Dilma Rousseff: “No Brasil, vivemos tempos difíceis para as mulheres”

Ex-presidente critica políticas do governo Bolsonaro e convoca mulheres para participarem das manifestações pelo Brasil neste domingo

A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A ex-presidente Dilma Rousseff usou suas redes sociais para convocar as mulheres a participarem das marchas do Dia Internacional da Mulher neste domingo, em defesa dos direitos da mulher e contra o feminicídio, a violência, o machismo e a misoginia.

“No Brasil, vivemos tempos difíceis para as mulheres. Desde a redemocratização, nunca se viu tanta misoginia, tanto machismo e tanta violência, autorizados pelos que governam o país”, afirmou Dilma, destacando ainda o machismo e a intolerância do presidente Jair Bolsonaro.

Dilma ainda homenageou a vereadora Marielle Franco (PSOL), cujo assassinato chegará a dois anos sem solução nos próximos dias. “A violência assassina das milícias e seus cúmplices deve ser apurada, doa a quem doer”.

Thread obtida no twitter @dilmabr

Convido as mulheres brasileiras a participar das manifestações deste domingo em todo o Brasil em defesa dos nossos direitos e contra o feminicídio, a violência, o machismo e a misoginia. Hoje, no Brasil, lutar contra o machismo é lutar pela vida.

No Brasil, vivemos tempos difíceis para as mulheres. Desde a redemocratização, nunca se viu tanta misoginia, tanto machismo e tanta violência, autorizados pelos que governam o país.

O machismo e a misoginia do presidente, como praticados contra a deputada Maria do Rosário, autoriza a violência, os estupros e os assassinatos. O feminicídio aumentou 7%, em 2019. Entre 3 a 4 mulheres são assassinadas por dia no Brasil de Bolsonaro.

Machismo causa sofrimento, fere e pode matar. Quem verbaliza a misoginia e o machismo incentiva a violência. Simone de Beauvoir disse que “ninguém é mais arrogante, agressivo e desdenhoso com as mulheres do que o homem que duvida de sua virilidade”.

Homenageio as que sucumbiram à violência dos homens e do estado. Como a brava Marielle, cuja morte completa 2 anos sem que as autoridades tenham esclarecido o crime. A violência assassina das milícias e seus cúmplices deve ser apurada, doa a quem doer.

A nossa luta é a luta dos que querem uma sociedade de paz e de bem viver. Uma luta pela civilização, pela soberania, pela vida e contra a discriminação de pobres, negros, LGBTIs. Luta pela terra, em defesa do meio ambiente e das populações indígenas.

As mulheres não querem privilégios, querem direitos. Direito ao trabalho remunerado, a salários iguais por funções iguais, à disputa justa por promoções, à liberdade de trabalhar sem sofrer assédio, à equidade e ao empoderamento nas funções políticas.

As mulheres querem viver sem medo, nas ruas e dentro de suas próprias casas. Que o estado as proteja de agressores e assassinos e que polícia faça seu trabalho e não desdenhe das ameaças e das agressões que sofrem. E que o presidente não nos ameace.

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