10 de junho de 2026

Ex-presidente das Filipinas é preso por banho de sangue em “guerra às drogas”; entenda

Rodrigo Duterte tinha mandado de prisão contra ele expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade
Ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. | Foto: Ceslou via Wikimedia Commons

O ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, foi preso nesta terça-feira (11), no aeroporto internacional de Manila, capital do país, após chegar de Hong Kong. Duterte tinha um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que o acusa de crimes contra a humanidade pelos assassinatos de milhares de pessoas ocorridos na “guerra às drogas” durante seu governo, entre 2016 e 2022.

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Segundo um comunicado do gabinete do atual presidente filipino, Ferdinand Marcos, Duterte foi detido após o escritório da Interpol na capital receber uma cópia oficial do mandado de prisão do TPI,  nesta manhã. O homem de 79 anos está sob custódia, apresenta “saúde boa” e está sendo atendido por médicos do governo, disseram as autoridades.

Após a prisão, o ex-presidente questionou qual foi o crime que cometeu e pediu para ser julgado no país, já que há possibilidade que seja transferido e julgado em Haia. “Se eu cometi um pecado, julguem-me em um tribunal filipino“, disse ele, de acordo com informações da imprensa local. 

Ataques “generalizados” e “sistemáticos”

Na ordem de prisão, o TPI argumenta que “há razões para acreditar que os ataques às vítimas foram tanto generalizados quanto sistemáticos: ocorreram ao longo de vários anos e milhares de pessoas parecem ter sido mortas”. 

O Tribunal ressalta ainda que apesar de Duterte não ser mais presidente, ele “aparenta continuar exercendo poder considerável“. “Tendo em mente o risco resultante de interferência nas investigações e na segurança de testemunhas e vítimas, o tribunal considera que a prisão do Sr. Duterte é necessária”, diz trecho do documento.

Reações

Em meio a prisão, advogados e assessores de Duterte protestaram por terem sido impedidos de se aproximar dele na ocasião. 

O ex-porta-voz presidencial de Duterte, Salvador Panelo, criticou ação, classificando a medida como “ilegal“, sob a alegação que Filipinas se retiraram do TPI em 2019. O tribunal, no entanto, já havia explicado anteriormente que tem jurisdição nas Filipinas sobre supostos crimes cometidos antes de o país deixar de ser membro.

Já algumas horas após a prisão, um advogado protocolou um pedido na Suprema Corte do país para que as autoridades filipinas parem de cooperar com o TPI. Ainda não se sabe se esse defensor tem alguma proximidade com o ex-presidente. 

Para a Coalizão Internacional pelos Direitos Humanos nas Filipinas (ICHRP, na sigla em inglês), no entanto, a prisão é histórica. “O arco do universo moral é longo, mas hoje ele se curvou em direção à justiça. A prisão de Duterte é o início da responsabilização pelos assassinatos em massa que definiram seu governo brutal“, disse o presidente da ICHRP, Peter Murphy.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Thiago Henrique

    11 de março de 2025 2:46 pm

    Jornaleco caiu em descredibilidade ao comparar um cara desses que matou milhares durante seu comando nas Filipinas com o Bozo aqui no Brasil! Olha que eu nem sou de direita, mas até eu já estou cansado dessa mídia fajuta que não tem mais o que noticiar e vive fazendo paralelo de assassinos, ditadores e genocidas reais que levaram a vida de milhares de crianças, mulheres, idosos e pessoas inocentes com esse cidadão brasileiro que um dia esteve no cargo de presidente, que nada tem a ver com esses ceifadores de vidas reais, ou eu sou cego? Pois não vi nada disso no governo dele, mesmo não sendo um bolsominion! Não dá mais, já ficou sem graça esse bando de jornais sem credibilidade nenhuma em dar notícia. Chega porra!

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