Representantes da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos se reúnem nesta terça,17, em Genebra, na Suíça, para a terceira rodada de negociações trilaterais visando encerrar a guerra que já dura quatro anos. Este é o terceiro encontro mediado pelos EUA desde que as conversas começaram em janeiro de 2026 em Abu Dhabi.
Contexto das negociações
As duas primeiras rodadas de conversas ocorreram em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em janeiro e fevereiro de 2026. Segundo autoridades americanas, os negociadores trabalharam sobre um plano modificado de 20 pontos que abrange questões territoriais, econômicas, de segurança e outros temas relevantes. A administração Trump assumiu um papel central nas negociações, com o enviado especial Steve Witkoff e o genro do presidente, Jared Kushner, liderando a delegação americana.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que um documento detalhando as garantias de segurança que a Ucrânia busca está “100% pronto” e aguarda assinatura. Trump declarou em janeiro que acreditava que ambos os lados “querem fazer um acordo” e sugeriu que as negociações estavam reduzidas a “uma questão” principal.
Principais pontos em discussão
O controle territorial da região de Donbas, no leste da Ucrânia, permanece como o principal obstáculo nas negociações. A Rússia mantém como exigência fundamental a anexação desta região rica em carvão, incluindo as áreas de Donetsk e Luhansk, alegando que isso fazia parte de acordos estabelecidos em uma cúpula entre Putin e Trump no Alasca.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que os diálogos em Genebra cobrirão “uma gama mais ampla de tópicos” do que as rodadas anteriores, incluindo especificamente a questão territorial. A Ucrânia planeja levantar a proposta de um cessar-fogo energético, ideia que Moscou rejeitou repetidamente no passado. Zelenskyy também revelou que as delegações discutirão como uma missão de monitoramento operaria em caso de cessar-fogo.
Antes das conversas, Trump pressionou a Ucrânia publicamente, declarando na segunda-feira (16) que “é melhor a Ucrânia vir à mesa, rápido”. A administração americana tem defendido que a Ucrânia considere concessões territoriais como troca necessária para alcançar um acordo de paz com a Rússia.
Com informações de: Al Jazeera, The New York Times, Euronews, France 24.
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Carlos
18 de fevereiro de 2026 1:50 amPrezados, enquanto não for uma conversa direta entre os dois interessados está guerra não termina.
Terceiros como eua, que só querem sua parte no butim que virá a seguir, não ajudam em p**** nenhuma, muito pelo contrário.