
A primeira reunião de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), realizada hoje (4), resultou na criação de comissões de senadores para ouvir, na Suíça, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e, nos Estados Unidos, o empresário José Hawilla, presos por envolvimento em corrupção no futebol.
Os requerimentos aprovados são de autoria do presidente da CPI, senador Romário (PSB-RJ), que também ficará encarregado de designar os membros das duas comitivas. A votação ocorreu na ausência do relator da CPI, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que não participou da reunião.
“Fiquei e fico feliz com o começo da CPI, apesar da ausência do relator. Acho que o que ocorreu hoje mostra que a CPI quer de fato mudar alguma coisa”, declarou Romário ao fim do encontro.
Romário também anunciou que ainda hoje terá uma reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e membros do Ministério Público e da Polícia Federal, de modo a definir a melhor estratégia para que as autoridades brasileiras solicitem às polícias suíça e norte-americana informações sobre as investigações que resultaram na prisão de Marín e Hawilla.
“Sou atacante nato e não será diferente na CPI. Vou me cercar de pessoas do bem, que queiram realmente que a CPI dê resultado. Por isso, os requerimentos para pedir apoio de pessoas do Ministério Público, da Polícia Federal, do TCU e de profissionais que realmente possam ajudar em todos os sentidos, de modo que possamos fazer um trabalho sério e verdadeiro”, explicou Romário.
A investigação americana sobre episódios de fraude e corrupção na Federação Internacional de Futebol (Fifa), inclusive na escolha dos países-sede das copas de 2008 e 2010, motivou a criação da CPI da CBF no Brasil. Marin e Hawilla foram presos por causa de denúncias do FBI, em parceria com a polícia suíça.
De acordo com o presidente da CPI, a expectativa é que na próxima semana o relator possa apresentar um plano de trabalho aos demais membros da comissão. Com o plano, também deve ser apresentado um cronograma, que deverá guiar os próximos passos da CPI.
M Thereza
5 de agosto de 2015 11:12 amdesperdício de tempo e
desperdício de tempo e dinheiro. Do jeito que tremem diante de alguém “poderosos” (na pequena e doente cabecinha desses deputados/senadores), só vão passear. É só lembrar o resulatado de amáveis entrevistas com celebridades. Até a vizinha da sogra da prima da mulher do Jeiressati foi excluída da cpi do hsbc
Andre Araujo
5 de agosto de 2015 12:33 pmSuiça e Estados Unidos, quer
Suiça e Estados Unidos, quer coisa melhor? Com tudo pago, se fosse para ir a Angola e Guiné Equatorial não ia ter candidato para a viagem. Outra coisa, precisa combinar com o carcereiro, se não vão chegar lá e não deixam entrar.
Athos
5 de agosto de 2015 4:12 pmO Congresso é para isso
O Congresso é para isso mesmo!
O nome disso é trabalho!
junior50
5 de agosto de 2015 9:02 pmAv. Nações Unidas, Q801 Lote 03 Asa Sul Brasilia
Caro Romário, monte suas perguntas, e agende através do MinJustiça e do Itamaraty, uma reunião neste endereço, com o adido do deptofjustice americano no Brasil, e encaminhe a ele suas duvidas e inquirições necessárias quanto ao Hawilla, e tambem sobre o Marin ( os suiços já comunicaram ao FBI sobre o Marin ).
Não precisa passear.
Detalhe: Como Hawilla é um delator do FBI, fez acordo com o US Federal Attorney, ele só fala com vcs. se quiser, responde se quiser, e a Procuradoria autorizar e os advogados dele tambem, pois delator nos Estados Unidos não é como nosso circo.