Para 71%, oposição a Dilma age por interesse próprio
Dado consta em pesquisa divulgada nesta sexta-feira 14 pelo Instituto Data Popular, a dois dias das manifestações que devem pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff em várias cidades brasileiras; levantamento feito com três mil eleitores entre 1º e 4 de agosto em 152 municípios aponta que 71% acreditam que os partidos de oposição ao governo “agem por interesse próprio, não pelo bem do País”; segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto, a pesquisa também indica que há uma queda na aprovação do impeachment como solução para a crise política; ainda segundo a mostra, 62,8% dos eleitores não enxergam ninguém que possa tirar o País da atual situação
14 DE AGOSTO DE 2015 ÀS 18:27
Por Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual – A dois dias das manifestações organizadas pela direita e encampadas por diversos partidos de oposição, uma pesquisa divulgada hoje (14) pelo Instituto Data Popular mostra que 71% dos eleitores brasileiros avaliam que os partidos de oposição à presidenta da República, Dilma Rousseff, “agem por interesse próprio, não pelo bem do país”. Realizado dos dias 1º a 4, com três mil eleitores em 152 municípios, o estudo indicou ainda que 92% dos eleitores concordam com a frase: “Todo político é ladrão”.
Segundo o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles, a pesquisa também indica que há uma queda na aprovação do impeachment da presidenta como solução para a crise política. “A discussão sobre impeachment vem perdendo força. Entre 55% e 62% entrevistados dizem ser favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas quando questionamos os entrevistados se eles acreditam que o processo de impeachment é a saída para melhorar o país, a pesquisa deixa muito claro que a adesão cai”, afirmou o presidente do Data Popular.
De acordo com Meirelles, oposicionistas e descontentes não são a mesma coisa. Os primeiros são eleitores que não votaram na Dilma para presidenta, rejeitam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avaliam o atual governo como “ruim ou péssimo” e querem o impeachment. Esses também são contra o Bolsa Família, a política de cotas, o Prouni. De acordo com a pesquisa, 36% dos entrevistados se enquadram nessa categoria.
Já os descontentes – que são 44% – ajudaram a eleger Dilma e aprovam Lula. E estão frustrados porque o governo eleito não está pondo em prática o projeto no qual votaram. Eles não acreditam que a oposição resolveria a atual crise, mas acabam por manifestar sua insatisfação se dizendo favoráveis ao impeachment. Ainda de acordo com o estudo, 62,8% dos eleitores não enxergam ninguém que possa tirar o país da atual situação.
O abuso de poder nos grampos da PF, a covardia de Cardozo, e o inútil ataque a Lula
14 de agosto de 2015 | 19:39 Autor: Fernando Brito no Tijolaço
A escuta telefônica, legalmente autorizada, não abrange a violação da intimidade de terceiros, salvo estes estejam, nos contatos com aquele que foi “grampeado”, combinado ilícitos ou se referido a informações relativas à produçõ de provas.
Fora isso, é uma violação indevida e criminosa e é isso que a Polícia Federal está fazendo ao vazar para o Estadão que o ex-presidente Lula teria conversado duas vezes com um dirigente da Odebrecht ao telefone.
Aliás, a própria data dos telefonemas, 15 de junho passado, mostra que, ainda que houvesse algo a ocultar nas conversas, ninguém seria imbecil de, a esta altura, sabendo da síndrome de Gestapo que se apossou de alguns policiais – sob a completa passividade do inservível Ministro da Justíça, José Eduardo Cardozo – falar de assuntos capciosos ao telefone, se existissem e devessem ser tratados.
E do que falavam Lula e o empresário, segundo o relatório dos arapongas federais curitibanos? De um artigo de Delfim Netto, que você pode ler aqui, defendendo o BNDES e do elogio feito pelo velho Emílio Odebrecht a uma nota publicada três dias antes pelo Instituto Lula, rebatendo acusações feitas pela Veja sobre seus contratos para palestras.
Onde está o ilícito, a suspeita, a conexão com qualquer crime dos que estejam sendo apurados?
Falar de eventos e opiniões públicas e publicadas é indício de crime?
Desde quando qualquer pessoa é proibida ou suspeita por conversar com outra, igualmente livre e em pleno gozo de seus direitos?
Comentar o artigo de Delfim Netto, a nota publicada três dias antes, o desempenho do Corinthians ou qualquer outro assunto é totalmente legítimo e se, por acaso, foi testemunhado pelos grampeadores, não poderia ter sido sequer objeto de registro em relatórios que, adiante, serão tornados públicos, como não poderiam ser quaisquer outros diálogos não relativos a fatos criminosos.
Vazam-se investigações, escutas, agentes treinam tiro ao alvo em caricaturas da Presidente e não acontece nada.
Ou melhor. Acontece, sim: está evidente que não têm nada contra Lula, a não ser a vontade imensa de envolvê-lo, seja como for, em suspeitas e desmoralização.
Estamos diante de uma espécie de distorção que gera uma Polícia de Estado sui-generis. Enquanto a Gestapo, a Statsi, a KGB, a Pide, a Dina chilena praticavam toda a sorte de abusos para “proteger” governantes, a nossa, aqui, faz o mesmo, só que para atacá-los.
E como o Ministro da Justiça não cumpre seu dever de fiador da disciplina e da legalidade da ação policial e o Dr. Sérgio Moro e o esquadrão de promotores do Paraná os açula e acoberta nestes absurdos, vamos chegando a este estado policial festejado pela mídia.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), convocou nesta sexta-feira a militância do partido a participar dos atos pró-impeachment. .Candidato derrotado à Presidência em 2014, o tucano nunca aceitou esse fato Aécio fez ainda uma defesa enfática do governador do Paraná, Beto Richa, figura central no escândalo de corrupção na Receita Estadual do Paraná e foi alvo de um pedido de impeachment. Aécio disse que o governador é um “gestor impecável, amigo irmão”. Afirmou também que as “turbulências” enfrentadas pelo Beto Richa são naturais e por culpa da “forte oposição” no Estado A oposição que Aécio se referiu foi o massacre dos professores que fizeram greve.No primeiro semestre, a greve de professores estaduais foi reprimida com forte violência pela gestão tucana. Os escândalos de fraude em licitação e corrupção na Receita Estadual de Londrina. Aécio não foi citada por Aécio Como sabemos, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), está no centro de um escândalo de corrupção que causou prejuízo de mais de R$ 500 milhões aos cofres públicos do Estado.
Luiz Abi foi acusado de o cabeça de um esquema de fraude em licitação realizada em dezembro para o conserto de automóveis do governo estadual. Segundo o Ministério Público, a empresa de Abi, levou R$ 1,5 milhão na licitação, superfaturava o valor dos serviços e peças. (Leia) Campanha com dinheiro público Auditor da Receita Estadual do Paraná Luiz Antônio De Souza, ao ser preso, acusou o governador Beto Richa de ter recebido dinheiro de propina durante a campanha eleitoral. Em ritmo da campanha eleitoral, aproveitou a visita a Alagoas para discursar prometendo reajuste do Bolsa Família em R$ 50. No discurso inflamado, próprio de candidato, Aécio criticou o fato de o programa “não ser reajustado há um ano”. A 3 anos e meio da eleição presidencial, Aécio escolheu o Nordeste para fazer campanha eleitoral, (embora tenha sido eleito para o senado). Lá, o tucano extrapolou o direito de falar asneiras…sempre, claro, de olho no voto do nordeste e nunca com a intenção de melhorar a vida do nordestino Com a baba escorrendo no canto da boca, em tom raivoso contra o governo, Aécio disse que o PSDB não é igual ao PT. “Eu não sou igual a essa turma do PT, que se apoderou do governo, assaltou empresas”, disse, citando que petistas “enriqueceram pessoalmente” com esquemas de corrupção, em citação ao ex-ministro José Dirceu
Protestar é um ato nobre. Mas, em meio à instabilidade, será fatal se esse gesto de grandeza não encontrar correspondência no plano político, opina Rodrigo Rimon Abdelmalack, editor-chefe da redação brasileira da DW.
Não contem comigo para este protesto de domingo. Não que não me orgulhe de ver a grandeza que é os brasileiros tomando as ruas em diversas cidades do Brasil e do exterior – no meu caso, em Berlim – para demonstrar sua insatisfação com a política brasileira – aquela sensação de desgosto tal como um ovo entalado na garganta, que já não se pode cuspir, e engolir ninguém quer.
Mas em parte essa grandeza me parece ilusória. Aceitemos, por um momento, que o que há de comum entre a multidão reunida nas ruas seja simplesmente a urgência de expressar a insatisfação com nosso país economica e politicamente estagnado, com nossos partidos políticos oportunistas e desprovidos de qualquer identidade, com toda a energia perdida com a polarização da sociedade. Inflação, desemprego, recessão. O Congresso de um Estado laico levianamente usado como palco de ritos evangélicos. Homofobia, misoginia, violência, corrupção. E, acima de tudo, políticos que ideologicamente não enxergam um palmo à frente do próprio nariz. Motivos não faltam.
Mas protestar é um gesto político, e em política tudo tem uma finalidade. Quem me garante que eu não estarei sendo usado como massa de manobra para as finalidades pessoais de políticos oportunistas? Quem ganha com a minha presença engrossando as estatísticas? A essa altura, depois de tanto se falar em impeachment, algum partido de “oposição” se prestou a apresentar um plano de ação? E não me entendam mal, mas não é de nomes nem cargos que estou falando, mas de soluções para problemas concretos.
Em vez disso, o que vemos são políticos flertando do alto de sua irresponsabilidade com a votação de “pautas-bomba” que, em tempos de austeridade como é o atual, afetariam seriamente a governabilidade do país a longo prazo – suficientemente longo para que essas bombas um dia estourem nas mãos justamente desses levianos. Pois é, sim, leviano arriscar desestabilizar e enfraquecer ainda mais as instituições políticas brasileiras em prol de interesses pessoais. Pior ainda se para isso for preciso polarizar a opinião pública e manipular o eleitorado.
O Brasil está, sim, diante de uma forte crise de representabilidade. Num sistema presidencialista, a apatia do líder do Executivo pode enviar sinais fatais. Dilma faria bem em arregaçar as mangas e mostrar a seus eleitores e aos demais brasileiros que entendeu e domina as regras do jogo, e sabe conduzir o diálogo político. Nos resta esperar que a base “aliada” faça jus ao nome. E que a oposição tenha a honra de desempenhar um papel construtivo, a fim de honrar o potencial que o Brasil tem.
Seria fatal se esse gesto de grandeza do povo brasileiro não encontrasse correspondência no plano político.
Jango ostentava um passado buliçoso, a começar pela origem getulista, e a prosseguir pela valente militância petebista, sem exclusão da perigosa proximidade com o cunhado Leonel Brizola. Só faltava chamar San Tiago Dantas para a Chancelaria. Implorada pela casa-grande e seus porta-vozes midiáticos, sustentada por Washington, a intervenção militar se deu sem derramar uma única, escassa gota de sangue nas calçadas. Falsos pretextos fazem parte do jogo.
O golpe de 64 é uma das grandes desgraças brasileiras, a mais recente. Interrompeu um processo natural que, ao longo dos anos, décadas talvez, demoliria a casa-grande e a senzala. Sofremos até hoje suas consequências.
Em relação à situação atual, gravemente turvada pelo descontrole parlamentar, pelo fracasso petista, pelo reacionarismo tucano, pelo terrorismo da mídia em meio a uma profunda crise econômica provocada tanto pela fé neoliberal que assola a Terra quanto por erros governistas, a posição de CartaCapital já foi exposta inúmeras vezes. Entendemos como golpismo puro qualquer propósito de impeachment ou de convocação de novas eleições.
Vivemos a enésima versão, revisada e corrigida, da conciliação das elites velhas de guerra, fênix nativa.Poderia causar estranheza o fato de cidadãos graúdos, federações empresariais, dois jornalões e as próprias Organizações Globo se pronunciarem publicamente contra qualquer tentativa de apear Dilma Rousseff. Se bem entendemos editoriais, manifestos e entrevistas, desta feita a sanha golpista, caso satisfeita, precipitaria o caos, que agora é obrigatório evitar. Mudaram de ideia, e não me queixo. Até ontem os barões da mídia trombeteavam as manobras e, em geral, as manifestações anti-Dilma, e eis que aderem ao senso comum.
Por que, pergunto intrigado aos meus pensativos botões. Respondem que o mundo também mudou, o maniqueísmo dos anos 60 assumiu formas e cenários adequados a alterações fatais. Ao observar a conjuntura mundial, constata-se que o Brasil deixou de ser aquele súdito submisso de Tio Sam graças à política exterior praticada por Lula, ainda que Dilma tenha baixado um tanto a bola. Vale também registrar que o velho Sam perdeu muito do vigor de antanho. E, de resto, o Demônio hoje em dia não é o comunista. Além disso, as Forças Armadas, conquanto incutam um inextinguível temor como númeno, deixaram de ser, como fenômeno, um exército de ocupação pronto ao papel de jagunço da casa-grande.
É o pano de fundo. Na ribalta, a “guerrilheira” Dilma não é Jango, e seu governo oferta à casa-grande garantias suficientes para pôr em sossego seus inquilinos. Não é por acaso que o diligente bancário Joaquim Levy lá está para executar a lição da própria. Por que intervir, se a vivenda dos especuladores e dos rentistas está em ordem? E, de outro ângulo, por que enfrentar a incógnita do pós-Dilma, se por ora o governo acuado se dispõe a levar em conta, e se possível executar, um pacote de providências excogitadas pelo Senado, reduto, aliás, de numerosos oligarcas?
Melhor assim. Melhor que a tensão diminua e que o pior seja evitado. Nada impede que paneleiros incapacitados para o exercício do espírito crítico, e mesmo para a consciência da cidadania, renovem no domingo 16 seu protesto insensato. Pouco importa, prevalecerá a tendência desenhada pelos graúdos, tão escassamente preocupados com a fragilidade da democracia verde-amarela, mas sobremaneira com sua própria paz espiritual e material.
Na circunstância, melhor assim, repito. Nem por isso perco a oportunidade de assinalar: casa-grande e senzala continuam de pé. Vivemos a enésima versão, revisada e corrigida, da conciliação das elites velhas de guerra, fênix nativa. Percebo que neste momento mexe as asas debaixo das cinzas.
15 de agosto de 2015 | 09:45 Autor: Miguel do Rosário no Tijolaço
Merval voltou a chorar.
O principal colunista da Globo tem um blog, hospedado no portal do grupo.
Não entendo muito bem, visto que os sites da Globo recebem bilhões de todas as esferas de governo (municipal, estadual e federal), porque o seu blog fica às moscas. Olhei os últimos posts e nenhum possui um mísero comentário.
Em todos os posts, lá está a mensagem fatídica: Seja o primeiro a comentar.
Quer dizer, entendo sim: é porque é ruim mesmo.
Voltemos ao choro de Merval. Percebe-se facilmente que seu humor degenerou depois que lhe tiraram o brinquedinho do golpe das mãos.
No post de hoje, igualmente sem comentário nenhum, o colunista, mais apalermado do que o normal, sai distribuindo coices para tudo que é lado.
O jornalista ficou horrorizado com a “metáfora” usada pelo presidente da CUT, de que pegaria em armas se houvesse um golpe contra a presidenta Dilma.
Pois é, Merval, mas infelizmente esse é o risco que corríamos, se o golpezinho paraguaio, que você e seus coleguinhas de jornal planejavam, fosse adiante.
Aliás, por falar nisso, até agora você não deu informações mais detalhadas sobre o teor da reunião a portas fechadas entre os editores do Globo, você e Eduardo Cunha. O que conversaram?
Aquilo pegou bastante mal, Merval!
Flagrado com a boca na botija, Merval tentou usar a tática do ladrão que grita “pega ladrão” para sair de fininho.
Citou o Cafezinho, que deu o furo, mas não deu o nome do blog: muito honesto, como sempre. E saiu falando em “blogs rastreados pela Lava Jato”, ou seja, praticamente entregando o jogo: que a Lava Jato está sendo efetivamente usada como polícia política, uma espécie de operação coringa que serve a qualquer propósito.
O colunista, ao se referir ao presidente da Central Única dos Trabalhadores, fala em “chefão da CUT”. Ao mencionar João Pedro Stédile, em “comandante do MST”. Os adjetivos hostis apenas evidenciam uma personalidade visivelmente transtornada por um ódio de classe de cunho fascista: odeia sindicalistas e sindicatos, e odeia movimentos sociais.
Em seguida, o ódio de Merval se volta para o ex-presidente Lula, o qual, segundo Merval, teria sido “apanhado indiretamente num grampo telefônico”.
Por aí se vê o mau caratismo combinado entre o setor tucano da PF, que não tem vergonha nenhuma de ser uma polícia política destrambelhada, que sai grampeando todo mundo e vazando o teor do que vaza para jornais de oposição, e o setor tucano da mídia.
E se a PF começasse a grampear e vazar conversas de jornalistas, empresários de mídia e banqueiros? Merval, na mesma hora, acusaria a existência de um Estado policial. Mas como é contra Lula e contra uma empresa de engenharia independente da Globo, então vale tudo.
Daí Merval abandona qualquer prudência e faz um ataque gratuito, grosseiro e irresponsável ao movimento sindical brasileiro.
Copio os dois parágrafos de Merval:
“Se não fosse perigosa a retórica desses movimentos periféricos ao poder sustentados pelas verbas do governo federal, seria ridícula essa linguagem de sindicalistas que, como está no voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, querem transformar o país em um ‘sindicato de ladrões’. “
O presidente da CUT, Vagner Freitas, foi o antecessor de João Vaccari na presidência do Bancoop, a cooperativa do triplex de Lula.”
É incrível a capacidade desses colunistas globais de concentrarem, em tão poucas palavras, tantas mentiras, leviandades e grosserias.
Ele começa falando em “movimentos sustentados por verbas do governo federal”. Ora, os sindicatos brasileiros são financiados por suas próprias verbas, independentemente do governo federal.
Quem é financiado pelo governo federal, para desgraça do Brasil, é a Globo.
Aliás, aconselho Merval a ler o livro O Quarto Poder, de Paulo Henrique Amorim, para saber dos podres da empresa onde trabalha. Roberto Marinho, patriarca da Globo, sempre se beneficiou – e abusou – de suas relações privilegiadas com o poder. Se alguém quiser estudar a corrupção no Brasil, não poderá jamais esquecer a Globo.
Em seguida, Merval repete a grosseria de Gilmar Mendes, e diz que “sindicalistas” querem transformar o Brasil num “sindicato de ladrões”.
Como é que é, Merval?
Isso inclui o sindicato dos jornalistas também? Inclui apenas os sindicatos que você não gosta?
O nível de irresponsabilidade, leviandade, grosseria de uma frase como essa me faz lembrar, mais uma vez, de minhas leituras de jornais estrangeiros, como Washington Post, New York Times, Le Figaro, El País, Le Monde.
Nenhum grande jornal, mesmo conservador, publicaria semelhante vulgaridade.
Não, Merval, o Brasil não tem nada a ver com a Venezuela, por inúmeras razões, mas suas colunas talvez copiem o que há de pior, de mais desonesto, agressivo e leviano na imprensa marrom da Venezuela.
Em seu blog sem comentários, Merval parece ter virado, ele mesmo, um troll, um desses comentaristas de blog expelidores de chorume.
A frase seguinte me parece a essência de um espírito doente: “O presidente da CUT, Vagner Freitas, foi o antecessor de João Vaccari na presidência do Bancoop, a cooperativa do triplex de Lula.”
É puro veneno. Não há nenhuma condenação contra Freitas, contra Vaccari, em relação ao Bancoop, nem Lula possui nenhum triplex. Merval se repete à mentira da Globo sobre o “apartamento de Lula em Guarujá”.
Não haveria problema nenhum para Lula em possuir um apartamento triplex. Lula não tem porque não quer. Mas não tem, como já explicou mil vezes à imprensa.
A frase de Merval apenas evidencia, portanto, um espírito mesquinho, obcecado em disseminar veneno e mentiras.
PM de Beto Richa prende artista durante apresentação em Festival
A PM de Beto Richa, ao ser criticada por defender apenas o Sr. Beto Richa, prendeu um artista durante uma apresentação no Festival de Teatro de Cascavel, provando que realmente está apenas a serviço de Beto Richa.
A PM, que deveria defender uma apresentação, e zelar pela ordem, instaura o caos em meio ao público que protestava contra a prisão do artista.
Mais uma vez o Sr. Beto Richa e sua PM devem explicações à sociedade.
MCarvalho
15 de agosto de 2015 3:28 amOpinião: Por que não irei aos protestos de domingo
http://www.dw.com/pt/opini%C3%A3o-por-que-n%C3%A3o-irei-aos-protestos-de-domingo/a-18648904
romério rômulo
15 de agosto de 2015 4:38 amquem acredita na oposição? 71% não.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/192963/Para-71-oposi%C3%A7%C3%A3o-a-Dilma-age-por-interesse-pr%C3%B3prio.htm
romério
Notívago
15 de agosto de 2015 7:23 amJovens da classe média iletrada e envenenados pela Globo
[video:https://www.youtube.com/watch?v=bLu0PDZMxrQ align:center]
Notívago
15 de agosto de 2015 7:33 amPara 71%, oposição a Dilma age por interesse próprio
Dado consta em pesquisa divulgada nesta sexta-feira 14 pelo Instituto Data Popular, a dois dias das manifestações que devem pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff em várias cidades brasileiras; levantamento feito com três mil eleitores entre 1º e 4 de agosto em 152 municípios aponta que 71% acreditam que os partidos de oposição ao governo “agem por interesse próprio, não pelo bem do País”; segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto, a pesquisa também indica que há uma queda na aprovação do impeachment como solução para a crise política; ainda segundo a mostra, 62,8% dos eleitores não enxergam ninguém que possa tirar o País da atual situação
14 DE AGOSTO DE 2015 ÀS 18:27
Por Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual – A dois dias das manifestações organizadas pela direita e encampadas por diversos partidos de oposição, uma pesquisa divulgada hoje (14) pelo Instituto Data Popular mostra que 71% dos eleitores brasileiros avaliam que os partidos de oposição à presidenta da República, Dilma Rousseff, “agem por interesse próprio, não pelo bem do país”. Realizado dos dias 1º a 4, com três mil eleitores em 152 municípios, o estudo indicou ainda que 92% dos eleitores concordam com a frase: “Todo político é ladrão”.
Segundo o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles, a pesquisa também indica que há uma queda na aprovação do impeachment da presidenta como solução para a crise política. “A discussão sobre impeachment vem perdendo força. Entre 55% e 62% entrevistados dizem ser favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas quando questionamos os entrevistados se eles acreditam que o processo de impeachment é a saída para melhorar o país, a pesquisa deixa muito claro que a adesão cai”, afirmou o presidente do Data Popular.
De acordo com Meirelles, oposicionistas e descontentes não são a mesma coisa. Os primeiros são eleitores que não votaram na Dilma para presidenta, rejeitam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, avaliam o atual governo como “ruim ou péssimo” e querem o impeachment. Esses também são contra o Bolsa Família, a política de cotas, o Prouni. De acordo com a pesquisa, 36% dos entrevistados se enquadram nessa categoria.
Já os descontentes – que são 44% – ajudaram a eleger Dilma e aprovam Lula. E estão frustrados porque o governo eleito não está pondo em prática o projeto no qual votaram. Eles não acreditam que a oposição resolveria a atual crise, mas acabam por manifestar sua insatisfação se dizendo favoráveis ao impeachment. Ainda de acordo com o estudo, 62,8% dos eleitores não enxergam ninguém que possa tirar o país da atual situação.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/192963/Para-71-oposi%C3%A7%C3%A3o-a-Dilma-age-por-interesse-pr%C3%B3prio.htm
Notívago
15 de agosto de 2015 7:38 amA covardia do ministro da “justissa”
O abuso de poder nos grampos da PF, a covardia de Cardozo, e o inútil ataque a Lula
14 de agosto de 2015 | 19:39 Autor: Fernando Brito no Tijolaço
A escuta telefônica, legalmente autorizada, não abrange a violação da intimidade de terceiros, salvo estes estejam, nos contatos com aquele que foi “grampeado”, combinado ilícitos ou se referido a informações relativas à produçõ de provas.
Fora isso, é uma violação indevida e criminosa e é isso que a Polícia Federal está fazendo ao vazar para o Estadão que o ex-presidente Lula teria conversado duas vezes com um dirigente da Odebrecht ao telefone.
Aliás, a própria data dos telefonemas, 15 de junho passado, mostra que, ainda que houvesse algo a ocultar nas conversas, ninguém seria imbecil de, a esta altura, sabendo da síndrome de Gestapo que se apossou de alguns policiais – sob a completa passividade do inservível Ministro da Justíça, José Eduardo Cardozo – falar de assuntos capciosos ao telefone, se existissem e devessem ser tratados.
E do que falavam Lula e o empresário, segundo o relatório dos arapongas federais curitibanos? De um artigo de Delfim Netto, que você pode ler aqui, defendendo o BNDES e do elogio feito pelo velho Emílio Odebrecht a uma nota publicada três dias antes pelo Instituto Lula, rebatendo acusações feitas pela Veja sobre seus contratos para palestras.
Onde está o ilícito, a suspeita, a conexão com qualquer crime dos que estejam sendo apurados?
Falar de eventos e opiniões públicas e publicadas é indício de crime?
Desde quando qualquer pessoa é proibida ou suspeita por conversar com outra, igualmente livre e em pleno gozo de seus direitos?
Comentar o artigo de Delfim Netto, a nota publicada três dias antes, o desempenho do Corinthians ou qualquer outro assunto é totalmente legítimo e se, por acaso, foi testemunhado pelos grampeadores, não poderia ter sido sequer objeto de registro em relatórios que, adiante, serão tornados públicos, como não poderiam ser quaisquer outros diálogos não relativos a fatos criminosos.
Isso é, apenas, o resultado de uma completa indisciplina na Polícia Federal: o delegado que vazou os tais “grampos”, Eduardo Mauat da Silva, já atacou o próprio Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, sem que houvesse providências.
Vazam-se investigações, escutas, agentes treinam tiro ao alvo em caricaturas da Presidente e não acontece nada.
Ou melhor. Acontece, sim: está evidente que não têm nada contra Lula, a não ser a vontade imensa de envolvê-lo, seja como for, em suspeitas e desmoralização.
Estamos diante de uma espécie de distorção que gera uma Polícia de Estado sui-generis. Enquanto a Gestapo, a Statsi, a KGB, a Pide, a Dina chilena praticavam toda a sorte de abusos para “proteger” governantes, a nossa, aqui, faz o mesmo, só que para atacá-los.
E como o Ministro da Justiça não cumpre seu dever de fiador da disciplina e da legalidade da ação policial e o Dr. Sérgio Moro e o esquadrão de promotores do Paraná os açula e acoberta nestes absurdos, vamos chegando a este estado policial festejado pela mídia.
Totonho
15 de agosto de 2015 10:44 am2018: Aécio faz campanha no Nordeste defendendo Beto Richa
Com fala raivosa e ataque virulento, Aécio sobe no palanque e dá inicio a campanha eleitoral
Luiz Abi foi acusado de o cabeça de um esquema de fraude em licitação realizada em dezembro para o conserto de automóveis do governo estadual. Segundo o Ministério Público, a empresa de Abi, levou R$ 1,5 milhão na licitação, superfaturava o valor dos serviços e peças. (Leia) Campanha com dinheiro público Auditor da Receita Estadual do Paraná Luiz Antônio De Souza, ao ser preso, acusou o governador Beto Richa de ter recebido dinheiro de propina durante a campanha eleitoral. Em ritmo da campanha eleitoral, aproveitou a visita a Alagoas para discursar prometendo reajuste do Bolsa Família em R$ 50. No discurso inflamado, próprio de candidato, Aécio criticou o fato de o programa “não ser reajustado há um ano”. A 3 anos e meio da eleição presidencial, Aécio escolheu o Nordeste para fazer campanha eleitoral, (embora tenha sido eleito para o senado). Lá, o tucano extrapolou o direito de falar asneiras…sempre, claro, de olho no voto do nordeste e nunca com a intenção de melhorar a vida do nordestino Com a baba escorrendo no canto da boca, em tom raivoso contra o governo, Aécio disse que o PSDB não é igual ao PT. “Eu não sou igual a essa turma do PT, que se apoderou do governo, assaltou empresas”, disse, citando que petistas “enriqueceram pessoalmente” com esquemas de corrupção, em citação ao ex-ministro José Dirceu
Mailson
15 de agosto de 2015 10:56 amBrasilOpinião: Por que não
Brasil
Opinião: Por que não irei aos protestos de domingo
http://www.dw.com/pt/opini%C3%A3o-por-que-n%C3%A3o-irei-aos-protestos-de-domingo/a-18648904
Protestar é um ato nobre. Mas, em meio à instabilidade, será fatal se esse gesto de grandeza não encontrar correspondência no plano político, opina Rodrigo Rimon Abdelmalack, editor-chefe da redação brasileira da DW.
Não contem comigo para este protesto de domingo. Não que não me orgulhe de ver a grandeza que é os brasileiros tomando as ruas em diversas cidades do Brasil e do exterior – no meu caso, em Berlim – para demonstrar sua insatisfação com a política brasileira – aquela sensação de desgosto tal como um ovo entalado na garganta, que já não se pode cuspir, e engolir ninguém quer.
Mas em parte essa grandeza me parece ilusória. Aceitemos, por um momento, que o que há de comum entre a multidão reunida nas ruas seja simplesmente a urgência de expressar a insatisfação com nosso país economica e politicamente estagnado, com nossos partidos políticos oportunistas e desprovidos de qualquer identidade, com toda a energia perdida com a polarização da sociedade. Inflação, desemprego, recessão. O Congresso de um Estado laico levianamente usado como palco de ritos evangélicos. Homofobia, misoginia, violência, corrupção. E, acima de tudo, políticos que ideologicamente não enxergam um palmo à frente do próprio nariz. Motivos não faltam.
Mas protestar é um gesto político, e em política tudo tem uma finalidade. Quem me garante que eu não estarei sendo usado como massa de manobra para as finalidades pessoais de políticos oportunistas? Quem ganha com a minha presença engrossando as estatísticas? A essa altura, depois de tanto se falar em impeachment, algum partido de “oposição” se prestou a apresentar um plano de ação? E não me entendam mal, mas não é de nomes nem cargos que estou falando, mas de soluções para problemas concretos.
Em vez disso, o que vemos são políticos flertando do alto de sua irresponsabilidade com a votação de “pautas-bomba” que, em tempos de austeridade como é o atual, afetariam seriamente a governabilidade do país a longo prazo – suficientemente longo para que essas bombas um dia estourem nas mãos justamente desses levianos. Pois é, sim, leviano arriscar desestabilizar e enfraquecer ainda mais as instituições políticas brasileiras em prol de interesses pessoais. Pior ainda se para isso for preciso polarizar a opinião pública e manipular o eleitorado.
O Brasil está, sim, diante de uma forte crise de representabilidade. Num sistema presidencialista, a apatia do líder do Executivo pode enviar sinais fatais. Dilma faria bem em arregaçar as mangas e mostrar a seus eleitores e aos demais brasileiros que entendeu e domina as regras do jogo, e sabe conduzir o diálogo político. Nos resta esperar que a base “aliada” faça jus ao nome. E que a oposição tenha a honra de desempenhar um papel construtivo, a fim de honrar o potencial que o Brasil tem.
Seria fatal se esse gesto de grandeza do povo brasileiro não encontrasse correspondência no plano político.
Irene Rir
15 de agosto de 2015 11:51 amMino Carta sabe das coisas
Política
Impeachment
A fênix nativa
por Mino Carta — publicado 14/08/2015 03p7 Se o golpe não convém, ressuscite-se a conciliação http://www.cartacapital.com.br/revista/863/a-fenix-nativa-8341.html inShare4 Antônio Cruz / Agência Brasil
O governo Dilma oferece aos inquilinos da casa-grande as garantias para deixá-los sossegados
Leia também Existe uma cultura do golpe, mas não há condições para isso, diz Dilma “Política brasileira funciona há muito tempo no improviso” O que quer o governo? Impeachment de Dilma seria “botar fogo no Brasil”, diz Renan A insustentável leviandade do impeachment Os homens sórdidos e o temporal que se avizinha Com K ou sem K, a palavra caos se oferece a diversas interpretações. Em 1964, havia quem acreditasse que o golpe de Estado salvaria a pátria ao sustar o caos no nascedouro. Passados 51 anos, não falta quem entenda que do golpe nasceria o caos. Cinquenta e um anos atrás, e mesmo desde agosto de 1961 com a renúncia de Jânio Quadros, a casa-grande deu para sentir-se ameaçada por Jango Goulart, o vice alçado à Presidência. O mundo era outro, dividido ao meio entre dois impérios, beligerantes de uma guerra dita fria. Os graúdos nativos apreciavam a condição de súditos do império do Oeste, o qual padecia, porém, de uma espinha no flanco, fincada bem ali a 100 quilômetros da Flórida, Cuba fidelista.
Jango ostentava um passado buliçoso, a começar pela origem getulista, e a prosseguir pela valente militância petebista, sem exclusão da perigosa proximidade com o cunhado Leonel Brizola. Só faltava chamar San Tiago Dantas para a Chancelaria. Implorada pela casa-grande e seus porta-vozes midiáticos, sustentada por Washington, a intervenção militar se deu sem derramar uma única, escassa gota de sangue nas calçadas. Falsos pretextos fazem parte do jogo.
O golpe de 64 é uma das grandes desgraças brasileiras, a mais recente. Interrompeu um processo natural que, ao longo dos anos, décadas talvez, demoliria a casa-grande e a senzala. Sofremos até hoje suas consequências.
Em relação à situação atual, gravemente turvada pelo descontrole parlamentar, pelo fracasso petista, pelo reacionarismo tucano, pelo terrorismo da mídia em meio a uma profunda crise econômica provocada tanto pela fé neoliberal que assola a Terra quanto por erros governistas, a posição de CartaCapital já foi exposta inúmeras vezes. Entendemos como golpismo puro qualquer propósito de impeachment ou de convocação de novas eleições.
Por que, pergunto intrigado aos meus pensativos botões. Respondem que o mundo também mudou, o maniqueísmo dos anos 60 assumiu formas e cenários adequados a alterações fatais. Ao observar a conjuntura mundial, constata-se que o Brasil deixou de ser aquele súdito submisso de Tio Sam graças à política exterior praticada por Lula, ainda que Dilma tenha baixado um tanto a bola. Vale também registrar que o velho Sam perdeu muito do vigor de antanho. E, de resto, o Demônio hoje em dia não é o comunista. Além disso, as Forças Armadas, conquanto incutam um inextinguível temor como númeno, deixaram de ser, como fenômeno, um exército de ocupação pronto ao papel de jagunço da casa-grande.
É o pano de fundo. Na ribalta, a “guerrilheira” Dilma não é Jango, e seu governo oferta à casa-grande garantias suficientes para pôr em sossego seus inquilinos. Não é por acaso que o diligente bancário Joaquim Levy lá está para executar a lição da própria. Por que intervir, se a vivenda dos especuladores e dos rentistas está em ordem? E, de outro ângulo, por que enfrentar a incógnita do pós-Dilma, se por ora o governo acuado se dispõe a levar em conta, e se possível executar, um pacote de providências excogitadas pelo Senado, reduto, aliás, de numerosos oligarcas?
Melhor assim. Melhor que a tensão diminua e que o pior seja evitado. Nada impede que paneleiros incapacitados para o exercício do espírito crítico, e mesmo para a consciência da cidadania, renovem no domingo 16 seu protesto insensato. Pouco importa, prevalecerá a tendência desenhada pelos graúdos, tão escassamente preocupados com a fragilidade da democracia verde-amarela, mas sobremaneira com sua própria paz espiritual e material.
Na circunstância, melhor assim, repito. Nem por isso perco a oportunidade de assinalar: casa-grande e senzala continuam de pé. Vivemos a enésima versão, revisada e corrigida, da conciliação das elites velhas de guerra, fênix nativa. Percebo que neste momento mexe as asas debaixo das cinzas.
Irene Rir
15 de agosto de 2015 1:12 pmA nata do pó dela (merda em pó)
Tiraram a chupeta do Merval
15 de agosto de 2015 | 09:45 Autor: Miguel do Rosário no Tijolaço
Merval voltou a chorar.
O principal colunista da Globo tem um blog, hospedado no portal do grupo.
Não entendo muito bem, visto que os sites da Globo recebem bilhões de todas as esferas de governo (municipal, estadual e federal), porque o seu blog fica às moscas. Olhei os últimos posts e nenhum possui um mísero comentário.
Em todos os posts, lá está a mensagem fatídica: Seja o primeiro a comentar.
Quer dizer, entendo sim: é porque é ruim mesmo.
Voltemos ao choro de Merval. Percebe-se facilmente que seu humor degenerou depois que lhe tiraram o brinquedinho do golpe das mãos.
No post de hoje, igualmente sem comentário nenhum, o colunista, mais apalermado do que o normal, sai distribuindo coices para tudo que é lado.
O jornalista ficou horrorizado com a “metáfora” usada pelo presidente da CUT, de que pegaria em armas se houvesse um golpe contra a presidenta Dilma.
Pois é, Merval, mas infelizmente esse é o risco que corríamos, se o golpezinho paraguaio, que você e seus coleguinhas de jornal planejavam, fosse adiante.
Aliás, por falar nisso, até agora você não deu informações mais detalhadas sobre o teor da reunião a portas fechadas entre os editores do Globo, você e Eduardo Cunha. O que conversaram?
Aquilo pegou bastante mal, Merval!
Flagrado com a boca na botija, Merval tentou usar a tática do ladrão que grita “pega ladrão” para sair de fininho.
Citou o Cafezinho, que deu o furo, mas não deu o nome do blog: muito honesto, como sempre. E saiu falando em “blogs rastreados pela Lava Jato”, ou seja, praticamente entregando o jogo: que a Lava Jato está sendo efetivamente usada como polícia política, uma espécie de operação coringa que serve a qualquer propósito.
O colunista, ao se referir ao presidente da Central Única dos Trabalhadores, fala em “chefão da CUT”. Ao mencionar João Pedro Stédile, em “comandante do MST”. Os adjetivos hostis apenas evidenciam uma personalidade visivelmente transtornada por um ódio de classe de cunho fascista: odeia sindicalistas e sindicatos, e odeia movimentos sociais.
Em seguida, o ódio de Merval se volta para o ex-presidente Lula, o qual, segundo Merval, teria sido “apanhado indiretamente num grampo telefônico”.
Por aí se vê o mau caratismo combinado entre o setor tucano da PF, que não tem vergonha nenhuma de ser uma polícia política destrambelhada, que sai grampeando todo mundo e vazando o teor do que vaza para jornais de oposição, e o setor tucano da mídia.
E se a PF começasse a grampear e vazar conversas de jornalistas, empresários de mídia e banqueiros? Merval, na mesma hora, acusaria a existência de um Estado policial. Mas como é contra Lula e contra uma empresa de engenharia independente da Globo, então vale tudo.
Daí Merval abandona qualquer prudência e faz um ataque gratuito, grosseiro e irresponsável ao movimento sindical brasileiro.
Copio os dois parágrafos de Merval:
“Se não fosse perigosa a retórica desses movimentos periféricos ao poder sustentados pelas verbas do governo federal, seria ridícula essa linguagem de sindicalistas que, como está no voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, querem transformar o país em um ‘sindicato de ladrões’. “
O presidente da CUT, Vagner Freitas, foi o antecessor de João Vaccari na presidência do Bancoop, a cooperativa do triplex de Lula.”
É incrível a capacidade desses colunistas globais de concentrarem, em tão poucas palavras, tantas mentiras, leviandades e grosserias.
Ele começa falando em “movimentos sustentados por verbas do governo federal”. Ora, os sindicatos brasileiros são financiados por suas próprias verbas, independentemente do governo federal.
Quem é financiado pelo governo federal, para desgraça do Brasil, é a Globo.
Aliás, aconselho Merval a ler o livro O Quarto Poder, de Paulo Henrique Amorim, para saber dos podres da empresa onde trabalha. Roberto Marinho, patriarca da Globo, sempre se beneficiou – e abusou – de suas relações privilegiadas com o poder. Se alguém quiser estudar a corrupção no Brasil, não poderá jamais esquecer a Globo.
Em seguida, Merval repete a grosseria de Gilmar Mendes, e diz que “sindicalistas” querem transformar o Brasil num “sindicato de ladrões”.
Como é que é, Merval?
Isso inclui o sindicato dos jornalistas também? Inclui apenas os sindicatos que você não gosta?
O nível de irresponsabilidade, leviandade, grosseria de uma frase como essa me faz lembrar, mais uma vez, de minhas leituras de jornais estrangeiros, como Washington Post, New York Times, Le Figaro, El País, Le Monde.
Nenhum grande jornal, mesmo conservador, publicaria semelhante vulgaridade.
Não, Merval, o Brasil não tem nada a ver com a Venezuela, por inúmeras razões, mas suas colunas talvez copiem o que há de pior, de mais desonesto, agressivo e leviano na imprensa marrom da Venezuela.
Em seu blog sem comentários, Merval parece ter virado, ele mesmo, um troll, um desses comentaristas de blog expelidores de chorume.
A frase seguinte me parece a essência de um espírito doente: “O presidente da CUT, Vagner Freitas, foi o antecessor de João Vaccari na presidência do Bancoop, a cooperativa do triplex de Lula.”
É puro veneno. Não há nenhuma condenação contra Freitas, contra Vaccari, em relação ao Bancoop, nem Lula possui nenhum triplex. Merval se repete à mentira da Globo sobre o “apartamento de Lula em Guarujá”.
Não haveria problema nenhum para Lula em possuir um apartamento triplex. Lula não tem porque não quer. Mas não tem, como já explicou mil vezes à imprensa.
A frase de Merval apenas evidencia, portanto, um espírito mesquinho, obcecado em disseminar veneno e mentiras.
Polengo
15 de agosto de 2015 6:10 pmPM de Beto Richa prende artista durante apresentação em Festival
A PM de Beto Richa, ao ser criticada por defender apenas o Sr. Beto Richa, prendeu um artista durante uma apresentação no Festival de Teatro de Cascavel, provando que realmente está apenas a serviço de Beto Richa.
A PM, que deveria defender uma apresentação, e zelar pela ordem, instaura o caos em meio ao público que protestava contra a prisão do artista.
Mais uma vez o Sr. Beto Richa e sua PM devem explicações à sociedade.
Há um vídeo, inclusive, com o registro da ação.
A matéria foi publicada pelo site laislainy.com:
http://laislainy.com/cultura/apos-receber-critica-choque-prende-palhaco-em-apresentacao-do-festival-de-teatro/
http://laislainy.com/cultura/video-mostra-o-que-tico-bonito-disse-antes-de-ser-preso/
Polengo
15 de agosto de 2015 6:24 pmOutro vídeo mostrando a prisão do artista
https://www.youtube.com/watch?v=x-DstXzUd88