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  1. Webster Franklin

    10 de maio de 2015 5:31 am

    Kotscho: Folha tenta criar fato novo por impeachment

    Brasil 247

     

     

    :

     

    Ao comentar a manchete deste sábado da Folha de S. Paulo, sobre o que pode vir a ser a delação premiada (que não foi feita) do empresário Ricardo Pessoa, o jornalista Ricardo Kotscho afirma se tratar de mais uma tentativa de alimentar o projeto golpista no País; “Disse como, a quem, aonde, quando, em que circunstâncias? Como já se tornou rotina na cobertura da Operação Lava-Jato, tudo é vago e colocado no condicional, não há resposta para estas perguntas, não se apresentam provas e as fontes são sempre anônimas, mas o conjunto da obra cumpre sua tarefa de municiar os porta-vozes da oposição, sempre em busca de um fato novo para pedir o impeachment da presidente, criminalizar o PT, colocar o governo na defensiva e tirar Lula da disputa sucessória”, afirma; leia a íntegra

     

    9 de Maio de 2015 às 17:04

     

    Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

    Ao contrário do que parece, não é que o PSDB, dividido internamente, para não variar, tenha desistido de pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o único projeto do partido desde que perdeu a quarta eleição seguida para o PT nas eleições de outubro.

    O que separa as alas do partido formadas por velhos caciques e jovens deputados não é uma questão de princípios, mas apenas de timing. A turma dos cabelos pretos, mais açodada, quer derrubar o governo o mais rápido possível, enquanto os cabelos brancos preferem esperar por uma oportunidade melhor, o chamado “fato novo” nas investigações da Operação Lava-Jato.

    Uns e outros podem ter encontrado este fato novo na manchete da Folha de S. Paulo” de sábado: “Empreiteiro afirma ter doado a Dilma por temer retaliação _ Dono da UTC pagou R$ 7,5 mi para campanha eleitoral em 2014; repasses foram legais, diz PT”.

    É bom, porém, os tucanos não se afobarem outra vez, correndo para dar entrevistas sobre “a gravidade das acusações” contra o PT que o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, teria feito a procuradores da Lava Jato, porque não é a primeira vez que vaza esta nova jabuticaba jurídica de “pré-delação”. Em janeiro, a revista Veja já havia publicado uma denúncia na mesma linha baseada em documento que Pessoa teria feito na cadeia, envolvendo o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social.

    Preso em novembro do ano passado e há alguns dias em prisão domiciliar, Pessoa estaria negociando desde janeiro um acordo de delação premiada que ainda não foi feito, apesar das pressões explícitas de setores da mídia e dos partidos de oposição. O problema todo é que até agora o possível delator não apresentou fatos concretos e provas do que diz, segundo admite o próprio jornal que deu a manchete:

    “Pessoa descreveu de forma vaga sua conversa com Edinho, mas afirmou que havia vinculação entre as doações eleitorais e seus negócios na Petrobras”.

    Em nota, o PT voltou a afirmar que todas as doações à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 foram feitas de acordo com a legislação e lembrou que suas contas foram aprovadas por unanimidade na Justiça Eleitoral.

    O objetivo destes vazamentos seletivos sobre o que se passa no front da Justiça Federal em Curitiba, além de vincular diretamente a campanha da presidente Dilma Rousseff à corrupção na Petrobras para sustentar o pedido de impeachment, agora é atingir também o ex-presidente Lula para evitar que ele possa voltar a ser candidato, outra obsessão dos tucanos. Sem provas e sem citar fontes, o jornal publica esta acusação que teria sido feita pelo empresário:

    “O empreiteiro disse que deu R$ 2,4 milhões à campanha de Lula, via caixa dois (na disputa pela reeleição em 2006). O dinheiro teria sido trazido do exterior por um fornecedor de um consórcio formado pela UTC com as empresas Queiroz Galvão e Iesa e entregue em espécie no comitê petista”.

    Disse como, a quem, aonde, quando, em que circunstâncias? Como já se tornou rotina na cobertura da Operação Lava-Jato, tudo é vago e colocado no condicional, não há resposta para estas perguntas, não se apresentam provas e as fontes são sempre anônimas, mas o conjunto da obra cumpre sua tarefa de municiar os porta-vozes da oposição, sempre em busca de um fato novo para pedir o impeachment da presidente, criminalizar o PT, colocar o governo na defensiva e tirar Lula da disputa sucessória.

    Como disse esta semana o Jô Soares sobre os movimentos dos caciques tucanos, eles pensam que é só tirar a Dilma e colocar o Aécio no lugar dela. Não é bem assim, pelo menos para quem acredita nas regras do jogo da democracia.

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/180282/Kotscho-Folha-tenta-criar-fato-novo-por-impeachment.htm

     

  2. Webster Franklin

    10 de maio de 2015 7:49 am

    “Confissão” de Lula a Mujica é mais um crime de imprensa

    Do Blog Limpinho e cheiroso

     

    “Confissão” de Lula a Mujica é mais um crime de imprensa

    09/05/2015

    Uruguai_Jose_Mujica28_O_Globo

    Jornalista Andrés Danza, um dos autores do livro Uma ovelha negra no poder, sobre o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, negou que Lula falava do “mensalão” quando declarou já ter lidado com “muitas coisas imorais” e “chantagens” e que “essa era a única forma de governar o Brasil”. “Não, Lula estava falando sobre as ‘coisas imorais’ e não sobre o ‘mensalão’. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é difícil governar o Brasil sem conviver com chantagens e ‘coisas imorais’”, escreveu Danza. A edição de hoje [8/5] de O Globo traz a reportagem “Mujica, em livro, relata confissão de Lula sobre mensalão”. No fim de semana, o ex-presidente já foi alvo de uma capa comprovadamente mentirosa da revista Época, também da Globo. Em nota, Instituto Lula destacou que matéria de O Globo foi desmentida pelo G1, site que também pertence às Organizações Globo.

    Via Brasil 247

    O jornal O Globo cometeu na sexta-feira, dia 8/5, um crime de imprensa contra o ex-presidente Lula, que já foi alvo, no fim de semana, de uma reportagem de capa comprovadamente mentirosa da revista Época, do mesmo grupo. De acordo com matéria do jornal, intitulada “Mujica, em livro, relata confissão de Lula sobre mensalão”, o ex-presidente brasileiro teria dito ao ex-presidente uruguaio, sobre o escândalo, que “essa era a única forma de governar o Brasil”.

    A associação ao caso do “mensalão”, no entanto, foi negada pelo jornalista Andrés Danza, um dos autores do livro-reportagem Uma ovelha negra no poder, que relata os cinco anos de governo de Pepe Mujica. Segundo ele, Lula não se referia a esse caso específico quando declarou a Mujica já ter lidado com “muitas coisas morais” e “chantagens” e que “essa era a única forma de governar o Brasil”.

    “Não, Lula estava falando sobre as ‘coisas imorais’ e não sobre o ‘mensalão’. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é difícil governar o Brasil sem conviver com chantagens e ‘coisas imorais’”, escreveu Danza, por e-mail, em resposta ao portal G1, curiosamente do mesmo grupo. De acordo com a reportagem, o Instituto Lula informou que não iria se manifestar sobre o livro. No livro, que será lançado no Brasil “em poucos dias”, de acordo com Danza, Mujica elogia Lula, dizendo que ele não era corrupto.

    Leia abaixo o trecho do qual o jornal O Globo tirou a conversa, o comentário do blog O Cafezinho sobre a interpretação, afirmando que não houve “confissão” nenhuma, e nota do Instituto Lula, que destacou que a matéria de O Globo foi desmentida pelo G1, site que também pertence às Organizações Globo:

    Lula teve de enfrentar um dos maiores escândalos da História recente do Brasil: o ‘mensalão’, uma mensalidade paga a alguns parlamentares para que aprovassem os projetos mais importantes do Poder Executivo. Compra de votos, um dos mecanismos mais velhos da política. Até José Dirceu, um dos principais assessores de Lula, acabou sendo processado pelo caso.
    “Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros”, disse-nos Mujica, ao falar do caso. Ele contou, além disso, que Lula viveu todo esse episódio com angústia e com um pouco de culpa. “Neste mundo tive de lidar com muitas coisas imorais, chantagens”, disse Lula, aflito, a Mujica e Astori, semanas antes de eles assumirem o governo do Uruguai. “Essa era a única forma de governar o Brasil”, se justificou. Os dois tinham ido visitá-lo em Brasília, e Lula sentiu a necessidade de esclarecer a situação.

    NOTA À IMPRENSA
    Site G1, da Globo, desmente matéria de O Globo sobre Mujica e Lula

    São Paulo, 8 de maio de 2015,

    O site de notícias G1, das Organizações Globo, ouviu Andrés Danza, um dos autores do livro Una oveja negra al poder, sobre o ex-presidente do Uruguai, José Mujica. O autor desmentiu qualquer tipo de “confissão” sobre o ‘mensalão’ e portanto negou a manchete publicada hoje por O Globo.

    O autor foi perguntado sobre matéria e respondeu que Lula e Mujica não estavam conversando sobre o ‘mensalão’ quando Lula se referiu a conviver com chantagens como “a única forma de governar o Brasil”.

    Reproduzimos abaixo o trecho em que o autor do livro nega expressamente que a frase de Lula fosse uma referência ao ‘mensalão’ (link aqui) e encaminhamos anexo o print da matéria:

    “Questionado se Lula se referia especificamente ao ‘mensalão’ ou a ‘coisas imorais” ao falar sobre ‘a única forma de governar o Brasil’, um dos autores do livro respondeu por e-mail ao G1: ‘Não, Lula estava falando sobre as ‘coisas imorais’ e não sobre o ‘mensalão’. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é difícil governar o Brasil sem conviver com chantagens e ‘coisas imorais’, escreveu Andrés Danza.”

    Lamentamos que uma vez mais a imprensa brasileira se utilize de imprecisões para gerar interpretações equivocadas e divulgar mentiras.

    http://limpinhoecheiroso.com/

  3. Webster Franklin

    10 de maio de 2015 9:44 am

    Por que Veja e Merval têm tanto medo de Fachin?

    Brasil 247

    Por que Veja e Merval têm tanto medo de Fachin?

     

    :

    Indicado pela presidente Dilma Rousseff para o Supremo Tribunal Federal, o professor Luiz Fachin ganhou o apoio de juristas de todo o País, de reitores das universidades federais, da Ordem dos Advogados do Brasil, de ex-ministros da Justiça de vários governos (incluindo FHC) e de colegas da corte, mas sofre uma inédita campanha negativa liderada por Veja e pelo jornal O Globo, do colunista Merval Pereira; as críticas beiram o ridículo, com alegações como de que ele defenderia a bigamia e o fim da propriedade privada; neste sábado, um novo parecer do Senado garantiu a legalidade de sua atividade de advogado, enquanto era procurador-geral; Fachin deveria ser aprovado sem sobressaltos, mas dois grupos de mídia tentam emparedar o Senado antes da sua sabatina

    9 de Maio de 2015 às 20:42

     

     

    247 – No mundo jurídico, não há quem não apoie o professor Luiz Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a vaga aberta por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Fachin já recebeu declarações de apoio da OAB (leia aqui), de juristas (leia aqui) e de vários ex-ministros da Justiça, incluindo Miguel Reale Júnior, ligado ao PSDB (confira aqui).

    No entanto, Fachin tem sido alvo de uma inédita e insidiosa campanha negativa, promovida por dois grupos de comunicação: Veja e Globo. Os argumentos beiram o ridículo. Alega-se que o professor Fachin, aprovado por toda a comunidade jurídica, seria um defensor da bigamia e do fim da propriedade privada.

    Neste fim de semana, às vésperas da sua sabatina no Senado, marcada para o dia 12, ele foi ‘presenteado’ com uma capa de Veja que, na prática, tenta emparedar os senadores. O editorial de Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista, não poderia ser mais pretensioso. “Como sabatinar Fachin”, é o título. Internamente, a reportagem não se ancora em nenhum fato, mas apenas nas opiniões do colunista neocon Reinaldo Azevedo, que, recentemente, foi desmascarado pelo autor de um livro que ele próprio citava para argumentar contra Fachin.

    No Globo, quem se prontificou para atacar Fachin foi Merval Pereira, na coluna “O lado errado” (leia aqui). “Mesmo sem ser filiado ao partido, Luis Edson Fachin tem uma atuação política muito próxima de uma ala radical do petismo que está sendo contestada cada vez com mais intensidade pela sociedade brasileira, e que já não tem o apoio da maioria do Congresso”, diz Merval. O fato de ele ter apoio do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), segundo o colunista, é irrelevante. “O apoio do tucano Álvaro Dias à sua indicação é uma dessas atitudes provincianas que não deveriam ser levadas em conta”.

    Bom, mas como justificar, então, o apoio de Miguel Reale Júnior, que não vem da “província” do Paraná?

    Fachin enfrenta um cerco inédito, mas deve ser aprovado. O fato do dia foi um novo parecer do Senado, que lhe é favorável (leia aqui).

    Afora isso, o ponto é o seguinte: se Veja, Globo, Reinaldo e Merval são contra, tudo indica que sua confirmação será benéfica para o Supremo Tribunal Federal e para o País.

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/180217/Por-que-Veja-e-Merval-t%C3%AAm-tanto-medo-de-Fachin.htm

  4. Oráculo

    10 de maio de 2015 9:44 am

    Da série “as putarias da Folha de São Paulo”

    República do Paraná tenta cartada final

    9 de maio de 2015 | 10:52 Autor: Miguel do RosárioFonte: http://tijolaco.com.br/blog/?p=26654

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    Com as masmorras de Sergio Moro arrombadas pela decisão de Teori Zavascki de permitir prisão domiciliar para os empreiteiros, os procuradores do Paraná, epicentro de uma conspiração judicial que visa derrubar o governo e/ou destruir o Partido dos Trabalhadores, tentam sua cartada final.

    Delações premiadas devem ser mantidas em segredo até serem provadas, por razões óbvias: para não permitir que uma pessoa sob suspeita manipule as investigações. No caso de um processo altamente político, para que não manipule a opinião pública.

    Aqui não apenas as delações são vazadas, sempre seletivamente, como agora até mesmo aquelas que ainda não foram assinadas pelo delator chegam à imprensa, e sempre no momento certo!

    Entretanto, no caso em questão, a manipulação vem da própria Procuradoria, de um núcleo conspirador, fortemente partidário, que vem operando politicamente desde a Ação Penal 470.

    A “delação” do presidente da UTC, Ricardo Pessoa, sequer foi confirmada em juízo, visto que ele não celebrou nenhum acordo com a Procuradoria. Ou seja, a Procuradoria delatou o próprio (suposto) delator!

    Mas o estrago já está feito, como era o objetivo. Provando ou não provando, a condenação política está dada.

    Se você ler com atenção, verá a inconsistência da delação (que sequer foi confirmada pelo próprio empresário):

    “Pessoa descreveu de forma vaga sua conversa com Edinho, mas afirmou que havia vinculação entre as doações eleitorais e seus negócios na Petrobras.”

    Descreveu de forma vaga? Havia vinculação entre doações eleitorais e negócios na Petrobrás? Claro que havia!

    Pode-se ver tudo pelo lado criminal, ou pode-se entender, como fazem inclusive os que defendem as doações empresariais (como a Globo, por exemplo) que os empresários querem apostar em governos/partidos dispostos a fazer os investimentos públicos que interessam a seus negócios.

    Nos governos tucanos, os investimentos em construção civil e na indústria do petróleo eram pequenos, e nos governos petistas se multiplicaram.

    Os investimentos da Petrobrás passaram da ordem de alguns bilhões, para centenas de bilhões de reais ao ano, e foi isso que a levou a descobrir o pré-sal e se tornar uma das maiores produtoras de petróleo do mundo.

    Qualquer empresário faz doação pensando em seus negócios no futuro, e exatamente por isso a OAB entrou com uma ação de inconstitucionalidade contra doações empresariais; votação esta que foi interrompida autocraticamente por Gilmar Mandes, o ministro tucano, que pediu vistas há um ano e enterrou o assunto, com apoio da grande mídia.

    Este era, desde o início, o objetivo da República do Paraná, forçar os empreiteiros a falar que doaram para a campanha do PT, em especial a da Dilma, não porque sempre doaram para partidos políticos, mas por “temer prejuízos em seus negócios”.

    Os procuradores já deixaram claro: na falta de elementos para criminalizar o PT, querem transformar doações legais em crimes. E assim dariam xeque-mate no PT.

    O PT comete crime quando faz caixa 2, como aconteceu no mensalão. E também comete crime quando faz caixa 1.

    Ou seja, é melhor o PT desistir de fazer política.

    O jogo mudou bastante. Com a soltura dos empresários, a mudança do depoimento de Paulo Roberto Costa, e a delação que ainda não houve de Ricardo Pessoa, da UTC, o peso político do crime sai das costas dos empresários para ser jogado inteiramente nas costas do PT.

    Na matéria de hoje, é interessante como a Folha e os procuradores, e estes não escondem sua intimidade com o jornal, tentam derrubar, com uma só paulada, todos os símbolos e trunfos do PT: a delação pega Dilma, reenergizando o impeachment; pega Haddad, criando dificuldades para sua campanha de reeleição em 2016; pega Lula, para detonar sua candidatura em 2018; e pega o PT como um todo, através de seus dois tesoureiros, o do partido e o da campanha.

    Pegar Edinho Silva, hoje o homem com a chave do cofre da publicidade oficial, tem uma função duplamente especial. Intimida-o, para continuar dando dinheiro à grande mídia, e envolve a campanha da presidenta Dilma.

    Ah, e ainda põe Dirceu na roda novamente, como convém. Sempre tem que ter o Dirceu na história!

    É um saladão para todos os gostos! Nunca se viu uma reportagem tão curta ser tão eficaz!

    E pode ser também uma espécie de golpe de misericórdia num PT e num governo que ainda não aprenderam a se defender; que, apesar da experiência do julgamento do mensalão, não construíram uma estratégia política conjunta e eficiente para combater as conspirações judiciais, hoje a principal arma da direita para destruir seus adversários.

    Mas pode ser também a última bala no cartucho do golpe da Lava Jato. Depois disso, não terão mais muito o que vazar, e as ilegalidades estarão mais expostas do que nunca.

    *

    Na Folha.

    Empreiteiro diz que doou a Dilma por temer represália

    FLÁVIO FERREIRA
    DE ENVIADO ESPECIAL A CURITIBA
    ESTELITA HASS CARAZZAI
    DE CURITIBA

    O empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, disse a procuradores da Operação Lava Jato que doou R$ 7,5 milhões à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff por temer prejuízos em seus negócios na Petrobras se não ajudasse o PT.

    Segundo Pessoa, a contribuição da empresa foi tratada diretamente com o tesoureiro da campanha de Dilma, o atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva.

    Preso desde novembro do ano passado e hoje em regime de prisão domiciliar, o empresário negocia desde janeiro com o Ministério Público Federal um acordo para colaborar com as investigações em troca de uma pena reduzida.

    Nos contatos com os procuradores e no documento em que indicou as revelações que está disposto a fazer caso feche o acordo, Pessoa descreveu de forma vaga sua conversa com Edinho, mas afirmou que havia vinculação entre as doações eleitorais e seus negócios na Petrobras.

    O empreiteiro contou ter se reunido com Edinho a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apontado como o principal operador do partido no esquema de corrupção descoberto na Petrobras e hoje preso em Curitiba.

    As doações à campanha de Dilma foram feitas legalmente. Segundo os registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foram três: duas em agosto e outra em outubro de 2014, dias antes do segundo turno da eleição.

    Se Pessoa fechar o acordo de delação premiada com os procuradores, ele terá então que fornecer provas e detalhar suas denúncias em depoimentos ao Ministério Público e à Polícia Federal.

    Em janeiro, Pessoa já havia indicado sua disposição de falar sobre a campanha de Dilma Rousseff em documento escrito na cadeia e publicado pela revista “Veja”. “Edinho Silva está preocupadíssimo”, escreveu o empresário.

    CAIXA DOIS

    Pessoa também afirmou aos procuradores que fez contribuições clandestinas para a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em 2006, e a do prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, em 2012.

    O empreiteiro disse que deu R$ 2,4 milhões à campanha de Lula, via caixa dois. O dinheiro teria sido trazido do exterior por um fornecedor de um consórcio formado pela UTC com as empresas Queiroz Galvão e Iesa e entregue em espécie no comitê petista.

    Pessoa afirmou também que, a pedido de Vaccari, pagou outros R$ 2,4 milhões para quitar dívida que a campanha de Haddad teria deixado com uma gráfica em 2012. O doleiro Alberto Youssef, outro operador do esquema de corrupção na Petrobras, teria viabilizado o pagamento.

    Segundo o empreiteiro, o valor foi descontado de uma espécie de conta corrente que ele diz ter mantido com Vaccari para controlar o pagamento de propinas associadas a seus contratos na Petrobras.

    Pessoa também promete revelar às autoridades detalhes sobre seus negócios com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que hoje cumpre prisão domiciliar por seu envolvimento com o mensalão.

    O empreiteiro, que pagou R$ 3,1 milhões à empresa de consultoria de Dirceu entre 2012 e 2014, diz que o contratou para prospectar negócios no Peru, mas afirmou aos procuradores que a maior parte dos repasses foi feita após a prisão do ex-ministro, para atender a um pedido de ajuda financeira da sua família, em razão de sua influência no PT.

    OUTRO LADO

    O PT rejeitou as acusações do empresário Ricardo Pessoa e afirmou em nota que todas as doações à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 foram feitas de acordo com a legislação eleitoral.

    O partido ressaltou que as contas da campanha de Dilma foram aprovadas por unanimidade na Justiça Eleitoral.

    A assessoria do ministro Edinho Silva, chefe da Secretaria de Comunicação Social, que foi o tesoureiro da campanha presidenical, informou que a nota do PT deveria ser considerada sua reposta às alegações do empreiteiro.

    A Presidência da República e a assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseram que não fariam comentários sobre o assunto.

    O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que as doações à sua campanha foram todas feitas de acordo com a lei, e que as dívidas foram absorvidas e quitadas posteriormente pelo PT.

    O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, disse que ele só captou doações legais para o partido e não participou do esquema de corrupção descoberto na Petrobras.

    O advogado do ex-ministro José Dirceu, Roberto Podval, informou que seu contrato de consultoria com a UTC tinha como objetivo prospectar negócios no Peru, sem qualquer relação com a Petrobras.

    15128708

     

     

  5. DjalmaSP

    10 de maio de 2015 1:34 pm

    gibaum Fachin

    Lamentável o fofoqueiro do pig lançar nota em sua detestável coluna apontando que: Dilma está furiosa com o ministro cardozo, pois ele não a teria alertado que Fachin é a favor do fim da monogamia.

    A que papel se presta esse fofoqueirozinho.

  6. DjalmaSP

    10 de maio de 2015 2:00 pm

    giba um e Fachin

    Resolvi questionar qual seria a fonte da fofoca do colunista:

    Enviada: Domingo, 10 de Maio de 2015 10:51
    Para: [email protected]
    Assunto: Se é pra fofocar
     

      Por favor conte para nós, os sem cérebros que mesmo que acidentalmente viram as folhas de um jornal e dão de cara com suas futilidades, como você descobriu que a Dilma está revoltada com o Ministro da Justiça por ele não ter avisado de que Fachin é (mas até mesmo vsa sabe que não é, isso se chama uso da distorção dos fatos) a favor do fim da monogamia.Por acaso você se trasvestiu de travesseiro e viu a Dilma dando um faniquito na calada da noite por causa dessa mentira.Por acaso o primo do irmão do coveiro que trabalha junto do cunhado do açougueiro da vizinha da cozinheira do palácio do planalto lhe confidenciou.Por favor conta prá gente, pois senão não vamos dormir mais, mesmo que mediante tão grave denuncia tenhamos nos organizado para enviar um a solicitação aos senadores para não aprovar o Fachin(mentira pois sabemos que isso tudo é armação de um bando de hipócritas), já que além do merval, do reinaldo, da sherazade, agora tão importante figura da mídia também se mostra contrário ao pretendente ao STF.Mas… por favor conta como foi descoberta essa situação…vai conta.  Djalma 

  7. Mailson

    10 de maio de 2015 3:45 pm

    A lumpenburguesia brasileira fede

    Nasce uma nova classe: a lumpenburguesia!

    10 de maio de 2015 | 12:25 Autor: Miguel do Rosáriohttp://tijolaco.com.br/blog/?p=26693

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    (Grupo protesta na chegada de convidados ao casamento do médico Roberto Kalil com Claudia Cozer. – Michel Filho / Agência O Globo)

    Um dia alguém tem de escrever contos e romances sobre nossa época!

    Fazer filmes e seriados!

    Não será a Globo, com certeza, que irá fazê-lo, porque ela será personagem principal.

    Eu arrisco aqui alguns conceitos que podem ajudar os futuros intérpretes desses tempos sombrios.

    Antigamente, os marxistas falavam em lumpemproletariado, para se referir às franjas mais ignorantes e ociosas da classe trabalhadora, um segmento com tendência a uma anarquia autodestrutiva, e que não ajudava a sua própria classe nas lutas contra a burguesia.

    A palavra vem do alemão, Lumpenproletariat, e significa “seção degradada e desprezível do proletariado”, de lump ‘pessoa desprezível’ e lumpen ‘trapo, farrapo’ + proletariat ‘proletariado’.

    Também se usava a expressão “lumpesinato”, para se referir aos setores degenerados do campesinato.

    Se Marx fosse vivo, e observasse o cenário hoje, poderia inventar o termo (se é que inventou e eu não sei) lumpenburguesia: as franjas degeneradas e desprezíveis da própria burguesia.

    Afinal, não são apenas conservadores. São positivamente idiotas.

    Aquelas pessoas portando faixas pedindo intervenção militar, em pleno 2015, são representantes desta lumpenburguesia.

    Suponho que toda sociedade burguesa deva possuir a sua cota de lumpenburguesia, mas receio que, em alguns momentos históricos, estes setores saiam do controle.

    No caso do Brasil, a mistura de analfabetismo político generalizado com uma mídia tão concentrada quanto reacionária, fez com que a lumpenburguesia assumisse a liderança de toda uma classe.

    O burguês, que já foi uma classe revolucionária que depois virou conservadora, mas sempre liderado por um setor culto, hoje é guiado por indivíduos que acreditam na Veja e acham que Lulinha é dono da Friboi. Não é chute. Há pesquisa da USP confirmando esse triste fenônemo.

    Por isso as eleições de 2014 foram tão nervosas, porque corremos o risco de sermos governados por esses malucos, que vão às ruas protestar contra a corrupção e depois votam em… Aécio.

    A lumpenburguesia nada mais é do que o exército de zumbis formado pela mídia. São aqueles que acreditam em tudo que a Globo divulga, apesar de que hoje já se tornaram tão fanáticos que acham que até mesmo a “Globo é petista”.

    Mas a Globo lhes trata com um carinho de mãe, condescendentemente. Sabe que seus exageros advêm do excesso de consumo das drogas midiáticas que ela mesmo, a Vênus, lhes oferece diariamente.

    Os professores de São Paulo põem 30 mil pessoas protestando contra o governador. A Globo não dá nada, ou não dá destaque nenhum.

    Já uma manifestação de 30 coxinhas na porta do casamento “do médico de Lula e Dilma” vale uma extensa matéria, cheia de fotos, vídeos e entrevistas com vários representantes.

    Uma manifestação bizarra, de franjas mal educadas da burguesia, xingando os convidados, batendo panela.

    Trabalhadores fazem protestos o tempo inteiro, Brasil à fora, e não são ouvidos.

    Já um punhado de lunáticos de barriga cheia e cérebro vazio, viram capa de jornal.

    Como dizia um dos pioneiros do jornalismo americano, Joseph Pulitzer: “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”

    *

    Reproduzo abaixo a matéria, para registro histórico.

    Grupo protesta no casamento do médico de Lula e Dilma, em São Paulo

    Cúpula do poder marcou presença na cerimônia em bairro nobre da capital paulista; Dilma e Alckmin sentaram na mesma mesa

    POR JULIANNA GRANJEIA, O GLOBO
    09/05/2015 21:56 / ATUALIZADO 09/05/2015 22:56

    SÃO PAULO — Prestigiado por políticos da cúpula do poder e também da oposição, o casamento do cardiologista Roberto Kalil com a endocrinologista Claudia Cozer, na noite deste sábado, teve protesto e panelaço na entrada de convidados. O ato foi promovido por um grupo de aproximadamente 30 pessoas no Itaim, bairro de classe alta da capital paulista, onde ocorria o casório.

    Com uma lista estrelada de padrinhos que incluiu a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do senador José Serra (PSDB-SP), a cerimônia contou com a presença de vários integrantes da cúpula petista, como o ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o presidente do PT, Rui Falcão. Segundo interlocutores, a presidente sentou na mesma mesa que o ex-presidente Lula, o presidente da Câmara Eduardo Cunha, o senador José Serra (PSDB-SP) e o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB).

    Quando Dilma chegou, moradores de prédios no entorno do restaurante onde a festa ocorria reforçaram o barulho da rua, por alguns minutos. O esquema de segurança na entrada impediu que manifestantes se aproximassem do salão ou afetassem a festa para 400 convidados, que vinha sendo preparada há seis meses. O salão do Leopolldo, local do casório, foi palco há uma pouco mais de uma semana de outra união, do empresário Roberto Justus com Ana Paula Siebert.

    O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha chega ao casamento com a esposa. – Michel Filho / Agência O Globo
    Na noite deste sábado, grades foram colocadas na rua para organizar a passagem de veículos com convidados. A checagem na lista de presença era realizada carro por carro, ainda distante do salão. A cerimônia começou com uma hora de atraso. Convidados consultados pelo GLOBO relataram que dentro da festa era possível ouvir o barulho do protesto.

    O cartorário Adriano Canteli, de 30 anos, saiu do bar onde estava próximo ao local do casamento, para protestar.

    — Xinga o Lula “pra” gente (sic*), fala para ele devolver nosso dinheiro — disse ao senador José Serra, quando ele chegou ao casamento.

    — Não sei quem é, mas se está aqui não presta. É tudo da mesma laia — gritou uma das manifestantes que vaiava os convidados.

    O empresário Eduan Pinheiro, de 34 anos, disse ser membro do movimento “Acorda Brasil”. Ele afirmou ter sido convocado pela rede social para protestar na portaria da festa. Integrantes do grupo “Vem pra rua” estenderam quatro faixas em protesto.

    A hoteleira Selene Salomão, 49 anos, levava um cartaz contra “o apoio do governo brasileiro ao venezuelano Nicolás Maduro”, e dizia ter sido candidata a vereadora na última eleição em São Lourenço, no interior de Minas Gerais, pelo PSOL, legenda ligada à esquerda.

    — Era o único partido que fazia oposição ao prefeito — justificou.

    O noivo Roberto Kalil é médico pessoal de Dilma, Lula e Serra. Há tempos, ele possui pacientes na cúpula do poder brasileiro. Em seu primeiro casamento, em 1989, entre os padrinhos estavam o deputado Paulo Maluf e o ex-presidente militar João Figueiredo.

    A presidente deixou o casamento por volta das 22p5, e seguiu direto para Brasília, onde vai passar o domingo com a mãe e a filha.

  8. bfcosta

    10 de maio de 2015 6:37 pm

    Alguém confirma essa notícia ? É isso mesmo ?

    http://www.labgis.uerj.br/noticias/falta-de-software-empaca-dados-de-satelite-brasileiro-cbers-4/?utm_source=mala+direta

     

    FALTA DE SOFTWARE EMPACA DADOS DE SATÉLITE BRASILEIRO CBERS-4

    04 de mai de 2015

    Lançado com a China por US$ 125 milhões, Cbers 4 monitoraria Amazônia e crise hídrica no país

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    Embora tenha despejado toda sua energia numa batalha para que o único satélite brasileiro capaz de fazer observações da Terra entrasse em órbita, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) ainda não conseguiu saborear o gosto da vitória. Quase cinco meses depois do sucesso de seu lançamento, em 7 de dezembro de 2014, em parceria com a China, o Cbers 4 manda do espaço dados estratégicos sobre o território brasileiro, mas suas imagens ainda não estão disponíveis ao público. E o Inpe não sabe dizer quando isso ocorrerá.

    O lançamento do Cbers 4 — satélite de duas toneladas, que orbita o planeta a 778 quilômetros de altura — custou cerca de US$ 125 milhões aos cofres públicos, e sucedeu a uma falha no foguete chinês Longa Marcha 4b, durante o lançamento de seu irmão gêmeo, o Cbers 3, um ano antes. Planos foram antecipados e um enorme esforço de engenharia e logística foi executado para que o Brasil saísse da embaraçosa condição de único país dos Bric (grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China) sem satélite de sensoriamento remoto em operação. Mas o trabalho está incompleto.

    Os dados do Cbers, que chegam por meio da estação de recepção e gravação de Cuiabá (MT), de propriedade do Inpe, não estão sendo processados, o que significa que suas informações ainda não têm utilidade científica. Este processamento, que envolve a operação de um software para interpretar dados e ajustar as imagens, ainda não está contratado.

    Contrato anterior encerrado

    O planejamento da missão previa que, três meses depois do lançamento, o ajuste dos parâmetros das quatro câmeras a bordo, duas delas de fabricação brasileira (a MUX, mais complexa e de melhor resolução espacial, e a WFI), estaria concluído. Com isso, um novo acervo de imagens do satélite entraria em operação para garantir ao Brasil autonomia no monitoramento do desmatamento da floresta amazônica; da crise hídrica do Sudeste; do crescimento urbano; e das áreas agrícolas país afora.

    — Isso significa que a missão está 70% completa, com o desenvolvimento e o lançamento do satélite. Mas os 30% mais importantes, a utilização dos dados pelo usuário, não estão completos. Chineses e brasileiros estão se omitindo em relação a este ponto — afirma o geólogo do Inpe Paulo Roberto Martini, que atua na área de sensoriamento remoto desde 1974.

    Atualmente, o Inpe já processa imagens de outros satélites, como o indiano Resourcesat 2, e utiliza sua estação de Cuiabá para atender a demandas externas, como a gravação de imagens coletadas pelos satélites da família Landsat, a pedido do Serviço Geológico dos EUA. A estação de Cuiabá também grava os dados do Cbers 4, mas, como não há processamento, o satélite sino-brasileiro não alimenta o catálogo público de imagens, seu caminho natural e obrigatório.>/p>

    O processamento das imagens dos já aposentados satélites Cbers 2 e 2b era feito por uma empresa brasileira, a AMS Kepler, em contrato já encerrado. O proprietário, Antônio Machado e Silva, um ex-servidor do Inpe, explicou que o contrato terminou em dezembro de 2011, e sua participação efetiva no processamento dos dados, em dezembro de 2013. De acordo com o empresário, há duas semanas, ele foi informado de que o Inpe estaria preparando uma licitação para a contratação do serviço.

    — Se fôssemos contratados agora para fazer o serviço, precisaríamos de cerca de dois meses para conhecer os parâmetros dos novos sensores. O software que desenvolvemos não atende à atual configuração do satélite — explica Machado.

    Técnicos do instituto acreditam que as imagens processadas, especialmente da câmera MUX, só devem estar disponíveis no último trimestre de 2015. Com isso, o Inpe perderia o melhor período do ano para a captação de imagens de satélite, que ocorre entre maio e setembro, quando a ocorrência de chuvas é menor na Amazônia, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil.

    — Há uma perda de informações com valor científico incrível. Perdemos um período que permite maior coleta de dados ambientais, como a medição da transferência de gás de efeito estufa ou do nível de verde da floresta com maior precisão — explica Martini, do Inpe.

    Sobre a razão da demora para a disponibilidade das imagens, a direção do Inpe informou que “as câmeras brasileiras a bordo do CBERS-4 estão sendo operadas em órbita pela primeira vez e, portanto, é necessário aperfeiçoar e adequar procedimentos para o efetivo processamento em solo das imagens geradas pelos novos instrumentos”. Questionado se já houve a contratação de uma empresa para processar as imagens e sobre os prazos para a entrega das imagens ao catálogo público, o instituto limitou-se a informar que “o serviço de processamento de imagens é feito pelo Inpe e, para isso, é utilizado um software que faz a interface entre o satélite e o segmento solo. Software que é desenvolvido com a indústria nacional”.

    Fonte: O Globo 26/04/2015

     

  9. Pedro Penido dos Anjos

    10 de maio de 2015 9:35 pm

    Quem tem o controle da

    Quem tem o controle da narrativa política do governo?

    10 de maio de 2015 | 16:05 Autor: Miguel do Rosário

    (Onde foi parar a narrativa – vitoriosa – do coração valente).

     

    O apagão político do governo se tornou um problema nacional. O próprio golpismo, com suas conspirações judiciais, o descontrole da Polícia Federal, a psicopatia pró-militar, tudo floresce à sombra desse apagão.

    É um mistério de Fátima.

    A troco de quê, por exemplo, vender o combate às distorções no seguro desemprego como “ajuste fiscal”? Se havia distorções num universo tão delicado, a única estratégia inteligente seria ressaltar as distorções, com estatísticas, infográficos, vídeos, entrevistas, reportagens, exemplos internacionais. E focar apenas nisso, ao invés de incluir isso num pacotão com uma série de outras coisas.

    Associar o governo à imagem de destruidor de direitos trabalhistas, depois do que vimos na campanha no segundo turno é um exemplo raro de estupidez política.

    É o PT trabalhando firme para terminar de destruir a sua própria imagem junto à sociedade. Além de um partido de “ladrões”, ele se vende agora como “traidor” da classe trabalhadora.

    Resultado: o governo perdeu o último apoio que tinha do movimento sindical, sobretudo de uma já constrangida CUT, que pagou um custo altíssimo para enfrentar a onda de impeachment que a direita, com dinheiro de toda parte, com apoio de todas as mídias corporativas, promoveu nos últimos meses.

    A esquerda mais radical, que andava calada, assustada com a emergência de uma direita barulhenta, arrogante, que toma as ruas de São Paulo, que tira selfies com policiais e defende intervenção militar, essa ultra esquerda, que apoiou Dilma no segundo turno de 2014, agora volta a se organizar contra o governo.

    Claro que a saída não é o impeachment, nem trocar Dilma por Aécio. Dilma ganhou as eleições e ponto final. E o governo Dilma fez muita coisa boa, mas que ele só consegue mostrar durante a campanha. Terminada a campanha, o governo volta a enfiar a cabeça num buraco, e ninguém mais lembra ou sabe o que ele faz.

    À oposição cabe fazer oposição e ao governo cabe governar. E à gente, aqui da planície, cabe fazer as críticas necessárias para que as coisas melhorem.

    É o momento, portanto, de muita humildade e ouvir críticas de todos os lados. Ontem, por exemplo, me deparei com um tuíte do jornalista Alon Feuerwerker, que dirigiu a campanha de Eduardo Campos no ano passado,  e tenta produzir uma crítica ao PT que seja dura, até mesmo radical, mas inteligente.

    Se quiser sobreviver, o PT precisa ser criticado, pois boa parte dos problemas do governo nascem da crise de inteligência política dentro da legenda da presidenta. Aqui no Rio de Janeiro, isso é bem evidente. É uma crise que se avoluma faz tempo.

    Por exemplo: há alguns anos, fui entrevistar o presidente da legenda no município, e o sujeito não sabia sequer o que era internet: disse que apenas usava email, de vez em quando, para ler um artigo do “Globo”… Até hoje estou traumatizado. Se fosse o presidente do PT de uma cidadezinha agrícola do interior do Piauí, e o ano fosse 1999, quando a internet ainda era pouco conhecida, tudo bem. Mas em 2000 e cacetada, na segunda maior cidade do país, ouvir o presidente da legenda que governa o país falar isso, é positivamente traumático, sobretudo para um blogueiro!

    Voltando a Feuerwerker, eu comentei o seu tuíte:

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    A entrevista de Unger para o Globo é grotesca. É mais uma prova de que a inteligência humana apenas se prova na realidade concreta, na dinâmica da vida. O sujeito pode ter mil títulos acadêmicos, e ainda sim se portar como um asno.

    As posições de Unger não tem pé nem cabeça, e são ofensivas em relação à América Latina e ao Mercosul. Sobretudo, são ignorantes, porque ignoram ou omitem que o Mercosul tem sido, nos últimos 12 anos, o grande mercado de nossos produtos industrializados. O Mercosul é que paga os melhores preços por nossos produtos.

    Claro que é importante estabelecermos o máximo de parcerias possível com os EUA, uma grande potência, com um mercado de consumo de mais de 300 milhões de pessoas, mas seria estupidez esnobar a América Latina, onde nossas indústrias encontram seu melhor mercado.

    E a estratégia do Mercosul deu certo!

    A América Latina se desenvolveu de maneira extraordinária nos últimos 12 anos. Fomos uma das regiões do planeta que mais avançou em termos de superação da pobreza, do analfabetismo. O comércio floresceu. Algumas indústrias avançadas, como a automobilística, a naval, a aérea, cresceram de maneira formidável. Enquanto Europa e EUA se afundavam num desemprego crescente, a nossa taxa se manteve em níveis baixíssimos. Os salários mínimos, em toda a América do Sul, avançaram e registraram recordes.

    E agora, diante das primeiras dificuldades, Mangabeira Unger vem se posicionar contra um Mercosul cujo maior problema é, ao contrário, nunca ter se aprofundado, nunca ter enveredado, como era seu destino, para a cultura e a política?

    Por que isso acontece?

    É a mesma razão pela qual o ministro Eduardo Braga, ministro de Minas e Energia, fala mal da política de conteúdo nacional e do regime de partilha, as principais bandeiras do governo tanto na primeira quanto na segunda eleição de Dilma.

    Dilma e o PT estão perdendo o controle político da narrativa política do governo.

    E por que?

    Porque não se posicionam, não falam nada.

    Tivemos tantas esperanças com a entrada de Miguel Rosseto na secretaria geral da Presidência da República! E, no entanto, é um zero à esquerda (esse à esquerda é quase uma ironia). Não dá uma entrevista. Não escreve um mísero twitter.

    Berzoini, a mesma coisa. Antes de se eleger ministro, tinha uma presença valente nas redes sociais. Hoje, tornou-se como todos os outros petistas no governo: uma estátua muda, um daqueles guardas ingleses às portas do palácio real, motivo de piada para turistas.

    Pode acontecer o que for, eles não falam nada. No máximo, dizem que querem “ouvir a sociedade”, mas qual o sentido de falar com quem não tem opinião própria?

    Com um governo assumidamente de direita, ao menos poderíamos estabelecer um diálogo de confronto! A postura pusilânime do governo é, em alguns sentidos, ainda mais nociva do que um conservadorismo assumido, porque amolece os movimentos sociais ao mesmo tempo em que mantém as coisas como estão.

    O exemplo, naturalmente, vem de cima. Dilma também não se posiciona. De vez em quando, muito raramente, alguém da equipe dela demonstra vivacidade, e, em momentos de alguma comoção política, como a agressão física de Roberto Freire à deputada Jandira, posta um tuíte em apoio à ela. Mas isso acontece tão raramente que cheira a oportunismo. Porque não se posiciona diariamente?

    Dilma resolveu não fazer pronunciamento na TV alegando que investiria nas redes sociais. Pois bem, a sociedade está esperando. Cadê?

    Edinho Silva, novo ministro da Secom, andou falando que estava trabalhando para reativar o Café com a Presidenta. Talvez tenha lido isso em algum blog. Se foi isso, ministro, lembro que não precisa repetir o nome. Pode fazer diferente. E deve, sobretudo, fazer com um formato original, com muito mais interação.

    Ousem, pelo amor de deus! Chamem gente jovem, jovens de espírito sobretudo, e demonstrem coragem! Montem um conselho político progressista, sem os vícios palacianos de governo, e um gabinete de crise que trabalhe com sentido de urgência, respondendo todas as denúncias e ataques da mídia e da oposição!

    Ninguém está pedindo nenhuma iniciativa jacobina, nenhum terrorismo vermelho, e sim medidas que até mesmo o mais conservador dos governos faria, a saber, um grande choque na política e na comunicação !

    O que espera o governo para aumentar sua presença no debate político? Que as centrais se juntem aos coxinhas numa daquelas gigantescas marchas esquizofrênicas de junho de 2013, em que um lado pedia redução dos impostos e o outro mais investimentos em saúde e educação?

    É o que vai acabar acontecendo…

     

     

  10. Hansel

    10 de maio de 2015 9:41 pm

    Retrato de corpo inteiro do

    Retrato de corpo inteiro do Joaquim Barbosa, por Paulo Nogueira do Diário do Centro do Mundo,

    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/05/10/cidadao-de-itajai-paga-r-60-mil-por-palestra-de-barbosa/

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