Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Marcos Chiapas
29 de dezembro de 2013 3:14 amGreve geral na Coréia do Sul
Multidões tomam as ruas da Coreia do Sul numa greve geral de grandes proporções em protesto contra os crescentes casos de corrupção por parte das “autoridades” do país, contra as privatizações e demais medidas antipovo.
Os ferroviários, por exemplo, têm se organizado contra a “reestruturação” do setor com a privatização levada a cabo pelo “governo”. Mais de 8500 grevistas do Sindicato dos Ferroviários Coreanos (KRWU) foram demitidos e os principais líderes das mobilizações presos. Num gesto fascista, sem mandado, o escritório da Confederação dos Sindicatos da Coreia (KCTU) foi invadido durante uma operação que contou com cerca de 4 mil policiais.
Em Seul, capital do país, mais de um milhão de pessoas se reuniram em manifestação contra o gerenciamento Park Geun-Hye. A greve se dá num momento em que se esgotaram as tentativas de diálogos e a feroz repressão do Estado contra as manifestações populares. Lembrando que a polícia sul-coreana tem a fama de ser uma das mais violentas do mundo no quesito ‘repressão a protestos’.
As organizações populares qualificam o “presidente” Park Geun-Hye como um autêntico lacaio do imperialismo ianque. O país comporta 17 bases militares do USA e ogivas nucleares, isto para submeter o próprio povo sul-coreano e, constantemente, chantagear a Coreia do Norte. A imprensa internacional, preocupada com os rumos e a proporção que o movimento pode ganhar, pouco divulga a luta dos trabalhadores do país.
Marcos Chiapas
29 de dezembro de 2013 3:40 amA pornografia é corrupção, mas sexual
A pornografia é corrupção, mas sexual
Foto: AFP
Por Andrei Fedyashin
Cerca de 30 mil alemães receberam, no final do ano, um aviso de pagamento de multas por terem copiado ilegalmente filmes pornográficos de um dos sites mais populares no “mundo teutónico”. O escritório de advogados suíço U+C, que representa os detentores de direitos desses filmes, anunciou que a multa por cada cópia é de 250 euros.
Milhares de alemães ficaram com o Natal e Ano Novo definitivamente estragados devido a escândalos com familiares. Para já não falar da perspectiva de terem de desembolsar dinheiro.
Mas isto é apenas o início. Thomas Urmann, representante do escritório suíço, declarou ao jornal Die Welt que os alemães não devem pensar que se trata de uma “ação única”. Segundo ele, no próximo ano, o número de avisos de multas será maior. Os suíços são um povo certo, por isso está garantido o “rebuliço pornográfico” com os alemães.
Embora os suíços atuem apenas nos interesses da defesa dos direitos de autor, os ativistas da luta contra a pornografia afirmam que semelhantes tipos de ações ajudam apenas a enfraquecer a onda de divulgação de produção pornográfica. Qualquer perito dirá que, até teoricamente, é impossível acabar com a pornografia enquanto existir a humanidade.
Hoje, o principal problema consiste em que a pornografia se torna cada vez mais suja, constata o doutor Hamza Usuf, psiquiatra do Colégio Zatun em Berkeley (Califónia), frisando que essa pornografia deixa pesadas marcas na psíquica do homem:
“A pornografia dos anos 60 ou 70, por exemplo, uma foto da revista Playboy, é para a juventude atual uma obra de arte clássica. Em comparação com o que se pode ver na internet. Duvido que a maioria das pessoas normais conheça até que ponto se tornou infame e asquerosa a pornografia atual.
Ninguém no mundo pode dizer com precisão quantos sites pornográficos existem no planeta e quantas pessoas os visitam diariamente. E quanto ganham os barões mundiais da pornografia com essas entradas. Todos os dados são bastante relativos. A revista Rolling Stone, por exemplo, escreve que, diariamente, quase 30 milhões de pessoas olham pela “janela pornográfica” da Internet.
O anuário da CIA revela que 30 mil usuários da internet veem, por segundo, materiais pornográficos e que o lucro líquido anual da pornografia virtual nos EUA, país que lidera a produção de filmes pornográficos, aproxima-se dos 3 bilhões de dólares. Em todo o mundo, a pornografia virtual rende anualmente 4,9 bilhões de dólares. Outras fontes afirmam que os lucros já atingiram os 10 bilhões de dólares e que a quantidade de sites pornográficos ultrapassou sete, dez ou 15 milhões. Seria bom que a NSA, principal departamento americano de espionagem eletrónica, monitorizasse isso. Mas, segundo Edward Snowden, ela está ocupada com coisas totalmente diferentes.
O que apenas se sabe mais ou menos ao certo é que as normas de lucro da indústria pornográfica são fantásticas. Um filme, cuja produção custa entre 25 a 125 mil dólares, traz lucros de cerca de dois milhões.
O doutor William Struthers, do Wheaton College, em Illinois, afirma que os homens “estão presos” de forma mais forte à pornografia, tal é a constituição do seu cérebro, e nada há a fazer com isso.
“No nosso país, com as mulheres, há uma diferença como entre os aparelhos de televisão de “alta definição” e os televisores comuns. A pornografia é o sinal e o cérebro é o recetor. Alguns receptores são melhores do que outros. Não é de admirar que os homens sejam os consumidores fundamentais de pornografia. E tudo isto porque, do ponto de vista da neurologia, os seus receptores estão melhores preparados para captar esses sinais.”
Em termos gerais, a luta contra o vício da pornografia é muito semelhante à luta contra o tráfico de droga e todos os seus derivados. A única diferença é que não fuzilam pela pornografia. E em torno desta luta há muitos equívocos, baseados no niilismo jurídico.
O primeiro consiste em que toda a Escandinávia e a Holanda são uma espécie de “zonas pornográficas livres”. Nada disso. Não há países desses no mundo. Todos, em diferente medida, proíbem a pornografia: a infantil é proibida em toda a parte e castigada por lei. A diferença está no afinco com que se empregam as leis.
Na República Popular da China, a pena de prisão por divulgação de pornografia é de cinco anos. O segmento chinês da internet é o maior do mundo pela quantidade de utilizadores. Hoje, ela ultrapassou os 300 milhões de pessoas. Anualmente, nesse país, são detidas mais de 5 mil pessoas e aberto um número semelhante de casos por alegada divulgação de pornografia. Desde 2009, já foram bloqueados lá cerca de 14 mil sites pornográficos.
Leis mais severas existem no Vietnam. A lei prevê 12 anos de prisão por produção e divulgação de pornografia. Até na Arábia Saudita, segundo a lei sobre o crime virtual de 2008, a pena é menor: cinco anos de prisão e uma multa de quase 1 milhão de dólares.
Na Holanda, a divulgação de pornografia é castigada com apenas dois meses de prisão (na maior parte das vezes, a prisão não se concretiza). Na Índia, com as suas tradições históricas de erotismo, pode-se ser condenado a três meses. Na Islândia e Suécia, a meio ano. Na maioria dos países da Europa, as penas vão de um a dois anos. As penas mais pesadas são na Ucrânia: sete anos, o que não impede que esse país esteja na linha da frente do fornecimento de atores para filmes pornográficos.
Os próprios alemães constataram que a dependência da pornografia na Internet complica seriamente a vida. Cientistas da Universidade de Duisburg-Essen na Alemanha provaram, por meio de experiências, que a excitação sexual cria dificuldades ao trabalho da memória. Ao assistir à pornografia na NET, algumas pessoas esquecem-se de dormir, falham encontros importantes e fogem aos deveres laborais.
Marcos Chiapas
29 de dezembro de 2013 3:43 amIrmão de Alexandre Padilha estreia em novela da Globo
Irmão de Alexandre Padilha estreia em novela da Globo
O doutor Breno, da nova novela da Tv Globo “Além do Horizonte”, é interpretado pelo ator Celso Reeks, irmão do ministro Alexandre Padilha (Saúde), pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo.
Na novela, Breno é o coordenador do laboratório onde Marlon (Rodrigo Simas) trabalha. Reeks é ator da companhia Nau de Ícaros e trabalha na divulgação e mapeamento da arte de rua nos espaços públicos da região metropolitana de São Paulo.
Celso e Padilha são irmãos por parte do pai, Anivaldo Padilha, torturado e exilado durante a ditadura militar. Anivaldo -que inclusive ficou preso com a presidente Dilma Rousseff- teve que fugir do país quando sua mulher na época, a mãe do ministro, estava grávida dele.
Nos Estados Unidos, Anivaldo casou-se novamente e teve Celso. Padilha só conheceu o pai com oito anos.
Marcos Chiapas
29 de dezembro de 2013 3:44 amArabia Saudita: “Hemos sido apuñalados en la espalda por Obama”
wikipedia.org/ RT
Las autoridades de Arabia Saudita han confirmado que están muy decepcionadas y desilusionadas con EE.UU. en general y con el presidente Barack Obama en particular.
“El vínculo de confianza entre Estados Unidos y Arabia Saudita se ha roto en los años de Obama. Sentimos que hemos sido apuñalados en la espalda por Obama”, dijo Ahmed al-Ibrahim, consejero de algunos de los funcionarios y miembros de la monarquía saudita, a Fox News.
No sabemos qué está poniendo Obama en su té”Cada vez que Obama tuvo que elegir entre sus enemigos y sus amigos, él siempre elegía a sus enemigos. No sabemos qué está poniendo en su té”, subrayó el interlocutor de la cadena estadounidense.
Al-Ibrahim también se refirió a “la falta de acción peligrosa” de Obama durante los levantamientos violentos apoyados por Irán en Baréin, sus negociaciones con Irán, y las negociaciones secretas con Hezbolá, que se supone se realizan mediante intermediarios, los diplomáticos británicos.
Según Fox News, los sauditas ahora están buscando sus propios acuerdos militares porque ya no confían en EE.UU. Precisamente por eso el Consejo de Cooperación para los Estados Árabes del Golfo, una alianza regional integrada por Baréin, Kuwait, Omán, Catar, Arabia Saudita y los Emiratos Árabes Unidos, anunció recientemente la creación de una fuerza militar conjunta basada en la capital saudita, Riad. “Va a haber un mando unificado de alrededor de 100.000 miembros”, dijo el príncipe saudita Miteb bin Abdullah.
“Ya no creemos que EE.UU. pueda proteger nuestra libertad de la agresión iraní, por eso estamos ampliando nuestras fuerzas e integrando nuestras defensas de misiles con nuestros vecinos”, explicó Al-Ibrahim.
Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/115566-arabia-saudita-apunalados-espalda-obama
Webster Franklin
29 de dezembro de 2013 4:46 amGurgel é alvo de investigação por desconhecer caixa 2 do DEM
Correio do Brasil
Gurgel é alvo de investigação por desconhecer caixa 2 do DEM
28/12/2013 13:13
Por Redação – de Brasília
Gurgel, o procurador-acusador, optou por avançar primeiro no ‘mensalão’ do PT
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu uma investigação para saber o que levou o ex-procurador-geral Roberto Gurgel, acusador na Ação Penal 470, durante o julgamento conhecido como ‘mensalão’, a desconhecer o caixa 2 do Democratas (DEM), no Rio Grande do Norte, onde se encontram sob suspeita ninguém menos do que a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, e o presidente da legenda, senador José Agripino (RN). A denúncia, publicada na edição da revista semanal IstoÉ da semana passada, revela um esquema no qual, segundo interceptações telefônicas, o senador Agripino e o marido de Rosalba, Carlos Augusto Rosado, acertam detalhes de um financiamento de campanha ilegal. “A partir do telefone do contador da legenda Galbi Saldanha, hoje secretário-adjunto da Casa Civil da governadora, funcionários aparecem fornecendo números de contas pessoais para receber transferências irregulares de recursos”, diz a reportagem.
“As gravações já haviam sido enviadas à Procuradoria-Geral da República em 2009, mas desde então nada foi feito. O conselheiro do CNMP Luiz Moreira questiona os motivos que levaram ao arquivamento dos grampos”, acrescenta.
– Este é um exemplo da controvertida gestão de Roberto Gurgel. Trata-se de uma falta de clareza de critérios, que faz com que se pense que ele atuava com parcialidade – diz Moreira.
“Não é a primeira vez que um parlamentar do DEM se beneficia da vista grossa de Gurgel. O ex-senador Demóstenes Torres, flagrado em escutas da operação Vegas da Polícia Federal, deixou de ser investigado pela Procuradoria Geral da República até a deflagração de outra ação da PF, a Operação Monte Carlo, que confirmou a ligação do parlamentar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira”, continua.
“A retomada das investigações do Ministério Público e da PF no Rio Grande do Norte também provoca efeitos no quadro político local, mais especificamente na prefeitura de Mossoró, segunda maior cidade do Estado. Afastada do cargo por denúncia de abuso de poder econômico, a prefeita Cláudia Regina, também do Democratas, teve a campanha financiada pelo empresário Edvaldo Fagundes. A PF identificou manobra de Fagundes para driblar o bloqueio judicial de seus bens – o empresário estava usando funcionários de suas companhias para movimentar valores expressivos, na maioria das vezes fazendo saques em dinheiro vivo. Afilhada política do senador Agripino, Cláudia tenta conseguir junto ao Tribunal Superior Eleitoral uma liminar para voltar ao cargo, mas o Tribunal Regional Eleitoral determinou que eleições suplementares sejam convocadas em fevereiro ou março para escolher o novo prefeito”, conclui a reportagem.
http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/gurgel-e-alvo-de-investigacao-por-desconhecer-caixa-2-do-dem/673594/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131229
jns
29 de dezembro de 2013 5:00 amtendências móveis
Como o Facebook Perdeu a Liderança
O WhatsApp ultrapassou o Facebook como líder de serviços de mensagens móveis.
On Device Research Blog | Siim Teller | 28 Novembro 2013
EUA, Brasil, África do Sul, Indonésia e China foram os países pesquisados.
Foram entrevistados 3.759 proprietários de smartphones em 5 países para obter um instantâneo global da popularidade de determinados aplicativos, para observar como as pessoas usam as mensagens sociais, as mensagens de texto e o e-mail nos seus telefones.
Aplicativos e plataformas de mensagens sociais são alguns dos motores mais florescentes no espaço móvel no momento. Não passa uma semana sem que um dos grandes – WhatsApp, Line, WeChat, BBM – anunciem um novo recorde do número de usuários registrados (…) e milhões de fotos compartilhadas diariamente etc.
O Facebook pode ser o gigante entre as redes sociais, mas o WhatsApp assumiu a liderança em mensagens sociais no celular. O relatório sobre a investigação em 5 países revela isso e muito mais.
WhatsApp é o novo líder combinado desses mercados: 44% de todos os entrevistados usam o WhatsApp nas mensagens sociais fenquanto o 35% usam o Facebook.
As diferenças geográficas significativas levaram algumas pessoas a chamá-lo de balcanização de aplicativos de mensagens.
Bons exemplos disso são a popularidade surpreendente do BBM na África do Sul e Indonésia. Ambos os países viram a alta penetração de telefones BlackBerry no passado, mas como os usuários atualizados migraram para telefones mais modernos e mais baratos – com o Android – a posição da BBM tornou-se instável. O lançamento do BBM como um aplicativo independente no iOS e Android parece ter sido uma jogada vencedora e, apenas um mês após o lançamento, 34% na África do Sul e 37% na Indonésia voltaram a usar o aplicativo de bate-papo “original”.
O WeChat é outro vencedor regional. A sua penetração maciça na China (93% dos proprietários de smartphones) significa que o uso não está alinhado com os aplicativos de outros países. Uma pesquisa, realizada no período de uma semana, mostrou que o WeChat é usado por 20% dos donos de smartphones na Indonésia, 18% na África do Sul e até mesmo nos EUA tem 6% de penetração.
Os aplicativos de chat são a maneira dominante de permanecer em contato no telefone. O uso diário de mensagens sociais nos cinco países se encontra em um patamar elevado de 86%, superando os 73% que usam os seus telefones para as chamadas de voz, 75% usam SMS e 60% usam e-mail.
Esta tendência terá implicações interessantes para os operadores móveis. Mais e mais pessoas estão atualizando, a partir de telefones, recursos para smartphones e estão acelerando o movimento de vocação tradicional de uso do SMS para mensagens sociais. É interessante notar que a China apresenta dados diferentes, quando se trata de e-mail, com 40% dos proprietários de smartphones que usam este sistema de mensagens, em comparação com 69% nos EUA.
Um aspecto específico das plataformas de mensagens sociais investigadas foi o uso de adesivos ou pequenas imagens ilustrativas para descrever o humor e transmitir mensagens em formato não-verbal.
Stickers são bem conhecidos e usados ativamente por quase 40% dos usuários de smartphones. Há novamente diferenças regionais significativas com implicações de serem mais conhecidos e utilizados na Ásia, com 84% dos entrevistados da Indonésia em comparação com 54% dos brasileiros.
Almeida
29 de dezembro de 2013 7:18 amDeu n’O Globo:
Além dos caças
Merval Pereira 28.12.2013 10h03m
Eduardo Brick, especialista do Núcleo de Estudos de Defesa, Inovação, Capacitação e Competitividade Industrial da Universidade Federal Fluminense, em vez de comemorar ou criticar a compra dos novos caças Grippen suecos pela Aeronáutica, prefere uma visão pragmática e de longo prazo. Por mais paradoxal que a afirmação possa parecer, diz ele, essa decisão não será importante para a defesa do Brasil nos próximos 20 anos, mas, sim, para daqui a 30 a 50 anos.
Nesse raciocínio, o país simplesmente não tem no momento recursos humanos, tecnológicos, industriais e financeiros para se opor a eventuais ameaças. Mas pode aproveitar a oportunidade para desenvolver sua Base Logística de Defesa (BLD). Esse, diz ele, pode ser um dos principais benefícios da escolha do Grippen – a ampliação da capacitação industrial e tecnológica, não só da Embraer, mas de muitas empresas de sua cadeia produtiva, em produtos cuja tecnologia o Brasil ainda não domina.
Portanto, Eduardo Brick acha que o planejamento de hoje deve visar, prioritariamente, um horizonte mais longínquo, não importando se o Grippen não é uma das mais eficazes armas existentes hoje. “O que importa é que essa aquisição pode ser um importante instrumento para o Brasil se capacitar para conceber e desenvolver aeronaves de combate amanhã”.
Do ponto de vista de desenvolvimento econômico e social, a BLD, apesar de sua finalidade precípua não ser essa, ressalta Brick, é instrumento importantíssimo de política industrial, por vários motivos:
a) Atua no limiar do desenvolvimento tecnológico;
b) Políticas industriais de conteúdo nacional para defesa são necessárias por questões de garantia de suprimento de itens críticos (que são cerceados pelos países que detêm essas tecnologias) e não oneram a economia como um todo.
c) A capacitação industrial construída têm uso dual. Ele cita o exemplo da Embraer que, após décadas procurando se capacitar com produtos de uso militar, conseguiu desenvolver jatos comerciais e ser importante ator no mercado internacional de produtos civis.
Para o especialista da Universidade Federal Fluminense, a defesa nacional na era pós-industrial depende de dois instrumentos fundamentais: as Forças Armadas (FFAA) e a Base Logística de Defesa (BLD). A construção de qualquer uma delas é uma tarefa de décadas, mas a criação da BLD pode ser mais difícil devido à aceleração do desenvolvimento tecnológico, que causa obsolescência rápida de qualquer produto de defesa.
Portanto, diz Brick, não é sensato, nem financeiramente exequível, manter grandes estoques de produtos de defesa, exceto, evidentemente, se houver iminência de conflito, mas, sim, de capacidade industrial para inovar continuamente.
A Estratégia Nacional de Defesa define, muito apropriadamente diz ele, que a construção e sustentação de uma BLD adequada às necessidades brasileiras é um dos seus eixos fundamentais. Não se pode esquecer, ressalta Eduardo Brick, que o FX é apenas um projeto de cerca de 11 bilhões de reais, em um programa de 1 trilhão de reais, valor estimado para o Plano de Articulação e Equipamentos de Defesa (PAED), em 20 anos.
Na sua avaliação, com a atual estrutura de governança da BLD brasileira, o país corre um sério o risco de sofrer um “apagão de gestão” se o orçamento aumentar e o PAED realmente deslanchar.Há nada menos que seis ministérios envolvidos, “numa estrutura caótica”.
No caso de recursos humanos, a necessidade monta a vários milhares de profissionais, principalmente engenheiros, altamente qualificados e experientes em definição de requisitos e especificações, teste e avaliação de sistemas, gestão de projetos complexos, negociação de contratos, entre outras coisas.
Almeida
29 de dezembro de 2013 9:02 amAté senador da oposição recomendava a escolha do Gripen.
13/09/2013 – 13p5 Plenário – Pronunciamentos – Atualizado em 13/09/2013 – 16p5
Caças suecos são melhor opção para o Brasil, afirma Agripino
Da Redação
Após visita à Suécia na semana passada para conhecer o caça Gripen NG, da empresa Saab, um dos concorrentes que tentam fechar um contrato com o governo brasileiro com o objetivo de reequipar as Forças Armadas, o senador José Agripino (DEM-RN) disse nesta sexta-feira (13) que aquele país está mais apto que os Estados Unidos e a França para atender a demanda brasileira pela compra de 36 caças.
O parlamentar viajou ao país escandinavo a convite do governo sueco em uma comitiva formada por parlamentares integrantes das Comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado. O grupo vai elaborar um relatório que será enviado à presidente Dilma Rousseff, a quem caberá a decisão final sobre a compra.
Para Agripino, o avião sueco é o ideal para a realidade brasileira em razão de seu custo mais baixo em comparação com os concorrentes F-18 Super Hornet, fabricado pela norte-americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault.
– O custo de operação do Grippen é mais ou menos um terço do custo de operação de um Rafale e de um F-18. O Brasil é um país pacifista. O que precisa é ter aviões supersônicos para se estabelecer no plano internacional como um país que dispõe de mecanismos de defesa – avaliou o parlamentar.
Além disso, o senador destacou a garantia dada pela Saab de participação da indústria nacional no processo de desenvolvimento tecnológico.
– A sensação que trago é de que a operação com o Gripen deve ser vista com lente de aumento tendo em vista o interesse imediato e o interesse permanente que o Brasil pode retirar de uma compra que resultará de uma parceria para a indústria aeronáutica – defendeu.
Também viajaram para a Suécia os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e os deputados Nelson Pelegrino (PT-BA), Leonardo Gadelha (PSC-PB) e Carlos Zarattini (PT-SP).
Agência Senado
Marco Santo
29 de dezembro de 2013 9:12 amSaiu a noticia no GLOBO pelo
Saiu a noticia no GLOBO pelo MERVAL, sempre há um “porém”. Se saiu a favor eu sou contra…..O “especialista” esquece que a MANEABILIDADE do caça GRIPEN NG que nenhum dos concorrentes apresentaram. Portanto, é um ponto a mais no que interessa para o Brasil e para o fim que se destina.
Almeida
29 de dezembro de 2013 5:54 pmDeixe o sectarismo de lado.
O colunista reúne todos os instrumentos, para cair de pau na compra do projeto. No entanto, não cai na tentação de outros coluneiros (colunistas fuleiros), abre espaço para a opinião de um acadêmico, pesquisador na área de tecnologia, para quem o projeto deve ser visto como uma estratégia de longo prazo; ele não vai na linha do oposicionismo primário e sectário, tipo: é “do PT”, sou contra. Coloquei abaixo a opinião de um senador oposicionista que, antes da compra ser efetivada, recomendava a mesma posição que o governo tomou.
Você está, em relação a este artigo postado pelo Merval, acometido da mesma idiotia da oposição fuleira: o sectarismo estúpido e bossal.
O especialista, sem aspas, ele tem currículo para tal, procura enxergar a questão de longo prazo, sua análise passa ao largo das aparentes vantagens técnicas. Tecnologia é algo de profundas raízes sociais, tem a ver com o desenvolvimento histórico das nações, portanto, tem de ser abordada de forma política e vista em perspectiva estratégica; sob este ponto de vista, o artigo é favorável à opção governista. Como se vê, nem Merval, nem o Agripino, estão sendo sectários e movidos pelo primarismo político, você sim.
Assis Ribeiro
29 de dezembro de 2013 10:00 amCollor ao 247: “Segundo turno, só com Barbosa”
Em entrevista exclusiva ao 247, o senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) analisa o quadro político e afirma que não há dúvida alguma sobre a releeição da presidente Dilma; “a única questão é saber se haverá ou não segundo turno e só Joaquim Barbosa pode provocá-lo”; segundo Collor, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) já “bateu no teto” e o governador pernambucano Eduardo Campos, do PSB, teria “fôlego curto”; em Alagoas, ele articula um megapalanque de 17 partidos em apoio à reeleição de Dilma e condena os que apostaram no fiasco econômico; “fizeram um ataque especulativo burro contra o governo”; ele afirma ainda que, em Alagoas, o caminho natural é a candidatura do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao governo e sua ao Senado
Em nenhum estado da Federação, a presidente Dilma Rousseff encontrará condições tão favoráveis à sua reeleição como em Alagoas. A avaliação é feita pelo ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL). “Aqui, uma frente de 17 partidos apoiará a reeleição”, disse ele ao 247, em entrevista exclusiva. Esse acordo começou a ser costurado na semana passada, num almoço de comemoração do aniversário do ex-governador Ronaldo Lessa, do PDT. “Em vários estados, estamos vendo dificuldades na relação entre o PT e seus aliados, especialmente com o PMDB. Aqui, há uma grande chance de que nada disso aconteça”.
Collor, no entanto, afirma que tudo dependerá da decisão do atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “Caso Renan decida se lançar ao governo de Alagoas, haverá consenso entre os 17 partidos em torno da sua candidatura”, disse ele. “Caso contrário, tudo terá que ser rediscutido”. Na composição que vem sendo montada no estado, Renan iria para o governo, o vice seria indicado pelo PT e ele, Collor, completaria a chapa, concorrendo para o Senado. “A bola está com o Renan.”
O ex-presidente afirma que esse acordo é importante para a reeleição de Dilma, porque a frente de 17 partidos também marcaria uma posição contra o governo de Teotônio Villela, do PSDB. “Em 2002, Lula perdeu para o José Serra em Alagoas. Em 2006, perdeu novamente para o Geraldo Alckmin. Só em 2010, quando houve uma frente forte de partidos em apoio à presidente Dilma, é que foi possível vencer no estado”.
Segundo Collor, Dilma teria, hoje, mais de 60% das intenções de voto em Alagoas. “A situação no Norte e no Nordeste é bem mais confortável do que no Centro-Sul”, afirma. Ainda assim, ele afirma que ela será reeleita. “Sobre isso, não há dúvida. A única questão que permanece é saber se haverá ou não segundo turno”.
O único personagem capaz de provocar um segundo turno, na visão de Collor, é o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. “O senador Aécio já bateu no teto. E a candidatura do Eduardo Campos, mesmo com a Marina, tem fôlego curto”, afirma. Ou seja: a oposição precisaria urgentemente dos 15% de Joaquim Barbosa no Datafolha para produzir um segundo turno – onde, segundo Collor, seria novamente derrotada para o PT.
Além das condições objetivas que favorecem a reeleição, Collor afirma que Dilma merece um segundo mandato. “Todos que apostaram contra estão perdendo”, afirma. “E o ataque especulativo contra a economia brasileira foi uma operação burra”, afirma. “Que sentido há em atacar uma economia que tem US$ 350 bilhões em reservas?”
Sobre sua relação amistosa e de aliança com o PT, derrotado por ele, em 1989, Collor afirma que foi uma evolução natural. “Desde que voltei ao Senado, me posicionei de maneira muito clara em apoio ao então presidente Lula e, depois, à Dilma”, afirma. “Nada mais natural do que, agora, apoiar sua reeleição e promover uma mudança que pode gerar um novo momento em Alagoas.”
Assis Ribeiro
29 de dezembro de 2013 10:02 amO governo Tarso Genro pós-Junho/2013
A disposição em dialogar, ouvir e abrir-se à participação da cidadania permitiu um posicionamento singular do governo gaúcho durante os protestos de junho.
O grande acontecimento político do ano de 2013 foram os protestos de Junho. As reações ao processo de mobilização e as respostas apresentadas pelos governos municipais, estaduais e federal definiram, em grande medida, o ambiente político do país no último semestre. A mais recente pesquisa CNI-Ibope atesta que Tarso Genro foi o governador que mais cresceu em aprovação após as mobilizações (conta com 50%, segundo o Ibope). Analisar os motivos desse desempenho não parece ser algo irrelevante para a compreensão da política nacional no último ano.
Entre os jovens de 18 a 24 anos a aprovação de Tarso subiu quase vinte pontos percentuais no período que vai de Junho a Novembro do corrente ano. Nesta parcela da população, a aprovação do desempenho do Governador frente aos protestos chega a 62%, segundo levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Se considerarmos todas as faixas etárias, 58% dos gaúchos aprovaram a atuação de Tarso durante as mobilizações e apenas 28% desaprovaram. Trata-se de um resultado que distancia o Governador da maioria de seus congêneres país afora.
Até mesmo em relação à atuação da Polícia Militar verifica-se que a maioria da sociedade gaúcha aprovou a condução do governo petista. Para 50% dos gaúchos, a Brigada Militar agiu com violência, mas sem exageros durante os protestos.
Outros 30% avaliam que a polícia gaúcha agiu sem violência e apenas 15% acreditam que agiu com muita violência, de acordo com o estudo da FGV.
Diversos fatores contribuíram para essa percepção geral positiva. A posterior aprovação do projeto que estabelece Passe-Livre para os estudantes das regiões metropolitanas tem relação direta com a formação da opinião majoritariamente simpática à reação do governo gaúcho. A proposta, surgida das ruas, foi incorporada pela Administração Estadual. Mas a grande diferença parece ter sido a capacidade de diálogo do governador e a existência de diversos canais, previamente estabelecidos, de consulta e escuta à sociedade no âmbito do Sistema Estadual de Participação.
O Gabinete Digital, criado ainda em 2011, possibilitou o estabelecimento de uma comunicação direta com os manifestantes, sem nenhum tipo de intermediação, expondo o Governador de forma transparente e acessível em um dos momentos mais tensos da política nacional nos últimos anos.
Uma das audiências publicas digitais, realizada em 20 de Junho com transmissão pela internet, contou com a participação de meio milhão de cidadãos e cidadãs, mobilizados pelas redes sociais digitais. Na ocasião, Tarso debateu diretamente com ativistas do Rio Grande do Sul e do país, recebeu críticas, ouviu e respondeu a diversas questões e retirou dali orientações para a atuação posterior de suas forças policiais. Foi um evento memorável, possível graças a uma atitude corajosa do governo. O diálogo, com alto grau de improviso e espontaneidade, foi realizado horas antes de assistirmos a uma das maiores manifestações populares já realizadas no país.
O Gabinete Digital realizou, ainda, uma série de outras audiências públicas digitais, nas quais o Governador do Estado debateu diversos temas com ativistas, especialistas e lideranças sociais. Todos os debates ocorreram com participação simultânea de milhares de pessoas pela rede, sem nenhum tipo de filtro ou censura. Algo singular no Brasil durante os intensos meses de Junho e Julho.
Através do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES/RS), o governo logrou processar proposições que surgiram das ruas e transformá-las em ações. O projeto que instituiu o Passe-Livre, por exemplo, foi sendo construído através de inúmeras rodadas de negociação, em meio à complexidade do diálogo com um movimento de massas declaradamente desprovido de lideranças. E nem por isso o processo deixou de ser ágil e gerar resultados.
Certamente, se estes mesmos canais de participação e diálogo – Gabinete Digital e CDES – tivessem sido constituídos às pressas, apenas para dar respostas às mobilizações de Junho, o resultado teria sido bem diferente. Dificilmente conquistariam legitimidade e reconhecimento público para se tornarem ferramentas válidas ao processamento dos debates suscitados pelos protestos de 2013. Mas, por terem sido organizados desde o primeiro ano do Governo Tarso, conquistaram a legitimidade necessária ao desfecho positivo que obtiveram.
As pesquisas de opinião comprovam o acerto do governo do Rio Grande do Sul ao apostar na conformação de um complexo Sistema de Participação Cidadã, que vai se tornando referência internacional. Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) concedeu um prêmio ao Governo gaúcho pelo Sistema e o Banco Mundial já havia premiado também o Gabinete Digital, experiência que já conta com expressivo reconhecimento dentro e fora do país.
E a participação da sociedade atesta a validade da experiência. A última consulta ao orçamento, realizada pelo Governo gaúcho, contou com a participação de mais de 1,2 milhões de pessoas. E o Gabinete Digital promoveu a maior consulta pública digital já realizada até aqui no Brasil no ano de 2012.
É possível afirmar, sem incorrer em nenhum exagero, que o Governo Tarso é outro depois dos protestos de Junho. A disposição em dialogar, ouvir e abrir-se à participação efetiva da cidadania permitiu um posicionamento singular do governo gaúcho durante as grandiosas mobilizações de Junho.
Frente àquele que foi o principal evento político do ano de 2013, o Governo do Rio Grande do Sul fez valer toda a história de estímulo e valorização da participação popular, originária das administrações petistas de Porto Alegre, que inspiraram o mundo através do Orçamento Participativo e do Fórum Social Mundial.
O ano de 2013, portanto, deixa um aprendizado valioso para a esquerda gaúcha que pode – e deve – ser compartilhada com a esquerda brasileira, em especial no próximo ano, quando a capacidade de renovar a esperança do povo brasileiro em nosso projeto transformador e democrático estará, novamente, diante de um teste decisivo.
(*) Secretário-Geral do Governo do Rio Grande do Sul. Coordenador do Gabinete Digital.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-governo-Tarso-Genro-pos-Junho-2013/4/29883
Assis Ribeiro
29 de dezembro de 2013 10:05 amQue as ruas sejam de novo ocupadas
Na noite de 18 para 19 de junho de 2013, o correspondente da Rede Globo em Nova York, Jorge Pontual, tuitou que, “se a bateria do ninja não morrer, eu não durmo esta noite”.
Ele passou batido pela cobertura da Globo e assistiu aos protestos de junho pela transmissão ao vivo de Filipe Peçanha, na madrugada do grande choque da Mídia Ninja _antes do sequestro desta pelas controvérsias de seus editores, que quase jogam a experiência no chão.
Embora a repercussão e a consequente reação tenham sido em torno do conteúdo, o significado mais profundo, como enfatizou José Simão, muito sério no Twitter, foi de forma e linguagem.
Então no Rio, Mirta Varela, professora titular de História dos Meios de Comunicação da Universidade de Buenos Aires, apontou como aquela transmissão on-line do chão, ouvindo manifestantes e policiais sem edição, era muito diferente do que se via dos helicópteros televisivos:
“A cobertura de TV se dá longe dos manifestantes, de um ponto de vista externo. E as imagens distantes são acompanhadas por vozes dos jornalistas. O monopólio da palavra é da TV.”
*
Na noite anterior, de 17 para 18, o choque havia sido ainda maior, quando manifestantes desceram a Marginal Pinheiros gritando “palavras de ordem contra a TV Globo”.
Foi como o “Jornal Nacional” noticiou, depois. Mas o protesto foi seguido ao vivo, dramaticamente, pelo helicóptero do “Cidade Alerta”, da concorrente Record. Com os manifestantes “na frente da Globo”, Marcelo Rezende dizia: “Espero que não façam nada, tenho amigos lá”.
O próprio “SPTV”, da Globo, acompanhou ao vivo, pelas câmeras do estúdio. Carlos Tramontina, olhando os manifestantes pela janela, dizia: “Já podemos ver, estão na Usina de Traição”.
Com tudo isso e mais, a Globo mudou. Arnaldo Jabor, no “Jornal da Globo”, virou de ponta-cabeça. E o “Fantástico” abraçou o antiamericanismo, com o passe de Glenn Greenwald.
*
Com tudo isso e mais, Míriam Leitão, do “Bom Dia Brasil”, questionada sobre “um pedido a Papai Noel”, respondeu: “Que as ruas sejam de novo ocupadas, para exigir educação”. E Carlos Alberto Sardenberg, do “Jornal da Globo”: “Queria protestos vigorosos, mas pacíficos, na Copa”.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/nelsondesa/2013/12/1390413-que-as-ruas-sejam-de-novo-ocupadas.shtml
Assis Ribeiro
29 de dezembro de 2013 10:05 amE, se a inflação não explodiu, também o superavit não michou…
Desculpem se não saio do terreno da economia, mas é nesse que se resolve a política, ao final das contas, não é?
Depois de a Fundação Getúlio Vargas mostrar que a inflação declinou em 2013, comparada à de 2012, cai por terra a segunda onda do “ai, meu querido tripé macroeconômico”: a de que não faríamos senão um “micho” superávit primário.
O Tesouro Nacional divulgou os números de novembro.
Claro que eles foram muito maiores por causa de Libra e do Refis, mas isso sempre esteve na conta.
Já cumprimos mais de 83% da meta de economia do Governo central: R$ 62,4 bilhões para um valor-alvo de R$ 73 bilhões.
Ainda falta muito?
Não, porque dezembro é sempre um dos meses com maior superávit: R$ 10,853 bilhões em 2010; R$ 14,4 bilhões, em 2011 e R$28,3 em 2012.
A conta, que a “imprensa especializada” dizia que não fecharia, fechou. Se houver alguma redução, será por conta dos governos estaduais e municipais, e será ínfima.
A discussão séria, infelizmente, deveria ser outra: como é que um país com as nossas carências pode se dar ao luxo de “economizar” todo ano- entre União, Estados e Municípios – mais do que gasta em educação ou em saúde para pagar juros.
Mas isso, para nossa imprensa, não parece ser um problema.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=11968
Assis Ribeiro
29 de dezembro de 2013 10:07 amPara quem não acredita em previsões
Dez previsões para o Brasil em 2014
por Wagner Iglecias, especial para o Viomundo
1- Uma certa candidata continuará fazendo seus discursos vibrantes e empolgantes.
2- Um certo ex-presidente dirá, em algum momento, que nunca antes na História desse país…
3- Um certo partido de oposição continuará indignadíssimo com a corrupção. Dos outros.
4- Uma outra certa candidata, ou eventual candidata, dirá que é possível governar com os melhores do PSDB, os melhores do PMDB, os melhores do PT…e fazer uma política diferente. Só não dirá como.
5- Uma famosa revista semanal fará alguma capa falando mal do governo, do PT, da Dilma ou do Lula. Ou de todos eles.
6- Certos veículos de imprensa e certos analistas econômicos tentarão provar por A mais B que a economia brasileira está a beira do abismo, ainda que nossos shoppings, aeroportos e supermercados pareçam verdadeiros formigueiros.
7- Manifestações de norte a sul ocorrerão no país, e muita gente boa vai achar que estará mudando o Brasil, e não sendo usada para interesses eleiçoeiros.
8- Se o Brasil ganhar a Copa teremos uma ducha de água fria nos protestos. Mas se cair fora logo, na primeira fase, ou nas oitavas de final, faltando ainda 15 ou 20 dias para a grande final, o pau vai quebrar.
9- Analistas chatos, como eu mesmo, continuarão fazendo suas análises.
10- E o povão, a massa do eleitorado que decide a eleição, vai dar de ombros pra tudo isso, e votar pensando é na vida concreta, como era, como está hoje e como deverá ficar no futuro.
Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor do Curso de Graduação em Gestão de Políticas Públicas e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP.
http://www.viomundo.com.br/humor/wagner-iglecias-e-suas-dez-previsoes-para-o-brasil-em-2014.html