Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Webster Franklin
8 de maio de 2015 5:36 amR$ 78 mi de empreiteiras. Cadê o PSDB?
Blog do Miro
Quinta-feira, 7 de maio de 2015
Por Altamiro Borges
Reportagem do Estadão desta quinta-feira (7) traz uma informação preciosa – que nunca foi manchete na mídia golpista e passou desapercebida pelos falsos moralistas que bateram panelas nesta semana. “As empreiteiras que integram o ‘clube’ investigado por formação de cartel e desvios na Petrobras doaram em 2014 – ano de eleições gerais e no qual o caso de corrupção foi descoberto – um total de R$ 78 milhões ao PT e ao PSDB”. O jornal informa que o comando petista recebeu quase um terço deste total; já os tucanos embolsaram 42% dos R$ 78 milhões. Na mídia tucana, o PT é satanizado e o tesoureiro nacional da legenda já foi condenado sem qualquer prova – e inclusive está preso. Já os tucanos se travestem de vestais da ética e nenhum deles foi investigado ou dormiu na cadeia!
A informação do Estadão teve como base as prestações de contas dos dois partidos, encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Elas mostram que quase um terço do total das contribuições de empresas ao diretório nacional petista veio das construtoras sob suspeita na Operação Lava Jato. No caso do PSDB, esse percentual é ainda maior: chega a 42%”. Na maior caradura, o jornal afirma que os “políticos das duas legendas são investigados por suposto envolvimento no esquema”. Só não explica porque os petistas já foram execrados pela mídia – inclusive pelo oligárquico Estadão – e os tucanos seguem livres e soltos, posando de paneleiros indignados.
A própria reportagem desta quinta-feira é centrada no PT. “Diante do desgaste ocorrido com a prisão do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, suspeito de envolvimento no esquema desvendado na Lava Jato, integrantes da cúpula do partido passaram a defender que as doações à legenda e a candidatos nas próximas disputas eleitorais se restrinjam às pessoas físicas. Em abril, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou após reunião do diretório nacional da legenda, em São Paulo, que o partido não mais receberá doações de pessoas jurídicas… Em propaganda partidária, que foi ao ar em cadeia nacional de rádio e TV anteontem, Falcão ressaltou que aqueles filiados que tiverem o envolvimento comprovado em corrupção serão expulsos da legenda”.
O Estadão não questiona os valores recebidos pelo PSDB – 42% dos R$ 78 milhões. Não coloca sob suspeição os motivos destas contribuições. As mesmas empreiteiras que operam na Petrobras também possuem milionários contratos com estatais em governos estaduais controlados pelos tucanos. No passado recente, durante o triste reinado de FHC, elas também fizeram fortuna – inclusive no suspeito processo da privatização das estatais. Para o Estadão e os falsos moralistas que batem panelas, porém, estas suspeitas não estão em debate. O que importa é derrotar a Dilma, o Lula, o PT e as esquerdas! Na prática, o combate à corrupção é pura falsidade dos que desejam voltar ao poder na marra, já que não conseguem ganhar nas urnas!http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/05/r-78-mi-da-empreiteiras-cade-o-psdb.html
Mário R.
8 de maio de 2015 7:25 amAvis Rara
Santayana, com a lucidez e honestidade intelectual habituais, em defesa da Petrobrás e do modelo de partilha.
http://www.maurosantayana.com/2015/05/a-disputa-do-pre-sal.html
Mário R.
8 de maio de 2015 7:31 amAvis Rara
Santayana, com a lucidez e honestidade intelectual habituais, faz defesa da Petrobrás e modelo de partilha.
http://www.maurosantayana.com/2015/05/a-disputa-do-pre-sal.html
Anna Dutra
8 de maio de 2015 11:21 amEstá saturando … Excelente e insuspeito.
Barbara Gancia
247
8/05/2015
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/180097/Barbara-Gancia-reage-ao-%C3%B3dio-dos-%27conservadossauros%27.htm
Pedro Penido dos Anjos
8 de maio de 2015 2:53 pmQuem somos
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Quem dá jeito na telefonia móvel ruim e cara do Brasil?
A imagem da situação da telefonia móvel do Brasil é assustadora: investimento insuficiente, monopólio de operadoras, preços altos e serviços ruins.
A infraestrutura não é ampla e sofisticada o bastante para suprir a alta demanda e as operadoras deveriam reinvestir no setor e não apenas lucrar e atender mal aos usuários.
Enquanto o Brasil tem pouco mais de meia dúzia de operadoras, em outro país dos Brics como a Índia, há mais de 20 explorando o mercado. Além disso, o preço de nossa telefonia celular é mais alto do que o cobrado em várias outras partes do mundo.
Neste contexto os números de linhas de telefones móveis no Brasil se multiplicam a cada ano. Somos 202,7 milhões de pessoas e temos 280,7 milhões de linhas ativas de celulares.
O país tem hoje mais chips ativados que cidadãos, mas isso, infelizmente, não é motivo de comemoração.
A existência de tantos milhões de chips não quer dizer que todo o brasileiro possua uma linha de telefonia móvel. Pesquisas apontam que entre 20 e 40% dos brasileiros não possuem telefonia celular, a maioria deles na área rural e nas classes D e E.
Uma pergunta importante é: quem são os cidadãos que sustentam atualmente e sustentaram o crescimento das companhias de telefonia celular no Brasil? São exatamente os 78% de usuários de linhas pré-pagas, ou seja, pessoas que teoricamente tem um orçamento limitado e não podem se surpreender com contas acima do previsto ao final do mês.
A modalidade de serviço pre-pago apesar de ter intensificado a penetração do celular no país não privilegia seus usuários com condições melhores e preços de tarifas mais baratas, o que prejudica, obviamente, os consumidores de baixa renda.
O preço das ligações pre-pagas são mais caras do que o dos planos pós-pagos. Além disso, conhecer adequadamente as condições do serviço contratado é um grande desafio nos planos móveis pré-pagos. Ou até mesmo nos pós-pagos.
Boa parte das principais operadoras móveis do país fornecem no pacote junto ao chip o contrato de adesão do serviço de telefonia móvel. Contudo, nenhuma delas apresenta as condições específicas do plano que está sendo adquirido.
Quando o consumidor necessita ele não encontra no contrato informações como o preço das chamadas para a mesma operadora; para outras companhias; o de ligações para telefones fixos, o de mensagens de texto; as condições de roaming e ligações de longa distância; acesso à Internet, etc.
O mais absurdo é o fato do consumidor optar por ser pre- pago porque, teoricamente, este sistema lhe permite usar o mínimo possível de acordo com suas necessidades, mas ter que engolir a determinação das operadoras dos créditos comprados terem prazo de validade para vencer.
Isso significa que se o usuário não utilizar dentro de um prazo determinado os créditos que comprou, eles desaparecem e o consumidor tem que comprar mais créditos no momento que necessitar.
Na luta pela melhoria do sistema no Brasil, existe uma queda de braço entre o poder das operadoras e o poder regulador da Anatel.
Em julho de 2014, entrou em vigor parte do novo Regulamento Geral dos Direitos do Consumidor de Telecomunicações – RGC, a Resolução da Anatel 632/2014, impondo às empresas de telefonia- telefone fixo, Internet, TV por assinatura e telefone móvel – mudanças de interesse do consumidor no atendimento e na prestação dos serviços.
O novo regulamento, com prazo escalonado de três anos (2014, 2015 e 2016) para o início do atendimento das exigências por parte das operadoras, não sobreviveu incólume nem 30 dias.
Antes do final de julho de 2014 uma liminar da Justiça garantiu às operadoras o não cumprimento de parte das novas exigências. A maior parte das novas regras passaria a valer depois de 120 dias da publicação do regulamento.
O novo regulamento está na página da Anatel. Mas quais são as regras que foram e continuam suspensas até o momento pela liminar do Tribunal Regional Federal da 1å Região a favor das operadoras e contra os interesses do consumidor ?
As empresas ( Claro, Embratel, GVT, Net, Nextel, SKY, TIM Celular, Oi Móvel, Vivo e Algar Telecom ) enquanto a liminar não cair, não terão a obrigatoriedade de: retornar imediatamente as ligações que caírem no meio, feitas aos call centers; estender para os clientes antigos os mesmos benefícios das ofertas praticadas para captar novos clientes; fornecer informações por escrito sobre o plano de serviço no ato da contratação; cumprir a proibição de cobrar pelo restabelecimento da prestação do serviço, entre outros previstos no RGC.
No pedido de suspensão do novo regulamento da Anatel feito ao TRF1 pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) ela argumenta que o prazo de 120 dias para o atendimento destas obrigações, foi irrisório e que as exigências não estavam devidamente claras para as operadoras.
É necessário esclarecer aos usuários que a alegação é uma farsa. Como presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa acompanho a questão e sei que todas as empresas de telecomunicações participaram do grupo de implantação do novo regulamento e não podem dizer que desconheciam as regras porque elas foram feitas exatamente para responder à grande demanda de problemas relatados pelos usuários.
A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) das empresas de TV por assinatura, por sua vez, também requereu, em outra ação de teor semelhante, a nulidade e a suspensão das regras criadas pelo RGC.
Em dois meses, julho de 2015, um ano já terá se passado. E o que vão dizer agora ? que não foi prazo suficiente para promover o cumprimento das exigências?
É assim que vamos continuar? A Anatel tenta regular em defesa do consumidor e a Justiça impede ?
Esta sim seria uma ótima causa para se bater panelas neste país. Uma noite nacional de protesto sem usar celular, sem usar TV por assinatura, ou telefones fixos.
Essas horas sem TV e celular podem ser substituídas pela leitura e discussão com amigos e família do Regulamento Geral dos Direitos do Consumidor de Telecomunicações – RGC ( não é tão grande e interessa diretamente a cada um de nós no dia a dia ).
Os usuários de telefonia devem se unir e apoiar as iniciativas existentes para corrigir as distorções do sistema. A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa realiza dia 28 de maio próximo, uma audiência Pública, como o próprio nome diz aberta ao público em geral, para discutir a questão e encaminhar propostas.
Uma outra iniciativa a ser apoiada: o Tribunal de Contas da União (TCU) vai realizar uma fiscalização sobre a qualidade da telefonia móvel no Brasil, conforme proposta apresentada pelo ministro Bruno Dantas, aprovada em março deste ano pelo plenário da Corte.
A fiscalização deverá ser feita por meio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e não diretamente nas operadoras.
Dantas argumentou na ocasião que o número de clientes de celular vem crescendo no país, enquanto a qualidade percebida pelos usuários está caindo, conforme estatísticas de reclamações dos Procons de todo o país.
Na prática qual é a situação usualmente enfrentada pelo consumidor de telefonia móvel?
Pacote de internet com velocidade abaixo do prometido ou inexistente em algum período do mes; cobranças indevidas; ligações que caem durante a chamada; ausência de sinal em momentos importantes; dificuldade de concluir reclamações com as operadoras; promessas de soluções não cumpridas; dificuldade extrema de cancelamento de serviços; entre outras.
A única saída indicada para fugirmos deste dilema constante é o apoio popular às iniciativas já em andamento e a mobilização global por direitos já previstos em lei e por outros que passemos a considerar importantes. As mudanças dependem também de nosso engajamento à causa. Vamos à luta!
Pedro Penido dos Anjos
8 de maio de 2015 2:58 pmQuem dá jeito na telefonia móvel ruim e cara do Brasil?
Quem dá jeito na telefonia móvel ruim e cara do Brasil?
CHICO VIGILANTE
7 de Maio de 2015 às 15:04
A saída é a mobilização popular dos consumidores para forçar que as operadoras cumpram as normas da Anatel apesar de liminares na Justiça garantindo o contrário
A imagem da situação da telefonia móvel do Brasil é assustadora: investimento insuficiente, monopólio de operadoras, preços altos e serviços ruins.
A infraestrutura não é ampla e sofisticada o bastante para suprir a alta demanda e as operadoras deveriam reinvestir no setor e não apenas lucrar e atender mal aos usuários.
Enquanto o Brasil tem pouco mais de meia dúzia de operadoras, em outro país dos Brics como a Índia, há mais de 20 explorando o mercado. Além disso, o preço de nossa telefonia celular é mais alto do que o cobrado em várias outras partes do mundo.
Neste contexto os números de linhas de telefones móveis no Brasil se multiplicam a cada ano. Somos 202,7 milhões de pessoas e temos 280,7 milhões de linhas ativas de celulares.
O país tem hoje mais chips ativados que cidadãos, mas isso, infelizmente, não é motivo de comemoração.
A existência de tantos milhões de chips não quer dizer que todo o brasileiro possua uma linha de telefonia móvel. Pesquisas apontam que entre 20 e 40% dos brasileiros não possuem telefonia celular, a maioria deles na área rural e nas classes D e E.
Uma pergunta importante é: quem são os cidadãos que sustentam atualmente e sustentaram o crescimento das companhias de telefonia celular no Brasil? São exatamente os 78% de usuários de linhas pré-pagas, ou seja, pessoas que teoricamente tem um orçamento limitado e não podem se surpreender com contas acima do previsto ao final do mês.
A modalidade de serviço pre-pago apesar de ter intensificado a penetração do celular no país não privilegia seus usuários com condições melhores e preços de tarifas mais baratas, o que prejudica, obviamente, os consumidores de baixa renda.
O preço das ligações pre-pagas são mais caras do que o dos planos pós-pagos. Além disso, conhecer adequadamente as condições do serviço contratado é um grande desafio nos planos móveis pré-pagos. Ou até mesmo nos pós-pagos.
Boa parte das principais operadoras móveis do país fornecem no pacote junto ao chip o contrato de adesão do serviço de telefonia móvel. Contudo, nenhuma delas apresenta as condições específicas do plano que está sendo adquirido.
Quando o consumidor necessita ele não encontra no contrato informações como o preço das chamadas para a mesma operadora; para outras companhias; o de ligações para telefones fixos, o de mensagens de texto; as condições de roaming e ligações de longa distância; acesso à Internet, etc.
O mais absurdo é o fato do consumidor optar por ser pre- pago porque, teoricamente, este sistema lhe permite usar o mínimo possível de acordo com suas necessidades, mas ter que engolir a determinação das operadoras dos créditos comprados terem prazo de validade para vencer.
Isso significa que se o usuário não utilizar dentro de um prazo determinado os créditos que comprou, eles desaparecem e o consumidor tem que comprar mais créditos no momento que necessitar.
Na luta pela melhoria do sistema no Brasil, existe uma queda de braço entre o poder das operadoras e o poder regulador da Anatel.
Em julho de 2014, entrou em vigor parte do novo Regulamento Geral dos Direitos do Consumidor de Telecomunicações – RGC, a Resolução da Anatel 632/2014, impondo às empresas de telefonia- telefone fixo, Internet, TV por assinatura e telefone móvel – mudanças de interesse do consumidor no atendimento e na prestação dos serviços.
O novo regulamento, com prazo escalonado de três anos (2014, 2015 e 2016) para o início do atendimento das exigências por parte das operadoras, não sobreviveu incólume nem 30 dias.
Antes do final de julho de 2014 uma liminar da Justiça garantiu às operadoras o não cumprimento de parte das novas exigências. A maior parte das novas regras passaria a valer depois de 120 dias da publicação do regulamento.
O novo regulamento está na página da Anatel. Mas quais são as regras que foram e continuam suspensas até o momento pela liminar do Tribunal Regional Federal da 1å Região a favor das operadoras e contra os interesses do consumidor ?
As empresas ( Claro, Embratel, GVT, Net, Nextel, SKY, TIM Celular, Oi Móvel, Vivo e Algar Telecom ) enquanto a liminar não cair, não terão a obrigatoriedade de: retornar imediatamente as ligações que caírem no meio, feitas aos call centers; estender para os clientes antigos os mesmos benefícios das ofertas praticadas para captar novos clientes; fornecer informações por escrito sobre o plano de serviço no ato da contratação; cumprir a proibição de cobrar pelo restabelecimento da prestação do serviço, entre outros previstos no RGC.
No pedido de suspensão do novo regulamento da Anatel feito ao TRF1 pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) ela argumenta que o prazo de 120 dias para o atendimento destas obrigações, foi irrisório e que as exigências não estavam devidamente claras para as operadoras.
É necessário esclarecer aos usuários que a alegação é uma farsa. Como presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa acompanho a questão e sei que todas as empresas de telecomunicações participaram do grupo de implantação do novo regulamento e não podem dizer que desconheciam as regras porque elas foram feitas exatamente para responder à grande demanda de problemas relatados pelos usuários.
A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) das empresas de TV por assinatura, por sua vez, também requereu, em outra ação de teor semelhante, a nulidade e a suspensão das regras criadas pelo RGC.
Em dois meses, julho de 2015, um ano já terá se passado. E o que vão dizer agora ? que não foi prazo suficiente para promover o cumprimento das exigências?
É assim que vamos continuar? A Anatel tenta regular em defesa do consumidor e a Justiça impede ?
Esta sim seria uma ótima causa para se bater panelas neste país. Uma noite nacional de protesto sem usar celular, sem usar TV por assinatura, ou telefones fixos.
Essas horas sem TV e celular podem ser substituídas pela leitura e discussão com amigos e família do Regulamento Geral dos Direitos do Consumidor de Telecomunicações – RGC ( não é tão grande e interessa diretamente a cada um de nós no dia a dia ).
Os usuários de telefonia devem se unir e apoiar as iniciativas existentes para corrigir as distorções do sistema. A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa realiza dia 28 de maio próximo, uma audiência Pública, como o próprio nome diz aberta ao público em geral, para discutir a questão e encaminhar propostas.
Uma outra iniciativa a ser apoiada: o Tribunal de Contas da União (TCU) vai realizar uma fiscalização sobre a qualidade da telefonia móvel no Brasil, conforme proposta apresentada pelo ministro Bruno Dantas, aprovada em março deste ano pelo plenário da Corte.
A fiscalização deverá ser feita por meio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e não diretamente nas operadoras.
Dantas argumentou na ocasião que o número de clientes de celular vem crescendo no país, enquanto a qualidade percebida pelos usuários está caindo, conforme estatísticas de reclamações dos Procons de todo o país.
Na prática qual é a situação usualmente enfrentada pelo consumidor de telefonia móvel?
Pacote de internet com velocidade abaixo do prometido ou inexistente em algum período do mes; cobranças indevidas; ligações que caem durante a chamada; ausência de sinal em momentos importantes; dificuldade de concluir reclamações com as operadoras; promessas de soluções não cumpridas; dificuldade extrema de cancelamento de serviços; entre outras.
A única saída indicada para fugirmos deste dilema constante é o apoio popular às iniciativas já em andamento e a mobilização global por direitos já previstos em lei e por outros que passemos a considerar importantes. As mudanças dependem também de nosso engajamento à causa. Vamos à luta!
Pedro Penido dos Anjos
8 de maio de 2015 3:50 pmA fome de dinheiro de quem já
A fome de dinheiro de quem já tem muito dinheiro
8 de maio de 2015 | 11:43 Autor: Fernando Brito
Corre, há tempos, na internet um texto falsamente atribuído a Victor Hugo (na verdade é do cronista gaúcho Sérgio Jockmann) que tem uma passagem interessante: sugeria que, de ano em ano, quem tivesse muito dinheiro o colocasse numa mesa, olhasse bem para a pilha de notas e perguntasse quem ali era dono de quem.
O professor Fernando Nogueira da Costa, da Unicamp, que mantém um extraordinário blog de economia, traz hoje uma interessantíssima pesquisa da União de Bancos Suíços (UBS) que foi resumida por Beatriz Cutait, do Valor.
Fala dos dramas e agruras dos milionários, incapazes de reagir ao dinheiro com a pureza do querido Moreira da Silva em seu “Ernestisna, acertei no milhar, ganhei 500 contos, não vou mais trabalhar”…
Milionários: Quando o bastante basta? Por que os
afortunados não conseguem se livrar da rotina do enriquecimento?
Quem pensa que os milionários têm a vida ganha está muito enganado. Assim como pessoas com um padrão considerado normal, indivíduos de alta renda lutam para manter a riqueza adequada aos seus estilos de vida, que não tendem a ser modestos.
Mas não é só isso. Como alerta a Teoria da Classe Ociosa, livro de autoria de Thorstein Veblen (1857-1929), publicado em 1899, época dos chamados Barões Ladrões nos EUA, dominada por novos magnatas como Vanderbilt (das ferrovias) e Rockfeller (do petróleo), entre outros poucos, é custoso para os milionários demonstrar que não necessitam trabalhar, manualmente, como os servos e escravos, na época, recentemente libertados.
O esnobismo — atitude de quem despreza o relacionamento com gente humilde e imita, geralmente de maneira afetada,o gosto, o estilo e as maneiras de pessoas de prestígio ou alta posição social, e/ou assume ares de superioridade a propósito de tudo com um sentimento de superioridade exacerbado e gosto excessivo pelo que está na moda, inclusive as trivialidades — custa caro, não só em dinheiro e tempo, mas também em termos comportamentais:
pressão para manter o padrão de vida,preocupação com o impacto da fortuna sobre os valores dos filhos,arrependimento por não dedicar tempo suficiente à família,temores em relação ao futuro financeiro das próximas gerações,busca incessante por aumentar o patrimônio.
Aí, que canseira… Cansei. Mesmo não sendo de direita como os idiotas em voga…
Esses comportamentos dos milionários é o que revela a pesquisa “When is enough… enough? Why the wealthy can’t get off the treadmill” (Quando o bastante…basta? Por que os afortunados não conseguem se livrar da rotina?, na tradução livre), elaborada pelo UBS com 2.215 milionários americanos entre os dias 11 e 19 de março de 2015. Beatriz Cutait (Valor, 29/04/15) a resumiu.
Esses investidores têm ao menos US$ 1 milhão em patrimônio líquido, dos quais 610 deles com ao menos US$ 5 milhões.
A ideia da pesquisa é identificar necessidades, objetivos e preocupações dos participantes. Ainda que desfrutem de uma grande dose de alegria e apreço pelo que já ganharam, o UBS aponta que muitos milionários sentem-se compelidos a lutar por mais, estimulados por:
a própria ambição,o desejo de proteger a vida de suas famílias eum sempre presente medo de perder tudo que já foi conquistado.
Metade dos investidores (52%) de alta renda sente-se em alguns momentos presa a uma rotina no trabalho da qual não pode sair sem abrir mão do padrão de vida ao qual sua família acostumou-se.
Embora dois terços dos milionários aleguem que alcançar a segurança financeira é o principal objetivo de se trabalhar para construir riqueza, só os muito ricos (no caso aqueles com US$ 5 milhões ou mais) sentem ter o suficiente para estarem seguros.
A ambição por mais riqueza, por sinal, segue presente nessa faixa de renda. A satisfação cresce conforme o patrimônio aumenta, da mesma forma que as expectativas em relação ao estilo de vida acompanham essa evolução. A pesquisa revela que 58% dos milionários disseram que suas expectativas têm aumentado nos últimos dez anos, isto é, os ricos querem cada vez mais.
Se tivessem apenas mais cinco anos para viver:
87% desses investidores de alta renda sinalizaram que fariam as coisas de maneira diferente.64% afirmaram que viajaria mais,61% dos entrevistados disseram que dedicariam mais tempo à família,44% se aposentariam,37% seriam melhores pessoas (!), eapenas 3% dos consultados afirmaram que trabalhariam mais para sustentar a família.
Essa, por sinal, é outra preocupação dos investidores: o impacto da fortuna sobre os filhos, ou melhor, o mau relacionamento com eles, pois pautado na desconfiança.
65% consideram que os herdeiros não entendem o valor do dinheiro;a maioria (54%) ainda acredita que os filhos não reconhecem os sacrifícios feitos para eles equase metade dos milionários avalia que os herdeiros não conseguem tirar pleno partido das oportunidades que lhes foram dadas e se preocupa que eles acabem com “um plano de carreira instável” — traduzindo do tucanês:pobres!
O trabalho pesado foi citado como a principal razão da geração de riqueza dos mais afortunados, que mudaram de classe social ao longo da vida. O autoengano é importante para a autoestima! E a ideologia da meritocracia se presta a isso…
Quanto à mobilidade social, 77% dos entrevistados têm uma origem mais pobre, tendo crescido como classe média ou classe mais baixa (trabalhadores manuais ou pobres). Mas, atualmente, 65% se classifica como classe média alta e apenas 10% como classe alta (veja quadro acima)!
A educação pode ter sido um fator-chave para o sucesso desses milionários, já que quase metade dos que têm um patrimônio de até US$ 5 milhões tem graus avançados de formação (mestrado, doutorado ou especialização). Quando são abordados os investidores com uma fortuna acima desse montante, a fatia cresce para 65%.
Vivemos uma Era dos Super-Executivos. São pessoas formadas em Universidades que obtém remunerações milionárias quando sobem para a alta administração de empresas. São baseadas no poder hierárquico da diretoria definir a própria remuneração — e o CA e a AGE docilmente sancionando-a.
Não bastando preocuparem-se com o valor dado pelos filhos à riqueza, esses investidores temem um declínio das próximas gerações, após sua própria ascensão. Nesse sentido, os netos poderiam não contar com as mesmas oportunidades que seus filhos.
É a chamada “síndrome da colher-de-prata“. As pessoas ricas têm dinheiro para resolver quase todos os seus problemas, com exceção de um: os filhos crescem e muitos se tornam herdeiros preguiçosos, materialistas e infelizes.
E isso, segundo os pais, envolve a própria condução do país (no caso, os Estados Unidos), já que é mais fácil, psicologicamente, transferir responsabilidades:
sete em cada dez entrevistados sentem que o “sonho americano” de ascensão social por meio do trabalho duro está em risco edois terços preocupam-se com a crescente desigualdade de riqueza no país!
De acordo com o levantamento, ainda que:
quase dois terços dos milionários apreciem suas carreiras profissionais,64% dos entrevistados com filhos sentem ter sacrificado tempo com sua família para chegar onde estão.
Ao serem questionados sobre o maior arrependimento na vida:
23% citaram algum erro em um relacionamento familiar e17% mencionaram o fato de não passar mais tempo com a família.
A família citada como prioridade dentre as aspirações de vida, com a carreira no último lugar em ordem de importância. Pesquisa de opinião expressa, geralmente, uma falsa opinião perante o entrevistador, ou seja, o pesquisado éautocomplacente, caracterizando-se pela transigência consigo mesmo…
O estudo ainda segmenta os dados conforme gerações. Ela mostra que a pressão e a preocupação com a riqueza relatada pelos milionários é ainda maior na geração Y, conhecida como “Millennials” (pessoas nascidas a partir dos anos 80 até meados da década de 1990).
Um sentimento de competitividade se manifesta:
nas decisões de carreira eno comportamento pessoal.
Conforme a pesquisa, os Millennials são mais propensos a sentir pressão para trabalhar longas horas que os chamados “baby boomers” (pessoas nascidas após a Segunda Guerra Mundial). E mais da metade desses jovens (52%) teme perder sua riqueza, o maior percentual quando comparado com outras três gerações.
Explicação econômica-comportamental (ou psicológica-econômica) para isso? Os baby boomers, cujos pais perderam a riqueza durante o período entre a I e a II Guerra Mundial, além da Hiperinflação dos anos 20 e a Grande Depressão dos anos 30, não herdaram ou a herança foi pouca. Já os millennials estão herdando muito tarde, já que os pais estão demorando mais a morrer. Desde logo, herdam apenas os problemas psicólogicos — a má consciência — dos pais afortunados…
alfeu
8 de maio de 2015 8:29 pm*
Carteira de oportunidades de Cuba prevê investimento estrangeiro de US$8,7 bilhões
Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp
http://www.fiesp.com.br/noticias/carteira-de-oportunidades-de-cuba-preve-investimento-estrangeiro-de-us87-bilhoes/
Ministro cubano Rodrigo Malmierca apresentou as oportunidades para empresários brasileiros na sede da Fiesp
Para manter um crescimento econômico acima de 4%, Cuba precisa atrair investimentos estrangeiros de US$2 a US$2,5 bilhões por ano, informou o ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro da ilha, Rodrigo Malmierca.
Em um esforço de buscar garantias para esse ritmo de expansão, e para o sucesso do novo modelo econômico que é iniciado no país, o representante cubano apresentou nesta quinta-feira (7/5) a empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) uma carteira com 246 projetos que deve atrair US$8,7 bilhões em investimentos estrangeiros.
“Cuba desenvolve um processo de atualização de modelo econômico e a promoção de investimento estrangeiro é uma das ações de maior destaque nesse”, disse Malmierca durante o encontro.
Mais cedo, o ministro cubano participou de uma reunião fechada com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
“A mensagem da Fiesp é: ‘preste atenção em Cuba’. Há um potencial futuro bastante importante e perspectivas muito boas. As dificuldades da economia brasileira são passageiras, estamos hoje numa crise econômica e política, mas quando se fala em investimento tem de pensar nos anos seguintes, nas décadas seguintes. Passamos por uma fase de dificuldades, mas essa fase irá passar sem dúvida”, disse Skaf.
Na carteira apresentada por Malmierca, há projetos com oportunidades para 11 setores da atividade cubana e para a zona de Mariel, região que concentra o Porto de Mariel.
“A zona de Mariel está ao redor do porto e queremos, a partir de sistemas de incentivos especiais, atrair o capital estrangeiro em melhores condições ainda”, disse o ministro.
Ele apresentou ainda um regime tributário especial para investidores estrangeiros criado a partir de uma nova legislação aprovada em 2013 para investimentos dessa natureza.
“No caso do imposto sobre utilidade, por exemplo, a lei estabelece que primeiro são oito anos de isenção do imposto e, depois desse período, paga-se 15%. No caso da Zona Especial de Mariel são 10 anos de isenção e depois paga-se 12%. Isso é incentivo”, explicou Malmierca.
No final do encontro com empresários, Paulo Skaf sugeriu a organização de uma missão empresarial brasileira em Cuba.
Dualidade monetária
Em Cuba existem duas moedas em circulação e o ministro Malmierca reconheceu que “seria mais fácil” para o capital estrangeiro operar na ilha com apenas uma moeda. Segundo ele, há intenção de “eliminar a dualidade monetária”, mas trata-se de um “processo complicado”.
“O que posso dizer é que está na pauta o problema da dualidade monetária, e queremos minimizar os efeitos negativos [para investidores estrangeiros] no curto prazo”, afirmou.
alfeu
9 de maio de 2015 2:41 am*
Trabalhadores relatam piora no emprego com terceirização
Por Fania Rodrigues, Brasilde Fato
http://www.brasildefato.com.br/node/32006
Números do Dieese comprovam depoimentos de funcionários e mostram que terceirizados recebem até 27% menos, mesmo trabalhando em média três horas a mais que os efetivos
A lei da terceirização (PL 4330), que tramita no Congresso, é tema de grande polêmica nacional, que divide parlamentares, empresários e centrais sindicais. Para muitos especialistas e trabalhadores, o país está prestes a viver um dos maiores ataques contra a classe trabalhadora brasileira. Um deles é o engenheiro elétrico Eduardo Machado, de 55 anos, que trabalha há 36 anos na empresa elétrica Ampla e viveu na pele o processo da precarização.
“Na Ampla os empregados terceirizados trabalham em média 4 horas a mais e com um salário 40% menor. E não para por aí. O número de acidente envolvendo terceirizados é 92% maior que aqueles com efetivado. Com o complicador de que todos esses acidentes são graves e a maioria com vítimas fatais”, denuncia Machado, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Niterói (STIEEN).
Atualmente, a Ampla fornece energia para mais de 2,8 milhões de clientes residenciais, comerciais e industriais, em 66 municípios do Rio de Janeiro, que representam 73% do território do estado. A Região Metropolitana de Niterói e São Gonçalo e os municípios de Itaboraí e Magé concentram a maior parte dos clientes da distribuidora. Dos 9 mil funcionários da empresa, pelo menos 8 mil são terceirizados, segundo Machado.
Entre as principais causas dos acidentes, o engenheiro da Ampla aponta “a alta rotatividade dos trabalhadores devido a péssimas condições de trabalho e os baixos salários, a falta de capacitação, o baixo nível técnico dos contratados e a exigência cada vez maior de cumprimento de metas”, destaca.
O setor elétrico é o que registra o maior índice de acidentes de trabalho. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a taxa de mortalidade entre os terceirizados, nas empresas de distribuição energia, chega a ser três vezes superior.
Atraso
Os dados divulgados pelo Dieese mostram que os terceirizados recebem até 27% menos, mesmo trabalhando em média três horas a mais que os funcionários efetivos. Outra estatística, dessa vez do Ministério do Trabalho, mostra que a cada dez acidentes de trabalho oito envolvem terceiros. Isso porque as empresas economizam em equipamentos e procedimentos de segurança com o objetivo de lucrar mais.
No entanto, segundo alguns deputados federais, principalmente dos partidos conservadores, como PSDB, PSD, PR, DEM e Solidariedade, entre outros, a PL 4330 vem apenas regular o setor. Esse argumento é contestado por sindicalistas. “A terceirização existe desde 1990 e vai bem, obrigado. O que querem agora é ampliar isso e atingir setores que ainda não podem terceirizar suas atividades principais, que também chamamos de atividade fim”, afirma o dirigente da central sindical CSP Conlutas, Gualberto Tinoco.
alfeu
9 de maio de 2015 2:45 am*
Pesquisa inédita traça perfil da enfermagem no Brasil
Agência FIocruz de Notícias
http://www.agencia.fiocruz.br/pesquisa-inédita-traça-perfil-da-enfermagem-no-brasil
A enfermagem hoje no país é composta por um quadro de 80% de técnicos e auxiliares e 20% de enfermeiros. A conclusão é da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, lançada nesta quarta-feira (6/5) em Brasília, e cujos resultados também apontam desgaste profissional em 66% dos entrevistados e grande concentração da força de trabalho na Região Sudeste (mais da metade das equipes consultadas). O mais amplo levantamento sobre uma categoria profissional já realizado na América Latina é inédito e abrange um universo de 1,6 milhão de profissionais. O estudo foi realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por iniciativa do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área de saúde compõe-se de um contingente de 3,5 milhões de trabalhadores, dos quais cerca 50% atuam na enfermagem (cerca de 1,7 milhão). A pesquisa sobre o Perfil da Enfermagem, realizada em aproximadamente 50% dos municípios brasileiros e em todos os 27 estados da Federação, inclui desde profissionais no começo da carreira (auxiliares e técnicos, que iniciam com 18 anos; e enfermeiros, com 22) até os aposentados (pessoas de até 80 anos).
“Traçamos o perfil da grande maioria dos trabalhadores que atuam do campo da saúde. Trata-se de uma categoria presente em todos os municípios, fortemente inserida no SUS e com atuação nos setores público, privado, filantrópico e de ensino. Isso demonstra a dimensão da pesquisa, que não contempla apenas os que estão na ativa, mas a corporação como um todo”, comenta a coordenadora-geral do estudo e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Maria Helena Machado. No quesito mercado de trabalho, 59,3% das equipes de enfermagem encontram-se no setor público; 31,8% no privado; 14,6% no filantrópico e 8,2% nas atividades de ensino.
A pesquisa foi encomendada pelo Cofen para determinar a realidade dos profissionais e subsidiar a construção de políticas públicas. “Este diagnóstico detalhado da situação da enfermagem brasileira é um passo necessário para a transformação da realidade”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Carlos Neri.
Renda mensal
Considerando a renda mensal de todos os empregos e atividades que a equipe de enfermagem exerce, constata-se que 1,8% de profissionais na equipe (em torno de 27 mil pessoas) recebem menos de um salário-mínimo por mês. A pesquisa encontra um elevado percentual de pessoas (16,8%) que declararam ter renda total mensal de até R$ 1.000. Dos profissionais da enfermagem, a maioria (63%) tem apenas uma atividade/trabalho.
Os quatro grandes setores de empregabilidade da enfermagem (público, privado, filantrópico e ensino) apresentam subsalários. O privado (21,4%) e o filantrópico (21,5%) são os que mais praticam salários com valores de até R$ 1.000. Em ambos, os vencimentos de mais da metade do contingente lá empregado não passa de R$ 2.000.
Masculinização
A equipe de enfermagem é predominantemente feminina, sendo composta por 84,6% de mulheres. É importante ressaltar, no entanto, que mesmo tratando-se de uma categoria feminina, registra-se a presença de 15% dos homens. “Pode-se afirmar que na enfermagem está se firmando uma tendência à masculinização da categoria, com o crescente aumento do contingente masculino na composição. Essa situação é recente, data do início da década de 1990, e vem se firmando”, afirma a coordenadora.
Profissionais qualificados
O desejo de se qualificar é um anseio do profissional de enfermagem. Os trabalhadores de nível médio (técnicos e auxiliares) apresentam escolaridade acima da exigida para o desempenho de suas atribuições, com 23,8% reportando nível superior incompleto e 11,7% tendo concluído curso de graduação. O programa Proficiência e outras iniciativas de aprimoramento promovidas pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais revelaram ampla penetração, alcançando 94,5% dos enfermeiros e 98% dos profissionais de nível médio (técnicos e auxiliares) que relatam participação em atividades de aprimoramento.
Desemprego aberto
Dificuldade de encontrar emprego foi relatada por 65,9% dos profissionais de enfermagem. A área já apresenta situação de desemprego aberto, com 10,1% dos profissionais entrevistados relatando situações de desemprego nos últimos 12 meses.
Concentração geográfica
Mais da metade dos enfermeiros (53,9%), técnicos e auxiliares de enfermagem (56,1%) se concentra na Região Sudeste. Proporcionalmente à população, que representa 28,4% dos brasileiros segundo o IBGE, a Região Nordeste apresenta a menor concentração de profissionais, com 17,2% das equipes de enfermagem.