Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Lair Amaro
21 de janeiro de 2014 2:15 amGalinha Pintadinha
Galinha Pintadinha vira a maior estrela da web brasileira
Canal do YouTube da personagem infantil se prepara para atingir em fevereiro a marca inédita no País de 1 bilhão de visualizações
Há oito anos, carregando debaixo do braço o clipe de uma animação musical voltada para as crianças, Juliano Prado e Marcos Luporini procuraram redes de televisão para oferecer uma série, que poderia também ser comercializada em CD e VHS. A ideia não foi bem recebida. Com a recusa, o clipe – protagonizado por uma tal Galinha Pintadinha – foi parar em uma plataforma de vídeos online, nova e inabitada, na época, chamada YouTube. Meses depois, a produção desprezada já contava com 500 mil visualizações.
O número inesperado mostrou à dupla – criadora do maior fenômeno voltado para o público infantil dos últimos anos no Brasil – que a trilha para o sucesso não seguiria o modelo de negócios tradicional. “Como o projeto era para TV, havia a ideia de segurar o conteúdo, de não espalhar. Sem querer, descobrimos um público que só surgiu porque o material estava liberado na rede”, diz Prado.
Agora, o canal oficial no YouTube da Galinha Pintadinha se prepara para bater a marca de 1 bilhão de visualizações – somando todos os vídeos em português. Será o primeiro a atingir a cifra no Brasil e o segundo da América Latina. A previsão é de que isso aconteça até o dia 2 de fevereiro – a contagem atual é de 983 milhões.
A dupla diz que não faz “caça às bruxas” atrás de usuários que sobem seus vídeos em canais próprios. “O YouTube tem um sistema de proteção de direitos autorais que detecta quando alguém sobe nossos vídeos, o que permite que a gente monetize com as visualizações ‘piratas’ também”, diz Marcos. “Para a gente é bom. Passamos a entender que conteúdo não tem que ter endereço fixo.”
Trajetória. Os criadores da galinha azul se conheceram na época da faculdade. Juliano cursava administração e pensava em ser empreendedor. Marcos fazia publicidade, área que logo abandonaria para se dedicar à música. Em São Paulo, moraram na mesma república, montaram uma banda de samba-rock chamada Filhos de Tim (tocavam só Jorge Ben e Tim Maia), desistiram e voltaram a se encontrar em Campinas, onde criaram a Bromélia Produções, que detém a marca Galinha Pintadinha.
Desde o ano passado, a empresa tem investido em sua internacionalização . Seu canal em inglês (Lottie Dottie) soma mais de 4 milhões de visualizações, enquanto o canal em espanhol (Gallina Pintadita) já passa da casa dos 300 milhões.
Em um primeiro passo em terras estrangeiras, a empresa basicamente traduzia músicas clássicas brasileiras, as mesmas cantadas pela Galinha por aqui – como Pintinho Amarelinho, Ciranda Cirandinha ou Atirei o pau no gato. O segundo estágio conta com uma pesquisa do mesmo gênero de canções infantis nos respectivos locais. “Fazemos no idioma local e até uma versão para o Brasil. É um intercâmbio cultural”, define Juliano.
Comércio. A estratégia lá fora é a mesma da já testada e comprovada no Brasil. Cria-se o canal, mães e pais conectados tomam conhecimento da Galinha e a apresentam a seus filhos – o público-alvo são crianças com até três anos. É o ponto de partida para surgir demanda para todo e qualquer tipo de produto: DVDs, aplicativos, camiseta, bolsa, pantufa, fralda, papel higiênico ou piscina – com a devida supervisão de Juliano e Marcos.
São 45 vídeos online, 1,5 milhão de cópias vendidas dos três DVDs – mais um virá pela Som Livre em julho deste ano, além de um DVD em inglês a ser lançado também em 2014 -, 13 contratos fechados com canais de streaming (como Netflix e iTunes), duas produções musicais em teatros e 10 ações em shoppings. O número de empresas licenciadas passa de 50 e a quantidade de produtos bate em 600. Só no ano passado, as vendas dessa massa toda no varejo movimentaram cerca de R$ 550 milhões.
Pelos cálculos da empresa os produtos licenciados somaram 50% da receita, a outra metade é uma composição da venda de CDs, DVDs, apresentações ao vivo e YouTube. Para 2014, a previsão é de que as “franquias” internacionais respondam por 10% deste bolo.
Os números são de saltar aos olhos, mas Juliano e Marcos não se impressionam. Os milhões, explicam, são distribuídos ao longo da cadeia.
Suas vidas não mudaram nada depois que a Pintadinha começou a botar seus ovos por aí. A empresa tem dez funcionários – contando com eles. O ambiente é caseiro, não é estranho ver um bolo saindo quentinho da cozinha. O clima, segundo Juliano, é de startup. “Enxuto, poucas pessoas, o que é preciso ser dito é dito na hora, temos poucas reuniões. Flui melhor assim”, diz.
“Parceria é o nome do jogo. Nada dá muito dinheiro, aprendemos isso. O lance é compor bem a fonte de receita para elevar os níveis”, aconselha Luporini. “Um produto que custa R$ 100 na prateleira, gera menos de 1% para a Bromélia”, diz Prado. “Ou seja, está distribuído. A gente se concentra em produzir DVD, nosso negócio é fazer conteúdo, afinal é dele que emana toda essa rede.”
A Galinha Pintadinha toma o lugar de outros fenômenos infantis como o Xuxa Só Para Baixinhos. Mas os criadores acreditam ter uma vantagem. “A Xuxa envelhece, a Galinha não. Somos digitais, não apenas uma mídia”, diz Juliano que ri da pretensão de Marcos de tornar a Galinha tão clássica e inesquecível quanto a Turma da Mônica ou o Mickey.
5 razões para… o sucesso da galinha azul
1.Nem seus criadores sabem definir muito bem o que fez da Galinha um fenômeno, mas um ponto fundamental são as canções infantis imortais e em domínio público que atravessaram gerações.
2. Enquanto todos os estúdios e produtoras investem em produções 3D, a dupla fez o bom e velho 2D e cativou pela simplicidade. A equipe de arte da empresa se resume a três pessoas, além de alguns poucos terceirizados.
3.A aposta em conteúdo clássico e nacional é um ponto positivo, já que, segundo seus criadores, faltam produções musicais assim no País.
4.A distribuição digital se mostrou a melhor ferramenta de divulgação da Galinha Pintadinha. O primeiro DVD foi lançado depois de todos os vídeos estarem disponíveis online e, por isso, foi um sucesso.
5.Parceiros: distribuir trabalho e focar esforços no produto de base é chave do negócio.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,galinha-pintadinha-vira-a-maior-estrela-da-web-brasileira–,1120520,0.htm
claudio bala
21 de janeiro de 2014 2:33 am(Sem título)
GilbertoK
21 de janeiro de 2014 2:56 amO resto é classe média
Nassif,
Exclindo os 85 e mais 3,5 bilhões de pessoas, o restante é classe média. Podem ter helicóptero, andar de jatinho, de 1a classe, etc. Mas são classe média.
http://gothamist.com/2014/01/20/worlds_85_richest_people_are_as_wea.php
World’s 85 Richest People Are As Wealthy As 3.5 Billion Humans
(Getty Images)
In a recent survey of members of the World Economic Forum, inequality was named as the most serious threat to the global economy. That survey is a threat to the 85 people who control $1 trillion of the world’s wealth, an amount equal to what the poorest 3.5 billion possess.
That figure comes from an Oxfam study [PDF] that the organization is using to shame some of the attendees at the Davos summit. Oxfam is urging the elite to refrain from shirking their tax responsibilities, stop using their wealth for political favors that “undermine the democratic will of their fellow citizens,” support a living wage,and “challenge governments to use their tax revenue to provide universal healthcare, education, and social protection for citizens.”
Which is to say, do the exact opposite of what has been done.
hugo1
21 de janeiro de 2014 8:26 amMentes fechadas para
Mentes fechadas para quê?
Por Walter Hupsel |
Há diversas maneiras de se fazer um juízo sobre políticas públicas. Inicialmente há a clivagem ideológica: quais são os problemas que cabem às políticas públicas tentarem resolver? Os mais liberais entendem que pouquíssimos podem ser os focos das políticas públicas, só aqueles que geram externalidades negativas, que impactam toda a sociedade e não apenas parte dela. Por isso, e aí depende do “grau” de liberalismo, são contrários ao combate à pobreza pelo Estado. Não seria papel dele agir neste sentido.
A segunda maneira diz respeito à política. Se os recursos são escassos, devemos escolher quais são os problemas mais importantes e elencá-los em ordem de maneira que possamos atacar os que, para nós, são os mais relevantes.
Definidos os dois passos, precisamos saber quais políticas públicas queremos, como devemos tratar seu objeto. Seria a questão que chamarei de ética-valorativa. Vemos um problema, entendemos que deve ser foco de uma política, e definimos como queremos agir. Os binômios inclusão-exclusão, punição-tratamento, dentre outros tantos, operam nesta dimensão.
A quarta forma do juízo, não excludente às demais, é a eficácia: ela deve atender aos objetivos propostos e, em alguma medida, resolver o problema. Nesta chave, o debate técnico se debruça sobre quais políticas públicas seriam as mais eficazes dado certo problema.
No debate público, estas maneiras se misturam e raramente são explicitadas. É, por exemplo, o caso do Bolsa família. Se queremos julgá-la ideologicamente a primeira pergunta é: faz parte das atribuições do Estado atacar a pobreza e miséria?
Em caso afirmativo, o que se segue é se a questão é importante e se está dentro do rol de problemas mais emergenciais a ser tratado dado uma quantidade finita de possibilidades de atuação.
A partir disso, a técnica pergunta se seria a melhor maneira, a mais eficaz, de resolver o problema. Alguns caminhos são apresentados, planilhas são feitas, resultados são esperados, e, posteriormente, medidos. O quanto das propostas e problemas foram resolvidos? Uma boa política pública tem uma resposta alta à esta pergunta; uma má significa que não alcançou os objetivos propostos de maneira satisfatória.
Este seria o caminho saudável do debate. Mas, alem do saudável, existem outros meios de julgamento, o moralista e o partidário.
O julgamento moralista toma por partida se o objeto das políticas públicas deve ser tratado por elas. É, em sentido lógico, o contrário do juízo ideológico pois o foco aqui é o no objeto e não no Estado. Assim, pessoas são classificadas e julgadas se merecem, moralmente falando, a intervenção estatal. Este argumento é muito comum no caso da população em extrema vulnerabilidade, drogas em especial.
Os juízes morais, via de regra, usam a dicotomia nós x outros, cidadãos de bem, para afirmar que uma parcela não merece ser objeto de políticas públicas. O juízo moral está, desta maneira, eivado de preconceitos. Alguns são cidadãos, outros não.
Já o juízo partidário, tão deletério quanto o anterior, imputa ao ator a credibilidade da política. Se ela vem de certo espectro, ela é, por premissa, positiva; caso contrário, é ruim. Algo como um “vício de origem”, como chamaria os processualistas.
Nos debates públicos recentes, uma boa parte dos juízos invertem este “algoritmo”, se tornando axiomático. Pensa-se primeiro moral e partidariamente e cria-se uma sentença.
O veredicto é dado aprioristicamente, a partir de intenções outras externas à questão. Infelizmente, esta vêm sendo a tônica das discussões. Outubro cada vez mais se avizinha.
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/on-the-rocks/mentes-fechadas-para-qu%C3%AA-122730052.html
Antonio Carlos Silva - RJ
21 de janeiro de 2014 9:03 am” Quem tem preconceito com favelas são vocês, brasileiros…”
Vidigal já tem mais de mil moradores estrangeiros
Cálculo é de associação, que mostra ainda que gringos lamentam a falta de estrutura, mas adoram a vida na favela e se dedicam a trabalhos voluntários
André Balocco
Rio – Eles chegaram devagarinho, como quem não quer nada, atraídos pela pacificação do morro. Pouco a pouco, foram se espalhando pelas vielas do Vidigal, satisfeitos com o baixo preço dos aluguéis, e se misturaram aos moradores. Cidadãos do primeiro mundo, se engajam em trabalhos voluntários e, segundo o presidente da Associação de Moradores, Marcelo da Silva, já passam de mil. São os ‘gringos de favela’, fenômeno que vem se intensificando nas comunidades da Zona Sul.
“Às vezes até esqueço que estou no Vidigal”, conta o arquiteto Guto Graciano, que abriu um escritório na favela em sociedade com Carlin Lopes — nascido em Cabo Verde, na África — e a norueguesa Tanja Olsen. “Aqui tem mais gringo do que no Leblon. Também aposto em mais de mil moradores.”
O comentário de Guto parece certo. Nos finais de tarde no Arvrão, conhecido point local no alto do morro, é comum se escutar ‘Au Revoir’ (‘Adeus’, em francês), ‘¿Qué tal?’ (‘Como está?’, em espanhol) ou Guten Tag (‘Bom dia’, em alemão).
“Quem tem preconeito com a favela são vocês, brasileiros do asfalto”, provoca o estudante Alberto Hartleben, nascido na Guatemala e à vontade com as gírias que aprendeu em um ano e meio de Vidigal. “Sou um aventureiro, gosto de chegar onde as pessoas têm medo de ir”, continua o jovem de 23 anos, filho de uma professora indígena e um ex-guerrilheiro.
O interesse pela favela não tem fronteiras — nem idade. O designer alemão André Koller, 39, já enxerga a vida de outra maneira, mas também se derrama em elogios ao morro. Nascido em Wolfsburg, na favela desde 2009, vê avanços com o processo de pacificação, que chegou dois anos depois dele. Mas também critica a falta de serviços básicos, como saneamento. “Ficou melhor, mas há sérios problemas de acesso, com escadarias íngremes. E o trânsito, já que todo mundo no Brasil agora tem carro”, brinca o alemão. “Há problemas também com internet e banda larga. Ah, e falta um café expresso.”
Como Alberto, que desenvolve trabalho de sustentabilidade com as crianças, Koller também doa seu tempo à favela. Ele fez o primeiro mapa digital do morro, com nomes de ruas, localização e formas de acesso. A incorporação ao mapa da Chácara, comunidade vizinha, aconteceu no fim de 2013, com a segunda versão do ‘Vidigal 100 Segredos’. “Vendi alguns anúncios para pagar a impressão, mas nem isso consegui. Antes da pacificação não teria coragem de mapear a favela.”
Favela tem até jornalista espanhol
A diversidade da favela é um ambiente e tanto para quem trabalha com a notícia. Para o jornalista espanhol Edgar Costa, 34 anos, caiu como uma luva. O gringo usa a favela onde mora como base para produzir e escrever matérias para jornais e televisões da Espanha. Seu forte é o turismo.
“Cheguei para cobrir o Carnaval de 2012 e fiquei. Só o Brasil foi capaz de me parar”, conta. Edgar ficou um mês e meio na casa de um amigo antes de alugar um barraco. “Um dos meus primeiros trabalhos foi aqui. Me apaixonei de cara”, continua. “O Rio vive um momento especial. Adoro convidar os amigos para a minha laje.”
A laje também atrai o espanhol Miguel Plaza. Arquiteto, ele trabalha com pintura ‘que não aparece’, como diz. No momento, cuida do quiosque no Arvrão, reaberto pela Associação de Moradores para aproveitar a passagem dos turistas. Para ele, pode-se entender a razão que atrai estrangeiros para a favela. “Na Espanha está ok, tudo arrumadinho, nada pode sair fora do lugar. Aqui, não. Há vida em todos os lugares!”
INFLAÇÃO EM ALTA NOS MERCADINHOS E ALUGUÉIS DO MORRO
Apesar do clima de curiosidade mútua entre estrangeiros e moradores da favela, a ‘invasão dos gringos’ gera efeitos colaterais para os moradores mais pobres. O primeiro deles é a inflação na favela, local reconhecidamente carente de bons mercados. De acordo com Marcelo da Silva, os preços nas vendas locais enlouqueceram. Literalmente.
“A maioria dos mercados tem produtos de baixa qualidade e, mesmo assim, os preços estão lá em cima”, conta o presidente da Associação de Moradores local. “Até para comprar comida está mais caro. Um refrigerante de dois litros, por exemplo, sai a R$ 8,00. E muitas vezes eles cobram mais caro dos gringos.”
Marcelo acredita que o processo de mudança no perfil dos moradores da favela é irreversível. O sobe e desce constante de caminhões com materiais de construção demonstra que a mudança veio para ficar. “Há muita construção na favela já prometida para os de fora e infelizmente vejo moradores antigos sendo obrigados a ir embora por causa do preço dos aluguéis”, diz. “Há duas imobiliárias aqui e o pessoal, que na época da guerra do tráfico só levava prejuízo, agora quer seu lucro. Não posso condenar.”
E não condena. Apesar da preocupação com o processo, Marcelo compõe bem com os estrangeiros que ‘invadiram’ a favela. E gosta da ajuda que vem recebendo de muitos deles, sempre dispostos a doar parte de seu tempo para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. “Tem um gringo dando aula de ioga na praça por R$ 5,00”, diz. “Eles vêm muito aqui na Associação. Outro dia uma francesa começou a organizar uma feira só com produção de moradores. Deu certo.”
Marcelo diz que nunca ouviu queixa de moradores sobre a ‘invasão’. Caixa de ressonância da favela, abre suas portas para quem quiser ajudar. E garante que, entre prós e contras, o saldo dos gringos é positivo. “Eles sempre participam. Na balança, está sendo bom.”
Antonio Carlos Silva - RJ
21 de janeiro de 2014 9:07 am“Quem tem preconceitos com favelas são vocês, brasileiros…”
O Dia : ter, 21/01/2014 – 07:03
Vidigal já tem mais de mil moradores estrangeiros
Cálculo é de associação, que mostra ainda que gringos lamentam a falta de estrutura, mas adoram a vida na favela e se dedicam a trabalhos voluntários
André Balocco
Rio – Eles chegaram devagarinho, como quem não quer nada, atraídos pela pacificação do morro. Pouco a pouco, foram se espalhando pelas vielas do Vidigal, satisfeitos com o baixo preço dos aluguéis, e se misturaram aos moradores. Cidadãos do primeiro mundo, se engajam em trabalhos voluntários e, segundo o presidente da Associação de Moradores, Marcelo da Silva, já passam de mil. São os ‘gringos de favela’, fenômeno que vem se intensificando nas comunidades da Zona Sul.
O alemão Andre Koller, os espanhóis Edgar Costa e Miguel Plaza, e o guatemalteco Alberto Hertleben na escadaria de acesso ao ArvrãoFoto: Alexandre Brum / Agência O Dia
“Às vezes até esqueço que estou no Vidigal”, conta o arquiteto Guto Graciano, que abriu um escritório na favela em sociedade com Carlin Lopes — nascido em Cabo Verde, na África — e a norueguesa Tanja Olsen. “Aqui tem mais gringo do que no Leblon. Também aposto em mais de mil moradores.”
O comentário de Guto parece certo. Nos finais de tarde no Arvrão, conhecido point local no alto do morro, é comum se escutar ‘Au Revoir’ (‘Adeus’, em francês), ‘¿Qué tal?’ (‘Como está?’, em espanhol) ou Guten Tag (‘Bom dia’, em alemão).
“Quem tem preconeito com a favela são vocês, brasileiros do asfalto”, provoca o estudante Alberto Hartleben, nascido na Guatemala e à vontade com as gírias que aprendeu em um ano e meio de Vidigal. “Sou um aventureiro, gosto de chegar onde as pessoas têm medo de ir”, continua o jovem de 23 anos, filho de uma professora indígena e um ex-guerrilheiro.
O interesse pela favela não tem fronteiras — nem idade. O designer alemão André Koller, 39, já enxerga a vida de outra maneira, mas também se derrama em elogios ao morro. Nascido em Wolfsburg, na favela desde 2009, vê avanços com o processo de pacificação, que chegou dois anos depois dele. Mas também critica a falta de serviços básicos, como saneamento. “Ficou melhor, mas há sérios problemas de acesso, com escadarias íngremes. E o trânsito, já que todo mundo no Brasil agora tem carro”, brinca o alemão. “Há problemas também com internet e banda larga. Ah, e falta um café expresso.”
Como Alberto, que desenvolve trabalho de sustentabilidade com as crianças, Koller também doa seu tempo à favela. Ele fez o primeiro mapa digital do morro, com nomes de ruas, localização e formas de acesso. A incorporação ao mapa da Chácara, comunidade vizinha, aconteceu no fim de 2013, com a segunda versão do ‘Vidigal 100 Segredos’. “Vendi alguns anúncios para pagar a impressão, mas nem isso consegui. Antes da pacificação não teria coragem de mapear a favela.”
Favela tem até jornalista espanhol
A diversidade da favela é um ambiente e tanto para quem trabalha com a notícia. Para o jornalista espanhol Edgar Costa, 34 anos, caiu como uma luva. O gringo usa a favela onde mora como base para produzir e escrever matérias para jornais e televisões da Espanha. Seu forte é o turismo.
“Cheguei para cobrir o Carnaval de 2012 e fiquei. Só o Brasil foi capaz de me parar”, conta. Edgar ficou um mês e meio na casa de um amigo antes de alugar um barraco. “Um dos meus primeiros trabalhos foi aqui. Me apaixonei de cara”, continua. “O Rio vive um momento especial. Adoro convidar os amigos para a minha laje.”
O caboverdeano Carlin, a norueguesa Tanja, o presidente da associação, Marcelo e o morador Guto Graciano
Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
A laje também atrai o espanhol Miguel Plaza. Arquiteto, ele trabalha com pintura ‘que não aparece’, como diz. No momento, cuida do quiosque no Arvrão, reaberto pela Associação de Moradores para aproveitar a passagem dos turistas. Para ele, pode-se entender a razão que atrai estrangeiros para a favela. “Na Espanha está ok, tudo arrumadinho, nada pode sair fora do lugar. Aqui, não. Há vida em todos os lugares!”
INFLAÇÃO EM ALTA NOS MERCADINHOS E ALUGUÉIS DO MORRO
Apesar do clima de curiosidade mútua entre estrangeiros e moradores da favela, a ‘invasão dos gringos’ gera efeitos colaterais para os moradores mais pobres. O primeiro deles é a inflação na favela, local reconhecidamente carente de bons mercados. De acordo com Marcelo da Silva, os preços nas vendas locais enlouqueceram. Literalmente.
“A maioria dos mercados tem produtos de baixa qualidade e, mesmo assim, os preços estão lá em cima”, conta o presidente da Associação de Moradores local. “Até para comprar comida está mais caro. Um refrigerante de dois litros, por exemplo, sai a R$ 8,00. E muitas vezes eles cobram mais caro dos gringos.”
Marcelo acredita que o processo de mudança no perfil dos moradores da favela é irreversível. O sobe e desce constante de caminhões com materiais de construção demonstra que a mudança veio para ficar. “Há muita construção na favela já prometida para os de fora e infelizmente vejo moradores antigos sendo obrigados a ir embora por causa do preço dos aluguéis”, diz. “Há duas imobiliárias aqui e o pessoal, que na época da guerra do tráfico só levava prejuízo, agora quer seu lucro. Não posso condenar.”
E não condena. Apesar da preocupação com o processo, Marcelo compõe bem com os estrangeiros que ‘invadiram’ a favela. E gosta da ajuda que vem recebendo de muitos deles, sempre dispostos a doar parte de seu tempo para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. “Tem um gringo dando aula de ioga na praça por R$ 5,00”, diz. “Eles vêm muito aqui na Associação. Outro dia uma francesa começou a organizar uma feira só com produção de moradores. Deu certo.”
Marcelo diz que nunca ouviu queixa de moradores sobre a ‘invasão’. Caixa de ressonância da favela, abre suas portas para quem quiser ajudar. E garante que, entre prós e contras, o saldo dos gringos é positivo. “Eles sempre participam. Na balança, está sendo bom.”
BRAGA-BH
21 de janeiro de 2014 10:52 amPRISÃO DE JORNALISTA EM MG: A FACE CRUEL DO ESTADO DE EXCEÇÃO
PRISÃO DE JORNALISTA EM MG: A FACE CRUEL DO ESTADO DE EXCEÇÃO
A prisão do jornalista Marco Aurélio Carone, diretor proprietário do NOVO JORNAL, ocorrida hoje revela a face mais cruel do “Estado de Exceção” implantado em Minas Gerais desde 2003.
A prisão realizada estaria “amparada no requisito da conveniência da instrução criminal, já que em liberdade poderá forjar provas, ameaçar e intimidar testemunhas, além de continuar a utilizar o seu jornal virtual para lançar informações inverídicas”, segundo trecho do despacho da juíza Maria Isabel Fleck.
Ora, afirma-se que um dos motivos da prisão seria evitar que ele utilizasse de seu jornal virtual para veicular supostas informações inverídicas. Se isso não for censura prévia, o que mais será? E o que é pior: a arma para se efetivar essa ação preventiva seria a prisão do acusado? Logo, todo e qualquer profissional de imprensa que ousar veicular informações previamente consideradas inverídicas pela Justiça ou pelo Ministério Público estão sob ameaça concreta em Minas Gerais.
Não há trânsito em julgado de qualquer ação incriminando o diretor proprietário do referido jornal virtual ou mesmo daquele que seria seu suposto aliado nas ditas “acusações inverídicas”: Nilton Monteiro, conhecido por divulgar a Lista de Furnas, que – por sua vez – já foi considerada autêntica pela PF e, inclusive, já instruiu processos sobre o rumoroso caso envolvendo lideranças do alto tucanato.
O bloco parlamentar Minas Sem Censura registra aqui duas preocupações essenciais: uma é a prática de cerceamento da liberdade de imprensa, agora – de forma inédita – corroborada pelo MP e pelo Judiciário; outra é o claro foco político envolvendo personagens que criticam, denunciam e envolvem agentes políticos diversos.
O Minas Sem Censura apresentará requerimento à Comissão de Direitos Humanos da ALMG para a discussão e apuração, nesta Casa Legislativa, do grave fato que representa essa prisão. Serão convocados os representantes do MP, da autoridade policial que efetivou as prisões, do Novo Jornal e Sindicato dos Jornalistas.
Belo Horizonte, 20/01/2014
Sávio Souza Cruz Rogério Correia
Adilsonbb
21 de janeiro de 2014 11:20 amA pseuda entrevista teve
A pseuda entrevista teve algumas armadilhas que foram detonadas pela simpática, educada, cortês e competente Sra. Luíza, quais sejam: 1) ou ela (Luíza) é uma completa idiota ou o Mainardi é e sempre foi um boquirroto; 2) qual é o cabedal, autoridade e conhecimento que esse pé de chinelo metido a burguês tem para questionar os fatos que uma Sra. idônea, educada e especialista do ramo apontou? 3) Luíza tirou de letra a casca de banana jogada no seu caminho, pois ao ser indagada sobre os rolezinhos, Luíza disse que as classes menos favorecidas são as que mais gastam nos shopping’s, portanto que ela era a favor de que os jovens sem fazer badernas frequentasse os shopping’s até porque para os jovens faltam espaços de lazer, cultura e divertimento, ou seja, esse pessoal das “zelites” querem que os lojistas afastem os principais clientes dos shoppings; 4) Luíza acrescenta que o vendedor brasileiro é mais educado e prestativo do que o vendedor estadunidense, quando sua amiga foi bem tratada a mesma comprou mais de 500 dólares num estabelecimento comercial, sem pestanejar o boquirroto afirmou que a dita amiga havia comprado porque era mais barato, ao que a Luíza mais uma vez fez questão de não deixar a palavra do boquirroto prosperar, deixando claro que sua amiga comprou porque o vendedor a tratou bem, não porque era mais barato e que se tratava de uma relação interpessoal que o boquirroto não detinha o mínimo conhecimento de causa, razão pela qual deveria se abster de fazer qualquer comentário; 5)o boquirroto teve que ouvir calado a Sra. Luíza dizer que o varejo brasileiro era esquecido pelo governo do PSDB, pois o varejo brasileiro nas palavras da Luíza começou a ser visto não mais do que cinco no máximo seis anos, ou seja, os governos Lula e Dilma é que deram a devida importância para os varejistas; 6) não contente a besta quadrada afirma que o atual governo sucateou a indústria brasileira, o boquirroto quando vivia no Brasil já não sabia o que falava, agora que está fora do país – graças a Deus, a sua percepção do que é o Brasil do atual governo é míope, pois recentemente a Presidenta Dilma entregou mais um navio o “José Alencar”, a construção civil nunca esteve aquecida como agora, haja vista o grande programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” mencionado pela brilhante empresária. Por fim, resumo da ópera: graças a Deus a Sra. Luíza é uma empresária brasileira e que o boquirroto fugiu do Brasil por ter mentido, inventado e distorcido fatos que aconteceram no governo que hoje governa o país.PS: Ainda não sou, mas a partir dessa pseuda entrevista vou me tornar cliente da simpática, Educada, cortês e competente Sra. Luíza.Vídeo: http://www.blogdacidadania.com.br/wp-content/uploads/2014/01/luiza-x-mainardi.jpg
Sorano
21 de janeiro de 2014 12:05 pmJoaquim Barbosa não pode ser candidato
Os Magistrados precisam de cumprir o disposto no artigo 9º da Lei 9.504/97 para concorrerem a cargos eletivos. Nem se argumente a vedação constitucional de filiação partidária aos Magistrados. Ora, os Magistrados, como todos os cidadãos, devem cumprir as leis e a Constituição. Vejamos o que diz o artigo 9º da Lei 9.504/97:
“Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de, pelo menos, um ano antes do pleito e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo.”
Ora, a lei não faz exceção aos Magistrados. Assim, todos devem cumpri-la, inclusive os Magistrados.
RONALD
21 de janeiro de 2014 12:59 pmA lei????
Ora a lei
A lei????
Ora a lei ??????
Ela só é aplicada aos inimigos. E para os inimigos se não existir a gente inventa ou adapta. Ver o domínio dos fatos.
Para os amigos….esqueça…..não existem leis. Para os amigos pode tudo.
Basta ver a compra do apartamento do joaquinzinho em MIAMI em que ele aparece irregularmente como sendo dono de uma empresa que tem o endereço no apartamento funcional ocupado por ele em BRASÍLIA que também é irregular e ninguém faz nada. Cai no limbo. No esquecimento.
FABIO JERONIMO TRINDADE
21 de janeiro de 2014 10:18 pmCaro Nassif,se não me engano
Caro Nassif,se não me engano o prazo de desincompatibilização de alguns cargos é menor do que o prazo geral de um ano.
Sorano
21 de janeiro de 2014 11:39 pmPrazo de
Prazo de desincompatibilização é outra coisa. Cuidamos aqui do prazo de filiação partidária. Outra coisa, as leis devem ser interpretadas de acordo com a Constituição, o contrário não pode, ou seja, não pode interpretar a Constituição de acordo com as leis ordinárias e complementares.
A LC 64/90 cuida de prazo de desincompatibilidade, que, também, deve ser interpretada de acordo com a Constituição.
RONALD
21 de janeiro de 2014 12:07 pmMinas Sem Censura denuncia prisão de jornalista
Do SITE DO VIOMUNDO.
E nenhuma ONG vai fazer abaixo assinado contra mais esta aberração e arbitrariedade jurídica????
Minas Sem Censura denuncia prisão de jornalista
publicado em 20 de janeiro de 2014 às 20:40
Aécio era denunciado frequentemente pelo jornalista
PRISÃO DE JORNALISTA EM MG: A FACE CRUEL DO ESTADO DE EXCEÇÃO
do Minas Sem Censura
A prisão do jornalista Marco Aurélio Carone, diretor proprietário do NOVO JORNAL, ocorrida hoje revela a face mais cruel do “Estado de Exceção” implantado em Minas Gerais desde 2003.
A prisão realizada estaria “amparada no requisito da conveniência da instrução criminal, já que em liberdade poderá forjar provas, ameaçar e intimidar testemunhas, além de continuar a utilizar o seu jornal virtual para lançar informações inverídicas”, segundo trecho do despacho da juíza Maria Isabel Fleck.
Ora, afirma-se que um dos motivos da prisão seria evitar que ele utilizasse de seu jornal virtual para veicular supostas informações inverídicas. Se isso não for censura prévia, o que mais será? E o que é pior: a arma para se efetivar essa ação preventiva seria a prisão do acusado? Logo, todo e qualquer profissional de imprensa que ousar veicular informações previamente consideradas inverídicas pela Justiça ou pelo Ministério Público estão sob ameaça concreta em Minas Gerais.
Não há trânsito em julgado de qualquer ação incriminando o diretor proprietário do referido jornal virtual ou mesmo daquele que seria seu suposto aliado nas ditas “acusações inverídicas”: Nilton Monteiro, conhecido por divulgar a Lista de Furnas, que – por sua vez – já foi considerada autêntica pela PF e, inclusive, já instruiu processos sobre o rumoroso caso envolvendo lideranças do alto tucanato.
O bloco parlamentar Minas Sem Censura registra aqui duas preocupações essenciais: uma é a prática de cerceamento da liberdade de imprensa, agora – de forma inédita – corroborada pelo MP e pelo Judiciário; outra é o claro foco político envolvendo personagens que criticam, denunciam e envolvem agentes políticos diversos.
O Minas Sem Censura apresentará requerimento à Comissão de Direitos Humanos da ALMG para a discussão e apuração, nesta Casa Legislativa, do grave fato que representa essa prisão. Serão convocados os representantes do MP, da autoridade policial que efetivou as prisões, do Novo Jornal e Sindicato dos Jornalistas.
Belo Horizonte, 20/01/2014
Sávio Souza Cruz
Rogério Correia
jns
21 de janeiro de 2014 12:36 pmO VIGILANTE
WNYC | Jody Avirgan | 17 de janeiro de 2014
Os documentos vazados por Snowden revelaram os truques sujos da NSA para monitorar as comunicações e coletar dados em todo o mundo.
Mas Barack Obama continuou a fazer a apologia do estado de vigilância, insistindo que a NSA não abusou do seu poder e que ela, apenas reagiu ao atentado do 11/9.
Ao mencionar o atentado, Obama relembra, ao povo americano, que, sem a espionagem da NSA sobre os seus hábitos pornográficos, outro ataque terrorista iria, fatalmente, acontecer.
O enorme poder atribuído a NSA deve, imediatamente, colocar para escanteio qualquer perspectiva que ela possa ser reformada por este ou qualquer presidente futuro sem o apoio maciço e generalizado da sociedade americana.
Aqui, uma lista das ações secretas que nós sabemos, agora, que a NSA pode fazer, com base em informações de mídia e de outros documentos disponíveis ao público – até agora.
A lista elaborada por The Brian Lehrer mostra o que a NSA pode fazer:
rastrear os números de ambas as partes em uma chamada telefônica, bem como a localização, hora e duração, hackear telefones e mensagens de texto dos chineses, configurar internet cafés falsos, espionar os telefones celulares dos líderes estrangeiros, tocar os cabos de fibra óptica submarinos, rastrear a comunicação dentro das organizações de mídia, como Al Jazeera, invadir o sistema de vídeo conferência da ONU, monitorar transações bancárias, monitorar mensagens de texto, acessar seu e-mail, chat e histórico de navegação web, mapear suas redes sociais, acessar seus dados de aplicativos de smartphones, tenta entrar em redes secretas como Tor, desviando usuários para canais menos seguros, penetrar, sob disfarces, dentro de embaixadas para ter acesso mais próximo de redes estrangeiras, criar postos de escuta no topo de edifícios para monitorar as comunicações em uma cidade, criar um falso LinkedIn, rastrear as reservas em hotéis de luxo, interceptar, previamente, os pontos de discussão que serão apresentados no por Ban Ki-moon no encontro com Obama, quebrar códigos de criptografia de celulares, invadir os computadores que não estão conectados à Internet através de ondas de rádio, (Esclarecimento – a NSA pode acessar computadores através de ondas de rádio onde existam dispositivos ocultos já instalados)interceptar chamadas telefônicas através da criação de estações rádio-base falsas, acessar, remotamente, um computador através da criação de uma conexão sem fio falsa, instalar falsos cartões SIM para então controlar um telefone celular, simular um pen drive USB que é, realmente, um dispositivo de monitoramento, quebrar todos os tipos de criptografia sofisticada de computador. (a NSA está tentando alcançar esta capacidade)entrar em jogos online e monitorar a comunicação, interceptar as comunicações entre aeronaves e aeroportos, (Update) interceptar, fisicamente, entregas, abrir pacotes e fazer alterações nos dispositivos.
Tudo em todo o discurso de Obama foi mais do mesmo: divulgou e promoveu o estado de vigilância aos americanos preocupados com a espionagem governamental, mas que não se dedicam o suficiente, politicamente, para enxergar as besteiras através do marketing presidencial.
E pensar que estes são apenas os poderes da NSA que foram revelados pela mídia.
Caio Hostilio
21 de janeiro de 2014 2:14 pmA CGU, o MPF e o TCU são coniventes com essa patacoada com o din
A CGU, o MPF e o TCU são coniventes com essa patacoada com o dinheiro do contribuinte?
Publicado em janeiro 21, 2014 por Caio Hostilio
É voz corrente em Brasília de que os gastos da EMBRATUR com agências que praticam a mídia cachorra, ou seja, criam factóides contra os adversários do freguês, exatamente nos meios de comunicações anti-PT, como os jornalões de São Paulo, a revista Veja, seus tentáculos e a famigerada Rede Globo, é visto por todos, que se calam diante desse absurdo com o dinheiro do contribuinte.
De repente Flávio Dino se tornou colunista do jornalão Folha de São Paulo, cujo espaço é o de detonar com o governo de Roseana Sarney.
Não foi por falta de aviso!!!
No dia 19 de dezembro de 2013, escrevi aqui “Flávio Dino e a Máquina de Notícias”, onde disse:
Quem não se lembra da Pública de José Reinaldo? A Pública, empresa de comunicação sediada em Brasília, era especializada em criar factóides e plantar na mídia nacional utilizando sua influência junto aos editores dos meios de comunicações.
Em Brasília surgiram diversas empresas de comunicações no ramo de plantar os mais diversos tipos de factóides e uma delas foi a Máquina de Notícias, que assessora a EMBRATUR.
Já no dia 01 de janeiro de 2014, escrevi “Basta verificar as condições lá fora para saber que a Máquina de Notícias fabrica factóides favoráveis a Flávio Dino”, onde disse:
Agora, me deparo com essa matéria abaixo:
Procura-se dois mexicanos para comprar um pacote de U$ 99,621 para a Copa do Mundo no Brasil, em classe econômica e quarto duplo em hotel três estrelas
Do blog do Coronel
Hoje a Folha de São Paulo “fecha” os números do turismo brasileiro. 2013 vão deixar um rombo de quase R$ 20 bilhões. Quase 2 milhões de brasileiros terão viajado para o exterior, porque é mais bonito, mais barato e mais seguro. Turismo no Brasil é uma bagunça. A EMBRATUR é dirigida por um comunista, Flávio Dino, cujo sonho é ser governador do Maranhão e pelo qual trabalha noite e dia. Mas isso é só um detalhe. O trade turístico brasileiro, quando pode, rouba o turista, seja ele nacional ou estrangeiro. Rouba, literalmente. Querem um exemplo da Copa do Mundo?
Aqui no México, onde estou em férias, um pacote para duas pessoas, em classe econômica e hotel três estrelas, para assistir sete jogos no Nordeste, mais final e semifinal está custando U$ 99,621.00. Isso mesmo. Quase cem mil dólares. Ou R$ 240.000,00. Deste valor, há no máximo U$ 6 mil de ingressos. O resto é roubo aéreo, roubo hoteleiro, roubo no traslado, roubo na comida, roubo no taxi e roubo dos operadores brasileiros que fazem convênio com os estrangeiros.
A Copa do Mundo terá como resultado, em termos de fomento ao turismo, o pior de todos. Vai afastar para o resto dos tempos a maioria daqueles turistas que aqui serão esfolados, sob a vista grossa de um governo sem projeto e sem planejamento para nada. Como brasileiro, procure algum pacote decente para a Copa do Mundo. E não esqueça: temos um comunista como presidente da EMBRATUR e outro comunista como Ministro dos Esportes. Pode dar certo?
Voltei a puxar o assunto no dia 08 de janeiro de 2014, com “Por que os políticos se calam diante da patacoada da Máquina de Notícias?”
Esse blog já avisou que a Máquina de Notícias é contratada pela EMBRATUR e que é especialista em criar factóides contra adversários e criar notícias favoráveis para quem a contrata. Disse, ainda, que a mesma consegue superar a Pública, agência contratada por José Reinaldo em 2005/2006, através da matéria publicada no dia 19/12/2013, “Flávio Dino e a Máquina de Notícias”
Foi essa empresa quem criou para Flávio Dino os números fantasiosos do Turismo, que fora desmentido.
Será possível que os deputados federais e senadores maranhenses os que apóiam o atual governo do Estado ficarão calados diante dessas notícias canalhas e safadas que essa agência contratada com dinheiro do contribuinte pela EMBRATUR está fazendo contra o Maranhão?
Por que não pedem uma explicação convincente sobre essa manobra espúria da EMBRATUR?
No dia 08 de janeiro de 2014, voltei com “Tirem suas dúvidas sobre a Máquina de Notícias!!!”
A matéria abaixo foi publicada no dia 22 de abril de 2013, pela Gazeta do Brasil. Muito antes da primeira publicação desse blog sobre o assunto. Mas ninguém quis verificar o uso indevido do dinheiro público para fazer politiquices em favor de Flávio Dino…
Vamos a matéria:
EMBRATUR: A máquina que fabrica notícia – O que é isso, camarada!
Reproduzimos o que se fala em Brasília nos meios jornalísticos e políticos. A temporada é de caça, afinal é ano pré-eleitoral e a parcimônia deve ser o cartão de visita de quem pode vir a ser telhado de vidro ou rolinha de estilingue. O blog do confrade Mino carta publicou e levamos ao conhecimento dos que nos acessam, para que opinem. Leia!
A Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR) é atendida por quatro agências de assessoria de imprensa. A agência Máquina de Notícias é uma delas. Até aí, tudo pode. Mas o que não pode é o presidente da autarquia, Flávio Dino (PCdoB/MA) usar as agências com fins particulares.
Flávio Dino é candidato ao governo do Maranhão em 2014. E usa a máquina, que está em suas mãos, para atacar adversários políticos em alguns estados. Em tempo, a máquina, no caso, é da EMBRATUR.
No Maranhão, Flávio Dino usa a máquina em todo o estado para se cacifar com os prefeitos dos municípios. A máquina atua, fortemente, nos bastidores da mídia.
A EMBRATUR é a única estatal que possui quatro agências de assessoria. Cada uma tem uma finalidade, tentando apagar a digital do candidato ao governo do Maranhão.
O que é isso, camarada!
Obs.: Eu disse aqui que todos em Brasília sabem dessa safadeza com o dinheiro do contribuinte… Eu estive em Brasília no mês de dezembro de 2013 e vários amigos meus me alertaram para uso da Máquina de Notícias, contratada da EMBRATUR, em favor dos factóides criados em favor de Flávio Dino e divulgado na mídia nacional, que recebe muito bem para isso. Está aí uma matéria bem anterior a minha… Tirem suas dúvidas!!!
Agora estão vindos à tona os milhões e milhões gastos pela EMBRATUR… Qual será a atitude desses órgãos fiscalizadores citados acima?
Salvador Passos
21 de janeiro de 2014 4:18 pmSobre outros rolezinhos
O canal Curta que apresenta documentários fez uma interessante seleção de pequenos documentários que mostram as várias formas de preconceito que ainda existem no Brasil. Um dos filmes da seleção chama-se Hiato.
O filme mostra um grupo de manifestantes organizou uma ocupação em um grande shopping da zona sul da cidade do Rio de Janeiro no ano 2000. O episódio obteve grande repercussão na imprensa nacional e ainda hoje é discutido por alguns pensadores. O filme recuperou imagens de arquivo e traz entrevistas de alguns personagens 7 anos após essa inusitada manifestação.
http://redanarcoutopistalibre.blogspot.com.br/2014/01/hiato.html
Outros filmes da seleção do canal Curta podem ser vistos aqui:
http://portacurtas.org.br/
leoddfff
21 de janeiro de 2014 5:12 pmBaile do Pó Royal é sucesso no YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=WdKooOTbemQ
http://www.novojornal.com/minas/noticia/e-agora-aecio-baile-do-po-royal-e-sucesso-no-youtube-16-01-2014.html Deixaram o Pó Royal cair no chãoem pleno baile de carnaval achei que ia rolar a confusão mas a turma achou legal. O pó chegou voando no salãoque farra sensacionaldeu até notícia na televisãovirou Baile do Pó Royal. O pó rela no péo pé rela no pó O pó rela no pé o pé rela no póEsse pó é de quem tô pesando?Ah é sim, ah é simVocê sabe eu também sei Ah é sim, ah é simNão espalha que vai ser melhor.
Receita de coxinha
http://www.youtube.com/watch?v=Y9zR5x47Xcg E agora Aécio? “Baile do Pó Royal” é sucesso no YouTubeMarcha de carnaval fura o cerco da grande imprensa que tentou esconder a desmoralização de Aécio Neves perante a opinião pública nacional Confira tambémIntegrantes da “Quadrilha dos Ratos”são presos enquanto dormiamPreconceito racial é presente apesar de ser às vezes veladoMinas Gerais terá delegacia virtual da Polícia CivilMotorista pena com mudanças no trânsito de Belo HorizonteDilma diz que já entregou 1,3 mil máquinas para cidades em MG Interação
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Resgatando uma tradição popular, a utilização de marchinhas carnavalescas para criticar, debochar e transmitir o que pensa a população sobre os personagens protegidos pela grande imprensa, no último dia 14, foi disponibilizado no YouTube, um vídeo contendo a marchinha “Baile do Pó Royal”.
Em apenas um dia o vídeo foi acessado por 130.000 pessoas, transformando-se em Hit, o que demonstrou que a população tem seus canais para manifestar-se driblando a censura imposta pela grande imprensa, que atende aos interesses das elites dominantes, independente do malefício que tal comportamento possa causar.
Fruto de 12 anos de censura, a imprensa com uma bilionária verba publicitária criaram no País uma imagem de Aécio Neves que jamais correspondeu à suas ações e atitudes no exercício do Governo de Minas Gerais, conforme foi amplamente noticiado por Novojornal nos últimos 6 anos. Em represália ao nosso posicionamento, a irmã de Aécio, Andréa Neves promoveu uma implacável perseguição ao portal jornalístico, por meio da utilização indevida do Poder Judiciário, do Ministério Público e da censura econômica, chegando ao ponto da mesma ligar pessoalmente para anunciantes doNovojornal, alegando que ao anunciarem estariam financiando um “jornaleco” de oposição. Mesmo diante dos processos judiciais, denúncias e arbitrariedades sofridas, não nos afastamos de nosso dever de noticiar com isenção, não aceitando qualquer ingerência ou censura. Experimentamos hoje a sensação de dever cumprido na função de informar nossos leitores. Repete-se a história do “Rei Nu”. Quando a população levanta os olhos e enxerga, ninguém mais a engana. Vídeo com marchinha “Baile do Pó Royal”. Nota da Redação: Às 16p9m desta quinta-feira (16/01/2014) o vídeo foi classificado pelo Youtube como “vídeo privado”, impedindo o acesso ao mesmo, por esse motivo disponibilizamos abaixo o link onde o internauta poderá ter acesso ao mesmo. Link do vídeo : “Baile do Pó Royal”. O internauta “Montanha” enviou-nos um novo endereço disponibilizado no Youtube. Link marchinha no Youtube. Recomendamos que caso queira preservá-lo, salve-o em mídia pessoal, pois a equipe de Áecio Neves poderá retirá-lo do ar a qualquer momento. Letra da marchinha: Deixaram o Pó Royal cair no chãoem pleno baile de carnaval achei que ia rolar a confusão mas a turma achou legal. O pó chegou voando no salãoque farra sensacionaldeu até notícia na televisãovirou Baile do Pó Royal. O pó rela no péo pé rela no pó O pó rela no pé o pé rela no póEsse pó é de quem tô pesando?Ah é sim, ah é simVocê sabe eu também sei Ah é sim, ah é simNão espalha que vai ser melhor.
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Sorano
21 de janeiro de 2014 5:40 pmRádio tem renovação da
Rádio tem renovação da concessão negada por ilegalidade na votação da Sessão Parlamentar
21/01/14 14:17
Crédito: Imagem da Web
A 6.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região entendeu, por unanimidade, anular sessão da Câmara dos Deputados que renovou a concessão de uma rádio de Londrina/PA. O motivo foi a participação de um parlamentar sócio da rádio. A decisão foi baseada nos princípios da moralidade e da impessoalidade. A Turma entendeu que a participação do deputado federal na votação contraria o regimento interno da casa legislativa e que o parlamentar deveria ter se declarado impedido. “O fato de parlamentar sócio da requerida haver participado da votação que renovou a concessão macula os princípios da moralidade e da impessoalidade. Isso porque o parlamentar tinha interesse direto na renovação, de modo que é induvidoso que seu voto não se pautou pelo interesse público, senão em seu próprio benefício”, declarou o juízo federal da 6.ª Vara da Sessão Judiciária do DF, ao proferir a sentença que anulou a sentença. O caso chegou ao TRF da 1ª Região porque tanto a rádio quanto a União recorreram da sentença que, além de anular a renovação da concessão do veículo de comunicação, determinou que o parlamentar, responsável por 35% da sociedade, deveria pagar indenização por danos morais coletivos. Em sede de apelação, a emissora alegou que a votação no legislativo não teria influenciado na liberação já que é responsável apenas pela fiscalização e não pela comprovação de documentos que atestam a regularidade da empresa. O relator afirmou que a justiça brasileira já vem entendendo que a falta de declaração de impedimento gera nulidade do procedimento. A União alegou que a matéria não poderia ser apreciada pelo Judiciário por se tratar de questão administrativa, o que violaria a Constituição Federal no que trata da separação dos poderes. Além disso, o voto do parlamentar não teria representado nenhuma ilegalidade. No entanto, o relator afastou qualquer ofensa à Carta Magna quanto à atuação do Judiciário, já que a Justiça tem competência para apreciar assuntos que apresentem ilegalidades e afirmou ainda que a sentença não invadiu competência do Legislativo. “Cabe ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, provocado, contribuir par minorar tal quadro, anulando atos praticados por quem é deles destinatário, pouco relevando que a atuação do destinatário não haja sido determinante para a prática do ato.” Todos os membros da Turma votaram pela nulidade da votação parlamentar e determinaram que o caso deve ser analisado novamente na casa legislativa sem a participação do deputado. Processo n.º 0026574-36.2007.4.01.3400CCAssessoria de Comunicação SocialTribunal Regional Federal da 1.ª Região
CELSO ORRICO
21 de janeiro de 2014 6:55 pmQual a melhor maneira de combater o crack?
do blog Socialista Morena..
Qual a melhor maneira de combater o crack?
Qual a diferença entre crack e cocaína? A classe social de quem consome
(A fórmula da cocaína e a do crack: praticamente idênticos. Fonte: Alternet)
Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena.
A iniciativa da prefeitura de São Paulo de experimentar outra abordagem contra o crack, hospedando em hotéis e pagando 15 reais por dia a viciados para que varram ruas me deixou muito otimista. É hora de os governantes brasileiros passarem a combater as drogas de maneira menos hipócrita e higienista –como fazem o PSDB e o DEM, que sempre preferiram simplesmente expulsar os viciados do centro ou interná-los em instituições mentais, para bem longe da vista dos “cidadãos de bem”. Obviamente os obtusos da direita (pleonasmo?) já atacaram a ideia do prefeito Fernando Haddad. Para que tentar dar uma chance a essas pessoas se é possível varrê-las para debaixo do tapete? “Pessoas? E usuário de crack é gente?”, perguntam-se os defensores dos “humanos direitos”.
Os histéricos da droga normalmente preferem nem se informar a fundo sobre o assunto, como se a mera proximidade com estudos científicos os contaminasse. Mas como a guerra às drogas que inventaram resultou apenas em crime, degradação e violência, outro tipo de pensamento começa a se impor no mundo. Não é à toa que países como Uruguai e mesmo os EUA mudaram sua visão em relação à maconha. Os EUA, aliás, estão cada vez mais liberais com a cannabis, como demonstra uma pesquisa divulgada no início do mês: hoje em dia, 55% dos norte-americanos aprovam a legalização da maconha. E só 35% deles acham que fumar baseados é “moralmente condenável” (veja aqui). Exatamente o oposto da direita ignorante (pleonasmo?) brasileira, que se recusa a aceitar a falência de seu modelo arcaico na solução de dilemas contemporâneos.
Um fato pouco divulgado sobre o crack é que ele não é uma droga tão diferente das outras, tão mais viciante que as demais. Sabia? Na verdade, existe bem pouca diferença entre o crack e a cocaína, quimicamente falando. A única diferença é a remoção do cloridrato, o que torna possível fumá-lo. É como se a cocaína fosse açúcar refinado, e o crack, rapadura. O que torna o crack mais potente é a forma de consumi-lo: fumar leva a droga rapidamente aos pulmões, fazendo com que o efeito seja mais rápido e mais intenso do que cheirar pó (veja mais mitos sobre o crack aqui). Para piorar, a pedra de crack é barata –custa 10 reais, enquanto o grama de cocaína é vendido a 50 reais. Ou seja, o crack, ao contrário da cocaína, é acessível aos miseráveis.
Saber disso nos abre os olhos a uma problemática fundamental em relação ao crack, que é a vulnerabilidade social de quem está exposto à droga morando nas ruas. É exatamente este aspecto que a prefeitura de SP pretende combater ao tentar reintegrar o viciado à sociedade, dando-lhe perspectivas. Sem oferecer-lhes perspectiva de futuro, esperança, não adianta desintoxicá-los. Ao sair da clínica, eles voltam para o vício, até porque, vivendo à margem, não têm mais o que fazer. Enquanto isso, os cocainômanos e viciados em crack das classes mais abastadas são enviados ao rehab, às clínica chiques, e a gente nem sequer chega a tomar conhecimento deles. Quem está na rua, não, “incomoda”, integra a “gente diferenciada” para a qual muitos torcem o nariz e têm medo.
Recentemente, o ator Charlie Sheen, bem conhecido de todos como o “doidão” de Hollywood, causou polêmica nos EUA ao declarar em uma entrevista que alguns amigos seus usam crack “socialmente”, assim como fazem tantos endinheirados com a cocaína. Parece absurdo? Não é. A partir das declarações de Sheen, a jornalista Maia Szalavitz, da revista Time, escreveu um artigo demonstrando que somente 15 a 20% das pessoas que experimentam crack ficam viciados. Mais: que 75,6% dos que provaram crack entre 2004 e 2006 tinham abandonado o cachimbo dois anos depois; outros 15% passaram a usar ocasionalmente; e só 9,2% ficaram viciadas.
Uma realidade bem distante do que pensávamos pouco tempo atrás, quando se costumava dizer que basta uma baforada para a pessoa ficar viciada. É possível, sim, entrar no crack e sair. Assustar os jovens em relação às drogas pode ser eficiente, mas eu acho que é muito mais importante dizer a verdade, conscientizá-los com base na ciência. “O crack não é mais tóxico que a cocaína. O que acontece é: quem toma crack? Os negros mais ferrados dos EUA. Os adolescentes com menos perspectivas profissionais”, defende um dos maiores especialistas do mundo em drogas, o espanhol Antonio Escohotado. No Brasil é a mesma coisa. Embora atinja várias classes sociais, o vício em crack é devastador sobretudo para os jovens e adultos em situação de rua.
Quanto mais leio e me informo, mais fico convencida de que não existem drogas “perigosas”. Todas elas são e não são ao mesmo tempo. O que existe é a pessoa por trás da droga e a circunstância em que vive. Se o ser humano que busca as drogas está em condição de risco –psicológico ou econômico– obviamente estará mais sujeito à adicção. Assim é com tudo que entra pela boca do homem: comida, álcool, remédios ou drogas ilícitas. A droga jamais pode estar relacionada à fuga da realidade, mas às experiências sensoriais. Quem vive na rua, dormindo na calçada ou em buracos, com certeza não está usando a droga “recreativamente”.
Se não fôssemos dominados por um pensamento tacanho e estivéssemos usando, como em muitos países civilizados, a maconha com fins terapêuticos (a exemplo dos EUA, que a direita brasileira adora macaquear, mas não nas iniciativas boas), a próxima etapa do programa da prefeitura de São Paulo deveria ser ministrar baseados como política de redução de danos do vício em crack. Vários estudos científicos comprovam que fumar maconha diminui a “fissura” entre viciados que desejam deixar a pedra, ajuda na hora de enfrentar a síndrome de abstinência. É uma possibilidade no tratamento. Os hipócritas iriam permitir? Imagina. Interessa a eles, de certa forma, que existam viciados em crack perambulando pelas ruas para que seu irracional discurso anti-drogas e anti-crime continue a ter eficiência sobre os incautos.
Publicado em 21 de janeiro de 2014
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CELSO ORRICO
21 de janeiro de 2014 7:05 pmessa é para os coxinhas..
essa é para os coxinhas, sonháticos marineiros e assemelhados da “nova política”..tá desenhado querem colorir??
Os coxinhas do Millenium vão protestar contra o McDonalds ou cara é só a gasolina?
20 de janeiro de 2014 | 20:00 Autor: Fernando Brito
Outro dia, a propósito de um comentário num post sobre a Petrobras, um leitor dizia que “tudo muito bem” de estarmos avançando na produção de petróleo mas quando é que deixaríamos de ter uma gasolina cara…
De tanto que a mídia bate nisso, poucas pessoas conseguem ter parâmetros para avaliar se o preço da gasolina está, de fato, subindo em ritmo maior que o poder de compra dos consumidores.
Na resposta, eu mostrei a queda de preço da gasolina em relação ao salário-mínimo, que terminou 2002 comprando 100 litros de gasolina e começou 2013 a R$ 724, o que dá 244 litros do combustível.
Um amigo, mais detalhista, fez a tabela que você vê neste post, mostrando que em 2003 um trabalhador de salário mínimo gastaria 1 hora e 50 minutos para ganhar o suficiente para comprar um litro de gasolina.
Hoje, 53 minutos permitem a compra de um litro.
Mas eu resolvi fazer uma conta que vai “desenhar” para facilitar o entendimento dos coxinhas – que não dão valor a esta coisa de pobre, o tal do salário mínimo – o que é essa conversa fiada de “gasolina muito cara”.
Então, converti gasolina em Big Mac, para ficar alinhado a esta besteira inventada pelo The Economist de “índice Big Mac” para medir preços no mundo.
Em 2003, o preço médio do Big Mac era R$ 4,55.
Ou 2,275 litros de gasolina.
Em 2013, o mesmo índice apontava o sanduíche custando R$ 11.25, em média- o quinto mais caro do mundo.
Com a gasolina a R$ 2,95 de preço médio, segundo o levantamento da ANP fechado sexta-feira, um Big Mac equivale a 3,81 litros de gasolina.
Aumentou 60% mais que o preço da gasolina, em dez anos, ainda que continue a ser o mesmo “dois hambúrgueres, queijo, molho” etc… E não tem esse papo de custo em dólar porque o boi, o alface e o pão são nacionais.
Será que vamos ter uma ofensiva do Instituto Millenium contra o Mc Donalds?
Nem uma reportagem no jornal, uma matéria na Globo?
PS. Mesmo tendo tido aumentos absurdos, o Big Mac ficou mais barato para o trabalhador de salário mínimo: em 2003 ele tinha de trabalhar quatro horas e dez minutos para comprar um; hoje, três horas e 25 minutos. Nessa hora de rolezinho no shopping, acho uma boa o cálculo, não é?
BRAGA-BH
21 de janeiro de 2014 7:11 pmMP abre inquérito civil contra Kassab
MP abre inquérito civil contra Kassab, suspeito de receber fortuna da Controlar
Comentários 45
Fabiana Maranhão
Do UOL, em São Paulo
21/01/201414p8 > Atualizada 21/01/201414p0
Ex-prefeito é acusado de receber dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista; Kassab negou acusação
O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) abriu nesta segunda-feira (20) inquérito civil para investigar denúncia de que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista, e que o dinheiro ficou guardado em seu apartamento.
O procedimento foi instaurado pelo promotor César Dario, da promotoria de Patrimônio Público e Social. Um inquérito criminal também deve ser aberto, segundo o MP. O promotor responsável ainda não foi designado pela Procuradoria-Geral de Justiça.
Dario vai investigar as acusações feitas na semana passada por uma testemunha, identificada apenas como “Gama”, que afirma ter ouvido do auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como chefe da máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços) em São Paulo, que Kassab recebeu “uma verdadeira fortuna” da Controlar.
Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, Kassab afirmou que o conteúdo do depoimento da testemunha é “falso e fantasioso”.
“O ex-prefeito de São Paulo repudia as tentativas sórdidas de envolver, de forma contumaz, seu nome em suspeita de irregularidades que pesam contra funcionários públicos municipais admitidos há anos por concurso, cujo objetivo escuso é única e exclusivamente atingir sua imagem e honra”, diz a nota.
Segundo o MP, a testemunha relatou fatos que teriam sido narrados por Ronilson Bezerra Rodrigues. Ele afirmou que Kassab pediu ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, para levar o dinheiro até uma fazenda em Mato Grosso.
O advogado Rogério Cury, defensor de Garcia, repudiou as acusações de que seu cliente ajudou Kassab a esconder o dinheiro. “São informações absurdas e inverídicas”, disse.
O promotor Roberto Bodini, que investiga a máfia do ISS, disse que a versão apresentada pela testemunha Gama indica proximidade entre o ex-prefeito e o ex-subsecretário da Receita Ronilson Rodrigues.
“É natural que eles se relacionassem. O que a testemunha relata é que havia uma proximidade acima do razoável, se é que pode-se falar em razoabilidade”, disse.
Justiça absolve Kassab
Na semana passada, o ex-prefeito Kassab foi absolvido pela Justiça em ação penal que questionava supostas irregularidades na concessão para inspeção veicular na cidade.
A sentença foi dada na última quinta-feira (16) pelo juiz Luiz Raphael Nardy Lencioni Valdez, da 7ª Vara Criminal de São Paulo. Também foi absolvido o empresário Ivan Pio de Azevedo, ex-presidente da Controlar.
A ação havia sido proposta pelo Ministério Público sob o argumento de que Kassab teria favorecido a Controlar, mesmo sabendo que a empresa não preenchia três requisitos técnicos, o que violaria a Lei de Licitações.
Máfia do ISS
O escândalo de fraude do ISS resultou no fim de outubro do ano passado com a prisão de quatro servidores da prefeitura. Eles são suspeitos de cobrar propina de construtoras para liberar o habite-se, um documento necessário para o imóvel ser ocupado.
Segundo as investigações, a quadrilha cobrava propina no valor de até 30% do imposto, dava 10% para o despachante e concedia 50% de desconto para as empresas. Os 10% que sobravam eram pagos à prefeitura.
O MP e a Controladoria-Geral do Município estimam que, entre 2007 e 2012, a quadrilha causou um rombo de cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos. (Com Estadão Conteúdo)
robson_lopes
21 de janeiro de 2014 10:38 pmO milagre brasileiro? Empregos e mais empregos
O Brasil cria mais de 1 milhão de empregos, o ministro do Trabalho e Emprego fala em milagre, a mídia diz que é crise.
A cada dia fico mais confuso com a mídia em geral, realmente não entendem os números? Ou não tem a menor vergonha de passar ridículo.
Como um país, que criou mais de 15 milhões de empregos nos últimos 10 anos, e no último mais de 1 milhão pode estar em crise?
Ou será que as empresas brasileiras resolveram adotar a tática da filantropia, contratar sem produzir e sem vender, apenas para pagar salários aos que ainda se encontram desempregados?
Evidente que após recordes e mais recordes de empregos nos últimos anos, esse ritmo iria diminuir, uma porque as empresas estão chegando no seu limite, precisam criar mais e mais filiais, e outra que a indústria, que não cresce no mesmo ritmo do consumo, precisa ampliar seu parque para poder absorver toda essa demanda.
Se o país está praticamente atingindo o pleno emprego, criar 500 mil empregos já seria fantástico, o que dirá de mais de 1 milhão, realmente é um milagre.
http://atarde.uol.com.br/economia/materias/1563090-para-dias-geracao-de-empregos-e-milagre-brasileiro
W K
21 de janeiro de 2014 10:49 pmE você achando que só capitalista malvado
se preocupa com bufunfa, a ponto de guardar em paraísos fiscais ????
Nããããããããããão !!!
Comunista, malvado ou não também faz isso! Saiu no Guardian, aqui,
http://www.icij.org/offshore/leaked-records-reveal-offshore-holdings-chinas-elite
http://www.theguardian.com/world/ng-interactive/2014/jan/21/china-british-virgin-islands-wealth-offshore-havens
apenas 4 trilhõezinhos de dólares de familiares de dirigentes chineses foram parar nas Ilhas Virgens! (Não sei de que essas ilhas são virgens.) E os “nobres” (??) bancos (to big to fail – UBS, Credit Suisse e o Deutsche Bank ) estão bem metidinhos nessa história.
Aqui também:
http://www.spiegel.de/politik/ausland/chinas-maechtige-schafften-angeblich-vermoegen-in-die-karibik-a-944819.html
e aqui:
http://www.sueddeutsche.de/politik/offshore-leaks-chinas-elite-hortet-geld-in-steueroasen-1.1868433
http://www.sueddeutsche.de/thema/OffshoreLeaks
Como diria o Millor “ou locupletemos-nos todos, ou restaure-se a moralidade”.
Só quero ver como o povão chinês vai aceitar isso. Por lá, usualmente nesses casos se é fuzilado.
robson_lopes
22 de janeiro de 2014 12:59 amOxfam: Brasil é um caso de sucesso na redução da desigualdade
Trechos dos artigos:
Felizmente, a América Latina segue na contramão desta tendência –temos diminuído a desigualdade na última década. “Entre os países do G20, as economias emergentes geralmente eram aquelas com maiores níveis de desigualdade (incluindo África do Sul, Brasil, México, Rússia, Argentina, China e Turquia) enquanto os países desenvolvidos tendiam a ter níveis menores de desigualdade (França, Alemanha, Canadá, Itália e Austrália)”, explica o relatório. “Agora, todos os países de alta renda do G20 (exceto a Coreia do Sul) estão vivendo o crescimento da desigualdade, enquanto Brasil, México e Argentina estão vendo um declínio”.
No documento, a Oxfam aponta o Brasil como um caso de sucesso na redução da desigualdade, em parte devido ao crescente gasto público social, um programa de transferência de renda de larga escala que impõe condições para o recebimento (Bolsa Família) e um aumento no salário mínimo de mais de 50% desde 2003.
No entanto, a instituição deixa claro que a democracia ainda é frágil e a desigualdade ainda é muito alta no país. A boa notícia é que as ações recentes mostram que as enormes disparidades de renda podem ser combatidas com intervenções políticas.
http://hypescience.com/as-85-pessoas-mais-ricas-do-mundo-tem-o-mesmo-dinheiro-que-as-35-bilhoes-mais-pobres/