Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
aliancaliberal
17 de janeiro de 2014 3:17 amCapitalismo
Capitalismo Por Pedro Carleial (com edições)
A definição mais comum de Capitalismo é alguma variante de “um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção”. Esta definição é equivocada por vários motivos.
– Em primeiro lugar, o direito à propriedade é um conceito político e não econômico. Trata-se de reconhecer que tudo o que tem valor para o homem é produto do esforço produtivo de alguém, e garantir ao criador de cada valor o direito de fazer o que quiser com aquilo que produziu.
– Em segundo lugar, a definição faz uma distinção irrelevante ao especificar a propriedade privada de meios de produção. Rigorosamente todo produto material do esforço humano é um meio de produção em potencial.
Mesmo um bem de consumo é um meio de produção – ele permanece totalmente inalterado da saída da fábrica, passando pelo operador logístico, pelo atacadista e pelo varejista. Mas cada um destes o usa para produzir valor: trazendo o produto para perto de quem o deseja.
E o bem de consumo de um é o meio de produção de outro. Uma pessoa pode usar o leite comprado no mercado para colocar em seu cafezinho. Outra usa o mesmo leite para fazer um bolo para vender.
Não existe distinção real entre “bem de consumo” e “meio de produção”. A distinção está apenas em como cada um usa um dado produto: para saciar suas próprias vontades ou para produzir algo que saciará as vontades de outros.
– Finalmente, apenas a garantia formal da propriedade privada é insuficiente. Nos regimes fascistas e no moderno “estado regulador” a propriedade é nominalmente privada – mas o governo determina o que se pode ou não fazer com ela. Na prática, esta violação da liberdade anula o direito à propriedade. O que significa ser “dono” de uma propriedade se você precisa da permissão de outro para usá-la?
Como surge o capitalismo?
Nos posts passados, falamos sobre os direitos a vida, liberdade e propriedade. O que aconteceria se tivéssemos uma sociedade em que a atuação do estado se limitasse a proteger estes 3 direitos de TODOS os cidadãos? Parafraseando John Lennon em sua “Imagine”:
Imagine um mundo em que cada pessoa é dona daquilo que produz – direito à propriedade.
Imagine um mundo em que cada pessoa é livre para dispor daquilo que produz – direito à liberdade.
Imagine um mundo em que cada pessoa tem sua vida protegida, de forma a poder exercer os dois direitos acima – direito à vida.
A vida sob um governo legítimo, o que significa um governo que defenda estes direitos individuais, é uma vida em que se está livre da ameaça dos outros, mas se está inteiramente responsável pela própria vida. Se alguém quer ter propriedade, terá de produzi-la. Se não é capaz de produzir aquilo que quer, terá de produzir algo que os outros queiram – para poder trocar por aquilo que deseja. Porque existem o direito à liberdade e o direito à vida, ele não pode ameaçar nem coagir ninguém a ajudá-lo nem a saciar suas vontades, precisa convencer as pessoas a fazer o que quer que façam.
Um sistema onde as pessoas são donas daquilo que produzem e o trocam por comum acordo, não é sistema econômico nenhum. O Capitalismo é simplesmente o que acontece naturalmente quando as pessoas estão livres de ameaças contra seus direitos.
O “sistema” capitalista é, portanto, um mito. Não existe ninguém “organizando” nem ditando as coisas no Capitalismo. Não existe ninguém determinando quem deve fazer o quê. Não existe “sistema” exceto a proteção dos direitos individuais – e isto é um sistema político, e não um sistema econômico.
Quando não se pode obrigar alguém a lhe dar o que você quer, é preciso convencê-lo. O meio de fazer isso é trocando o que você quer e ele tem pelo que ele quer e você tem. O dinheiro é uma ferramenta que facilita estas trocas.
Quando se tem propriedade acumulada, é natural que se procure obter dela o maior benefício possível. Um meio de fazer isto é usando-a para a produção. O “acúmulo de capital” não é parte de um “sistema”, é apenas o que as pessoas fazem naturalmente para melhorar sua condição de vida no futuro.
Não existem “classes” no Capitalismo porque não há sistema no Capitalismo. Existem ricos e pobres da mesma forma que existem pessoas bonitas e feias, inteligentes e burras, empenhadas e folgadas. Cada um produz de acordo com sua capacidade – e para seu próprio proveito. A “desigualdade” é parte da natureza humana, e não algo “causado pelo sistema capitalista”, como alegam alguns. (É claro que, assim como é da natureza humana haver feios e bonitos, burros e inteligentes e nem por isso vamos defender que as pessoas não possam buscar educação ou tratamentos estéticos, pode-se também buscar amenizar a desigualdade. A questão fundamental é que qualquer busca por isso deve ser feita sem violar os direitos de outros).
Como ninguém planeja nem impõe a estrutura econômica no Capitalismo, chamo-o de “organização econômica”, e não “sistema econômico”. O que caracteriza esta organização econômica é ser o resultado natural da livre ação de todos os indivíduos, quando lhe são assegurados os direitos individuais.
Portanto,
Capitalismo é a organização econômica que resulta do sistema político de direitos individuais à vida, propriedade e liberdade.
Neste blog, tomo a liberdade de chamar o próprio sistema político de Capitalismo – por ser inseparável dos efeitos econômicos conhecidos por este nome.
Uma vez compreendida essa ideia, veremos que praticamente toda a crítica anticapitalista na verdade vive de botar nas costas do capitalismo coisas que não são, absolutamente, capitalismo. Por exemplo, quando as pessoas reclamam que “No capitalismo os governos dão dinheiro da população para salvar os banqueiros”, isso é realmente culpa do capitalismo? Vejamos: o capitalismo se baseia na propriedade privada. Como pode um sistema baseado em roubar dinheiro (propriedade) de uns para dar a outros ser capitalista? Não pode.
Os próximos posts serão dedicados a comentar este tipo de crítica equivocada, na série que vou batizar de “Bota na conta do Capitalismo”, mas se você quiser expor questionamentos deste tipo (e certamente haverá muitos, pois passamos nossa vida ouvindo que o Capitalismo é raiz dos males do mundo), fique à vontade para usar o espaço dos Comentários, logo abaixo.
Antes, um adendo:
Como saber se uma economia é capitalista?
Como visto, o Capitalismo não é um sistema. A existência de bancos, empresários, indústrias, dinheiro, trabalho assalariado, juros, nada disto precisa ser estabelecido pelo governo. Todas estas coisas surgem no Capitalismo, mas não são elas que fazem de uma economia capitalista. Não se pode caracterizar o Capitalismo por seus sintomas, pois é possível estabelecer estas e outras instituições típicas do Capitalismo pela força governamental.
O Capitalismo só pode ser identificado por suas causas, ou seja, pelo sistema político que o origina. Em um dado contexto, se os agentes econômicos têm assegurados seus direitos individuais então suas relações produtivas são capitalistas. Na medida que seus direitos à vida, propriedade e liberdade são ameaçados, suas relações deixam de ser capitalistas.
No mundo de hoje não existe país que seja completamente Capitalista. Na história a nação que mais se aproximou deste sistema político foram os Estados Unidos da América, no século 19. O que se encontra hoje no mundo ocidental são grandes economias mistas, em que os direitos de propriedade e liberdade individual são violados pelos governos em maior ou menor grau.
No Brasil o governo interfere em praticamente todos os aspectos da vida do cidadão, violando rotineiramente seus direitos à propriedade e à liberdade. Além de roubar o cidadão diretamente através dos impostos, impõe um sem número de regras estabelecendo o que o indivíduo pode ou não pode fazer com aquilo que lhe pertence. O governo é dono da empresa que domina 90% da atividade petroquímica, regulamenta pesadamente a importação e exportação dos produtos, taxa abusivamente a compra e venda dos produtos e ainda se declara dono de toda a reserva mineral do país – se você achasse petróleo na “sua” terra, não poderia explorar!
Em contraste, não existe empresa governamental de maquiagem. Embora sem dúvida existam inúmeras regulamentações sobre produtos de estética, e eles sejam sujeitos a tributos e restrições de importação e exportação, não há regulação específica desta indústria. Existem grandes e pequenas empresas privadas, com os mais variados modelos de negócio.
Comparada com a indústria petroquímica, a indústria de cosméticos é muito mais capitalista: quem desenvolve, produz, comercializa, compra e usa cosméticos o faz com muito mais liberdade.
A privatização, ainda que em regime de concessão, das grandes estatais de telecomunicações no Brasil dá um contraste claro entre situações de menor ou maior Capitalismo. Enquanto era uma indústria estatal, a telefonia no Brasil era cara, ruim e tecnologicamente atrasada. Quando se passou a respeitar parcialmente a propriedade privada nesta indústria, ocorreu uma revolução na qualidade, acessibilidade e preço dos serviços.
Mas a telefonia no Brasil ainda não é capitalista. A permissão para atuar no mercado é por concessão governamental. Os serviços e preços são regulados pelo governo. O verdadeiro Capitalismo faria o que vemos hoje parecer tão atrasado quando nos parece hoje o velho sistema onde uma linha de telefone custava milhares de reais e demorava meses para ser instalada.
Onde existe Capitalismo no mundo de hoje? Não há um país que seja completamente capitalista, que defenda consistentemente os princípios do sistema político dos direitos individuais. Há, no entanto, países que se aproximam muito deste ideal, e outros que não o veem nem ao longe. Nos países mais livres, há setores da economia que são praticamente Capitalistas – em que por algum motivo o governo não interfere.
Como Capitalismo se identifica pela defesa de direitos, a liberdade é o melhor indicador de quanto um país é capitalista. A Heritage Foundation publica anualmente um índice de liberdade econômica, um bom indicador de quanto cada país se aproxima do Capitalismo.
O Brasil aparece em 100º lugar no ranking de 2013. Aqui há bancos, empresários, assalariados e tudo o mais. Em teoria existe a tal “propriedade privada dos meios de produção”. Mas aqui nunca houve Capitalismo.
http://matrixpolitica.blogspot.com.br/2013/11/capitalismo.html
Walker
17 de janeiro de 2014 8:28 amA duas décadas atrás os
A duas décadas atrás os Mamonas Assassinas já abordavam antroposocioligamente a temática complexa dos rolezinhos….
http://www.youtube.com/watch?v=p_BwCPjhztQ
Chopis Centis
Eu dí um beju nela… e chamei pra passear…
A gente fomos no shopping, pra mode a gente lanchá…
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim.
Até que tava gostchoso, mas eu prefiro aipim.
(Refrão)
Quantcha gente,e,
Quantcha alegria (he, he, he),
As minha felicidade
é um crediário
nas Casas Bahia.
Quanta gente (oba),
Quantcha alegria (he, he, he),
As minha felicidade
é um crediário
nas Casas Bahia.
pra ribaa (he, he)…
joinha, joinha chupetão
vamo la…junto assim, vam’bora
Esse tal Chopis Centis é muitcho legalzinho,
pra levar as namorada (smack, smack…vem ca vem) e dá uns rolêzinho.
Quando eu estou no trabalho,
não vejo a hora de descer dos andaime (na, na, namm)
prá pegar um cinema do “xuasineguer”,
tomém o Van “diaime” (na, na, nam…na, na, namm)
(Refrão)
Quantcha gente,
Quantcha alegria, (he, he, he)
A minha felicidade
é um crediário
nas Casas Bahia.
bem forte…bem forte…
Quanta gente,
Quantcha alegria (obaa),
A minha felicidade
é um crediário
nas Casas Bahia.
(nhamm…hum, nhaoo)
adolpho
17 de janeiro de 2014 4:18 pmNão foi à época barrado e nem
Não foi à época barrado e nem seria agora… ele e a mina dele podem ir na boa.
Sérgio T.
17 de janeiro de 2014 9:54 amQuando o mínimo não é o mínimo
Quando o mínimo não é o mínimo
A partir deste mês, já está em vigor o novo aumento para o salário mínimo no Brasil. A presidente Dilma havia assinado o decreto no dia 23 de dezembro de 2013, e o novo valor de R$724 entrou em vigor no dia 1º de janeiro deste ano. O aumento foi de 6,78%, o que significa um aumento real de 0,75%, considerando a previsão para o IPCA do último Boletim Focus – pesquisa feita pelo Banco Central – que prevê inflação de 6,03%.
O aumento do salário mínimo foi um dos principais discursos feitos pelos governos do PT, com isto, a ideia deste artigo é discutir avanços e limitações do salário mínimo nos últimos anos.
A história do salário mínimo
O salário-mínimo foi produto do debate na Era Vargas de criação da CLT, em meados da década de 1930. Ele foi regulamentado pela primeira vez através da Lei nº 185 de janeiro de 1936 e do Decreto-Lei nº 399 de abril de 1938, e fixado seus valores em 1º de maio de 1940, pelo Decreto-Lei nº 2162. Até o golpe militar de 1964, seu valor era definido por comissões tripartites (empresários, trabalhadores e governo), sendo eliminada esta forma no governo ditatorial.
Segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), publicado em 2011, “Salário mínimo, instrumento de combate à desigualdade”, quando foi instituído em 1940, o salário-mínimo, que na capital paulista era de 220 mil réis, equivalia a R$ 1.202,29 em valores corrigidos pela inflação, levando em conta a atualização com base no Índice do Custo de Vida (ICV) para a capital paulista, bem acima do atual. Em 1959, durante um período de crescimento econômico acelerado, no governo de Juscelino Kubitschek, o mínimo chegou ao seu auge de R$1.732,28 em valores de 2011. Já em janeiro de 1996, chegou ao equivalente de R$266,17 em cifras corrigidas.
O salário mínimo era calculado de acordo com a região em que o trabalhador residia e deveria atender somente às necessidades básicas do trabalhador e de sua família. Para a definição do valor foram considerados os salários praticados na região e também uma referência de cálculo do custo do trabalhador por meio de uma cesta básica. Hoje, o IBGE considera o padrão de família sendo composta por quatro pessoas, que é a média da população brasileira dividida pelo total de domicílios, número utilizado pelo governo para a definição do salário.
O salário mínimo na era do Real
Desde a instauração do Plano Real até 2013, intervalo de 19 anos, o salário mínimo no Brasil cresceu em termos reais (subtraindo o IPCA) 119,04%. O maior aumento deste período aconteceu em 1995, sendo de 31,93%, período ainda em processo de estabilização monetária (neste ano, o IPCA foi de 22,41%). O ano de maior retração também foi no governo FHC, em 1999, quando o salário mínimo caiu, em termos reais, 4,32%.
Em períodos presidenciais temos que de 1995 a 2002, no governo FHC, o crescimento real do salário mínimo foi de 53,83%, já para os oito anos do governo Lula foi um pouco menor, 53,58%. Os dois primeiros anos de Dilma, o aumento foi de 11,62%.
O salário mínimo do DIEESE
O DIEESE calcula, mensalmente, o salário mínimo necessário para uma família média brasileira viver de acordo com a Constituição de 1988, com gastos relativos à alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte, ou mais especificamente da seguinte forma:
A constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988, define o salário mínimo como aquele fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas (do trabalhador) e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, …(Constituição Federativa do Brasil, art. 7º – IV).
Para calcular o Salário Mínimo Necessário, o DIEESE considera o preceito constitucional de que o salário mínimo deve atender às necessidades básicas do trabalhador e de sua família e que é único para todo o país. Usa como base também o Decreto de lei 399, que estabelece que o gasto com alimentação de um trabalhador adulto não pode ser inferior ao custo da Cesta Básica Nacional. (DIEESE, 1993, p. 6)
O último valor disponibilizado pelo departamento é o do salário mínimo necessário para novembro de 2013, que seria de R$2.761,584. A diferença para o vigente, atualmente, seria de R$2.037,58, ou de 3,8 vezes o valor atual. Podemos considerar que é menor do que quando promulgado o Real, em Julho de 1994, em que a diferença estava em 9,1 vezes, um absurdo ainda maior.
No entanto, ainda estamos muito longe do que poderíamos entender como um piso digno para um trabalhador e sua família. O que o DIEESE calcula que seria o mínimo para uma família brasileira viver dignamente não é, sequer, a realidade de um trabalhador médio, que ganha, segundo o Ministério do Trabalho, R$2.080,07. Mas a política de valorização do salário mínimo continua urgente, tendo em vista que cerca de 48,2 milhões de pessoas ainda têm rendimentos referentes a este nível.
Bem, mas com um piso salarial tão baixo, não parece estranho termos uma concentração de renda tão alta, ganhando de países como Zâmbia, Papua Nova Guiné e Sri Lanka.
Referências
DIEESE. Cesta Básica Nacional: Metodologia. 1993. Disponível em: <http://www.dieese.org.br/metodologia/metodologiaCestaBasica.pdf> Data de acesso: 06 de janeiro de 2014.
*Eric Gil é economista do Instituto Latino-americano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE) formado pela Universidade Federal da Paraíba, mestrando no Programa de Pós-graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Paraná; escreve quinzenalmente para Pragmatismo Político
drigoeira
17 de janeiro de 2014 10:28 amCastelo de Areia
Tá aí o Castelo de Minas para quem quiser comprar. E o que se deu a investigação deste escândalo?
Do bol.uol.com.br
Castelo de deputado está à venda em Minas Gerais
Do UOL, em Brasília
Ampliar
Conheça os imóveis de políticos brasileiros42 fotos
5 / 42Castelo avaliado em R$ 25 milhões do ex-corregedor da Câmara e deputado federal Edmar Moreira (na época no DEM-MG, hoje no PR) no distrito de Carlos Alves, em São João Nepomuceno (MG). O parlamentar não declarou à Receita, nem à Justiça Eleitoral, o valor do imóvel, que foi descoberto em 2009. Na época, Edmar afirmou que a propriedade foi passada para seus filhos em 1993 Leonardo Costa/Estado de Minas/Folha Imagem
O castelo do deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB-MG) está à venda. A propriedade fica na cidade de São João Nepomuceno (318 quilômetros de Belo Horizonte). O imóvel ficou conhecido quando o pai do parlamentar, o ex-deputado Edmar Moreira (PSDB), foi acusado de não ter declarado o castelo em sua prestação de contas na campanha eleitoral de 2006, alegando que a fazenda estava em nome de seus filhos.
O corretor responsável pela negociação da fazenda confirmou ao UOL a intenção do deputado de se desfazer do imóvel rural. Ele não quis ser identificado pela reportagem.
O profissional afirmou que o proprietário não o autorizou informar o valor da propriedade, que estava avaliada na época do escândalo em cerca de R$ 25 milhões.
Os interessados na fazenda só podem visitar o castelo após apresentar uma “carta de intenções de compra” com o valor proposto. O documento deve conter firma reconhecida em cartório e só então será enviado ao deputado, que aí então vai avaliar se a oferta interessa e autorizar a visita ao local.
De acordo com o corretor, o imóvel rural tem atraído curiosos e investidores que pensam em montar ali um hotel.
O castelo tem 7.500 metros quadrados de área construída, e foi erguido entre 1982 e 1990. O conjunto arquitetônico tem pelo menos 36 suítes com closet e sistema individual de ar condicionado. Os banheiros são revestidos com mármore. Há heliporto na propriedade.
Anúncios disponíveis na internet informam que há “dez dependências para serviçais e garagem coberta” e complexo aquático com sauna, piscina aquecida, hidromassagem, vestiários e ampla área para convenções. A fazenda tem 192 hectares com curral e gado leiteiro. Tem ainda “pista de eventos para animais com capacidade para até 8.000 pessoas”.
Adilsonbb
17 de janeiro de 2014 12:39 pmHomenagem do PT ao PSDB
Essa Dilma e o Nunca Dantas são demais, só porque a “oposição foi dar um rolezinho e nunca mais voltou”, resolveram fazer algumas peças publicitárias em homenagem ao anacronismo, reacionarismo e racismo dos demotucanos em relação a educação na era FHC.
Eis a seguir uma das homenagens do governo dos trabalhadores para os incompetentes e anacrônicos demotucanos:
“Tô bem, tô zen. Entrei para a faculdade com o ENEM.
Aluno dedicado, tá despreocupado. Tem vaga no SISU (Sistema Unificado).
A faculdade é bacana, mas você está sem grana.
Com as bolsas do PROUNI você garante o diploma.
Aluno nota dez, conta com o FIES (Financiamento Estudantil),
sem se enrolar com os papéis.
Tô bem, tô zen. Entrei para a faculdade com o ENEM.
Uma porta que abre outra porta que abre, outras portas que abrem…
Esse futuro é meu também.
A linda homenagem feita pela Presidenta Dilma e Mercadante, Lula e Hadad aos “jênios” da era FHC pode ser vista clicando no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=S2XEGOvpSBc.
Leonardo PP
17 de janeiro de 2014 12:58 pmMenino que morreu para evitar ataque suicida vira herói no Paqui
Caros,
Não me lembro de ver esta notícia como destaque aqui no blog, mas creio que valeria a pena reforçar a atitude de um jovem de apenas 15 anos de idade que trocou sua vida pela dos seus colegas.
Em dias de “rolezinho” onde o que importa é curtir e mesmo sendo discrimidade por isso, nossos jovens ainda assim não entendem o poder que eles possuem e que poderia ser aplicado realizando boicotes dos shoppings onde estão sendo barrados e discriminados, uma outra realidade despertou para o jovem Aitzaz Hassan e ele viu que poderia fazer a diferença também.
http://br.noticias.yahoo.com/menino-morreu-evitar-ataque-suicida-vira-her%C3%B3i-paquist%C3%A3o-151935458.html
BRAGA-BH
17 de janeiro de 2014 1:25 pmShopping center não é praça
Shopping center não é praça
Miúda dissertação sobre um patético fenômeno chamado “rolezinho”, enésima prova da visão primitiva dos envolvidos
por Mino Carta
A praça que mais me impressionou, entre todas as que conheço, do ponto de vista da participação, da intensidade do fervor de quem a frequenta e ama a vida, foi a principal de Bolonha, espraiada entre o palácio do rei Enzo e a catedral, com sua severa fachada enobrecida pelos altos-relevos de Iacopo della Quercia, gênio dos começos de 1400.
Aqui me permito uma digressão. A respeito do uso impróprio que se faz nas nossas plagas da palavra nobre. Horário nobre, espaço nobre etc. etc. Ora, ora: nobre por quê? Porque encarece a publicidade da televisão no caso do horário? Este esbanjamento é próprio de uma sociedade que não tem nobreza alguma e desconhece o exato significado das palavras. Fecho o parênteses e vou ao que me move, para afirmar, alto e bom som como o editorial de um jornalão: shopping center não é espaço nobre.
O shopping center resulta de uma grande hipocrisia, de um monumental engodo, de um ardil sinistro destinado a enganar o distinto público. Finge ser uma praça com as intenções mais malignas. Falava de Bolonha, a qual, diga-se, como conjunto arquitetônico, só é inferior a Florença e Veneza. Pois, ao cair da tarde, aquela praça deslumbrante enche-se de cidadãos aos milhares, lotam os bares para enfrentar umas e outras, mas a maioria fica de pé para tomar conta do asfalto, e forma grupos excitados em meio ao vozerio. O que se discute em Bolonha são, sobretudo, os problemas da cidade e a política nacional.
A praça é o logradouro público por excelência, o palco de um povo que naturalmente o elegeu e o preserva. É uma extraordinária oportunidade de congraçamento, de intercâmbio cultural, de interação democrática. O shopping, pelo contrário, não passa de paraíso dos mercadores e de garantia dos oligarcas. Aqui o povo, plebe rude e ignara de ricos e pobres em virtude de uma perversa democracia atada apenas e tão somente à ignorância geral, lá vai em busca da praça e encontra o apelo consumista, tanto mais sedutor na ausência de estímulos e alternativas. O shopping é rincão deprimente, de aterradora melancolia, onde fermentam, em áspera contraposição, ilusões e frustrações a demarcar as diferenças sociais acima da pobreza intelectual e do conformismo comuns.
E se a praça é do povo, o shopping tem dono, e cada dono conta com seus jagunços, e os exatos papéis e competências dos jagunços são bastante confusos, incertos, impalpáveis, donde sujeitos ao arbítrio quando público e privado se misturam. Chego ao ponto, os chamados rolezinhos. Jovens da periferia perfumam-se, transformam a cabeleira em casca de ouriço, vestem a bermuda das noites de sábado e refluem em bando para o shopping. Cantam, dançam, “zoam”. E “causam”, quer dizer, provocam suavemente, sem liderança, reivindicação explícita, faixas ou cartazes. Não se registraram até agora consumo ostensivo de drogas, roubos ou depredação. Mesmo assim, os donos chamam os jagunços.
No JK Iguatemi, templo do consumismo “nobre” em São Paulo, foi instituída, com aval judiciário, multa de 10 mil reais para cada participante de rolezinho, identificado na área interna ou externa do formidável estabelecimento. Um oficial de Justiça, a PM e os seguranças do shopping foram incumbidos da triagem, diligentemente executada ao sabor de critérios raciais e avaliação dos traços fisionômicos. Lombroso apreciaria. No momento, não se fala de outra coisa, sem contar os analistas a enxergarem sintomas de luta de classe. Até o governo demonstra preocupação. A presidenta Dilma convocou uma reunião ministerial para debater as possíveis consequências do fenômeno. Pode haver, quem sabe. Mas é certo que, por enquanto, o enredo é patético.
De um lado, assistimos ao sonho de consumismo da juventude suburbana, que pretende ser admitida à tertúlia, a imitar heróis novelescos e a sociedade de Caras, em busca da afirmação pelo acesso às grifes. Do outro, o pavor de sempre, o calafrio a percorrer a dorsal dos privilegiados, na expectativa da rebelião das massas. Sosseguem, leões. Por ora, não é o caso. Por ora, creio eu, e ainda por muito tempo.
Klaus BF
17 de janeiro de 2014 1:48 pmVale Cultura
De vento em popa
O Vale-Cultura pertence ao Brasil que tem menos desigualdade, com muito a conquistar, mas já podendo pensar “nas coisas do espírito”
“Preciso estudar política e guerra para que meus filhos tenham liberdade para estudar matemática e filosofia. Meus filhos terão que estudar matemática, filosofia, comércio, agricultura para legarem aos seus filhos o direito de estudar pintura, poesia e música” (John Adams)
Quase 200 anos se passaram e grande parte do mundo ainda luta pela sobrevivência e não consegue se dedicar às “coisas do espírito”, mencionadas por John Adams (1735-1826). Entretanto, o Brasil, em consequência de políticas sociais desenvolvidas na última década que nos distanciaram da fome, nos permite sonhar com um país que tem a possibilidade de seus filhos receberem o alimento para a alma.
O programa Vale-Cultura, marca do governo Dilma Rousseff, inicia singrando mares não navegados e de vento em popa.
Depois do projeto de lei que propunha o Vale-Cultura, apresentado pelo ex-deputado José Múcio em 2006, muita água passou embaixo da ponte. Finalmente, com sua aprovação em 2013, o trabalhador brasileiro passa a ter a possibilidade de um cartão de crédito de acesso à cultura a partir da adesão da empresa empregadora.
O benefício foi estendido às empresas que declaram lucro presumido ou simples. Estas não recebem incentivo fiscal, mas os R$ 50 mensais que oferecem ao funcionário é livre de encargos. É um dinheiro que não entra como salário e, portanto, não é tributado, permitindo que escolas e salões de cabeleireiros, por exemplo, forneçam o benefício.
Já temos a adesão de todas as estatais e do setor bancário. O Banco do Brasil entrega hoje o primeiro cartão para seus funcionários. Empresas do porte da Vale e outras grandes aderem.
O mais surpreendente é que, em número, são as pequenas empresas que predominam e que nos descortinam um gigantesco ingresso de recursos na mão do povo a serem utilizados no consumo cultural.
Comemoramos há pouco os dez anos do consagrado programa Bolsa Família. Lembro-me de várias campanhas ao lado do presidente Lula nas quais ele reiterava o sonho do brasileiro de poder fazer três refeições ao dia.
Os que ficaram de fora do gigantesco número atendido pelo Bolsa Família foram inseridos por meio da Busca Ativa. O resultado são 22 milhões saindo da extrema pobreza. Gigantesco impacto na diminuição da mortalidade infantil, permanência na escola e empoderamento das mulheres, como mostram os dados. Além do forte impacto econômico nas regiões onde o Bolsa Família é distribuído. Quando fizemos o Renda Mínima em São Paulo, atingindo 12% da população, esses benefícios foram percebidos. Onde antes víamos a vendinha passamos a ter o mercadinho.
Neste momento, novo desafio, mais sutil, mas igualmente cidadão, se impõe: a possibilidade do alimento para a alma. Ele paira, ele voa, ele seduz, produz prazer enquanto qualifica e amplia a visão de mundo de quem entra em contato com a cultura.
O Vale-Cultura é esse alimento, na medida em que milhares de trabalhadores poderão realizar o sonho de entrar num museu ou numa livraria pela primeira vez e outros tantos realizarão o desejo de ir ao teatro –este que é o primeiro sonho em pesquisa realizada. Na verdade, nós pouco sabemos sobre os desejos da alma e quais serão seus alimentos.
Certamente seremos surpreendidos. E as mudanças de escolhas também ocorrerão, como aconteceu com os alimentos no Bolsa Família, que migraram do iogurte, até então inacessível, para outras opções. O impacto econômico se fará sentir em toda a cadeia produtiva da cultura.
Este programa, o Vale-Cultura, pertence ao Brasil que adentra o novo século com menos desigualdade, com muita coisa ainda para conquistar, mas já podendo pensar “no mais”. E o mais é o livro, a peça de teatro, o museu, a música. Este é o Brasil que dará o laço nas duas pontas que constroem a cidadania.
MARTA SUPLICY é ministra da Cultura. Senadora licenciada (PT-SP), foi prefeita de São Paulo (2001-2004) e ministra do Turismo (governo Lula)
Marcio Brasileiro
17 de janeiro de 2014 2:06 pmA mesma noticia com viés
A mesma noticia com viés diferente,pra variar a folha/uol sempre acha um ponto negativo em algo que está melhorando.
http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2014/01/17/ibge-muda-pesquisa-e-apresenta-taxa-de-desemprego-maior/
http://economia.terra.com.br/cresce-n-de-empregados-no-pais-e-mercado-chega-a-906-mi-de-pessoas,dad8d500d10a3410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
Adilsonbb
17 de janeiro de 2014 2:17 pmGilmar Mendes tem casa assaltada
Nassif,
Eis a piada pronta: “A casa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, localizada na MI 6, no Lago Norte, área nobre de Brasília, foi assaltada por volta das 18p0 desta quinta-feira (16). Dois adolescentes são suspeitos do roubo. Eles levaram, pelo menos, equipamentos da academia de ginástica do ministro.” Direto do blog do Sombra – eis o link:http://www.edsonsombra.com.br/post/casa-do-ministro-gilmar-mendes-e-assaltada
Diogo Costa
17 de janeiro de 2014 4:36 pmBreve comparativo entre a economia do Brasil e do mundo em 2013
QUAIS PARÂMETROS? – O terrorismo midiático que se verifica atualmente no país é injustificável. Não se sustentam as apocalípticas sentenças, tampouco as místicas ‘conclusões’ a respeito da inflação e do PIB. Examinemos rapidamente a questão do PIB.
Segundo as estatísticas da União Europeia¹, a prévia do PIB de 2013 é a seguinte (principais países da União Europeia):
-Alemanha: 0.4%
-Espanha: -1.3%
-França: 0.2%
-Itália: -1.8%
-Holanda: -1.0%
-Áustria: 0.4%
-Polônia: 1.3%
-Portugal: -1.8%
-Reino Unido: 1.3%
-União Europeia: 0.0%
-Zona do Euro: -0.4%
Todos os países citados (com exceção do Reino Unido) tiveram queda no PIB de 2013 em relação a 2012 (o crescimento de alguns – por exemplo, a Alemanha – é inferior ao apurado em 2012). A Grécia fechará em 2013 seis anos consecutivos de queda no Produto Interno Bruto. É uma situação desesperadora.
No site também constam as previsões para os EUA e o Japão:
-EUA: 1.6%
-Japão: 2.1%
O crescimento do PIB dos EUA em 2013 foi menor que o verificado em 2012 (2,8% em 2012 e 1,6% em 2013).
A previsão para o Brasil em 2013, segundo o Banco Central², é de crescimento de 2,28% do PIB (maior do que o verificado em 2012).
Volta e meia surgem “especialistas” da oposição fracassada e da ‘grande mídia’ para bater bumbo contra o ‘baixo crescimento’ econômico de Pindorama… Não é verdade?
Mas e quais são (ou deveriam ser) os referenciais? Vejam mais alguns dados sobre o crescimento do PIB em 2013 (agora segundo o FMI)³:
-Laos: 8,3%
-Quirguistão: 7,3%
-Mongólia: 11,7%
-Ruanda: 7.5%
-Serra Leoa: 13.3%
Em relação a Serra Leoa, por exemplo, o crescimento do PIB do Brasil está muito ruim. Mas em relação a maior potência econômica do globo terrestre (EUA) o PIB do Brasil em 2013 está bom, porque acima do verificado na terra do Tio Sam.
Não é lá muito correto estabelecer comparações entre países tão díspares, o mais interessante seria comparar o Brasil com ele próprio. Mas se é para estabelecer esses comparativos, temos que decidir qual será o parâmetro dessas comparações.
Devemos nos comparar com as nações mais ricas e desenvolvidas ou com países paupérrimos e de industrialização rarefeita? Eis a questão.
Dentro do quadro de persistente crise econômica mundial, cujo detonador foi a quebra do banco Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008, o Brasil está se saindo muito bem. Lembremo-nos de que a crise de 2008 só é comparável historicamente ao Crash de 1929.
Finalizo sem entrar em maior detalhes a respeito de questões como emprego e distribuição de renda, e sem fazer comparações quaisquer entre o Brasil e outros países nestes quesitos. Aí já seria vandalismo…
Dentro do contexto internacional o Brasil atual está muito bem obrigado. Pode melhorar? Sem dúvida!
O que não se pode, como a oposição (midiática e partidária) faz no Brasil, é receitar remédios que a pretexto de “salvar” o país o transformem numa espécie de Grécia tropical.
¹ http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tec00115
² http://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20140103.pdf
³ http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=2013&ey=2018&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&pr1.x=50&pr1.y=15&c=512%2C668%2C914%2C672%2C612%2C946%2C614%2C137%2C311%2C962%2C213%2C674%2C911%2C676%2C193%2C548%2C122%2C556%2C912%2C678%2C313%2C181%2C419%2C867%2C513%2C682%2C316%2C684%2C913%2C273%2C124%2C868%2C339%2C921%2C638%2C948%2C514%2C943%2C218%2C686%2C963%2C688%2C616%2C518%2C223%2C728%2C516%2C558%2C918%2C138%2C748%2C196%2C618%2C278%2C522%2C692%2C622%2C694%2C156%2C142%2C624%2C449%2C626%2C564%2C628%2C565%2C228%2C283%2C924%2C853%2C233%2C288%2C632%2C293%2C636%2C566%2C634%2C964%2C238%2C182%2C662%2C453%2C960%2C968%2C423%2C922%2C935%2C714%2C128%2C862%2C611%2C135%2C321%2C716%2C243%2C456%2C248%2C722%2C469%2C942%2C253%2C718%2C642%2C724%2C643%2C576%2C939%2C936%2C644%2C961%2C819%2C813%2C172%2C199%2C132%2C733%2C646%2C184%2C648%2C524%2C915%2C361%2C134%2C362%2C652%2C364%2C174%2C732%2C328%2C366%2C258%2C734%2C656%2C144%2C654%2C146%2C336%2C463%2C263%2C528%2C268%2C923%2C532%2C738%2C944%2C578%2C176%2C537%2C534%2C742%2C536%2C866%2C429%2C369%2C433%2C744%2C178%2C186%2C436%2C925%2C136%2C869%2C343%2C746%2C158%2C926%2C439%2C466%2C916%2C112%2C664%2C111%2C826%2C298%2C542%2C927%2C967%2C846%2C443%2C299%2C917%2C582%2C544%2C474%2C941%2C754%2C446%2C698%2C666&s=NGDP_R%2CNGDP_RPCH%2CNGDP&grp=0&a=
Romulo Cabral de Sá
17 de janeiro de 2014 5:40 pmKassab é a bola da vez.
O fenômeno das manchetes gêmeas
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_fenomeno_das_manchetes_gemeas
robson_lopes
17 de janeiro de 2014 5:54 pmObama diz que não espionará líderes aliados – Brasil vence!
Ainda que a imprensa brasileira não admita, que a oposição morra do coração, essa é uma vitória que pode ser creditada em parte, e boa parte, ao Brasil, que foi o primeiro a gritar e protestar, quando a oposição disse que isso era besteira, nem devíamos ter cancelado a visita aos EUA, parece que até Obama pensa diferente, já inclusive inclinou a marcar uma nova visita para o Governo Dilma.
Que bom que o tempo passa, que bom que o mundo gira.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/01/1399066-obama-diz-que-vai-limitar-espionagem-lideres-aliados.shtml
anarquista sério
17 de janeiro de 2014 6:22 pm(Sem título)
anarquista sério
17 de janeiro de 2014 6:45 pmPOUCO IMPORTA O AUTOR,ATÉ
POUCO IMPORTA O AUTOR,ATÉ PORQUE SERIA EXECRADO NESTE BLOG. MAS QUE É UM PRIMOR DE TEXTO,NÃO RESTA UMA UNHA DE DÚVIDA.
Haddad, o Jânio Quadros com Marx de quinta e Foucault de primeira na cabeça, faz “visita-surpresa” à Cracolândia
Haddad, o prefeito com coisas estranhas na cabeça, e seu líder espiritual
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o Jânio Quadros com Marx na cabeça (para gáudio do Complexo Pucusp e de setores da imprensa), resolveu fazer uma visita surpresa à Cracolândia nesta sexta-feira. Atenção! Visita-surpresa acompanhada por jornalistas, entenderam? Pergunta: quando um evento público não surpreende repórteres, surpreende a quem? É preciso cuidado para distinguir jornalismo de propaganda oficial.
Ele foi lá ver o seu belo trabalho. A favela criada no meio da rua durante a sua gestão foi desmontada. Até agora, o grande feito de Haddad na Cracolândia é ter revertido o absurdo adicional gerado por sua própria administração. Mas ele se aplaude e é aplaudido. E como o petista pôs fim à favelinha erguida no meio da rua? Ofereceu salário e comida e moradia gratuitas àqueles que decidiram, digamos, impor a sua vontade, privatizando o espaço público.
Em troca dos benefícios, quatro horas de trabalho por dia mais duas de aulas de reciclagem profissional, mas estas não são obrigatórias. Os poetas das drogas são contrários a que se imponha qualquer procedimento aos dependentes. Quem circulou por lá já viu que os atendidos pelo programa — 80 começaram a trabalhar até agora; 300, dos estimados dois mil frequentadores, serão contemplados — alternam a varrição de rua com o consumo da pedra.
Então é isto: o Jânio Quadros com Foucault na cabeça — para gáudio da nova geração de pensadores boêmios da Augusta — decidiu acabar com a Cracolândia institucionalizando a Cracolândia e, na prática, legalizando o consumo e o tráfico da droga, como querem os bacanas, mas com um suplemento de “progressismo”: a porcaria, por via indireta, é financiada pela própria Prefeitura.
Não existem regras para descredenciar o beneficiário. Ele precisa se tratar? Não. Ele precisa comparece ao trabalho? Não. Em tese, ao menos, se não for, deixa de receber R$ 15 — o pagamento é semanal. Ele está proibido de consumir crack com uniforme da Prefeitura? Não. O seu trabalho passa por alguma avaliação de qualidade? É claro que não! A pergunta é absurda. Há um prazo para deixar o programa? Evidentemente, a resposta também é não.
Mas Haddad estava lá, firme, prometendo ampliar o programa e cadastrar novos hotéis. A Cracolândia, enfim, na prática, foi expropriada pelo poder público e entregue aos consumidores de crack — e, obviamente, à demanda costuma corresponder a oferta nas melhores e nas piores atividades humanas. Quem tende a lucrar com essa organização é o tráfico.
Programas dessa natureza, uma vez criados, jamais terão fim. Nunca mais haverá a revitalização do Centro da cidade. A região está condenada para sempre a ser abrigo de consumidores de crack — e outras drogas. O que tanto alegra aquela turma com Marx de quinta categoria na cabeça (e Foucault de primeira…) é o fato de o programa referendar, no terreno dos valores, a descriminação das drogas.
E, como se sabe, essa é uma tese considerada, em si, progressista. Mas isso não basta. É preciso também que o conjunto da sociedade financie o vício do dependente. O álcool é uma droga legal e também destrói vidas, famílias, reputações. Por que não um “Bolsa Pinga”? Porque os pinguços pobres não costumam se impor pela força e privatizar áreas da cidade. De resto, a cachaça já foi incorporada pela ordem capitalista, né? O viciado na “marvada” é visto como uma vítima do capital; já o consumidor das drogas ilícitas, para esses “progressistas”, é vítima de sua sede por liberdade… Os caretas pagam a conta.
Gilson AS
17 de janeiro de 2014 7:44 pmParódia sobre as “5 bolas de ouro do Ronaldinho”
Gilson AS
17 de janeiro de 2014 9:08 pmBeijar com paixão traz mais benefícios que sexo
Beijo faz bem para saúde, diz especialista
Segundo estudo, beijar com paixão traz mais benefícios que sexo
http://noticias.r7.com/saude/beijo-faz-bem-para-saude-diz-especialista-17012014…
…
Beijar a pessoa amada com paixão faz bem à saúde, combate dores de cabeça, cólicas menstruais, cáries e melhora o humor, afirma a escritora Andréa Demirjian em seu livro Beijos: tudo o que você precisa saber sobre os prazeres da vida.
A especialista explica que o ato de beijar melhora a circulação sanguínea, assim como os batimentos cardíacos e diminui a pressão, sendo mais eficiente que o sexo. Além disso, a publicação revela que a salivação provocada pelo beijo ajuda a combater cáries e a movimentação causada pelo ato tonifica a pele e evita o aparecimento de rugas.
Gilson AS
17 de janeiro de 2014 9:08 pmBeijar com paixão traz mais benefícios que sexo
Beijo faz bem para saúde, diz especialista
Segundo estudo, beijar com paixão traz mais benefícios que sexo
http://noticias.r7.com/saude/beijo-faz-bem-para-saude-diz-especialista-17012014…
…
Beijar a pessoa amada com paixão faz bem à saúde, combate dores de cabeça, cólicas menstruais, cáries e melhora o humor, afirma a escritora Andréa Demirjian em seu livro Beijos: tudo o que você precisa saber sobre os prazeres da vida.
A especialista explica que o ato de beijar melhora a circulação sanguínea, assim como os batimentos cardíacos e diminui a pressão, sendo mais eficiente que o sexo. Além disso, a publicação revela que a salivação provocada pelo beijo ajuda a combater cáries e a movimentação causada pelo ato tonifica a pele e evita o aparecimento de rugas.
S Luis Vieira
17 de janeiro de 2014 9:46 pmRacismo é tão normal que não existe
A bagunça provocada pelos “rolezeiros” de shopping causam indignação em parte das classes média e alta. Me choca muito mais a “bagunça” do abismo que separa pobres de ricos. Um abismo que é visto por muita gente como “normal”, culpa dos próprios pobres que supostamente não gostam de estudar e trabalhar – e não como resultado do processo histórico de dominação, imposto há séculos por uma minoria branca e rica.
Para usar uma expressão da moda, os tais “rolezinhos” são “um ponto fora da curva”. Um desafio à “normalidade”. Uma deformidade em meio à conformação social. Fico pensando: que tipo de lavagem cerebral é capaz de fazer milhões de pessoas pensarem que é “normal” que continue a separação dos brasileiros em Casa Grande e Senzala?
Faz relativamente pouco tempo que fui conhecer o carnaval de rua da cidade de Sacramento, MG. Não sei como é agora, mas atraía gente de muitas cidades vizinhas. Milhares de pessoas reunidas para assistir ao desfile de blocos e escolas de samba. No meio da folia, chamou minha atenção um grupo diferenciado de pessoas que ocupavam os primeiros 50 ou 100 metros da “avenida”. Usavam roupas “de marca”, tinham dentição completa, enfim, tudo o que se convencionou chamar de “boa aparência” (que inclui, no consciente e inconsciente coletivo brasileiro, a cor da pele clara e o cabelo liso). Muitas dessas pessoas tinham cabelos e olhos claros (como é comum retratarmos por aqui a figura do quase africano Jesus Cristo). No restante da platéia carnavalesca, também havia “brancos”, claro – dentro do conceito brasileiro, que inclui brancos “encardidos”, como eu. Não havia cercas. Não havia qualquer placa indicando: aqui, brancos e ali, pretos e mulatos. Nosso racismo é “cordial”: durante toda a noite, não vi qualquer tentativa de “invasão” do espaço dos ricos…
O que me surpreendeu, na ocasião, foi constatar como essa divisão social se dá mesmo quando se tenta reunir as pessoas numa festa de “confraternização”. O círculo de relacionamento dos ricos é fechado, como os condomínios onde moram. Acostumados a se ver em seus clubes, nas reuniões de “entidades de classe” e nas associações comerciais, nas escolas freqüentadas por estudantes “de elite”, etc. – tendem a se afinar em qualquer outro espaço. Parece natural viverem em “outro” Brasil. Nosso “apartheid” parece natural como o óleo não se misturar com a água, mas não é.