4 de junho de 2026

Comunidade internacional saúda acordo com Irã, Israel considera “erro histórico”

Da Agência Lusa

Paris – Paris e Londres, assim como a maioria da comunidade internacional, saudaram hoje (2) o acordo entre o Grupo 5+1 (os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha) e o Irã sobre o programa nuclear iraniano. Uma das exceções foi Israel, que o considerou um “erro histórico”.

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O acordo intermédio entre o Grupo 5+1  e o Irã, com um prazo de seis meses prevê uma restrição das atividades nucleares de Teerã em troca de um abrandamento das sanções impostas pelo Ocidente.

Pelo acordo, o Irã se comprometeu a não enriquecer urânio acima de 5% durante seis meses em troca do alívio de sanções econômicas. O acordo entre o Irã e as seis potências mundiais prevê que o Irã também desmantele “os conectores técnicos” que permitem o enriquecimento acima de 5%.

Com este compromisso, as potências garantem o alívio das sanções contra o Irã, avaliadas em US$ 7 nilhões, durante seis meses, mas, se o país não cumprir por completo o acordo, as sanções voltarão a entrar em vigor.

No âmbito do acordo alcançado, o governo iraniano comprometeu-se a parar o enriquecimento de urânio até 20% e só poderá fazê-lo abaixo de 5%, apenas o suficiente para ser utilizado em atividades civis, a não expandir as centrais nucleares de Fordo e Natanz e a parar a construção da central de Arak, onde se poderia produzir plutônio.

Em Paris, o presidente francês, François Hollande, classificou o acordo como “um passo importante na boa direção” que “constitui uma etapa para o fim do programa militar nuclear iraniano e portanto para uma normalização das relações [da França] com o Irã”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, considerou hoje no Twitter que o acordo concluído em Genebra é “bom para toda a gente, incluindo os países do Oriente Médio e o povo iraniano”. “Este acordo demonstra que é possível trabalhar com o Irã e tratar problemas insolúveis pela via da diplomacia”, escreveu Hague.

Além de França e Reino Unido, o acordo foi saudado por Washington, Pequim, Moscow e Teerã, onde o aiatolá Ali Khamenei, que tem a última palavra no dossier nuclear, se felicitou com o pacto de Genebra e deu luz verde à parte iraniana para prosseguir as negociações. Khamenei incentivou o governo iraniano a encarar o acordo como “a base para as medidas seguintes”, que sustenta devem ser tomadas “com inteligência”.

O presidente da Comissão da Europeia, José Manuel Durão Barroso, saudou o acordo, dizendo que constitui “um grande avanço para a estabilidade e a segurança global” e destacou o papel desempenhado pela União Europeia nas negociações. Em uma declaração divulgada em Bruxelas, Barroso saudou, em particular a Alta Representante da União Europeia e vice-presidente da Comissão, Catherine Ashton, “por este feito, que é resultado da sua dedicação e empenho incansáveis nesta questão ao longo dos últimos quatro anos”, e comentou que o sucesso das conversações também “é um testemunho real do compromisso” da União Europeia para com a estabilidade regional e global”.

O presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, saudou igualmente o acordo de “coragem” mostrada pelo Irã e as grandes potências para limitar o programa nuclear iraniano, sublinhando a necessidade de pôr em prática o pacto o mais rapidamente possível.

Já Israel, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, considerou que com o acordo “o mundo se tornou mais perigoso, porque o regime mais perigoso do mundo deu um passo significativo no caminho para a obtenção da arma mais perigosa do mundo”.

Assegurando que o “regime iraniano se comprometeu a destruir Israel”, Netanyahu advertiu que “Israel tem o direito e o dever de se defender face a qualquer ameaça” e insistiu que “não deixará o Irã dotar-se de capacidades militares nucleares”.

O Irã vive ao ritmo das sanções desde 2006, mas o reforço destas no ano passado fez mergulhar o país em uma crise profunda. A inflação era oficialmente de 36% no final de outubro, o desemprego atingiu mais de 11% e o preço dos produtos de consumo não para de aumentar. O embargo bancário e a suspensão da rede de transferências internacionais Swift também têm afetado a saúde. O preço dos medicamentos disparou e a importação dos mesmos tornou-se complicada.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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12 Comentários
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  1. Marcos Chiapas

    24 de novembro de 2013 3:57 pm

    Putin rules

    O russo deve estar achando ótimo lutar com o adversário nas cordas.

    Heheheheh

  2. lucas/eu

    24 de novembro de 2013 5:06 pm

    Pois,na minha humilde opinião

    Pois,na minha humilde opinião essa brusca mudança de atitude do Irã é prova de que ele já tem a bomba e agora quer desafogar o país sufocado por sanções de toda ordem.   Todo mundo sabe que presidente no Irã é um mero administrador,que quem manda mesmo,politicamente falando é o tal Khamenei,logo,esperaram uma eleição para dizer que com novo governo se mudou os rumos e agora não querem mais briga com o ocidente.   Quando na real já alcançaram os objetivos que gerou a briga com o ocidente( fizeram a bomba),agora é baixar a poeira,recuperar a economia,restabelecer laços com o mundo exterior…   Qual país seria louco de chegar ao extremo de matar a sua economia por teimosia de um presidente e depois,sem mais nem menos,fazer o que sempre se exigiu dele,em condições de esfarrapado?  Se era pra se render,então que tivesse se rendido antes de falir,ou que fizesse um acordo tão vantajoso que o reerguesse de pronto e não  foi isso que fez.  A vantagem toda está,no eu ponto de vista,no fato deles já terem a bomba e a atividade nuclear já não valer o sacrifício que o ocidente impõe.  E o ocidente sabe disso,finge que não sabe para não admitir que mesmo com tudo isso não evitou a tal bomba,sem contar que sabendo que o Irã tem a bomba,já o tratam como aqules países intocáveis e com os quais se tem que negociar.

    1. Zanchetta

      24 de novembro de 2013 9:39 pm

      Rapaz! Quem, no mundo,

      Rapaz! Quem, no mundo, precisa da NSA já que você existe…

    2. Aliança Nacional Libertadora

      25 de novembro de 2013 2:05 pm

      Quant humildade…esse não recebe bolsa família. Pq não estuda..

      Se render? Economia morta?

      A verdade é que Israel tem sim diversso armamentos nucelares e simplesmente é ignorado.

      Posa de vítima quando incita todo esse carnaval atômico.

  3. C. Acácio

    24 de novembro de 2013 5:27 pm

    A reação de Israel faz parte

    A reação de Israel faz parte do jogo … se apoiasse o acordo , a comunidade muçulmana ficaria inquieta e desconfiada.

  4. Antonio C.

    24 de novembro de 2013 6:02 pm

    Comentário.

    Israel está cada vez mais parecido com o Irã que eles pintam para a comunidade internacional.

  5. Walter o primeiro

    24 de novembro de 2013 7:22 pm

    Israel esta apenas sendo

    Israel esta apenas sendo coerrente com sua historia recente apos a morte de Rabin.

    Como poderia então apoiar um acordo que pode resultar em paz ??

    Paz não

  6. wendel

    24 de novembro de 2013 7:26 pm

    Acordo do G-5+1 com o lrã

    Realmente é um assunto que merece muita atenção! Conforme diz o Lucas, pode ser que seja como ele diz, mas por outro lado, como em politica internacional nada é gratuito, fica a duvida!

    A verdade porém, é que Israel está esbravejando, e se isto for cortina de fumaça, só o tempo dirá!

    Todos os que acompanham os acontecimentos no OM,sabem das pretensões de Israel em detonar o Irã, pois é intenção dos sionistas, expandirem seus dominios e para conseguirem estes objetivos, há que tirarem do caminho a Siria, Irã e Libano!

    Afeganistão, Iraque e Libia, já são caças abatidas, e faltavam somente estes para completar sua agenda! A ser verdade o acordo feito pelos G-5 +1, sobre impedir uma intervenção militar, ficará Israel isolada pela comunidade internacional, que não atendeuj seu intento!

    Porém, será que o poder-politico- financeiro-midiático dos sionistas, irá se conformar?

    Como ficarão os industriais de armas, empresas de reconstruções e principalmente a Citty de Londres, ao perder o possível controle do Banco Central daquele país! 

     

  7. maria utt

    24 de novembro de 2013 8:09 pm

    erro

    Comunidade internacional saúda acordo com Irã, Israel se considera “erro histórico”

  8. MiriamL

    24 de novembro de 2013 10:07 pm

     
    P5+1 e Irã assinam acordo

     

    P5+1 e Irã assinam acordo nuclear histórico

     

    24/11/2013, Russia Today

    P5+1 and Iran agree landmark nuclear deal at Geneva talks

    Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

     

     

    O que, nem como, você NÃO LERÁ/ NEM VERÁ nos jornais-empresas do Grupo GAFE, nem ouvirá JAMAIS pela GloboNews.

     

     

    A Chefe de Relações Exteriores da União Eupopeia, Catherine Ashton (3a.E) entrega o Acordo Nuclear durante cerimônia ao lado (da esquerda para a direita da foto) do Secretário de RE britânico, William Hague; do Ministro alemão de RE, Guido Westerwelle; do Minstro de RE do Irã, Mohammad Javad Zarif; do Ministro de RE da China, Wang Yi, do Secretário de Estado dos EUA,  John Kerry; do Ministro de RE da Rússia, Sergei Lavrov e do Ministro de RE da França, Laurent Fabius; na sede das Nações Unidas em Genebra nem 24/11/2013. (Reuters / Denis Balibouse)

     

     

    O Grupo P5+1 (cinco estados-membros do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha) firmaram acordo histórico sobre o programa nuclear de Teerã, em Genebra,ontem. Os negociadores superaram as incompatibilidades, apesar da forte pressão de Israel e vários grupos de lobby.

     

    Nos termos do acordo assinado, Teerã terá acesso a $4,2 bilhões dos seus fundos congelados pelo ocidente, como parte das sanções impostas até agora ao Irã [O Globo, no Brasil, noticia o mesmo fato, nos seguintes termos: “O Irã terá acesso a US$ 4,2 bilhões em divisas, como parte de um acordo pelo qual ele irá travar o seu programa nuclear em troca do alívio de sanções, disse um diplomata ocidental”]. [Como se lê no“jornalismo” marrom, de O Globo]. Em troca, o Irã aceitou suspender o enriquecimento de urânio a 20%, por seis meses, mas continuará a enriquecer urânio a 5%. (…)

     

    O Ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, disse que o acordo foi “um grande sucesso” e disse que Teerã expandirá a colaboração com a Agência Internacional de energia atômica (AIEA).

     

    O Presidente do Irã, Hassan Rouhani anunciou que o acordo firmado em Genebra mostra que as demais potências mundiais reconheceram “os direitos nucleares do Irã”.

     

    [Não há NENHUMA notícia sobre isso, em NENHUM dos jornais-empresas de jornalismo marrom do Grupo GAFE –Globo, Abril, FSP, Estadão e nos demais veículos-empresas de macaqueação das agências internacionais, que as macaqueiam em língua portuguesa].

     

    (…)

     

    O Irã e a Rússia festejaram que “o acordo reconhece, afinal, o direito de Teerã a enriquecer urânio”. [Globo News, falando de Telavive, acha que não. NÃO ASSISTA, mas está publicado, para quem duvide, no vídeo da GloboNews ]

     

    (…)

     

     

    Sergey Lavrov, Ministro de Relações Exteriores da Rússia

     

     

    “Esse acordo significa que todos reconhecemos o direito do Irã ao uso pacífico da energia nuclear, inclusive o direito de enriquecer urânio. Todos entendemos também que o programa nuclear iraniano permanecerá sob estrito controle da Agência Internacional de Energia Atômica” – disse o ministro russo de Relações Internacionais Sergey Lavrov aos jornalistas.

     

    (…)

    http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/11/p51-e-ira-assinam-acordo-nuclear.html

     

  9. Marcos Antônio

    25 de novembro de 2013 2:45 am

    É muito melhor que o acordo

    É muito melhor que o acordo firmado pelo LULA?

    1. wendel

      25 de novembro de 2013 1:35 pm

      Ou será………………………..

      Perguntinha boba!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Ou será falta de neurônios qualificados?

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