VOX POPULI: MAIORIA DESAPROVA OPERAÇÃO CONTRA LULA E ACHA QUE MORO ERROU
O Vox Populi mediu o impacto da operação deflagrada pelo juiz Sergio Moro na manhã de sexta, dia 5, em que o ex-presidente foi submetido a uma condução coercitiva para depor.
Com mais de 15 mil questionários tabulados, a pesquisa apresentou resultados interessantes: 56% desaprovaram a inclusão de Lula na Lava Jato; 43% desaprovaram a conduta de Moro; 34% acham que ele está fazendo um excelente trabalho.
Abaixo, alguns destaques do levantamento:
1) Qual o seu sentimento em relação ao fato de que o ex-presidente Lula foi incluído na investigação da Lava Jato?
Gostei, eu aprovo 41%
Não gostei, não aprovo 56%
Não sei responder 3%
2) Qual a avaliação que você faz do trabalho do juiz Moro nesse processo da Lava Jato?
Aprovo, ele está fazendo um excelente trabalho 34%
Aprovo, mas ele tem exagerado em algumas medidas 22%
Desaprovo 43%
Não sei responder 1%
3) Com qual das frases você se identifica mais?
Não vejo problema algum na forma como foi feita a condução do Lula para depor na Polícia Federal 34%
ou
Achei um exagero a forma como o ex-presidente Lula foi levado a depor pelos agentes da Polícia Federal 65%
Não sei responder 1%
4) Você acredita na inocência do ex-presidente Lula?
Sim, acredito nele 57%
Nao, ele é culpado 34%
Não sei responder 8%
5) Depois que o ex-presidente depôs na Policia Federal ele concedeu uma entrevista coletiva na sede do PT em São Paulo que foi transmitida pela televisão. Você assistiu à entrevista dele?
Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres – proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial – que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.
– Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989.
– Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora.
– Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana.
– Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira.
“Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane”
Se o Brasil tivesse imprensa e não simples repetidores do que dizem promotores e policiais, a esta hora estariam duzias de jornalistas atrás do mandado de “condução coercitiva” para saber para onde determinava ser levado o ex-presidente Lula.
Como não temos, ficamos abertos a versões, como a do colega paranaense Esmael de Moraes – reproduzida pelo Conversa Afiada – de que a intenção era mesmo levá-lo para Curitiba e o plano foi abortado em função do escândalo feito pelo ex-deputado Luizinho no Aeroporto de Congonhas.
Parece-me que a primeira parte é exata, embora eu duvide que, com portas cerradas e comunicação direta com a pista de decolagem, o protesto, de início solitário, pudesse ter sido a razão da mudança de planos.
Também não acho que tenha sido “medo da reação”popular, porque a decolagem se daria por volta de sete horas da manhã.
A ordem dada por Moro para a “condução coercitiva” de Lula era sem destino? “Conduzam-no para onde quiserem?”
“Razões de segurança” para leva-lo a depor no Aeroporto de Congonhas, numa sexta-feira, quando o movimento é maior e um tumulto pode se alastrar, com graves consequências, por um saguão que não é possível isolar?
Contem outra, senhores, por favor. É só olhar a foto acima e ver o imenso e espaçoso prédio da Polícia Federal em São Paulo para ver como são incomparáveis as condições de segurança, em relação a Congonhas. tem várias saídas e, inclusive, um heliporto.
Ou foi uma manobra para fazer espalhafato ou algo que saiu errado no meio do caminho.
Mas isso, só apurando e não anda muito na moda fazê-lo.
O jornalismo brasileiro parece que deixou disso.
E não há que falar em sigilo de Justiça quando a Polícia Federal e o Ministério Público entregam a Diego Escosteguy, da Época, todas as fotos batidas ontem no sítio de Atibaia, inclusive reproduções de (oh!) fotografias do ex-presidente com D. Mariza e do bote de lata com seus nomes pintados. Aliás, também um vídeo mostrando um quatro revirado e o interior dos armários do casal.
Será que esse vazamento interessa saber quem fez?
A quantidade de mentiras pregadas à opinião pública parece não ter fim.
Após o previsível “sacode”, Lula fez o que sabe melhor: envergou a armadura do oprimido por elites e partiu para o ataque, dobrando uma aposta cantada. Com direito a punho cerrado, imagem imortalizada pelos tresloucados comunistas alemães da década de 1920, aqueles cujo radicalismo ajudou a colocar os nazistas ao poder. Ah, e também dos mensaleiros condenados à prisão e afins.
O punho cerrado tem uma longa história e múltiplas interpretações possíveis. O gesto de Lula, portanto, pode ser relacionado a diversos momentos da história, mas Gielow listou apenas um — o qual, segundo ele, teria imortalizado a imagem.
Algumas questões:
1) Por que Gielow citou justamente esse momento da história? Parece até que ele o escolheu a dedo, unicamente a fim de estabelecer uma conexão negativa entre Lula e os “tresloucados comunistas alemães”.
2) Por que Gielow diz que a imagem foi “imortalizada” pelos comunistas alemães? Há algum tipo de consenso entre historiadores a respeito disso, ou é apenas uma conclusão rasa — em outras palavras, chute? O uso do punho cerrado pelo Partido Comunista da Alemanha foi indubitavelmente importante, mas afirmar que foi isso que imortalizou o gesto me parece no mínimo questionável.
As escolhas de Gielow ficam ainda mais estranhas quando consideramos que, em fevereiro de 2014, ele escreveu um texto contando um pouco da história do punho cerrado. Nele, o jornalista reconhecia não ser “fácil precisar historicamente a criação do gesto” e relatava diversos momentos em que a imagem foi utilizada.
Será que Gielow explicitaria essa relação do punho com os comunistas (que não eram apenas comunistas, mas “tresloucados”) — e só com eles — se o tema da coluna fosse Nelson Mandela ou o futebolista Sócrates? Ou seria mais um caso de dois pesos, duas medidas? Não quero comparar Lula a esses dois personagens, apenas lembrar que eles também usavam o gesto.
O bom jornalismo é, em geral, crítico ao poder. Mas é necessário tomar cuidado para que, no afã de ser crítico, não seja injusto ou desnecessariamente maldoso.
Recebi o despacho do juiz Sérgio Moro sobre o pedido de condução coercitiva de Lula.
É um prodígio!
Funciona assim: ele defere “parcialmente” o mandado de condução coercitiva.
Como assim? Seria acaso conduzir um pedaço de Lula? Porque não é possível conduzir “parcialmente” uma pessoa e, claro o Dr. Moro logo explica o que é o “parcialmente”.
É assim: a PF chega lá na casa dele e pergunta: “quer vir conosco agora, já?”
Pelo mandado de Moro, se Lula disser: “Não, agora não, pode ser daqui a duas horas? Poxa, são seis da manhã, acabei de acordar”. Então a resposta, com o aval de Moro é: “não quer, mas vai, teje conduzido!”
Mude os personagens: o delegado para os meganhas: “vocês vão lá e tragam aquele fdp pra delegacia”. “E se ele não quiser vir, doutor”. “Ué, tragam assim mesmo”.
Inacreditável.
As desculpas de Moro sobre a “segurança” que queria garantir seriam todas elas desnecessárias se determinasse que, querendo, o ex-presidente depusesse em seu apartamento. Mesmo não sendo um triplex, não duvido que faltem três cadeiras e uma mesa para colocar um laptop.
Sérgio Moro produziu um despacho cínico, onde dá o que a sede de sangue da Força Tarefa do MP quer, mas diz: cuidado, rapazes, não deixem cair comida no chão e usem guardanapo.
Mas a “condução-não-quer-mas-vai” é seu maior prodígio.
“O senhor está convidado a depor nos próximos cinco minutos, caso contrário será conduzido sob vara”.
Não, Moro não se intimidou com a “reação popular” às seis e meia da manhã.
Isso faz parte das suas preocupações desde o início de tudo o que planejou.
Monta-se a matilha e ele surge de moderado.
Mordam, mas não estraçalhem.
Pior do que um fanático explícito, só um dissimulado.
Não há um pingo de verdade nas palavras de Moro quando diz que não há “antecipação de culpa”.
Lula é culpado muito antes de a Lava Jato começar.
O Conversa Afiada publica informações de pesquisa Vox Populi:
Resultado com 15 mil questionários válidos:
1) Qual o seu sentimento em relação ao fato de que o ex-presidente Lula foi incluído na investigação da Lava Jato? Gostei, eu aprovo – 41% Não gostei, não aprovo – 56% Não sei responder – 3%
2) Qual a avaliação que você faz do trabalho do juiz Moro nesse processo da Lava Jato? Aprovo, ele está fazendo um excelente trabalho – 34% Aprovo, mas ele tem exagerado em algumas medidas – 22% Desaprovo – 43% Não sei responder – 1%
3) Com qual das frases você se identifica mais? Não vejo problema algum na forma como foi feita a condução do Lula para depor na Polícia Federal – 34% ou Achei um exagero a forma como o ex-presidente Lula foi levado a depor pelos agentes da Polícia Federal – 65% Não sei responder – 1%
4)Você acredita na inocência do ex-presidente Lula? Sim, acredito nele – 57% Nao, ele é culpado – 34% Não sei responder – 8%
5) Depois que o ex-presidente depôs na Policia Federal ele concedeu uma entrevista coletiva na sede do PT em São Paulo que foi transmitida pela televisão. Você assistiu à entrevista dele? Sim, assisti tudo – 63% Sim, assisti partes da entrevista – 25% Não, mas fiquei sabendo – 11% Não, estou sabendo disso agora – 1%
“Uma conspiração policial-midiática, golpista, a favor dos interesses da casa-grande”, diz nosso diretor de Redação, Mino Carta, ao refletir sobre a condução coercitiva de Lula para um interrogatório ontem, dia 4 de março. Para ele, a truculência policial contra o ex-presidente coloca o Brasil em um ponto de ruptura que pode ter consequências perigosas.
Se a o a prisão de Lula era manifestamente ilegal, aliás, era sequestro, nenhum funcionário público era obrigado a cumprir a ordem de Moro, até mesmo porque diz a lei que nenhum funcionário publico é obrigado a cumprir ordem ilegal:
“O pior é que esse juiz e procuradores não têm ideia da força popular de Lula. Se Lula fosse levado ontem para Curitiba, como era previsto pelos juízes e procuradores, acabaria preso, pq a intenção era conseguir uma prisão temporária ou preventiva. O que se pergunta agora é por que não foi? Ao que parece o ministro das Forças Armadas impediu o uso de avião da FAB que esperava no aeroporto para levar Lula a Curitiba. O estranho é o silêncio da OAB” Chico Siqueira
A informação de que palestras contratadas por estas empresas e doações feitas ao Instituto Lula têm os valores apresentados pela Lava Jato, é sensacionalista, porém, velha. Os números exibidos hoje correspondem rigorosamente aos divulgados no ano passado pela revista Veja, no que constituiu quebra e vazamento ilegal de sigilo bancário. Exceto pelo vazamento ilegal, não há crime algum nesses valores. Todos os valores foram recebidos com o devido registro e impostos pagos. Instituto Lula.
A Constituição da República está sendo sistematicamente violada no âmbito da Operação Lava-Jato. Os tribunais, ao tolerarem as violações, fragilizam as bases constitucionais da nossa democracia.
As democracias contemporâneas não estão fundadas na força das armas, mas na convicção de que as regras da Constituição e dos Tratados Internacionais de Direitos Humanos, orientadas à contenção do poder e à evitação do arbítrio, obrigam a todos
Como na história recente de tentativas de golpes parlamentares na América Latina, é perceptível um padrão de conduta que define neste momento quase-tardio não mais a qualidade das violações, mas a intensidade e sua oportunidade.
O amplo rol de garantias constitucionais (e das Convenções) é impeditivo da condução coercitiva de pessoas que têm domicílio certo e se fazem representar nos procedimentos. Mas estas conduções antijurídicas foram validadas por tribunais. Por isso são repetidas e apropriadas como espetáculos midiático-políticos.
São da espécie dos espetáculos que se prestam à tentativa de enfraquecer o governo e tomar pela via da criminalização da política a legitimidade que as urnas não oferecem às grandes empresas de mídia e não ofereceram a setores insatisfeitos da oposição.
Da mesma maneira – e muito claramente – a Constituição não admite a prisão provisória a título de castigo. Examino as decisões da Lava-Jato em um projeto de investigação sobre standards probatórios, na UFRJ, e também em razão de consultas que me fizeram sobre a minha opinião acadêmica sobre casos concretos neste âmbito.
Várias prisões foram decretadas em flagrante violação à Constituição – e foram mantidas pelos tribunais – apoiadas em um único argumento: o suspeito ou acusado é culpado da prática dos crimes investigados. Isso viola clara e literalmente a presunção de inocência nos termos da Constituição.
Apenas estes dois exemplos são suficientes para ilustrar a sequência de atentados à Constituição e sua progressão… mas não bastam para determinar o contexto. Com efeito, a tolerância dos tribunais quanto a violações sistemáticas da Constituição, algo que se pensava extinto pelo menos desde 2009, tem muitas causas, mas algumas remetem à nossa conturbada história de gozo com o autoritarismo.
Carlos Lacerda fez fortuna política no campo da direita, empunhando bandeiras de moralismo e nacionalismo que o tornaram imune a críticas sobre fatos de extraordinária gravidade, como a tentativa de golpe de estado em 1955, a bordo do Cruzador Tamandaré, e a falsa “Carta Brandi”, publicada em seu jornal com o propósito de atingir o então vice-presidente João Goulart.
Com sua retórica potente de combate à corrupção, Lacerda foi um dos líderes civis do golpe militar de 64, que teve amplo apoio das classes médias e das elites. Naquela época as “panelas do Leblon” também batiam.
O “moralismo” sempre foi a arma de reserva do arsenal conservador das elites brasileiras. Nunca foi usado para denunciar a escravidão, a exploração das empregadas domésticas, o exílio interno a que estão condenadas as pessoas que moram em favelas sem água e esgoto, a vergonha do salário mínimo pré-2003, o “branqueamento” das nossas virtudes e o “enegrecimento” de nossos defeitos, obra cara aos “intelectuais” que se sentem no direito de serem os porta-vozes da elite que pretende colonizar o seu próprio povo. Alguns encontram cadeira na Academia Brasileira de Letras.
A lista de exemplos da seletividade e desonestidade do moralismo tupiniquim é quase infinita.
O certo é que este moralismo constitui a expressão pública do autoritarismo. É impensável, em certos grupos, que a corrupção seja investigada no Brasil no marco do estado de direito. É impensável não por que seja impossível investigar com regras constitucionais.
Na Alemanha, com regras ainda mais rígidas, o Deutsche Bank foi investigado e as práticas de corrupção punidas. Nos Estados Unidos da América a IBM foi investigada e punida. E assim no mundo democrático, sem que as investigações quebrassem a economia, sacrificassem empregos e, principalmente, sem que as Constituições fossem desrespeitadas e a vontade popular achincalhada.
Nestes lugares ninguém está acima da lei. Não está como potencial investigado, tampouco na condução dos procedimentos legais, pois daqueles a quem a ordem jurídica oferece a legitimidade do uso de armas, por si ou por seus agentes, há de se exigir em grau elevado prudência e respeito às regras da Constituição.
Não há dúvida de que as grandes corporações midiáticas no Brasil criam o ambiente favorável a que decisões inconstitucionais sejam proferidas em um ritmo frenético, que não sejam barradas nos tribunais, e que isso sirva como argumento sobre a sua (falsa) legitimidade… quando em verdade, a história é implacável ao denunciar, retrospectivamente, que a confirmação judicial serve apenas para revelar o quanto os tribunais contribuem, muitas vezes de modo inadvertido, outras vezes não, para consolidar o autoritarismo.
Mais. O projeto de poder que alimenta este contexto simplesmente naturalizou a delação, conferiu credibilidade a ela e nos transformou em um país de Silvérios dos Reis. Não sem muito gozo. A contradição é da essência do moralismo.
Esta é a essência do que chamo de “Lacerdismo Jurídico”, que se compraz até mesmo com a normalidade da tortura, se for empregada contra os de sempre.
Os que derrubam conscientemente as barreiras erguidas pelo estado de direito não tem o benefício da dúvida relativamente ao emprego político que é feito das suas ações.
Estão coniventes e é necessário, mais do que em qualquer outra época recente, que o Supremo Tribunal Federal não os tema, que não tenha receio dos editoriais de uma mídia cuja ausência de isenção é um dado conhecido, que não ceda às investidas golpistas de oportunistas que, derrotados nas urnas, querem mostrar uma vez mais a essa gente de pele morena qual é o seu verdadeiro lugar no Brasil.
Por fim a esse descalabro é urgente e é tarefa do STF.
Um dia, nos anos 90, andava pelas ruas de Buenos Aires e entrei em uma livraria jurídica. Fechada dentro de uma pequena caixa de cristal havia uma Constituição de bolso. Por fora um aviso escrito: En el caso de una emergencia rompa el cristal.
Leia aqui a íntegra da nota enviada pelo Instituto Lula ao Jornal Nacional para ser lida na edição de sábado (5/03). Em negrito, os trechos censurados pela Globo.
“1)O ex-presidente Lula sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecer a verdade e repudia qualquer insinuação diferente disso. O Instituto Lula e a LILS forneceram voluntariamente todos os dados solicitados pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal, que recebeu todas as informações em janeiro. A firme reação da sociedade aos abusos cometidos ontem pela Operação Lava Jato deve servir de alerta aos investigadores para que não persistam em atuar fora da lei.
2) A Operação LavaJato prestará um serviço ao estado de direito se apurar e punir o vazamento do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Lula e dos Instituto Lula para a revista Veja e para as Organizações Globo.
3) O Instituto Lula e a empresa LILS Palestras não têm apenas receitas, também têm despesas, como qualquer instituição. A insistência dos procuradores da Lava Jato em divulgar apenas parte da contabilidade, misturando entidades e recursos distintas, com clara intenção difamatória, é uma vergonha para a instituição do Ministério Público.”
Não é a primeira vez que o telejornal da Família Marinho censura, distorce e frauda as manifestações do Instituto Lula apresentadas, cinicamente, como “outro lado” de seu noticiário faccioso em relação ao ex-presidente Lula.
Na edição deste sábado, a Globo dedicou 4 minutos e 15 segundos a um vídeo que misturava fofocas de policiais anônimos com acusações sem fundamento do Ministério Público Federal (Força Tarefa) ao ex-presidente.
Estas acusações, levianas e irresponsáveis, foram lidas pela repórter, sobre uma reprodução cinematográfica do texto.
Em mais uma exibição de sua falsa imparcialidade, seguiu-se um vídeo de menos de 30 segundos com cenas do ex-presidente Lula, durante os quais se informou laconicamente que o ex-presidente “negou todas as acusações”.
Mas negou como? Com que argumentos, se eles foram omitidos na reportagem? Que espécie de “outro lado” é esse, onde o Ministério Público fala o que quer, pela voz da repórter, pela reprodução de seus documentos, pelas cenas exibidas ao longo de 4 minutos e 30 segundos de acordo com o enredo da acusação, e Lula simplesmente “nega”?
Além disso, se o Jornal Nacional dá tanta importância ao vazamento de informações na Operação Lava Jato, por que não mencionou em sua reportagem principal, de 5 minutos e meio, o tweet do editor ególatra da revista Época, que antecipou a 24a. fase na madrugada de sexta-feira?
Mais do que manipulador, o jornalismo da Globo é desonesto. Ao solicitar manifestação da assessoria do Instituto Lula, a produção do Jornal Nacional escondeu o inteiro teor da reportagem, prática antijornalistica que também se tornou habitual. É o que se pode comprovar no email enviado pela produção à assessoria do Instituto Lula:
O Jornal Nacional está fazendo uma reportagem que vai tratar sobre a busca e apreensão no Instituto Lula.
Segundo apuração da nossa reportagem em Curitiba, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar se houve vazamento de informações sobre a operação. O que o Instituto tem a dizer?
A reportagem vai abordar ainda os valores recebidos pela (LILS) empresa de palestras do Ex- Presidente Lula e pelo Instituto. São quase 30 milhões de reais, de seis empreiteiras entre 2011 e 2014. O que tem a dizer ?
A mensagem foi encaminhada às 19p0, faltando 1 hora e 20 minutos para o Jornal Nacional ir ao ar, a resposta precisaria ser dada até as 20h. Isso mostra que não houve a menor intenção de apurar seriamente os fatos, checar informações duvidosas, dar a Lula a mesma oportunidade de responder que a Lava Jato teve para acusar.
Isso não é, nunca foi e nunca será jornalismo. É o exercício cotidiano da censura, da manipulação e da fraude, numa concessionária de serviço público que constrange e envergonha os verdadeiros profissionais da imprensa.
Assustada com a onda de solidariedade ao ex-presidente Lula, que inflamou sua base de apoio junto aos movimentos sociais, a Globo, que ajudou a implantar uma ditadura militar no Brasil em 1964, agora usa dois de seus colunistas, Merval Pereira e Ricardo Noblat, para espalhar que os militares estão prontos para colocar ordem na casa; “Militares colocaram tropas à disposição para garantir a ordem pública”, disse Merval, que classificou os cidadãos que defendem a democracia como “milícias petistas”; “Os generais estão temerosos com a conjugação das crises política e econômica e com o que possa derivar disso. Cobram insistentemente aos seus interlocutores do meio civil para que encontrem uma saída”, avisa Noblat; Globo tentará repetir 1964?
6 de Março de 2016 às 07:42
247 – A Globo, que ajudou a implantar uma ditadura militar no Brasil, e dela se beneficiou amplamente, construindo de mãos dadas com os generais o maior monopólio de comunicação do mundo, volta a flertar com os quartéis.
Assustada com a onda de solidariedade que se formou em relação ao ex-presidente Lula, composta por juristas, sindicatos, movimentos sociais, entidades estudantis, artistas, intelectuais e, sobretudo, pessoas comuns que ascenderam socialmente durante seus dois governos, a Globo usou dois de seus principais colunistas, Merval Pereira e Ricardo Noblat, para disseminar a tese de que os militares estariam prontos para colocar ordem na casa – assim como em 1964.
Eis o que escreve Merval Pereira, no artigo “Em busca da saída”, publicado neste domingo:
“Já há algum tempo, diante do agravamento da crise político-econômica, militares de alta patente estão conversando com lideranças civis de diversos setores da sociedade, e agora consideram que está na hora de o mundo político encontrar saídas constitucionais para o impasse em que estamos metidos, com o Congresso, que é o único caminho para uma solução em moldes democráticos, paralisado diante de sua própria crise”.
Merval diz ainda que “alguma coisa terá que ser feita, e rápido”. Ele qualifica ainda todos os cidadãos de bem que se manifestam em defesa da democracia como “milícias petistas”. Eis o que escreve o principal porta-voz dos interesses da Globo:
“As milícias petistas mobilizadas na confrontação física nas ruas podem transformar o país em uma Venezuela, e quanto mais os fatos forem desvelados, mais a resposta violenta será a única saída”.
O curioso é que ontem as agressões, como no Instituto Lula e na sede do PT em Belo Horizonte, foram perpetradas por milícias antipetistas, que há anos vêm sendo manipuladas pela Globo. Agora, assustada com a reação popular, a Globo, de novo, pede socorro aos militares.
Leia, aqui, o histórico editorial, com 50 anos de atraso, em que a Globo se desculpa pelo apoio ao regime militar de 1964.
Leia, ainda, o o artigo de Ricardo Noblat, sobre a suposta entrada dos militares em cena:
A crise ganhou um novo componente. E ele veste farda e pilota tanques
05/03/2016 – 06p1
Ricardo Noblat
A condução coercitiva de Lula para depor à procuradores da Lava-Jato não foi o fato que marcou a escalada preocupante da crise política que abala o país e ameaça derrubar o governo.
A crise ganhou um novo componente. Ele veste farda e tem porte de arma. Sua entrada em cena, ontem, foi o fato mais importante do dia em que o país quase parou, surpreso com o que acontecia em São Paulo.
Não é comum ver-se um ex-presidente da República, o primeiro operário entre nós a chegar ao poder, ser conduzido por agentes federais na condição de investigado em bilionário escândalo de corrupção.
Nunca antes na história deste país…
O episódio serviu para demonstrar a solidez de uma democracia reinaugurada por aqui há apenas 31 anos. A lei deve ser igual para todos. Um ex-presidente não merece tratamento especial.
O receio de que a ordem pública virasse desordem foi o que assustou os militares, levando-os a se manifestarem por meio dos canais disponíveis para isso. Há muito que eles não procediam assim.
Um batalhão do Exército, em São Paulo, foi posto de sobreaviso caso os protestos contra e a favor de Lula resultassem em violência, e as polícias militar e civil perdessem o controle da situação.
Geraldo Alckimin não foi o único governador avisado de que poderia contar com a ajuda do Exército se pedisse ou se a presidente da República a autorizasse.
Integrantes do Alto Comando do Exército telefonaram para os governadores dos Estados mais sujeitos a conflitos entre militantes políticos e os preveniram para a necessidade de manter a paz social.
O elenco de autoridades alcançadas pelos telefonemas de generais foi mais amplo. E incluiu ministros de Estado e líderes de partidos, de quase todos os partidos. Os do PT ficaram de fora.
A tensão entre os generais foi desatada quando militantes políticos se agrediram diante do prédio onde Lula mora em São Bernardo. E atingiu seu pico com o discurso de Rui Falcão, presidente do PT.
Enquanto Lula era interrogado na delegacia da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, Falcão pregava a ida para as ruas dos adeptos do PT e a realização de manifestações ruidosas.
Foi um duro discurso, embora pronunciado no tom ameno que caracteriza as falas de Falcão. De imediato, as várias instâncias do partido começaram a se mobilizar em obediência à nova palavra de ordem.
Até então, a máquina do PT parecia inativa, perplexa. No twitter, por exemplo, os termos mais em uso se referiam à prisão de Lula. Nas horas seguintes, os termos mais populares passaram a ser “golpe” e “ruas”.
Os generais estão temerosos com a conjugação das crises política e econômica e com o que possa derivar disso. Cobram insistentemente aos seus interlocutores do meio civil para que encontrem uma saída.
Não sugerem a solução A, B ou C. Respeitada a Constituição, apoiarão qualquer uma – do entendimento em torno de Dilma ao impeachment ou à realização de novas eleições. Mas pedem pressa.
Por inviável, mas também por convicções democráticas, descartam intenções golpistas. Só não querem se ver convocados a intervir em nome da Garantia da Lei e da Ordem como previsto na Constituição.
Nassif, como é típico de um (mau) caráter, FHC amarelou ?
Cartas na mesa
É preciso abrir o jogo: não se trata só de Dilma ou do PT, mas da exaustão do atual arranjo político brasileiro. E mais: o que idealizamos na Constituição de 1988, cujo valor é indiscutível, era construir uma democracia plena e um país decente, com acesso generalizado à Educação pública, Saúde gratuita e Previdência Social. Mais ainda, acesso à terra para os que nela precisassem trabalhar, bem como assistência social aos que dela necessitassem. A execução desse programa encontra dificuldades crescentes porque a estrutura estatal é burocratizada e corporativista. E também porque a sociedade não quer e não pode pagar cada vez mais tributos quando os gastos não param de se expandir.
Era inevitável que nos encontrássemos nessa situação? Não. Contudo, para evitar a crise do sistema de partidos e da relação Executivo/Legislativo, teriam sido necessários, no mínimo, os contrapesos da “lei de barreira” e da proibição de alianças partidárias nas eleições proporcionais, restrição aos gastos de campanha e regras mais severas para seu financiamento.
Mas não é só. A má condução da política econômica tornou impossível ao governo petista seguir oferecendo os benefícios sociais propostos, senão pagando o preço da falência do Tesouro. Não me refiro às bolsas, que vêm do governo Itamar, foram ampliadas em meu governo e consolidadas nos governos petistas: elas são grãos de areia quando comparadas com as “bolsas empresários” oferecidas pelos bancos públicos com recursos do Tesouro. Sem mencionar o grau inédito de corrupção, azeite que amaciou as relações entre governos, partidos e empresas e que deu no que deu: desmoralização e desesperança. Oxalá continue a dar cadeia também.
Diante disso, como manter a ilusão de que as instituições estão funcionando? Algumas corporações do Estado, sim, se robusteceram: partes do Ministério Público e da Polícia Federal, segmentos do Judiciário, as Forças Armadas e partes significativas da burocracia pública, como no Itamaraty, na Receita e em algum ministério, ou no Banco Central. Entretanto, no conjunto, o Estado entrou em paralisia, não só o Executivo, como também a burocracia e o Congresso. Este pelas causas acima aludidas, cuja consequência mais visível é a fragmentação dos partidos e a quase impossibilidade de se constituir maiorias para enfrentar as dificuldades que estão levando ao desmonte do sistema político.
Nada disso ocorreu de repente. Repito o que disse em outras oportunidades: na viagem que a presidente Dilma fez em 2013 para prestar homenagens fúnebres a Mandela, acompanhada por todos os ex-presidentes, eu mesmo lhes disse: o sistema político acabou; nossos partidos não podem ou não querem mudar; busquemos os mínimos denominadores comuns para sair do impasse, pois somos todos responsáveis por ele. Apenas o presidente Sarney se mostrou sensível às minhas palavras.
Agora é tarde. Estamos em situação que se aproxima à da Quarta República Francesa, cujo fim coincidiu com os desajustes das guerras coloniais, tentativas de golpe e, finalmente, a solução gaullista. Aqui as Forças Armadas, como é certo, são garantes da ordem e não atores políticos. É hora, portanto, de líderes, de pessoas desassombradas, dizerem a verdade: não sairemos da encalacrada sem um esforço coletivo e uma mudança nas regras do jogo. A questão não é só econômica. Sobre as medidas econômicas, à parte os aloprados de sempre, vai-se formando uma convergência, basta ler nos jornais o que dizem os economistas.
Mesmo temas sensíveis, nos quais ousei tocar quando exercia a Presidência e que caro me custaram em matéria de popularidade, voltam à baila: no âmbito trabalhista, como disse o novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Gandra Martins, citando como exemplo o Programa de Proteção ao Emprego, comecemos por aceitar que o acordado entre os sindicatos prevaleça sobre o legislado, desde que respeitadas as garantias fundamentais asseguradas aos trabalhadores pela CLT. Enfrentemos o déficit previdenciário, definindo uma idade mínima para a aposentadoria que se efetive progressivamente, digamos, em dez anos. Aspiremos, com audácia, que um novo governo, formado dentro das regras constitucionais, leve o Congresso a aprovar algumas medidas básicas que limitem o endividamento federal, compatibilizemos gasto público com o crescimento do PIB e das receitas, e melhorem o sistema tributário, em especial em relação ao ICMS.
Dentre as medidas fundamentais a serem aprovadas, a principal é, obviamente, a reformulação da legislação partidário-eleitoral. O nó é político: eleições com a legislação atual resultarão na repetição do mesmo despautério no Legislativo. Há que mudar logo a lei dos partidos, restringindo a expansão de seu número, e alterando as regras de financiamento eleitoral para evitar a corrupção. Por boas que tenham sido as intenções da proibição de contribuição de empresas aos partidos, teria sido melhor limitar a contribuição de cada conglomerado econômico a, digamos, X milhões de reais, obrigando as empresas a doarem apenas ao partido que escolherem, e por intermédio do Tribunal Superior Eleitoral, que controlaria os gastos das campanhas. A proibição pura e simples pode levar, como ocorreu em outros países, a que o dinheiro ilícito, de caixa dois ou do crime organizado, destrua de vez o sistema representativo.
Ideias não faltam. Mas é preciso mudar a cultura, o que é lento, e reformar já as instituições. É tempo para que se verifique a viabilidade, como proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil e por vários parlamentares, de instituir um regime semiparlamentarista, com uma Presidência forte e equilibradora, mas não gerencial. Só nas crises se fazem grandes mudanças. Estamos em uma. Mãos à obra.
Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, já não é mais unanimidade nacional, como revelou o instituto Vox Populi, mas mantém com a Rede Globo e o sistema “S” – ambos têm projeto de derrubar o governo Dilma Rousseff; na próxima quinta-feira, 10 de março, em Curitiba, Moro e o jornalista William Waack — do elenco da emissora fluminense — debaterão “corrupção” na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep); sistema “S” é apontado como um dos maiores sonegadores de impostos do país, e, segundo o deputado federal João Arruda (PMDB-PR), o prejuízo ao erário pode ultrapassar R$ 18 bilhões ao ano; parlamentar propõe a criação de uma CPI para investigar desvios para a especulação no mercado financeiro; entidade empresarial teme protesto.
O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, já não é mais unanimidade nacional, como revelou o instituto Vox Populi. Entretanto, a parceria entre o magistrado e a Globo continua numa boa…
Na próxima quinta-feira, 10 de março, em Curitiba, Moro e o jornalista William Waack — do elenco da emissora fluminense — debaterão o tema “corrupção” na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), entidade integrante do sistema “S”, que também tem como objetivo derrubar a presidente Dilma Rousseff.
O diabo é que o próprio sistema “S” é apontado como um dos maiores sonegadores de impostos do país, e, segundo o deputado federal João Arruda (PMDB-PR), o prejuízo ao erário pode ultrapassar R$ 18 bilhões ao ano. O parlamentar propõe a criação de uma CPI para investigar desvios desses recursos que seriam utilizados na especulação do mercado financeiro.
A Fiep deverá reforçar a segurança na Avenida das Torres, onde fica uma das sedes da entidade, pois teme protestos contra a presença do juiz Sérgio Moro e do jornalista da Globo em virtude da espetacularização da “condução coercitiva” do ex-presidente Lula, na última sexta-feira (4), durante depoimento na 24ª fase da Lava Jato.
É chegado o momento de tomar posição, por Hildegard Angel9.5K1 sab, 05/03/2016 – 19:41Por Hildegard Angel É chegado o momento, mais do que nunca, de tomar posição A sociedade precisa refletir sobre a gravidade do atual momento brasileiro, quando o que se parece pretender não é o cumprimento da lei, é a perseguição a um político que um grupo não aprova: Lula. Quando exorbita-se com 1, exorbita-se com 1 milhão. Já vimos esse filme. Os golpistas são os mesmos, as táticas iguais às de 54 e 64, os caminhos percorridos idênticos, os argumentos se repetem. Sequer têm imaginação para tirar novidade da cartola, um discurso que não seja aquele mesmo velho discurso lacerdista da corrupção, quando sabemos que os políticos da oposição que mais batem no peito simulando honradez têm todos “a mão amarela”. Vergonha dos companheiros da imprensa – não mais os chamarei de companheiros – que ajudaram a fazer ferver esse caldeirão para desestabilizar o Brasil e promover o caos, disseminando meias verdades, verdades transversas, dados manipulados, insinuações cínicas. É chegado o momento, mais do que nunca, de tomar posição. Assim eu faço. Nojo daqueles que se submetem ao papel triste de aliciar a mente desprotegida e desarmada de brasileiros, fazendo um trabalho massivo de subversão da consciência nacional em nome da conveniência de seus patrões. Transformaram o Brasil num vale tudo, e o povo já sai às ruas. Era isso que eles pretendiam: transformar o Brasil num circo e ver esse circo pegar fogo para, enfim, alcançarem o poder, pois, pela via democrática do voto, não conseguem.
Juíza que mandou exonerar ministro da Justiça é acusada de cinco crimes
por Guilherme Amado
04/03/2016 19:57Reprodução da internet | Divulgação Secom BA
A juíza Solange Salgado da Silva Ramos de Vasconcelos, que deu uma liminar exonerando o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, foi denunciada pela Procuradoria Regional da República da 1a Região por gestão fraudulenta, falsidade ideológica, apropriação indébita, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
O MPF quer processar Solange por suspeita de crimes cometidos durante sua passagem pela presidência da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer).
Segundo a denúncia, durante dez anos a Ajufer firmou contratos fictícios com a Fundação Habitacional do Exército, usando indevidamente o nome de juízes federais que desconheciam a fraude.
O dinheiro era sacado na boca do caixa e passado a laranjas. A Corte Especial do TRF-1 começou a julgar o caso ontem, mas uma desembargado
Ditadura Comunista: EUA preparam invasão ao Canadá (depois do Br Ditadura Comunista: EUA preparam invasão ao Canadá (depois do Brasil)
EUA preocupados com mais esta aberração: governo que pretende que cidadãos não-americanos prosperem! É realmente um absurdo!!! E o $$$$ dos Bancos ?????
Em O Globo
Canadá abraça o déficit para estimular a economia
Premier Justin Trudeau defende gastos públicos para acelerar expansão
(Foto)
Com queda do petróleo, premier Trudeau aposta em estímulos – Jonathan Hayward/AP/2-3-2016
OTTAWA – Indo em uma direção oposta ao que poderia parecer lógico, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, resolveu abraçar de vez o déficit das contas públicas do país — cujas receitas foram afetadas pela queda dos preços do barril de petróleo. Agora, o país pode registrar seu primeiro ano de resultado negativo nas contas públicas em mais de 30 anos. E será por vontade própria.
No fim de fevereiro, o ministro das Finanças do país, Bill Morneau, indicou que o país pode encerrar o próximo ano fiscal — que começa em abril — com um déficit de cerca de 30 bilhões de dólares canadenses. No entanto, em sua campanha eleitoral, Trudeau dizia que os déficits anuais do Canadá não passariam de 10 bilhões de dólares canadenses.
Trudeau se elegeu defendendo o fim da consolidação fiscal, que o seu partido aponta como responsável pelo fraco crescimento econômico do país. No ano passado, o PIB canadense cresceu 1,2%, menos da metade da expansão de 2,5% registrada em 2014. O banco central do país cortou a taxa de juros duas vezes no ano passado, para apenas 0,5% ao ano.
Trudeau vem defendendo que os líderes globais devem apostar mais nos gastos do governo e menos na política monetária para estimular o crescimento.
— Minha mensagem para outros líderes de governo é: não caiam na armadilha de pensar que equilibrar as contas é um fim em si — disse Trudeau em entrevista na semana passada.
Na ocasião, o premier ressaltou a importância do gasto em infraestrutura e de medidas para aumentar as receitas da classe média, que ele diz serem críticas para estimular o crescimento do país. O governo argumenta que controlar os gastos agora seria ainda mais danoso à economia.
Trudeau afirmou, ainda, que os países devem considerar orçamentos balanceados, quando possível. No entanto, fez uma ressalva:
— Mas não dê atenção excessiva a isso porque você pode estar perdendo oportunidades de fazer sua economia crescer, de ajudar os cidadãos a prosperarem.
Farofada na mansão de Paraty Midia NINJA41 mins ago3 min read Foto: Mídia NINJA
Globo: Nós invadimos ‘sua’ praia!
Ativistas ocupam Triplex da família Marinho em Paraty
fotos e texto por Mídia NINJA
Farofeiros estão invadindo nesse momento a praia da família Marinho em Paraty — RJ, encravada no melhor ponto da Mata Atlântica brasileira. O triplex do clã hegemônico da mídia familiar foi ocupado neste domingo pela farofa chic da indignação.
Para ser erguida hoje, de acordo com o portal DCM, a mansão custaria cerca de R$ 8 milhões, pelas dificuldades técnicas e qualidade do material, cerca de R$ 6 mil por m² e poderia ser vendida por algo em torno de 20 a 80 milhões com o terreno. Apesar da propriedade ser privada, todas as praia brasileiras são públicas por lei.
Tradicional inimiga das causas populares e democráticas, a Rede Globo, líder do monopólio midiático brasileiro, tem se superado cada vez mais em termos de manipulação da informação, da mentira e do assassinato de reputações. Tudo em nome dos seus interesses políticos e comerciais. A família Marinho é a grande inimiga do interesse público no Brasil.
Foto: Mídia NINJA
Ao desculpar-se pela colaboração no Golpe de 64, a Globo alertou que já tramava outro. Mas os tempos mudaram e já não somos os mesmos. Sabemos perfeitamente que seu império foi erguido durante a Ditadura Militar com recursos que pertencem à sociedade brasileira. Tudo que é da Globo é nosso. Nós vamos invadir sua praia!
EX-MINISTRO PETISTA CRITICA LULA E DIZ QUE O PT MODOU PARA PIOR
Publicado: 05 de março de 2016 às 18:42 – Atualizado às 21:36
“O Lula abriu um guarda-chuva enorme. Veio um amigo daqui, um amigo dali, que criaram situações. Agora, cabe a ele explicar, com toda a franqueza.” É essa a expectativa do petista histórico Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul (1999-2003) e ex-ministro das Cidades no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).
Fundador do PT, em 1980, junto com o também sindicalista que virou presidente da República, Dutra, aos 74 anos, bancário aposentado, é presidente de honra do PT gaúcho. “Não sou candidato a nada, não quero ser, não serei, não devo ser, nem ao Legislativo, nem a um posto executivo”, disse em entrevista por telefone na tarde da última terça-feira, 1.
O mote da entrevista foi a investigação sobre a ligação do ex-presidente Lula com dois imóveis – um apartamento no Guarujá e um sítio em Atibaia – em andamento na Operação Lava Jato e no Ministério Público de São Paulo, contestada pelo ex-presidente e seus advogados no Supremo Tribunal Federal.
Além de comentá-la, o também ex-deputado constituinte (86-89) e ex-prefeito de Porto Alegre (1999-2003) aprofundou suas críticas ao PT e ao que chamou de “trampolinagem política”. A par da crítica amarga, Olívio Dutra mantém a esperança: “Eu sou PT e quero que o meu partido saia dessa inhaca em que se meteu por essa política do pragmatismo e da governabilidade a qualquer custo”.
Como o sr. está vendo as denúncias contra o presidente Lula? A visão que marcou a criação do PT foi essa de que a coisa pública não é propriedade do governante, dos seus amigos, dos seus familiares, dos seus partidários. Essa visão não pode mudar assim, no bojo das situações e das circunstâncias. Isso é um ideário básico. Está nas razões da fundação do PT. São questões permanentes.
E isso mudou? Um partido que nasceu para ser um contestador da política tradicional e fazer da política a construção do bem comum de repente está não sendo diferente de nada das tantas coisas que criticava, contra as quais nos colocávamos diametralmente opostos. O Estado não é propriedade privada ou pessoal de ninguém, nem do governante, nem dos grupos econômicos, nem da mídia.
O PT perdeu esse foco? O PT não podia perder esse objetivo na sua ação política. O PT deixou de fazer a discussão que devia ter feito. Lutamos contra a ditadura e contra as estruturas do Estado, contra os interesses dos mais poderosos, dos mais ricos, dos mais influentes. Queríamos fazer a máquina do Estado funcionar com outra lógica…
E não foi isso que aconteceu? Eu tenho essa visão crítica. Eu acho que o PT está envolvido num espaço de atuação em que perdeu a sua identidade e se misturou com a política mais tradicional. Quem mudou não foram os adversários. Nós é que mudamos – e, no meu entendimento, para pior. Há necessidade de resgatar essa discussão da política como a construção do bem comum.
O que o sr. achou das explicações do ex-presidente Lula para o tríplex de Guarujá e o sítio de Atibaia? Eu não converso com o Lula há bastante tempo. Tenho uma enorme estima pelo Lula, que conheci em 1975, nas lutas sérias. Tenho uma preocupação com as coisas que o Lula está sofrendo. Mas eu também fico me perguntando, em relação àquele sítio lá, e ao tríplex, por que não esclarecem logo tudo, publicamente?
Transparência total… O Lula não tem nada a perder com essa transparência. Quem exerce cargos importantes sabe que os antigos inimigos se transformam em amigos. Alguns continuam sendo amigos porque ainda acham que tu podes exercer influências. Se aproximam, fazem gestos, buscam levar para uma festa, para um coquetel, uma viagem. Nada disso é de graça, tudo faz parte da trampolinagem política. Então, tem que ter a pulga atrás da orelha. O Lula não tem nada de ingênuo. É uma grande figura, de sensibilidade, com capacidade de prever as coisas, de ver longe. Eu acho que ele abriu um guarda-chuva enorme, e debaixo desse guarda-chuva veio um amigo daqui, um amigo dali, que criam situações. Agora, cabe a ele explicar, com toda a franqueza.
Como o sr. vê o fato de o Instituto Lula ser financiado pelas empreiteiras e do presidente Lula levar uma vida profissional bancado por palestras pagas pelas mesmas empreiteiras? É natural na política tradicional, vem de séculos até. Então, aí não inovamos. O partido não inovou. Devia se confrontar com essas condutas e muitas vezes foi assimilando isso. Então, estamos no mesmo balaio. Essa é a questão. O Fernando Henrique Cardoso também tem um instituto. Agora, só porque ele tem, nós também temos que ter? O Sarney também tem, e aí tudo se justifica. Aí acontece o que eu chamo briga de bugio. Os bugios, quando se desentendem, fazem as fezes na mão e jogam uns contra os outros. É um processo evidente de degradação da política.
No qual o sr. considera que o PT entrou? Não inovamos, pelo pragmatismo. Se está no poder, tem que governar. E, para governar, você faz um acerto aqui com esse, ali com aquele outro, e vai sendo engolido por um processo que era para ser transformado.
O Instituto Lula e o próprio ex-presidente ficaram maiores que o partido, não? O Instituto Lula não é uma excrescência, mas não é uma inovação positiva. No PT, também os mandatos legislativos e executivos são estruturas maiores que as instâncias partidárias. Um vereador em São Paulo tem uma estrutura própria maior que a instância do partido. Acabam formando estruturas próprias, que se sobrepõem às estruturas democráticas do partido, criam disputas inclusive na base partidária, para ver quem é que vai ocupar o espaço. Não instigamos um debate provocativo por dentro dessa máquina. Como ir para dentro da máquina do Estado, que não funciona bem para a maioria da população, e não ser absorvido pela máquina, não ajudar de dentro para fora aqueles que de fora para dentro lutam para que essa máquina funcione com outra lógica? Essa é a questão.
E como resolve isso? Tem que fazer uma autocrítica séria, o que não fizemos até agora. A maioria, que tem a direção do partido, não fez essa autocrítica séria. O partido não pode simplesmente achar que não cometeu erros. Figuras importantes, em cargos importantes dentro do governo, cometeram erros seriíssimos, agredindo inclusive o patrimônio ético moral do partido e da política. O (Paulo) Maluf, por exemplo. Eu nunca podia imaginar que um dia nós estivéssemos de braços dados com o Maluf. E por aí vai.
Nos cargos executivos que o sr. exerceu – prefeito, governador, ministro –, como administrou eventuais ofertas de empreiteiras, palestras, por exemplo, durante ou depois do mandato? Eu nunca peguei dinheiro com palestra, nunca me dispus a isso.
O sr. nunca quis fazer o Instituto Olívio Dutra? Não. Até porque é outra conjuntura, é outra realidade. Não sou o sal da terra e nem quero dizer que a minha experiência é a melhor. Nós também enfrentamos coisas contraditórias por aqui.
Qual era o seu parâmetro? Governar bem para a maioria às vezes significa esgarçar as relações com setores que querem tirar proveito próprio de uma relação pessoal, com aquele grupo, com aquela família, com aquela pessoa. Eu sempre tive um pé atrás com isso. Nunca fui unanimidade no meu partido, nunca fui, nem hoje. Hoje eu sou oposição à direção nacional, mas eu sou PT e quero que o meu partido saia dessa inhaca em que se meteu por essa política do pragmatismo e da governabilidade a qualquer custo.
E como é que sai? Nós temos estruturas que precisam ser mudadas. A estrutura política partidária que existe hoje é uma excrescência, para dizer o mínimo. Tu eleges um presidente da República, ou uma presidente, como é a Dilma, com um projeto. E o Congresso é composto majoritariamente por aqueles que defenderam outro projeto. E, no entanto, por serem maioria, eles vêm para dentro do governo. Isso cria uma contradição. Tudo vira um toma lá dá cá, um é dando que se recebe. E nós não mexemos nessa estrutura, não fizemos reforma política séria, nem reforma tributária, nem reforma agrária, nem reforma urbana, que ficou tudo no Judiciário. Continuam dando isenção tributária a grupos poderosos. Nós não mexemos nessas coisas. Fizemos muito, mas deixamos muito por fazer. E fizemos muita coisa errada também. A política não pode ser uma manobra dos mais espertos, dos mais atilados. Tem que ser a construção do bem comum com o protagonismo das pessoas. (AE)
Portão do Instituto Lula, que já havia sido alvo de bomba ano passado, amanheceu pichado neste sábado (5). O vandalismo não durou muito. Jovens do movimento negro e estudantil grafitaram rapidamente o portão
veras
6 de março de 2016 3:13 amPesquisa Vox Populi
Do DCM
VOX POPULI: MAIORIA DESAPROVA OPERAÇÃO CONTRA LULA E ACHA QUE MORO ERROU
O Vox Populi mediu o impacto da operação deflagrada pelo juiz Sergio Moro na manhã de sexta, dia 5, em que o ex-presidente foi submetido a uma condução coercitiva para depor.
Com mais de 15 mil questionários tabulados, a pesquisa apresentou resultados interessantes: 56% desaprovaram a inclusão de Lula na Lava Jato; 43% desaprovaram a conduta de Moro; 34% acham que ele está fazendo um excelente trabalho.
Abaixo, alguns destaques do levantamento:
1) Qual o seu sentimento em relação ao fato de que o ex-presidente Lula foi incluído na investigação da Lava Jato?
Gostei, eu aprovo 41%
Não gostei, não aprovo 56%
Não sei responder 3%
2) Qual a avaliação que você faz do trabalho do juiz Moro nesse processo da Lava Jato?
Aprovo, ele está fazendo um excelente trabalho 34%
Aprovo, mas ele tem exagerado em algumas medidas 22%
Desaprovo 43%
Não sei responder 1%
3) Com qual das frases você se identifica mais?
Não vejo problema algum na forma como foi feita a condução do Lula para depor na Polícia Federal 34%
ou
Achei um exagero a forma como o ex-presidente Lula foi levado a depor pelos agentes da Polícia Federal 65%
Não sei responder 1%
4) Você acredita na inocência do ex-presidente Lula?
Sim, acredito nele 57%
Nao, ele é culpado 34%
Não sei responder 8%
5) Depois que o ex-presidente depôs na Policia Federal ele concedeu uma entrevista coletiva na sede do PT em São Paulo que foi transmitida pela televisão. Você assistiu à entrevista dele?
Sim, assisti tudo 63%
Sim, assisti partes da entrevista 25%
Não, mas fiquei sabendo 11%
Webster Franklin
6 de março de 2016 3:44 amAlém do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Lon
[video:https://youtu.be/049U7TjOjSA%5D Publicado em 3 de mai de 2012
Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres – proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial – que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.
– Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989.
– Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora.
– Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana.
– Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira.
“Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane”
BBC de Londres
Produtor: Simon Hartog
Categoria
Notícias e política
Licença
Licença padrão do YouTube
Webster Franklin
6 de março de 2016 3:51 amO que fez parar o sequestro de Lula para Curitiba?
Tijolaço
O que fez parar o sequestro de Lula para Curitiba?
Por Fernando Brito · 05/03/2016
Se o Brasil tivesse imprensa e não simples repetidores do que dizem promotores e policiais, a esta hora estariam duzias de jornalistas atrás do mandado de “condução coercitiva” para saber para onde determinava ser levado o ex-presidente Lula.
Como não temos, ficamos abertos a versões, como a do colega paranaense Esmael de Moraes – reproduzida pelo Conversa Afiada – de que a intenção era mesmo levá-lo para Curitiba e o plano foi abortado em função do escândalo feito pelo ex-deputado Luizinho no Aeroporto de Congonhas.
Parece-me que a primeira parte é exata, embora eu duvide que, com portas cerradas e comunicação direta com a pista de decolagem, o protesto, de início solitário, pudesse ter sido a razão da mudança de planos.
Também não acho que tenha sido “medo da reação”popular, porque a decolagem se daria por volta de sete horas da manhã.
A ordem dada por Moro para a “condução coercitiva” de Lula era sem destino? “Conduzam-no para onde quiserem?”
“Razões de segurança” para leva-lo a depor no Aeroporto de Congonhas, numa sexta-feira, quando o movimento é maior e um tumulto pode se alastrar, com graves consequências, por um saguão que não é possível isolar?
Contem outra, senhores, por favor. É só olhar a foto acima e ver o imenso e espaçoso prédio da Polícia Federal em São Paulo para ver como são incomparáveis as condições de segurança, em relação a Congonhas. tem várias saídas e, inclusive, um heliporto.
Ou foi uma manobra para fazer espalhafato ou algo que saiu errado no meio do caminho.
Mas isso, só apurando e não anda muito na moda fazê-lo.
O jornalismo brasileiro parece que deixou disso.
E não há que falar em sigilo de Justiça quando a Polícia Federal e o Ministério Público entregam a Diego Escosteguy, da Época, todas as fotos batidas ontem no sítio de Atibaia, inclusive reproduções de (oh!) fotografias do ex-presidente com D. Mariza e do bote de lata com seus nomes pintados. Aliás, também um vídeo mostrando um quatro revirado e o interior dos armários do casal.
Será que esse vazamento interessa saber quem fez?
A quantidade de mentiras pregadas à opinião pública parece não ter fim.
http://tijolaco.com.br/blog/o-que-fez-parar-o-sequestro-de-lula-para-curitiba/
romério rômulo
6 de março de 2016 4:19 amO apartamento de FHC na Trump Tower e outros negócios: DCM.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-caso-do-ex-diretor-da-glob-que-abriu-concessionarias-de-tv-em-sociedade-com-o-amigo-de-fhc-que-empregou-mirian-dutra-no-exterior-por-joaquim-de-carvalho/
romério
Mariana Sampaio
6 de março de 2016 6:03 amLula e o punho cerrado
http://www.nb4.org/nabuco/2016/03/06/lula-e-o-punho-cerrado/
Lula e o punho cerrado
Igor Gielow, na Folha:
Após o previsível “sacode”, Lula fez o que sabe melhor: envergou a armadura do oprimido por elites e partiu para o ataque, dobrando uma aposta cantada. Com direito a punho cerrado, imagem imortalizada pelos tresloucados comunistas alemães da década de 1920, aqueles cujo radicalismo ajudou a colocar os nazistas ao poder. Ah, e também dos mensaleiros condenados à prisão e afins.
O punho cerrado tem uma longa história e múltiplas interpretações possíveis. O gesto de Lula, portanto, pode ser relacionado a diversos momentos da história, mas Gielow listou apenas um — o qual, segundo ele, teria imortalizado a imagem.
Algumas questões:
1) Por que Gielow citou justamente esse momento da história? Parece até que ele o escolheu a dedo, unicamente a fim de estabelecer uma conexão negativa entre Lula e os “tresloucados comunistas alemães”.
2) Por que Gielow diz que a imagem foi “imortalizada” pelos comunistas alemães? Há algum tipo de consenso entre historiadores a respeito disso, ou é apenas uma conclusão rasa — em outras palavras, chute? O uso do punho cerrado pelo Partido Comunista da Alemanha foi indubitavelmente importante, mas afirmar que foi isso que imortalizou o gesto me parece no mínimo questionável.
As escolhas de Gielow ficam ainda mais estranhas quando consideramos que, em fevereiro de 2014, ele escreveu um texto contando um pouco da história do punho cerrado. Nele, o jornalista reconhecia não ser “fácil precisar historicamente a criação do gesto” e relatava diversos momentos em que a imagem foi utilizada.
Será que Gielow explicitaria essa relação do punho com os comunistas (que não eram apenas comunistas, mas “tresloucados”) — e só com eles — se o tema da coluna fosse Nelson Mandela ou o futebolista Sócrates? Ou seria mais um caso de dois pesos, duas medidas? Não quero comparar Lula a esses dois personagens, apenas lembrar que eles também usavam o gesto.
O bom jornalismo é, em geral, crítico ao poder. Mas é necessário tomar cuidado para que, no afã de ser crítico, não seja injusto ou desnecessariamente maldoso.
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos
6 de março de 2016 1:11 pmIgor Gielow é um cadaver
Igor Gielow é um cadaver insepulto da Guerra Fria.
Aqui no Brasil, como se vê, a guerra fria está mais quente do que nunca.
Amarildo
6 de março de 2016 6:41 amO cinismo de um juiz maquiavélico
O “convite” do Dr. Moro: “Quer vir espontaneamente agora, Lula? Não. Mas vai, desgraçado!”
Por Fernando Brito · 05/03/2016, no Conversa Afiada
Recebi o despacho do juiz Sérgio Moro sobre o pedido de condução coercitiva de Lula.
É um prodígio!
Funciona assim: ele defere “parcialmente” o mandado de condução coercitiva.
Como assim? Seria acaso conduzir um pedaço de Lula? Porque não é possível conduzir “parcialmente” uma pessoa e, claro o Dr. Moro logo explica o que é o “parcialmente”.
É assim: a PF chega lá na casa dele e pergunta: “quer vir conosco agora, já?”
Pelo mandado de Moro, se Lula disser: “Não, agora não, pode ser daqui a duas horas? Poxa, são seis da manhã, acabei de acordar”. Então a resposta, com o aval de Moro é: “não quer, mas vai, teje conduzido!”
Mude os personagens: o delegado para os meganhas: “vocês vão lá e tragam aquele fdp pra delegacia”. “E se ele não quiser vir, doutor”. “Ué, tragam assim mesmo”.
Inacreditável.
As desculpas de Moro sobre a “segurança” que queria garantir seriam todas elas desnecessárias se determinasse que, querendo, o ex-presidente depusesse em seu apartamento. Mesmo não sendo um triplex, não duvido que faltem três cadeiras e uma mesa para colocar um laptop.
Sérgio Moro produziu um despacho cínico, onde dá o que a sede de sangue da Força Tarefa do MP quer, mas diz: cuidado, rapazes, não deixem cair comida no chão e usem guardanapo.
Mas a “condução-não-quer-mas-vai” é seu maior prodígio.
“O senhor está convidado a depor nos próximos cinco minutos, caso contrário será conduzido sob vara”.
Não, Moro não se intimidou com a “reação popular” às seis e meia da manhã.
Isso faz parte das suas preocupações desde o início de tudo o que planejou.
Monta-se a matilha e ele surge de moderado.
Mordam, mas não estraçalhem.
Pior do que um fanático explícito, só um dissimulado.
Não há um pingo de verdade nas palavras de Moro quando diz que não há “antecipação de culpa”.
Lula é culpado muito antes de a Lava Jato começar.
Moro apenas baila o balé das formalidades.
Que os tolos se enganem.
Cris K.
6 de março de 2016 12:21 pmHipócrita
Contraditório e ilógico, deu aval ao circo, como se houvesse condução coercitiva sem coerção.
Alegou preocupação com a preservação da imagem…de Lula? Não, com a imagem da Globo.
Amarildo
6 de março de 2016 7:11 amBob Fernandes: a guerra foi declarada
[video:https://youtu.be/Nnx91wtuVq8%5D
Irene Rir
6 de março de 2016 7:17 amLula respira fundo
Vox Populi: Moro e Globo tomam uma surra
Lula é inocente ! Imprimirpublicado 05/03/2016
O Conversa Afiada publica informações de pesquisa Vox Populi:
Resultado com 15 mil questionários válidos:
1) Qual o seu sentimento em relação ao fato de que o ex-presidente Lula foi incluído na investigação da Lava Jato?
Gostei, eu aprovo – 41%
Não gostei, não aprovo – 56%
Não sei responder – 3%
2) Qual a avaliação que você faz do trabalho do juiz Moro nesse processo da Lava Jato?
Aprovo, ele está fazendo um excelente trabalho – 34%
Aprovo, mas ele tem exagerado em algumas medidas – 22%
Desaprovo – 43%
Não sei responder – 1%
3) Com qual das frases você se identifica mais?
Não vejo problema algum na forma como foi feita a condução do Lula para depor na Polícia Federal – 34%
ou
Achei um exagero a forma como o ex-presidente Lula foi levado a depor pelos agentes da Polícia Federal – 65%
Não sei responder – 1%
4)Você acredita na inocência do ex-presidente Lula?
Sim, acredito nele – 57%
Nao, ele é culpado – 34%
Não sei responder – 8%
5) Depois que o ex-presidente depôs na Policia Federal ele concedeu uma entrevista coletiva na sede do PT em São Paulo que foi transmitida pela televisão. Você assistiu à entrevista dele?
Sim, assisti tudo – 63%
Sim, assisti partes da entrevista – 25%
Não, mas fiquei sabendo – 11%
Não, estou sabendo disso agora – 1%
José Carlos Lima...
6 de março de 2016 7:20 am(Sem título)
Gilberto Cruvinel
6 de março de 2016 7:24 amMino Carta: “Lula cresce no meio da tempestade”
da TVCarta
“Uma conspiração policial-midiática, golpista, a favor dos interesses da casa-grande”, diz nosso diretor de Redação, Mino Carta, ao refletir sobre a condução coercitiva de Lula para um interrogatório ontem, dia 4 de março. Para ele, a truculência policial contra o ex-presidente coloca o Brasil em um ponto de ruptura que pode ter consequências perigosas.
[video:https://youtu.be/rBPOQUMA1tA%5D
José Carlos Lima...
6 de março de 2016 7:28 am(Sem título)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=AOrZGmI9HMA%5D
José Carlos Lima...
6 de março de 2016 8:03 amSe a o a prisão de Lula era
Se a o a prisão de Lula era manifestamente ilegal, aliás, era sequestro, nenhum funcionário público era obrigado a cumprir a ordem de Moro, até mesmo porque diz a lei que nenhum funcionário publico é obrigado a cumprir ordem ilegal:
Luiza Rotbart publicou, via face:
12 h ·
“O pior é que esse juiz e procuradores não têm ideia da força popular de Lula. Se Lula fosse levado ontem para Curitiba, como era previsto pelos juízes e procuradores, acabaria preso, pq a intenção era conseguir uma prisão temporária ou preventiva. O que se pergunta agora é por que não foi? Ao que parece o ministro das Forças Armadas impediu o uso de avião da FAB que esperava no aeroporto para levar Lula a Curitiba. O estranho é o silêncio da OAB”
Chico Siqueira
HenriqueBeaga
6 de março de 2016 8:03 amEstou de luto, por Benedito Tadeu César
http://www.sul21.com.br/jornal/estou-de-luto-por-benedito-tadeu-cesar/
José Carlos Lima...
6 de março de 2016 8:53 amZanuja Castelo Branco, via
Zanuja Castelo Branco, via face:
6 h ·
Pau na moleira.
A informação de que palestras contratadas por estas empresas e doações feitas ao Instituto Lula têm os valores apresentados pela Lava Jato, é sensacionalista, porém, velha. Os números exibidos hoje correspondem rigorosamente aos divulgados no ano passado pela revista Veja, no que constituiu quebra e vazamento ilegal de sigilo bancário. Exceto pelo vazamento ilegal, não há crime algum nesses valores. Todos os valores foram recebidos com o devido registro e impostos pagos. Instituto Lula.
HenriqueBeaga
6 de março de 2016 8:59 amAgora quem vaza são os blogueiros, por Rodrigo Vianna
http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/geral/37806/
José Carlos Lima...
6 de março de 2016 9:14 am(Sem título)
HenriqueBeaga
6 de março de 2016 9:28 amA espantosa alta das ações da Petrobras no exterior
http://m.jb.com.br/opiniao/noticias/2016/03/05/o-insider/
Babi
6 de março de 2016 10:47 amLacerdismo jurídico ou Moro
Lacerdismo jurídico ou Moro acima da lei
Professor 3754Facebook0Twitter5Google Plus–Linkedin0Envie para um amigo
A Constituição da República está sendo sistematicamente violada no âmbito da Operação Lava-Jato. Os tribunais, ao tolerarem as violações, fragilizam as bases constitucionais da nossa democracia.
As democracias contemporâneas não estão fundadas na força das armas, mas na convicção de que as regras da Constituição e dos Tratados Internacionais de Direitos Humanos, orientadas à contenção do poder e à evitação do arbítrio, obrigam a todos
Como na história recente de tentativas de golpes parlamentares na América Latina, é perceptível um padrão de conduta que define neste momento quase-tardio não mais a qualidade das violações, mas a intensidade e sua oportunidade.
O amplo rol de garantias constitucionais (e das Convenções) é impeditivo da condução coercitiva de pessoas que têm domicílio certo e se fazem representar nos procedimentos. Mas estas conduções antijurídicas foram validadas por tribunais. Por isso são repetidas e apropriadas como espetáculos midiático-políticos.
São da espécie dos espetáculos que se prestam à tentativa de enfraquecer o governo e tomar pela via da criminalização da política a legitimidade que as urnas não oferecem às grandes empresas de mídia e não ofereceram a setores insatisfeitos da oposição.
Da mesma maneira – e muito claramente – a Constituição não admite a prisão provisória a título de castigo. Examino as decisões da Lava-Jato em um projeto de investigação sobre standards probatórios, na UFRJ, e também em razão de consultas que me fizeram sobre a minha opinião acadêmica sobre casos concretos neste âmbito.
Várias prisões foram decretadas em flagrante violação à Constituição – e foram mantidas pelos tribunais – apoiadas em um único argumento: o suspeito ou acusado é culpado da prática dos crimes investigados. Isso viola clara e literalmente a presunção de inocência nos termos da Constituição.
Apenas estes dois exemplos são suficientes para ilustrar a sequência de atentados à Constituição e sua progressão… mas não bastam para determinar o contexto.
Com efeito, a tolerância dos tribunais quanto a violações sistemáticas da Constituição, algo que se pensava extinto pelo menos desde 2009, tem muitas causas, mas algumas remetem à nossa conturbada história de gozo com o autoritarismo.
Carlos Lacerda fez fortuna política no campo da direita, empunhando bandeiras de moralismo e nacionalismo que o tornaram imune a críticas sobre fatos de extraordinária gravidade, como a tentativa de golpe de estado em 1955, a bordo do Cruzador Tamandaré, e a falsa “Carta Brandi”, publicada em seu jornal com o propósito de atingir o então vice-presidente João Goulart.
Com sua retórica potente de combate à corrupção, Lacerda foi um dos líderes civis do golpe militar de 64, que teve amplo apoio das classes médias e das elites. Naquela época as “panelas do Leblon” também batiam.
O “moralismo” sempre foi a arma de reserva do arsenal conservador das elites brasileiras. Nunca foi usado para denunciar a escravidão, a exploração das empregadas domésticas, o exílio interno a que estão condenadas as pessoas que moram em favelas sem água e esgoto, a vergonha do salário mínimo pré-2003, o “branqueamento” das nossas virtudes e o “enegrecimento” de nossos defeitos, obra cara aos “intelectuais” que se sentem no direito de serem os porta-vozes da elite que pretende colonizar o seu próprio povo. Alguns encontram cadeira na Academia Brasileira de Letras.
A lista de exemplos da seletividade e desonestidade do moralismo tupiniquim é quase infinita.
O certo é que este moralismo constitui a expressão pública do autoritarismo. É impensável, em certos grupos, que a corrupção seja investigada no Brasil no marco do estado de direito. É impensável não por que seja impossível investigar com regras constitucionais.
Na Alemanha, com regras ainda mais rígidas, o Deutsche Bank foi investigado e as práticas de corrupção punidas. Nos Estados Unidos da América a IBM foi investigada e punida. E assim no mundo democrático, sem que as investigações quebrassem a economia, sacrificassem empregos e, principalmente, sem que as Constituições fossem desrespeitadas e a vontade popular achincalhada.
Nestes lugares ninguém está acima da lei. Não está como potencial investigado, tampouco na condução dos procedimentos legais, pois daqueles a quem a ordem jurídica oferece a legitimidade do uso de armas, por si ou por seus agentes, há de se exigir em grau elevado prudência e respeito às regras da Constituição.
Não há dúvida de que as grandes corporações midiáticas no Brasil criam o ambiente favorável a que decisões inconstitucionais sejam proferidas em um ritmo frenético, que não sejam barradas nos tribunais, e que isso sirva como argumento sobre a sua (falsa) legitimidade… quando em verdade, a história é implacável ao denunciar, retrospectivamente, que a confirmação judicial serve apenas para revelar o quanto os tribunais contribuem, muitas vezes de modo inadvertido, outras vezes não, para consolidar o autoritarismo.
Mais. O projeto de poder que alimenta este contexto simplesmente naturalizou a delação, conferiu credibilidade a ela e nos transformou em um país de Silvérios dos Reis. Não sem muito gozo. A contradição é da essência do moralismo.
Esta é a essência do que chamo de “Lacerdismo Jurídico”, que se compraz até mesmo com a normalidade da tortura, se for empregada contra os de sempre.
Os que derrubam conscientemente as barreiras erguidas pelo estado de direito não tem o benefício da dúvida relativamente ao emprego político que é feito das suas ações.
Estão coniventes e é necessário, mais do que em qualquer outra época recente, que o Supremo Tribunal Federal não os tema, que não tenha receio dos editoriais de uma mídia cuja ausência de isenção é um dado conhecido, que não ceda às investidas golpistas de oportunistas que, derrotados nas urnas, querem mostrar uma vez mais a essa gente de pele morena qual é o seu verdadeiro lugar no Brasil.
Por fim a esse descalabro é urgente e é tarefa do STF.
Um dia, nos anos 90, andava pelas ruas de Buenos Aires e entrei em uma livraria jurídica. Fechada dentro de uma pequena caixa de cristal havia uma Constituição de bolso. Por fora um aviso escrito: En el caso de una emergencia rompa el cristal.
É chegada a hora de romper o cristal.
Geraldo Prado é professor de Direito Processo Penal na Universidade Federal do Rio de Janeiro. http://justificando.com/2016/03/04/lacerdismo-juridico-ou-moro-acima-da-lei/
Antonio Carlos Silva - Brasil
6 de março de 2016 11:08 amHoje as 10:00hs grande
Hoje as 10:00hs grande concentração na Rua Von Martius, no RJ, em frente ao bunker mafioso .
Menos bumbos e mais molotov’s !
”Hoje é novo dia, de um novo tempo…
hoje a festa é a nossa, hoje a festa é nossa, é de quem puder, comparecer…”
Henrique O
6 de março de 2016 12:32 pmGlobo frauda nota do Instituto Lula mais uma vez
Rede Globo frauda nota do Instituto Lula outra vez
06/03/2016 08:21 Instituto Lula http://www.institutolula.org/rede-globo-frauda-nota-do-instituto-lula-outra-vez
Leia aqui a íntegra da nota enviada pelo Instituto Lula ao Jornal Nacional para ser lida na edição de sábado (5/03). Em negrito, os trechos censurados pela Globo.
“1)O ex-presidente Lula sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecer a verdade e repudia qualquer insinuação diferente disso. O Instituto Lula e a LILS forneceram voluntariamente todos os dados solicitados pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal, que recebeu todas as informações em janeiro. A firme reação da sociedade aos abusos cometidos ontem pela Operação Lava Jato deve servir de alerta aos investigadores para que não persistam em atuar fora da lei.
2) A Operação LavaJato prestará um serviço ao estado de direito se apurar e punir o vazamento do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Lula e dos Instituto Lula para a revista Veja e para as Organizações Globo.
3) O Instituto Lula e a empresa LILS Palestras não têm apenas receitas, também têm despesas, como qualquer instituição. A insistência dos procuradores da Lava Jato em divulgar apenas parte da contabilidade, misturando entidades e recursos distintas, com clara intenção difamatória, é uma vergonha para a instituição do Ministério Público.”
Não é a primeira vez que o telejornal da Família Marinho censura, distorce e frauda as manifestações do Instituto Lula apresentadas, cinicamente, como “outro lado” de seu noticiário faccioso em relação ao ex-presidente Lula.
Na edição deste sábado, a Globo dedicou 4 minutos e 15 segundos a um vídeo que misturava fofocas de policiais anônimos com acusações sem fundamento do Ministério Público Federal (Força Tarefa) ao ex-presidente.
Estas acusações, levianas e irresponsáveis, foram lidas pela repórter, sobre uma reprodução cinematográfica do texto.
Em mais uma exibição de sua falsa imparcialidade, seguiu-se um vídeo de menos de 30 segundos com cenas do ex-presidente Lula, durante os quais se informou laconicamente que o ex-presidente “negou todas as acusações”.
Mas negou como? Com que argumentos, se eles foram omitidos na reportagem? Que espécie de “outro lado” é esse, onde o Ministério Público fala o que quer, pela voz da repórter, pela reprodução de seus documentos, pelas cenas exibidas ao longo de 4 minutos e 30 segundos de acordo com o enredo da acusação, e Lula simplesmente “nega”?
Além disso, se o Jornal Nacional dá tanta importância ao vazamento de informações na Operação Lava Jato, por que não mencionou em sua reportagem principal, de 5 minutos e meio, o tweet do editor ególatra da revista Época, que antecipou a 24a. fase na madrugada de sexta-feira?
Mais do que manipulador, o jornalismo da Globo é desonesto. Ao solicitar manifestação da assessoria do Instituto Lula, a produção do Jornal Nacional escondeu o inteiro teor da reportagem, prática antijornalistica que também se tornou habitual. É o que se pode comprovar no email enviado pela produção à assessoria do Instituto Lula:
——— Mensagem encaminhada ———-
De:
Data: 5 de março de 2016 19:10
Assunto: NOTA PARA O JORNAL NACIONAL DE HOJE
Para: “[email protected]”
Boa noite
O Jornal Nacional está fazendo uma reportagem que vai tratar sobre a busca e apreensão no Instituto Lula.
Segundo apuração da nossa reportagem em Curitiba, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar se houve vazamento de informações sobre a operação. O que o Instituto tem a dizer?
A reportagem vai abordar ainda os valores recebidos pela (LILS) empresa de palestras do Ex- Presidente Lula e pelo Instituto. São quase 30 milhões de reais, de seis empreiteiras entre 2011 e 2014. O que tem a dizer ?
A mensagem foi encaminhada às 19p0, faltando 1 hora e 20 minutos para o Jornal Nacional ir ao ar, a resposta precisaria ser dada até as 20h. Isso mostra que não houve a menor intenção de apurar seriamente os fatos, checar informações duvidosas, dar a Lula a mesma oportunidade de responder que a Lava Jato teve para acusar.
Isso não é, nunca foi e nunca será jornalismo. É o exercício cotidiano da censura, da manipulação e da fraude, numa concessionária de serviço público que constrange e envergonha os verdadeiros profissionais da imprensa.
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos
6 de março de 2016 1:00 pmGlobo apela e agora pede socorro aos militares
Globo apela e agora pede socorro aos militares
Assustada com a onda de solidariedade ao ex-presidente Lula, que inflamou sua base de apoio junto aos movimentos sociais, a Globo, que ajudou a implantar uma ditadura militar no Brasil em 1964, agora usa dois de seus colunistas, Merval Pereira e Ricardo Noblat, para espalhar que os militares estão prontos para colocar ordem na casa; “Militares colocaram tropas à disposição para garantir a ordem pública”, disse Merval, que classificou os cidadãos que defendem a democracia como “milícias petistas”; “Os generais estão temerosos com a conjugação das crises política e econômica e com o que possa derivar disso. Cobram insistentemente aos seus interlocutores do meio civil para que encontrem uma saída”, avisa Noblat; Globo tentará repetir 1964?
6 de Março de 2016 às 07:42
247 – A Globo, que ajudou a implantar uma ditadura militar no Brasil, e dela se beneficiou amplamente, construindo de mãos dadas com os generais o maior monopólio de comunicação do mundo, volta a flertar com os quartéis.
Assustada com a onda de solidariedade que se formou em relação ao ex-presidente Lula, composta por juristas, sindicatos, movimentos sociais, entidades estudantis, artistas, intelectuais e, sobretudo, pessoas comuns que ascenderam socialmente durante seus dois governos, a Globo usou dois de seus principais colunistas, Merval Pereira e Ricardo Noblat, para disseminar a tese de que os militares estariam prontos para colocar ordem na casa – assim como em 1964.
Eis o que escreve Merval Pereira, no artigo “Em busca da saída”, publicado neste domingo:
“Já há algum tempo, diante do agravamento da crise político-econômica, militares de alta patente estão conversando com lideranças civis de diversos setores da sociedade, e agora consideram que está na hora de o mundo político encontrar saídas constitucionais para o impasse em que estamos metidos, com o Congresso, que é o único caminho para uma solução em moldes democráticos, paralisado diante de sua própria crise”.
Merval diz ainda que “alguma coisa terá que ser feita, e rápido”. Ele qualifica ainda todos os cidadãos de bem que se manifestam em defesa da democracia como “milícias petistas”. Eis o que escreve o principal porta-voz dos interesses da Globo:
“As milícias petistas mobilizadas na confrontação física nas ruas podem transformar o país em uma Venezuela, e quanto mais os fatos forem desvelados, mais a resposta violenta será a única saída”.
O curioso é que ontem as agressões, como no Instituto Lula e na sede do PT em Belo Horizonte, foram perpetradas por milícias antipetistas, que há anos vêm sendo manipuladas pela Globo. Agora, assustada com a reação popular, a Globo, de novo, pede socorro aos militares.
Leia, aqui, o histórico editorial, com 50 anos de atraso, em que a Globo se desculpa pelo apoio ao regime militar de 1964.
Leia, ainda, o o artigo de Ricardo Noblat, sobre a suposta entrada dos militares em cena:
A crise ganhou um novo componente. E ele veste farda e pilota tanques
05/03/2016 – 06p1
Ricardo Noblat
A condução coercitiva de Lula para depor à procuradores da Lava-Jato não foi o fato que marcou a escalada preocupante da crise política que abala o país e ameaça derrubar o governo.
A crise ganhou um novo componente. Ele veste farda e tem porte de arma. Sua entrada em cena, ontem, foi o fato mais importante do dia em que o país quase parou, surpreso com o que acontecia em São Paulo.
Não é comum ver-se um ex-presidente da República, o primeiro operário entre nós a chegar ao poder, ser conduzido por agentes federais na condição de investigado em bilionário escândalo de corrupção.
Nunca antes na história deste país…
O episódio serviu para demonstrar a solidez de uma democracia reinaugurada por aqui há apenas 31 anos. A lei deve ser igual para todos. Um ex-presidente não merece tratamento especial.
O receio de que a ordem pública virasse desordem foi o que assustou os militares, levando-os a se manifestarem por meio dos canais disponíveis para isso. Há muito que eles não procediam assim.
Um batalhão do Exército, em São Paulo, foi posto de sobreaviso caso os protestos contra e a favor de Lula resultassem em violência, e as polícias militar e civil perdessem o controle da situação.
Geraldo Alckimin não foi o único governador avisado de que poderia contar com a ajuda do Exército se pedisse ou se a presidente da República a autorizasse.
Integrantes do Alto Comando do Exército telefonaram para os governadores dos Estados mais sujeitos a conflitos entre militantes políticos e os preveniram para a necessidade de manter a paz social.
O elenco de autoridades alcançadas pelos telefonemas de generais foi mais amplo. E incluiu ministros de Estado e líderes de partidos, de quase todos os partidos. Os do PT ficaram de fora.
A tensão entre os generais foi desatada quando militantes políticos se agrediram diante do prédio onde Lula mora em São Bernardo. E atingiu seu pico com o discurso de Rui Falcão, presidente do PT.
Enquanto Lula era interrogado na delegacia da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, Falcão pregava a ida para as ruas dos adeptos do PT e a realização de manifestações ruidosas.
Foi um duro discurso, embora pronunciado no tom ameno que caracteriza as falas de Falcão. De imediato, as várias instâncias do partido começaram a se mobilizar em obediência à nova palavra de ordem.
Até então, a máquina do PT parecia inativa, perplexa. No twitter, por exemplo, os termos mais em uso se referiam à prisão de Lula. Nas horas seguintes, os termos mais populares passaram a ser “golpe” e “ruas”.
Os generais estão temerosos com a conjugação das crises política e econômica e com o que possa derivar disso. Cobram insistentemente aos seus interlocutores do meio civil para que encontrem uma saída.
Não sugerem a solução A, B ou C. Respeitada a Constituição, apoiarão qualquer uma – do entendimento em torno de Dilma ao impeachment ou à realização de novas eleições. Mas pedem pressa.
Por inviável, mas também por convicções democráticas, descartam intenções golpistas. Só não querem se ver convocados a intervir em nome da Garantia da Lei e da Ordem como previsto na Constituição.
Ivan Pedro
6 de março de 2016 1:32 pmFHC amarelou ?
Nassif, como é típico de um (mau) caráter, FHC amarelou ?
Cartas na mesa
É preciso abrir o jogo: não se trata só de Dilma ou do PT, mas da exaustão do atual arranjo político brasileiro. E mais: o que idealizamos na Constituição de 1988, cujo valor é indiscutível, era construir uma democracia plena e um país decente, com acesso generalizado à Educação pública, Saúde gratuita e Previdência Social. Mais ainda, acesso à terra para os que nela precisassem trabalhar, bem como assistência social aos que dela necessitassem. A execução desse programa encontra dificuldades crescentes porque a estrutura estatal é burocratizada e corporativista. E também porque a sociedade não quer e não pode pagar cada vez mais tributos quando os gastos não param de se expandir.
Era inevitável que nos encontrássemos nessa situação? Não. Contudo, para evitar a crise do sistema de partidos e da relação Executivo/Legislativo, teriam sido necessários, no mínimo, os contrapesos da “lei de barreira” e da proibição de alianças partidárias nas eleições proporcionais, restrição aos gastos de campanha e regras mais severas para seu financiamento.
Mas não é só. A má condução da política econômica tornou impossível ao governo petista seguir oferecendo os benefícios sociais propostos, senão pagando o preço da falência do Tesouro. Não me refiro às bolsas, que vêm do governo Itamar, foram ampliadas em meu governo e consolidadas nos governos petistas: elas são grãos de areia quando comparadas com as “bolsas empresários” oferecidas pelos bancos públicos com recursos do Tesouro. Sem mencionar o grau inédito de corrupção, azeite que amaciou as relações entre governos, partidos e empresas e que deu no que deu: desmoralização e desesperança. Oxalá continue a dar cadeia também.
Diante disso, como manter a ilusão de que as instituições estão funcionando? Algumas corporações do Estado, sim, se robusteceram: partes do Ministério Público e da Polícia Federal, segmentos do Judiciário, as Forças Armadas e partes significativas da burocracia pública, como no Itamaraty, na Receita e em algum ministério, ou no Banco Central. Entretanto, no conjunto, o Estado entrou em paralisia, não só o Executivo, como também a burocracia e o Congresso. Este pelas causas acima aludidas, cuja consequência mais visível é a fragmentação dos partidos e a quase impossibilidade de se constituir maiorias para enfrentar as dificuldades que estão levando ao desmonte do sistema político.
Nada disso ocorreu de repente. Repito o que disse em outras oportunidades: na viagem que a presidente Dilma fez em 2013 para prestar homenagens fúnebres a Mandela, acompanhada por todos os ex-presidentes, eu mesmo lhes disse: o sistema político acabou; nossos partidos não podem ou não querem mudar; busquemos os mínimos denominadores comuns para sair do impasse, pois somos todos responsáveis por ele. Apenas o presidente Sarney se mostrou sensível às minhas palavras.
Agora é tarde. Estamos em situação que se aproxima à da Quarta República Francesa, cujo fim coincidiu com os desajustes das guerras coloniais, tentativas de golpe e, finalmente, a solução gaullista. Aqui as Forças Armadas, como é certo, são garantes da ordem e não atores políticos. É hora, portanto, de líderes, de pessoas desassombradas, dizerem a verdade: não sairemos da encalacrada sem um esforço coletivo e uma mudança nas regras do jogo. A questão não é só econômica. Sobre as medidas econômicas, à parte os aloprados de sempre, vai-se formando uma convergência, basta ler nos jornais o que dizem os economistas.
Mesmo temas sensíveis, nos quais ousei tocar quando exercia a Presidência e que caro me custaram em matéria de popularidade, voltam à baila: no âmbito trabalhista, como disse o novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Gandra Martins, citando como exemplo o Programa de Proteção ao Emprego, comecemos por aceitar que o acordado entre os sindicatos prevaleça sobre o legislado, desde que respeitadas as garantias fundamentais asseguradas aos trabalhadores pela CLT. Enfrentemos o déficit previdenciário, definindo uma idade mínima para a aposentadoria que se efetive progressivamente, digamos, em dez anos. Aspiremos, com audácia, que um novo governo, formado dentro das regras constitucionais, leve o Congresso a aprovar algumas medidas básicas que limitem o endividamento federal, compatibilizemos gasto público com o crescimento do PIB e das receitas, e melhorem o sistema tributário, em especial em relação ao ICMS.
Dentre as medidas fundamentais a serem aprovadas, a principal é, obviamente, a reformulação da legislação partidário-eleitoral. O nó é político: eleições com a legislação atual resultarão na repetição do mesmo despautério no Legislativo. Há que mudar logo a lei dos partidos, restringindo a expansão de seu número, e alterando as regras de financiamento eleitoral para evitar a corrupção. Por boas que tenham sido as intenções da proibição de contribuição de empresas aos partidos, teria sido melhor limitar a contribuição de cada conglomerado econômico a, digamos, X milhões de reais, obrigando as empresas a doarem apenas ao partido que escolherem, e por intermédio do Tribunal Superior Eleitoral, que controlaria os gastos das campanhas. A proibição pura e simples pode levar, como ocorreu em outros países, a que o dinheiro ilícito, de caixa dois ou do crime organizado, destrua de vez o sistema representativo.
Ideias não faltam. Mas é preciso mudar a cultura, o que é lento, e reformar já as instituições. É tempo para que se verifique a viabilidade, como proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil e por vários parlamentares, de instituir um regime semiparlamentarista, com uma Presidência forte e equilibradora, mas não gerencial. Só nas crises se fazem grandes mudanças. Estamos em uma. Mãos à obra.
Makário
6 de março de 2016 1:36 pmMoro não é juiz; Moro é um provocador

Babi
6 de março de 2016 1:36 pmGolpe em marcha: Parceria
Golpe em marcha: Parceria Globo-Moro agora com apoio do sistema “S”
06 mar. 2016 – 10:24 Comente Agora
Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, já não é mais unanimidade nacional, como revelou o instituto Vox Populi, mas mantém com a Rede Globo e o sistema “S” – ambos têm projeto de derrubar o governo Dilma Rousseff; na próxima quinta-feira, 10 de março, em Curitiba, Moro e o jornalista William Waack — do elenco da emissora fluminense — debaterão “corrupção” na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep); sistema “S” é apontado como um dos maiores sonegadores de impostos do país, e, segundo o deputado federal João Arruda (PMDB-PR), o prejuízo ao erário pode ultrapassar R$ 18 bilhões ao ano; parlamentar propõe a criação de uma CPI para investigar desvios para a especulação no mercado financeiro; entidade empresarial teme protesto.
O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, já não é mais unanimidade nacional, como revelou o instituto Vox Populi. Entretanto, a parceria entre o magistrado e a Globo continua numa boa…
Na próxima quinta-feira, 10 de março, em Curitiba, Moro e o jornalista William Waack — do elenco da emissora fluminense — debaterão o tema “corrupção” na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), entidade integrante do sistema “S”, que também tem como objetivo derrubar a presidente Dilma Rousseff.
O diabo é que o próprio sistema “S” é apontado como um dos maiores sonegadores de impostos do país, e, segundo o deputado federal João Arruda (PMDB-PR), o prejuízo ao erário pode ultrapassar R$ 18 bilhões ao ano. O parlamentar propõe a criação de uma CPI para investigar desvios desses recursos que seriam utilizados na especulação do mercado financeiro.
A Fiep deverá reforçar a segurança na Avenida das Torres, onde fica uma das sedes da entidade, pois teme protestos contra a presença do juiz Sérgio Moro e do jornalista da Globo em virtude da espetacularização da “condução coercitiva” do ex-presidente Lula, na última sexta-feira (4), durante depoimento na 24ª fase da Lava Jato.
http://www.esmaelmorais.com.br/2016/03/golpe-em-marcha-parceria-globo-moro-agora-com-apoio-do-sistema-s/
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos
6 de março de 2016 1:45 pmÉ chegado o momento de tomar
É chegado o momento de tomar posição, por Hildegard Angel
É chegado o momento de tomar posição, por Hildegard Angel9.5K1 sab, 05/03/2016 – 19:41Por Hildegard Angel É chegado o momento, mais do que nunca, de tomar posição
A sociedade precisa refletir sobre a gravidade do atual momento brasileiro, quando o que se parece pretender não é o cumprimento da lei, é a perseguição a um político que um grupo não aprova: Lula. Quando exorbita-se com 1, exorbita-se com 1 milhão. Já vimos esse filme. Os golpistas são os mesmos, as táticas iguais às de 54 e 64, os caminhos percorridos idênticos, os argumentos se repetem. Sequer têm imaginação para tirar novidade da cartola, um discurso que não seja aquele mesmo velho discurso lacerdista da corrupção, quando sabemos que os políticos da oposição que mais batem no peito simulando honradez têm todos “a mão amarela”. Vergonha dos companheiros da imprensa – não mais os chamarei de companheiros – que ajudaram a fazer ferver esse caldeirão para desestabilizar o Brasil e promover o caos, disseminando meias verdades, verdades transversas, dados manipulados, insinuações cínicas. É chegado o momento, mais do que nunca, de tomar posição. Assim eu faço. Nojo daqueles que se submetem ao papel triste de aliciar a mente desprotegida e desarmada de brasileiros, fazendo um trabalho massivo de subversão da consciência nacional em nome da conveniência de seus patrões. Transformaram o Brasil num vale tudo, e o povo já sai às ruas. Era isso que eles pretendiam: transformar o Brasil num circo e ver esse circo pegar fogo para, enfim, alcançarem o poder, pois, pela via democrática do voto, não conseguem.
Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos
6 de março de 2016 2:08 pmO Globo
Juíza que mandou
O Globo
Juíza que mandou exonerar ministro da Justiça é acusada de cinco crimes
por Guilherme Amado
04/03/2016 19:57
Reprodução da internet | Divulgação Secom BA
A juíza Solange Salgado da Silva Ramos de Vasconcelos, que deu uma liminar exonerando o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, foi denunciada pela Procuradoria Regional da República da 1a Região por gestão fraudulenta, falsidade ideológica, apropriação indébita, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
O MPF quer processar Solange por suspeita de crimes cometidos durante sua passagem pela presidência da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer).
Segundo a denúncia, durante dez anos a Ajufer firmou contratos fictícios com a Fundação Habitacional do Exército, usando indevidamente o nome de juízes federais que desconheciam a fraude.
O dinheiro era sacado na boca do caixa e passado a laranjas. A Corte Especial do TRF-1 começou a julgar o caso ontem, mas uma desembargado
Eduardo A. Palma
6 de março de 2016 4:41 pmDitadura Comunista: EUA preparam invasão ao Canadá (depois do Br
Ditadura Comunista: EUA preparam invasão ao Canadá (depois do Brasil)
EUA preocupados com mais esta aberração: governo que pretende que cidadãos não-americanos prosperem! É realmente um absurdo!!! E o $$$$ dos Bancos ?????
Em O Globo
Canadá abraça o déficit para estimular a economia
Premier Justin Trudeau defende gastos públicos para acelerar expansão
POR BLOOMBERG NEWS
06/03/16 – 06h00 | Atualizado: 06/03/16 – 06h00
(Foto)
Com queda do petróleo, premier Trudeau aposta em estímulos – Jonathan Hayward/AP/2-3-2016
OTTAWA – Indo em uma direção oposta ao que poderia parecer lógico, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, resolveu abraçar de vez o déficit das contas públicas do país — cujas receitas foram afetadas pela queda dos preços do barril de petróleo. Agora, o país pode registrar seu primeiro ano de resultado negativo nas contas públicas em mais de 30 anos. E será por vontade própria.
No fim de fevereiro, o ministro das Finanças do país, Bill Morneau, indicou que o país pode encerrar o próximo ano fiscal — que começa em abril — com um déficit de cerca de 30 bilhões de dólares canadenses. No entanto, em sua campanha eleitoral, Trudeau dizia que os déficits anuais do Canadá não passariam de 10 bilhões de dólares canadenses.
Trudeau se elegeu defendendo o fim da consolidação fiscal, que o seu partido aponta como responsável pelo fraco crescimento econômico do país. No ano passado, o PIB canadense cresceu 1,2%, menos da metade da expansão de 2,5% registrada em 2014. O banco central do país cortou a taxa de juros duas vezes no ano passado, para apenas 0,5% ao ano.
Trudeau vem defendendo que os líderes globais devem apostar mais nos gastos do governo e menos na política monetária para estimular o crescimento.
— Minha mensagem para outros líderes de governo é: não caiam na armadilha de pensar que equilibrar as contas é um fim em si — disse Trudeau em entrevista na semana passada.
Na ocasião, o premier ressaltou a importância do gasto em infraestrutura e de medidas para aumentar as receitas da classe média, que ele diz serem críticas para estimular o crescimento do país. O governo argumenta que controlar os gastos agora seria ainda mais danoso à economia.
Trudeau afirmou, ainda, que os países devem considerar orçamentos balanceados, quando possível. No entanto, fez uma ressalva:
— Mas não dê atenção excessiva a isso porque você pode estar perdendo oportunidades de fazer sua economia crescer, de ajudar os cidadãos a prosperarem.
http://m.oglobo.globo.com/economia/canada-abraca-deficit-para-estimular-economia-18815858
Fernando J.
6 de março de 2016 7:01 pmFarofada na mansão de Paraty
Foto: Mídia NINJA
Midia NINJA41 mins ago3 min read
Globo: Nós invadimos ‘sua’ praia!
Ativistas ocupam Triplex da família Marinho em Paraty
fotos e texto por Mídia NINJA
Farofeiros estão invadindo nesse momento a praia da família Marinho em Paraty — RJ, encravada no melhor ponto da Mata Atlântica brasileira. O triplex do clã hegemônico da mídia familiar foi ocupado neste domingo pela farofa chic da indignação.
Para ser erguida hoje, de acordo com o portal DCM, a mansão custaria cerca de R$ 8 milhões, pelas dificuldades técnicas e qualidade do material, cerca de R$ 6 mil por m² e poderia ser vendida por algo em torno de 20 a 80 milhões com o terreno. Apesar da propriedade ser privada, todas as praia brasileiras são públicas por lei.
Tradicional inimiga das causas populares e democráticas, a Rede Globo, líder do monopólio midiático brasileiro, tem se superado cada vez mais em termos de manipulação da informação, da mentira e do assassinato de reputações. Tudo em nome dos seus interesses políticos e comerciais. A família Marinho é a grande inimiga do interesse público no Brasil.
Ao desculpar-se pela colaboração no Golpe de 64, a Globo alertou que já tramava outro. Mas os tempos mudaram e já não somos os mesmos. Sabemos perfeitamente que seu império foi erguido durante a Ditadura Militar com recursos que pertencem à sociedade brasileira. Tudo que é da Globo é nosso. Nós vamos invadir sua praia!
No final de semana que vem tem mais! Confirme sua presença!
Quer vídeos e mais fotos da ação? Mande email para [email protected]
Josiel Nunes
6 de março de 2016 9:24 pmPetista Olívio Dutra critica Lula e trampolinagem política no PT
http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=50601804712
EX-MINISTRO PETISTA CRITICA LULA E DIZ QUE O PT MODOU PARA PIOR
Publicado: 05 de março de 2016 às 18:42 – Atualizado às 21:36
“O Lula abriu um guarda-chuva enorme. Veio um amigo daqui, um amigo dali, que criaram situações. Agora, cabe a ele explicar, com toda a franqueza.” É essa a expectativa do petista histórico Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul (1999-2003) e ex-ministro das Cidades no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).
Fundador do PT, em 1980, junto com o também sindicalista que virou presidente da República, Dutra, aos 74 anos, bancário aposentado, é presidente de honra do PT gaúcho. “Não sou candidato a nada, não quero ser, não serei, não devo ser, nem ao Legislativo, nem a um posto executivo”, disse em entrevista por telefone na tarde da última terça-feira, 1.
O mote da entrevista foi a investigação sobre a ligação do ex-presidente Lula com dois imóveis – um apartamento no Guarujá e um sítio em Atibaia – em andamento na Operação Lava Jato e no Ministério Público de São Paulo, contestada pelo ex-presidente e seus advogados no Supremo Tribunal Federal.
Além de comentá-la, o também ex-deputado constituinte (86-89) e ex-prefeito de Porto Alegre (1999-2003) aprofundou suas críticas ao PT e ao que chamou de “trampolinagem política”. A par da crítica amarga, Olívio Dutra mantém a esperança: “Eu sou PT e quero que o meu partido saia dessa inhaca em que se meteu por essa política do pragmatismo e da governabilidade a qualquer custo”.
Como o sr. está vendo as denúncias contra o presidente Lula?
A visão que marcou a criação do PT foi essa de que a coisa pública não é propriedade do governante, dos seus amigos, dos seus familiares, dos seus partidários. Essa visão não pode mudar assim, no bojo das situações e das circunstâncias. Isso é um ideário básico. Está nas razões da fundação do PT. São questões permanentes.
E isso mudou?
Um partido que nasceu para ser um contestador da política tradicional e fazer da política a construção do bem comum de repente está não sendo diferente de nada das tantas coisas que criticava, contra as quais nos colocávamos diametralmente opostos. O Estado não é propriedade privada ou pessoal de ninguém, nem do governante, nem dos grupos econômicos, nem da mídia.
O PT perdeu esse foco?
O PT não podia perder esse objetivo na sua ação política. O PT deixou de fazer a discussão que devia ter feito. Lutamos contra a ditadura e contra as estruturas do Estado, contra os interesses dos mais poderosos, dos mais ricos, dos mais influentes. Queríamos fazer a máquina do Estado funcionar com outra lógica…
E não foi isso que aconteceu?
Eu tenho essa visão crítica. Eu acho que o PT está envolvido num espaço de atuação em que perdeu a sua identidade e se misturou com a política mais tradicional. Quem mudou não foram os adversários. Nós é que mudamos – e, no meu entendimento, para pior. Há necessidade de resgatar essa discussão da política como a construção do bem comum.
O que o sr. achou das explicações do ex-presidente Lula para o tríplex de Guarujá e o sítio de Atibaia?
Eu não converso com o Lula há bastante tempo. Tenho uma enorme estima pelo Lula, que conheci em 1975, nas lutas sérias. Tenho uma preocupação com as coisas que o Lula está sofrendo. Mas eu também fico me perguntando, em relação àquele sítio lá, e ao tríplex, por que não esclarecem logo tudo, publicamente?
Transparência total…
O Lula não tem nada a perder com essa transparência. Quem exerce cargos importantes sabe que os antigos inimigos se transformam em amigos. Alguns continuam sendo amigos porque ainda acham que tu podes exercer influências. Se aproximam, fazem gestos, buscam levar para uma festa, para um coquetel, uma viagem. Nada disso é de graça, tudo faz parte da trampolinagem política. Então, tem que ter a pulga atrás da orelha. O Lula não tem nada de ingênuo. É uma grande figura, de sensibilidade, com capacidade de prever as coisas, de ver longe. Eu acho que ele abriu um guarda-chuva enorme, e debaixo desse guarda-chuva veio um amigo daqui, um amigo dali, que criam situações. Agora, cabe a ele explicar, com toda a franqueza.
Como o sr. vê o fato de o Instituto Lula ser financiado pelas empreiteiras e do presidente Lula levar uma vida profissional bancado por palestras pagas pelas mesmas empreiteiras?
É natural na política tradicional, vem de séculos até. Então, aí não inovamos. O partido não inovou. Devia se confrontar com essas condutas e muitas vezes foi assimilando isso. Então, estamos no mesmo balaio. Essa é a questão. O Fernando Henrique Cardoso também tem um instituto. Agora, só porque ele tem, nós também temos que ter? O Sarney também tem, e aí tudo se justifica. Aí acontece o que eu chamo briga de bugio. Os bugios, quando se desentendem, fazem as fezes na mão e jogam uns contra os outros. É um processo evidente de degradação da política.
No qual o sr. considera que o PT entrou?
Não inovamos, pelo pragmatismo. Se está no poder, tem que governar. E, para governar, você faz um acerto aqui com esse, ali com aquele outro, e vai sendo engolido por um processo que era para ser transformado.
O Instituto Lula e o próprio ex-presidente ficaram maiores que o partido, não?
O Instituto Lula não é uma excrescência, mas não é uma inovação positiva. No PT, também os mandatos legislativos e executivos são estruturas maiores que as instâncias partidárias. Um vereador em São Paulo tem uma estrutura própria maior que a instância do partido. Acabam formando estruturas próprias, que se sobrepõem às estruturas democráticas do partido, criam disputas inclusive na base partidária, para ver quem é que vai ocupar o espaço. Não instigamos um debate provocativo por dentro dessa máquina. Como ir para dentro da máquina do Estado, que não funciona bem para a maioria da população, e não ser absorvido pela máquina, não ajudar de dentro para fora aqueles que de fora para dentro lutam para que essa máquina funcione com outra lógica? Essa é a questão.
E como resolve isso?
Tem que fazer uma autocrítica séria, o que não fizemos até agora. A maioria, que tem a direção do partido, não fez essa autocrítica séria. O partido não pode simplesmente achar que não cometeu erros. Figuras importantes, em cargos importantes dentro do governo, cometeram erros seriíssimos, agredindo inclusive o patrimônio ético moral do partido e da política. O (Paulo) Maluf, por exemplo. Eu nunca podia imaginar que um dia nós estivéssemos de braços dados com o Maluf. E por aí vai.
Nos cargos executivos que o sr. exerceu – prefeito, governador, ministro –, como administrou eventuais ofertas de empreiteiras, palestras, por exemplo, durante ou depois do mandato?
Eu nunca peguei dinheiro com palestra, nunca me dispus a isso.
O sr. nunca quis fazer o Instituto Olívio Dutra?
Não. Até porque é outra conjuntura, é outra realidade. Não sou o sal da terra e nem quero dizer que a minha experiência é a melhor. Nós também enfrentamos coisas contraditórias por aqui.
Qual era o seu parâmetro?
Governar bem para a maioria às vezes significa esgarçar as relações com setores que querem tirar proveito próprio de uma relação pessoal, com aquele grupo, com aquela família, com aquela pessoa. Eu sempre tive um pé atrás com isso. Nunca fui unanimidade no meu partido, nunca fui, nem hoje. Hoje eu sou oposição à direção nacional, mas eu sou PT e quero que o meu partido saia dessa inhaca em que se meteu por essa política do pragmatismo e da governabilidade a qualquer custo.
E como é que sai?
Nós temos estruturas que precisam ser mudadas. A estrutura política partidária que existe hoje é uma excrescência, para dizer o mínimo. Tu eleges um presidente da República, ou uma presidente, como é a Dilma, com um projeto. E o Congresso é composto majoritariamente por aqueles que defenderam outro projeto. E, no entanto, por serem maioria, eles vêm para dentro do governo. Isso cria uma contradição. Tudo vira um toma lá dá cá, um é dando que se recebe. E nós não mexemos nessa estrutura, não fizemos reforma política séria, nem reforma tributária, nem reforma agrária, nem reforma urbana, que ficou tudo no Judiciário. Continuam dando isenção tributária a grupos poderosos. Nós não mexemos nessas coisas. Fizemos muito, mas deixamos muito por fazer. E fizemos muita coisa errada também. A política não pode ser uma manobra dos mais espertos, dos mais atilados. Tem que ser a construção do bem comum com o protagonismo das pessoas. (AE)
alfeu
6 de março de 2016 9:27 pm*
Jovens revertem vandalismo no Instituto Lula com grafite
Rede Brasil Atual
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/03/jovens-revertem-vandalismo-no-instituto-lula-com-grafite-1814.html
Portão do Instituto Lula, que já havia sido alvo de bomba ano passado, amanheceu pichado neste sábado (5). O vandalismo não durou muito. Jovens do movimento negro e estudantil grafitaram rapidamente o portão
[video:https://www.youtube.com/watch?v=1xELpzmjE6w align:center]