenção de estruturas de opressão e privilégios sociais. A origem da Polícia Militar no Rio de Janeiro remonta ao início do século XIX, criada para proteger a recém-chegada Corte no Brasil. No seu brasão, ainda figuram as armas ao centro e a proteção do poder (representado pela coroa) e a propriedade da elite (representada pelos pés de café e cana-de-açúcar). No brasão da Polícia Militar paulista figura à direita a imagem de um bandeirante, ao lado de um escudo português, com uma espada em punho.

    A ditadura militar utilizou as Polícias Militares na operacionalização da repressão política, com a institucionalização da prática de tortura, execuções sumárias e desaparecimentos. A lógica militar era enfrentar os cidadãos que lutavam pela democracia e pela liberdade de expressão. Os anos recentes da ditadura e a negação do direito a memória, justiça e verdade contaminaram a corporação criada para servir ao poder, e não à cidadania.

    De 1980 a 2011, o número de homicídios no País aumentou de 13.910 (taxa de 11,7 homicídios por 100 mil pessoas), para 52.198 (27,1 por 100 mil), configurando o Brasil como o sétimo país mais violento do mundo.

    A violência não atinge a todos/as de maneira igual. A repressão e a violência letal são seletivas, assim como é seletivo o Sistema de Justiça Criminal. A taxa de homicídios entre os jovens, em 2011, é de 53,4 por 100 mil, sendo que destes 76,9% são negros.

    As Polícias Militares, as Polícias Civis e o Sistema de Justiça Criminal atuam com um caráter repressivo e de criminalização dirigido prioritariamente para certos grupos sociais. Em geral, contra comunidades pobres e negras, com ênfase nos jovens. Na prática, o objetivo principal da ação das instituições de segurança ainda não tem sido a proteção e a garantia de direitos, mas um caráter repressivo e regulador das sociabilidades.

    Embora algumas experiências recentes tenham despertado algum otimismo e certo grau de expectativa em relação à mudança desse quadro, a realidade da segurança pública no Brasil permanece refém da histórica inércia institucional, que bloqueia qualquer tentativa de reforma profunda das polícias. A resistência a qualquer mudança estrutural nessa área se manteve durante toda a transição democrática, e ainda hoje não encontra espaço entre as prioridades do Estado, seja na esfera nacional ou estadual.

    A ocorrência cada vez mais frequente de conflitos e mortes nas favelas ocupadas pela polícia tem deixado bem claro que a janela de oportunidade aberta com a experiência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) começa a se fechar muito rapidamente. As práticas policiais nas favelas “pacificadas” não estão conseguindo superar um conceito original de “ocupação” profundamente marcado por uma concepção de cidade que não inclui a favela como parte de uma comunidade de direitos, a serem compartilhados integralmente por todas as pessoas que nela residem, sem exceção.

    As circunstâncias que cercam a prisão, a tortura e o assassinato do cidadão Amarildo de Souza – ocorrido em junho de 2013, nas dependências de uma UPP na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro – são um indicativo trágico do grau de enraizamento da cultura da violência nas instituições policiais. O indiciamento de 25 policiais, inclusive o comandante da UPP, não deixa dúvidas sobre a natureza institucional dessas práticas.

    O que temos visto é a persistência de uma narrativa de guerra que demarca os territórios de favelas como espaços a serem retomados de um exército inimigo (o tráfico), ocupados pela polícia e pacificados. As populações seriam, nessa versão, espectadores passivos – muitas vezes vítimas “colaterais” – desse esforço “liberador”.

    São muitos os exemplos de um modo de atuar que penaliza as comunidades pobres e criminaliza a juventude negra. Foi o que vimos neste ano, em junho, quando o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM do Rio de Janeiro empreendeu, na favela da Maré, uma operação durante a madrugada, em que nove pessoas foram mortas. A operação foi uma ação de retaliação aleatória à morte de um sargento do Bope em confronto com criminosos locais, horas antes. A realidade em outros estados não é diferente, sendo muitas vezes, inclusive, mais graves em termos de perdas de vidas de jovens, conforme verificamos nos dados do Mapa da Violência.

    Os protestos que eclodiram no Brasil desde junho e a violenta e desproporcional reação da Polícia Militar visibilizaram a brutalidade da corporação e sua total incapacidade de lidar com manifestações democráticas e legítimas. O treinamento militar faz com que policiais encarem cidadãos como inimigos, tendo a impunidade garantida pela falta de mecanismos independentes de controle externo.

    A violência policial que está localizada e naturalizada nos espaços pobres e populares hoje alcança as ruas e revela uma corporação inabilitada para lidar com manifestações e protestos populares.

    É fundamental criticar as polícias com o objetivo de reformá-las e democratizá-las. O Estado deve deter o monopólio da força, e a existência das polícias e do sistema de justiça criminal são fundamentais para garantir o direito a uma vida sem violência. Contudo, mudanças são necessárias.

    A redemocratização do Brasil e a Constituição Cidadã de 1988 não foram capazes de promover mudanças nas estruturas da segurança pública brasileira e nas polícias, resultando em corporações desalinhadas com o Estado de Direito e com as exigências de um contexto democrático plural e diverso.

    Uma primeira mudança necessária é a desmilitarização. É preciso discutir os caminhos que possam aproximar a polícia da cidadania e do bem público. A lógica que domina a formação policial ainda coloca ênfase em uma perspectiva de defesa contra um inimigo externo, que resulta em um treinamento e uma perspectiva que coloca a polícia a serviço do Estado contra o cidadão.

    Para além da desmilitarização da Polícia Militar é fundamental o estabelecimento de um ciclo completo dentro das polícias. As deficiências de investigação e a seletividade na aplicação da justiça são uma via aberta para a impunidade. O índice de elucidação dos crimes de homicídio, por exemplo, é muito baixo no Brasil. Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Criminalística, em 2011, apenas entre 5% e 8% dos casos de homicídios foram elucidados. Mais de 90% dos inquéritos de homicídios foram arquivados antes de se transformarem em denúncias.

    Por último, o controle externo é fundamental. Não há mecanismos independentes de controle e investigação da atividade policial, o que contribui para a impunidade de agentes policiais envolvidos em crimes como os que envolvem abuso e brutalidade policial, tortura e execuções sumárias. No caso mencionado de Amarildo de Souza, vimos o quanto a demora em afastar policiais e o comandante da UPP deixou espaço para eliminação de evidências, coerção e ameaças às testemunhas e familiares, e interferência na investigação policial.

    O medo e a insegurança da população são alimentados pelos meios de comunicação e outras organizações. Os sentimentos de insegurança e medo são facilmente manipulados e levam a clamores populares por mais repressão e criminalização, dando carta branca para a violência institucional.

    É chegado o momento de estabelecer um pacto nacional pelo fim da violência e da repressão que tenham como objeto central a reforma das polícias e mudanças no Sistema de Justiça Criminal e do Sistema Prisional. Devemos parar com um ciclo de repressão e morte que gera histórias interrompidas, famílias destroçadas e uma sociedade brutalizada pela violência que nos desumaniza. É preciso aproveitar o momento atual para ampliar o debate sobre a segurança pública com a qual sonhamos para o Brasil. Um sistema de segurança pública que traga orgulho aos profissionais que nele atuam e confiança aos cidadãos e cidadãs que dele se beneficiam.

    http://revistaforum.com.br/blog/2013/12/incompletoseguranca-publica-para-todos-so-e-possivel-com-uma-nova-policia/

  5. Assis Ribeiro

    27 de dezembro de 2013 8:37 am

    Qual esquerda? Os dois tipos de esquerda na Europa

    Qual esquerda? Os dois tipos de esquerda na Europa

    Há dois tipos de esquerda na França e na Europa, que não são apenas diferentes, mas irreconciliáveis. Uma esquerda oficial e uma esquerda radical.

    Há dois tipos de esquerda na França e na Europa, que não são apenas diferentes, mas irreconciliáveis.
     
    A primeira é a esquerda oficial, institucional, representada por certos governos de centro-esquerda – na França, por exemplo – e pelos grandes partidos de centro esquerda. Quer esses governos e partidos sejam « honestos » ( ?) ou corrompidos, partidários do « crescimento » ou da « austeridade », social-liberais ou neoliberais, eles não representam mais do que variantes da mesma política, a do sistema.
     
    Como seus adversários de centro-direita – com os quais frequentemente governam em (Grécia, Alemanha, Itália) – sua política é a do capitalismo globalizado. Uma política que perpetua e agrava as desigualdades, que perpetua e acelera a destruição do meio ambiente, que conduziu à presente crise econômica e que conduzirá, em algumas décadas, a uma catástrofe ecológica.
     
    Mas existe também outra concepção de esquerda : aquela da esquerda radical. « Esquerda » significa aqui combate permanente contra a desigualdade, a injustiça, a dominação, em defesa da criação de uma comunidade política livre e igualitária.

    O ponto de partido dessa outra política de esquerda é a « indignação ». Celebrando a dignidade da indignação e a incondicional recusa da injustiça, Daniel Bensaïd escreveu : « A corrente fervente da indignação não é solúvel nas águas mornas da resignação consensual. (…) A indignação é um começo. Uma maneira de se erguer e se por a caminho. Nós nos indignamos, nos insurgimos, e depois vemos o que fazer » (1)
     
    Sem indignação nada de grande, de profundo, se fez na hisyória humana. Para dar um exemplo recente, o movimento zapatista de Chiapas, México, começou em 1994 com um grito : Basta ! Mas o mesmo vale para a Primavera Árabe, para a revolta dos Indignados na Espanha e na Grécia, para o movimento Occupy Wall Street, para as jornadas de junho no Brasil. A força dessses movimentos vem, em primeiro lugar, desta negatividade radical, inspirada por uma profunda e irredutível indignação. Se o pequeno panfleto de Stéphane Hessel, « Indignez-vous ! », teve tanto sucesso é porque ele correspondia ao sentimento profundo, imediato, de milhões de jovens, de excluídos e oprimidos pela mundo.
     
    A radicalidade dessas revoltas resulta, em larga medida, dessa capacidade de insubmissão, dessa disposição inegociável a dizer : Não ! Os críticos oportunistas e os medios de comunicação insistem fortemente no caráter excessivamente « negativo » desses movimentos, em sua natureza « puramente » contestatória e na ausência de proposições alternativas « realistas ». É preciso recusar categoricamente essa chantagem : mesmo que esses movimentos não tenham uma proposição a fazer – e eles têm ! -, sua indignação e revolta não serão menos justificáveis.
     
    O outro ingrediente da esquerda, no melhor sentido – ou seja, plebeu – do termo, é a utopia. O sociólogo Karl Mannheim cunhou uma definição « clássica » de utopia, que ainda hoje é a mais pertinente que temos : todas as representações, aspirações ou imagens de desejo, que se orientam na direção da ruptura da ordem estabelecida e exercem uma « função subversiva » (2).
     
    Sem indignação e sem utopia, sem revolta e sem isso que Ernest Bloch chamava de « paisagens do desejo », sem imagens de um outro mundo, de uma nova sociedade, mais justa e mais solidária, a política de esquerda torna-se mesquisa, vazia de sentido e ôca.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Qual-esquerda-Os-dois-tipos-de-esquerda-na-Europa/4/29878

     

  6. Assis Ribeiro

    27 de dezembro de 2013 8:40 am

    Força de Lula e Dilma no interior está longe de ser só o “Bolsa

    bicicleta

    Brizola contava, volta e meia, seu diálogo com o líder da independência de Moçambique, Samora Machel, quando perguntou-lhe quantos eram, afinal, os moçambicanos, já que havia incerteza quanto à população do país.

    Machel disse-lhe: bem, os das cidades sabemos. Os outros são como os elefantes: só os vemos quando saem da selva.

    O Brasil das metrópoles – imenso – não conhece mais o Brasil das pequenas cidades, dos sertões e matas, que é imenso também.

    Tornaram-se escondidos e seguiam esquecidos.

    A ausência do poder público federal – nas grandes cidades, município e estado suprem, em parte este vácuo – deixou fora do processo de modernização da vida do país.

    Os governos Lula e Dilma impulsionaram as parcerias diretas com os mais de 5.500 municípios brasileiros.

    90% deles têm menos de 50 mil habitantes e, somados, reúnem um terço da população brasileira.

    Em entrevista publicada hoje no Estadão, o cientista político Vitor Marchetti diz que é um erro atribuir a popularidade de ambos, nas pequenas cidades – os famosos “grotões” – ao Bolsa- Família.

    Para ele, é “pouco verdadeiro atribuir ao Bolsa Família o avanço que o PT teve em regiões mais pobres, em municípios pequenos e médios do interior do País.”

    – O que tem impacto eleitoral é um conjunto de políticas públicas que começaram a ser adotadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que são focadas em regiões onde a presença do Estado sempre foi muito fraca, como o Norte e o Nordeste do País. Falam do Bolsa Família mas esquecem do Luz Para Todos, que leva energia elétrica para o sertão nordestino, para as regiões mais esquecidas da região Norte. Esse programa é um exemplo do movimento que intensificou a presença do governo federal nas regiões mais carentes. O fenômeno político importante a ser analisado no momento é esse: o gigantesco aumento das parcerias do governo federal feitas diretamente com os municípios. Isso aconteceu porque os municípios tinham assumido várias prerrogativas que não tinham condições de cumprir. (…) Os municípios assumiram a responsabilidade, entre outras coisas, pela construção de creches e os serviços básicos de saúde. Mas eles não têm condições para isso. O que o Lula fez, então? Intensificou as alianças do governo federal com os municípios. O repasse direto de recursos federais para eles, nas áreas da saúde e educação, aumentou muito. Quase todos os municípios estão construindo creches atualmente, mas quem verificar com atenção a origem dos recursos irá constatar, quase invariavelmente, que provêm de algum programa específico do governo federal para o setor. Eles revelam o quanto o governo federal pegou atalhos para se tornar mais presente na vida do cidadão, no seu cotidiano. Isso aconteceu principalmente em municípios do Norte e Nordeste.

    O Brasil “invisível” começou a ser visto, e é isto que o conservadorismo brasileiro não vê.

    Num país com a nossa extensão e complexidade, o Governo Federal não pode ser apenas o gestor da macropolítica ou da macroeconomia, como querem os tecnocratas e mero repassador de recursos para os municípios.

    Tem de fazê-lo, mas, ao mesmo tempo, tem de ser o indutor da aplicação destes recursos, direcionando-os de forma exclusiva, com contrapartidas administrativas e direcionamento de projetos.

    O “Mais Médicos” é um dos muitos exemplos de programas operacionalizados pelas prefeituras, com recursos federais, e regras definidas.

    Do contrário, a simples descentralização de recursos e da administração será, como sempre foi, um mero processo de cooptação de chefes políticos locais.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=11917

  7. Assis Ribeiro

    27 de dezembro de 2013 8:58 am

    Planejamento para a área da defesa
    BASE INDUSTRIAL DE DEFESA   A Base Industrial de Defesa (BID) reúne o conjunto das empresas estatais e privadas, bem como organizações civis e militares, que participam de uma ou mais das etapas de pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e manutenção de Produtos Estratégicos de Defesa.

    Um novo incentivo à BID foi introduzido através da Lei 12.598/2012, marco legal para as compras, as contratações e o desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa no país. A iniciativa está inserida no contexto do plano “Brasil Maior”. A Lei 12.598/2012 assinala um ponto de inflexão no modo como o Brasil cuida da indústria de defesa.

    Finalmente, em 28 de março de 2013, a presidente Dilma Rousseff assinou e o governo federal editou o Decreto nº 7.970, regulamentando a lei acima. A publicação saiu no Diário Oficial da União no dia 1º de abril de 2013.

    Além de instituir um marco regulatório para o setor, a norma diminui o custo de produção de companhias legalmente classificadas como estratégicas e estabelece incentivos ao desenvolvimento de tecnologias indispensáveis ao Brasil.

    A regulamentação traz a possibilidade de credenciar Empresas Estratégicas de Defesa (EED), homologar Produtos Estratégicos de Defesa (PED) e mapear as cadeias produtivas do setor.

    Definição de EED:

    Empresa que tem como finalidade, em seu objeto social: pesquisa, projeto, desenvolvimento, industrialização, produção, reparo, modernização ou manutenção de Produtos Estratégicos de Defesa (PED) no país. Deve:

    g ter no país a sede, a sua administração e o estabelecimento industrial;

    g dispor, no país, de comprovado conhecimento científico ou tecnológico próprio ou complementarmente, por meio de acordos de parceria com Instituição Científica e Tecnológica (ICT);

    g assegurar a continuidade produtiva no país; e

    g assegurar que os acionistas estrangeiros não possam exercer número de votos superior a 40% do total (ou dois terços do total de votos que puderem ser exercidos pelos acionistas brasileiros)

    Vantagens concorrenciais de uma PED:

    g Licitações que envolvam PED poderão/deverão ser restritas às EED;

    g Importação de PED: o MD poderá exigir que os estrangeiros se associem a uma EED; e

    g Consórcio: quando houver fornecimento ou desenvolvimento de PED, a liderança do consórcio caberá à EED.

    Definições de Produto:

    g Produto de Defesa (PRODE): todo bem, serviço, obra ou informação, inclusive armamentos, munições, meios de transporte e de comunicações, fardamentos e materiais de uso individual e coletivo utilizados nas atividades finalísticas de defesa, com exceção daqueles de uso administrativo.

    g Produto Estratégico de Defesa (PED): todo Prode que, pelo conteúdo tecnológico, pela dificuldade de obtenção ou pela imprescindibilidade, seja de interesse estratégico para a defesa nacional.

    A norma também permite estimular as Compensações Tecnológicas, Industriais e Comerciais e fomentar o conteúdo nacional da Base Industrial de Defesa, bem como incrementar a pauta de exportações de produtos de defesa.

    Setores da Base da Indústria de Defesa Brasileira:

    1. Armas e munições leves e explosivos
    2. Armas e munições pesadas
    3. Plataformas terrestres
    4. Plataformas navais
    5. Plataformas aeroespaciais
    6. Sistemas eletrônicos e C4I

    CMID

    O decreto contempla ainda a criação da Comissão Mista da Indústria de Defesa – CMID, assessoria de alto nível que possibilitará a participação, junto com o MD, de outros órgãos e entidades (públicas e privadas) no credenciamento das empresas estratégicas de defesa e na homologação dos produtos estratégicos.

    “A CMID atribui um perfil interministerial e multidisciplinar ao processo. Embora o ‘poder decisório’, por Lei, seja prerrogativa do MD, optou-se por uma sistemática interativa que ouve os diversos segmentos interessados no tema”, assegura o general-de-divisão Aderico Mattioli, diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (MD).

    LICITAÇÃO ESPECIAL

    Um dos elementos chave do novo decreto é a definição do Termo de Licitação Especial (TLE), uma opção concorrencial que permitirá que as compras e contratações do setor sigam uma lógica baseada não apenas nos custos dos projetos.

    Segundo o texto da regulamentação, a opção pelo TLE exige motivação para que o procedimento especial seja utilizado, permitindo a adoção de critérios com orientação mais estratégica, no intuito de fortalecer a Base Industrial de Defesa.

    “Isso nos possibilita, por exemplo, levar em conta outras variáveis importantes na elaboração nos termos de licitação, como aspectos geopolíticos ou fatores micro e macroeconômicos de longo prazo, que permitirão às empresas brasileiras desenvolver capacidades tecnológicas e construir vantagens competitivas”, afirmou o general.

    O decreto também garante às empresas estratégicas de defesa acesso a financiamentos para programas, projetos e ações relativas a bens de defesa nacional.

    Um aspecto importante, já que, em muitos casos, essas empresas necessitam de condições especiais de financiamento para levar seus projetos adiante, sobretudo iniciativas de maior horizonte temporal.

    A próxima etapa da regulamentação da Lei 12.598/2012 será a definição das regras específicas do RETID, um regime especial de tributação que desonera empresas de encargos diversos. A novidade será regulamentada por ato específico.

    “Nossa expectativa é de que, uma vez sancionada a Lei de Conversão 1/2013 (MP 582), a proposta de decreto sobre o RETID seja apresentada pelo Ministério da Fazenda, com a participação do MD”, diz Mattioli.

    “Demos um passo importante. Agora é trabalhar para que a regulamentação completa seja finalizada num curto espaço de tempo”, conclui.

    DECRETO

    DECRETO Nº 7.970, DE 28 DE MARÇO DE 2013

    Regulamenta dispositivos da Lei nº 12.598, de 22 de março de 2012, que estabelece normas especiais para as compras, as contratações e o desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa, e dá outras providências.

    A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 12.598, de 22 de março de 2012,

    D E C R E T A :

    CAPÍTULO I

    DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

    Art. 1º Este Decreto regulamenta dispositivos da Lei nº 12.598, de 22 de março de 2012.

    Parágrafo único. O Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa – RETID, disposto na Lei nº 12.598, de 2012, será regulamentado por ato específico.

    CAPÍTULO II

    DA COMISSÃO MISTA DA INDÚSTRIA DE DEFESA

    Art. 2º Fica criada a Comissão Mista da Indústria de Defesa

    – CMID, tendo por finalidade assessorar o Ministro de Estado da Defesa em processos decisórios e em proposições de atos relacionados à indústria nacional de defesa.

    § 1º A CMID tem as seguintes atribuições:

    I – propor e coordenar estudos relativos à política nacional da indústria de defesa;

    II – promover a integração entre o Ministério da Defesa e órgãos e entidades públicos e privados relacionadas à base industrial de defesa;

    III – emitir parecer e propor ao Ministro de Estado da Defesa as classificações de bens, serviços, obras ou informações nos termos do inciso I do caput do art. 2o da Lei no 12.598, de 2012, como Produto de Defesa – PRODE;

    IV – emitir parecer e propor ao Ministro de Estado da Defesa as classificações de conjunto inter-relacionado ou interativo de Produto de Defesa como Sistema de Defesa – SD, nos termos do inciso

    III do caput do art. 2o da Lei no 12.598, de 2012;

    V – propor ao Ministro de Estado da Defesa a classificação de PRODE como Produto Estratégico de Defesa – PED, nos termos do inciso II do caput do art. 2º da Lei nº 12.598, de 2012;

    VI – propor ao Ministro de Estado da Defesa o credenciamento de Empresa de Defesa como Empresa Estratégica de Defesa, nos termos do inciso IV do caput do art. 2o da Lei no 12.598, de 2012;

    VII – propor ao Ministro de Estado da Defesa políticas e orientações sobre processos de aquisição, importação e financiamento de que tratam os arts. 3o, 4o e 6o da Lei no 12.598, de 2012; e

    VIII – apreciar e emitir parecer sobre os Termos de Licitação Especial – TLE.

    § 2º A CMID é composta por:

    I – quatro representantes da Administração Central do Ministério da Defesa;

    II – um representante do Comando da Marinha;

    III – um representante do Comando do Exército; e

    IV – um representante do Comando da Aeronáutica.

    V – um representante do Ministério da Fazenda

    VI – um representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;

    VII – um representante do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação; e

    VIII – um representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

    § 3º Os participantes da CMID deverão ser oficiais-generais ou, no caso de servidores civis, ocupantes de cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, no mínimo, de nível 101.5, podendo o membro suplente ser ocupante de cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, no mínimo, de nível 101.4.

    Íntegra do Decreto nº 7970, de 28/03/2013 em pdf.

    FONTES & LINKS

    Decreto nº 7.970 (pdf)

    IME – BID – Estratégias de Desenvolvimento Tecnológico – Álvaro Koji Imai (pdf)

    IBDI – BID – Diagnostico (pdf)

    OIC/IEA – BID – Desafios e Perspectivas (pdf)

    Blog Defesa BR :

           SINAMOB – Resposta Brasileira às Ameaças do Entorno

           Conselho Aprova Plano de Defesa

    http://www.defesabr.com/MD/md_bid.htm

  8. Assis Ribeiro

    27 de dezembro de 2013 9:05 am

    Gim Argello emprega ex-assessor de Arruda flagrado recebendo din

    Gim Argello emprega ex-assessor de Arruda flagrado recebendo dinheiro

    O senador Gim Argello (PTB-DF) contratou como assessor de confiança o jornalista Omézio Ribeiro Pontes, flagrado em vídeo recebendo maços de dinheiro de Durval Barbosa, o delator do escândalo de corrupção em Brasília chamado de mensalão do DEM. Omézio foi assessor de imprensa do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que se tornou em 2010 o primeiro chefe de Executivo preso no exercício do cargo. Arruda renunciou ao mandato da cadeia.

    Veja também:
    link lembre: Eleições de Roriz e Arruda foram financiadas por corrupção, diz CPI

    Em junho de 2012, a Procuradoria Geral da República denunciou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o ex-governador de Brasília, Omézio Pontes e outras 35 pessoas por envolvimento no escândalo. Omézio foi acusado de ter praticado os crimes de formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=H8HMiWlw0jw%5D

    (imagens da internet)

    Segundo a denúncia, o assessor de Argello se apropriou de parte dos recursos desviados de contratos públicos e, em outras ocasiões, fazia o repasse para envolvidos no esquema, inclusive deputados distritais.

    No vídeo, Omézio aparece recebendo quatro maços de dinheiro das mãos de Durval Barbosa, autor da gravação escondida. Mascando chicletes, ele acondiciona os valores numa pasta preta e conversa com o delator do mensalão sem cerimônias.

    O caso foi remetido à Justiça de Brasília porque somente a parte envolvendo o conselheiro do Tribunal de Contas do DF Domingos Lamonglia permaneceu no STJ. Até o momento, não houve julgamento pela Justiça da capital sobre o recebimento da denúncia.

    No Senado, Omézio Pontes foi nomeado no dia 19 de julho deste ano para um cargo comissionado SF-01, o terceiro maior salário do gabinete, de acordo com a tabela remuneratória da Casa. Em novembro, último registro do Portal da Transparência, o jornalista recebeu R$ 13.452,28 de vencimento bruto.

    Ficha Limpa. Duas semanas antes da nomeação do assessor de Gim Argello, no dia 2 de julho, o Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que exige ficha limpa para o ingresso de todos os servidores públicos, sejam efetivos e comissionados. O texto, que desde então está na Câmara dos Deputados, prevê o impedimento de se ocupar cargo público quem, entre outras hipóteses, tenha sido condenado por corrupção. Ou seja, por ora, não há impedimento legal para assunção do cargo por Omézio.

    Procurado pelo Broadcast Político, serviço de tempo real da Agência Estado, o jornalista preferiu não se pronunciar sobre o caso que corre contra ele na Justiça. “No momento certo, essas coisas vão ser justificadas”, afirmou. Ele disse que, mesmo sabendo que vez por outra pode ser questionado, está trabalhando “dentro das normas legais” e que não há nada que o impeça de trabalhar no Senado. “Estou fazendo um trabalho técnico”, destacou, ao dizer que tem cuidado da parte de assessoria de imprensa e de imagem do senador.

    Omézio disse ainda que foi Gim Argello quem o procurou para contratá-lo. Em 2014, o senador, que é líder do bloco parlamentar que reúne PTB, PR e PSC, deve concorrer novamente ao Senado, cadeira que herdou em meados de 2007 após Joaquim Roriz, o titular do mandato, ter renunciado ao cargo para escapar da cassação.

    ‘Não tem como’. Gim Argello afirmou nesta quinta-feira que não vê problemas em contratar como Omézio Pontes, flagrado em vídeo recebendo dinheiro de corrupção. “Se ele tiver alguma condenação, aí não tem como. Mas enquanto não for condenado como é que eu vou fazer?”, disse o parlamentar.

    O petebista destacou que, quando da nomeação de Omézio, não havia qualquer impedimento de ordem legal em relação ao assessor. “Ele pode estar respondendo a inquérito, mas não foi condenado em absolutamente em nada. Ele vive de quê? É um jornalista que nem você”, afirmou. Ele disse não ter acompanhado o fato de Omézio ter sido denunciado pelo Ministério Público Federal antes da nomeação.

    Questionado sobre o motivo pelo qual o assessor ter sido liberado do controle de ponto, o parlamentar disse que é sua chefia de gabinete quem faz esse tipo de controle dos funcionários do gabinete.

    Gim Argello disse que seu assessor está sempre trabalhando para ele e fica no plenário “até mais tarde” acompanhando as sessões de votação. “(Ele) fica circulando, essa profissão de vocês não fica muito preso”, completou. 

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,gim-argello-emprega-ex-assessor-de-arruda-flagrado-recebendo-dinheiro-,1112627,0.htm

    1. Frederico69

      27 de dezembro de 2013 11:17 am

      cara de pau de político não tem limites

      “Mas enquanto não for condenado como é que eu vou fazer?”

      FAÇA COMO TODO CIDADÃO DE BEM MANTENHA A DISTÂNCIA, DESSE TIPO DE FDP.

  9. Frederico69

    27 de dezembro de 2013 11:13 am

    na visão do sarnento a culpa não é dele nem da filha
    Como era de se esperar o cão apareceu para ladrar. e tem a empáfia de achar a culpa nos estados do sul, não tem nada com essa família que desgraça o maranhão a muito tempo. 

    Sarney festeja fato de violência no Maranhão estar no presídio e não na rua

    Josias de Souza

     

    27/12/2013 06:07

     

    “Aqui no Maranhão, nós conseguimos que a violência não saísse dos presídios para a rua”, disse o pai da governadora. “Por exemplo: o Espírito Santo não teve Carnaval no ano passado, porque as rebeliões nos presídios… eles [os presos rebelados] determinaram que não poderia ter Carnaval. E não se fez, porque tocaram fogo em ônibus, tocaram fogo na cidade, quabraram tudo. E nós temos conseguido que aqui essa coisa não extrapole para a própria sociedade.”

    Pronunciadas numa entrevista à Rádio Mirante AM, uma das emissoras que compõem o império estadual de comunicação da família, as declarações de Sarney ajudam a entender por que as cadeias brasileiras abandonaram o ideal da ressocialização para virar centros de violação dos direitos humanos. O que o senador disse, com outras palavras, foi o seguinte: a carnificina nas cadeias é um mal menor, desde que não perturbe “a própria sociedade”. É como se na cabeça de políticos como Sarney os presos não fizessem parte da sociedade.

    Veiculada no dia 24 de dezembro, a entrevista de Sarney teve como pretexto a divulgação de uma mensagem natalina do senador. A alturas tantas o entrevistador perguntou ao patrono da rádio se ele acredita na hipótese de decretação de intervenção federal no Maranhão. O pai da governadora evitou dar uma resposta direta, do tipo sim ou não. Preferiu vaguear ao redor do tema. Espremendo-se as digressões conclui-se: 1) para Sarney, a encrenca é nacional, não maranhense. 2) há múltiplos culpados, nenhum deles se chama Roseana.

    Uma das mazelas que convulsionam o maior presídio do Maranhão, o complexo penitenciário de Pedrinhas, é a guerra entre facções criminosas rivais. Juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça, Douglas de Melo Martins afirma que isso acontece porque o cadeião de Pedrinhas, localizado em São Luís, recebe presos de todo o Estado. Os detentos do interior disputam poder no xadrez com os criminosos da capital.

    Alheio às observações do doutor Douglas, Sarney agarra-se a uma tese própria. Para ele, a culpa é da eficiência da polícia dos Estados desenvolvidos. “Quando se aperta no Sul do país, que tem mais dinheiro, eles apertam as quadrilhas, elas vêm pra cá, pro Norte. E começam, então, a agir aqui nos termos que agem no Sul, formando nos presídios grupos, comandos, um enfrentando o outro, um querendo liquidar o outro…” No linguajar simples do sertanejo, “o Sul” engloba sobretudo Estados como São Paulo e Rio, ambos do Sudeste. O “Norte” são todos os pedaços pobres do mapa brasileiro, a maioria localizada no Nordeste.

    A certa altura, Sarney olhou para o problema com uma “visão estrutural”. Foi quando afirmou: “…A violência não cresceu só no Maranhão. Ela cresceu assustadoramente no Brasil inteiro.” Citando dados que disse ter lido num relatório oficial, o senador informou que 70% dos responsáveis por homicídios têm entre 18 e 24 anos. “Quer dizer: os moços estão se matando e estão matando. Por quê? Quase todos por drogas.”

    A grande motivação dos homicidas, prosseguiu Sarney, é ter acesso às drogas, principalmente o crack, que é mais barato. “Antigamente, a maconha não chegava a dar essas loucuras que o crack dá… Ela era cara. A cocaína, num Estado como o Maranhão, nem se fala. Era muito cara.” No dizer de Sarney, o crack “tem uma influência direta na parte de segurança e na criminal.”

    O problema é “de difícil solução”, afirmou Sarney, tropeçando no óbvio. Mas Roseana faz o que pode. Ao isentar a filha de culpas, Sarney se expressa no plural. “Eu acredito que estamos fazendo tudo o que podemos com o recursos que temos. O Maranhão é um Estado pobre. Estava vendo hoje o nosso orçamento: R$ 14 bilhões. Esse orçamento do Maranhão equivale a um quinto do orçamento da cidade de São Paulo, que não tem 217 municípios, não tem 217 redes hospitalares, não tem nada disso.”

    Em matéria de segurança pública, o Maranhão é o Estado mais extraordinário que Sarney já viu. Espécie de ex-tudo da política nacional —de deputado estadual a presidente da República— Sarney retoma o singular para jactar-se de ter sido o governador que colocou o Maranhão no que chama de caminho certo: “Eu posso ficar feliz porque eu vi que nós tínhamos que abrir a estrada e construímos tudo o que era necessário.”

    Com sua desconversa, Sarney transita entre o duvidoso e o indelicado. É duvidoso ao afirmar que a guerra na cadeia não atinge a rua. “Rebelião em presídio espalha medo entre os moradores de São Luís”, informava em 10 de outubro de 2013 notícia veiculada pela Agência Brasil, estatal vinculada ao governo companheiro de Dilma Rousseff. Sarmeu é indelicado quando arrasta para a encrenca doméstica o longínquo Espírito Santo, Estado que se encontra sob águas. O Carnaval de 2012, que Sarney diz ter sido revogado pela bandidagem capixaba, transcorreu normalmente. A escola de samba Boa Vista sagrou-se campeã com o enredo ‘Vida em Poesia – a Lira que é Lucinda.” Em segundo lugar ficou a Mocidade Unida da Glória.

     

  10. Luiz Eduardo Brandão

    27 de dezembro de 2013 11:22 am

    O trem chinês que não para na estação

    Vejam que sensacional esta ideia chinesa de um trem que não precisa parar nas estações para o embarque e desembarque de passageiros. Mas antes de ver o filminho, indicado pelo Diário do Centro do Mundo, tentem pensar como isso é possível.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=DIeRrU4_M3Q%5D

    1. Assis Ribeiro

      27 de dezembro de 2013 12:29 pm

      Quem mundo é esse.
      Melhor do

      Quem mundo é esse.

      Melhor do que isso só o teletransporte.

  11. Luiz Eduardo Brandão

    27 de dezembro de 2013 11:25 am

    Favela não é mercadoria

    A nossa Luta é Todo Dia, Favela Não é Mercadoria!

     

    *Mônica Francisco

     

    Este foi um ano pra ficar no coração. Histórico. Nunca mais falaremos de 2013 sem mencionar as manifestações de Junho, os movimentos Passe Livre; Catraca Livre; Fora Cabral; Fora Feliciano; Saímos do Facebook; a turma do midialivrismo nunca esteve tão em alta: Mídia Ninja; Coletivo Mariachi; Rafucko e tantas outras iniciativas que deram uma cara nova ao registro e veiculação das notícias e mexeram com a mídia oficial conservadora e modorrenta, confortável em seus status de absoluta. Inesquecível a entrevista dos midialivristas ao programa Roda Viva.

    Mônica FranciscoMônica Francisco

    Por aqui, nas margens, pioneiros, Vírus Planetário e Nova Democracia, além do fenomenal cartunista Latuff, fizeram e fazem a diferença em retratar o lado B das notícias em favelas, e algumas, quase em tempo real no caso do Nova Democracia.

    Em abril, o assassinato por policiais da UPP do jovem Alielson Nogueira, com apenas 21 anos e que acabava de comprar seu cachorro quente e ansioso por chegar em casa e descansar para mais um dia seguinte de luta pra manter sua jovem família, ainda é presente. Assim como também é presente em tempos de democracia, a tortura e os desaparecimentos, como o de Amarildo de Souza, da Rocinha. Aliás, o desaparecimento do pedreiro se tornou um grito na boca do país que foi às ruas e fez o país se surpreender com a tão perfeita paz carioca. A favela pautou as ruas do país em um grito personalizado, mas que gritava na figura de Amarildo por todos os seus desaparecidos.

    Atos na Rocinha pelo saneamento básico e contra o Teleférico; ato no Santa Marta por saneamento, mobilidade, tarifas justas pelo fornecimento de energia. Na Vila Autódromo; Horto; Indiana; Pico do Santa Marta; Manguinhos e Providência pelo direito de Morar, assim com maiúscula mesmo. Os/as jovens da favela foram para as ruas, disseram que a favela – ao contrário do gigante – nunca dormiu, até porque a polícia instigada pela sociedade e pelo dever de estancar o mal nunca deixou a favela dormir. E nunca dormiu porque tem que pegar água antes do amanhecer e ir trabalhar depois. Porque falta luz e não consegue dormir e, porque na favela quando falta luz não se tem previsão de conserto.

    O calor é de matar, sem falar nos tiroteios e helicópteros às 5 ou 6 da manhã, isso quando não são inseridos em jogos reais de combate que dão inveja a qualquer outro das ficções reais, destelhando casas, ou sendo acordados com um pé na porta. Você já foi acordado por um homem armado até os dentes, de touca ninja e com pouca disposição para conversa? Eu já.

    2013 vai nos deixando. Com a ressaca das últimas chuvas e cenas familiares e nada agradáveis dos seus efeitos e ainda digerindo o descaso, ou melhor, o pouco caso no episódio das 10 mortes na Maré, dez histórias interrompidas. Não sabemos do Amarildo ainda, sem contar os outros tantos desaparecidos, que já são mais do que os da vigência do Regime ditatorial segundo a OAB.

    Foi um ano para refletir o nível de desprezo e arrogância que marcam a personalidade de nossos dirigentes. Mas lembramos para nos animar e criar estratégias para evitar que mais ações desse tipo aconteçam. Nesta retrospectiva lembramos os 5 anos da morte de Matheus Rodrigues Carvalho, de 8 anos na Baixa do Sapateiro, o da moeda de um real na mãozinha. São também 10 anos da Chacina do Borel e 20 anos das Chacina da Candelária e Vigário Geral.

    Apesar de tudo, foi um ano de muita luta e muito vigor em que a produção nas artes e no conhecimento foram fantásticas. Boreart, a galeria de arte à céu aberto, fruto da Agência de Redes para a Juventude no Borel, inaugurada em 25 de Maio de 2013 e criada pelo grafiteiro Fred Castilho, 28 anos, morador do Borel abriu a casa dos moradores e fez gente circular por um Borel mais colorido e cheio de arte. No Alemão, o Vamos Desenrolar Produção do Conhecimento e Memórias, no último dia 7 de Dezembro, o projeto Circulando, Diálogo e Comunicação na Favela por Direitos em dia 9 de Novembro articulou cultura e comunicação envolveu instituições e parceiros externos e internos na luta pelos Direitos Humanos.

    Mesmo com a escada icônica do abandono e do descaso e desprezo pela arte que vem da margem sendo destruída pelo trator voraz, a arte favelada vive e marca 2013. Pedagogia da Autonomia, a voz do Raper Fiell do Santa Marta, também criador da cartilha do Santa Marta sobre abordagens policias que completou 5 anos. As mulheres se organizando pelo direito de empreender e continuar vivendo e empreendendo na favela, assim o Projeto Mulheres em Rede Tecendo Solidariedade e Conhecimento vai deixando sua marca.

    Favela não se Cala, Rocinha Sem Fronteiras, Ocupa Borel e Ocupa Alemão, que completaram um ano. Manguinhos com seu jornal, Itamar Silva, jornalista e diretor do IBASE, um dos grandes referenciais na luta comunitária, e morador do Santa Marta recebeu prêmio por sua atuação na luta pelo direito dos favelados.

    Assim, o ano se vai, a favela se pauta, resiste e se organiza. Produz cada vez mais intelectuais de fato e orgânicos, aguerridos na luta pela consolidação de seu lugar como cidade.Que venha 2014 com todas as suas contradições surpresas,

    ” A nossa Luta é Todo Dia Favela Não é Mercadoria. Favela é Cidade, não à Remoção”

    *Representante da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e Licencianda em Ciências Sociais pela UERJ.

    http://www.jb.com.br/comunidade-em-pauta/noticias/2013/12/27/a-nossa-luta-e-todo-dia-favela-nao-e-mercadoria/

  12. Lair Amaro

    27 de dezembro de 2013 1:57 pm

    Dilma e a imagem do Brasil

    DILMA VAI A DAVOS PARA MELHORAR IMAGEM DO BRASIL

     

    Desde que assumiu o governo, em 2011, pela primeira vez, a presidente Dilma Rousseff chefiará a comitiva brasileira que participará do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, no dia 24 de janeiro. Segundo fontes da equipe econômica, ela decidiu ir a Davos, porque quer ampliar o peso da participação do Brasil no fórum e influenciar as expectativas em relação ao país. O desafio é dissipar a má impressão causada pelas manobras contábeis, resistência da inflação e pelo baixo crescimento brasileiro. Tudo isso pode levar as agências de avaliação de risco a diminuírem a nota do Brasil, o que prejudicaria ainda mais a atração de investimentos.

    – A presença da presidente no fórum ajudará a melhorar a imagem do Brasil, porque ela vai mostrar que não tem descaso com o investidor ou com o mercado financeiro – afirmou uma fonte da equipe econômica.

    A decisão da presidente foi tomada num momento estratégico. Além da ameaça das agência internacionais, o Brasil terá de lidar com dados ruins da economia brasileira no primeiro trimestre de 2014, que promete ser complicado, ainda mais depois que os Estados Unidos decidiram começar a retirar os estímulos à economia. Isso deve afetar os fluxos de capital no mundo. O Brasil não está imune às turbulências e já sente a saída intensa de dólares.

    No último ano da gestão, Dilma seguirá o exemplo do ex-presidente Lula, que sempre marcou presença no fórum. E, com isso, conseguiu melhorar a imagem do país lá fora. Nos três primeiros anos de gestão, a presidente privilegiou o Fórum Social em Porto Alegre e delegou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a missão de chefiar a delegação brasileira em Davos.

    Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a presidente não pode repetir em Davos o que fez nas Organizações das Nações Unidas (ONU) e falar apenas que cumprirá contratos, pois isso é o mínimo que espera um investidor estrangeiro:

    – Tem de mostrar aos investidores que, de fato, o Brasil avançou e tem condição e planos para melhorar alguns fatores como o endividamento público.

    Já o economista-chefe do Banco Espírito Santo (BES), Jankiel Santos, disse não acreditar que a presidente possa recuperar a imagem do governo brasileiro com discurso. Para Santos, o Brasil está perante o mundo na mesma posição que tinha em relação ao Fundo Monetário Internacional (FMI) nos anos 90: quando apresentava cartas e descumpria o que prometia.

    – O que a presidente tem de fazer não é apresentar compromissos, mas um plano para controlar os gastos e um consistente programa de concessões. O investidor não quer mais promessas – frisou Santos.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/dilma-vai-davos-para-melhorar-imagem-do-brasil-11161340#ixzz2ogRLdk1A 
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  13. Frederico69

    27 de dezembro de 2013 5:24 pm

    finalmente o idiota mor da veja assume o lado retrógrado

    se barrroso é o queridinho da imprensa progressista, para ele só sobrou a imprensa retrógrada!!!

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/145427-um-leninista-de-toga.shtml

    Reinaldo Azevedo

    Um leninista de toga

    Quando o assunto é drogas, Barroso acha que a proibição induz ao crime; quando é doação eleitoral, à virtude

    Lênin chegou ao STF pela via cartorial. O ministro Luís Roberto Barroso concedeu uma impressionante entrevista à Folha de domingo. Afirmou: “Em tese, não considero inconstitucional em toda e qualquer hipótese a doação [a campanhas eleitorais] por empresa”. Ele, no entanto, votou pelo acolhimento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que, se vitoriosa, impedirá as doações de pessoas jurídicas a candidatos e partidos. Ocorre que decisões do STF têm a força de uma tese! O ministro está dizendo que a Constituição, ao contrário do seu voto, não veta essa modalidade de contribuição. Ele declarou inconstitucional o que sabe não ser. É intelectualmente escandaloso!

    Tivesse uma câmera na mão, Barroso seria cineasta, já que não lhe faltam más ideias na cabeça. Ele nos diz qual é a sua restrição: “[a doação] não tem nada a ver com ideologia. [As empresas] doam ou por medo, ou porque são achacadas ou porque querem favores”. É? Fosse por ideologia, seria uma ação virtuosa? Será que o PT d’antanho teria conseguido se financiar caso as empresas fizessem uma triagem puramente ideológica? E se vigesse o financiamento público? O partido teria deixado de ser nanico?

    Só houve alternância no poder –do PSDB para o PT– porque doações não foram feitas por ideologia. De resto, gente achacada, com medo ou em busca de favores não assina recibo. Pior será o modelo do ministro. Se achaque houver, não deixará nem pistas. Eis Barroso, que agora tem uma nova causa: descriminalizar as drogas. Entendo. Quando o assunto é maconha e cocaína, ele acha que a proibição induz ao crime; quando é doação eleitoral, ele acha que a proibição induz à virtude.

    Como ignorar que os verdadeiros autores da ADI pertencem a um grupo liderado pelo próprio ministro? A OAB foi uma espécie de laranja da causa. Refiro-me a Daniel Sarmento, professor de Direito Constitucional da Uerj, área comandada por Barroso, e Eduardo Mendonça, que já foi seu sócio e hoje é seu assessor no STF. O ministro julgou de dia uma causa que ajudou a patrocinar à noite. E não se declarou impedido! Aéticos, para ele, são os políticos.

    Mas Barroso é um queridinho da imprensa “progressista”. Abraça todas as teses politicamente corretas das esquerdas atomizadas de hoje em dia: casamento gay, descriminalização das drogas, cotas raciais, aborto… Condenar fetos, que não podem correr, à sucção e à cureta é visto nestes tempos como prova de grande coragem. Quanta valentia a risco zero!

    Na Folha, o homem ensaia um voo teórico: “É preciso interpretar [a história] e fazê-la andar. Está ruim? Não está funcionando? Nós temos de empurrar a história”. Isso é Lênin. Os partidários do barbudo furunculoso (Marx) entendiam que a sociedade socialista dependia de certas precondições que a Rússia não oferecia. Lênin, então, lançou a tese da “aceleração da história”, ora abraçada pelo valente. O ministro está dizendo que cabe ao STF tomar o lugar da sociedade e do Congresso.

    Na semana que vem, voltarei à questão. Barroso é, no STF, a vanguarda de um atraso que tem história: a substituição do povo por um ente de razão chamado “partido”. Esse homem “moderno” é um tipo que só prospera hoje em dia na América Latina. É vanguarda, sim, mas do fim do século 19 e início do 20. Em democracias que se respeitam, seria tangido da corte suprema a varadas –metafóricas claro! Ministro do STF que acredita ser sua missão “empurrar a história” não pratica “neoconstitucionalismo”, mas o velho porra-louquismo. E com a toga nos ombros. #prontofalei.

    PS “” Um voto para o próximo Natal (o de anteontem já é jornal velho) e para os anos novos vindouros? Pois não. Que as pessoas sejam autônomas e não dependam da boa vontade do palavrório de estranhos. Não parece bom?

  14. Luiz Eduardo Brandão

    27 de dezembro de 2013 6:34 pm

    Rodovia Brasília-Juiz de Fora: 61,3% de deságio

    Mais uma que os arautos da fracassomania vão ter que engolir:

    Invepar vence leilão de trecho da BR-040 com deságio de 61,13%

    Jornal do Brasil

    A Invepar venceu nesta sexta-feira (27/12) a licitação promovida pela União Federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para a concessão de trecho da rodovia BR-040, que liga o Distrito Federal, Goiás e Juiz de Fora (MG). A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, celebrou o resultado, com deságio de 61,13%, garantindo uma tarifa de R$ 3,22 para cada 100 km ante o teto de R$ 9,54 estipulado pelo governo federal.

    Após a assinatura do contrato, que deve acontecer no dia 6 de março, a empresa será responsável pela recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da rodovia pelo prazo de 30 anos. O segmento vai de Brasília, do entroncamento com a BR-251, até Juiz de Fora, em Minas Gerais, abrangendo 38 municípios. A previsão é que haja 11 praças de pedágio no trecho. O valor do investimento ao longo do período será de R$ 6,6 bilhões, sendo que R$ 4,4 bilhões serão investidos nos primeiros cinco anos. 

    Além das duplicações, a Invepar afirma por meio de nota da assessoria de imprensa que investirá, durante o período de concessão, na implantação de vias marginais, implantação de terceiras faixas, dispositivos de entroncamento em desnível, passarelas, correções de traçado e melhorias em acessos, além de oferecer serviços aos usuários como socorro mecânico, atendimento médico emergencial, instalação de Centro de Controle Operacional (CCO), postos de pesagem e sistema de atendimento ao usuário.

    A Invepar atua no segmento de rodovias desde 2000, e passa a administrar um total de 1.963,8 quilômetros de rodovias e vias urbanas no Brasil e no Peru. A empresa foi fundada em março de 2000 e atua nos segmentos rodoviário, aeroportuário e de mobilidade urbana. Desde novembro de 2012, opera, em consórcio formado com a ACSA (Airports Company South Africa), o Aeroporto Internacional de São Paulo – GRU Airport.

    Também administra um total de 1.027 quilômetros de rodovias sob a gestão de oito concessionárias: LAMSA – Linha Amarela S.A. (RJ), CLN – Litoral Norte S.A (BA), CART – Auto Raposo Tavares S.A. (SP), CBN – Bahia Norte S.A (BA), CRT – Rio Teresópolis S.A. (RJ), CRA – Rota do Atlântico (PE), ViaRio (RJ) e Via Parque Rímac, em Lima, no Peru, a primeira concessão internacional do grupo. Atua no setor de mobilidade urbana, por meio do MetrôRio e do VLT Carioca, que consiste num sistema de Veículo Leves sobre Trilhos, ambos na cidade do Rio de Janeiro. 

    Oito grupos entregaram propostas. Segundo os documentos da ANTT, cinco participam isoladamente e três em consórcios. Este é o maior número de propostas entre os cinco leilões de rodovias deste ano. 

    A rodovia deverá ser concedida dentro do Programa de Investimento em Logística (PIL), do governo federal, que já licitou, entre outros trechos, a BR-050, entre Goiás e Minas Gerais, e a BR-163 em Mato Grosso.

    * Com informações da Agência Brasil e do Portal Terra

    http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/12/27/invepar-vence-leilao-de-trecho-da-br-040-com-desagio-de-6113/

  15. macedo

    27 de dezembro de 2013 8:33 pm

    Concorrente da Embraer, empresa Beechcraft é vendida nos EUA

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1390633-concorrente-da-embraer-em-contrato-da-forca-aerea-dos-eua-e-comprada-por-us-14-bi.shtml

    27/12/2013 – 14p7, Folha de SP

    Empresa que perdeu contrato nos EUA para Embraer é vendida por US$ 1,4 bi

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    A Textron, fabricante dos aviões Cessna, firmou acordo para comprar a fabricante de aeronaves Beechcraft Corp por cerca de US$ 1,4 bilhão em dinheiro, em um acordo que deve expandir o negócio de aviação comercial do grupo.

    A Beechcraft saiu de um processo de falência em fevereiro e estava procurando compradores para seu negócio de aviões comerciais, que vinha perdendo dinheiro.

    A empresa sofreu um duro revés no início deste ano ao perder uma disputa para a Embraer referente ao contrato de 20 aviões da Força Aérea Americana de quase US$ 500 milhões.

    A Textron, que também produz o helicóptero Bell, disse que planeja financiar a compra com uma combinação de dinheiro e até US$ 1,1 bilhão em nova dívida.

    O Credit Suisse e o Morgan Stanley foram os assessores financeiros da Beech Holdings e o JPMorgan assessorou a Textron.

  16. Sérgio T.

    27 de dezembro de 2013 8:40 pm

    Terra da Liberdade

    Aos pouco a “terra da liberdade” vai assumindo a lógica de “uns são mais iguais que outros”, ou o “terrorismo” nasceu espontâneamente e os EUA apenas se defendem…

    Juiz dos EUA considera legal coleta de dados telefônicos pela NSA

    Um juiz federal de Nova York (Estados Unidos) considerou nesta sexta-feira que a coleta de dados telefônicos de americanos por parte da Agência de Segurança Nacional (NSA) é legal e justificada para prevenir ataques terroristas.

    O juiz federal do distrito sul de Nova York William Pauley considerou que o programa revelado pelo ex-analista externo da NSA Edward Snowden é “legal” e útil para estabelecer conexões entre terroristas e evitar atentados em território americano.

    O juiz reconhece que o vazamento de informações através Snowden motivaram um debate em nível geral, assim como na Casa Branca e no Congresso, sobre “a tensão entre a proteção do país e a preservação das liberdades civis que representa a coleta de metadados telefônicos”.

    O juiz rejeitou assim o processo da União de Liberdades Civis dos Estados Unidos (ACLU), que argumentava que a coleta em massa de dados de americanos por parte da NSA é ilegal, enquanto o governo americano defendeu o programa, já que a maior parte dos dados registrados é descartada.

    A opinião contrasta com a sentença, ditada na semana passada de outro juiz federal, neste caso de Washington D.C., que considerou que a acumulação em massa de milhões de dados de conexões telefônicas nos Estados Unidos poderia violar o direito à privacidade contra as consultas excessivas que a Constituição americana proporciona.

    A coleta dos chamados metadados telefônicos de americanos por parte da NSA é um dos pontos mais críticos para a imagem da agência de inteligência, já que sua ordem é espionar somente no exterior.

    do Terra

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