Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
José Carlos Lima
26 de janeiro de 2014 7:06 amÉ Viviane Mosé,,.,,Ouça
É sobre educação mas serve para o nosso dia-a-dia, alguns podem não gostar e não assitir a todo o video, mas recomendo, há muitas partes boas, ligue o video e deixe num canto prá lá, vá só ouvindo, algumas partes serão úteis para vc, um bom dia
[video:http://www.youtube.com/watch?v=hRfZLQrAt5A%5D
José Carlos Lima
26 de janeiro de 2014 7:40 amO “Mensalão” Não Existiu
O inquérito 2474 derruba as teses do mensalão
Enviado por Miguel do Rosário 75 comentários
Destrinchando a parte 1 do Inquérito 2474
Matutando sobre a razão pela qual Joaquim Barbosa manteve o Inquériot 2474 sob segredo de justiça, não o revelando nem a seus pares nem à imprensa, cheguei a algumas suspeitas.
É preciso entender que se trata de um documento policial, de acusação. Em tese, seria um complemento às investigações que levaram à Ação Penal 470, porque traz informações mais atualizadas.
O delegado Zampronha se esforça para encontrar indícios e provas que possam confirmar as suspeitas do Ministério Público, da oposição e da imprensa de que houve um escândalo de corrupção.
No entanto, o relatório foi praticamente descartado por Barbosa, que o ignora solenemente por ocasião do julgamento da Ação Penal 470. Por quê?
Minha tese inicial é a de que Zampronha deixou vários “furos” que impediriam Barbosa e o procurador-geral de sustentar algumas acusações. Ou seja, “furos” não necessariamente na qualidade da investigação, mas na sua forma, que envereda demais pelo período tucano e pela verdade, em vez de se ater exclusivamente às ficções criadas pela procuradoria, em conluio com Joaquim Barbosa e chanceladas pela imprensa.
Zampronha até tenta entrar no “clima” da época e bater no PT, mas é sério demais para se ater apenas a isso, e vai mais fundo.
Em primeiro lugar, o relatório é baseado no famigerado Laudo 2828, também ignorado por Barbosa, que inocentava Gushiken e Pizzolato.
Apesar do próprio Inquérito 2474 trazer algumas acusações contra a diretoria de marketing, constata-se logo que são acusações forçadas, puramente retóricas, como que enxertadas para satisfazer a sanha da procuradoria de incriminar Pizzolato. De qualquer forma, jamais chegam ao ponto de afirmar que os R$ 74 milhões do Fundo Visanet teriam sido inteiramente desviados.
Zampronha comete a impudência de lembrar que o Laudo 2828 também investigou as ações do “grupo criminoso” nos anos de 2000 a 2002, o que tiraria o foco do PT.
Trecho da Parte 1, página 35:
Ainda na página 35, Zampronha faz uma observação, numa nota de rodapé, que, mesmo nitidamente querendo ajudar a acusação a montar a tese do mensalão, acabaria atrapalhando a vida dos procuradores e de Joaquim Barbosa.
Zampronha tentava, talvez ingenuamente, ser verossímil. A DNA não poderia desviar a íntegra dos R$ 74 milhões do Fundo Visanet – Marcos Valério era esperto demais para fazer isso. Se houve desvio dos recursos Visanet a agentes públicos (e Zampronha não consegue provar sequer isso), ele corresponderia a um percentual pequeno do valor total.
Sendo um expert em mercado financeiro, Valério fazia malabarismos com o dinheiro do Fundo Visanet (segundo Zampronha) para desviar uma parte dele para seus objetivos comerciais e políticos.
Mas Valério nunca desviaria a totalidade dos recursos de uma campanha publicitária. A DNA era uma agência genuína, que mantinha contratos com o Banco do Brasil desde 1994. Está lá na página 39:
Os adiantamentos em dinheiro feitos pelo Banco do Brasil às agências de publicidade eram uma “regra geral” desde muito antes da gestão Lula, e eram feitos para todas as agências que trabalhavam com o banco, não apenas para a DNA.
No caso da DNA, o relatório fala em seis grandes adiantamentos feitos pelo BB em benefício desta agência, sob a rubrica do Fundo de Incentivo Visanet. Os dois primeiros aconteceram em 2001 e 2002.
Há um outro ponto do relatório que derruba um dos pilares da acusação: posicionar um petista no centro do núcleo financeiro do esquema.
Apesar de Zampronha revelar, em alguns trechos do relatório, o desejo de incriminar o diretor de marketing, Pizzolato, o único petista no Banco do Brasil, o documento não traz nenhuma prova contra ele; ao contrário, menciona repetidamente o Laudo 2828, que afirma que outros servidores, e não Pizzolato, eram os responsáveis pelos recursos do Fundo Visanet.
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Da página 42 até a 52, Zampronha aborda supostas mutretas da DNA com os recursos que recebia do Banco do Brasil para realizar campanhas publicitários pagas pelo Fundo Visanet.
Olhando bem, são mutretas mais ou menos “comuns” no mercado publicitário, que é longe de ser tocado por santos da ética. Elas – as agências – recebem os recursos de seus clientes, e em seguida emitem notas frias ou superfaturadas, para justificar os gastos.
Entretanto, isso não significa que não executem o serviço, às vezes com extraordinária competência. Se avaliarmos os serviços publicitários prestados pela DNA ao Banco do Brasil, sobretudo os relacionados às campanhas do cartão Visanet, veremos que o BB foi a instituição que mais ganhou market share na área de cartões de débito durante o período mais investigado (2003 a 2004).
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A partir da página 53, Zampronha começa a falar dos anos de 2003 e 2004. Aí, na minha opinião, comete outra grande “impropriedade” para os objetivos da procuradoria e de Joaquim Barbosa. Talvez esta seja a explicação principal para Barbosa ter mantido o documento em segredo.
A “impropriedade” é informar, com todas as letras, o nome dos servidores que assinam os repasses financeiros para a DNA nos anos de 2003 e 2004. Entre eles, não consta, em nenhum momento, Henrique Pizzolato, o único petista na cúpula do BB.
O primeiro grande depósito do Fundo Visanet na conta da DNA, no valor de R$ 23,3 milhões, feito em 08 de maio de 2003, traz as assinaturas de Léo Batista dos Santos e Douglas Macedo. Em novembro do mesmo ano, outro grande depósito, desta vez de R$ 6,4 milhões, traz a assinatura de Douglas Macedo. Nada de Pizzolato. É óbvio que esse relatório tinha que ser mantido em segredo: nem Léo nem Douglas são petistas; ambos vinham da gestão anterior e não tinham ligação nenhuma com o então novo governo Lula.
Página 54:
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Quando a DNA apresenta a sua planilha, com os fornecedores que receberam os recursos oriundos da Visanet, apenas em 2003, veja quem aparece no topo da lista: TV Globo, que recebeu R$ 3,39 milhões; e Tom Brasil, a empresa para a qual o filho de Joaquim Barbosa prestou serviços em 2010. Hoje o filho de Barbosa é empregado da Globo.
Antonio Fernando, o procurador responsável pelas primeiras versões do “mensalão”.
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Confira aqui a íntegra do Inquérito 2474.
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PS: Amigos, vou tentar analisar todas as partes deste Inquérito 2474, para ver se consigo extrair dele alguma conclusão interessante. Vocês podem me ajudar fazendo uma assinatura do Cafezinho!
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José Carlos Lima
26 de janeiro de 2014 10:01 amInforme-se em sites independentes para não ser ludibriado
Últimas notícias: http://lexometro1.blogspot.com.br
José Carlos Lima
26 de janeiro de 2014 10:13 amDa série Os segredos de Joaquim Barbosa
PASTA 2474 NO FUTURO DA AP 470, por Paulo Moreira Leite, na Isto É
Decisão de Lewandovski pode revelar segredos importantes do julgamento
Ao liberar o conteúdo da pasta 2474 para oito advogados que haviam pedido o direito de consultar um imenso conjunto de documentos que tem relação penal 470, mas sempre foram mantidos em segredo, o ministro Ricardo Lewandovski tomou uma decisão que pode ter relevância histórica.
A pasta 2474 era mantida em segredo por Joaquim Barbosa. Envolve provas, fatos e indícios que não foram incorporados aos autos da ação penal.
Quando ele deixou a relatoria da ação penal, em agosto do ano passado, o inquérito sobre foi redistribuído e entregue ao ministro Luiz Roberto Barroso.
No mesmo dia, o advogado de Henrique Pizzolato, Martius Savio Cavalcanti, marcou uma audiência com o ministro. Reapresentou o pedido para ter acesso a pasta. Barroso prometeu uma resposta em três dias. Sua decisão foi abrir mão do caso, alegando razões de “foro íntimo,” que não obrigam o juiz a fundamentar seu pedido em razões objetivas.
O caso foi redistribuído mais uma vez. Acabou nas mãos de Ricardo Lewandovski que decidiu atender ao pedido dos advogados. Aqueles oito que, no passado, tiveram seu pedido negado agora poderão ter conhecimento de seu conteúdo.
É uma decisão importante.
Primeiro, porque permitirá que os réus e seus advogados tenham conhecimento de todos os dados apurados na investigação – e que foram excluídos dos autos sem que se possa saber exatamente por que.
Embora o julgamento já esteja em sua fase final – os réus estão presos, alguns já pagaram multa, falta julgar os pedidos de embargos infringentes – todos só terão a ganhar quando todos os dados forem colocados a mesa.
É absurdo pensar que isso vai acontecer DEPOIS das sentenças mas é disso que estamos falando.
O segundo ponto é que a pasta 2474 oficializa fatos e provas que até agora eram vistos de forma esparsa e informal. O interesse do advogado de Pizzolato sobre o assunto não é casual. O papel de gerentes executivos e diretores do Banco do Brasil que partilharam decisões relativas a Visanet – assinando notas técnicas e definindo pagamentos — nunca foi explicado na ação penal 470. Pode estar bem esclarecido na pasta 2474, que reúne um inquérito sobre outros diretores.
Pizzolato foi condenado como “único responsável” pelo desvio de R$ 73,8 milhões para o esquema de Marcos Valério. Mas sequer era o responsável pelos pagamentos, que tinham como gestor um outro diretor do banco, nomeado, conhecido e identificado – e desaparecido dos autos da AP 470.
Uma das teses mais caras a defesa, a de que, se houve crime, ele não foi cometido isoladamente, pode ganhar maior sustentação a partir daí.
Outros pontos também podem ser esclarecidos. Apesar de seus imensos esforços para se aproximar do esquema Marcos Valério-Delúbio Soares, o banqueiro Daniel Dantas sequer foi citado na ap 470. É curioso, já que sua atuação foi descrita de modo detalhado pela investigação do delegado Luiz Fernando Zampronha, da Polícia Federal.
Os publicitários Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, da SMP&B, também podem ter acesso a informações que podem ser úteis.
O que pode ocorrer com isso? Difícil saber agora.
O lote de documentos reunidos na pasta 2474 é imenso. Compreende um total de 78 volumes, que terão de ser estudados e conferidos.
A experiência ensina que documentos mantidos em segredo não fazem bem a Justiça, que pede transparência e lealdade a todos. Não pode haver a menor suspeita de distorção nem de qualquer irregularidade num caso dessa relevância. Não se trata, é claro, de acusar nem denunciar por antecipação.
O Caso Dreyfus, o mais conhecido caso de fraude jurídica da história, levou cinco anos para ser esclarecido, embora o jjulgamento tenha durado 72 horas.
O erro de sua condenação foi estabelecido um ano depois do julgamento, quando um oficial da área de informações resolveu fazer um novo exame das provas e descobriu que nada havia para incriminar aquele jovem capitão do Exército francês. Estava claro que o verdadeiro espião que todos procuravam era outra pessoa.
Mas isso não adiantou muito. Para evitar uma revisão, começaram a surgir novas provas – fraudadas – para incriminá-lo, o que atrasou o processo por mais tempo. Condenado em 1895, Dreyfus seria liberado, por graça presidencial, pois os tribunais jamais declararam sua inocencia, em setembro de 1899. Um ano antes, o oficial que havia forjado documentos para proteger os superiores foi desmascarado e cometeu suicídio.
Francisco de Assis
26 de janeiro de 2014 11:25 amA CORRUPÇÃO NO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
alexis
26 de janeiro de 2014 11:48 amBrasil precisa de tantos partidos políticos?
O mundo atual admite duas teses principais: A opção liberal (hoje neoliberal) com estado mínimo e capitalismo selvagem e global; ou a opção nacional, com estado ativo e indutor da economia. A opção nacional pode ser bem á esquerda e progressista, ou nacionalista de direita. A denominação de “esquerda” me parece que vem da França do século 19, com a bancada progressista no lado esquerdo. A esquerda internacional trazia o legado de Marx junto com ela, o exemplo da União Soviética como o líder global, etc., isso gerou uma idéia de esquerda internacional (internacional socialista), da qual muitos partidos ditos progressistas faziam parte. A queda do muro de Berlim deixou muitos comunistas (esquerdistas internacionais) meio perdidos (tipo Roberto Freire)
A linha da China apontou mais para o Comunismo, num marxismo mais camponês. Houveram então partidos de esquerda com linha “maoísta”. A revolução cubana, depois de curtos anos de flerte com a união soviética, trouxe uma esquerda socialista com o mapa da América Latina na sua frente. A união de esquerdas na América atual segue algo nesse sentido, com sentimento nacionalista trazido por Simon Bolívar dois séculos atrás.
Do ponto de vista local, o trabalhismo do Getúlio trouxe outra perspectiva, com base numa equação do tipo: CAPITAL + TRABALHO = RIQUEZA. Naturalmente, a turma da esquerda local (nacional) optou pelo “trabalhismo”, tornando o atual PDT (e antes, durante um tempo, o PTB) uma expressão de esquerda nacional. Num exercício parecido, sindicatos de trabalhadores propiciam a fundação do PT, que, além de juntar diversas expressões de esquerda, apresentam-se como uma alternativa de esquerda tupiniquim, de raiz nacional (brasileira mesmo) com base na força laboral do seu povo.
Obviamente, na equação anterior, a direita defende então o capital e o capitalismo. A direita internacional apóia a dominação monetária do mundo e, a direita local, que existe apenas dentro de cada país, com base nas agrupações empresariais e patronais, do agronegócio e/ou da indústria.
Face ao tremendo poder de Washington para destruir as tentativas nacionalistas no poder, nasce assim a “esquerda possível” que vivemos hoje e que precisa de mais coisas do que um mero discurso para se sustentar. Precisa mesmo de consciência popular e apoio efetivo ao governo, para que ele possa agir como uma esquerda real, sem tanto medo do poder econômico global e da mídia, que cria e destrói governos com muitíssima facilidade, muitas vezes por causa da nossa ingenuidade.
Dentro dessa esquerda possível que hoje vivemos, desde o governo Lula, algumas tendências progressistas tem se somado, outras, por dor de cotovelo, ingenuidade ou apenas por confusão ideológica, tornam-se esquerdas raivosas, aquelas que “a direita gosta”, e que não resistiriam longos tempos no poder.
Ao se olhar o panorama político em forma vertical (digamos assim) pode-se ver que gente dita de direita, inclusive, apóia o Governo em questões de estratégia nacional. Por outro lado, pessoas ditas de esquerda, olhando apenas no sentido horizontal (esquerda e direita), em certos momentos torcem contra a nação Brasileira, ao adotar discursos globalizantes ditos progressistas. A rigor, na época mais forte da guerra fria, até o comunismo e o capitalismo tinham algo em comum: a união global seja esta pelo capital ou pelos trabalhadores.
Brasil desenha hoje duas grandes tendências: o PT, que representa e aglutina os grupos progressistas e de interesse nacional (PCdoB e outros) e os anti-PT, que querem acabar apenas com o PT, mas sem alternativa clara aparente de poder. Detrás do anti-petismo temos três grupos relativamente independentes: a) O neoliberalismo, baseado nos EUA e representado politicamente pelo PSDB, assim como pelos diversos grupos de poder, privados e públicos, sem voto; b) As esquerdas ingênuas e manipuladas pelos primeiros, alimentadas pela inveja de políticos medíocres que queriam ter sido o Lula; e c) a direita nacional (ex-PFL e hoje DEMOS, além de novas subdivisões), que é a antiga turma conservadora, apenas brasileira, que quer manter privilégios coloniais dentro do Brasil e o atraso social, mas sem o Green Card, que é patrimônio dos tucanos.
São então quatro forças políticas onde poderíamos resumir dentro de um país em desenvolvimento:
A esquerda nacional (PT e aliados);A direita nacional (DEMOS, PSD, evangélicos, e outros). Grupos de direita nacional parecem hoje apoiar ao PSB (é o caso dos Jereissati);Neoliberais (PSDB) e outros puxa sacos do “patrocínio” internacional, incluindo aqui os Verdes, cujo patrocínio é mais europeu que dos EUA.Esquerda de minorias e reivindicações, manipuladas de dentro ou de fora, normalmente com inveja do PT.
Sorano
26 de janeiro de 2014 12:01 pmNassif,
Estou com
Nassif,
Estou com dificuldade de acessar o Blog. Se ficar salvo, ele paralisa na última abertura.
Mesmo no Google, estou com dificuldade para acessá-lo.
Desde já, agradeço os esclarecimentos.
autonomo
26 de janeiro de 2014 12:13 pmMorreu, esta semana, meu
Morreu, esta semana, meu inesquecível amigo Fernando Silva.
Inesquecível para mim e para todos que o conheceram.
Sua presença, como se diz, não passava em branco,apesar de seus elegantes ternos e sapatos brancos.
Era um baiano tipico, mas durante anos balançou as noites,os negócios, a ecologia e a arte em São Paulo, no Brasil.
Como empresário foi brilhante.
Fundou o Yásigi e com sua escola o primeiro sistema de franquia no país.
Aberto ao novo, com a inauguração da televisão, dava aulas de inglês através dela.
Não parou por aí em suas ousadias. Em seu método de ensino utilizava o teatro, a música e procurava difundir ideias de valorização da natureza.
Durante o dia dirigia com maestria seus negócios.
À noite, espalhava sua alegria, simpatia e elegância na boemia.
Evidentemente, com tanta coragem e inteligência, se tornou um homem rico.
Mas seus hábitos nada tinham com a ostentação, que em geral encontramos entre os endinheirados.
Seu automóvel era um veículo comum. Sua paixão, além da beleza das mulheres, era sua ilha das Cabras, ao lado da Ilhabela.
Só com muita atenção alguém percebia a presença do homem no local.
A natureza era tratada com o máximo respeito. Dormíamos num casebre simples e invisível.
A unica interferência humana naquele paraíso natural era a quantidade de animais que ele levou para habita-lo, em total liberdade.
Diante de qualquer distração as seriemas vinham compartilhar de nossas caipirinhas, bebendo em nossos copos.
Fernando foi um verdadeiro ecologista. Rótulo, aliás, que não o classifica com precisão.
Ele não lutou e se interessou pela natureza “para salvar a humanidade”,como outros.
Era daqueles baianos que nasceu e jamais perdeu seus vinculos com o mar, os animais,as plantas.
Queria que todos sentissem o mesmo prazer de uma convivencia natural com o natural.
Entre muitas coisas que fez, fundou o SOS Mata Atlantica.
Os pássaros, os coqueiros, o mar, as flores devem estar tristes com a partida do Fernando Silva.
Além deles os inumeros artistas que apoiou, ajudou, incentivou.
E sobretudo os seus amigos, como eu, que aprendemos com ele como viver melhor, gostar da vida.
antonio francisco
26 de janeiro de 2014 2:35 pmPêsames.
Eu era fã do Yázigi, naqueles tempos em que andava às voltas com aprendizagens de línguas.
Falaram bem dele:
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/fundador-do-yazigi-morre-aos-88-anos
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1401564-morre-aos-88-anos-fundador-da-escola-yazigi.shtml
Cláudio José
26 de janeiro de 2014 1:15 pmPROJETO: ROLEZINHO DO BEM
Caros amigos (as) os nossos jovens precisam de mais espaço e apoio por parte dos nossos políticos. Pensando nisso, gostaria de sugerir um projeto, para que esse movimento não prejudique os lojistas (comerciantes) e não puna os nossos jovens, seria o ROLEZINHO DO BEM, onde o governo liberaria e prepararia o Sambódromo, para esses eventos, lá teria uma biblioteca volante, um posto para doação de sangue, telões para passar bons filmes, segurança, praça de alimentação, música, etc. Tudo feito na maior paz e amor, para que o jovem, tenha um espaço especial voltado para esses encontros. Os jovens e os seus pais, agradeceriam esse iniciativa do bem.
Tamára Baranov
26 de janeiro de 2014 1:55 pmO não dito
Por Walter Hupsel | On The Rocks | Yahoo
Não há adjetivo possível para qualificar a ação do DENARC (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), um órgão da Polícia Civil e, logo, diretamente ligado à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) ontem, 23, na cracolândia. Nenhuma palavra alcança o significado dela.
Uma operação com dez viaturas da Polícia Civil entrou na cracolândia da velha e ineficaz maneira de sempre: usando de demonstração de força e violência. A SSP justificou tamanha barbárie afirmando que os policiais que ali estavam para prender um traficante (na verdade um “vapor”, aquele que distribui drogas a um pequeno número de consumidores, normalmente para sustentar o próprio vício) e foram agredidos pela população da cracolândia.
Quase que imediatamente chegaram reforços que, com toda a civilidade e preparo para tal (lembram daestratégia “dor e sofrimento”?), debelaram a multidão com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha (que negam ter usado). No meio do fogo unidirecional estavam assistentes sociais e agentes de saúde da prefeitura que trabalham com redução de danos com a população em situação de extrema vulnerabilidade.
Esta ação aconteceu, mera coincidência, uma semana após a prefeitura lançar o programa “Braços Abertos”, que trata com dignidade a população usuária de crack oferecendo moradia, emprego e cursos de qualificação. O programa vinha recebendo matérias positivas inclusive de setores tradicionalmente contrários a certas políticas públicas e direitos humanos (com as “honrosas” exceções de sempre).
E uma ação desta magnitude, com este efetivo e neste local, dificilmente ocorreria sem o crivo, no mínimo, do secretário de Segurança Pública. Seria muita ingenuidade imaginar que a delegada perua do DENARC tivesse esta autonomia.
Seja qual for a razão desta ação, as hipóteses giram em torno de três linhas: pura lógica do conflito com zero de inteligência; uma ação para “controlar” a cracolândia e seus pontos de venda (Para acabar com o tráfico basta fechar o DENARC ); ou uma motivação política-partidária para tentar boicotar a operação “Braços Abertos” quebrando a confiança duramente construída entre a população da cracolândia e os agentes públicos ( “Que hotel que nada, eles querem é matar a gente”, disse uma dependente grávida que corria da polícia).
Não são hipóteses excludentes. E a inação do Governo do Estado sugere que, qualquer que for a resposta, endossa. A imediata exoneração da delegada Elaine Maria Biasoli é o mínimo, visto o “despreparo” dos seus comandados em lidar com o problema da cracolândia. A medida que avançamos nas hipóteses, a situação fica mais crítica. Não há saída digna possível.
A ação violenta de um órgão da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo em um local que está sendo alvo de uma intervenção da prefeitura suscita desconfianças. A palavra oficial do Governo do Estado, legitimando a ação do DENARC sem sequer mencionar a possibilidade de ter havido excessos, de investigação, as corrobora.
É, na sua lacuna, muito explicativa.
Adilsonbb
26 de janeiro de 2014 2:09 pmO efeito rolezinhos…
“Cineasta comunista ofende símbolo da justiça” – vide vídeo a seguir: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=k8iy3eehwa8
Emanuel Cancella
26 de janeiro de 2014 5:11 pmPrefeitura de São Paulo
Prefeitura de São Paulo
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, pensou que, vencer a eleição na maior capital brasileira saindo de 3% nas pesquisas eleitorais, era o seu grande desafio. Ledo engano! O prefeito está enfrentando a maior frente de oposição, composta pelo governo de São Paulo do PSDB de Geraldo Alckmin, pela justiça, Ministério Público, TCM, STF e a imprensa. Essa oposição já conseguiu derrotar o IPTU progressivo, que congelaria o valor dos proprietários de baixa renda e aumentaria o imposto das propriedades de luxo; depois o Tribunal de Contas do Município veta corredores de ônibus do governo Haddad; Tivemos também a ação da policia paulistana , atacando violentamente a cracolândia, um dia depois da visita do prefeito. Com certeza como represália à política do prefeito, a qual apresenta uma proposta que pode servir de modelo para o país que inclui emprego e tratamento para os viciados em crack.
Essa turma não toma jeito, foram contra o movimento Passe Livre, contra o “Mais médico” etc e agora querem impor ao prefeito de São Paulo um modelo de governo derrotado nas urnas. Não desista prefeito, pois a sociedade está de olho nessa gente!
RIO DE JANEIRO, 26 de janeiro de 2014
Emanuel Cancella
26 de janeiro de 2014 5:13 pmPetróleo
A Petrobrás e o mercado
O petróleo ou o ouro negro sempre foi foco de cobiça na humanidade, e desde sua descoberta e a constatação de suas múltiplas utilidades, virou motivo de conspirações, derrubada de chefes de governo e guerras. Foi eleito pela humanidade como principal matriz energética por conta da sua vasta aplicação: diesel, gasolina, querosene, gás etc. Na área petroquímica, parte mais lucrativa e promissora da indústria do petróleo, existem milhares de serventias em tablets, celulares, tênis, automóveis, remédios etc. Enquanto as chamadas energias limpas, como solar, eólica, hidráulica e biomassa produzem, via de regra, uma única forma de energia, o petróleo apresenta essa enorme variedade; tem que ser dito que as energias limpas são renováveis e o petróleo se esgota e sua renovação somente se verifica novamente em milhões de anos. Mas enquanto existir uma gota de petróleo no planeta vamos assistir a essa disputa acirrada. A campanha “O petróleo é nosso!” ,na década de 40 e 50, foi a maior mobilização popular já vista no Brasil. Em todos os estados da federação foram criados centros de defesa do petróleo, atos, comícios e passeatas com participação de civis e militares, comunistas e conservadores, estudantes e a ligas camponesas. Houve perseguições, prisões e mortes! Tudo isso para resultar, em 1953, na criação da Petrobrás e seu monopólio do Petróleo. O petróleo naquela época era um sonho e os principais inimigos da campanha do petróleo brasileiro já eram as multinacionais de petróleo. Hoje o petróleo é uma realidade, a Petrobrás possui reservas na ordem de 60 bilhões de barris, temos reservas suficientes para os próximos cinqüenta anos. Mas segundo Maria Augusta Tibiriçá, aos 94 anos, autora do Livro O petróleo é Nosso!, militante e organizadora nos anos 50 da campanha do petróleo: “A luta em defesa do nosso petróleo não tem trégua e não termina nunca.” Além das guerras, derrubada de governos e as conspirações, temos as agências que qualificam e dão notas às empresas, ditando os valores das ações dessas empresas nos mercados financeiros. Essas avaliações fazem parte de políticas neoliberais e servem para desqualificar, desvalorizar as Empresas visando a sua privatização e, no caso da Petrobrás, para justificar os leilões de petróleo e a venda de ativos para “equilibrar as contas da Companhia”. Para não deixar dúvidas dessas conspirações contra a Petrobrás vou citar dois exemplos categóricos: Enquanto as ações da Petrobrás despencam, as ações da refinaria de petróleo de Manguinhos, na mesma bolsa de valores, tiveram uma valorização de mais de 40% em fevereiro de 2013. Veja a declaração do analista da corretora Liquidez, Mário Paiva: “Não existe fundamento algum para a alta desse papel, é especulação”.Outra falácia é a divulgação, em junho de 2012, pela Consultoria Cinemática, uma das mais renomadas no mundo, de um relatório sobre a Petrobrás:..”Em março, a Petrobras valia R$ 311,7 bilhões e, em junho, passou a R$ 242,9 bilhões”…Sobre manguinhos é um absurdo que as ações de uma refinaria fechada valorize mais que as da Petrobrás principalmente com a descoberta do pré-sal. E sobre a desvalorização da Petrobrás e a queda de seu valor queremos informar aos técnicos, economistas, engenheiros, contadores e demais profissionais da Cinemática o seguinte: a Petrobrás possui reservas na ordem de 60 BI de barris de petróleo, e considerando o barril d o petróleo a US$100 alcançamos a cifra de US$ 6 TRI; além disso a companhia possui 11 refinarias, centenas de plataformas, dezenas de navios, 6 milhões de km de dutos, vários terminais, sondas etc. Será que essa turma do mercado de ações não sabe fazer contas ou tudo isso faz parte de uma grande conspiração para depreciar e fazer com que o governo privatize a Petrobrás?
RIO DE JANEIRO, 21 de janeiro de 2014
Antonio Carlos Silva - RJ
26 de janeiro de 2014 6:41 pmCadê uma campanha de esclarecimento sobre benefícios da copa ?
Polícia libera todos os detidos em protesto contra a Copa em São Paulo
Após três horas de caminhada pacífica, manifestação teve ônibus depredado e vidraças estilhaçadas
iG
São Paulo – Os 128 manifestantes detidos durante o protesto contra a Copa do Mundo ocorrido neste sábado, em São Paulo, foram liberados neste domingo, segundo informações do 78º DP. Nenhum manifestante foi indiciado. Segundo autoridades, cerca de 10% dos detidos pela PM eram menores de idade. A PM afirma que vai abrir inquérito para individualizar a conduta cada um dos participantes. Eles foram presos sob suspeita de danos na região em que aconteceu a manifestação.
Após três horas de caminhada pacífica, a manifestação contra a Copa teve ônibus depredado, vidraças de bancos e portarias de prédios quebradas e vitrine de concessionária estilhaçada. Na rua Augusta, a Tropa de Choque usou bombas de efeito moral e balas de borracha contra o protesto.
Na correria, alguns manifestantes tentaram entrar no hotel Linson, onde acabaram sendo detidos.
Manifestação
O protesto, que reuniu cerca de 1500, pessoas começou às 17h deste sábado (25). Os manifestantes saíram do vão do Masp e tomaram a avenida Paulista em protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. O ato foi encabeçado pelo movimento Black Bloc.
Pelo Twitter, o governador Geraldo Alckmin criticou os manifestantes: “Digo com alegria que esses vândalos não mancharam um dia que foi inteiro de festa para esta cidade corajosa e orgulhosa de seus valores. Como a imensa maioria dos brasileiros de São Paulo, condeno com energia os atos de violência e vandalismo registrados nesta noite.”
Antonio Carlos Silva - RJ
26 de janeiro de 2014 6:55 pmDefinitivamente o Governo
Definitivamente o Governo Dilma, governo este que trabalhei diuturnamente para eleger, não tem um setor que cuida da comunicação .
Não é possível que um assessor de comunicação tenha como tarefa primordial ficar como um papagaio de pirata seguindo a Presidenta Dilma .
Enfim…. Vamos ver no que dará esta grave ineficiência .
Antonio Carlos Silva - RJ
26 de janeiro de 2014 6:51 pmCadê a campanha televisiva sobre os benefícios com a COPA ?
POLÍCIA LIBERA TODOS OS DETIDOS NO QUEBRA QUEBRA CONTRA A COPA
(Possivelmente quase todos os criminosos embarcarão para um quebra quebra no Maracanã em 2014 )
O Dia ; dom, 26/01/2014 – 16:41
Polícia libera todos os detidos em protesto contra a Copa em São Paulo
26/01/2014 11:45:03- Atualizada às 26/01/2014 11:58:24Polícia libera todos os detidos em protesto contra a Copa em São PauloApós três horas de caminhada pacífica, manifestação teve ônibus depredado e vidraças estilhaçadasiG
São Paulo – Os 128 manifestantes detidos durante o protesto contra a Copa do Mundo ocorrido neste sábado, em São Paulo, foram liberados neste domingo, segundo informações do 78º DP. Nenhum manifestante foi indiciado. Segundo autoridades, cerca de 10% dos detidos pela PM eram menores de idade. A PM afirma que vai abrir inquérito para individualizar a conduta cada um dos participantes. Eles foram presos sob suspeita de danos na região em que aconteceu a manifestação.
Após três horas de caminhada pacífica, a manifestação contra a Copa teve ônibus depredado, vidraças de bancos e portarias de prédios quebradas e vitrine de concessionária estilhaçada. Na rua Augusta, a Tropa de Choque usou bombas de efeito moral e balas de borracha contra o protesto.
Na correria, alguns manifestantes tentaram entrar no hotel Linson, onde acabaram sendo detidos.
Manifestação
O protesto, que reuniu cerca de 1500, pessoas começou às 17h deste sábado (25). Os manifestantes saíram do vão do Masp e tomaram a avenida Paulista em protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. O ato foi encabeçado pelo movimento Black Bloc.
Pelo Twitter, o governador Geraldo Alckmin criticou os manifestantes: “Digo com alegria que esses vândalos não mancharam um dia que foi inteiro de festa para esta cidade corajosa e orgulhosa de seus valores. Como a imensa maioria dos brasileiros de São Paulo, condeno com energia os atos de violência e vandalismo registrados nesta noite.”
Manifestante diz para Fifa ‘ir para casa’ em cartaz IMAGENS DE ALGUMAS OUTRAS DESTRUÇÕES DE BENS PÚBLICOS, CUJOS AUTORES, MESMOS IDENTIFICADOS, CONTINUAM IMPUNES PARA RETOMAREM O QUEBRA QUEBRA EM 2014 EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL .
Antonio Carlos Silva - RJ
26 de janeiro de 2014 7:30 pmMais uma belíssima obra da
Mais uma belíssima obra da meninada visionária que lutra contra injustiças, corrupção e violência .
Vejam que fofura :
Alvo dos fascistas: um serralheiro de 55 anos
Itamar Santos, dono do Fusca 1975 incendiado por extremistas de direita durante protesto em São Paulo, utilizava o único veículo que possuía para entregar os portões que fabrica; “Um bando de irresponsáveis”, desabafa o operário, que viveu momentos de terror na tentativa de tirar a família do carro em chamas; o trabalhador contou que o Fusca foi cercado por pessoas usando lenços pretos para cobrir os rostos; 146 black blocks foram presos por atos de vandalismo na manifestação; todos liberados poucas horas depois
26 de Janeiro de 2014 às 17:01
247 – O serralheiro Itamar Santos, de 55 anos, foi a principal vítima da ação de fascistas travestidos de manifestantes que barbarizaram no sábado (26) em São Paulo no protesto denominado #naoveitercopa. O operário tinha no Fusca ano 1975, incendiado no centro da cidade, o suporte para o seu ganha pão. Era com ele que entregava os portões de aço que fabrica.
O pobre serralheiro voltava da igreja junto com mais quatro pessoas no carro, dentre elas uma criança de quatro anos, quando o fato aconteceu. “Teve muito pânico para sair do carro pegando fogo. A criança estava chorando… Naquele local não tinha um policial”, relatou Itamar à reportagem do R7.
As fotos acima dão a dimensão do terror vivido pela família, que passava nas proximidades da Praça Roosevelt quando colchões em chamas foram atirados contra o carro. O trabalhador contou que o Fusca foi cercado por pessoas usando lenços pretos para cobrir os rostos. O grupo estava colocando fogo em colchões para interceptar a via e teriam jogado um deles no carro. “Eu acho que são um bando de irresponsáveis”, desabafou.
O fusca era o único carro do serralheiro que utilizava o veículo para entregar portões. Itamar ainda não calculou o prejuízo. Após o incêndio, ele voltou para casa de ônibus.
A família comemora o fato de que ninguém tenha se ferido, mas já estuda para processar o Estado para recuperar o prejuízo.
Todo mundo livre
Indiferente ao vandalismo e aos atos de terror na capital paulista, todos os 146 detidos foram liberados na madrugada deste domingo (26). A maioria dos detidos (128) foi encaminhada para o 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins. Dezoito foram levados para o 2º DP, no centro.
A manifestação em São Paulo partiu da Avenida Paulista, com concentração às 17h no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e chegou ao centro da cidade no início da noite. Houve mobilização em outras capitais.
Parte dos manifestantes foi presa dentro de um hotel na Rua Augusta, quando tentava se refugiar das bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, conforme imagens de um vídeo amador divulgadas na internet.
O protesto teve a participação do movimento Black Bloc, cujos integrantes usam táticas de ação direta para protestar em manifestações de rua. Um carro da Guarda Municipal Metropolitana foi depredado e agências bancárias da região central foram quebradas.
Nota assinada pelos grupos que compõem a organização do ato explica as razões do protesto. “O levante de junho já mostrou claramente o que os brasileiros já perceberam: os gastos bilionários na construção dos estádios não melhoram a vida da população, apenas retiram investimentos de direitos sociais. Mas junho foi só o começo!”, diz texto divulgado pelos manifestantes.
O manifesto lembra que, embora os dirigentes políticos tenham dito, na época, que não era possível atender à reivindicação pela redução da tarifa dos ônibus, “o poder popular nas ruas mostrou que realidades podem ser transformadas”. O coletivo destaca que a proposta do grupo é impedir a realização dos jogos e “mostrar nacionalmente e internacionalmente que o poder popular não quer a Copa”. (Com Agência Brasil)
J.Roberto Militão
26 de janeiro de 2014 8:05 pmCOTAS RACIAIS: as alforrias do século 21
COTAS RACIAIS: as alforrias do século 21
Num comentário no post de ´rolezinhos em Miami´ – http://jornalggn. com.br/noticia /rolezinho-de-brasileiro-quem-diria-e-proibido-em-miami-e-a-piada-e-boa – um comentarista citou a existência de uma forte classe média afro-americana, razão pela qual, isso seria um sintoma da não existência de racismo nos EUA ou evidencia de sua redução. Com base na existência de cerca de 10% de afro-americanos, quatro milhões, usufruindo as benesses consentidas para a classe média é suficiente para a alegação de que não há racismo nos EUA?
A alusão a tal classe média se refere a uma falácia: as políticas de cotas raciais que beneficiou o surgimento dessa classe média. Entretanto, isso não signifca a redução do racismo que infelicita aos afro-americanos. Neste sentido basta a verificação de alguns dados sociais dos EUA. Atualmente, 2014, nada menos que 6% dos afro-americanos estão sob custódia da justiça, ou seja, cerca de 2,5 milhões dos 40 milhões.
No Brasil com 100 milhões de afro-brasileiros e sob um estado com sistema penal conhecido como destinado aos quatro Pês – pretos, pardos, pobres e putas – agora, episodicamente extensivo também a petistas, temos apenas 300 mil pretos e pardos nas prisões e o total de 500 mil, estimados, condenados. Entre 0,3% a 0,5% do total. Todos são pobres a pré-condição de miserabilidade que os leva para a criminalidade. Na mesma proporção dos EUA a gente teria mais de seis milhões condenados. Temos 500 mil.
No Brasil escravocrata do século 19 houve um inédito uso do instituto da alforria para acalmar as rebeliões nas senzalas. Em 1830 mais de 30% dos pretos e pardos eram alforriados. Com isso é possível dizer que não existia a escravidão no Brasil? Ou dizer que os alforriados serviam de exemplaridade para as vítimas da escravidão?
Tal argumento esquece que essa classe média, foi construída com a pior política pública nos aos 1960/1990, com base em cotas raciais que tinha exatamente essa proposição: criar uma pequena classe média e manter os restantes 90% excluídos e, pior ainda, desestimulados e vítima da baixa-estima em razão do estado ter afirmado através das cotas raciais uma presunção de inferioridade ´racial´, exatamente a antiga doutrina do racismo.
Essa ´classe média´ com doutores, jornalistas, empresários, executivos, médicos e professores, serviriam com exemplaridade aos demais, alegam os defensores de cotas raciais, conforme o então candidato e atual Ministro do STF Luis Roberto Barroso: https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/sobre-cotas-e-justica-social?page =1#comment-1364615 . Entretanto a partir das cotas raciais nos EUA não há na história humana nenhuma sociedade que encarcerou tanto a juventude quanto os afro-americanos. Em alguns estados do sul, mais de 50% dos jovens afro-americanos estão cumprindo penas. Em 1960 eram apenas 2%. Mais de 70% das crianças são filhas de mães-solteiras. Em 1960 eram 13%. O desemprego exclui 60% dos jovens que não estão nas prisões: são presas fáceis do vício e do tráfico de drogas. Na campanha de 2008, o candidato OBAMA afirmou que o niilismo social leva a essa desintegração familiar: a pior catástrofe que se abate sobre a comunidade afro-americana.
Por isso que o presidente OBAMA abandonou, olimpicamente, qualquer política pública em bases raciais. Aliás, esse o modelo defendido pelo Senador José Sarney que se auto-proclama “o maior defensor da ´raça negra no Brasil” – foi o autor em 1997 do primeiro projeto de leis de cotas raciais no Brasil – e que o governo e parlamentares do PT resolveu transformar em política de ´estado´: a segregação de direitos raciais sob o rótulo de cotas raciais.
Além da adoção das cotas raciais para ingresso nas universidades – onde o estigma da inferioridade presumida – passa a acompanhar qualquer afro-brasileiro com algum título universitário, estamos agora adotando por Projeto de Lei de iniciativa da Presidente Dilma, o sistema de segregação de direitos raciais – cotas raciais – em todos os concursos públicos federais. Pelo princípio da isonomia da lei, logo serão obrigatórias também nos concursos estaduais e municipais e por decorrência, igualmente nos empregos privados. Passamos a viver numa sociedade em que a identidade racial nos outorga ou retira direitos. O velho sonho dos ideais racistas dos séculos 19 e 20.
Como o senador Sarney é um conhecido herdeiro do escravismo – foi na Província do Grão Pará e Maranhão, onde no final do século 18 ocorreu o maior programa de importação de escravos – tal tipo de poítica pública não é e jamais será anti-racista.
Tanto as cotas raciais quanto as alforrias, são benefícios individuais visando aprofundar e fortalecer os fundamentos do sistema. As alforrias neutralizavam a luta contra o racismo. As cotas raciais se destinam a fortalecer as crenças em hierarquias raciais com a presunção da ´raça inferior´ e assim preservando o racismo tal conforme a doutrina norte americana – “iguais, mas separados” – sendo, portanto o equivalente ao instituto da alforria: retira alguns indivíduos da senzala, lhes confere uma cidadania de 2ª e preserva o sistema (então escravista, hoje racista).
No movimento abolicionista não há nenhum alforriado na frente das lutas. Luis Gama, o advogado dos escravos, não foi alforriado, conforme muitos pensam e divulgam, equivocadamente. O manumisso tinha um papel estratégico de legitimar o sistema escravista. A maioria deles ao adquirir algum recurso se tornava proprietário de seu próprio escravo. Machado de Assis, em ´Memórias Póstumas de Brás Cubas´ nos relata a tristeza e surpresa do personagem ao ver seu antigo escravo, que havia alforriado, tratar com desumanidade e crueldade a um escravo que havia adquirido.
Nos EUA as cotas raciais incentivadas pelo estado neutralizaram a verdadeira luta contra o racismo impedindo o surgimento de novas lideranças políticas desde 1970. A única foi na área cultural: Spike Lee. Mas o benefício de direitos segregados fez nascerem tipos caricatos de afro-americanos ´servidores do sistema´ que os beneficiou individualmente: o general Colin Powell; a Secretária de Estado, Doutora Condolessa Rice e lógico o presidente Obama. Entre nós, já criou um exemplar pronto e acabado.
O Ministro Joaquim Barbosa, beneficiário da cota racial de Lula para o Supremo Tribunal é também exemplar do que fazem as cotas raciais.
Cassio Tonsig
27 de janeiro de 2014 1:07 amJornalixo de encomendas, repercutido no Fantástico !
Estadão “investiga” que Dilma “saiu pela porta dos fundos”… em “sigilo”… para ir jantar!
A baixaria foi repercutida no Fantástico que deu vazão à crítica (aos “altos gastos não compatíveis com a realidade do país”!) de um membro do PSDB paulista (o do “suposto” cartel, das bilionárias propinas):
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-deixa-hotel-de-lisboa-pela-porta-dos-fundos,1123187,0.htm