Uma das coisas que transformou os EUA na maior potência econômica e militar do mundo foi o sentido de nacionalismo e de defesa de tudo o que cheirasse a interesse nacional.
Patriotismo acima de tudo. Como eles se autodenominam, a “América” acima de tudo.
Como disse um presidente americano; “Não pergunte o que os EUA devem fazer para você, mas se pergunte o que você DEVE fazer aos EUA.”
Nos EUA um senador defender os interesses de uma empresa estrangeira contra o interesse de uma empresa nacional, seja ela pública (são poucas, mas existem) ou privada, seria o fim de sua carreira política e provavelmente, muito provavelmente, passaria a ser investigado pela CIA, pelo FBI e receberia a repulsa absoluta de TODOS os seus eleitores e de todo o povo dos EUA.
Sua carreira política e sua vida estariam liquidadas.
Pois bem, no Brasil, o senador (???) pelo PSDB de São Paulo, José Serra, quando candidato a Presidente do Brasil em 2010, foi pego pelo Wikileaks do Assange (vivendo há anos dentro da Embaixada do Equador em Londres por ter revelado o segredos da diplomacia agressiva dos EUA), prometendo diretamente à Chevron dos EUA reverter a política nacionalista para o Petróleo do Brasil, caso fosse eleito.
Evidentemente nos EUA um candidato presidencial tão pusilânime e antinacional como José Serra do PSDB, jamais seria senador, quanto mais candidato presidencial.
No Brasil José Serra, senador do PSDB, candidato derrotado duas vezes à Presidência da República, defensor dos interesses de empresas norte-americanas contra os interesses da Petrobrás, empresa de capital aberto com controle majoritariamente público (empresa que ele deveria defender), sequer é questionado por suas posições e sobre o que deve estar recebendo ($$$$$$) para agir contra os interesses nacionais sobre o Petróleo da camada do Pré Sal, que por baixo tem mais petróleo do que o Iraque.
Muito pelo contrário, a mídia brasileira, muito diferente do que a mídia dos EUA faria, o exalta, não o questiona nunca sobre sua ação a favor de empresas que não são brasileiras, já que é um senador eleito para defender os interesses dos seus eleitores brasileiros.
Ora, se o senador José Entreguista Serra do PSDB está defendendo interesses de empresas privadas norte-americanas, deve estar fazendo isso por alguma causa verificável ($$$$$$). Evidentemente isso é corrupção do pior tipo.
Corrupção dos interesses nacionais em nome de outro país.
Na China seria condenado a morte, com certeza e nos EUA jamais teria sequer chegado ao senado pois estaria na prisão.
No entanto no Brasil atual, dominado por monopólios midiáticos pré-capitalistas e com pensamento neocolonial, aliás, como boa parte da “elite nacional”, nada é questionado para que o cidadão comum forme a sua opinião.
Muito menos questionamentos foram levantados na mídia sobre a ação deste senador do PSDB que foi revelada pelo Wikileaks em comunicações secretas do Depto de Estado Americano com suas representações diplomáticas no Brasil e que flagrou Serra vendendo o seu país a troco de algo que não sabemos ainda qual foi o valor.
Vê-se por essas e tantas outras da chamada “elite política” do Brasil a razão pela qual a condição do subdesenvolvimento e da dependência é política: quando políticos eleitos pelo povo brasileiro se comprometem a defender interesses de empresas privadas de outros países sem que sejam denunciados por isso pela mídia, pelo Ministério Público ou pela Justiça, mesmo com provas cabais como a do Wikileaks, temos um quadro institucional de submissão aos interesses externos e isso tem uma relação direta com a pobreza, com o subdesenvolvimento e com o neocolonialismo clássico.
Elites nacionais que operam o Estado oprimindo e condenando à pobreza uma nação inteira em nome dos seus interesses privados e da sua percepção de não pertencimento a qualquer projeto nacional. José Serra do PSDB é exatamente um exemplo disso.
– Suas correspondências com espiões dos EUA no RJ reveladas pelo site wikileaks e traduzidas:
“Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o candidato tucano a presidente à executiva da Chevron. A frase constou de uma das mensagens do consulado americano no Rio ao Departamento de Estado interceptadas pelo Wikileaks. É datada de 2 de dezembro de 2009.
“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado a diretora da Chevron aos diplomatas de seu país, nesse caso se referindo aos integrantes da administração Lula. Nesse contexto, Patríca Padral disse a eles que Serra, em conversa particular com ela, teria se comprometido a mudar as regras a favor do interesse das petroleiras americanas, caso eles viessem a ser atingidos pelo Congresso Nacional.”
According to IBP’s Pradal, likely PSDB 2010 Presidential Candidate Jose Serra opposed the framework, but seemed to lack a sense of urgency on the issue. She quoted him as telling industry representatives, “Let those guys [Worker’s Party] do what they want. There will be no bid rounds, and then we will show everyone that the old model worked…And we will change it back.” As for what would happen to foreign oil companies in the meantime, Serra reportedly remarked, “You will come and go.” Congressional sources have also told Embassy officers that Serra has signaled PSDB and other opposition sources that they should amend – but not oppose the final Pre-Salt legislation, and urged opposition legislators to avoid vocal opposition to the law. “
Dias depois, houve o rebaixamento do valor extra e, a seguir, nova baixa, para a “bandeira amarela”.
Hoje, anuncia-se a abolição da cobrança de qualquer excedente, a partir de abril.
Houve algo que justificasse a “bola fora” da grande imprensa na sua previsão sombria?
Não, absolutamente, não. As chuvas de fevereiro, embora constantes, não foram fartas.
O nível de precipitação ficou abaixo da média em todas as bacias do Sudeste e Centro-Oeste. Próximo à média (80% dela) só na Bacia do Rio Tietê. Bacias importantes, como a do Rio Grande, ficaram, até anteontem, em 50% da precipitação normal.
A quantidade de água que chegou às barragens, na região, ficou um pouco acima disso, pelo fato de os rios terem começado o mês com fluxos mais altos: estava, até hoje, em 84% da média histórica.
Ainda assim, como qualquer repórter poderia ter ouvido de pessoas do setor elétrico, os reservatórios subiriam em fevereiro, porque para baixarem em fevereiro não basta que haja chuvas fracas, é necessário uma seca desastrosa.
A imprensa é um fator fundamental para que se limite o lobby das empresas do setor, sempre prontas cobrar mais alegando “crise hídrica”.
Quando as águas baixavam, você ouvia os seus “especialistas” apontando o erro de terem sido rebaixadas as tarifas de energia.
Você está ouvido algum deles, agora que a água sobe, gritando para que as tarifas baixem?
Nada, silêncio.
As empresas do setor se entupiram de dinheiro em nome do “realismo tarifário” no ano passado.
O resumo da ópera do acordo – o nome correto é capitulação – entre Dilma Rousseff , a oposição e o chantagista Renan Calheiros, que é quem detém o poder de brecar o impeachment empurrado por Eduardo Cunha: no meu governo, o pré-sal não será entregue; depois, seja o que Deus quiser.
Não se pode deixar de considerar que, se estivesse havendo um combate, poderia ser explicado que estamos dando um passo atrás para dar outros à frente.
Só que não há um combate, há uma deserção ao combate, com a esperança de que, em algum momento, a máquina irá se apiedar e parar seu processo de esmagamento de qualquer projeto, político e econômico, de afirmação soberana do Brasil.
Não vai, é claro.
Embora, por milagres, até os incréus como eu torçam.
O resultado prático é que o Governo (e o PT, malgrado a reação de muitos de seus integrantes) vai se desmilinguindo, se derretendo ainda mais.
E paralisando a reação do povo brasileiro à entrega de sua Petrobras que, admitem, estava mesmo cheia de irregularidades. Veja se algum governo fez isso com a Exxon ou a Shell, ou a BP, que distribuíram dinheiro e fizeram guerras?
Desde quando – isso nas raríssimas vezes que o fizeram – deixaram que a punição pessoal transbordasse para a empresa, que era o braço de seus interesses?
Ainda não é, infelizmente, o corolário de um processo que desprezou, desde há muito tempo e progressivamente, a ideia de que sem o povo como agente político, a história não caminha adiante.
Desde o início do Governo Dilma – não é justo dizer que tenha se inciado com ela, tem raízes muito anteriores – resolveu-se assumir como verdade o discurso do inimigo.
A faxina, desculpem, não foi ideia de Moro.
Mas isso é lá atrás.
Fiquemos nos últimos dois anos: “não vai sobrar pedra sobre pedra”.
Também não é frase do Moro.
Há dois anos este sujeito avança sobre a República. Hoje, tem a República a seus pés.
E o povo brasileiro, depois de passar meses, anos, tentando descobrir onde estão seus líderes, Lula e aquela a quem ele delegou sua continuidade. Não o culpem pelo fato de que se seduza por guizos falsos.
Aprendi, das profundezas gaúchas do Brizola, a expressão “boi sinuelo”, isto mesmo, aquele que tem um sino ao pescoço e sinaliza ao rebanho os perigos, os riscos e as trilhas. Ou, se domesticadíssimo, ao matadouro.
Sinais, não há coletivo animal ou humano que os dispense. Perguntem aos militares antigos o que é “tocar reunir”
O Governo, o PT, Dilma, Lula parecem ter inventado o toque de “dispersar”, que aliás não existe no conjunto de toques militares, porque às suas forças nunca se dispersa.
É que o povo brasileiro, como naquelas profundezas, sente o cheiro de raposas e lobos e muitos, ainda, empacam e procuram o sinuelo.
E não encontram o que o compositor gaúcho Leopoldo Raissier, descreveu: E ao contemplar o agora dos seus campos/O lugar onde seu porte ainda fulgura/O velho taura dá de rédeas no seu eu/E esporeia o futuro com bravura…
A jornalista Teresa Cruvinel, em artigo publicado terça-feira, vai o ponto do que volta e meia tento dizer aqui: quem quer ser diferente precisa romper com “o que todo mundo faz”, porque ao cordeiro não se permite beber a mesma água do lobo.
E o que “todo mundo faz” – sempre fez, desde sempre – é perder a noção de que campanha política se compõe, essencialmente, de um monte de dinheiro e um marketing luxuoso.
Collor, o cavaleiro da moral em 1989, inaugurou a prática, em 1989.
Fiz, neste ano, a campanha de Brizola.
E posso, honestamente, assegurar que não foi essencialmente a pobreza da campanha ( pouco mais de US$ 1 milhão, menos do que custam hoje algumas campanhas de deputado federal, nos grandes centros), o que nos derrotou.
Foi a política, que abriu espaço para o PT crescer à sua esquerda e São Paulo, onde 1932 nunca acabou.
Hoje, porém, quem quiser participar, pra valer, do jogo, não pense em um cacife – miseravelmente – cem vezes maior.
É uma quantidade de dinheiro que, não há maneira de evitar, aqui ou ali gera lambanças.
E as lambanças, claro, são algo que só será visto nos adversários do sistema.
É claro que não houve roubalheira na Vale, na CSN, nas empresas de telefonia, na venda de 30% das ações da Petrobras.
Nem, claro, traficou-se influência no jantar de gala promovido por FHC no Alvorada, um exercício de pobreza que colheu R$ 7 milhões (hoje, corrigidos pelo IGP-M, R$ 16,73 milhões), na narrativa insuspeita de Gerson Camarotti, na Época:
Foi uma noite de gala. Na segunda-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu 12 dos maiores empresários do país para um jantar no Palácio da Alvorada, regado a vinho francês Château Pavie, de Saint Émilion (US$ 150 a garrafa, nos restaurantes de Brasília). Durante as quase três horas em que saborearam o cardápio preparado pela chef Roberta Sudbrack – ravióli de aspargos, seguido de foie gras, perdiz acompanhada de penne e alcachofra e rabanada de frutas vermelhas -, FHC aproveitou para passar o chapéu. Após uma rápida discussão sobre valores, os 12 comensais do presidente se comprometeram a fazer uma doação conjunta de R$ 7 milhões à ONG que Fernando Henrique Cardoso passará a presidir assim que deixar o Planalto em janeiro e levará seu nome: Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC).
O dinheiro fará parte de um fundo que financiará palestras, cursos, viagens ao Exterior do futuro ex-presidente e servirá também para trazer ao Brasil convidados estrangeiros ilustres. O instituto seguirá o modelo da ONG criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Os empresários foram selecionados pelo velho e leal amigo, Jovelino Mineiro, sócio dos filhos do presidente na fazenda de Buritis, em Minas Gerais, e boa parte deles termina a era FHC melhor do que começou. Entre outros, estavam lá Jorge Gerdau (Grupo Gerdau), David Feffer (Suzano), Emílio Odebrecht (Odebrecht), Luiz Nascimento (Camargo Corrêa), Pedro Piva (Klabin), Lázaro Brandão e Márcio Cypriano (Bradesco), Benjamin Steinbruch (CSN), Kati de Almeida Braga (Icatu), Ricardo do Espírito Santo (grupo Espírito Santo). Em troca da doação, cada um dos convidados terá o título de co-fundador do IFHC.
Tudo muito bacana, diferente de se tivessem decidido reformar um telhado, fazer uma churrasqueira, comprar um barco de lata.
Não esperem justiça, equilíbrio, “republicanismos”. Muito menos as tais “mudanças” na política que prometem.
Cruvinel acerta em cheio na “mudança” que haverá:
“O que vai mudar é o ambiente, com o restabelecimento daquela paz que antes permitia a outros partidos fazer uso farto dos dois recursos sem ser incomodados. Quando o PT deixar o poder, não haverá nem mídia, nem procuradores, nem Polícia Federal interessados em descobrir como as campanhas dos vitoriosos foram financiadas, nem como foram pagos seus marqueteiros. Quando o PT deixar o poder, todos estes agentes da turbulência atual vão descansar. A mídia voltará a plantar abobrinhas, a Polícia Federal a perseguir traficantes e outros meliantes, os procuradores a defender os direitos difusos da sociedade. Lula já será um leão sem dentes, talvez esteja até preso, e Dilma terá ido para o vale dos caídos, terminando ou não o mandato. E esquecidos também serão os do andar de baixo que galgaram alguns degraus nos governo do PT, que para se manter neles, aderiu ao que só era permitido aos outros.
Não é uma escolha ser diferente. É uma necessidade vital.
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, decidiu colocar sob a mesma relatora, a ministra Maria Thereza de Assis Moura as quatro ações que pedem a cassação do diploma da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer; segundo Toffoli, após um levantamento técnico, verificou-se que ações do PSDB têm identidade fática, portanto, o que impõe a reunião de processos, em prol da “racionalidade e eficiência processual”
25 de Fevereiro de 2016 às 13:44
Brasília 247 – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, decidiu colocar sob a mesma relatora, a ministra Maria Thereza de Assis Moura as quatro ações que pedem a cassação do diploma da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.
Segundo a decisão do presidente da Corte, após um levantamento técnico, verificou-se que ações do PSDB têm identidade fática, portanto, o que impõe a reunião de processos.
“Os processos que tramitam perante este tribunal nos quais se pretende a desconstituição dos mandatos da presidente e do vice-Presidente da República eleitos em 2014 possuem fatos comuns e devem ser reunidos em prol da racionalidade e eficiência processual, bem como da segurança jurídica, uma vez que tal providência tem o condão de evitar possíveis decisões conflitantes”, afirmou o ministro. “Fica ainda mais evidente a necessidade de se reunir os processos que tenham a mesma base fática sob a mesma relatoria”, completou.
Em quatro ações diferentes, a oposição acusa a chapa Dilma-Temer de abuso de poder econômico e político e aponta suspeitas de que a campanha da reeleição tenha usado recursos desviados da Petrobras. Três ações já estavam com o gabinete de Maria Thereza, que é corregedora do TSE e ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e uma com Fux. A ministra, inclusive, estava com a Aime (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo), principal ação contra os dois.
Na esteira da prisão do publicitário João Santana pela Lava Jato, a Operação Zelotes entrou em cena determinando o depoimento coercitivo de André Gerdau no inquérito que apura a compra de sentenças no CARF para driblar a Receita. Como Santana, ele também já havia se colocado à disposição das autoridades, que não viram muita graça nisso. Não pode faltar cobertura e espetáculo. Não foi mera coincidência. Daqui até o fim de maio, as operações Lava Jato, Zelotes e Acrônimo planejam intensificar suas ações, criando condições para o desejado “golpe final”. A PF avalia que depois as atenções da mídia estarão voltadas para as Olímpiadas e as operações perderão espaço na ribalta.
Segundo fonte da PF, o que se planeja é uma “blietzkrieg”, uma série planejada de operações-surpresa com alvo certo e repercussão garantida. O termo surgiu na Alemanha, a partir da invasão da Polônia, em 1939, para designar ofensivas contra os inimigos baseadas em pelo menos quatro elementos: efeito-surpresa, manobras rápidas, brutalidade no ataque e desmoralização do adversário. De “blitzkrieg” deriva a expressão “blitz” em referência às ações policiais ou de trânsito.
A Lava Jato dispensa apresentações. A Zelotes começou investigando grandes empresas que subornaram conselheiros do CARF/Receita Federal mas mudou de foco e passou a investigar suposta compra de medidas provisórias nos governos Lula e Dilma, colocando no alvo o ex-presidente e um de seus filhos. A Acrônimo tem como alvo mais brilhante o governador de Minas, Fernando Pimentel e outros políticos mineiros, além do empresário brasiliense Benedito Rodrigues.
Todas elas buscam produzir elementos que atendam à estratégia política da oposição: viabilizar o impeachment de Dilma pelo Congresso, com a posse do vice Michel Temer, ou a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE, o que levaria à realização de novas eleições se isso acontecer antes de outubro, além de alguma forma de condenação e desmoralização do ex-presidente Lula, tirando-o da disputa eleitoral de 2018.
Além das Olímpiadas, a partir de julho, pelo calendário eleitoral, os candidatos registrados às eleições municipais de outubro não poderão ser presos, o que também pode limitar o raio de ação das operações. Então, vem por aí muita turbulência.
Cunha promete abrir ainda mais pré-sal a estrangeiros
Brasil 247
Cunha promete abrir ainda mais pré-sal a estrangeiros
“Não vi o texto que veio de lá (Senado), não sei se vai ter ou não apoiamento. Pelo que li nas notícias jornalísticas, achei o texto muito ruim, pior que o da Casa (Câmara)”, afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre o projeto aprovado pelo Senado que prevê o fim da participação mínima de 30% da Petrobras na exploração do pré-sal; ele defende o projeto de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que abre ainda mais as reservas a estrangeiros; proposta prevê a retomada do modelo de concessão de petróleo; “Vamos dar preferência ao projeto da Casa (Câmara)”, disse Cunha
26 de Fevereiro de 2016 às 05:54
247 – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (25) que achou “muito ruim” o texto aprovado pelo Senado que prevê o fim da participação mínima de 30% da Petrobras na exploração do pré-sal.
“Não vi o texto que veio de lá (Senado), não sei se vai ter ou não apoiamento. Pelo que li nas notícias jornalísticas, achei o texto muito ruim, pior que o da Casa (Câmara)”, afirmou Cunha.
Ele defende o projeto de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que abre ainda mais as reservas a estrangeiros. A proposta prevê a retomada do modelo de concessão de petróleo como forma de o governo arrecadar dinheiro para equilibrar as contas públicas. “Vamos dar preferência ao projeto da Casa (Câmara)”, disse Cunha.
O regime de concessão era utilizado no Brasil até 2010, quando a sanção das leis 12.276/10 e 12.351/10 criaram um novo marco legal para a exploração do petróleo encontrado na camada pré-sal.
Conta de luz deixará de ter cobrança extra a partir de abril
Conta de luz deixará de ter cobrança extra a partir de abril
Consumidores terão redução de 6% a 6,5% na conta; segundo o ministro Eduardo Braga, a redução é por causa do desligamento de usinas térmicas, cuja energia é mais cara
Reprodução
Bandeiras são acionadas quando geração de energia hidrelétrica precisa das usinas térmicas
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou nesta quinta-feira (25) que a conta de luz trará a bandeira verde a partir de 1º de abril, e as tarifas de energia deixarão de ter a cobrança extra. Com isso, os consumidores terão uma redução de 6% a 6,5% na conta de luz, disse o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.
O fim da cobrança extra na conta de luz será possível porque o governo decidiu desligar mais 15 usinas térmicas no início de março, o equivalente a 3 mil megawatt (MW). Sem esses empreendimentos, será possível poupar cerca de R$ 8 bilhões por ano.
No início de fevereiro, o governo já havia anunciado o desligamento de sete usinas térmicas, com 2 mil MW, o que permitiu o acionamento da bandeira amarela e uma economia anual de R$ 2 bilhões.
De acordo com Braga, a queda do consumo de energia, a operação de novas usinas e o aumento do nível dos reservatórios das hidrelétricas em todo o País permitiram dispensar o uso das termoelétricas, que geram energia mais cara. “A tarifa de energia elétrica está efetivamente em viés de baixa”, disse o ministro.
Circula por páginas do Facebook um vídeo que pode aborrecer aquele cidadão “revoltado com tudo que está aí” e que vive a repetir o clichê “bandido bom é bandido morto”.
Trata-se de parte da entrevista do instrutor de técnicas policiais Marcos do Val no programa do Danilo Gentili, transmitida em outubro do ano passado, no qual ele critica este mantra reacionário.
Capixaba, Do Val é mestre em aikidô e fundador do Cati (Center for Advanced Tactical Immobilization), empresa de treinamento policial. No site constam como clientes unidades da Swat, FBI e forças policiais da Itália, entre outras, bem com uma lista de cursos voltados para civis e agentes da lei.
O título de “membro honorário da Swat no Texas”, o currículo e as frequentes aparições na mídia deram a ele status de pop star. Sua página no Facebook, onde ele anuncia cursos, equipamentos e compartilha vídeos de ações policiais ao redor do mundo tem mais de 2,8 milhões de seguidores.
É o tipo de persona que faz o autointitulado “cidadão de bem pagador dos impostos” ficar com palpitações e olhos brilhantes. Há quem o considere salvador da pátria, como o internauta que fez o seguinte apelo na página:
“Marcos Do Val, um apelo de um dos Brasileiros desesperados de pais em decadência , o senhor poderia pelo amor de deus c candidatar presidente do pais e ajeitar isso que esse incompetentes fizeram com nosso pais q um dia ja foi legal morar no mesmo , por favor ajude-nos….!”.
Qual seria a reação desse cidadão ao ver Do Val desconstruindo um dos principais chavões da turma conservadora e belicosa, a ideia de que a solução da criminalidade está na execução dos infratores?
“Nós temos que parar de falar que bandido bom é bandido morto aqui no Brasil. Quando a gente fala isso a gente está dando carta branca para os maus policiais agirem, e quando os maus policiais acabam agindo a sociedade que falou que bandido bom é bandido morto é a mesma que critica a ação violenta da polícia e quando o bandido sabe que a polícia vai chegar com o intuito de matá-lo eles vão trocar tiro, aí vai ter bala perdida, vai ter a sociedade que vai sofrer com isso. Então bandido bom é o bandido preso e condenado, então se a gente quer uma segurança pública de qualidade no Brasil vamos exigir que a legislação seja alterada e a punição seja firme e a gente não tenha essa sensação de impunidade que tem aqui no Brasil”.
É verdade que Do Val cai em outro clichê quando chama a legislação de leniente. No programa, ao comentar sobre a atuação de grupos de defesa dos direitos humanos, ele disse que a imprensa enaltece os bandidos.
Mesmo com esse pensamento, vestido de Rambo e no sofá de um dos apresentadores mais retrógrados da televisão nacional, Do Val defendeu o uso da técnica e da legalidade no combate ao crime, deixando o julgamento dos suspeitos para os órgãos competentes.
É bem capaz de ter gente chamando-o de petralha neste momento.
MÍRIAN DUTRA DIZ QUE “ALGUÉM POSTOU” NOTÍCIA SOBRE SUA MORTE NO FACEBOOK
Do DCM
Mirian Dutra entrou em sua página no Facebook para desmentir a “notícia” de sua “morte”.
O texto, postado em sua conta, dizia, em espanhol: ““Lamentamos informar que la Sra Mirian Dutra Schmidt ha fallecido hoy en Madrid. Rogamos una oración por su alma.”
Alguém invadiu seu Facebook. “Loucura! Estava fazendo exames! Ainda não morri!”, escreveu a jornalista. “Alguém postou”.
O impasse profundo no qual se encontram a política e a vida nacional expressa, à sua maneira, uma certa limitação do que poderíamos chamar de nossa “imaginação social”. Crises, como a que vivemos hoje, ligadas não apenas ao esgotamento de um modelo de desenvolvimento chamado de “lulismo”, mas também ao esgotamento dos atores políticos da Nova República, são também crises das formas de se pensar o país.
Lava Jato: PF deflagra operação que aponta para corrupção em obr
Lava Jato: PF deflagra operação que aponta para corrupção em obras de ferrovias
Por Estadão Conteúdo |
26/02/2016 08:37″O Recebedor” é desdobramento da Lava Jato que, com base em depoimento, aponta pagamento de propina para a construção de ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste
Mõnica Zarattini/ Estadão ContéudoTrecho da ferrovia Norte-Sul
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), a Operação “O Recebedor” desdobramento da Operação Lava Jato com base em informações colhidas em um depoimento de delação premiada e acordos de leniência que apontaram pagamento de propina para a construção de ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste.
Os mandados são cumpridos no Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Em dezembro, a PF fez a primeira operação resultado de investigações da Lava Jato, a Crátons, que teve como foco a extração e comercialização ilegal de diamantes em terras dos índios cinta-larga, em Rondônia. A Lava Jato investiga esquema de corrupção na Petrobras.As investigações revelaram prática de cartel e lavagem de dinheiro por meio de superfaturamento de obras públicas. Os investigadores concluíram que as empreiteiras realizavam pagamentos regulares, por meio de contratos simulados, a um escritório de advocacia e mais duas empresas sediadas no estado de Goiás, utilizadas como fachada para maquiar origem lícita para o dinheiro proveniente de fraudes em licitações públicas.
Chefe da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido adquiriu de um empreiteiro que tem contratos milionários com o governo do Estado de São Paulo um apartamento de luxo em uma das áreas mais valorizadas da capital paulista por menos de um terço de seu valor de mercado.
Em março de 2007, quando iniciou seu segundo mandato como deputado federal pelo PSDB de São Paulo, Aparecido comprou de Luiz Albert Kamilos e sua mulher, Sarah Giffali de Moura, um apartamento de 366 m², com quatro suítes, cinco vagas na garagem e sacada com vista para o parque Ibirapuera.
Pelo imóvel, Edson Aparecido afirma ter pago R$ 620 mil. A escritura, no entanto, traz o valor de R$ 1,07 milhão. No dia e mês em que o negócio foi fechado, imóvel semelhante no mesmo prédio, na rua Afonso Braz, Vila Nova Conceição, era avaliado em ao menos R$ 2 milhões, levando em conta o valor médio do metro quadrado no bairro (R$ 5.536) calculado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação).
O apartamento do condomínio Maison Charlotte hoje é avaliado por ferramentas de busca em R$ 8,6 milhões. Corretores ouvidos pela reportagem estimam o valor atual entre R$ 7,5 milhões e R$ 10 milhões.
O condomínio está acima de R$ 6.000. O IPTU, segundo a prefeitura, custará este ano R$ 23.535,30 (se pago à vista).
O empreiteiro Luiz Albert Kamilos é dono da Construtora Kamilos Ltda., empresa especializada em infraestrutura de transportes e rodovias, que desde a década de 90 toca obras milionárias para o governo do Estado –especialmente junto ao DER (Departamento de Estradas e Rodagem). Os tucanos governam o Estado de São Paulo desde 1995.
Apenas nos últimos três anos, a Kamilos recebeu R$ 43 milhões do governo Alckmin, segundo o Portal da Transparência do Estado.
Kamilos também faz parte da diretoria do Sinicesp (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo). Sua construtora integra ainda o consórcio Planalto, que, em 2013, venceu leilão feito pelo governo federal do trecho da BR-050 entre Goiás e Minas Gerais. Com a concessão, o consórcio vai receber R$ 95,8 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para investir na rodovia.
No post anterior, o Blog antecipou que divulgaria provas de que um conclave ilegal foi formado por órgãos de controle do Estado e por entes privados com a finalidade exclusiva de caçar petistas – e só petistas – em um processo golpista e literalmente ditatorial.
A partir daqui, o leitor receberá prova inquestionável de que a Operação Lava Jato (entenda-se, o juiz Sergio Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal) atuam em simultaneidade com grupos privados de comunicação para desmoralizarem o Partido dos Trabalhadores, o governo Dilma Rousseff e, acima de todos esses, o ex-presidente Lula.
Sem mais delongas, portanto, vamos aos fatos.
Na última terça-feira (23), uma fonte procurou o Blog afirmando que na próxima segunda (29) ou na próxima terça-feira (01/03) será deflagrada a 24a fase da Operação Lava Jato. Nessa fase, serão quebrados os sigilos fiscal e bancário de 43 pessoas e entidades.
Supostamente, essa operação deveria ser sigilosa. As investigações da Lava Jato correm em segredo de Justiça. Nenhum ente privado deveria ter acesso aos próximos passos da operação. Essa é a teoria. Porém, a prática é outra. A fonte desta página provou ter informações privilegiadas de que na nova fase da Lava Jato serão quebrados os sigilos de Lula, de Marisa, de todos os filhos deles, de suas empresas, do Instituto Lula, da empresa de palestras de Lula, de Fernando Bittar etc.
O mais estarrecedor, porém, foi a informação de que todos os veículos de uma dita “imprensa simpatizante” (como são conhecidos na Lava Jato os veículos que cumprem determinações dos investigadores no sentido de fustigar petistas) já dispunham de cópia da decisão de Moro quebrando o sigilo das 43 pessoas e entidades que o leitor irá conhecer em seguida.
Pedi à fonte que me enviasse a cópia. Travou-se, então, o seguinte diálogo:
[23/2 23:08] +55 41 : É isso. Pode fazer chegar as suas fontes no instituto?[23/2 23:09] Eduardo Guimarães: Me manda a decisão.[23/2 23:09] +55 41 : Não posso, coloco em risco a fonte.[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Se tantos jornalistas têm não há por que[23/2 23:10] +55 41 : Posso ditar a decisão, se quiser.[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Copia a parte do texto sem timbre[23/2 23:11] +55 41 : Colocaram códigos em cada cópia para rastrear quem vazar[23/2 23:11] +55 41 : Se eu puder falar ao fone eu leio a decisão pra vc. É uma lauda.[23/2 23:12] +55 41 : Posso ler aqui no zap. gravar[23/2 23:12] Eduardo Guimarães: Pode gravar um áudio? Isso[24/2 23:12] +55 41 : O que acha?[23/2 23:12] +55 41 : Sim.[24/2 23:12] Eduardo Guimarães: Isso. Grava[23/2 23:13] Eduardo Guimarães: Se tiver número de processo. Dá todas as informações possíveis[23/2 23:14] +55 41 : Vou pra rua gravar. Na rua não tenho web. Então vc vai receber em mais ou menos meia hora. Ok?[23/2 23:15] Eduardo Guimarães: Ok Enviado pelo UOL Mail Android Como se vê, são informações sigilosas que agentes do Estado estão repassando a entes privados (grupos de mídia) de forma absolutamente ilegal e com a finalidade de montar um esquema publicitário para atingir investigados à margem da lei.
O que dirá o STF, por exemplo, sobre esses métodos do juiz Sergio Moro? Chegamos, portanto, ao ponto de comprovar o que está sendo dito acima. A partir daqui o leitor poderá ler a degravação do áudio enviado pela fonte com todos os dados da decisão do juiz Moro, inclusive com o número da decisão. DEGRAVAÇÃO
— Essas pessoas e entidades deverão ser alvo da fase 24 da Lava Jato, que deve ser detonada na próxima segunda ou terça
–Continuando. Encerrado aqui. Expediu ofício, etc., etc. A quebra de sigilo inclui todos os dados sobre as contas e transações inclusive a origem do crédito e destino do débito. Outras informações, aqui, orientação ao MP pra implementar a quebra, Receita, comunicação à autoridade policial… Datado de 23 de fevereiro de 2016. Sergio Fernando Moro…
— Decisão 5005896-77.2016.404.7000 — Datada de 23 de fevereiro de 2016 — Sessão judiciária do Paraná. 13a — Vara Federal de Curitiba. — Pedido de quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e/ou telefônicos. — Requerente: Ministério Público Federal — Acusado: Luiz Inácio Lula da Silva e seguem-se mais ou menos 40 nomes. A partir daí o juiz [Moro] passsa a detalhar o pedido. Vou agora ao deferimento, que é o que interessa.
— Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo bancário e fiscal de: LILS palestras, eventos e publicações (período 2011 a 2016) Instituto Luiz Inácio Lula da Silva (período 2005 a 2016) Luiz Inácio Lula da Silva (período 2003 a 2016) Marisa Letícia Lula da Silva (período 2003 a 2016) Fábio Luiz Lula da Silva (2004 a 2016) G4 entretenimento e tecnologia digital (2004 a 2016) BR4 participações ltda (2004 a 2016) Game Corp (2004 a 2016) LLF participações (período de 2004 a 2016) FFK participações ltda (2004 a 2016) Sandro Luiz Lula da Silva (2007 a 2016) Flex BR tecnologia ltda (2007 a 2016) Luiz Claudio Lula da Silva (2011 a 2016) Marcos Claudio Lula da Silva (2007 a 2016) Fernando Bittar (2004 a 2016) TV Araras ltda (2004 a 2016) Costinha assessoria empresarial ltda (2004 a 2016) M7 produções e comércio de equipamentos ltda (2004 a 2016) Jonas Leite Suassuna Filho (2004 a 2016) Editora Go ltda (2004 a 2016) Imobiliária Zarpar ltda (2004 a 2016) Go Games ltda (2004 a 2016) Zapt comércio e serviços ltda (2004 a 2016) Go [incompreensível] disco ltda (2004 a 2016) Banco Banca consultoria e projetos ltda (2004 a 2016) Go mídia participações ltda (2004 a 2016) Go Mobile produtos e serviços de tecnologia da informação (2004 a 2016) Go Clean projetos ambientais e energéticos ltda (2004 a 2016) Imobiliária Go ltda (2004 a 2016) PJA empreendimentos ltda (2004 a 2016) Nipo Sistema representação e lançamento (2004 a 2016) Paulo Tarcísio Okamoto (2004 a 2016) Oca 2 consultoria e gestão empresarial (2004 a 2016) Guadelupe comércio de roupas e assessórios ltda (2004 a 2016) José Filipi Junior (2006 a 2016) Instituto Diadema de Estudos Municipais (2006 a 2016) AFC3 engenharia ltda (2006 a 2016) Adriano Fernandes dos Anjos (2010 a 2011) Ignes dos Santos Irrigarai Neto (2010 a 2011) Fernandes dos Anjos e Porto Montagens de estruturas metálicas ltda (2010 a 2011) Elcio Pereira Vieira (2010 a 2016) Edvaldo Pereira Vieira (2010 a 2016)
***
Sobre os dois últimos nomes da relação, vale explicar que Elcio é o caseiro do sítio de Atibaia do qual acusam Lula de ser dono e Edvaldo é o irmão dele, que nada tem que ver com o assunto.
Segundo o instituto Lula, ambos foram procurados há poucos dias por quatro procuradores do Ministério Público. Os procuradores não tinham mandato, mas, assim mesmo, interrogaram os dois trabalhadores, que sentiram-se ameaçados.
A primeira grande pergunta que se faz, é a seguinte: quem, diabos, deu poder de polícia para Globos, Folhas, Vejas e Estadões para atuarem conjuntamente com o Ministério Público, a Polícia Federal e, acima de todos, com o juiz Moro? A Globo, por exemplo, é alvo da Operação Zelotes e é acusada de sonegação de centenas e e centenas de milhões de reais em impostos. Como pode agir como polícia ao lado de Sergio Moro e sua trupe?
O número da decisão de Moro e a relação dos que terão os sigilos quebrados na 24a fase da Lava Jato, a ser desencadeada na semana que vem, comprova que dados sigilosos da Operação vêm sendo sistematicamente vazados para entes privados.
O esquema é tão sofisticado que os vazadores colocam códigos nas cópias que distribuem para saberem que veículo vazou antes da hora, se houver vazamento.
Surge, então, nova pergunta: qual é a finalidade de vazar uma decisão sigilosa da Justiça (com grande antecedência) para grupos privados de mídia? Seria para que fossem fustigando os alvos com matérias, deboches, acusações para que quando essa 24a fase da operação for desencadeada o público já esteja predisposto?
Eis o que o Blog chama de PPA, a Polícia Política Antipetista cujo único objetivo é acusar e prender petistas sem julgamento, sem condenação, em um show midiático com objetivos meramente políticos, dos quais o combate à corrupção passa longe, apesar da retórica.
Osvaldo Ferreira
26 de fevereiro de 2016 4:50 amUma das coisas que
Uma das coisas que transformou os EUA na maior potência econômica e militar do mundo foi o sentido de nacionalismo e de defesa de tudo o que cheirasse a interesse nacional.
Patriotismo acima de tudo. Como eles se autodenominam, a “América” acima de tudo.
Como disse um presidente americano; “Não pergunte o que os EUA devem fazer para você, mas se pergunte o que você DEVE fazer aos EUA.”
Nos EUA um senador defender os interesses de uma empresa estrangeira contra o interesse de uma empresa nacional, seja ela pública (são poucas, mas existem) ou privada, seria o fim de sua carreira política e provavelmente, muito provavelmente, passaria a ser investigado pela CIA, pelo FBI e receberia a repulsa absoluta de TODOS os seus eleitores e de todo o povo dos EUA.
Sua carreira política e sua vida estariam liquidadas.
Pois bem, no Brasil, o senador (???) pelo PSDB de São Paulo, José Serra, quando candidato a Presidente do Brasil em 2010, foi pego pelo Wikileaks do Assange (vivendo há anos dentro da Embaixada do Equador em Londres por ter revelado o segredos da diplomacia agressiva dos EUA), prometendo diretamente à Chevron dos EUA reverter a política nacionalista para o Petróleo do Brasil, caso fosse eleito.
Evidentemente nos EUA um candidato presidencial tão pusilânime e antinacional como José Serra do PSDB, jamais seria senador, quanto mais candidato presidencial.
No Brasil José Serra, senador do PSDB, candidato derrotado duas vezes à Presidência da República, defensor dos interesses de empresas norte-americanas contra os interesses da Petrobrás, empresa de capital aberto com controle majoritariamente público (empresa que ele deveria defender), sequer é questionado por suas posições e sobre o que deve estar recebendo ($$$$$$) para agir contra os interesses nacionais sobre o Petróleo da camada do Pré Sal, que por baixo tem mais petróleo do que o Iraque.
Muito pelo contrário, a mídia brasileira, muito diferente do que a mídia dos EUA faria, o exalta, não o questiona nunca sobre sua ação a favor de empresas que não são brasileiras, já que é um senador eleito para defender os interesses dos seus eleitores brasileiros.
Ora, se o senador José Entreguista Serra do PSDB está defendendo interesses de empresas privadas norte-americanas, deve estar fazendo isso por alguma causa verificável ($$$$$$). Evidentemente isso é corrupção do pior tipo.
Corrupção dos interesses nacionais em nome de outro país.
Na China seria condenado a morte, com certeza e nos EUA jamais teria sequer chegado ao senado pois estaria na prisão.
No entanto no Brasil atual, dominado por monopólios midiáticos pré-capitalistas e com pensamento neocolonial, aliás, como boa parte da “elite nacional”, nada é questionado para que o cidadão comum forme a sua opinião.
Muito menos questionamentos foram levantados na mídia sobre a ação deste senador do PSDB que foi revelada pelo Wikileaks em comunicações secretas do Depto de Estado Americano com suas representações diplomáticas no Brasil e que flagrou Serra vendendo o seu país a troco de algo que não sabemos ainda qual foi o valor.
Vê-se por essas e tantas outras da chamada “elite política” do Brasil a razão pela qual a condição do subdesenvolvimento e da dependência é política: quando políticos eleitos pelo povo brasileiro se comprometem a defender interesses de empresas privadas de outros países sem que sejam denunciados por isso pela mídia, pelo Ministério Público ou pela Justiça, mesmo com provas cabais como a do Wikileaks, temos um quadro institucional de submissão aos interesses externos e isso tem uma relação direta com a pobreza, com o subdesenvolvimento e com o neocolonialismo clássico.
Elites nacionais que operam o Estado oprimindo e condenando à pobreza uma nação inteira em nome dos seus interesses privados e da sua percepção de não pertencimento a qualquer projeto nacional. José Serra do PSDB é exatamente um exemplo disso.
– Suas correspondências com espiões dos EUA no RJ reveladas pelo site wikileaks e traduzidas:
“Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o candidato tucano a presidente à executiva da Chevron. A frase constou de uma das mensagens do consulado americano no Rio ao Departamento de Estado interceptadas pelo Wikileaks. É datada de 2 de dezembro de 2009.
“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado a diretora da Chevron aos diplomatas de seu país, nesse caso se referindo aos integrantes da administração Lula. Nesse contexto, Patríca Padral disse a eles que Serra, em conversa particular com ela, teria se comprometido a mudar as regras a favor do interesse das petroleiras americanas, caso eles viessem a ser atingidos pelo Congresso Nacional.”
“Cables” do consulado americano no RJ ao Depto de Estado dos EUA:https://wikileaks.org/plusd/cables/09RIODEJANEIRO288_a.html
“PSDB’S SERRA REPORTEDLY OPPOSES FRAMEWORK, BUT NO SENSE OF URGENCY
https://wikileaks.org/plusd/cables/09RIODEJANEIRO369_a.html
According to IBP’s Pradal, likely PSDB 2010 Presidential
Candidate Jose Serra opposed the framework, but seemed to lack a sense of urgency on the issue. She quoted him as telling industry representatives, “Let those guys [Worker’s Party] do what they want. There will be no bid rounds, and then we will show everyone that the old model worked…And we will change it back.” As for what would happen to foreign oil companies in the meantime, Serra reportedly remarked, “You will come and go.” Congressional sources have also told Embassy officers that Serra has signaled PSDB and other opposition sources that they should amend – but not oppose the final Pre-Salt legislation, and urged opposition legislators to avoid vocal opposition to the law. “
http://www.revistaforum.com.br/…/em-2011-wikileaks-ja-reve…/
Webster Franklin
26 de fevereiro de 2016 7:49 amOs “especialistas” da mídia erraram, de novo, na tarifa de energ
Tijolaço
Os “especialistas” da mídia erraram, de novo, na tarifa de energia. Vale dinheiro…
Por Fernando Brito · 25/02/2016
No dia 24 de janeiro, O Globo publicou matéria dizendo que Mesmo com chuvas, bandeira vermelha deve vigorar até abril, prevendo que o excedente tarifário de energia nem tão cedo fosse ser abolido.
No mesmo dia, postou-se aqui que a “Bandeira tarifária da eletricidade pode baixar no final da semana“, texto que afirmava que haveria redução da taxa extra, sucessivamente, em fevereiro e março.
Dias depois, houve o rebaixamento do valor extra e, a seguir, nova baixa, para a “bandeira amarela”.
Hoje, anuncia-se a abolição da cobrança de qualquer excedente, a partir de abril.
Houve algo que justificasse a “bola fora” da grande imprensa na sua previsão sombria?
Não, absolutamente, não. As chuvas de fevereiro, embora constantes, não foram fartas.
O nível de precipitação ficou abaixo da média em todas as bacias do Sudeste e Centro-Oeste. Próximo à média (80% dela) só na Bacia do Rio Tietê. Bacias importantes, como a do Rio Grande, ficaram, até anteontem, em 50% da precipitação normal.
A quantidade de água que chegou às barragens, na região, ficou um pouco acima disso, pelo fato de os rios terem começado o mês com fluxos mais altos: estava, até hoje, em 84% da média histórica.
Ainda assim, como qualquer repórter poderia ter ouvido de pessoas do setor elétrico, os reservatórios subiriam em fevereiro, porque para baixarem em fevereiro não basta que haja chuvas fracas, é necessário uma seca desastrosa.
A imprensa é um fator fundamental para que se limite o lobby das empresas do setor, sempre prontas cobrar mais alegando “crise hídrica”.
Quando as águas baixavam, você ouvia os seus “especialistas” apontando o erro de terem sido rebaixadas as tarifas de energia.
Você está ouvido algum deles, agora que a água sobe, gritando para que as tarifas baixem?
Nada, silêncio.
As empresas do setor se entupiram de dinheiro em nome do “realismo tarifário” no ano passado.
Só que, agora, não querem nem ouvir falar nisso.
http://tijolaco.com.br/blog/os-especialistas-da-midia-erraram-de-novo-na-tarifa-de-energia/
Webster Franklin
26 de fevereiro de 2016 7:57 amO governo escolheu ser um molambo?
Tijolaço
O governo escolheu ser um molambo?
Por Fernando Brito · 25/02/2016
O resumo da ópera do acordo – o nome correto é capitulação – entre Dilma Rousseff , a oposição e o chantagista Renan Calheiros, que é quem detém o poder de brecar o impeachment empurrado por Eduardo Cunha: no meu governo, o pré-sal não será entregue; depois, seja o que Deus quiser.
Não se pode deixar de considerar que, se estivesse havendo um combate, poderia ser explicado que estamos dando um passo atrás para dar outros à frente.
Só que não há um combate, há uma deserção ao combate, com a esperança de que, em algum momento, a máquina irá se apiedar e parar seu processo de esmagamento de qualquer projeto, político e econômico, de afirmação soberana do Brasil.
Não vai, é claro.
Embora, por milagres, até os incréus como eu torçam.
O resultado prático é que o Governo (e o PT, malgrado a reação de muitos de seus integrantes) vai se desmilinguindo, se derretendo ainda mais.
E paralisando a reação do povo brasileiro à entrega de sua Petrobras que, admitem, estava mesmo cheia de irregularidades. Veja se algum governo fez isso com a Exxon ou a Shell, ou a BP, que distribuíram dinheiro e fizeram guerras?
Desde quando – isso nas raríssimas vezes que o fizeram – deixaram que a punição pessoal transbordasse para a empresa, que era o braço de seus interesses?
Ainda não é, infelizmente, o corolário de um processo que desprezou, desde há muito tempo e progressivamente, a ideia de que sem o povo como agente político, a história não caminha adiante.
Desde o início do Governo Dilma – não é justo dizer que tenha se inciado com ela, tem raízes muito anteriores – resolveu-se assumir como verdade o discurso do inimigo.
A faxina, desculpem, não foi ideia de Moro.
Mas isso é lá atrás.
Fiquemos nos últimos dois anos: “não vai sobrar pedra sobre pedra”.
Também não é frase do Moro.
Há dois anos este sujeito avança sobre a República. Hoje, tem a República a seus pés.
E o povo brasileiro, depois de passar meses, anos, tentando descobrir onde estão seus líderes, Lula e aquela a quem ele delegou sua continuidade. Não o culpem pelo fato de que se seduza por guizos falsos.
Aprendi, das profundezas gaúchas do Brizola, a expressão “boi sinuelo”, isto mesmo, aquele que tem um sino ao pescoço e sinaliza ao rebanho os perigos, os riscos e as trilhas. Ou, se domesticadíssimo, ao matadouro.
Sinais, não há coletivo animal ou humano que os dispense. Perguntem aos militares antigos o que é “tocar reunir”
O Governo, o PT, Dilma, Lula parecem ter inventado o toque de “dispersar”, que aliás não existe no conjunto de toques militares, porque às suas forças nunca se dispersa.
É que o povo brasileiro, como naquelas profundezas, sente o cheiro de raposas e lobos e muitos, ainda, empacam e procuram o sinuelo.
E não encontram o que o compositor gaúcho Leopoldo Raissier, descreveu: E ao contemplar o agora dos seus campos/O lugar onde seu porte ainda fulgura/O velho taura dá de rédeas no seu eu/E esporeia o futuro com bravura…
http://tijolaco.com.br/blog/o-governo-escolheu-ser-um-molambo/
Webster Franklin
26 de fevereiro de 2016 8:01 amO jogo é no campo do inimigo; as regras, não
Tijolaço
O jogo é no campo do inimigo; as regras, não
Por Fernando Brito · 25/02/2016
A jornalista Teresa Cruvinel, em artigo publicado terça-feira, vai o ponto do que volta e meia tento dizer aqui: quem quer ser diferente precisa romper com “o que todo mundo faz”, porque ao cordeiro não se permite beber a mesma água do lobo.
E o que “todo mundo faz” – sempre fez, desde sempre – é perder a noção de que campanha política se compõe, essencialmente, de um monte de dinheiro e um marketing luxuoso.
Collor, o cavaleiro da moral em 1989, inaugurou a prática, em 1989.
Fiz, neste ano, a campanha de Brizola.
E posso, honestamente, assegurar que não foi essencialmente a pobreza da campanha ( pouco mais de US$ 1 milhão, menos do que custam hoje algumas campanhas de deputado federal, nos grandes centros), o que nos derrotou.
Foi a política, que abriu espaço para o PT crescer à sua esquerda e São Paulo, onde 1932 nunca acabou.
Hoje, porém, quem quiser participar, pra valer, do jogo, não pense em um cacife – miseravelmente – cem vezes maior.
É uma quantidade de dinheiro que, não há maneira de evitar, aqui ou ali gera lambanças.
E as lambanças, claro, são algo que só será visto nos adversários do sistema.
É claro que não houve roubalheira na Vale, na CSN, nas empresas de telefonia, na venda de 30% das ações da Petrobras.
Nem, claro, traficou-se influência no jantar de gala promovido por FHC no Alvorada, um exercício de pobreza que colheu R$ 7 milhões (hoje, corrigidos pelo IGP-M, R$ 16,73 milhões), na narrativa insuspeita de Gerson Camarotti, na Época:
Foi uma noite de gala. Na segunda-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu 12 dos maiores empresários do país para um jantar no Palácio da Alvorada, regado a vinho francês Château Pavie, de Saint Émilion (US$ 150 a garrafa, nos restaurantes de Brasília). Durante as quase três horas em que saborearam o cardápio preparado pela chef Roberta Sudbrack – ravióli de aspargos, seguido de foie gras, perdiz acompanhada de penne e alcachofra e rabanada de frutas vermelhas -, FHC aproveitou para passar o chapéu. Após uma rápida discussão sobre valores, os 12 comensais do presidente se comprometeram a fazer uma doação conjunta de R$ 7 milhões à ONG que Fernando Henrique Cardoso passará a presidir assim que deixar o Planalto em janeiro e levará seu nome: Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC).
O dinheiro fará parte de um fundo que financiará palestras, cursos, viagens ao Exterior do futuro ex-presidente e servirá também para trazer ao Brasil convidados estrangeiros ilustres. O instituto seguirá o modelo da ONG criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Os empresários foram selecionados pelo velho e leal amigo, Jovelino Mineiro, sócio dos filhos do presidente na fazenda de Buritis, em Minas Gerais, e boa parte deles termina a era FHC melhor do que começou. Entre outros, estavam lá Jorge Gerdau (Grupo Gerdau), David Feffer (Suzano), Emílio Odebrecht (Odebrecht), Luiz Nascimento (Camargo Corrêa), Pedro Piva (Klabin), Lázaro Brandão e Márcio Cypriano (Bradesco), Benjamin Steinbruch (CSN), Kati de Almeida Braga (Icatu), Ricardo do Espírito Santo (grupo Espírito Santo). Em troca da doação, cada um dos convidados terá o título de co-fundador do IFHC.
Tudo muito bacana, diferente de se tivessem decidido reformar um telhado, fazer uma churrasqueira, comprar um barco de lata.
Não esperem justiça, equilíbrio, “republicanismos”. Muito menos as tais “mudanças” na política que prometem.
Cruvinel acerta em cheio na “mudança” que haverá:
“O que vai mudar é o ambiente, com o restabelecimento daquela paz que antes permitia a outros partidos fazer uso farto dos dois recursos sem ser incomodados. Quando o PT deixar o poder, não haverá nem mídia, nem procuradores, nem Polícia Federal interessados em descobrir como as campanhas dos vitoriosos foram financiadas, nem como foram pagos seus marqueteiros. Quando o PT deixar o poder, todos estes agentes da turbulência atual vão descansar. A mídia voltará a plantar abobrinhas, a Polícia Federal a perseguir traficantes e outros meliantes, os procuradores a defender os direitos difusos da sociedade. Lula já será um leão sem dentes, talvez esteja até preso, e Dilma terá ido para o vale dos caídos, terminando ou não o mandato. E esquecidos também serão os do andar de baixo que galgaram alguns degraus nos governo do PT, que para se manter neles, aderiu ao que só era permitido aos outros.
Não é uma escolha ser diferente. É uma necessidade vital.
http://tijolaco.com.br/blog/nem-dinheiro-nas-eleicoes-nem-marketing-milionario-a-moralidade-e/
Webster Franklin
26 de fevereiro de 2016 9:27 amTSE reúne ações contra Dilma sob a mesma relatora
Brasil 247
TSE reúne ações contra Dilma sob a mesma relatora
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, decidiu colocar sob a mesma relatora, a ministra Maria Thereza de Assis Moura as quatro ações que pedem a cassação do diploma da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer; segundo Toffoli, após um levantamento técnico, verificou-se que ações do PSDB têm identidade fática, portanto, o que impõe a reunião de processos, em prol da “racionalidade e eficiência processual”
25 de Fevereiro de 2016 às 13:44
Brasília 247 – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, decidiu colocar sob a mesma relatora, a ministra Maria Thereza de Assis Moura as quatro ações que pedem a cassação do diploma da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.
Segundo a decisão do presidente da Corte, após um levantamento técnico, verificou-se que ações do PSDB têm identidade fática, portanto, o que impõe a reunião de processos.
“Os processos que tramitam perante este tribunal nos quais se pretende a desconstituição dos mandatos da presidente e do vice-Presidente da República eleitos em 2014 possuem fatos comuns e devem ser reunidos em prol da racionalidade e eficiência processual, bem como da segurança jurídica, uma vez que tal providência tem o condão de evitar possíveis decisões conflitantes”, afirmou o ministro. “Fica ainda mais evidente a necessidade de se reunir os processos que tenham a mesma base fática sob a mesma relatoria”, completou.
Em quatro ações diferentes, a oposição acusa a chapa Dilma-Temer de abuso de poder econômico e político e aponta suspeitas de que a campanha da reeleição tenha usado recursos desviados da Petrobras. Três ações já estavam com o gabinete de Maria Thereza, que é corregedora do TSE e ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e uma com Fux. A ministra, inclusive, estava com a Aime (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo), principal ação contra os dois.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/218540/TSE-re%C3%BAne-a%C3%A7%C3%B5es-contra-Dilma-sob-a-mesma-relatora.htm
Webster Franklin
26 de fevereiro de 2016 9:29 amAcrônimo, Zelotes e Lava Jato em ofensiva conjunta
Brasil 247
Colunista do 247, Tereza Cruvinel
Acrônimo, Zelotes e Lava Jato em ofensiva conjunta
26 de Fevereiro de 2016
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Na esteira da prisão do publicitário João Santana pela Lava Jato, a Operação Zelotes entrou em cena determinando o depoimento coercitivo de André Gerdau no inquérito que apura a compra de sentenças no CARF para driblar a Receita. Como Santana, ele também já havia se colocado à disposição das autoridades, que não viram muita graça nisso. Não pode faltar cobertura e espetáculo. Não foi mera coincidência. Daqui até o fim de maio, as operações Lava Jato, Zelotes e Acrônimo planejam intensificar suas ações, criando condições para o desejado “golpe final”. A PF avalia que depois as atenções da mídia estarão voltadas para as Olímpiadas e as operações perderão espaço na ribalta.
Segundo fonte da PF, o que se planeja é uma “blietzkrieg”, uma série planejada de operações-surpresa com alvo certo e repercussão garantida. O termo surgiu na Alemanha, a partir da invasão da Polônia, em 1939, para designar ofensivas contra os inimigos baseadas em pelo menos quatro elementos: efeito-surpresa, manobras rápidas, brutalidade no ataque e desmoralização do adversário. De “blitzkrieg” deriva a expressão “blitz” em referência às ações policiais ou de trânsito.
A Lava Jato dispensa apresentações. A Zelotes começou investigando grandes empresas que subornaram conselheiros do CARF/Receita Federal mas mudou de foco e passou a investigar suposta compra de medidas provisórias nos governos Lula e Dilma, colocando no alvo o ex-presidente e um de seus filhos. A Acrônimo tem como alvo mais brilhante o governador de Minas, Fernando Pimentel e outros políticos mineiros, além do empresário brasiliense Benedito Rodrigues.
Todas elas buscam produzir elementos que atendam à estratégia política da oposição: viabilizar o impeachment de Dilma pelo Congresso, com a posse do vice Michel Temer, ou a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE, o que levaria à realização de novas eleições se isso acontecer antes de outubro, além de alguma forma de condenação e desmoralização do ex-presidente Lula, tirando-o da disputa eleitoral de 2018.
Além das Olímpiadas, a partir de julho, pelo calendário eleitoral, os candidatos registrados às eleições municipais de outubro não poderão ser presos, o que também pode limitar o raio de ação das operações. Então, vem por aí muita turbulência.
http://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/218615/Acr%C3%B4nimo-Zelotes-e-Lava-Jato-em-ofensiva-conjunta.htm
Webster Franklin
26 de fevereiro de 2016 9:49 amCunha promete abrir ainda mais pré-sal a estrangeiros
Brasil 247
Cunha promete abrir ainda mais pré-sal a estrangeiros
“Não vi o texto que veio de lá (Senado), não sei se vai ter ou não apoiamento. Pelo que li nas notícias jornalísticas, achei o texto muito ruim, pior que o da Casa (Câmara)”, afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre o projeto aprovado pelo Senado que prevê o fim da participação mínima de 30% da Petrobras na exploração do pré-sal; ele defende o projeto de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que abre ainda mais as reservas a estrangeiros; proposta prevê a retomada do modelo de concessão de petróleo; “Vamos dar preferência ao projeto da Casa (Câmara)”, disse Cunha
26 de Fevereiro de 2016 às 05:54
247 – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (25) que achou “muito ruim” o texto aprovado pelo Senado que prevê o fim da participação mínima de 30% da Petrobras na exploração do pré-sal.
“Não vi o texto que veio de lá (Senado), não sei se vai ter ou não apoiamento. Pelo que li nas notícias jornalísticas, achei o texto muito ruim, pior que o da Casa (Câmara)”, afirmou Cunha.
Ele defende o projeto de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que abre ainda mais as reservas a estrangeiros. A proposta prevê a retomada do modelo de concessão de petróleo como forma de o governo arrecadar dinheiro para equilibrar as contas públicas. “Vamos dar preferência ao projeto da Casa (Câmara)”, disse Cunha.
O regime de concessão era utilizado no Brasil até 2010, quando a sanção das leis 12.276/10 e 12.351/10 criaram um novo marco legal para a exploração do petróleo encontrado na camada pré-sal.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/218625/Cunha-promete-abrir-ainda-mais-pr%C3%A9-sal-a-estrangeiros.htm
Marcelo R S
26 de fevereiro de 2016 10:00 amJoão Santana e esposa negam caixa 2 em campanha do PT
http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2016/02/mulher-de-santana-citou-mensalao-para-negar-caixa-2-no-brasil.html
Costa Brava
26 de fevereiro de 2016 10:11 amPetróleo não é só gasolina. E o $erra $abe di$$o
Desconsidere neste vídeo o que é dito inicialmente sobre o preço do petróleo, e tenha uma idéia do que representa esta riqueza extraordinária.
[video:https://youtu.be/L7EVno8DfFo%5D
BRAGA-BH
26 de fevereiro de 2016 10:27 amConta de luz deixará de ter cobrança extra a partir de abril
Conta de luz deixará de ter cobrança extra a partir de abril
Consumidores terão redução de 6% a 6,5% na conta; segundo o ministro Eduardo Braga, a redução é por causa do desligamento de usinas térmicas, cuja energia é mais cara
Bandeiras são acionadas quando geração de energia hidrelétrica precisa das usinas térmicas
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou nesta quinta-feira (25) que a conta de luz trará a bandeira verde a partir de 1º de abril, e as tarifas de energia deixarão de ter a cobrança extra. Com isso, os consumidores terão uma redução de 6% a 6,5% na conta de luz, disse o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.
O fim da cobrança extra na conta de luz será possível porque o governo decidiu desligar mais 15 usinas térmicas no início de março, o equivalente a 3 mil megawatt (MW). Sem esses empreendimentos, será possível poupar cerca de R$ 8 bilhões por ano.
No início de fevereiro, o governo já havia anunciado o desligamento de sete usinas térmicas, com 2 mil MW, o que permitiu o acionamento da bandeira amarela e uma economia anual de R$ 2 bilhões.
De acordo com Braga, a queda do consumo de energia, a operação de novas usinas e o aumento do nível dos reservatórios das hidrelétricas em todo o País permitiram dispensar o uso das termoelétricas, que geram energia mais cara. “A tarifa de energia elétrica está efetivamente em viés de baixa”, disse o ministro.
antonio francisco
26 de fevereiro de 2016 10:31 amGarantia de até R$250 mil em caso de quebra de banco
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-02/fundos-de-pensao-e-de-investimento-nao-terao-mais-garantia-de-r-250-mil-do
antonio francisco
26 de fevereiro de 2016 10:35 amEleição para substituir Blatter na FIFA
http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-02/congresso-de-federacoes-elege-hoje-sucessor-de-blatter-na-fifa
Costa Brava
26 de fevereiro de 2016 10:35 amPetróleo não é só gasolina. E o $erra $abe di$$o
Desconsidere neste vídeo o que é dito inicialmente sobre o preço do petróleo, e tenha uma idéia do que representa esta riqueza extraordinária.
[video:[video:https://youtu.be/L7EVno8DfFo%5D%5D
BRAGA-BH
26 de fevereiro de 2016 10:44 am“Bandido bom é bandido preso”.
“Bandido bom é bandido preso”: o membro da SWAT que destruiu o clichê preferido do “cidadão de bem”.
Marcos Sacramento25 de February de 2016
Marcos do Val
Circula por páginas do Facebook um vídeo que pode aborrecer aquele cidadão “revoltado com tudo que está aí” e que vive a repetir o clichê “bandido bom é bandido morto”.
Trata-se de parte da entrevista do instrutor de técnicas policiais Marcos do Val no programa do Danilo Gentili, transmitida em outubro do ano passado, no qual ele critica este mantra reacionário.
Capixaba, Do Val é mestre em aikidô e fundador do Cati (Center for Advanced Tactical Immobilization), empresa de treinamento policial. No site constam como clientes unidades da Swat, FBI e forças policiais da Itália, entre outras, bem com uma lista de cursos voltados para civis e agentes da lei.
O título de “membro honorário da Swat no Texas”, o currículo e as frequentes aparições na mídia deram a ele status de pop star. Sua página no Facebook, onde ele anuncia cursos, equipamentos e compartilha vídeos de ações policiais ao redor do mundo tem mais de 2,8 milhões de seguidores.
É o tipo de persona que faz o autointitulado “cidadão de bem pagador dos impostos” ficar com palpitações e olhos brilhantes. Há quem o considere salvador da pátria, como o internauta que fez o seguinte apelo na página:
“Marcos Do Val, um apelo de um dos Brasileiros desesperados de pais em decadência , o senhor poderia pelo amor de deus c candidatar presidente do pais e ajeitar isso que esse incompetentes fizeram com nosso pais q um dia ja foi legal morar no mesmo , por favor ajude-nos….!”.
Qual seria a reação desse cidadão ao ver Do Val desconstruindo um dos principais chavões da turma conservadora e belicosa, a ideia de que a solução da criminalidade está na execução dos infratores?
“Nós temos que parar de falar que bandido bom é bandido morto aqui no Brasil. Quando a gente fala isso a gente está dando carta branca para os maus policiais agirem, e quando os maus policiais acabam agindo a sociedade que falou que bandido bom é bandido morto é a mesma que critica a ação violenta da polícia e quando o bandido sabe que a polícia vai chegar com o intuito de matá-lo eles vão trocar tiro, aí vai ter bala perdida, vai ter a sociedade que vai sofrer com isso. Então bandido bom é o bandido preso e condenado, então se a gente quer uma segurança pública de qualidade no Brasil vamos exigir que a legislação seja alterada e a punição seja firme e a gente não tenha essa sensação de impunidade que tem aqui no Brasil”.
É verdade que Do Val cai em outro clichê quando chama a legislação de leniente. No programa, ao comentar sobre a atuação de grupos de defesa dos direitos humanos, ele disse que a imprensa enaltece os bandidos.
Mesmo com esse pensamento, vestido de Rambo e no sofá de um dos apresentadores mais retrógrados da televisão nacional, Do Val defendeu o uso da técnica e da legalidade no combate ao crime, deixando o julgamento dos suspeitos para os órgãos competentes.
É bem capaz de ter gente chamando-o de petralha neste momento.
Carlos Rajão
26 de fevereiro de 2016 11:27 amhttp://www.blogdacidadania.co
http://www.blogdacidadania.com.br/2016/02/confira-prova-de-que-lava-jato-e-midia-formam-uma-policia-politica/
BRAGA-BH
26 de fevereiro de 2016 1:01 pmPÁGINA NO FACEBOOK ANUNCIA
PÁGINA NO FACEBOOK ANUNCIA ‘MORTE’ DE MÍRIAN DUTRA; NOTÍCIA NÃO ESTÁ CONFIRMADA.
Do DCM
A página de Mírian Dutra anunciou, na manhã desta sexta, sua morte. A mensagem está em espanhol.
“Lamentamos informar que la Sra Mirian Dutra Schmidt ha fallecido hoy en Madrid.
Rogamos una oración por su alma.”
Uma amiga diz que ligou para o telefone de Mírian mas ninguém atendeu. Especula-se ainda que poderia ser obra de hacker.
BRAGA-BH
26 de fevereiro de 2016 1:06 pmMÍRIAN DUTRA DIZ QUE “ALGUÉM
MÍRIAN DUTRA DIZ QUE “ALGUÉM POSTOU” NOTÍCIA SOBRE SUA MORTE NO FACEBOOK
Do DCM
Mirian Dutra entrou em sua página no Facebook para desmentir a “notícia” de sua “morte”.
O texto, postado em sua conta, dizia, em espanhol: ““Lamentamos informar que la Sra Mirian Dutra Schmidt ha fallecido hoy en Madrid. Rogamos una oración por su alma.”
Alguém invadiu seu Facebook. “Loucura! Estava fazendo exames! Ainda não morri!”, escreveu a jornalista. “Alguém postou”.
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos
26 de fevereiro de 2016 1:08 pmProduzir corpos
Folha –
Produzir corpos
Folha – 26/02/2016 02h00
Vladimir Safatle
O impasse profundo no qual se encontram a política e a vida nacional expressa, à sua maneira, uma certa limitação do que poderíamos chamar de nossa “imaginação social”. Crises, como a que vivemos hoje, ligadas não apenas ao esgotamento de um modelo de desenvolvimento chamado de “lulismo”, mas também ao esgotamento dos atores políticos da Nova República, são também crises das formas de se pensar o país.
Conteú
BRAGA-BH
26 de fevereiro de 2016 1:10 pmLava Jato: PF deflagra operação que aponta para corrupção em obr
Lava Jato: PF deflagra operação que aponta para corrupção em obras de ferrovias
Por Estadão Conteúdo |
26/02/2016 08:37″O Recebedor” é desdobramento da Lava Jato que, com base em depoimento, aponta pagamento de propina para a construção de ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), a Operação “O Recebedor” desdobramento da Operação Lava Jato com base em informações colhidas em um depoimento de delação premiada e acordos de leniência que apontaram pagamento de propina para a construção de ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste.
Os mandados são cumpridos no Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Em dezembro, a PF fez a primeira operação resultado de investigações da Lava Jato, a Crátons, que teve como foco a extração e comercialização ilegal de diamantes em terras dos índios cinta-larga, em Rondônia. A Lava Jato investiga esquema de corrupção na Petrobras.As investigações revelaram prática de cartel e lavagem de dinheiro por meio de superfaturamento de obras públicas. Os investigadores concluíram que as empreiteiras realizavam pagamentos regulares, por meio de contratos simulados, a um escritório de advocacia e mais duas empresas sediadas no estado de Goiás, utilizadas como fachada para maquiar origem lícita para o dinheiro proveniente de fraudes em licitações públicas.
BRAGA-BH
26 de fevereiro de 2016 1:17 pmCHEFE DA CASA CIVIL DE ALCKMIN COMPROU IMÓVEL DE EMPREITEIRO POR
CHEFE DA CASA CIVIL DE ALCKMIN COMPROU IMÓVEL DE EMPREITEIRO POR 30% DO VALOR
Do Uol:
Chefe da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido adquiriu de um empreiteiro que tem contratos milionários com o governo do Estado de São Paulo um apartamento de luxo em uma das áreas mais valorizadas da capital paulista por menos de um terço de seu valor de mercado.
Em março de 2007, quando iniciou seu segundo mandato como deputado federal pelo PSDB de São Paulo, Aparecido comprou de Luiz Albert Kamilos e sua mulher, Sarah Giffali de Moura, um apartamento de 366 m², com quatro suítes, cinco vagas na garagem e sacada com vista para o parque Ibirapuera.
Pelo imóvel, Edson Aparecido afirma ter pago R$ 620 mil. A escritura, no entanto, traz o valor de R$ 1,07 milhão. No dia e mês em que o negócio foi fechado, imóvel semelhante no mesmo prédio, na rua Afonso Braz, Vila Nova Conceição, era avaliado em ao menos R$ 2 milhões, levando em conta o valor médio do metro quadrado no bairro (R$ 5.536) calculado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação).
O apartamento do condomínio Maison Charlotte hoje é avaliado por ferramentas de busca em R$ 8,6 milhões. Corretores ouvidos pela reportagem estimam o valor atual entre R$ 7,5 milhões e R$ 10 milhões.
O condomínio está acima de R$ 6.000. O IPTU, segundo a prefeitura, custará este ano R$ 23.535,30 (se pago à vista).
O empreiteiro Luiz Albert Kamilos é dono da Construtora Kamilos Ltda., empresa especializada em infraestrutura de transportes e rodovias, que desde a década de 90 toca obras milionárias para o governo do Estado –especialmente junto ao DER (Departamento de Estradas e Rodagem). Os tucanos governam o Estado de São Paulo desde 1995.
Apenas nos últimos três anos, a Kamilos recebeu R$ 43 milhões do governo Alckmin, segundo o Portal da Transparência do Estado.
Kamilos também faz parte da diretoria do Sinicesp (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo). Sua construtora integra ainda o consórcio Planalto, que, em 2013, venceu leilão feito pelo governo federal do trecho da BR-050 entre Goiás e Minas Gerais. Com a concessão, o consórcio vai receber R$ 95,8 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para investir na rodovia.
José Carlos Lima...
26 de fevereiro de 2016 3:55 pmPara “salvar” a Petrobrás a mídia propõe destruir a Petrobrás
http://outroladodanoticia.com.br/2016/01/13/osvaldo-bertolino-para-salvar-a-petrobras-midia-propoe-destruir-a-petrobras/
Inforo
26 de fevereiro de 2016 5:01 pm24a fase da Operação Lava Jato
Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania –
No post anterior, o Blog antecipou que divulgaria provas de que um conclave ilegal foi formado por órgãos de controle do Estado e por entes privados com a finalidade exclusiva de caçar petistas – e só petistas – em um processo golpista e literalmente ditatorial.
A partir daqui, o leitor receberá prova inquestionável de que a Operação Lava Jato (entenda-se, o juiz Sergio Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal) atuam em simultaneidade com grupos privados de comunicação para desmoralizarem o Partido dos Trabalhadores, o governo Dilma Rousseff e, acima de todos esses, o ex-presidente Lula.
Sem mais delongas, portanto, vamos aos fatos.
Na última terça-feira (23), uma fonte procurou o Blog afirmando que na próxima segunda (29) ou na próxima terça-feira (01/03) será deflagrada a 24a fase da Operação Lava Jato. Nessa fase, serão quebrados os sigilos fiscal e bancário de 43 pessoas e entidades.
Supostamente, essa operação deveria ser sigilosa. As investigações da Lava Jato correm em segredo de Justiça. Nenhum ente privado deveria ter acesso aos próximos passos da operação. Essa é a teoria. Porém, a prática é outra.
A fonte desta página provou ter informações privilegiadas de que na nova fase da Lava Jato serão quebrados os sigilos de Lula, de Marisa, de todos os filhos deles, de suas empresas, do Instituto Lula, da empresa de palestras de Lula, de Fernando Bittar etc.
O mais estarrecedor, porém, foi a informação de que todos os veículos de uma dita “imprensa simpatizante” (como são conhecidos na Lava Jato os veículos que cumprem determinações dos investigadores no sentido de fustigar petistas) já dispunham de cópia da decisão de Moro quebrando o sigilo das 43 pessoas e entidades que o leitor irá conhecer em seguida.
Pedi à fonte que me enviasse a cópia. Travou-se, então, o seguinte diálogo:
[23/2 23:08] +55 41 : É isso. Pode fazer chegar as suas fontes no instituto?[23/2 23:09] Eduardo Guimarães: Me manda a decisão.[23/2 23:09] +55 41 : Não posso, coloco em risco a fonte.[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Se tantos jornalistas têm não há por que[23/2 23:10] +55 41 : Posso ditar a decisão, se quiser.[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Copia a parte do texto sem timbre[23/2 23:11] +55 41 : Colocaram códigos em cada cópia para rastrear quem vazar[23/2 23:11] +55 41 : Se eu puder falar ao fone eu leio a decisão pra vc. É uma lauda.[23/2 23:12] +55 41 : Posso ler aqui no zap. gravar[23/2 23:12] Eduardo Guimarães: Pode gravar um áudio? Isso[24/2 23:12] +55 41 : O que acha?[23/2 23:12] +55 41 : Sim.[24/2 23:12] Eduardo Guimarães: Isso. Grava[23/2 23:13] Eduardo Guimarães: Se tiver número de processo. Dá todas as informações possíveis[23/2 23:14] +55 41 : Vou pra rua gravar. Na rua não tenho web. Então vc vai receber em mais ou menos meia hora. Ok?[23/2 23:15] Eduardo Guimarães: Ok Enviado pelo UOL Mail Android Como se vê, são informações sigilosas que agentes do Estado estão repassando a entes privados (grupos de mídia) de forma absolutamente ilegal e com a finalidade de montar um esquema publicitário para atingir investigados à margem da lei.
O que dirá o STF, por exemplo, sobre esses métodos do juiz Sergio Moro?
Chegamos, portanto, ao ponto de comprovar o que está sendo dito acima. A partir daqui o leitor poderá ler a degravação do áudio enviado pela fonte com todos os dados da decisão do juiz Moro, inclusive com o número da decisão.
DEGRAVAÇÃO
— Essas pessoas e entidades deverão ser alvo da fase 24 da Lava Jato, que deve ser detonada na próxima segunda ou terça
–Continuando. Encerrado aqui. Expediu ofício, etc., etc. A quebra de sigilo inclui todos os dados sobre as contas e transações inclusive a origem do crédito e destino do débito. Outras informações, aqui, orientação ao MP pra implementar a quebra, Receita, comunicação à autoridade policial… Datado de 23 de fevereiro de 2016. Sergio Fernando Moro…
— Decisão 5005896-77.2016.404.7000
— Datada de 23 de fevereiro de 2016
— Sessão judiciária do Paraná. 13a
— Vara Federal de Curitiba.
— Pedido de quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e/ou telefônicos.
— Requerente: Ministério Público Federal
— Acusado: Luiz Inácio Lula da Silva e seguem-se mais ou menos 40 nomes. A partir daí o juiz [Moro] passsa a detalhar o pedido. Vou agora ao deferimento, que é o que interessa.
— Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo bancário e fiscal de:
LILS palestras, eventos e publicações (período 2011 a 2016)
Instituto Luiz Inácio Lula da Silva (período 2005 a 2016)
Luiz Inácio Lula da Silva (período 2003 a 2016)
Marisa Letícia Lula da Silva (período 2003 a 2016)
Fábio Luiz Lula da Silva (2004 a 2016)
G4 entretenimento e tecnologia digital (2004 a 2016)
BR4 participações ltda (2004 a 2016)
Game Corp (2004 a 2016)
LLF participações (período de 2004 a 2016)
FFK participações ltda (2004 a 2016)
Sandro Luiz Lula da Silva (2007 a 2016)
Flex BR tecnologia ltda (2007 a 2016)
Luiz Claudio Lula da Silva (2011 a 2016)
Marcos Claudio Lula da Silva (2007 a 2016)
Fernando Bittar (2004 a 2016)
TV Araras ltda (2004 a 2016)
Costinha assessoria empresarial ltda (2004 a 2016)
M7 produções e comércio de equipamentos ltda (2004 a 2016)
Jonas Leite Suassuna Filho (2004 a 2016)
Editora Go ltda (2004 a 2016)
Imobiliária Zarpar ltda (2004 a 2016)
Go Games ltda (2004 a 2016)
Zapt comércio e serviços ltda (2004 a 2016)
Go [incompreensível] disco ltda (2004 a 2016)
Banco Banca consultoria e projetos ltda (2004 a 2016)
Go mídia participações ltda (2004 a 2016)
Go Mobile produtos e serviços de tecnologia da informação (2004 a 2016)
Go Clean projetos ambientais e energéticos ltda (2004 a 2016)
Imobiliária Go ltda (2004 a 2016)
PJA empreendimentos ltda (2004 a 2016)
Nipo Sistema representação e lançamento (2004 a 2016)
Paulo Tarcísio Okamoto (2004 a 2016)
Oca 2 consultoria e gestão empresarial (2004 a 2016)
Guadelupe comércio de roupas e assessórios ltda (2004 a 2016)
José Filipi Junior (2006 a 2016)
Instituto Diadema de Estudos Municipais (2006 a 2016)
AFC3 engenharia ltda (2006 a 2016)
Adriano Fernandes dos Anjos (2010 a 2011)
Ignes dos Santos Irrigarai Neto (2010 a 2011)
Fernandes dos Anjos e Porto Montagens de estruturas metálicas ltda (2010 a 2011)
Elcio Pereira Vieira (2010 a 2016)
Edvaldo Pereira Vieira (2010 a 2016)
***
Sobre os dois últimos nomes da relação, vale explicar que Elcio é o caseiro do sítio de Atibaia do qual acusam Lula de ser dono e Edvaldo é o irmão dele, que nada tem que ver com o assunto.
Segundo o instituto Lula, ambos foram procurados há poucos dias por quatro procuradores do Ministério Público. Os procuradores não tinham mandato, mas, assim mesmo, interrogaram os dois trabalhadores, que sentiram-se ameaçados.
A primeira grande pergunta que se faz, é a seguinte: quem, diabos, deu poder de polícia para Globos, Folhas, Vejas e Estadões para atuarem conjuntamente com o Ministério Público, a Polícia Federal e, acima de todos, com o juiz Moro?
A Globo, por exemplo, é alvo da Operação Zelotes e é acusada de sonegação de centenas e e centenas de milhões de reais em impostos. Como pode agir como polícia ao lado de Sergio Moro e sua trupe?
O número da decisão de Moro e a relação dos que terão os sigilos quebrados na 24a fase da Lava Jato, a ser desencadeada na semana que vem, comprova que dados sigilosos da Operação vêm sendo sistematicamente vazados para entes privados.
O esquema é tão sofisticado que os vazadores colocam códigos nas cópias que distribuem para saberem que veículo vazou antes da hora, se houver vazamento.
Surge, então, nova pergunta: qual é a finalidade de vazar uma decisão sigilosa da Justiça (com grande antecedência) para grupos privados de mídia? Seria para que fossem fustigando os alvos com matérias, deboches, acusações para que quando essa 24a fase da operação for desencadeada o público já esteja predisposto?
Eis o que o Blog chama de PPA, a Polícia Política Antipetista cujo único objetivo é acusar e prender petistas sem julgamento, sem condenação, em um show midiático com objetivos meramente políticos, dos quais o combate à corrupção passa longe, apesar da retórica.
2/26/2016