Coronavírus: Cientistas pedem lockdown e alertam para terceira onda em Manaus

Região pode facilitar surgimento de novas cepas e ser responsável por crise sanitária em todo o país, com ritmo alto de mortes e casos até 2022

UPA José Rodrigues, avenida Camapuã, Cidade Nova, zona Norte de Manaus (Foto: Márcio James/Amazônia Real) - via fotospublicas.com

Jornal GGN – A equipe de cientistas que previu o segundo colapso no sistema de saúde de Manaus por conta da covid-19 não só aponta o risco de uma terceira onda do coronavírus na região, como afirma que o Amazonas pode espalhar a crise sanitária pelo país caso não tenha vacinação em massa e não seja imposto um lockdown com pelo menos 90% da população isolada.

“Não existe lockdown em Manaus hoje, apenas um isolamento parcial que já sofre pressões para a reabertura da cidade. Uma reabertura, mesmo que gradual, agora propiciaria um cenário de manutenção da pandemia, e um ritmo de casos e mortes altos durante todo o ano e entrando em 2022”, afirma Lucas Ferrante, biólogo e doutorando do programa de Biologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com o cientista, a atual segunda onda não é resultado da nova cepa, mas “fruto da negligência de governador e prefeito da capital, de não terem decretado um lockdown severo por algumas semanas no ano passado”.

“Sem o isolamento social adequado, Manaus deve enfrentar uma terceira onda ainda em 2021. É necessária uma fiscalização forte da polícia para garantir o fechamento de Manaus. Além disso, é impensável a volta às aulas presenciais para qualquer local do Brasil neste momento, justamente para impedirmos o espalhamento da variante que surgiu no Amazonas”, destacou Ferrante.

 

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