
Foto: Sídio Júnior
Por Antonio Nelson*
O secretário das Finanças da Prefeitura de Salvador, Mauro Ricardo, é o homem invisível para Correio*, TV Bahia e Rádio CBN Salvador…Em 2014 é hora da velha mídia local entrar ao vivo numa euforia pela festa dionísica. Os espaços públicos dos circuitos na orla serão tomados pelos camarotes. Ocupados pelos seus diversos “reis”. Lembremos que tem “Camarote do Reino”. Um exemplo do escárnio é em praça pública, no bairro de Ondina, em Salvador, Bahia. A praça é Patrimônio da União, certamente a caipital baiana terá mais um ano de instalação e o funcionamento para uso privado do Camarote Salvador, que pertence ao Luís Eduardo Magalhães Filho, sob a alcunha de Duquinho, primo do prefeito ACM Neto.
A praça está sob a responsabilidade da Superintendência de Patrimônio da União (SPU), que afirma a proibição de qualquer construção irregular, o território é de propriedade da Marinha. Porém, um espaço geográfico estratégico para encher os cofres da iniciativa privada, no circuito Barra-Ondina. Em 2013, para quem desejou participar do Carnaval no Camarote Salvador, apenas na terça-feira 12, foi necessário pagar R$ 2.090,00 (masculino) e 1.590.00 (feminino).
O Camarote Salvador tem autorização da exploração do local com alvará pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom).
No mesmo ano, os trabalhadores ambulantes foram proibidos de circularem com carrinho de mão, espetinhos de churrasco, fogareiro de queijo coalho, garrafas de vidro, venda de bebida alcoólica artesanal, como a mistura príncipe maluco. Mais de 2.000 mil agentes fiscalizaram com apoio da Guarda Municipal e das polícias Civil e Militar. A secretária Rosemma Maluf, da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), falara que 2013 a fiscalização é mais severa.
ACM versão Neto (DEM) em segundo semestre de gestão partiu para a ofensiva do recadastramento do IPTU. As altas dos tributos chegaram até 35%! Os fatos foram pautados na velha mídia, com diferentes ângulos dos impressos A Tarde e Correio – veículo de comunicação chapa branca nas mãos dos Magalhães.
Neto e seu partido, o DEM(o), arrotam em todos os fóruns contra a “excessiva” carga tributária cobrada no país. Claro, defendendo os interesses da Fiesp, CNA, CNI e outros parceiros econômicos, afirma o jornalista, mestre em História Social, pesquisador de História da mídia e blogueiro Zeca Peixoto, no site do jornalista Luis Nassif, com o artigo intitulado A escorcha de ACM Neto e a colaboração da mídia.
Em 26 de novembro deste, a rádio Band News FM Salvador noticiou em nota que a Prefeitura de Salvador não chegou a ter 50% do recadastramento. Mas há uma inquietação por muitos contribuintes. Quanto o prefeito ACM versão Neto gastou com publicidade e propaganda para o recadastramento do IPTU?
Com base na Lei de nº12.527, de 18 de novembro de 2011, que legitima o direito de Acesso à Informação Pública, é indispensável que o gestor da Soterópolis declare com urgência o relatório de quanto a PREFEITURA DE SALVADOR, PRIMEIRA CAPITAL DO BRASIL – slogan da sua administração – gastou com dinheiro público nos principais meios de comunicação de massa na Cidade da Bahia, além do outdoor, busdoor etc. Cabe também ao assessor geral da AGECOM, Roberto Messias de Lima Pontes, divulgar no site da Administração Pública.
Sabemos que os gastos constam no Diário Oficial e no Portal da Transparência, contudo, torna-se um dever do ACM versão Neto, e seu secretário de comunicação deixar às claras se os valores com anúncios foram excessivos ou não para arrecadação dos tributos.
Contudo, não é novidade falar de seus abusos quanto à contradição do valor venal e de mercado. O que falta nesta cidade, verdade!

*Antonio Nelson é jornalista, ciberativista da liberdade na rede e do software livre.
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