Coronavírus: Próximo ao colapso do seu sistema de saúde, governo do Maranhão promete endurecer quarentena

Governador do estado, Flávio Dino, prometeu um novo decreto próximo ao "lockdown", com bloqueio total dos comércios e da circulação da população

Foto: Divulgação

Jornal GGN –  O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB),  pretende endurecer as medidas de isolamento social na capital do estado, São Luís, nas próximas semanas. A medida pretende conter o colapso do sistema de saúde público e privado da cidade, superlotados em consequência do aumento do número de casos do novo coronavírus. Dino prometeu um novo decreto próximo ao “lockdown”, bloqueio total dos comércios e da circulação da população. As informações são do UOL. 

De acordo com o governo, dos 149 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis na capital, 119 estavam ocupados nesta quarta-feira, 29 de abril. No mesmo dia, o estado contabilizou 184 vítimas fatais da Covid-19. 

“O novo decreto vai na direção da restrição de reduzir a circulação de pessoas, se aproximando de lockdown. Estamos analisando a forma e a graduação de atuação para publicar. A previsão é que na terça-feira eu edite esse novo decreto para a capital; para o resto do estado não é necessário”, disse o governador.

Mas, apesar da crescente no número de casos, a doença ainda não atingiu o pico no estado – previsto para o final de maio. Com isso, Dino afirma que há uma preocupação muito grande sobre a capacidade do sistema de saúde do Maranhão, principalmente em relação a capital. 

“Nós estamos com tendência de aceleração de casos na capital. Por isso a previsão desse próximo decreto ter um endurecimento de medidas preventivas, de distanciamento, para a gente passar pela pandemia. Mas a trajetória é fortemente ascendente e a situação no estado é gravíssima. Hoje fiz esse alerta à população”, afirmou.

Além do novo decreto, o estado recebeu nesta madrugada respiradores comprados na China para auxiliar no atendimento das vítimas. Dino também disponibilizou mais 27 leitos de UTI nesta quinta-feira. “Neste momento, antes do novo decreto, estamos priorizando a contratação de médicos e leitos e no aumento de fiscalização do decreto em vigor. Já aplicamos multa a comércio, bancos”, explicou.

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