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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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37 Comentários
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  1. anarquista sério

    20 de janeiro de 2014 9:24 am

    Caro Senador,
    Quem lhe

    Caro Senador,

    Quem lhe escreve é o seu tumor. Passei um tempo no seu corpo, trabalhando, sem muito sucesso, lembra?

    Escrevo essa carta porque saí sem me despedir e acho que fiquei lhe devendo explicações. Não se abandona a casa de um anfitrião assim, sem mais nem menos. Mesmo quando o anfitrião é uma pessoa péssima, como o senhor.

    Como o senhor deve ter percebido, o período que passei aí dentro do seu corpo não foi uma época boa. Para ser bem sincero, a convivência com o senhor foi muito difícil. Não sou de falar mal de quem me recebe, mas acontece que o clima aí dentro é horroroso, o cheiro é fétido e seus órgãos são todos pessoas péssimas.

    O fígado está desviando sangue do rim, que rouba o sangue do pulmão, que recita trechos do seu livro (aliás, que livro ruim, hein, senhor). O estômago não repassa os alimentos pro intestino, porque eles são inimigos políticos. O intestino nomeia parentes por meio de atos secretos. Resumindo: não há um órgão do senhor que se salve, do ponto de vista do caráter.

    Fui à procura de partes que pudessem ser boa companhia. Seu coração existe, mas só bombeia sangue pros órgãos que ele tem afinidade. O cérebro estava ocupado com discursos parnasianos e poemas populistas (talvez fosse o contrário). Procurei, em vão, pelo sentimento de culpa. Nada. A vergonha também não estava na cara, nem em qualquer outro lugar. É verdade que não conferi na região retal, onde me disseram que o senhor guarda a ética.

    Eu sei que o Brasil estava torcendo por mim. Mas nessas horas confesso que sou um tumor pouco profissional. Não sei agir sob pressão. Preciso de um bom ambiente para trabalhar. Tenho colegas que não ligam para essas coisas. Mas eu não consigo exercer minha profissão quando o santo não bate. O meu trabalho exige uma certa identificação e empatia. E tem um tipo de gente com que eu prefiro não me misturar.

    Pensei em me instalar na sua filha, já que ela estava sempre por perto. Mas, ao que parece, o mal é de família. Sou alérgico a lagostas, especialmente às superfaturadas. Prefiro a lixeira hospitalar.

    Além do mais, logo percebi que não havia grande mal a ser feito, quando comparava com a sua obra. O que quer que eu fizesse com o senhor não seria pior do que o que o senhor fez com o Maranhão.

    GREGORIO DUVIVIER

    1. Raí

      20 de janeiro de 2014 12:14 pm

      Lá(no Maranhão, como cá(no R.S)todos são iguais.

      Anarquista, será que o seu conterrâneo Gregório Duvivier, que escreveu esta “pérola” que assim como você, deve ser gaúcho, parou prá pensar, que exceto uns 3 ou 4 Senadores da atual legislatura, os demais, são exatamente iguais ao Sarney, e agem em seus Estados e em suas bases eleitorais, com a mesma desenvoltura do citado Senador Amapaense, e nem o “santo” Pedro Simon, age diferentemente ?

      Em tempo: Quem seria o pior Senador da República, o Sarney, o Pedro Simon, o Álvaro Dias, o Heráclito Fortes, o Aluyzio(Alston)Nunes, o … 

      1. Luiz freire

        20 de janeiro de 2014 12:55 pm

        Raí

        Raí é o que ?

      2. Marly

        20 de janeiro de 2014 4:13 pm

        Daria um bom título de filme!

        “A difícel  ESCOLHA!”

        1. Marly

          20 de janeiro de 2014 5:22 pm

          OPS!

          Corrigindo o nome do filme:  A DIFÍCIL escolha!

      3. LACosta

        20 de janeiro de 2014 7:07 pm

        São ors concours

        As três nulidades mineiras – Clésio, Pórrela e Hé-Sim. Se  voce conseguir listar três Senadores piores que os nossos fica no direito de importar esses três para o “seu” Estado. Não fazem falta a Minas, muito pelo contrário, atrapalham.

         

         

  2. Klaus BF

    20 de janeiro de 2014 11:58 am

    Abertura de sex shop em
    Abertura de sex shop em condomínio de Águas Claras vai parar na JustiçaDono tenta provar que não causa transtornos, mas síndico diz que a atividade constrange moradores

     

    Mara Puljiz

    Publicação: 20/01/2014 06:05 Atualização: 19/01/2014 20:24

     

    O proprietário, Anderson Diniz, diz ser alvo de preconceito:'As pessoas têm medo de serem reconhecidas por morarem no prédio do sex shop, mas não há nada que cause constrangimento' (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press) O proprietário, Anderson Diniz, diz ser alvo de preconceito:”As pessoas têm medo de serem reconhecidas por morarem no prédio do sex shop, mas não há nada que cause constrangimento”

     

    Uma polêmica envolvendo um condomínio residencial de Águas Claras e um sex shop foi parar nos tribunais. A confusão começou após os proprietários da empresa de moda íntima Casa do Corset Corseteria e Sex Shop alugarem o espaço, com a construtora responsável, para a vendas de corseletes e acessórios eróticos. Constrangidos, os moradores convocaram uma assembleia extraordinária e tentam impedir o funcionamento da loja no local. O caso foi parar na Justiça e, no último dia 15, um juiz da 4ª Vara Cível de Taguatinga deferiu liminar para que o sex shop suspendesse a atividade comercial no condomínio Residencial Supremo e Supremo Mall, na Rua 14 da Avenida Castanheiras.

    Leia mais notícias em Cidades

    Instalada a discórdia, agora a empresa vai tentar barrar a liminar na Justiça para provar que o comércio não oferece nenhum tipo de transtorno. A loja de Anderson Diniz fica próxima à entrada do condomínio, mas quem passa pela portaria não enxerga mais do que alguns corseletes, um balcão onde fica a atendente, uma parede lilás e florida e uma pintura fixada na parede. Mais adiante, uma escada amarela dá acesso ao sex shop.

    Os artigos eróticos ficam separados por prateleiras e, no início, há cremes, produtos em gel e aromatizantes. As próteses estão em uma estante dos fundos, no segundo piso. “Só vai olhar quem realmente quiser subir, mas as pessoas aqui têm medo de serem reconhecidas por morar no prédio do sex shop. É preconceito e discriminação”, acredita. 

     

  3. robson_lopes

    20 de janeiro de 2014 1:05 pm

    Crescer 7,7% e estar estagnado, mágica do jornalismo

    É que sempre venho falando, jornalista que não entende de matemática, vai escrever sobre economia da nisso aí embaixo:

    Com os dados completos do ano, a segunda economia do mundo manteve-se estagnada em relação a 2012, quando o PIB também cresceu os mesmos 7,7%.

    Como a economia pode estar estagnada se houve um crescimento de 7,7% em relação ao período de 2012? Chega a ser hilário ler isso.

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1400045-economia-chinesa-cresce-77-em-2013.shtml

  4. BRAGA-BH

    20 de janeiro de 2014 1:30 pm

    De um torturador para uma jovem: “Você vai sofrer como Jesus Cri

    De um torturador para uma jovem: “Você vai sofrer como Jesus Cristo”

     

    As centenas de comentaristas que, enfurecidos, criticaram duramente o artigo anterior (Por que os militares de hoje não admitem os crimes cometidos pela ditadura)  precisam ler – ou reler – a série de quatro livros do jornalista Elio Gaspari sobre a ditadura, relançados este ano pela editora Intrínseca: A ditadura envergonhada, A ditadura escancarada, A ditadura encurralada e A ditadura derrotada. Não são as únicas, claro, mas possivelmente são as mais completas obras sobre o regime militar, sua violência e sua anarquia, do nascimento à morte.

    Aqueles que se expressaram protegidos por nomes ou e-mails falsos, ou a maioria corajosa que escancarou seu apoio aos militares e à ditadura de 21 anos, podem debruçar-se especialmente sobre o segundo volume, A ditadura escancarada. Há ali algumas histórias que lhes podem ser instrutivas.

    O Inferno, segundo Gustave Doré para a obra de Dante: para torturadores e torturados, o inferno eram o porões

    O Inferno, segundo Gustave Doré para a obra de Dante: para torturadores e torturados, o inferno eram o porões

    As 53 marcas de Chael

    Uma dessas histórias é de Chael Charles Schreier, estudante da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, abandonara o curso em 1968 para tornar-se o Joaquim, da organização armada VAR-Palmares. Tinha 23 anos e participara de pelo menos um assalto a banco. Foi preso em novembro de 1969, junto com dois companheiros de organização, o casal Maria Auxiliadora (ou Francisca) e Antonio Roberto Espinosa (ou Bento).

    A primeira sessão de tortura foi coletiva: Chael foi obrigado a beijar o corpo de Maria Auxiliadora. Espinosa teve a cabeça empurrada entre os seus seios. Levaram os dois rapazes para outra sala. Francisca foi deitada no chão molhado, e assim aplicaram-lhe os primeiros choques elétricos. Ela recebia golpes de palmatória nos seios, e uma pancada abriu-lhe um ferimento na cabeça. Espinosa tomou choques com fios ligados à corrente elétrica de uma tomada de parede, amarraram-lhe a genitália numa corda e fizeram-no correr pela sala. A pancadaria acabou na madrugada, quando Chael parou de gritar.

    No dia seguinte havia um cadáver na 1a Companhia da Polícia do Exército.

    Quando isso ocorria, normalmente fechava-se o caixão, proclamava-se o suicídio e sepultava-se o morto. Mas com o corpo de Chael o procedimento rotineiro não pôde ser seguido: o diretor do Hospital Central do Exército, general Galeno da Penha Fraco, não aceitou o corpo como se tivesse entrado vivo e determinou que se procedesse à autópsia.

    Foi a mais detalhada necropsia do regime, assinado pelo major-médico Oswaldo Caymmi Ferreira, chefe do serviço legista do HCE, e pelo capitão Guilherme Achilles de Faria Mello. Segundo os legistas, Chael Schreier tinha 53 marcas de pancada. Estava todo lanhado, com um corte no queixo suturado por cinco pontos. Tinha uma hemorragia na cabeça e sangue “em todos os espaços” do abdômen. O intestino foi extensamente rompido. O tórax estava deprimido. Dez costelas, quebradas.

    A descrição do torturador

    Num depoimento ao repórter Alexandre Oltramari, da revista Veja, em dezembro de 1998, o tenente Marcelo Paixão de Araújo, torturador do 12o Regimento de Infantaria  de Belo Horizonte de 1968 a 1971, descrevia o método do aparelho de repressão:

    “A primeira coisa era jogar o sujeito no meio de uma sala, tirar a roupa dele e começar a gritar para ele entregar o ponto (lugar marcado para encontros), os militantes do grupo. Era o primeiro estágio. Se ele resistisse, tinha um segundo estágio, que era, vamos dizer assim, mais porrada. Um dava tapa na cara. Outro, soco na boca do estômago. Um terceiro, soco no rim. Tudo para ver se ele falava. Se ele não falava, tinha dois caminhos. Dependia muito de quem aplicava a tortura. Eu gostava muito de aplicar a palmatória. É muito doloroso, mas faz o sujeito falar. Eu era muito bom na palmatória. (…) Você manda o sujeito abrir a mão. O pior é que, de tão desmoralizado, ele abre. Aí se aplicam dez, quinze bolos na mão dele com força. A mão fica roxa. Ele fala. A etapa seguinte era o famoso telefone das Forças Armadas. (…) É uma corrente de baixa amperagem e alta voltagem. (…) Eu gostava muito de ligar nas duas pontas dos dedos. Pode ligar numa mão e na orelha, mas sempre do mesmo lado do corpo. O sujeito fica arrasado. O que não se pode fazer é deixar a corrente passar pelo coração. Aí mata. (…) O último estágio em que cheguei foi o pau-de-arara com o choque. Isso era para o queixo-duro, o cara que não abria nas etapas anteriores. Mas pau-de-arara é um negócio meio complicado. (…) O pau-de-arara não é vantagem. Primeiro, porque deixa marca. Depois, porque é trabalhoso. Tem de montar a estrutura. E terceiro, é necessário tomar conta do indivíduo porque ele pode passar mal.”

    O arquivo de Gaspari

    Os quatro livros da série do jornalista Elio Gaspari sobre a ditadura militar, relançados este ano

    Os quatro livros da série do jornalista Elio Gaspari sobre a ditadura militar, relançados este ano

    Inicialmente lançados em 2002 e 2004 pela Companhia das Letras, os livros foram levados por Gaspari para a editora Intrínseca, que encarou o projeto do site “Arquivos da Ditadura” e deu peso à reedição, revista e ampliada, tanto impressas quanto em e-books. Os quatro volumes — que se dividem em duas partes, As ilusões armadas e O Sacerdote e o Feiticeiro — já estão disponíveis em formato eletrônico, enriquecidos de documentos, fotos adicionais, áudios inéditos e vídeos. E, em fevereiro, sairão os livros impressos.

     

    Gaspari é um dos gênios da raça do jornalismo brasileiro. Além da independência intelectual diante de partidos e políticos — o que lhe garante credibilidade para ser levado a sério e lhe permite espaço e autoridade para criticar e elogiar situação e oposição — ele tem uma memória prodigiosa, paciência exemplar e incomparável apego a detalhes que passariam despercebidos ao mais detalhista dos repórteres.

    Durante mais de 30 anos de pesquisa, Gaspari reuniu um enorme acervo de documentos. Graças também às suas relações com o general Golbery do Couto e Silva, o poderoso chefe da Casa Civil do presidente Ernesto Geisel e artífice, com este, do processo de abertura “lenta, gradual e segura” do regime que ajudaram a criar. O jornalista herdou o diário do secretário de Golbery, Heitor de Aquino Ferreira, e o próprio Arquivo Golbery.

    Os documentos de Gaspari estarão integralmente disponíveis no site Arquivos da Ditadura, mas alguns já começaram a aparecer no projeto. É o caso da gravação, revelada no início deste ano, em que o presidente norte-americano John Kennedy questiona, numa reunião na Casa Branca, se os Estados Unidos poderiam “intervir militarmente” no Brasil para depor o presidente João Goulart.

    O ódio

    Há mais. O próprio Centro de Informações do Exército, numa referência elíptica aos suplícios, qualificou-os como “ações que qualquer justiça do mundo qualificaria de crime”.

    Oficiais do DOI do Rio atendiam ao telefone em nome da “Funerária Boa Morte” e nele um torturador disse a uma jovem, durante uma Sexta-feira Santa, que sofreria como Jesus Cristo.

    Em São Paulo, o agente Campão informava: “Meu nome é Lúcifer”. E, no Ceará, um torturador disse: “Aqui não é o exército, nem marinha, nem aeronáutica. Aqui é o inferno”.

    Na Polícia do Exército da Vila Militar, um sargento mostrava a cancela do quartel e dizia: “Dali pra dentro Deus não entra. Se entrar, a gente dependura no pau-de-arara”.

    É possível que tais histórias (e muitas outras que se contam em detalhes ainda mais graves, como no livro resultado do projeto Brasil: nunca mais) soem coisa pequena para os comentaristas enfurecidos — a maioria defensora da volta da ditadura militar e crítica ardente da democracia conduzida pelo PT.

    O que impressiona não é a rudeza dos comentários, nem as palavras virulentas para descrever o colunista e o autor do artigo da revista Brasileiros, no qual a coluna se baseou.

    É curioso e divertido ler referências até a idade do colunista e a impossibilidade, na visão de alguns comentaristas, de tratar de um assunto em cujo contexto não se viveu. (Pedindo perdão por ter nascido tão tarde e de ter menos de 40 anos, o colunista questiona: se estiver certa tal tese, não pode haver, no presente, biógrafo de Abraham Lincoln ou especialistas em assuntos do Império brasileiro?).

    Também não chega a surpreender a convicção com que se desmerece qualquer pedido de revisão do passado. Tampouco a tradicional exigência de condicionar essa revisão à aceitação dos crimes cometidos pelo terrorismo das organizações.

    Chama a atenção é o ódio instalado no território livre do debate político nacional. Não foram poucos os que não só pediram a volta dos militares ao poder, como também os que criticaram o regime militar por ter feito o “serviço incompleto”. Defenderam a tortura e mesmo a morte dos militares terroristas do passado e dos governantes petistas do presente. Se adotadas tais práticas, estaríamos livres, segundo esse argumento, da “bandalheira” atual.

    Um deles diz torcer para que aqueles “que deveriam ser mortos fiquem bem vivos para estuprar sua mãe, mulher e filhas e dar um tom de realidade as (sic) palavras erronia (sic) que consegue dizer”.

    A tortura quebrou o terror

    É preciso reconhecer: a tortura nos porões da ditadura ajudou a destruir as organizações armadas. A quebra do terror começou em julho de 1969, a partir da centralização das atividades de polícia política dentro do Exército.

    No fim de junho de 1970 estavam desestruturadas todas as organizações que algum dia chegaram a ter mais de cem militantes. “A unificação de esforços colaborou para o trabalho da ‘tigrada’”, escreve Elio Gaspari em A ditadura escancarada, “mas foi o porão que lhe garantiu o sucesso”.

    Segundo o projeto Brasil: nunca mais (tomo V, volume 1: a tortura), foram 308 as denúncias de torturas apresentadas por presos políticos às cortes militares. Em 1969 elas somaram 1027. Em 70, 1206.

    Nos 23 meses que vão de agosto de 1968 ao fim do primeiro semestre de 1970 houve ações terroristas de grande escala: o assalto ao trem pagador da ferrovia Santos-Jundiaí, pela ALN; o ataque ao QG do II Exército, pela VPR; o assassinato do capitão Chandler, pela VPR; o roubo do cofre do governador Adhemar de Barros, pela VAR-Palmares, derivada da VPR e do Colina; e o sequestro do embaixador Charles Elbrick, pelo condomínio da Dissidência Universitária com a ALN.

    Essas cinco ações foram organizadas por quatro grupos, e delas participaram 46 militantes. Elio Gaspari fez um levantamento do destino de 44 deles, cuja conclusão é reveladora: no fim de junho de 1970, seis estavam mortos, 21 presos e dez haviam deixado o Brasil. Dos sete restantes, dois morreriam e um seria capturado antes do final de 1970. Sobravam quatro. Dois estavam desconectados das organizações e outro exilou-se em 1971. Vivo e atuante, só um, que seguira para Cuba. Retornou ao Brasil e foi assassinado em 1972.

    A repressão, sabemos, venceu.

    “Confissões não se conseguem com bombons”

    Os defensores da repressão como resposta às ações terroristas de combate à ditadura adotam argumentos falaciosos.

    Em primeiro lugar, uma observação: a tortura tornou-se matéria de ensino e prática rotineira dentro da máquina militar de pressão política da ditadura por conta de uma antiga associação de dois conceitos. O primeiro relaciona-se com a concepção absolutista da segurança da sociedade. Vindo da Roma antiga (“A segurança pública é a lei suprema”), esse conceito desemboca nos porões: “Contra a Pátria não há direitos”, informava uma placa pendurada no saguão dos elevadores da polícia paulista. Ou seja, o País está acima de tudo, portanto tudo vale contra aqueles que o ameaçam.

    O segundo conceito associa-se à funcionalidade do suplício. A retórica dos vencedores sugere uma equação simples: havendo terroristas, os militares entram em cena, o pau canta, os presos falam, e o terrorismo acaba.

    A argumentação pró-tortura e antiterrorismo, sugere Gaspari, confunde método com resultado. Apresenta o desfecho (o fim do terrorismo) como justificativa do meio que o regime não explicitava (a tortura). Arma um silogismo: é preciso acabar com o terrorismo, a tortura acabou com o terrorismo, logo fez-se o que era preciso.

    Para presidentes, ministros, generais e torcionários, o crime não estava na tortura, mas na conduta do prisioneiro. É o silêncio, acreditavam eles, que lhe causa os sofrimentos inúteis que podem ser instantaneamente suspensos através da confissão. Como argumentava o bispo de Diamantina, d. Geraldo de Proença Sigaud, “confissões não se conseguem com bombons”.

    Quando internautas pedem punição similar aos militantes armados, ignoram um detalhe importante: os torturadores raramente são mencionados nos inquéritos, e em certos casos nem sequer suas identidades são conhecidas. Seus crimes, porém, entram nos autos pela narrativa das vítimas ou mesmo pelas análises periciais.

    Muitas vezes, a ponta da verdade emerge da mentira encoberta por histórias inverossímeis. É casos do preso que morreu num tiroteio numa determinada esquina enquanto os moradores do lugar testemunharam que nela jamais se disparou um tiro. Ou ainda o cidadão de mais de 1,80m de altura, pesando quase cem quilos, que teria conseguido fugir do banco traseiro de um Volkswagen enquanto era escoltado por três soldados da Polícia do Exército.

     

  5. Luciano Prado

    20 de janeiro de 2014 1:56 pm

    Arrumadinho

    Arrumadinho à moda paulista 

     

     

    “Quem se desloca recebe, quem pede tem preferência”

     

    POR FREDERICO VASCONCELOS

    20/01/14  07:07

     

    De Sanctis na posse

     

    No livro “Operação Banqueiro“, o jornalista Rubens Valente narra como o juiz da Satiagraha, Fausto Martin De Sanctis, só soube que não iria atuar numa turma criminal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região –como pretendia– durante a solenidade de posse.

    A cerimônia foi conduzida pelo então presidente da Corte, desembargador Roberto Haddad.

    O anúncio foi feito pelo deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), sempre presente nas solenidades do tribunal. “Tenho certeza que o novo desembargador Fausto Martin De Sanctis fará um excelente trabalho neste tribunal. Esperamos que, ao julgar causas previdenciárias, suas decisões sejam tão boas quanto foram em causas criminais”, disse o congressista, conforme texto divulgado na época pela assessoria de imprensa da Justiça Federal de São Paulo.

    O fato está assim narrado no livro de Valente:

    Em janeiro de 2011, De Sanctis tomou posse como desembargador, numa sessão curta e simples na sede do TRF, na avenida Paulista. A expectativa era que De Sanctis, dada sua experiência, no TRF fosse colocado na área que julga matérias penais. Por coincidência, naquele momento, abriu-se uma vaga na 5ª Turma, que analisa os casos criminais. Era um destino tão natural, que De Sanctis chegou a ser procurado por dois colegas, que buscavam dados sobre processos que seriam discutidos na próxima sessão da turma.

    Na cerimônia de posse, contudo, De Sanctis sofreu um baque. Em discurso, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá informou à plateia que o juiz iria atuar na área previdenciária, em substituição ao desembargador Antonio Cedenho. De Sanctis não sabia, ficou espantado.

    No dia seguinte, o primeiro ofício que assinou foi designado à presidência do TRF: “Aparentemente, haveria algum equívoco, uma vez que me foi afiançado, categoricamente, pelos funcionários dessa egrégia presidência, de que não havia interessados na vaga disponível na 5ª Turma”. A presidência respondeu que um desembargador mais antigo, que pediu para ocupar o gabinete, tinha preferência, conforme previsto no regimento interno do tribunal.

    Assim, o juiz que atuou nas principais investigações de crimes financeiros e lavagem de dinheiro da história recente do país, que determinou a prisão de dois banqueiros e de um megatraficante e que deu seguidas palestras sobre esses temas na Europa e nos Estados Unidos a partir de 2011 passou a decidir sobre recursos de pessoas que tiveram seu benefício recusado pelo INSS.

    Até hoje, continua sem juiz titular a vara federal especializada em julgar crimes financeiros e lavagem de dinheiro da qual De Sanctis era o titular.

     

  6. Raymundo Júnior

    20 de janeiro de 2014 2:04 pm

    Papa à Rádio e Televisão italiana RAI

    “cada um, na sua própria função e responsabilidade, é chamado a vigiar, para manter alto o nível ético da comunicação.”

    Fonte: http://www.news.va/pt/news/papa-a-radio-e-televisao-italiana-rai-jamais-abdic

    Paz e Bem.

  7. Carlinhos Gouvêa

    20 de janeiro de 2014 2:51 pm

    Politizar os rolezinhos e isolar o oportunismo Udenista

    Rolezinho pelas Reformas de Base do século XXI

    18 jan 2014/0 Comentários /Por 

    Por Fernando Pacheco

    Após um junho quente, a temperatura das mobilizações sociais no Brasil parece que pode voltar a se elevar. De preferência contra a Copa, para desgastar o governo federal, como convocaram os colunistas de todos os grandes jornais comerciais brasileiros.

    Tudo, entretanto, parecia fadado a se repetir Junho como farsa. Mais provável é que se repetisse o fiasco da “maior manifestação da história do Brasil”, convocada pelos Tucanonnymus para o dia 07 de Setembro de 2013.

    Contudo, surgiu uma novidade.

    Ao mesmo tempo em que fogem do calor das ruas, jovens paulistanos se coordenam para curtir, paquerar, “zoar” e fazer uma bagunça organizada, sem furtos ou roubos, dentro de Shopping Centers da Grande São Paulo. O Rolezinho, como são chamadas essas reuniões, é a febre do verão 2014 para jovens de 15 a 20 anos, a maioria na faixa de renda da Classe C e D, que vivem em bairros pobres e de classe média baixa e que deram um grito contra a invisibilidade social.

    Em poucos dias, borbulharam os diagnósticos prêt-à-porter de urbanistas e sociólogos acerca das origens de tais movimentos: carência de espaços públicos de convivência, demanda por acesso à sociedade de consumo, novos paradigmas identitários geracionais, etc. No entanto, a consequência mais imediata e evidente dos Rolezinhos foi o embrutecimento da elite paulistana. Rasgando a fantasia, as administrações dos shoppings se dirigiram prontamente à justiça (sempre ela) que, em caráter liminar, decidiu: Rolezinho não pode. A força da presença daqueles jovens, em sua maioria negros e pardos, em um ambiente que há três décadas é o refúgio dos privilegiados, instou a elite a confessar que defende Apartheid social de fato, sem aspas.

    Repetindo um roteiro muito comum no estado de São Paulo, o cumprimento da medida judicial se concretizou com a truculência que é peculiar à Polícia Militar. O ambiente criado pelos donos de shopping potencializou as convocatórias de novos passeios em massa, em todo o país, pois Rolezinho além de divertido, é ilegal e subversivo. Nada mais atraente para um adolescente que luta por afirmação, seja de direitos, seja de identidade. De forma que há grande expectativa para os próximos eventos convocados e muitas conjecturas a respeito de seu caráter e conteúdo. Como sempre, o abuso da violência policial serve de catalisador para criar um novo movimento de massas.

    O surgimento de uma nova conjuntura propícia a uma nova onda de mobilizações provocou duas reações distintas à esquerda e à direita. Imediatamente após o confronto de um Rolezinho com a polícia em um shopping de Itaquera e de vários jovens de periferia terem sido barrados pela “triagem” de um refinado centro comercial do Itaim Bibi, a rede de esquerda saiu em defesa do direito de ir e vir, legitimando os Rolezinhos e combatendo a postura racista. Dias depois, inicia-se um processo distinto de posicionamento público no outro lado da trincheira política. Colunistas conservadores começam a retratar os Rolezinhos como uma sequência das ações de junho e convocar a classe média alta a aderir, chegando a imaginar “Se alunos de bairros ricos (que não têm mais a ALN, a Polop, o partidão, nem ditadura, para protestar) decidirem aderir, vai ficar engraçado.”

    É inegável que, daqui pra frente, o Rolezinho, para além de seu inegável papel lúdico e libertário, ganhará contornos políticos importantes. Para a esquerda, ele será ainda mais especial, pois é um coletivo composto justamente pelos segmentos que foram beneficiados pelas políticas públicas e pela grande onda de ascensão social iniciada em 2003. São setores com os quais a esquerda e o PT, especialmente, falharam em dialogar nos últimos anos.

    São estudantes que ingressaram na universidade pelas cotas e pelo Prouni. São moradores de novos bairros e de casas do programa Minha Casa Minha Vida, mas que não se organizam em associações de bairro. São jovens trabalhadores não sindicalizados. O jovem que se engaja em Rolezinhos demonstra uma disposição e uma capacidade de organização típica dos segmentos que podem ser a vanguarda de grandes transformações sociais.

    Espera-se que, desta vez, o PT e a esquerda percebam que é preciso organizar territorialmente a sua nova base social, mobilizá-la ao invés de se contentar com sua aprovação nas pesquisas quanti e qualitativas e oferecer respostas grandes temas que ela apresenta ao país, qual seja: os resistentes gargalos do nosso desenvolvimento.

    A direita, claro, ganhou a possibilidade de organizar seu movimento #NaovaiterCopanoBrasil. As elites, guiadas pela grande imprensa, tentarão construir o nexo entre jovens pretos e pobres irem aos Shoppings para um “rolê” com sua exclusão dos Jogos da Copa que, por sua vez, supostamente desviariam recursos da saúde e educação, cuja qualidade eles também não desfrutam. Aí, com uma elite “solidária”, o óbvio será a tentativa de Rolezinhos contra a Copa, contra o Mais Médicos, contra a corrupção, contra a prisão domiciliar de Genoíno, o trabalho de José Dirceu etc.

    Novamente, tentarão capturar o movimento para transformá-lo numa embalagem onde cabem todos os “protestos”.

    Todavia, a coincidência histórica não poderia ser melhor, é um ano crucial para o Brasil, não apenas em razão das eleições de outubro. O ano da Copa no Brasil também é o ano em que serão lembrados os 50 anos do golpe militar que sustou o processo de mudanças do Governo Jango. E mais uma vez, o povo brasileiro encontra-se em uma encruzilhada de rumos históricos. Vamos dar os próximos passos para aprofundamento e consolidação da transformação do Brasil, realizando as Refomas de Base do Século XXI ou vamos ceder espaço ao discurso conservador que deseja ver restaurada a ordem do período neoliberal?

    Em seu pronunciamento de fim de ano, a presidenta Dilma identificou, corretamente, que há uma campanha psicológica para enfraquecer a política econômica que manteve o país em pleno emprego após cinco anos de intensa crise mundial. Setores do PT já começam a perceber a necessidade de se preparar para o debate público e de mobilizar a sociedade em torno dos grandes temas durante 2014, como sintetizou bem a resolução da juventude do partido para o congresso de dezembro passado em que diz “É urgente realizar as reformas política, agrária, tributária, das comunicações, além de uma efetiva reforma popular do Estado brasileiro” .

    Mais além, definitivamente se encontrou com o desafio posto para si neste quadrante histórico: “Junho revelou inequivocamente que o debate, a proposição e a organização em torno dos grandes temas do Brasil e a mobilização pelo desenvolvimento nacional, alicerçado em modernas ferramentas tecnológicas e articulação territorial para agir são as melhores respostas ao lado progressista e democrático da voz das ruas”. E, por fim, que “nosso desafio é superar uma dinâmica internista, cuja formulação política se circunscreve a discutir políticas específicas para os jovens brasileiros apresentada e disputada apenas em espaços de articulação juvenil”.

    E a juventude do PT continua focada neste processo, como bem apontou o secretário Jefferson Lima em seu artigo sobre o Rolezinho, em que afirma que “O verdadeiro crime é a ausência de políticas sociais que incluam essa geração de jovens, que gerem oportunidades, emancipação e autonomia” . Essa que deve ser a preocupação da esquerda, como engajar esses jovens em um grande projeto nacional e evitar que estes sejam manipulados de forma oportunista pela direita.

    Fernando Pacheco é coordenador de Relações Internacionais da Juventude do PT e membro do Núcleo Celso Daniel.

    1. Motta Araujo

      20 de janeiro de 2014 5:08 pm

      “”Bagunça organizada””

      “”Bagunça organizada”” provocando o fechamento de shoppings. A Associação dos Lojistas deveria coordenar o fechamento nacional por uma semana, para atingir a arrecadação de governadores gelatinosos e a torcida a favor da esquerdolandia federal, o MPE de São Paulo fazendo média vergonhosa para “intermediar” com os rolezinhos, se invadissem a casa deles queria ver a “Intermediação”.

      Nenhum Pais civilizado pode admitir invasão em turbas de qualquer propriedade privada, não há invasão pacifica e ordeira, ela é sempre ameaçadora e agressiva pelo simples fato de ocorrer. Porque essa turma não invade a Assembleia Legislativa, a Camara dos Vereadores, lugares onde se decidem politicas sociais? Os shoppings não podem resolver os problemas deles, o Legislativo pode.

      Estão brincando com fogo e achando bonito, a Copa está chegando, Pais com turbas invasoras não pode sediar eventos de qualquer natureza, o mundo está de olho no Brasil-funkeiro, podemos virar a lata de lixo das Americas.

      1. Anarquista Lúcida

        20 de janeiro de 2014 8:34 pm

        Nao há “invasao” num espaço aberto ao público; há direito de uso

        Se os donos de shopping querem controlar a frequencia a seus estabelecimentos, que virem clubes, cobrem anuidades, dêem carteirinhas, etc. Nao pode é abrir para o público mas selecionar as pessoas, pelo menos oficialmente o Apartheid é proibido no Brasil… 

        1. Motta Araujo

          21 de janeiro de 2014 12:52 am

          Absolutamente nada a ver. É

          Absolutamente nada a ver. É um empreendimento privado onde os responsaveis podem ESTABELECER REGRAS de uso, inclusive de vestimenta, não pode entrar sem camisa, com som alto, com cachorro ou gritando e correndo. Não é um espaço publico, é aberto ao publico, assim como uma universidade, um hospital, um restaurante, todos podem ter REGRAS DE INGRESSO, um shopping é um centro de compras, não é franqueado a reuniões.

  8. Gilson AS

    20 de janeiro de 2014 3:00 pm

    Apesar de ter sido superado, Orkut ainda atrai público cativo

    http://www1.folha.uol.com.br/tec/2014/01/1399328-apesar-de-ter-sido-superado-orkut-ainda-atrai-publico-cativo.shtml…..

       

    Abandonado pelo próprio criador, infestado por vírus e deixado de lado pela maioria dos visitantes.

    Assim está o Orkut hoje, rede social do Google, que já foi a maior do Brasil e hoje amarga um quinto lugar e queda livre no número de visitantes, mês a mês, desde 2011.

    Mas se engana quem acha que no Orkut só existem perfis fantasmas, robôs de spam e comunidades às moscas.

    Segundo a comScore, mais de 6 milhões de pessoas entraram no Orkut em dezembro do ano passado.

    Embora pareça pouco se comparado aos tempos áureos da plataforma, que chegou a ter como membros quase metade da população brasileira com internet (mais de 40 milhões de cadastrados), ainda é um número que não pode ser desprezado.

    Sob as ruínas da casa azul e rosa ainda há intensa atividade em comunidades de assuntos específicos, como futebol e séries de TV.

    “O Orkut ficou mais legal ainda depois do Facebook. Morreram comunidades inúteis, como ‘Eu odeio a segunda-feira’, mas fóruns sobre discussões temáticas permaneceram, com a vantagem de não estarem mais lotados”, observa o jornalista Aluizio Hamann, 28, frequentador das comunidades “Futebol Alternativo” (7.339 membros) e “São Paulo FC Tricolor” (1.140.772 membros), ambas com dezenas de tópicos com novas postagens diárias.

    “Não tem mudanças de design nem anúncios de novas funções. Ficou o ano passado inteiro do mesmo jeito, dá uma tranquilidade, afinal o foco são mesmo as comunidades”, diz Carlos Stecher, 25, publicitário, que gosta das comunidades de séries de TV.

    Hoje, o usuário que faz login no Orkut recebe uma mensagem do próprio Google oferecendo um “upgrade de perfil”. Quem aceita tem todas as fotos e as informações sequestradas para o Google+.

    Questionado sobre algum possível plano de desativar o serviço, o Google respondeu à Folha que “o Orkut foi a porta de entrada à internet para milhões de usuários. A rede ainda é uma plataforma social para muitas pessoas”.

    Além do Orkut, o Second Life é outra rede que saiu dos holofotes da mídia, mas que continua com usuários fiéis que curtem uma praia virtual, paquerar outros avatares, dançar e andar de bicicleta.

    Até o jurássico IRC, serviço de comunicação muito popular na década de 1990, ainda é utilizado para troca de arquivos por ser muito leve e prático. 

     

    1. Gilson AS

      20 de janeiro de 2014 3:09 pm

      Ainda entro no Orkut quase que diariamente.

      Participo de uma comunidade chamada FV ( viciados em ferramentes) e entro no Orkut quase que diariamente.

      Para esse tipo de discusão, comunidade profissionais, que é o caso da que participo, hoje o Orkut é muito melhor, pois está mais “limpo”, ou seja, sem aquelas bobeiras juvenis que se vê muito no Face. 

      Quem é chegado à ferramentas de qualquer tipo, e queira participar da comunidade eis o link http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1667822. A comunidade tem 4208 membros, seja bem vindo

  9. robson_lopes

    20 de janeiro de 2014 3:50 pm

    Não dá para querer que o PT seja o PSDB

    Entrevista com João Saboia, muito interessante!

    João Saboia, do Instituto de Economia da UFRJ, defende a qualificação técnica como alternativa para o crescimento da economia

    Rio – Engenheiro por graduação – a economia aparece em seu currículo apenas no pós-doutorado, na Universidade de Paris -, o professor titular do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) João Saboia é um keynesiano por simpatia. Mas se preserva de qualquer rótulo. Isso explica porque defende a política da presidenta Dilma Rousseff de estimular o consumo das famílias, ao mesmo tempo que critica a escolha pela alta da taxa básica de juros como meio de controlar a inflação.

    Para ele, o programa do governo de desoneraçãode alguns setores “é uma colcha de retalhos”. Já os programas sociais são considerados por Saboia uma marca positiva do governo petista, de menos peso nas contas públicas do que o aumento da Selic. Em sua opinião, o pessimismo que domina o noticiário é alimentado por economistas ortodoxos: “Para o povo, a economia vai bem”.

    http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/nao-tem-muita-gente-produtiva-dando-sopa_138349.html

     

  10. Diogo Costa

    20 de janeiro de 2014 4:58 pm

    Sobre o texto “Vem Prá Rua Você Também”, de Wanderley dos Santos

    Em linhas gerais (e sem fazer nenhum juízo de valor), os pontos principais do belo texto de Wanderley Guilherme dos Santos poderiam ser assim descritos¹:

     

    1- O PT caminhou para o centro e empurrou o PSDB para a direita e extrema direita, cuja pauta é o moralismo, a “gestão” e a miséria programática.

    2- O caminhar do PT rumo ao centro trouxe consigo um déficit de críticas ao governo federal. As que existem tem a consistência de uma geléia.

    3- Sindicalismo brasileiro está perdido em meio a uma pauta eminentemente economicista. Não conseguem moblizar as massas em função desta apatia programática.

    4- Caminhar do PT rumo ao centro provocou um vazio institucional em outros partidos de centro esquerda. Saída do PSB da base é compreensível mas o projeto do PSB padece por ter se contaminado pelo direitismo da Rede e pelas oscilações políticas do atual governador pernambucano.

    5- O vazio institucional da esquerda e da centro-esquerda (exclua-se o PT) contribuiu para o surgimento de grupúsculos de inconformados com o universo. São grupos efêmeros nos quais não está presente o tal de “precariado”, mas sim uma parte da juventude de classe média.

    6- Houve infiltração fascista em junho de 2013. As manifestações aqui havidas não tem absolutamente nada a ver com as manifestações ocorridas na Europa ou nos EUA. São fruto deste vazio institucional da centro esquerda, consequência do caminhar do PT rumo ao centro. A falta de estratégia fez com que as manifestações explodissem e se retraíssem com grande velocidade. Os incontestáveis avanços sócio-econômicos do governo federal acontecessem ao mesmo tempo em que há uma estagnação em matéria de direitos individuais, fruto da caminhada ao centro.

    7- Os movimentos recentes são constituídos por uma miríade de pequenas coletividades. PSOL e PSTU, minúsculos e apartados das massas, encontram rara oportunidade de se mostrar através destas manifestações. Outros grupúsculos microscópicos também encontram nestas manifestações uma oportunidade de dizer ao mundo que existem. A eficácia destas manifestações, no longo prazo, é precária. E termina dizendo que todos os que tem apreço pela democracia deveriam se propor a ocupar as ruas. Mas com estratégia e objetivos bem definidos, não com fantasias desconexas.

     

    VEM PRÁ RUA VOCÊ TAMBÉM

    por Wanderley Guilherme dos Santos

    O PSDB não chegou à direita pelas próprias pernas. Teve a ajuda do Partido dos Trabalhadores (PT) que se mudou para o centro, distendeu-o, e tornou praticamente inviável a existência de uma coalizão de centro esquerda. Aécio Neves nunca foi reformista, mas julgá-lo um direitista genético é exercício de ativista dogmático. O centro distendido sob hegemonia do PT empurrou a oposição para a vizinhança da extrema direita, precipitando a derrota intestina de José Serra, agarrado a um reacionarismo impensável em quem discursou no comício da Central do Brasil, em 13 de março de 1964. À oposição restam bandeiras pragmaticamente vazias, tais como a encenada indignação moral e acenos genéricos de eficiência. Sem falar no reacionarismo religioso e a defesa de um livre mercadismo de fachada. Como é notório, só com brutal intervenção do Estado um governo de centro-direita será capaz de subverter a legislação petrolífera, os programas Mais-Médicos e Minha Casa, Minha Vida. Mesmo para fazê-los definhar um governo de centro-direita precisará de boa dose de coação sobre uma burocracia estatal comprometida com o progresso, ademais de extrair enorme boa vontade do Congresso Nacional. Esse mesmo Congresso, aviltado pela imprensa conservadora e pela esquerda caolha, foi a instituição que aprovou o regime de partilha do pré-sal, ainda no governo Lula, e tem apoiado as principais políticas sociais do governo Dilma Roussef. Uma política de liberalismo desenfreado só será possível com a transformação do Estado brasileiro em variante do bismarckismo alemão. O avesso do que o eleitorado conservador deseja.

    O centro estendido do PT também trouxe dificuldades para o campo progressista. A mais óbvia transparece na acusação de reacionarismo a qualquer opinião divergente, autônoma em relação à cadeia de comando dos líderes do centro-baleia, a começar pelas palavras de ordem do Partido dos Trabalhadores. Embutida na interdição esconde-se menor probabilidade de que deficiências reais de governança sejam proclamadas por aliados. Avanços sociais estão conectados a manifestações de inconformismo, sem automática identificação com a oposição do momento. Durante os governos Vargas e JK sucederam-se greves e passeatas a favor de políticas nacionalistas e de críticas a medidas específicas. As manifestações não atendiam a nenhuma convocação da direita, do tipo “Vem prá rua você também”, que atualmente apavora a esquerda e o governo. O governo opera com déficit de crítica consistente.

    Reflexo do ambiente intoxicado, o sindicalismo operário emudeceu. Limitado a manifestos plenos de estereótipos, copia a genérica pauta direitista – ensino público de qualidade (nunca haverá suficiente, o conhecimento progride), saúde pública, transporte, moradia, segurança. Eligibilidade para os analfabetos, que é bom, nada; participação dos trabalhadores na administração das grandes corporações, nem pensar. Não mais do que dois exemplos de uma pauta latente, ausente da cogitação sindical.  Os sindicatos não se recuperaram do choque de haver perdido o controle das ruas. Reescrever ideologicamente a história de junho de 2013 não garante a recuperação de iniciativa crível, seja por decreto, seja por currículo de glórias passadas. 

    Outra conseqüência da consolidação do centro expandido foi a instauração de um vazio institucional à esquerda, vicariamente ocupada por aglomerado de grupos heterogêneos. A coalizão parlamentar do governo tornou irrelevante o apoio da centro-esquerda. Sem considerar o PMDB, cuja análise não é simples, a coalizão do PT tem como coligados numéricos o PP/PROS, o PSD, o PR/PTdoB/ PRP, seguidos, até recentemente, pelo PSB,  em parte pelo PDT e pelo PCdoB. O total de cadeiras deste último grupo (PSB, PDT e PCdoB) não ultrapassava 56 lugares. Só o PP, o PR e o PROS detêm um conjunto de 89 cadeiras na Câmara dos Deputados. A cooperação costurada entre os partidos deixou o PT a vários passos de distância de seu parceiro ideológico adjacente, o PSB (24 cadeiras). O rumo do governo é vigiado pelo núcleo duro da centro-direita. Independente dos motivos do governador Eduardo Campos, cujas alianças provocam resistências entre os socialistas, a saída do PSB do governo só surpreende pelo tempo que demorou a acontecer. Para um partido que busca crescer nas eleições proporcionais pela via ideológica da centro-esquerda, talvez a oportunidade tenha sido perdida. A tentativa de enfiar uma cunha entre o centro expandido do PT e o PSDB sofre das dificuldades diante da coalizão no poder e da incoerência ao aceitar o direitismo do Rede como segundo em comando (e há quem duvide que o Rede seja mesmo o segundo em comando) além das oscilações na conduta do candidato Eduardo Campos.

    O vazio à esquerda tem sido ocupado por grupos inconformados com o estado do mundo, em geral. Desde logo, esse burburinho nada tem a ver com os “precariados” de Guy Standing (The Precariat – London, Bloomsbury, 2011), tese recém importada. Ao contrário de desempregados, trabalhadores temporários, classe média empobrecida e com miséria à vista, os manifestantes de junho de 2013 eram na maioria jovens de classe média ou empregados com salários acima de 2 salários mínimos (30,3% deles em 20 de junho de 2013, no Rio de Janeiro, segundo a Plus Marketing consultoria) e segmentos em processo de ascensão social.  Outras pesquisas registraram o nível superior de estudos de expressivo número de participantes. Economicamente, o elevado custo do meio utilizado para a mobilização – as redes sociais eletrônicas – exclui os presumidos “precariados” da freqüência a participações. Vale registrar que, ao contrário da Europa, à intensidade das manifestações seguiu-se a rapidez de sua dissolução em números de manifestações, de participantes e de cidades contagiadas.

    Além do equívoco da classificação de “precariados”, é simplismo considerar que uma convocação fascista obteria tamanho sucesso. Houve a infiltração fascistóide posterior, que terminou por se apropriar da liderança dos acontecimentos. A fragilidade estratégica desses aglomerados, contudo, revelou-se na velocidade com que os grupos de professores, enfermeiras, a maioria de funcionários públicos, foram abandonando as marchas. Reconhecer as diferenças entre os movimentos de 2013 e os movimentos europeus permite supor que as manifestações não aderiram, aqui, ao precipitado diagnóstico de fracasso da social democracia brasileira. A rejeição atingia todas as formas de participação institucionalizada. O que havia e há é um vácuo desde que a marcha para o centro levou o governo a esconder sob inegáveis vitórias econômicas a pauta de modernização do pluralismo social brasileiro: aborto assistido, relações homo afetivas, regulamentação do uso de drogas recreativas, pesquisas com seres vivos, temas, entre outros, eliminados por imposição da direita do centro. A Presidência tornou-se forte parlamentarmente ao preço de se enfraquecer perante a sociedade em mudança.   

    Algo de novo existe. Trata-se de inédito tipo de intervenção política. Grosso modo, a análise do capitalismo toma por base as classes, as corporações profissionais e cristalizados grupos de interesse. Entendo que os movimentos recentes são constituídos pelo ajuntamento de atores menos abrangentes do que as classificações preponderantes. Eles proliferam como pequenas coletividades de exígua tolerância e com exigentes critérios de pertencimento Denomino-os, sem ofensa, de “micróbios” (pequena vida), primeiro em razão de seu tamanho, e pelo fato de que não possuem denominador comum. Nem todos são patogênicos ou letais, que os há benéficos ao exercício da democracia. Nessa ecologia há lugar para micro legendas, como o PSTU e o PSOL, que encontram em tal cenário a rara oportunidade de serem notados. Comparecem também os grupos nanicos reivindicando direitos (moradores do bairro tal ou qual) ou só comemorando a própria existência, avessos a partidos, sindicatos ou corporações de ofício. São erupções intensas de vida política, mas de curta duração. Eficazes no curto prazo, sem influência em período mais extenso. Eleições são fenômenos de curto prazo, mas o fenômeno dos “micróbios” não é só eleitoralmente relevante. É uma criação da sociedade contemporânea e, portanto, compatível com a convocatória: “Vem prá rua você também”.  Os democratas deviam adotá-la e voltar às ruas para conquistá-las.

    ¹ Não encontrei o texto na Carta Capital, por isso trouxe o mesmo do site Conversa Afiada.

    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/01/20/wanderley-quem-deve-ir-pra-rua-tambem/

  11. BRAGA-BH

    20 de janeiro de 2014 5:28 pm

    Lupita Nyong’o é a Jennifer Lawrence de 2014?
    Lupita Nyong’o é a Jennifer Lawrence de 2014? Queniana vem roubando a cena nas premiações com sua beleza

    Mirella Mentone | 20.01.2014

     

    Lupita Nyong’o beleza 2014

     Foto 6 de 13 / Reprodução – Salvar foto Com os cabelos rapados com duas riscas e batom roxo brilhante

     
    Guarde deste nome: Lupita Nyong’o. Você provavelmente ainda vai ouvir falar muito sobre ele este ano, assim como Jennifer Lawrence foi onipresente em 2013.

    A atriz queniana vem roubando a cena nos principais eventos de red carpets, desde que foi adotada pela mídia no fim do ano passado. Assim como Jennifer, Lupita concorre ao Oscar de atriz coadjuvante por sua atuação em filme 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen – e já virou protegé de Miuccia Prada, entrando na campanha de verão 2014 da Miu Miu.

    Com cabelo supernatural e cores fortes, sua beleza chama atenção. E quando se pensa que ela não poderia improvisar mais nada no cabelo compacto, depois da risca lateral que usou no Globo de Ouro, ela apareceu com um “bico de viúva” falso no Critics’ Choice Awards.

    A ideia surgiu junto ao cabeleireiro da atriz, Terry Gibson. Para chegar ao resultado, ele preencheu a linha do cabelo com enchimento de fibra e aplicou spray para fixar. O cabeleireiro também adiantara que Lupita apareceria com os cabelos mais compridos no SAG Awards, que aconteceu no sábado (18.01). E parece que o visual deu sorte para a atriz, que levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante na premiação do sindicato dos roteiristas de Hollywood.

    Além dos penteados, Lupita acerta no contraste do seu tom de pele com batons coloridos de acabamento cintilante, geralmente combinados a olhos fortes e pele iluminada.

     

     

  12. Gilson AS

    20 de janeiro de 2014 6:54 pm

    José de Abreu afirma ter sofrido preconceito no EUA

    Quando viajou aos Estados Unidos, José de Abreu, 67, acredita ter sofrido preconceito no país por causa da diferença de idade entre ele e sua esposa….

     ..http://br.omg.yahoo.com/blogs/notas-omg/jos%C3%A9-abreu-afirma-ter-sofrido-preconceito-eua-125714732.html

    Casado com a psicóloga Camila Mosquella, 32, o ator acredita que as pessoas estranharam o relacionamento. “Nunca sofri no Brasil, mas no exterior, sim. Nos Estados Unidos e no Canadá ficam indignados, são muito caretas”, afirmou ao jornal “Extra”.

    Atualmente em “Joia Rara”, José de Abreu parece estar bastante satisfeito com o personagem que interpreta. “Nessa novela, quando vou gravar, baixa o santo em mim, virei o Ernest. Hoje cheguei a quebrar um negócio no cenário, de tão empolgado”, declarou.

      

     

    1. Motta Araujo

      21 de janeiro de 2014 1:42 am

      Preconceito nos EUA? Eles não

      Preconceito nos EUA? Eles não tomam conhecimento de sua existencia, voce pode andar pelado na 5ª Avenida.

      Desde quando diferença de idade entre marido e mulher tem preconceito em paises nesse estagio?

      Francamente, tem gente delirando.

  13. CELSO ORRICO

    20 de janeiro de 2014 7:46 pm

    Miruna e família agradecem.

    Miruna, quem tem de agradecer somos nós ,herdeiros da luta de seus paiss com muitos outros..vida que segue..

    saiu no Conversa Afiada de PHA..

     

    SERÁ QUE EU TERIA TIDO CORAGEM DE LUTAR COMO ELES LUTARAM?

    Por Miruna Genoino, na Rede Brasil Atual

    Quando eu tinha por volta de 13, 14 anos, comecei a ter consciência de tudo o que meu pai e minha mãe tinham feito na época da ditadura. Abriram mão de família, amigos, conforto, estabilidade e entraram em clandestinidade, fuga, medo, prisão e tortura porque não duvidaram um minuto sobre de que lado estavam: o de quem lutava pela liberdade para todos. Apesar de ser para mim claro o fato de que tinham lutado por algo sem dúvida muito importante, sempre me vinha à mente uma pergunta: será que se eu vivesse naquela época, teria tido coragem de fazer tudo isso? Será que eu teria tido essa força? Será?

    Hoje percebo que em alguns momentos da vida não temos escolha quanto a tomar essa ou aquela decisão, quando tudo em que acreditamos está em risco, seja, como naquela época, a liberdade, seja, como agora, a justiça para uma pessoa honesta, como meu amado pai, José Genoino Neto. Ao longo de mais de oito anos de martírio e sofrimento, foram muitas as situações de desespero, de angústia e de muita, muita solidão.

    E por isso, quando de repente percebemos pequenos espaços de luz e força que vão se abrindo e se construindo por meio de atitudes generosas de tantas pessoas, o alívio e a emoção são sentimentos que ocupam totalmente tudo aquilo que pensamos e vemos acontecer nessa trilha tão difícil que temos percorrido nos últimos tempos.

    Gostaria de mencionar uma grande amiga que no dia 15 de novembro levou meus filhos para passear, dispondo de seu tempo para nos ajudar a lidar com toda a perseguição que estávamos sofrendo na casa sitiada pela mídia. Com seu pequeno gesto, poupou duas crianças de 7 e de 5 anos, de presenciar o momento em que o avô saiu de casa para ser preso injustamente.

    Aquele gesto, de dar carinho e acolhimento para meus filhos, quando eu apenas podia ser filha, e não mãe, vai marcar sempre minha vida e meu coração, porque mostra que mesmo em meio a tanta desgraça, sempre existe o lado da humanidade pura, bondosa, generosa, e capaz de acolher, verdadeiramente.

    Esse gesto pequeno, individual, pode ser comparado ao que estamos vivendo agora, com a multa imposta a meu pai em decorrência de sua condenação injusta. No primeiro momento de desespero, pelo valor solicitado, tão enormemente distante de nossas possibilidades, já surgia um primeiro site que se dispôs a unir muita gente e assim iniciar uma primeira arrecadação para meu pai. E ainda que aquele site não tenha seguido em frente por questões técnicas, acredito profundamente que foi uma ação que nos deu força para prepararmos o segundo site que possibilitou a arrecadação do valor total da multa.

    Foram muitas doações, muitas. Pessoas que dedicaram parte de seu tempo para enviar a nós R$ 10, R$ 20, R$ 50, R$ 100 reais, às vezes mais, R$ 1.000, R$ 5.000… e mensagens, muitas mensagens, de carinho e solidariedade.

    Aposentados, desempregados, professores, advogados, secretárias, jornalistas, dentistas, bordadeiras, gente, muita gente, que quis de alguma maneira, mostrar que estão conosco, que sabem que apenas assim poderíamos pagar esta enorme multa, porque José Genoino nunca acumulou riqueza material, nunca, ainda que alguns tenham tido coragem de condená-lo por corrupção. Sua riqueza é apenas de ideias, de sonhos, de esperança, de verdade e de justiça – que um dia, de alguma forma, acreditamos que chegará.

    Mais cedo que tarde, como dizia Salvador Allende, verdade será restaurada

    Essa campanha foi criada pela mulher e pelos filhos de José Genoino. Nós mesmos elaboramos e escrevemos cada uma das palavras que aparecem no site. Nós mesmos mandamos os e-mails a amigos e familiares contando sobre o início desse pedido de ajuda. Nós mesmos fomos em busca de tentar compreender e organizar toda a burocracia necessária para que tal arrecadação desse certo.

    E com a ajuda de amigos queridos, que nunca deixaremos de agradecer, fomos lendo os e-mails um a um, cadastrando cada pessoa, respondendo cada mensagem, ainda que, pela forma familiar de ação, esteja acontecendo em uma velocidade nem sempre compreendida por um mundo sempre recheado de grandes grupos administrando eficazmente grandes gestões e situações. Nossa resposta não é automática, mas sim manual, e foi feita por outras tantas pessoas especiais que também dedicaram seu tempo e sua alma, para permitir que a campanha funcionasse.

    Alcançamos o valor da multa em dez dias de campanha familiar. Essa é uma vitória que tem um significado enorme dentro de nossa incansável luta em busca de verdadeira justiça para José Genoino. Em nome dele, que está impedido de falar publicamente, precisamos agradecer com toda a intensidade possível a todas essas pessoas que tornaram esse momento de vitória possível.

    A você, que contribuiu. A você que divulgou o site. A você que respondeu os emails. A você que nos informou. A você que escreveu honestamente sobre nós. A você que são tantos vocês, nosso agradecimento por não terem tido nenhuma dúvida de que sim, quando chega o momento de dificuldade, vocês são daquele grupo de pessoas que têm coragem de lutar por algo que é verdadeiro e no qual acreditam. De verdade.

    Obrigado, sempre.

    Miruna Genoino, em nome da família Genoino

    Brasília, 19 de janeiro de 2014

     

     

  14. Marcelo B 1984

    20 de janeiro de 2014 8:02 pm

    Teria a campanha anti-Pinochet sido inspirada por Xuxa?

     

    Junho de 1988: Entra em cartaz o filme Super Xuxa Contra Baixo Astral, com a música “vou pintar um arco-íris de energia”. Xuxa usa um figurino branco com um arco-íris.
    Outubro de 1988: Realizado plebiscito no Chile para saber se Pinochet continuaria no poder ou não. A campanha pelo “não” usa como logomarca uma figura de arco-íris com um fundo branco.

    Coincidência? Ou teria a Xuxa contribuído para derrubar o Pinochet e levantar o astral do Chile?

  15. Alexandre Weber - Santos -SP

    20 de janeiro de 2014 8:24 pm

    O Calote dos Estados Unidos

    The consequences arising from the continual accumulation of public debts 
    in other countries ought to admonish us to be careful to prevent their 
    growth in our own.�JOHN ADAMS, First Address to Congress, November 23, 
    1797 

    Debt is a serious threat to the national security of any country. Since 
    the United States is the biggest debtor in the world, it is safe to 
    assume that the accumulated debt of $17.3 trillion plus $123.3 trillion 
    in unfunded liabilities makes it the biggest threat to our national 
    security. 

    The Treasury Department just released data showing that China held U.S. 
    Treasury debt of $1.317 trillion in November, an increase from $12.2 
    billion. Japan held $1.186 trillion worth of U.S. debt. 

    When the debt grows so much that it is impossible to pay it back, who can 
    possibly provide debt relief for us? Can our debt be forgiven? Can a 
    country refuse to pay its debt to creditor countries? Is that a good 
    idea? Should we continue to amass such a huge amount of debt through out- 
    of-control spending? I have discussed in a 2012 article what can happen 
    if a country refuses to pay its debt. 

    Developing countries have venues to either reduce or renegotiate debt via 
    a Paris Club �treatment.� The Paris Club is a �voluntary, informal group 
    of creditor nations who meet approximately 10 times per year, to provide 
    debt relief to developing countries.� The reduction or renegotiation is 
    done on a �case-by-case basis.� 

    The Paris Club members are: United States, Austria, Australia, Belgium, 
    Canada, Denmark, Finland, France, Germany, Ireland, Italy, Japan, 
    Netherlands, Norway, Russia, Spain, Sweden, Switzerland, and the United 
    Kingdom. Other creditors may participate on an ad-hoc request. 

    The London Club, with no permanent membership, is a parallel group of 
    private firms who meet in London �to renegotiate commercial bank debt.� 

    The Federal Credit Reform Act of 1990 mandates that Congress must be 
    involved in any official foreign country debt relief and must be informed 
    of any debt renegotiation or reduction. Because the United States is a 
    Paris Club member, Congress must participate in the Paris Club operations 
    and in the U.S. policy of debt relief.  (Martin A. Weiss, The Paris Club 
    and International Debt Relief, December 11, 2013, CRS RS21482) 

    The Paris Club, with its rules and principles of debt relief, is run by a 
    secretariat at the French Treasury; a chairman is selected from senior 
    officials at the said Treasury. The current chairman is Jean-Pierre 
    Jouyet, Under-Secretary of the French Treasury. When meetings take place, 
    the participants include representatives from debtor and creditor 
    nations, from international financial institutions, and from regional 
    development banks. 

    Since 1983, the total rescheduled or reduced debt has been approximately 
    $573 billion, involving 429 agreements with 90 debtor countries. This 
    seems like a drop in the bucket when compared to our huge U.S. debt. But 
    then we are the most productive developed nation with the largest economy 
    on the planet – for now. We are told by economists and politicians alike 
    that we cannot compare apples with oranges. We are such a big, prosperous 
    nation that we can afford a lot of debt. Can we? 

    Since many low-income countries in South Asia and sub-Saharan Africa have 
    had their debt reduced either bilaterally or multilaterally since 1956, 
    concerns were raised in Congress about the possibility of these countries 
    sliding back into indebtedness due to cheap loans. Congress should be 
    more concerned about our rapid escalation of national debt. 

    The Paris Club principles of debt reduction/renegotiation include: 

    * Case-by-case negotiations 
    * Decisions are made by full consensus of creditor nations 
    * Debt renegotiations are for countries that need debt relief as 
    �evidenced by IMF economic policy conditionality� 
    * Solidarity of all creditors implementing the terms agreed upon 
    * Comparability of treatment � a creditor country cannot give a debtor 
    country a more favorable treatment than the consensus reached by the 
    Paris Club members 

    Because the Paris Club is not a formal institution, the signed 
    renegotiations or reductions of debt owed to the United States called 
    �Agreed Minute� must be approved by Congress. 

    The four types of Paris Club �treatments� are: 

    * Classic Terms � �the standard terms available to any country eligible 
    for Paris Club relief� –  debt rescheduling at market rate 
    * Houston Terms � �for highly-indebted lower to middle-income countries� 
    – debt rescheduling with longer grace and repayment period 
    * Naples Terms � �for highly-indebted poor countries� – debt reduction 
    either by 23-year repayment with six-year grace period or 33 year 
    repayment with reduced interest 
    * Cologne Terms � �for countries eligible for the IMF and World Bank�s 
    Highly Indebted Poor Countries Initiative (HIPC)� – debt reduction with 
    90 percent eligible debt cancelled 

    According to Martin A. Weiss, under Cologne terms of HIPC, �The United 
    States and several other countries routinely provide 100% bilateral debt 
    cancellations.� (Congressional Research Service, RS21482, p. 4) 

    In 1993,  Congress granted United States authority (Foreign Operations 
    Appropriations, par. 570, P.L. 103-87) to participate in the Paris Club 
    debt forgiveness.  Thus any Administration can cancel loans made through 
    the U.S. Agency for International Development (USAID), military aid 
    loans, Export-Import Bank loans and guarantees, and agricultural credits 
    guaranteed by the Commodity Credit Corporation. 

    The Government Accountability Office (GAO) raised concerns about the 
    official process for estimating cost of foreign loans (bilateral debt) to 
    the United States. 

    When the national debt surpasses the size of our economy and it has, it 
    is time to worry about the global run on the dollar. As former President 
    Ronald Reagan said, �We don�t have a trillion-dollar debt because we 
    haven�t taxed enough. We have a trillion-dollar debt because we spend too 
    much.� We are now at trillions and trillions. Congress should have heeded 
    John Adams� sound advice from 1797. The developing countries� debts, 
    forgiven or renegotiated via the Paris Club, pale by comparison with our 
    current impossible-to-repay national debt. 

    Source: http://bit.ly/1e7HPPK 

  16. CELSO ORRICO

    20 de janeiro de 2014 8:30 pm

    Marina, um poço de contradições ..

    Marina, um poço de contradições

        A+ 

    Maria Inês Nassif

    Arquivo

     

    Se tantas opiniões divergentes existem acerca da união de Eduardo Campos e Marina Silva nas eleições do próximo ano, é porque as posições políticas de ambos são eivadas de contradições.

    Marina é um poço delas. As declarações que sucederam a sua inesperada decisão de aderir ao partido de Eduardo Campos apenas expressam uma personalidade política que vem se consolidando desde o início de sua tentativa de voo solo, após sair do governo Lula, rachar com o PT e mergulhar na tentativa de “tomada” de um Partido Verde que já tinha dono, e que não estava disposto a abrir mão do business da política tradicional para entregar a legenda para outra pessoa.

    O relativo sucesso de Marina nas eleições de 2010, quando conseguiu uma votação surpreendente para uma candidata sem partido, e o séquito que a segue desde a campanha, honestamente convencido de que ela é uma alternativa à polarização política entre o PT e o PSDB, que se mantém na política brasileira há quase duas décadas, consolidaram numa personalidade voluntariosa, mística e autoritária a ideia de que fora dela, e dos que a seguem cegamente – ou, de fora do grupo, dão guarida a ela – não há salvação.

    A forma como lidou com suas frustrações política nesse período expressa o personalismo resultante dessa trajetória pessoal e política. No julgamento, pelo STF, da ação de inconstitucionalidade de lei aprovada pelo Congresso que impedia aos novos partidos levar consigo horário eleitoral gratuito e fundo partidário dos deputados que aderiram a eles, Marina exultou e agradeceu ao ministro Gilmar Mendes pela decisão autoritária e sem precedentes de intervir no Legislativo e impedir a tramitação do projeto.

    A decisão de ir para o PSB, pelo simples fato de que Eduardo Campos a apoiou nessa pendenga jurídica, preterindo decisões que pudessem abrigar os interesses de todo o seu grupo político, também é expressão de uma ação política fincada na ideia de que a lealdade à decisão do líder tem que ser incondicional, sob pena de se tornar deslealdade; e de que a decisão pessoal, baseada numa retribuição a um favor, se sobrepõe a uma decisão política.

    Assim como fez antes, quando saiu do Partido Verde, deixou gente para trás; decidiu, não conciliou; a decisão é pessoal, não é ideológica nem expressa a opinião de um grupo político.

    Já dentro do PSB, o incontido personalismo a leva a dizer que tanto ela como Eduardo Campos podem disputar a Presidência, e o grupo que a acompanhou a declarar, com candura, que vai lutar por posições dentro de uma legenda que, todos dizem, é uma opção provisória, enquanto a Rede Sustentabilidade não consegue o seu registro. Isso, depois de Campos ter “limpado” o partido da ala fiel aos irmãos Gomes, do Ceará, e ter deixado claro para os “de dentro” que quem manda no partido é ele.

    Esse movimento inicial de Marina e do grupo que foi junto com ela remete fatalmente a conflitos futuros: não uma união provisória e de conveniência, mas a interiorização, dentro do PSB, de uma guerra de personalidades, que pode conter o crescimento da legenda, uma das que têm um aumento progressivo de parlamentares e governos desde sua criação, pelo avô de Eduardo Campos, Miguel Arraes.

    Até as eleições de 2014, se Campos não conseguir, dentro da legenda, eleger o maior número de deputados fieis a ele, corre o risco de uma debandada em direção à Rede Sustentabilidade, depois que Marina conseguir uma legenda só para si. Daí será o feitiço contra o feiticeiro: a mesma lei que o STF intimidou o Congresso a não mudar (não há sinais de que a matéria venha a ser colocada novamente em pauta, mesmo depois de cassada a liminar de Mendes que proibiu a sua votação) levará para a Rede Sustentabilidade, no futuro, parte da bancada do PSB eleita em 2010 horário gratuito e verbas do fundo partidário.

    Além das contradições decorrentes de personalismo político – ou até em função deles – existem as contradições políticas que Marina leva consigo para um partido que, também em função do personalismo de Campos, é cheio deles.

    Historicamente, os partidos verdes, todas as vezes que privilegiaram o purismo de plataformas ecológicas sem levar em consideração as variáveis de progresso social, flertaram com a direita. Marina tende a isso, e seu grupo provavelmente a seguirá.
    Ocorre que, para ela, esse é um caminho de algum conforto. Ela tem um perfil conservador inerente à sua adesão religiosa à igreja evangélica, e este é um dado de difícil conciliação com seu eleitorado de classe média alta, que tem outros conservadorismos, mas não o de  costumes.

    Num momento em que o debate político não pode ser dissociado do debate sobre desenvolvimento e sobre tecnologia, os dois conservadorismos juntos são explosivos: como lidar, por exemplo, com o desenvolvimento das regiões mais pobres, que começaram a crescer com políticas de distribuição de renda, se persiste o veto à discussão da energia elétrica como matriz energética? Como lidar com questões relativas ao reconhecimento pleno dos direitos de minoria, se há um impedimento religioso da líder à discussão sobre o aborto, por exemplo? E como lidar com questões jurídicas que impedem o desenvolvimento da ciência se há um obstáculo religioso, por exemplo, às pesquisas com células-tronco?

     

     

  17. Anarquista Lúcida

    20 de janeiro de 2014 8:43 pm

    Novo golpe na praça? S alguém entend d telefonia, m ajud, p/ fav

    Gente. acpmtecei algo muito estranho que nao sei se é normal ou nao. Pedi um conserto na Oi. Depois de um engano já esquisito de endereço (?), veio um técnico, que consertou o problema e, muito gentil, me disse que se o problema voltasse eu deveria ligar direto para ele. No final do atendimento, depois de ligar para a Central (segundo ele) dando o número dos cabos que teria trocado, me disse que tinha esquecido de “fazer binagem”. Ligou para um número e saiu. Fiquei meio desconfiada e teclei a rediscagem. Atendeu um número falando “Discagem GPRS, para confirmar digite 1”. Digitei o um e veio a mensagem “erro de discagem GPRS”. Tentei outras vezes, e ou vinha essa mensagem, ou diziam que nenhum dígito tinha sido detectado. Mas o cara tinha tentado uma vez e conseguido… 

    Isso é normal? Ele pode ter sequestrado minha linha? Agora o problema voltou, nem uma semana depois… Nao vou ligar direto para aquele técnico, mas estou cabreira. 

    1. CELSO ORRICO

      20 de janeiro de 2014 9:15 pm

      aconteceu comigo..

      Anarquista já conteceu comigo tb, o “técnico” da OI foi lá em casa e depois de ir na central do prédio voltou e tentou me vender uns chips de celular, ele tb ligou para um “chefe” e quando vi a dificuldade dele em preencher o formulário da Empresa  e o distintivo no bolso da camisa está bem apagado, desconfiei..ele saiu e ficou de voltar, liguei para um amigo que trabalha na Oi em Salvador e soube que era uma quadrilha que estava atuando em nome da empresa..sugiro a vc entrar em contato diretamente com a Oi..

      1. Anarquista Lúcida

        20 de janeiro de 2014 9:27 pm

        O problema, Celso, é q acho q a quadrilha age a partir d Central

        Primeiro eu tinha marcado um conserto, e recebi uma chamada muito estranha me dizendo que o técnico tinha vindo e estava me pedindo para “ir até o portao”. Que portao? Meu prédio tem portaria. Respondi isso, e a moça disse q devia ser erro de endereço, mas q o técnico viria. Nao veio naquele dia, veio na manhã seguinte. No final do atendimento, antes do telefonema da pretensa binagem, o cara ligou dizendo que era para a Central da Oi, mas dando informações que nunca vi os técnicos que vieram aqui antes dar (número dos cabos que teriam sido trocados). De modo que tenho medo de ligar para a OI e de falar com os próprios… 

        Me vender chip nao vao, nem chamei diretamente o mesmo técnico quando o problema voltou, conforme ele tinha sugerido. Mas estou me sentindo insegura. Felizmente nao ligo para bancos a partir do telefone da Oi, mas mesmo assim minha linha pode estar sendo usada por terceiros. 

        De qualquer forma, muito obrigada pelo seu testemunho. 

        1. CELSO ORRICO

          20 de janeiro de 2014 11:13 pm

          tente ligar..

          tente ligar para Oi de outro telefone que não seja o seu eles têm como ver se o seu está clonado, aqui recebemos ligações de vários estados quase todos os dias quando não são de celular , provavelmente de dentro dos presídios, são de telefones fixos mas nós desligamos..seria bom vc entrar em contato com a Oi para eles fazerem uma varredura no seu..

          1. Anarquista Lúcida

            21 de janeiro de 2014 1:44 am

            Vou tentar escrever para o site, assim fica registrado

            E obrigada mais uma vez

  18. joao

    20 de janeiro de 2014 10:56 pm

    Prerrogativas dos advogados garantem direitos dos cidadãos

    Por Antonio Tide Tenório A.M. Godoi

    O Estado Democrático de Direito, de modo geral, foi implementado para que cada cidadão pudesse ter garantido o respeito aos direitos fundamentais, calcado principalmente no princípio da dignidade da pessoa humana. Tal conformação social se opôs às monarquias absolutas de direito divino e às ditaduras, tendo o advogado como figura indispensável à administração da Justiça, uma vez que fala pelo cidadão, perante os órgãos estatais. O advogado, como diria o sábio, é aquele que clama sem cessar.

    É importante fazer o registro que, em tempos passados, soberanos subjugavam os cidadãos à sua vontade e apenas essa era “a lei”. Com o passar dos séculos e vencidas muitas guerras ao redor do globo, modificou-se, de modo majoritário, a referência do poder.

    Na maior parte do planeta, hoje entende-se que todo o poder, como consta no parágrafo único, do artigo primeiro de nossa Constituição Federal: “emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Não se deve, por óbvio, afastar-se dessa ordem estrutural do Estado Democrático Brasileiro, sob pena de desnaturar-se a própria essência da sociedade moderna.

    No campo das relações sociais, diretamente refletidas na ordem econômica e jurídica, percebeu-se a mudança de paradigma. O estado de bem estar social deu lugar ao neoliberal (ou a retomada do liberalismo clássico), tendo como um de seus pilares a implantação de um Estado mínimo. Esse, por sua vez, preconiza a não-intervenção em favor da liberdade individual e da concorrência entre os agentes econômicos, pressupostos da prosperidade econômica. Basicamente, caberá ao Estado garantir a ordem, a legalidade e concentrar seu papel executivo naqueles serviços mínimos necessários para tanto: policiamento, forças armadas, poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

    A evolução das relações sociais se deu de modo muito mais rápido do que as autoridades públicas poderiam prever. O Estado, diante de tal ineficácia, na contramão do que prega o Estado mínimo e objetivando transmitir à sociedade o falso sentimento de segurança, editou leis que criminalizaram diversas condutas, não violentas, ligadas às áreas de meio ambiente, finanças, tributos, cibernéticas, dentre outras, a fim de “manter o controle social”.

    Nessa toada, muitas garantias dos cidadãos passaram a ser ameaçadas, no momento em que políticas públicas de educação e lazer foram preteridas pelos investimentos em segurança, pois as estatísticas indicaram a necessidade do combate aos crescentes índices de violência. A ânsia em reduzi-los deve ser louvada e estimulada, claro! É primordial, inclusive, que todos os setores da sociedade participem dessa luta, que é de todos. Entretanto, a redução da violência de qualquer maneira pode custar a produção de mais violência contra os direitos humanos e isso não pode ser tolerado.

    Operadores do direito, sobretudo na seara criminal, têm observado no Brasil o endurecimento do sistema e já se nota, desde os cidadãos mais humildes aos mais esclarecidos preocupação com expansão do direito penal e a crescente onda de decisões genéricas, baseadas no clamor social.

    Anote-se que, desde que o mundo é mundo, a vontade do povo vem sendo usada para amparar tudo o que os poderosos desejam. A indeterminação de quem seja o povo e sua vontade deram margem às piores barbáries ocorridas ao longo dos séculos. Basta dizer que o próprio Cristo, filho de Deus, foi “escolhido” para ser crucificado no lugar de Barrabás, pela vontade popular. Quem detém, ou melhor, quem mensura o que seja a vontade popular? A resposta é simples: não há como saber ao certo. A fim de minorar a subjetividade do que se entenda por vontade popular, devem existir leis claras e objetivas, preservação de garantias constitucionais e observância ao devido processo penal. Para tanto, deve-se fortalecer a advocacia, já que esse profissional dá voz ao cidadão. Somente assim o cidadão terá segurança de que o Estado está sendo utilizado em benefício de sua felicidade e não ao contrário, já que o Estado, de modo diverso do que ocorria em antanho, não pode ser personificado na figura de nenhum soberano.

    Inegavelmente, muito já se avançou, mas as dificuldades e ameaças aos cidadãos se renovam. Registre-se o elogio aos esforços de toda a sociedade personificada nos movimentos sociais, partidos políticos, integrantes do Judiciário, Legislativo, Executivo, Ministério Público, OAB e ordens religiosas. Isso, no entanto, não garante que sempre se acerta, daí a importância de caminhar-se juntos, dialogando com os poderes constituídos, a fim de que o cidadão consiga concretizar os mínimos direitos sociais.

    Nessa busca, as prerrogativas profissionais dos advogados aparecem não como um privilégio a uma classe ou a uma profissão, mas como a mais solene garantia de que os cidadãos terão respeitados seus direitos diante das autoridades públicas. O contraditório, a ampla defesa, a presunção de inocência e o devido processo legal só se concretizam com a atuação do advogado, com uma advocacia ética e forte. Sem ela, o Estado sucumbe e o cidadão perece.

    Alguns desafios para a cidadania podem ser lembrados e valem a pena de serem abraçados pela comunidade, a saber: 1 — Acesso irrestrito e sem prévio peticionamento aos autos do inquérito policial ou processo judicial antes de ser ouvido perante as autoridades públicas (inclusive com a possibilidade de carga rápida conferida ao advogado); 2 — direito do preso a se comunicar de forma reservada e pessoal com seu advogado (parlatórios efetivamente individualizados); 3 — recebimentos de denúncia crime, decretações de prisão e condenações devidamente fundamentadas; 4 — restabelecimento da ampla aplicação da ação de Habeas Corpus em tribunais superiores; 5 — horário de funcionamento de fóruns e tribunais integrais; 6 — possibilidade de peticionamento em papel, de forma subsidiária ao eletrônico; 7 — celeridade nos julgamentos; 8 — propositura obrigatória, pelo próprio Estado, de ação de responsabilização pessoal das autoridades públicas, que abusarem do poder ou que causarem danos a cidadãos, por propositura de inquéritos/processos infundados (atípicos); 9 — criminalização das violações às prerrogativas profissionais; 10 — preservação da imagem dos acusados até efetiva condenação criminal com trânsito em julgado; 11 — necessidade de provas lícitas aptas a embasar condenações criminais.

    Não é ocioso lembrar que, agora, o Estado serve ao povo e os governantes (Legislativo, Executivo e Judiciário) têm como dever garantir os direitos fundamentais do cidadão.

    Apesar dos citados desafios, o cidadão brasileiro pode se animar, o Brasil está no caminho certo. Os desafios são propulsores da mudança e a sociedade deve lutar por isso, sobretudo, porque o ministro e decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, consignou, num livro de dois brilhantes e valorosos advogados paulistas, cujo tema é o das prerrogativas profissionais, o que pensa a mais alta corte de país sobre o tema:

    Na realidade, as prerrogativas profissionais dos advogados representam emanações da própria Constituição da República, pois, embora explicitadas no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94), foram concebidas com o elevado propósito de viabilizar a defesa da integridade das liberdades públicas, tais como formuladas e proclamadas em nosso ordenamento constitucional. Ou, em outras palavras, as prerrogativas profissionais não devem ser confundidas nem identificadas com meros privilégios de índole corporativa, pois destinam-se, enquanto instrumentos vocacionados a preservar a atuação independente dos advogados, a conferir efetividade às franquias constitucionais invocadas em defesa daqueles cujos interesses lhes são confiados.

    Desta feita, repise-se, parafraseando o ministro Marco Aurélio, do STF, os fins não justificam os meios e o preço que se paga para viver em democracia é módico. Não sendo ocioso lembrar que, todo poder emana do povo e em seu benefício deve ser usado.

    http://www.conjur.com.br/2014-jan-17/antonio-godoi-prerrogativas-advogados-garantem-direitos-cidadaos

     

  19. joao

    20 de janeiro de 2014 10:57 pm

    ONG cria abaixo-assinado

    ONG cria abaixo-assinado virtual pelo impeachment de Roseana Sarney

    O “Movimento Rio de Paz” lançou um abaixo-assinado virtual a favor do impeachment da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) . Responsável por uma petição que pedia o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que contou com 460 mil assinaturas, a ONG critica agora “as condições subumanas das prisões maranhenses”. A iniciativa ocorre após a decisão de 20 advogados de São Paulo, que protocolaram o pedido de afastamento de Roseana na Assembleia Legislativa do Maranhão. A expectativa do “Rio de Paz” é recolher o maior número possível de assinaturas e entregá-las ao presidente da Assembleia do Maranhão.

    O texto ao qual o abaixo-assinado está relacionado diz que o estado do Maranhão “serviu de parteiro da maldade humana”.

    “Após as mais claras advertências feitas por instituições legitimamente constituídas para agir pelo Estado de Direito (Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho Nacional de Justiça, Ministério Público Federal no Maranhão, promotores e juízes estaduais), que cobraram da governadora Roseana Sarney solução para as condições subumanas das prisões maranhenses, o poder público estadual desconsiderou o estado do seu sistema prisional – dando ensejo às mortes que chocaram o mundo devido à sua brutalidade e à interrupção da vida da menina Ana Clara Souza, de apenas 6 anos de idade, que teve o seu corpo totalmente queimado dentro de um ônibus –, numa ação injustificada orquestrada por líderes de facção criminosa detidos no Complexo de Pedrinhas. O problema é que o injustificável não foi o sem causa. O governo do Estado do Maranhão serviu de parteiro da maldade humana”, diz o texto.

    A ONG lembra que o estado tem um dos piores índices sociais do país e fala em “constrangimento” ao governo. “A batalha pelo impeachment, contudo, não será fácil. Teremos que lidar com uma Assembleia Legislativa que está ‘dominada’ pelo clã Sarney. Podemos, entretanto, criar significativo fato político, causar muito constrangimento, mostrar para o mundo que não somos uma sociedade de bananas, fazer tremer os demais governadores que cometem o mesmo crime, uma vez que o Complexo de Pedrinhas não é um caso isolado; e, quem sabe, por um milagre da vida, sermos ouvidos pelos deputados maranhenses, alguns dos quais, talvez, tão humilhados e indignados quanto milhões de brasileiros, a começar pelo bom e sofrido povo do Maranhão”.

    (O GLOBO)

     

    1. Motta Araujo

      21 de janeiro de 2014 12:35 am

      Uma campanha carissima do

      Uma campanha carissima do Estado do Maranhão na TV Globo nos apresenta uma terra de leite e mel, o novo Shanfri-Lá.

      paraiso na Terra, progresso incomparavel. Só acredito quando a familia Sarney for se tratar nos magnificos hospitais que a propaganda televisiva anuncia. Para caprichar na falsidade só faltava a propaganda ser apresentada pelo inacreditavel Luciano Huck, o mais feio garoto propaganda da historia da TV mundial.

    2. Motta Araujo

      21 de janeiro de 2014 1:39 am

      andersonantunes/2014/01/11/ho

      andersonantunes/2014/01/11/how-brazils-poorest-state-minted-one-of-the-countrys-richest-and-most-controversial-political-clans

      COMO O ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL PRODUZIU O MAIS RICO E CONTROVERSO CLAN POLITICO DO PAIS

      Matéria da ultima Revista FORBES edição americana,  sobre a familia Sarney, onde todo mundo fica mal.

  20. Motta Araujo

    21 de janeiro de 2014 12:29 am

    VANDALOS NO RESTAURANTE – No

    VANDALOS NO RESTAURANTE – No ultimo dia 17 , no restaurante SPOT do Shopping JK, a artista plastica Maria Bonomi , de 70 anos de idade e uma amiga, de 55 anos estavam jantando e reclamaram do excesso de berros na mesa ao lado.  A resposta da mesa foi jogar cerveja e outras bebidas nas duas senhoras. O pessoal do restaurante manteve-se impassivel. No Brasil há uma cultura de casa grande e senzala nos restaurantes. Os maitres e garçons em nenhuma hipotese dão bronca em clientes, não importa o que façam. Frequento restaurantes em São Paulo varias vezes por semana há 60 anos. Nunca vi um maitre por um cliente para fora da casa ou admoesta-lo.

    Nos EUA a relação de maitres, garçons e clientes é de cidadãos, não há subserviencia mesmo em restaurantes tops.

    No ultimo dia do ano de 2011, no restaurante BLIX em San Francisco, uma mesa ao lado estava fazendo barulho, atrapalhando o excelente conjunto de jazz que anima a casa. Reclamei com o maitre, que pediu desculpas e se dirigiu à tal mesa, deus-lhes uma solene descompostura e disse que se não cessasse o barulho deveriam se retirar do restaurante, ninguem respondeu e o barulho cessou por completo.

    Aqui tive experiencias desastrosas recentes no restaurante Santo Colomba e no bristrô La Coccotte, lugar charmoso e bem decorado,  neste ultima por conta de aterradora mesa de 12 pessoas, que jamais poderia existir em tal ambiente,  mesas de mais de 8 proibidas nos restaurantes de Dallas, mesa de mais de 8 liquida com o serviço e são usinas de barulho. As reclamções com maitres não surtem nenhum efeito porque eles se portam como serviçais, não tem coragem de interpelar nenhum cliente por mais inconvenientes que seja. No La Cocotte a mesa ao lado da barulhente se levantou e foi embora sem esperar o fim do jantar.

    São Paulo está se tornando a cada dia mais uma cidade gastronomica de nivel global, com cada vez mais visitantes. Está na hora da Associação do setor, presidida por um lider de forte personalidade, Percival Maricato, de montar e fazer cumprir um CODIGO DE COMPORTAMENTO nos restaurantes classe A . Há uma crescente quantidade de novos ricos mal educados e agressivos nos restaurantes paulistas, bastou beberem dois copos de vinho que começam a poluir o ambiente. Sugestão para um CODIGO DE COMPORTAMENTO em restaurantes:

    1. Proibição toral de mesas de mais de 8, para manter a civilidade od espaço.

    2.Se o cliente já está sentado e chegam acompanhantes para a mesma mesa, NÃO PRECISA LEVANTAR, BATER NAS COSTAS E CONVERSAR DE PÉ, basta um aceno de cabeça, nem a mão se deve dar. Consta dos manuais de eiqueta há 300 anos. Conversar de pé roçando o espaldar das cadeiras de outros comensais é o que de pior pode acontecer e acontece sempre, especialmente com pessoal do interior, que curte essas manifestações de caipirice.

    3.Falar baixo sempre, MAS SEMPRE MESMO, ninguem quer saber de sua vida, viagens, fofocas. Celular jamais, se for coisa urgente sai da mesa e vai falar lá fora.

    4.Nunca chegar bebado ao restaurante, vai ser com certeza um chato durante todo o jantar. Tive experiencias muito desagradaveis com amigos que tinham esse péssimo costume, começam a beber em casa antes do jantar.

    5.Acabou o jantar, tomou café, pagou a conta, CAI FORA, não fica ocupando a mesa, especialmente quando tem outros clientes esperando. ISSO É MUITO COMUM, “”me dá mais um café”” e lá vai o idiota fazendo do restaurante sua sala de visita particular empatando espaço e atenção dos garçons.

    6.Quando o maitre vem recolher os cardapios já ter a escolha dos pratos decidida. Tem cliente, MUITO CLIENTE, especialmente mulheres, que demoram muito para escolher, quando o maitre chega para os pedidos, elas ainda vão

    começar a ler o cardapio e seguram o maitre por longos minutos sem considerar que o tempo do maitre é restrito.

    7.Sempre que possivel fazer reserva, facilita a vida de todos. Feita a reserva, chegar na hora.

    8.Restaurante top de bermuda e chinelo para homem é o maximo, e bota máximo nisso, da BREGUICE. Faz mal a todos no ambiente ver aquelas pernas tortas e peludas com o dedão do pé encardido, tira até o apetite. Tem gente que parece que saiu da cama direto para o restaurante, cara amassada e mal lavada, em São Paulo se vê muito nos almoços de sabado e domingo, o cara não tem nenhum pudor, deve achar se achar lindo e irresistivel.

    9.Restaurante é um coisa, bar é outra, os tempos e etiquetas são diferentes, quem curte bar deve ir a bar e não a restaurante, vida de bar é uma delicia, o tempo não conta, no restaurante é o oposto, bar não precisa reserva, pode ir juntando gente ao grupo, pode-se ficar até fechar, restaurante tem um timing que precisa ser coordenado entre salão e cozinha, o cliente normal não quer perder horas no restaurante, após muito demora o prazer vira aborrecimento.

    10.Quem vai sempre a restaurante sabe classificar o de familia, o de negocios, os que tem espaço para carrinhos de bebê, os que são relaxados e descolados, os formais, os para terceira idade. É bom cada qual selecionar o mais adequado, é desagradavel para o cliente misturar estação, ficar deslocado e estragar a refeição sua e dos outros.

     

  21. Motta Araujo

    21 de janeiro de 2014 2:14 am

    BNDES, O TRUQUE BARATO DO

    BNDES, O TRUQUE BARATO DO SIGILO BANCARIO – O BNDES não é um banco comercial, é outro tipo de banco, de fomento, como o Banco Mundial, o BID, o Banco Europeu de Desenvolvimento. Funciona com dinheiro ou garantia do Tesouro Nacional para financiar suas operações, é EXCLUSIVAMENTE DINHEIRO PUBLICO, não tem depositantes privados. Mas o BNDES espertamente usa da desculpa do sigilo bancario, QUE NÃO SE APLICA A ESSE TIPO DE BANCO, só a bancos comerciais que precisam resguardar seus depositantes e aplicadores. O BNDES

    para esconder suas desastrosas operações onde está enterrando fabulas de dinheiro dos contribuintes, tais como emprestimos e participações nos chamados CAMPEÕES NACIONAIS, campeões de calote como o Grupo X, certos frigorificos, financiamentos a Cuba, Venezuela, ditaduras cleptocratas africanas que não pagam ninguem há 30 anos, e que pretendem ter suas dividas perdoadas, quer dizer, não pagar nada, enquanto sua elite politica tem luxuosos apartamentos em Paris e casas na Riviera, roubam seu povo e não pretendem pagar um centavo ao Brasil.

    Ninguem sabe realmente o que o BNDES tem sob risco alto porque nada é revelado, nesta administração usa-se a manobra de prorrogar indefinidamente a divida de quem não paga, de maneira que está sempre em dia, quando na realidade é divida inadimplente, não paga nem os juros, é tudo rolado para dar impressão que a carteira é otima.

    A Lei do Sigilo Bancario não se aplica de forma alguma às operações do Banco, que opera como uma dependencia do Tesouro Nacional, seu unico proprietario mas é matreiramente invocada pelo banco, especialmente nesta ultima administração, a pior da historia da instituição pelo volume de recursos que manipula.

    O Tribunal de Contas da União, a Contraladoria Geral da União e o Ministerio Publico Federal estão perdendo a paciencia com o esconde esconde que não quer contar as malfeitorias da caixa preta que imprime dinheiro.

    Alem disso há questões que correm pelos corredores, há personagens esquivos  que tem famosas “”consultorias” em nome de laranjas e onde trafegam tomadores de dinheiro do banco, todo mundo sabe e fala mas tudo fico no escondidinho, assim como um aluguel de 6 milhões de reais pago mensalmente pelo anexo no edificio Ventura,

    o que corresponde a dar aos andares que o BNDES ocupa com 700 funcionarios um valor de R$1,2 bilhões de reais, preço de arranha-ceu em Manhattan e que obviamente o predio alugado no Rio não vale, tanto que esses andares de ouro vão sr substituidos por um novo predio a ser construido ao lado do edificio sede do Banco ao custo de R$274 milhões, que se alugado fosse custaria R$1,35 milhões (0,5% do valor do imovel ao mês), quer dizer uma quarta parte do que se paga hoje o que não tem logica.

    http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2014/01/bndes-sonega-dados-orgaos-de-fiscalizacao.html

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