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  1. Roberto São Paulo-SP 2015

    18 de maio de 2015 3:48 am

    Dólar em alta faz Black & Decker aumentar a produção em 20%

    GERAL—Jornal da Manhã—-Daniela Brito -Uberaba/MG— 22/02/2015

    Black & Decker irá aumentar a produção em Uberaba. A afirmação é do diretor industrial da fábrica, Domingos Dragone. A expectativa é de crescimento de 20% em relação a 2014. Diversas contratações estão sendo feitas e, até o fim do ano, mais de 200 estarão sendo confirmadas pela multinacional. Inclusive, 80 novas vagas para operador de produção estarão abertas a partir de terça-feira (24).

    A projeção está relacionada à alta do dólar, que favorece as exportações e a competitividade de mercado. Domingos Dragone diz que muitos produtos, antes importados, vão começar a ser produzidos na fábrica de Uberaba. “Este é um dos projetos para este ano, por conta da alta do câmbio”, adianta. Além disso, a Black & Decker quer retomar as exportações, que caíram em razão da valorização do real. “Vamos voltar a exportar – algo que já fizemos com vontade. A alta do dólar, acima de US$2,60, favorece a competitividade. Vamos recuperar o que perdemos nos últimos dois anos”, explica. No entanto, as projeções são menos otimistas para o mercado interno. “Esperamos um crescimento de até 0,5%. O que faremos é fabricar mais produtos em Uberaba”, diz.

     

    A Black & Decker fará investimentos da ordem de US$4 milhões – algo em torno de R$10 milhões – e planeja algumas ampliações para conseguir retomar a exportação e a concorrência do mercado interno. Entre as propostas está o aumento da produção, a partir de abril, de ferramentas da marca Dewalt. Para o diretor, a indústria brasileira está recuperando o espaço perdido nos últimos anos em razão da alta do dólar. “O câmbio valorizado dá possibilidade de recuperar o terreno perdido nos últimos anos em curto espaço de tempo”, conclui.

    Os interessados nas vagas oferecidas pela multinacional devem procurar, até o dia 27 de fevereiro, o Sistema Nacional de Emprego (Sine), na rua Vigário Silva, 309, centro, munidos de CTPS e demais documentos pessoais.

     

    URL:

    http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,1,geral,106336

  2. Webster Franklin

    18 de maio de 2015 5:56 am

    Beatriz Cerqueira responde a colunista: acordo em Minas enterra

    Do Viomundo

    Beatriz Cerqueira responde a colunista: acordo em Minas enterra choque de gestão tucano que destruiu educação pública

     

    publicado em 16 de maio de 2015 às 12:33

     

      

    Professores Minas e Paraná

    Fernando Pimentel, lideranças políticas e sindicais anunciam o acordo (foto Décio Junior); já no Paraná do tucano Beto Richa…

    por Beatriz Cerqueira, especial para o Viomundo

    Quando os colunistas da revista Veja escrevem sobre educação pública, eles sabem do que estão falando? Conhecem a nossa realidade? Sabem de fato o que está nos nossos contra-cheques? Abandonariam a escola particular de mensalidades superiores aos nossos salários e colocariam seus filhos na escola pública?

    Acabo de ler artigo do colunista Reinaldo Azevedo sobre o acordo assinado pelo Sind-UTE MG e o Governo do Estado no último dia 15 de maio.

    Para ele tudo não passa de estratégias petistas que nada têm a ver com a educação e só tem o objetivo de constranger bons gestores como Beto Richa e Geraldo Alkmim.

    Vou ajudá-lo a conhecer a realidade.  E começo convidando-o a vir a Minas Gerais, entrar numa escola estadual e conversar com um professor, qualquer escola, qualquer professor.

    Vai descobrir que o PSDB, com o seu modelo de choque de gestão, destruiu a educação mineira, que os indicadores de qualidade divulgados dando a idéia de que Minas Gerais tem a melhor educação do país eram manipulados, o sistema de registro dos alunos impedia que o professor registrasse a verdade sobre o aluno em função do seu desempenho.

    Vai descobrir também que os alunos não tem onde comer, porque a maioria das escolas não têm refeitório.

    Faço o convite para que os colunistas que escrevem sobre escola pública matriculem seus filhos em escola que funciona em motel desativado ou em posto de gasolina. Podem escolher.

    Lutamos para receber um salário, que deve ser o valor que suas esposas gastam com bolsas de marca. Embora seja lei federal, lutamos há 7 anos para receber os reajustes do Piso Salarial Profissional Nacional.

    Os governadores Aecio Neves e Antonio Anastasia poderiam ter cumprido a lei, mas não o fizeram.

    Receberemos isso pela primeira vez a partir do acordo que assinamos. Por aqui, quem tem mestrado recebe como se tivesse apenas licenciatura curta e quem é pós-graduado recebe como se tivesse apenas nível médio de escolaridade.

    Apresentamos, incansavelmente, a reivindicação para que isso se modificasse. Conseguimos agora descongelar a carreira.

    Estávamos proibidos de comer na escola, mas tenho certeza que nunca faltou aos colunistas o cafezinho e o biscoito amanteigado!

    Na rede estadual são 2/3 de profissionais com vínculo precário, embora a constituição do estado determine que o ingresso no serviço público se dê por concurso público.

    Começamos a mudar isso com 60.000 mil nomeações. Com a grande experiência que devem ter, os colunistas devem acreditar que esse negócio de concurso é coisa do passado, que o legal é terceirizar e contratar professor como pessoa jurídica!

    Mas, na verdade, o artigo tem o propósito de defender o indefensável: Beto Richa do Paraná e a forma como trata os professores!

    Mas se serve de consolo, aqui em Minas já respiramos gás lacrimogêneo. Aqui, policiais militares já despejaram gás de pimenta em nossos corpos. Por aqui também já fizemos meses de greve por uma miséria de Piso salarial cujo valor deve ser o de um jantar de fim de semana nos bons restaurantes que frequentam!

    Ficamos 4 meses com corte de salários, sobrevivendo da solidariedade alheia, sendo humilhados e achincalhados por pessoas que, como você, acham que educação não é direito, é bem de consumo.

    Pode ser qualquer coisa porque é para a classe trabalhadora.

    A elite não se contenta em ter, precisa impedir que os trabalhadores disputem o orçamento público, a prioridade de gestão.

    Se fosse um acordo com a Fiemg ou com as empreiteiras ou mineradoras estaria tudo na devida ordem, mas acordo com trabalhador? Que vai significar mais de 70% de mudança salarial?

    Enquanto os “bons governadores” espancam professores e destroem a escola pública.

    Parece impensável mesmo!

    Também deve incomodar a nossa luta contra a invisibilidade que os governos tentam nos impor, a nossa memória de não esquecer a mão que segura o chicote e a nossa rebeldia de não aceitarmos ficar restritos à senzala e sempre incomodarmos a casa grande.

    Aí o sindicato, que é a forma de organização do trabalhador, merece especial atenção para ser atacado e a luta coletiva desqualificada. A alienação do trabalhador serve bem ao sistema.

    Na crítica somos meros coadjuvantes, desconhecendo os anos de lutas que travamos no estado para mudarmos a realidade! Estas críticas mostram que estamos no caminho certo. O dia que formos elogiados por vocês, será motivo para que a classe trabalhadora fique preocupada com os rumos da luta!

    Por fim, faço o convite a todos que gostam de escrever sobre escola pública. Venham a Minas Gerais e vivam por um mês com os salários pagos, herança maldita do PSDB. Façam a grande descoberta de suas vidas: descubram o que é escola p’blica!

    E o que assinamos no dia 15 de maio, não foi por bondade de governo, foi resultado de anos de luta. E continuamos mobilizados! Este documento foi o começo da recuperação do que perdemos na última década.

    Aqui em Minas a pauta da educação se transformou na pauta dos movimentos sociais! Não lutamos sozinhos. E isso causa ainda mais medo na casa grande!

    *****

    Detalhes do acordo em Minas, da página do deputado Rogério Correia:

    Servidores da Educação e Saúde aceitam proposta e fecham acordo com Governo de Minas

    O Governo de Minas assinou nesta sexta-feira (15), acordo com os trabalhadores da educação, em dia histórico para a categoria, que teve sua carreira defasada em 12 anos de governo tucano no estado. O acordo vai possibilitar o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional para os professores e demais profissionais da educação, entre outras conquistas. Com diálogo, transparência, sensibilidade e vontade política, o acordo é fruto de um imenso esforço do governo para valorizar os servidores da educação, reafirmando os compromissos assumidos com a sociedade e construindo as bases para o aprimoramento das políticas educacionais, com a efetiva participação de pais e alunos, trabalhadores e Governo.

    Pelo acordo, será concedido reajuste de 31,78% na carreira do Professor de Educação Básica, a ser pago em dois anos, ficando assegurado o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional para uma carga horária de 24 horas semanais. O reajuste será implementado em três parcelas que serão incorporadas ao salário. A primeira delas, de R$ 190,00, corresponde a um aumento de 13,06% para o Professor de Educação Básica, e será paga mensalmente a partir de junho de 2015.

    A coordenadora-geral do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, falou sobre o momento histórico para os servidores da educação no estado, que lutam pelo piso a anos. “A Assembleia da Educação aprovou a assinatura de acordo com o Governo. Conquistamos as mesmas condições para trabalhadores e aposentados. Tudo isso é resultado de muita luta, de nós não termos desistido do piso salarial”, destacou a sindicalista.

    As principais conquistas da educação também foram apresentadas pela coordenadora do Sind-UTE. “Nós acabamos com o subsídio como forma de remuneração, mantivemos os níveis de percentuais da carreira, de promoção e progressão, conquistamos a garantia de reajustes anuais para todas as carreiras, não apenas os profissionais de magistério, 60 mil novas nomeações de concurso público, aprovação de perícia médica para aposentadoria de trabalhadores da lei 100, ou para os que estão em ajustamento funcional”, ressaltou.

    Para o Deputado Estadual Rogério Correia, a aprovação da proposta do Governo de Minas é um feito histórico. O Deputado não deixou de falar sobre o modo petista de governar, a eficiência e o respeito com os trabalhadores. “Felizmente, depois de 12 anos de Choque de Gestão, onde os professores viam em assembleia e depois saiam em passeata pelas ruas infelizes, descontentes, reprimidos muitas vezes pela PM, isso teve fim, agora estabelece um processo de negociação”, afirmou.

    As gestões tucana em outros estados não são exemplo para ninguém, segundo Rogério. “É importante ressaltar a diferença do que está acontecendo, no Paraná, com professores espancados, pela PM, a mando do governo do PSDB, a greve que já dura 60 dias em São Paulo, a greve no Pará e em Goiás, com exemplos que não devem ser seguidos”, enfatizou o parlamentar.

    O deputado, ainda relembrou a época em que outros governos maltratavam a educação em Minas. “Professores recebendo Jato D’água na época do governo Francelino, lideranças ficarem presas do Dops, assisti governadores dizerem que professoras eram mal casadas, vi impedirem passeatas até a praça Sete e, por último, 12 anos desse maldito Choque de Gestão, que ficaram marcados como tragédia. Aliás, era Azeredo, Aécio e Anastasia os três ‘as’ de azar do professor”, relembrou.

    A assembleia que definiu o fechamento do acordo ocorreu na quinta-feira (14), no hall das bandeiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, trabalhadores e trabalhadoras em‪ educação‬ votaram e aceitaram a proposta de Governo. Após a assinatura, o documento será encaminhado em regime de urgência para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais para apreciação. Para sua aplicação, o acordo deve ser aprovado pela Casa e transformado em lei. ”Como líder do Bloco do Governo na Almg, vou trabalhar com os demais deputados, para no início de junho já estar aprovado na ALMG, os professores têm pressa. E não podem esperar mais”, finalizou o deputado.

    Saúde também fecha acordo com Governo

    Na terça-feira (12), servidores da Saúde assinaram, também na ALMG, um acordo com Governo do Estado. Participaram da reunião representantes da Secretaria de Estado de Planejamento de Gestão (SEPLAG), Secretaria de Estado da Saúde (SES), Associação dos Trabalhadores da Fhemig (Asthemg), Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde-MG) e parlamentares.

    A proposta do Governo do Estado engloba um aumento de R$ 190 para todos os trabalhadores da Saúde e a criação de um grupo de trabalho para discutir o plano de carreira da categoria, com a primeira reunião marcada para 18 de maio. Entre os pontos que serão estudados pelo grupo – formado por representantes do governo e das entidades sindicais – está a redução da carga horária, uma das principais reivindicações da categoria.

    Até agosto deste ano, o grupo deverá formular um cronograma de implementação da revisão dos planos de carreira a partir de 2016. “Fizemos várias reuniões com os trabalhadores reforçando a disposição do governo de valorizar o servidor como parte essencial para a gestão eficiente do Estado. Vamos continuar buscando o diálogo, o respeito e a transparência”, afirmou a subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado do Planejamento (SEPLAG), Lígia Maria Alves Pereira.

    Para o diretor do Sind-Saúde, Renato Barros, as negociações avançaram nesse governo e vêm atendendo às reivindicações dos trabalhadores. “Antes, era impossível negociar com o governo. Essas reuniões não aconteciam”, diz Barros, acrescentando que o próximo passo da categoria é acompanhar a aprovação do projeto de lei que será enviado à Assembleia Legislativa.

    http://www.viomundo.com.br/politica/beatriz-cerqueira-responde-a-colunista-acordo-em-minas-enterra-choque-de-gestao-tucano-que-destruiu-educacao-publica.html

  3. Webster Franklin

    18 de maio de 2015 6:27 am

    Corra Lula, corra

    Carta Maior

    17/05/2015 00:00

    Corra Lula, corra

     

    Lula só vingou porque subverteu a ordem das coisas imposta pelo conservadorismo. Mas descuidou de alçar o novo protagonista em sujeito histórico. Haverá tempo?

     

    por: Saul Leblon

     
     

          

    Ricardo Stuckert

     

    Um viés da crítica progressista ao ciclo de governo do  PT guarda certa identidade com a avaliação conservadora desse período.
     
    Não se diga que as intenções de partida e de chegada são as mesmas.
     
    Mas há o risco de conduzirem ao mesmo afunilamento economicista.
     
    Aquele que leva à inútil tentativa de se buscar um equilíbrio macroeconômico exclusivamente ancorado em variáveis de mercado, origem, justamente, de desequilíbrios hoje só equacionáveis satisfatoriamente com um salto de força e consentimento progressista.
     
    Ao se enveredar por esse caminho – como mostra o governo Dilma — fica difícil escapar ao redil do ajuste neoliberal.
     
    Ardilosamente economicista, ele próprio, sonega à democracia o direito –e a capacidade–  de conduzir a agenda do desenvolvimento para além dos limites, finalidades e interesses estipulados pelos detentores da riqueza.
     
    Sobretudo daquela parcela derivada do capital especulativo, cuja supremacia se impôs a todas as latitudes, a partir da desregulação dos mercados financeiros desde o final dos anos 70.
     
    Tal armadilha desguarnece a capacidade de iniciativa na medida em que se abdica do único trunfo capaz de fazer frente à hegemonia dos mercados: dotar o desenvolvimento de um protagonista social, que o conduza pelos trilhos de uma democracia participativa assim revigorada.
     
    É um pouco a renúncia a isso que espeta no governo hoje a angustiante imagem de um refém em seu labirinto, conduzido para onde não quer ir, sem no entanto ter forças para declinar.
     
    Ao embarcar na busca de uma regeneração da economia nos seus próprios termos, setores progressistas correm o risco de se perder nesse círculo de ferro.
     
    Há quem diga que a danação é inevitável. E passe até a enxergar nela a miragem da virtude.
     
    Um caso antigo de conversão na teoria e na prática, com as consequências sabidas?
     
    Fernando Henrique Cardoso.
     
    Eis alguém que não se pode acusar de incoerência entre a obra teórica e o legado público.
     
    A dependência brasileira  em relação aos ditames dos capitais mundiais é inexorável, ‘e o Brasil do PT perdeu seu tempo ao afrontá-la’, pontificava o tucano em artigo retrospectivo, em 2013, por exemplo.
     
    O raciocínio vem de mais longe.
     
    Ao elidir a problematização dos conflitos decorrentes do mutualismo entre o capital local e o internacional  –bem como o seu custo social, FHC –o acadêmico autor da ‘Teoria da dependência’, de 1967; e depois o político protagonista de sua própria teoria– trocaria a concretude da história pelo fatalismo ideológico, cego às contradições transformadoras da sociedade.
     
    A dinâmica política, desse ponto de vista, estaria previamente dada.
     
    Independente da prática, ela orbitaria apenas como um lubrificante de estruturas prevalecentes, sem nunca alterar o núcleo duro da engrenagem.
     
    Com a exacerbação da lógica financeira, a partir da desregulação propiciada pelas derrotas da esquerda mundial nos anos 70/80, o enredo mecanicista ganharia, de fato, a robustez de um sujeito hegemônico.
     
    Mercados autorreguláveis, seus agentes racionais e as agências de risco assumiriam então o rosto genérico de um interlocutor dotado de força, mando e ubiquidade.
     
    Irreversível, sob a ótica conservadora, esse determinismo daria estofo ao projeto político do sociólogo que exerceu a Presidência da República de 1995 a 2002, disposto a personificar a teoria da rendição.
     
    Assim o fez.
     
    Com privatizações estratégicas, com o desmonte do Estado interventor (‘sepultar a Era Vargas’) , com o consequente descompromisso público com as grandes obras de infraestrutura, a renúncia a uma política industrial, a redução do Itamaraty a um anexo do Departamento de Estado norte-americano, a desmoralização do planejamento econômico, a desqualificação dos sindicatos, a derrisão de tudo o que remetesse ao interesse público e, finalmente, o deslumbramento constrangedor de um cosmopolitismo provinciano, festejado no Presidente que falava ‘línguas’ e era bajulado no exterior pelo bom comportamento.
     
    Aquilo que na teoria era só uma constatação histórica, transformar-se-ia na determinação política de fazer da servidão uma virtude.
     
    O surgimento do PT e a vitória desconcertante do líder operário em 2002 e 2006 –que fez  a sucessora em 2010 e 2014–  introduziu um ruído insuportável no escopo desse conformismo estratégico com a sorte do país e de sua gente.
     
    Para revalidar a teoria  –e os interesses aos quais ela consagrou uma dominância inconteste, seria preciso desqualificar a heresia de forma exemplar.
     
    Ao esgotar a capacidade de resistência do Estado brasileiro, a longa convalescença da crise mundial deu ensejo ao repto demolidor.
     
    Em duas frentes.
     
    A primeira atribui à heresia intervencionista a raiz da corrupção ‘endógena ao PT’.
     
    Magnificada como singularidade incontrastável pela emissão conservadora, ela cumpre o papel de prostrar e acuar a energia progressista.
     
    Deixa o campo livre assim, para se cuidar do que importa.
     
    O que importa, de fato –com a mal disfarçada sofreguidão dos que já acossam o regime de partilha do pre-sal—  é desmontar aquilo que o acicate conservador denomina de ‘voluntarismo lulopopulista’.
     
    Do que consta?
     
    Da série de heresias contrapostas à lógica dos mercados, que não apenas ameaçam dilatar limites econômicos, como implodir interditos teórico e ideológicos de uma hegemonia conservadora consagrada a duras penas a partir de 1964.
     
    Esse é o ponto do desmonte em que nos encontramos agora.
     
    E nisso se empenham os labores dos centuriões encarregados de varrer para debaixo do tapete do ‘ajuste’ e da ‘consistência macroeconômico e fiscal’ o estorvo que sujou o mercado e a boa teoria nos últimos 12 anos.
     
    Inclua-se nessa montanha desordenada de entulho:
     
    – 60 milhões de novos consumidores ingressados no mercado, a cobrar cidadania plena;
     
    – 22 milhões de novos empregados formais;
     
    – um salário mínimo 70% maior em poder de compra;
     
    – um sistema de habitação popular ressuscitado;
     
    – bancos públicos a se impor à banca privada;
     
    – uma Petrobras e um BNDES fechando as lacunas da ausência de instrumentos estatais destruídos no ciclo tucano;
     
    – políticas de conteúdo nacional a devolver um impulso industrializante ao desenvolvimento brasileiro;
     
    – o desdobramento de um acróstico –os BRICS–  em instrumentos de contrapeso à hegemonia dos mercados financeiros globais…
     
    Etc.
     
    A faxina requerida é tão virulenta que necessita árduo trabalho de escovão e detergente ideológico para dissolver a resistência indevidamente alojada em estruturas de consumo, serviços e participação instituídas para atender a 1/3 da sociedade.
     
    É nessa hora que um pedaço da crítica progressista ao ciclo de governo do PT pode resvalar para a mesma avaliação conservadora do período.
     
    O risco, repita-se, é subordinar a ação a soluções de mercado para desequilíbrios macroeconômicos que só a luta política pode escrutinar.
     
    O que diz o vulgo conservador ecoando o sociólogo da dependência?
     
    Diz que o ‘voluntarismo lulopopulista’  jogou os pobres nos aeroportos sem ter investido antes em saguões e pistas; entupiu as ruas de carros sem planejar as cidades; lotou shoppings com uma gente diferenciada antes de adestra-la nos bons modos.
     
    Enfim, parte-se do pressuposto de que há um roteiro correto a ser observado na luta pelo desenvolvimento.
     
    Um manual supra histórico.
     
    Aquele guardado nas bibliotecas da USP, sob as asas amplas da boa teoria da dependência.
     
    Primeiro, você investe; longos anos a fio, em parceria com o capital estrangeiro que naturalmente abraçará o mutirão por amor à causa.
     
    Depois chama os pobres; cadastra a massa ignara.
     
    Então, só então, eles serão convidados a ingressar em fila indiana na sociedade capitalista.
     
    Sem tumulto, por favor, você aí, um passinho à frente.
     
    Não é assim que as coisas acontecem no fluxo implacável de contradições na história de uma nação.
     
    Lula foi avançando pela linha de menor resistência, é verdade.
     
    Aproveitou a maré alta das commodities no mercado mundial para remar com os botes e pirogas à praia, onde os iates chegam sempre na frente e desta vez não foi diferente.
     
    Os bancos e a república dos acionistas nunca ganharam tanto como no Brasil do ciclo Lula.
     
    A diferença desta vez é que as canoas também chegaram quase perto da areia.
     
    Causando tumultos conhecidos.
     
    Tivesse ele tentado investir antes no piquenique à beira mar, para chamar o povão depois, seu mandato teria ido para beleléu antes de concluir o segundo ano de governo.
     
    No golpe do impeachment de 2005, quem o defenderia?
     
    O povo iria aguarda-lo pacientemente organizar o afável capitalismo brasileiro para depois vir sentar-se à mesa?
     
    De certa forma é isso que Dilma tenta fazer agora.  
     
    O ministro Joaquim Levy é o que se chama de um empreiteiro desse tipo de obra.
     
    Desses que acreditam honestamente na planilha: você organiza o capitalismo primeiro, dá ao mercado as condições de preço, rentabilidade, garantias, desregulações… depois as coisas se ajustam naturalmente.
     
    Como num PowerPoint.
     
    Desses que os sábios da Casa das Garças preparam para revelar as virtudes da abertura plena da economia, projeto de uma eventual volta do PSDB a Brasília para completar o que começou.  
     
    Um país não cabe em simulações desprovidas de conteúdo histórico.
     
    O ciclo iniciado em 2003 tirou algumas dezenas de milhões de brasileiros da pobreza; deu mobilidade a outros tantos milhões na pirâmide de renda.
     
    Os novos protagonistas formam hoje a maioria da sociedade.
     
    Curto e grosso: Lula criou um novo personagem histórico –mas ainda não um protagonista da própria história.
     
    Sua presença dificulta sobremaneira rodar o software conservador no metabolismo econômico brasileiro.
     
    Ao trazer 60 milhões de novos consumidores para a fila do caixa ele mudou as referências estratégicas da produção, da demanda e da política nacional.
     
    O conservadorismo quer devolver a pasta de dente ao tubo, assepsia que requer um cavalo de pau como poucas vezes se viu na história latino-americana.
     
    Lula esburacou impiedosamente o chão político desse projeto.
     
    Mas o espinho na garganta das elites não deixa de cutucar também a omissão histórica cometida em seus dois governos e agora aprofundada.
     
    É isso que nos devora nesse momento.
     
    Quando esgotou o ciclo de alta das commodities a coerência macroeconômica teria que ser buscada na repactuação do desenvolvimento redesenhado pela organização política das grandes multidões que invadiram a economia e agora cobram a sua maioridade na cidadania.
     
    O passo seguinte teria que ser dado em negociação permanente com elas.
     
    Para que não acontecesse contra elas.
     
    Certos requisitos, porém, não foram preenchidos.
     
    A dúvida é saber se há tempo para providencia-los.
     
    O terreno é mais adverso que nunca e os blindados da crise e do conservadorismo avançam em marcha batida para um enfrentamento de vida ou morte.
     
    Lula, uma parte do PT, forças progressistas e democráticas, movimentos sociais e partidos de esquerda terão o discernimento e a audácia necessários para opor uma frente ampla nesse caminho, antes que seja tarde demais?
     
    Sim, há ajustes a fazer. Todos aqueles em debate e mais alguns que não interessa à emissão conservadora contemplar.
     
    Há duas formas de descascar o abacaxi.
     
    Uma, implica a construção democrática das linhas de passagem negociadas para um novo estirão de crescimento ordenado pela justiça social.
     
    A outra preconiza simplificar a tarefa, terceirizando o timão à ‘racionalidade’ dos livres mercados.
     
    A escolha conservadora dispensa o penoso trabalho de coordenação da economia pelo Estado, ademais de elidir a intrincada mediação dos conflitos inerentes  às escolhas  do desenvolvimento.
     
    O que o jogral conservador reclama é um arrocho neoliberal da mesma cepa daquele que depauperou o mundo do trabalho na Europa.
     
    Mas de consequências ainda mais devastadoras.
     
    Em uma sociedade na qual não existe a gordura do Estado de Bem Estar Social, será preciso cortar no osso.
     
    A mãe de todas as batalhas gira em torno dessa questão.
     
    A questão do método.
     
    Há pouco tempo para escolhas.
     
    Mas há muito a perder se elas não forem feitas.
     
    Corra Lula, corra.

    http://cartamaior.com.br/?/Editorial/Corra-Lula-corra/33505

  4. Roberto São Paulo-SP 2015

    18 de maio de 2015 9:11 am

    Minha Casa Minha Vida atinge 3,857 milhões de moradias

    —–“É um programa que não vai parar. O Brasil está passando por um momento de dificuldade, estamos fazendo ajuste fiscal, mas esse programa, como vários outros programas sociais, não vai parar”, disse a presidenta.—–

    Até março último, o programa criado em 2009 entregou 2,169 milhões de unidades e tem mais 1,688 milhão de casas e apartamentos já contratados
    por Portal Brasil publicado: 15/05/2015 19p8 última modificação: 15/05/2015 19p2—Habitação

    O programa Minha Casa, Minha Vida alcançou todas as metas das duas primeiras fases e, em março deste ano, chegou à marca de 3,857 milhões de unidades. Desse total, as famílias beneficiadas já receberam 2,169 milhões de moradias. Mais 1,688 milhão de casas e apartamentos foram contratados para entrega nos próximos meses e anos.

    Os recursos investidos colocam o programa habitacional do governo federal entre os maiores do mundo. Desde o início em 2009, foram liberados R$ 139,6 bilhões em financiamentos dos bancos, principalmente da Caixa Econômica Federal. O governo ainda investiu R$ 114,9 bilhões em subsídios para famílias de menor renda.

    Nesta semana, a presidenta Dilma Rousseff entregou mais unidades no Rio de Janeiro e lembrou que, até o ano de 2018, um total de 27 milhões de famílias será atendido pelo Minha Casa, Minha Vida. “É um programa que não vai parar. O Brasil está passando por um momento de dificuldade, estamos fazendo ajuste fiscal, mas esse programa, como vários outros programas sociais, não vai parar”, disse a presidenta.

    Com as metas já alcançadas nas duas primeiras fases, o programa já está realizando operações da terceira fase que prevê a construção de três milhões de unidades habitacionais. Até março de 2015, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV 3) entregou 52.387 moradias entregues e contratou outras 50.220 casas e apartamentos.

    Abril

    No mês passado, mais de 5,2 mil famílias foram contempladas com moradias, apenas por meio de operações da Caixa Econômica. A instituição entregou apartamentos e casas em 11 estados (Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Tocantins), concretizando o sonho da casa própria para 20 mil pessoas.

    O Pará foi o estado que liderou as entregas em abril. Foram 968 casas no Residencial Jardim do Éden, em Marabá, a 650 quilômetros de Belém. Foram investidos R$ 58 milhões nos imóveis de dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, destinados a famílias com renda de até R$ 1,6 mil.

    Fonte:

    Portal Brasil e Ministério do Planejamento

    URL:

    http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2015/05/minha-casa-minha-vida-atinge-3-857-milhoes-de-moradias

  5. Irene Rir

    18 de maio de 2015 9:21 am

    O desabafo de uma dona de casa contra 2 famosos da Rede Globo

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=G6fb45BBSVw align:center]

  6. Roberto São Paulo-SP 2015

    18 de maio de 2015 9:27 am

    Mais de 100 mil pessoas passaram pelos estandes

    Feirão da CAIXA encerra fim de semana com mais de R$ 4 bilhões em negócios
    Evento percorreu as cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Campinas e Fortaleza. No próximo fim de semana é vez de Brasília, Uberlândia, Florianópolis e Porto Alegre
    Caixa Econômica Federal—BRASIL, HABITAÇÃO—-17/05/2015 21h00 – Atualizado em 17/05/2015 21p8

    ​A 11ª edição do Feirão CAIXA da Casa Própria terminou neste domingo (17) nas cidades de Campinas, Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro. Nos três dias de evento, mais de 100 mil pessoas passaram pelos estandes e puderam conferir as 66 mil ofertas de imóveis novos e usados com os mais variados valores.

    Só no Rio de Janeiro, mais de 40 mil pessoas passaram pelo Pavilhão 4 do Rio Centro, na Barra da Tijuca. Esse movimento representou mais de R$ 962 milhões em contratos assinados e encaminhados, num total de 6.566 negócios. Na sexta, em visita à abertura, a presidenta Miram Belchior lembrou que o Feirão é o símbolo do avanço da política habitacional no Brasil.

    “O evento estimula a demanda e proporciona as pessoas a ter acesso à casa própria. A política habitacional não constrói apenas casas, mas, sim, novas vidas. E a CAIXA tem orgulho de fazer parte disso,” afirmou Miriam.

    Em Curitiba, o Feirão da CAIXA movimentou R$ 1,5 bilhão em negócios fechados e encaminhados. Além dos 26 mil visitantes, o evento recebeu, no sábado, o atacante do Clube Atlético Paranaense, Guilherme Dellatorre. “Aqui é mais difícil lidar com o público do que no estádio, com a torcida”, brincou o jogador.

    Já em Campinas, o evento atraiu mais de 17 mil pessoas, movimentando cerca de R$ 558 milhões em negócios. No evento, que teve como foco o financiamento de habitação popular do Programa Minha Casa, Minha Vida e das demais operações com recursos do FGTS, foram oferecidos mais de 15 mil imóveis, distribuídos na Região Metropolitana de Campinas. Participaram dessa edição, 30 construtoras, 25 imobiliárias correspondentes imobiliários CAIXA e 5 parceiros institucionais que ocuparam uma área de 7 mil m². Mais de 300 empregados da CAIXA trabalharam para atender o público visitante.

    Fortaleza
    Na capital cearense, o evento movimentou mais de R$ 1 bilhão em negócios, atraindo mais de 18 mil pessoas nos três dias. Participaram dessa edição, 78 construtoras, 15 imobiliárias, 20 correspondentes imobiliários e mais de 200 empregados da CAIXA que ocuparam todo o pavilhão Oeste do Centro de Eventos do Ceará.

    E ainda tem feirão nos próximos fins de semana. Até 14 de junho, o evento ainda percorrerá as cidades de Brasília (DF), Uberlândia (MG), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Goiânia (GO). É o primeiro ano que a capital goiana recebe o evento.
    URL:

    http://www20.caixa.gov.br/Paginas/Noticias/Noticia/Default.aspx?newsID=2441
     

  7. Irene Rir

    18 de maio de 2015 11:45 am

    A mídia está contra os professores e defende Alckmin. Surpresa?

    Altamiro Borges: Mídia faz de tudo para sabotar greve dos professores e blindar Alckmin

    publicado em 17 de maio de 2015 às 19:37 no Blog do Miro

    greve dos professores estaduais de são paulo

    Professores mantêm greve. Mídia sabota!

    por Altamiro Borges, em seu blog

    Em assembleia realizada nesta sexta-feira (15), os professores de rede estadual de São Paulo decidiram manter a greve iniciada em 16 de março. A paralisação já é a terceira mais longa da história da combativa categoria – em 1989, ela durou 80 dias; em 1993, teve 79 dias de duração. Após a assembleia, os professores saíram em passeata pelas ruas centrais da capital paulista. Segundo o sindicato da categoria, a Apeoesp, o protesto reuniu mais de 40 mil participantes. O comando da Polícia Militar, tão generoso com a marcha golpista de março passado – quando estimou em mais de um milhão de presentes –, “calculou” que a passeata dos grevistas reuniu 1.800 pessoas!

    Já a mídia golpista, que também adora os protestos da direita pelo impeachment da presidenta Dilma e pelo retorno dos milicos ao poder – tanto que libera os seus artistas globais para estrelarem vídeos de convocação das marchas, altera os horários das partidas de futebol e faz coberturas entusiastas dos “atos pela democracia” –, segue sabotando a greve dos professores de São Paulo. Alguns telejornais voltaram a repetir o bordão antissindical de que a passeata “congestionou o trânsito” – algo bastante incomum na capital paulista! Já o oligárquico Estadão voltou a acusar a Apeoesp de liderar uma “greve política” contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), um santo blindado pela mídia!

    Até agora, o Palácio dos Bandeirantes não apresentou uma contraproposta à categoria em greve, que reivindica reajuste salarial e melhorias no ensino público. O tucano Geraldo Alckmin, conhecido por sua postura truculenta e intransigente, aposta no esvaziamento da mobilização e conta com a inestimável ajuda da mídia chapa-branca, que faz de tudo para invisibilizar a prolongada greve. A Apeoesp garante que 62% dos docentes estão parados no Estado.

    Já o governo afirma que a paralisação atinge 5% da categoria – antes, ele negava a existência da greve. A Folha tucana, metida a fazer cálculos, informa que “apenas” 15% dos 235 mil professores de São Paulo aderiram à paralisação.

  8. emerson57

    18 de maio de 2015 8:32 pm

    seca

     

    Crise hidrelétrica foi “para o armário”. E a da água em SP volta a assombrar

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=26839

  9. Osvaldo Ferreira

    19 de maio de 2015 2:22 am

    A vendeta do Muda Brasil pelo

    A vendeta do Muda Brasil pelo facebook violando o Estatuto da Criança e do Adolescente contra a ação das meninas do Coletivo Feminista do Gracinha no embate com o deputado Bolsonaro.

    O Coletivo Feminista das meninas é independente da escola, mas a publicação ignora isso propositalmente.

     

     

    Muda Brasil compartilhou a foto de Coletivo Eu não sou uma Gracinha.3 h · 

    crianças levadas pela escola na “marcha das vadias” para “lutarem.pelo direito das mulheres”

    pais, prestem atenção em seus filhos. é seu dever educá-los pro mundo

     

    Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente exijo que esta imagem seja retirada imediatamente pois veicula menores de idade em postagem de amplo acesso sem nenhuma autorização dos seus responsáveis legais. 
    Lei LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.
    Cap II 
    art 17: “Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.”
    “Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”
    “Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente.”
    “Art 100, V – privacidade: a promoção dos direitos e proteção da criança e do adolescente deve ser efetuada no respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua vida privada; “
    “Art. 152. Aos procedimentos regulados nesta Lei aplicam-se subsidiariamente as normas gerais previstas na legislação processual pertinente. (inclusive penal)

    Parágrafo único. É assegurada, sob pena de responsabilidade, prioridade absoluta na tramitação dos processos e procedimentos previstos nesta Lei, assim como na execução dos atos e diligências judiciais a eles referentes. “

     

    https://www.facebook.com/Mudabrasil2014/posts/367062283496208?comment_id=367266120142491&notif_t=like

     

    E o MP fará alguma coisa?

     

     

     

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