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13 Comentários
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  1. antonio francisco

    13 de dezembro de 2015 8:49 am

    Lista de presentes de Natal para políticos

    Alcinéa  Cavalcante escreveu em seu blog do Amapá:

    Gente, político também merece ganhar presente de Natal.
    Como é moda deixar nas lojas listas com sugestão de presentes para casamento, aniversário, batizado, vamos embarcar neste trenó e guiados pelo espírito natalino deixemos uma listinha de sugestão de presentes para os nobre políticos que representam (bem mal) o povo.
    Eis algumas sugestões:
    a) 365 diárias num presídio de segurança máxima

    Leia mais no link

    http://www.alcinea.com/geral/presente-de-natal-para-aqueles-politicos

  2. Amarildo

    13 de dezembro de 2015 9:40 am

    Banqueiros querem tomar (nos dois sentidos) o leite das crianças

    sábado, 12 de dezembro de 2015

    Bolsa Família na mira dos neoliberais

     

    Por Altamiro Borges

    O deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator-geral do Orçamento da União para 2016, confirmou na sexta-feira (11) que manterá em seu parecer final a proposta de corte de R$ 10 bilhões dos recursos que serão destinados ao Bolsa Família no próximo ano. O drástico arrocho, que visa garantir as metas do superávit primário – nome fictício da reserva de caixa para pagar juros aos banqueiros – representa uma redução de 35% nos R$ 28,2 bilhões que já estavam previstos pelo governo. O relatório final, que penaliza milhões de famílias que necessitam do auxílio e beneficia uma minoria de rentistas, será apresentado na próxima terça-feira (15) e deve ser votado pela comissão já no dia seguinte.

    “Estudei muito o Bolsa Família e posso afirmar que há espaço para esse corte sem prejudicar nenhum brasileiro que precise do programa”, disse o parlamentar em coletiva para a imprensa. Para ele, que repete a cantilena dos banqueiros e dos neoliberais nativos, “o fundamental é manter o equilíbrio fiscal”. O governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social, já alertou sobre os efeitos nocivos deste corte. Segundo estudos, ele retirará do programa 23 milhões de pessoas, das quais 8 milhões recairiam na pobreza extrema. Do total afetado, a pasta estima que 11 milhões sejam menores de idade e, desse montante, 3,7 milhões voltariam à miséria.

    Apesar destes dados assustadores, as bancadas do PSDB, DEM e PPS já sinalizaram que votarão favoravelmente ao relatório de Ricardo Barros. Os tucanos, por exemplo, nunca esconderam a sua rejeição elitista a este programa de transferência de renda. Em 2006, o então senador Arthur Virgílio – hoje prefeito de Manaus – chegou a afirmar que o Bolsa Família era uma “esmola eleitoreira”. Em 2011, seu colega de bancada, o senador paranaense Alvaro Dias, declarou que o programa “não tira ninguém da miséria” e “estimula a preguiça”.

     

    Na campanha eleitoral do ano passado, o cambaleante Aécio Neves preferiu esconder essa posição elitista, temendo perder votos. Oportunista, o presidenciável derrotado do PSDB até propôs o reajuste do benefício. Agora, para desgastar o governo Dilma, em especial num momento de dificuldades econômicas, os rentistas e os seus representantes no parlamento têm mais um motivo para atacar o Bolsa Família, um programa reconhecido mundialmente por retirar milhões de pessoas da miséria.

  3. Anna Dutra

    13 de dezembro de 2015 11:44 am

    A LONGO PRAZO ESTAREMOS TODOS
    A LONGO PRAZO ESTAREMOS TODOS MORTOS

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/qual-e-a-de-ciro-gomes-por-paulo-nogueira/

    Qual é a de Ciro Gomes?
    Por Paulo Nogueira

    Bem, Ciro Gomes é aquele tipo de cara que você precisa ter a seu lado em situações complicadas. E que possivelmente você vai querer longe quando as coisas se normalizarem.

    Suas características ora serão vistas, pelos mesmos olhos, como virtudes e ora como defeitos.

    O governo, hoje, quer tê-lo a seu lado. Ciro fala as coisas que ninguém fala. Ou melhor: ele as fala diante das câmaras e dos microfones.

    Não sussurra pelos cantos e as vaza para jornalistas amigos.

    Alguém tinha que dizer que um golpe espúrio está em curso. Alguém tinha que dizer que Eduardo Cunha é ladrão. Alguém tinha que dizer que Temer é o capitão do golpe.

    Este é Ciro Gomes.

    Ciro já está em 2018. Mudou fisicamente para o centro do país, São Paulo. O Ceará pode esperar. Ele viu um espaço no campo progressista para ser o candidato que pode livrar o país da direita reunida em torno de Aécio. E quer ocupá-lo.

    Mas um momento: e Lula, onde fica?

    Para Ciro, Lula fica onde está. No Instituto Lula.

    Nas entrevistas que tem dado já virtualmente como candidato, Ciro não poupa Lula. Diz que ele fala demais. E afirma que seria um “terrível erro” Lula se candidatar em 2018.

    Mas um momento: por que um “terrível erro”?

    E se o povo quiser? E se Lula estiver gozando de boa saúde em 2018: por que não? (Lula tem dito, sabiamente, que não sabe se estará vivo em 2018. Ele como que repete, aí, a grande máxima de Keynes segundo a qual a longo prazo estaremos todos mortos.)

    Ciro não consegue explicar onde está o erro. Numa visão mais pragmática, podemos depreender que o grande erro de Lula caso se candidate em 2018 seria o de atrapalhar as pretensões presidenciais de Ciro Gomes.

    E então entramos no lado B de Ciro.

    Ele pensa nele, nele e ainda nele. Ele, para usar a imagem empregada contra Temer, não é apenas o capitão do time. Ele é o time.

    Ciro é daquele tipo que tem imensa dificuldade de conviver em grupo, a não ser que sejam dele as ordens.

    Você em apuros paga para tê-lo a seu lado. Ele é firme, incisivo. Você estabilizado enxerga arrogância e intransigência onde apreciava antes firmeza e incisão.

    Numa palavra, Lula e ele estão no mesmo ônibus, neste instante – o que congrega opositores do golpe de direita.

    Mas cada um deles tem seu próprio destino.

    Para que qualquer um deles chegue ao objetivo, é preciso derrotar antes os inimigos comuns. E é nisso que, cada qual a seu jeito, ambos estão empenhados.

    Os progressistas torcem para que, juntos, vençam.

    Depois é depois. E, para lembrar outra vez Keynes, a longo prazo estaremos todos mortos.

  4. Amarildo

    13 de dezembro de 2015 12:15 pm

    Por onde anda o Janot? Aproveita e prende logo os três

    [video:https://vimeo.com/148724813%5D

  5. Amarildo

    13 de dezembro de 2015 1:08 pm

    URGENTE! Leia e reflita sobre esta matéria de Janio de Freitas

    Um julgamento escondido, por Janio de Freitas

    O Jornal de todos Brasis

    Um julgamento escondido, por Janio de FreitasCOMENTAR9DOM, 13/12/2015 – 10:19ATUALIZADO EM 13/12/2015 – 10:21

    “Estamos sujeitos a uma repentina explosão de violência só imprevista porque ninguém quer pensar nela. Assim também, só para os que querem surpreender-se é inesperável um estouro urbano de violência política. Os ânimos estão prontos”

    Folha de S.Paulo

    Um julgamento escondido, por Janio de Freitas

    Sem que figure na pauta, nem esteja sequer mencionada em uma das ações a serem julgadas na quarta feira, sobre procedimentos do Congresso em casos de impeachment, o Supremo Tribunal Federal decidirá também uma questão de grande influência. Até mais importante para o próprio país do que será para Dilma Rousseff e para seus algozes.

    O Supremo pode estabelecer medidas que cessem, ou ao menos diminuam muito, a bestialidade vigente na Câmara. Nem seria difícil fazê-lo. As “lacunas na legislação do impeachment”, como alegam por aí, são no máximo frestas, que não resistem à leitura séria dos artigos específicos da Constituição, e um pouco de lógica. Não seria preciso decorrer daí o fim do problema de Dilma para que, depressa, a recuperação de alguma ordem desanuviasse o ambiente geral.

    É para esta direção que apontam os breves comentários públicos do ministro-relator Luiz Edson Fachin sobre o principal a ser julgado. Nada, porém, insinua que a maioria do Supremo tenha a mesma visão. Chamado de “líder da oposição”, tamanha a incontinência de sua agressividade verbal contra Dilma, Lula e o PT, o ministro Gilmar Mendes disse que o tribunal precisa “deixar a questão para o Congresso”. Em sua concepção particular, a frase já significou engavetar por ano e meio a proibição, embora já com votos a aprová-la, de financiamento eleitoral por empresas.

    Será apenas normal que Gilmar Mendes peça vista da ação e retenha a decisão até fevereiro, depois das férias a começarem no próximo fim de semana. E não será anormal que Celso de Mello, ou Carmen Lúcia, ou Luiz Fux, por exemplo, adote o pedido de vista e adie a decisão.

    Em tal caso, a probabilidade é de um interregno mais quente do que o verão. Diz Nelson Jobim, como faziam os do seu velho tempo, que “os deputados vão voltar do recesso com a faca nos dentes”. É a ideia de que as bancadas voltam a Brasília como reflexos do que lhes impingem nas suas regiões eleitorais. O que requer dos oposicionistas, para resultados relevantes, propósitos agitadores elevados.

    A movimentação de bastidores de Michel Temer e de alguns de seu grupo, pelos Estados, não vai desativar-se com o recesso. O plano é o oposto: agitar as ruas para preservar a pressão até fevereiro, e para pressionar os próprios parlamentares. Mas aos opositores do impeachment não resta nada diferente. O seu primeiro problema é que não contam com TV e imprensa para conclamações. O segundo é que os chamados movimentos sociais e os sindicatos não controlados por dinheiro patronal parecem o que há de mais preguiçoso até quando se trata do seu interesse. Caso, porém, o governo consiga despertá-los, como pretende, estará complementada a difusão do clima de efervescência mútua. E, quem sabe, frontal.

    Em situação assim, mais do que continuar a fermentação, o potencial de circunstâncias violentas é alto, em qualquer tempo. Mas o Brasil vive tempos especiais de violência. Nesse sentido, a verdade é que em todos os níveis, em múltiplas formas de ação e por toda parte, nem as poucas políticas de contenção podem dizer-se com razoável controle sobre as manifestações da violência.

    Estamos sujeitos a uma repentina explosão de violência só imprevista porque ninguém quer pensar nela. Assim também, só para os que querem surpreender-se é inesperável um estouro urbano de violência política. Os ânimos estão prontos.

    Mas deixar Eduardo Cunha fora dessa equação seria, antes de tudo, injustiça. A menos que deixe de continuar isentado pela Lava Jato, por força de algum mau humor curitibano, Eduardo Cunha tem muito como contribuir para a deterioração ainda maior do sistema político. E, a depender dele, não deixaria de fazê-lo durante o recesso. É muito o que tem e o que sabe, e sabe usar.

    Não há sinal de que isto entre em questão, mas o Supremo Tribunal Federal vai decidir também se o Brasil receberá um ambiente mais distenso ou novas formas de ameaça às instituições e à pretensão de democracia.

  6. Amarildo

    13 de dezembro de 2015 1:13 pm

    URGENTE! Leia e reflita sobre esta matéria de Janio de Freitas

    Um julgamento escondido, por Janio de Freitas

    O Jornal de todos Brasis

    Um julgamento escondido, por Janio de FreitasCOMENTAR9DOM, 13/12/2015 – 10:19ATUALIZADO EM 13/12/2015 – 10:21

    “Estamos sujeitos a uma repentina explosão de violência só imprevista porque ninguém quer pensar nela. Assim também, só para os que querem surpreender-se é inesperável um estouro urbano de violência política. Os ânimos estão prontos”

    Folha de S.Paulo

    Um julgamento escondido, por Janio de Freitas

    Sem que figure na pauta, nem esteja sequer mencionada em uma das ações a serem julgadas na quarta feira, sobre procedimentos do Congresso em casos de impeachment, o Supremo Tribunal Federal decidirá também uma questão de grande influência. Até mais importante para o próprio país do que será para Dilma Rousseff e para seus algozes.

    O Supremo pode estabelecer medidas que cessem, ou ao menos diminuam muito, a bestialidade vigente na Câmara. Nem seria difícil fazê-lo. As “lacunas na legislação do impeachment”, como alegam por aí, são no máximo frestas, que não resistem à leitura séria dos artigos específicos da Constituição, e um pouco de lógica. Não seria preciso decorrer daí o fim do problema de Dilma para que, depressa, a recuperação de alguma ordem desanuviasse o ambiente geral.

    É para esta direção que apontam os breves comentários públicos do ministro-relator Luiz Edson Fachin sobre o principal a ser julgado. Nada, porém, insinua que a maioria do Supremo tenha a mesma visão. Chamado de “líder da oposição”, tamanha a incontinência de sua agressividade verbal contra Dilma, Lula e o PT, o ministro Gilmar Mendes disse que o tribunal precisa “deixar a questão para o Congresso”. Em sua concepção particular, a frase já significou engavetar por ano e meio a proibição, embora já com votos a aprová-la, de financiamento eleitoral por empresas.

    Será apenas normal que Gilmar Mendes peça vista da ação e retenha a decisão até fevereiro, depois das férias a começarem no próximo fim de semana. E não será anormal que Celso de Mello, ou Carmen Lúcia, ou Luiz Fux, por exemplo, adote o pedido de vista e adie a decisão.

    Em tal caso, a probabilidade é de um interregno mais quente do que o verão. Diz Nelson Jobim, como faziam os do seu velho tempo, que “os deputados vão voltar do recesso com a faca nos dentes”. É a ideia de que as bancadas voltam a Brasília como reflexos do que lhes impingem nas suas regiões eleitorais. O que requer dos oposicionistas, para resultados relevantes, propósitos agitadores elevados.

    A movimentação de bastidores de Michel Temer e de alguns de seu grupo, pelos Estados, não vai desativar-se com o recesso. O plano é o oposto: agitar as ruas para preservar a pressão até fevereiro, e para pressionar os próprios parlamentares. Mas aos opositores do impeachment não resta nada diferente. O seu primeiro problema é que não contam com TV e imprensa para conclamações. O segundo é que os chamados movimentos sociais e os sindicatos não controlados por dinheiro patronal parecem o que há de mais preguiçoso até quando se trata do seu interesse. Caso, porém, o governo consiga despertá-los, como pretende, estará complementada a difusão do clima de efervescência mútua. E, quem sabe, frontal.

    Em situação assim, mais do que continuar a fermentação, o potencial de circunstâncias violentas é alto, em qualquer tempo. Mas o Brasil vive tempos especiais de violência. Nesse sentido, a verdade é que em todos os níveis, em múltiplas formas de ação e por toda parte, nem as poucas políticas de contenção podem dizer-se com razoável controle sobre as manifestações da violência.

    Estamos sujeitos a uma repentina explosão de violência só imprevista porque ninguém quer pensar nela. Assim também, só para os que querem surpreender-se é inesperável um estouro urbano de violência política. Os ânimos estão prontos.

    Mas deixar Eduardo Cunha fora dessa equação seria, antes de tudo, injustiça. A menos que deixe de continuar isentado pela Lava Jato, por força de algum mau humor curitibano, Eduardo Cunha tem muito como contribuir para a deterioração ainda maior do sistema político. E, a depender dele, não deixaria de fazê-lo durante o recesso. É muito o que tem e o que sabe, e sabe usar.

    Não há sinal de que isto entre em questão, mas o Supremo Tribunal Federal vai decidir também se o Brasil receberá um ambiente mais distenso ou novas formas de ameaça às instituições e à pretensão de democracia.

  7. Algaravia

    13 de dezembro de 2015 2:09 pm

    A Folha aposta na guerra civil

    J. Carlos de Assis: Folha está construindo as condições para a guerra civil no país

    publicado em 10 de dezembro de 2015 às 01:05 no Vi o Mundo

    [video:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/j-carlos-de-assis-folha-esta-construindo-as-condicoes-para-a-guerra-civil-no-pais.html%5D

    dinheiro rasgado

    Folha propõe uma guerra civil no Brasil

     J. Carlos de Assis, no Desenvolvimentistas, 14/09/2015, sugerido por Gustavo Santos 

    O editorial pornográfico da Folha de S. Paulo divulgado neste domingo, propondo entre outras aberrações cortes nos gastos orçamentários compulsórios com Previdência Social,  Educação e Saúde, ultrapassa qualquer limite em termos de chantagem contra a Nação jamais praticada em nome das classes dominantes brasileiras e de seus associados internacionais. De fato, o objetivo oculto por trás da obsessão do orçamento equilibrado é atender aos interesses do setor bancário e financeiro à custa do suor e do sangue dos brasileiros.

    A Folha na realidade está construindo as condições para a guerra civil no país. Ela prega a ruptura não só da Constituição mas do que resta do pacto solidário construído no Brasil desde a Era Vargas, e que resistiu inclusive à ditadura militar, tendo sido consideravelmente ampliado na democracia. O editorial é o mais descarado apelo ao retrocesso que as classes dominantes brasileiras jamais tiveram a ousadia de propor. Não tem qualquer compromisso com os interesses reais da população brasileira. É o enxovalhamento do povo.

    Em grave crise financeira, a Folha chutou o pau da barrada: perdido por um, pedido por mil. Talvez acredite que um novo governo, qualquer que seja, trate financeiramente a Grande Imprensa ainda melhor do que tem feito o atual. No seu nível de irresponsabilidade, empurra milhões de pessoas para uma revolta contra as instituições, mediante a sonegação de direitos básicos que pareciam irreversíveis. Sabemos perfeitamente que uma guerra civil não começa como guerra civil. Começa com um estado de pré-convulsão social, do tipo instigado pela Folha, vai para a convulsão, depois para os atentados, depois para a guerrilha. Só depois vem a guerra. E é quando os militares entram para por ordem na casa, a seu modo!

    Diante desse ataque da direita radical empreendido pela Folha, e em face do derretimento das instituições do Estado que ela expõe, o desafio que se coloca às forças progressistas é buscar formas concretas de fortalecer o estado solidário na base da sociedade, juntando as forças do empresariado industrial autêntico, não picareta, com as forças organizadas dos trabalhadores. O grande lance é a construção de pacto social negociado diretamente entre essas classes,  e cujas proposições concretas sejam levadas ao Governo  para aplicação em alternativa ao sistema vigente de total subserviência ao rentismo  não produtivo.

    Em termos teóricos, nosso desafio é fazer a revolução burguesa-industrial e a revolução social simultaneamente. A revolução burguesa, sim, porque o sistema atual coloca a indústria como escrava de um sistema financeiro de agiotagem que estrangula a capacidade de investimento, inovação e expansão do setor industrial privado. A revolução social porque, se voltarmos ao crescimento econômico, o que é perfeitamente possível, podemos não só defender como expandir o estado de bem estar social como base da estabilidade social e política do país.

    O editorial da Folha é um acinte porque coloca a perspectiva de uma tragédia quando temos alternativas promissoras à mão. É uma estupidez econômica achar que temos de fazer superávit primário ou evitar níveis mesmo baixos de déficit. As economias norte-americana, inglesa e japonesa vivem de déficits desde 2008. A norte-americana teve déficits gigantescos de 2009 ao ano passado (até 10% do PIB), do que resultou uma firme retomada do crescimento. Nós reduzimos o superávit primário em 2009 e 2010, e tivemos crescimento especular de 7,5% em 2010.

    Não é esse déficit insignificante de 30 bilhões de reais, usado pela Folha para chantagear o país e forçar o abandono do projeto social brasileiro, que constitui um desarranjo da economia. O problema da economia é a ausência de um programa de investimento público, mesmo que deficitário. O déficit público de hoje, quando bem operado para investimentos em infraestrutura, torna-se crescimento do PIB e da receita amanhã. Em outras palavras, ele se paga por si mesmo como ensina há 80 anos a boa doutrina keynesiana.

    Se não conseguirmos construir um grande pacto social para superarmos a crise econômica e política, e se em lugar disso, intimidado pela Folha, o Governo implementar um programa regressivo do tipo proposto por ela,  já sabemos o endereço aonde os doentes sem cobertura de saúde, os idosos e aposentados despojados de direitos previdenciários, os estudantes pobres sem condições de pagar faculdades, a turma do Bolsa Família e os sem casa e tantos outros pobres devem procurar ajuda:  vão todos para a porta da Folha, esperando que ela os reenvie para a proteção do sistema bancário!

    *J. Carlos de Assis é economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor do recém-lançado “Os Sete Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, Ed. Textonovo, SP.

  8. Anna Dutra

    13 de dezembro de 2015 5:49 pm

    A CULPA É SEMPRE DO OUTRO; E SE O OUTRO É O DEMÔNIO, FICA AINDA
    A culpa sempre é do outro; e se o outro é o demônio, fica ainda mais fácil.

    Demônio, obsessor, íncubo, súcubo, bode… Quem atrai as legiões?  Onde dormitam?

    Há jeito mais hipócrita de se isentar?

    Dize-me com quem andas e te direi que és?  Ou, dize-me o que pensas e te direi quem anda contigo!

    Todos sabemos onde está o demônio …

    http://m.oglobo.globo.com/mundo/polonia-vive-onda-de-exorcismos-em-massa-18282981

    Polônia vive onda de exorcismos em massa

    Grandes eventos de expulsão do demônio lotam estádios mais do que jogos de futebol

    POR GRAÇA MAGALHÃES-RUETHER
    13/12/15 – 07h00 | Atualizado: 13/12/15 – 07h00

    VARSÓVIA, POLÔNIA — Dez anos após a morte do Papa João Paulo II, a Polônia, seu país natal, vive uma onda nacional de exorcismo. Os grandes eventos de expulsão do demônio atraem um número maior de pessoas do que as partidas de futebol — recentemente, o Estádio Nacional de Varsóvia foi palco de uma série de rituais em massa. Cada diocese tem em média três exorcistas, afirma Grzegorz Bacik, assistente da prática na Cracóvia. E a revista “Exorcismo”, a primeira da Europa sobre o assunto, conseguiu triplicar sua tiragem.

    Segundo Bacik, autor de mais de cinco livros sobre ocultismo e exorcismo, houve uma explosão da demanda na Polônia nos últimos anos.

    —As pessoas começaram a procurar mais o exorcismo porque são mais vítimas do demônio — diz Bacik, de Cracóvia, a cidade onde o então Karol Wojtyla foi arcebispo antes de ser eleito Papa João Paulo II.

    O tema é onipresente em igrejas, lojas de santos e crucifixos ou na redação da “Exorcista Mensal” que, lançada há três anos, chega a 40 mil exemplares.

    Na edição de dezembro, a revista publicou uma entrevista com o padre Andrej Kowalcyk, exorcista na cidade portuária de Gdansk, que aconselha o uso do terço como uma “arma também contra partidos políticos que foram tomados por satã”.

    Depois que Francisco reconheceu, no ano passado, a Associação Mundial do Exorcismo, as igrejas europeias começaram a ampliar os seus programas. Há mais casos também na Espanha e na Itália. Mesmo na Alemanha, onde a conferência dos bispos abandonou a prática no fim dos anos 1970, houve expansão.

    No último sábado, uma mulher de 44 anos foi encontrada morta no hotel Intercontinental, de Frankfurt, depois de um exorcismo praticado pelos parentes, entre eles o filho de 15 anos. Outra vítima do mesmo ritual foi resgatada pela polícia com ferimentos graves.

    — Eu nunca vi algo semelhante — observou a promotora Nadja Niesen.

    Já a socióloga Maria Zoltkowska afirma que a “epidemia” é resultado de sugestão, já que o assunto está constantemente na mídia:

    — As pessoas acham que a culpa é do demônio porque é mais fácil culpar satã do que enfrentar os problemas.

    Para atender à demanda, a igreja convida exorcistas de fora. Tendo como lema “Jesus no estádio”, o especialista em demonologia John Baptist Bashobora, de Uganda, acaba de fazer uma série de rituais de exorcismo em massa. De cada um, participaram 58 mil pessoas no Estádio Nacional de Varsóvia, mais do que nos jogos da seleção.

    Especialistas do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia da Clínica Charité, em Berlim, afirmam que há em toda a Europa mais demanda por exorcismo em consequência do baixo oferecimento de atendimento psiquiátrico. O exorcismo seria visto como um substituto, e a possível cura resultado de um processo de sugestão. Segundo um estudo alemão, 38% dos europeus sofrem de algum tipo de distúrbio mental, mas apenas um terço dos doentes têm acesso a tratamento.

  9. Anna Dutra

    13 de dezembro de 2015 6:05 pm

    13/12
    Do PHA: em Copacabana tem mais helicóptero da Globo que manifestante.

  10. jns

    13 de dezembro de 2015 9:24 pm

    XÔ SATANÁS!

     

    Um dia depois do Globo, Folha também exige saída de Cunha – porém…

    Conexão Jonalismo | Domingo, 13 de Dezembro de 2015

    Cruzada dos dois jornais, em seus editoriais publicados respectivamente no sábado e no domingo, é semelhante no básico. Mas a Folha de S.Paulo (com seu “Já chega”) é explícita numa questão: a retirada “higiênica” de Eduardo Cunha da presidência da Câmara não significa a suspensão doprocesso de impeachment. 

    Por sua vez, O Globo (com seu “Venceu o prazo de validade de Cunha”), também arrasa com odeputado, mas as críticas que faz ao governo Dilma não deixam claro se existe um apoio velado ao golpe. 

    Para o site 247, que faz a comparação entre os textos, existiria um consenso entre João Roberto Marinho (Globo) e Otávio Frias Filho (Folha): “Barões da mídia parecem ter concluído que o golpe tucano, conduzido por Cunha, é imoral demais para ser aceito pela sociedade”. Leia os editoriais:

    Otávio Frias Filho e João Roberto Marinho

    Otávio Frias Filho e João Roberto Marinho 


    Se ontem o jornal O Globo publicou editorial defendendo a saída imediata de Cunha do cargo, hoje foi a vez da Folha, com texto publicado na primeira página – o que o jornal dos Frias só faz em momentos raros e graves da história política.

    No entanto, a Folha expôs uma motivação que o Globo mantinha oculta. “O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados – ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez”, diz o texto.

    Leia abaixo:

    Já chega

    A presença do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara é um problema que não se limita aos veementes indícios de corrupção e às claras evidências de mendacidade que pesam contra ele.

    As acusações reiteradas de que recebeu propina; a reincidência em práticas destinadas a intimidar adversários; a mentira flagrante em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), negando ter contas bancárias no exterior -esse conjunto probatório já seria suficiente para justificar a cassação de seu mandato.

    Há muito mais, contudo. Sua permanência à frente da Câmara dos Deputados assume características nocivas para a ordem institucional do país, e não só porque sua rede de manipulações bloqueia as atividades do Conselho de Ética encarregado de julgá-lo.

    Valendo-se de métodos inadmissíveis a alguém posicionado na linha de sucessão da Presidência da República, o peemedebista submeteu a questão do impeachment de Dilma Rousseff (PT) a um achaque em benefício próprio.

    Seus expedientes infames conspurcam o processo em curso, que parece encarar como vendeta pessoal. Exacerbam-se com isso as paixões em um tema extremamente explosivo; alimenta-se a falsa versão de que tudo não passaria de lamentável confronto entre ele e Dilma Rousseff.

    Já chega. O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados -ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez.

    Leia o editorial do Globo:

    Venceu o prazo de validade de Cunha

    Ultrapassou todos os limites a manipulação que o presidente da Câmara faz do regimento, com o uso de seu poder, para atrapalhar a apreciação de processo contra ele. 

    A Câmara dos Deputados, assim como o Senado, é uma instituição secular, fundada no Império, dirigida àquela época por condes e viscondes. Na República, sua Mesa foi frequentada por nomes que se encontram nos compêndios de História do Brasil: Flores da Cunha, Pedro Aleixo, Ulysses e outros.


    Em tempos recentes, houve a bizarrice de Severino Cavalcanti, cassado por receber um “mensalinho” de R$ 10 mil de um concessionário de restaurante na Câmara. Ungido pela política fisiológica do PT de literalmente comprar apoio no Congresso, Severino queria controlar a diretoria da Petrobras que “fura poço”. Um parêntese: ele talvez não soubesse, mas o lulopetismo já havia dominado a direção da estatal e passara a saqueá-la.

    No campo do exotismo – mas em outro sentido -, o atual presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), escala índices de rejeição na opinião pública, ao manejar com frieza o poder do cargo e o conhecimento que tem das regras da Casa, para sabotar a tramitação no Conselho de Ética de um processo instaurado contra ele por falta de decoro.

    Às favas com a objetividade dos fatos. Cunha, citado na Lava-Jato como beneficiário de propinas geradas na Petrobras, compareceu, por vontade própria, à última CPI da Petrobras e garantiu que não tinha contas escondidas em bancos suíços.

    O MP suíço o desmentiu, ao enviar dados de contas suas e família à Procuradoria-Geral da República. Configurado o perjúrio, o PSOL e a Rede encaminharam denúncia ao Conselho de Ética. Aberto o processo, Cunha, aliados e tropa de choque fazem de tudo para impedir o funcionamento do Conselho, com a intenção de atrasar ao máximo os trabalhos e jogá-los para 2016.

    Inviabilizado um acordo com o governo – mais por resistência de petistas que se recusaram a votar em favor dele -, para que o deputado escape da cassação, os embates no Conselho passaram a reproduzir cenas à altura de câmaras de vereadores do mais longínquo sertão. Tapas, gritaria, intervenções protelatórias de nível rasteiro.

    Mesmo tucanos que estavam condescendentes com Eduardo Cunha, para que ele aceitasse o pedido de impeachment de Dilma – arma que o deputado usou para chantagear o Planalto -, o abandonaram. Ainda antes de ele instaurar o processo do impedimento – dentro das prerrogativas do presidente da Câmara, seja ele quem for.

    Aberto o processo, passaram-se 38 dias e oito reuniões, até a de quinta-feira, sem que se conseguisse votar um relatório, diante de um atônito presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA). O primeiro relator, Fausto Pinato (PRB-SP), contestado pelo grupo de Cunha, por se declarar a favor do prosseguimento do processo, disse ter sido ameaçado, e terminou substituído por Marcos Rogério (PDT-RO). Este promete ler seu relatório, também contra Cunha, na terça-feira. Mas nada é certo.

    O presidente da Câmara deveria renunciar ao cargo, para se dedicar à sua defesa, sem atrapalhar os trabalhos da Casa. Seu tempo acabou.

    Veja também: 

    Ajude a evitar o impeachment, fale com @s deputad@s

    LINK

    http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/saude/bemestar/um-dia-depois-do-globo,-folha-tambem-exige-saida-de-cunha-porem…-70-41798

  11. Bruno Cabral

    13 de dezembro de 2015 11:27 pm

    Dono da Riachuelo diz que

    Dono da Riachuelo diz que Cunha vai renunciar

    Brasil

    13.12.15

    20:17

    Flavio Rocha, dono da Riachuelo, disse em seu twitter que Eduardo Cunha vai renunciar e Jarbas Vasconcelos será o candidato de consenso para presidir a Câmara.

    “Uma grande notícia para a democracia”, diz.

    Ele está certo.

    Fonte: http://www.oantagonista.com/posts/dono-da-riachuelo-diz-que-cunha-vai-renunciar

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