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5 Comentários
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  1. Homero Pavan Filho

    16 de março de 2017 11:17 am

    Sonegação do bem e a outra…

    Com tanta gente graúda defendendo o Caixa 2 do Bem, dinheiro não declarado para uso em atividade político-eleitoral, e querendo separar esta modalidade do Caixa 2 do Mal que, aí sim reprovável com mais rigor pois dinheiro utilizado para satisfação de prazeres pessoais, logo, logo haverá aqueles que defenderão, por analogia, a sonegação do Bem e a sonegação do Mal.

    É comum ouvirmos de empresários a seguinte frase: “Ou eu sonego, ou quebro, não dá pra pagar todos os impostos exigidos pelo governo”. Daí se infere estar no intimo do sonegador um motivo nobre para a sonegação, qual seja, manter em funcionamento sua(s) empresa(s) e os empregos dos pobres funcionários dela(s). Seria uma espécie de legítima defesa contra governos que só pensam – pois do Mal – em meter a mão no bolso do contribuinte para poder fazer mais Caixa 2 do Bem (ironia).

    Aliás, de sonegação o empresário brasileiro entende, já que estima-se em R$ 500 bilhões anuais, ou mais, a sonegação de impostos neste País – dados do Sindicato dos Auditores Fiscais, não meu.

    A prosperar a novidade jurídica de separação das espécies de Caixa 2, este Brasil varonil vai assistir a uma inédita onda de desobediência civil dos pagadores de impostos que o fazem, mesmo por não acharem bonito, mas por entenderem que são forçados a cumprir uma lei. O problema é que o atual Congresso, ilegítimo posto que eleito por Caixa 2; Presidente da República ilegítimo, pois empossado via Golpe de Estado; Ministério Público e Judiciário, infestados de procuradores e juízes partidários e desobedientes à legislação; STF, STJ e quetais nos Estados, alçados à condição de magistrados via clientelismo político… Tudo isso não pode resultar em coisa boa.

    Entristecido com toda essa situação, começo a temer pelo futuro do meu País, dos meus netos, e dos amigos e amigas dos meus netos.

     

  2. jose carlos lima...

    16 de março de 2017 11:52 am

    A tradição de golpes na Coréia do Sul

    http://port.pravda.ru/mundo/16-03-2017/42872-coreia_ditaduras-0/

  3. mcn

    16 de março de 2017 1:38 pm

    A primeira casa modernista foi construída no Brasil

    http://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/11/cultura/1489254385_556132.html

    “A primeira casa modernista foi construída no Brasil. Le Corbusier chegou 10 anos mais tarde”

    O arquiteto britânico Kenneth Frampton, autor de uma obra fundamental sobre a construção moderna, prepara uma nova versão menos eurocêntrica

    Kenneth Frampton, fotografado na Universidade Politécnica de Madri depois de receber o título de doutor honoris causa THOMAS CANET

    Aos 50 anos, o arquiteto britânico Kenneth Frampton (Woking, Inglaterra, 1930) lançou um livro fundamental que amarrava o conjunto de sua disciplina. O curioso de sua História crítica da arquitetura moderna, que continua a ser publicada, com traduções para 11 idiomas (foi lançado no Brasil em 1997, com reedição em 2015, pela editora Martins Fontes), é que a solidez de sua análise foi sendo construída ao longo de várias reedições revisadas. Na primeira delas, este catedrático da Universidade de Colúmbia, onde ainda dá aulas de urbanismo, criou um termo que revolucionou a própria modernidade do seu título: regionalismo crítico. Tratava-se de dar voz aos avanços partindo de outras tradições: a modernidade inerente à arquitetura mediterrânea e a modernidade orgânica –mais próxima da paisagem do que da abstração— da escandinava. “Um livro de referência que procura resumir a ideia de que o conhecimento nunca se encerra”, afirma Frampton, no salão nobre da Universidade Politécnica de Madri. Ele ainda está vestido com a toga e o barrete. Acaba de receber o título de doutor honoris causa, sendo o terceiro arquiteto a obter a honraria, depois de Félix Candela e Norman Foster.

    Casa Modernista da rua Santa Cruz, de Gregori Warchavchik, em São Paulo Casa Modernista da rua Santa Cruz, de Gregori Warchavchik, em São Paulo 

    Frampton, que vive há mais de meio século em Nova York, observa que às vezes as mudanças na vida obrigam a que se corrija o conteúdo de um livro. Como aconteceu quando a arquitetura abraçou o desconstrutivismo ou quando passou a refletir a lógica da sustentabilidade, para não prejudicar o planeta. Ele admite, no entanto, que, em outras ocasiões, as correções podem ser feitas também em razão da autocrítica. “Na revisão mais recente [que ele está preparando para este ano], não quero apresentar um mundo eurocêntrico: a arquitetura da China, da Índia ou da África também fazem parte do planeta”.

    Mesquita de Bait Ur Rouf, em Daca, Bangladesh Mesquita de Bait Ur Rouf, em Daca, Bangladesh 

    Como aconteceu de deixar a profissão de arquiteto para passar a contar a sua história? “Foi quando percebi que nessa história existem profissionais muito melhores do que eu”, responde, sem dar voltas. Foi Robin Middleton, editor da Thames & Hudson, quem lhe encomendou o trabalho de sua vida. Ele lembra que começou a entregá-lo por capítulos, como os folhetins do século XIX, com cada um deles sendo publicado na revista World of Art.

    Parlamento de Daca, obra de Louis I. Khan. Parlamento de Daca, obra de Louis I. Khan.

    Middleton lhe deu dois conselhos essenciais: “Você não precisa de uma frase sobre alguma coisa que já disse. E não precisa de um adjetivo que não acrescente nada”. Hoje Frampton considera que simplificar nem sempre é positivo: “Minha história requer um leitor atento. Os livros sem muita retórica exigem mais atenção”.

    Com 86 anos, articula a maior autocrítica a seu livro: “Deixamos de lado uma grande parte do mundo. Que você não conheça não quer dizer que não exista”. Como se completa, então, uma visão planetária? De quanto distanciamento é preciso para se escrever a história de uma disciplina? “É necessária a convicção de que você viu coisas que merecem ser contadas. E a humildade para deixar claro que o que você conta não é nunca a história. É a sua história.”

    O catedrático conta que procurou conhecer todos os edifícios de que fala (“os que não conheci, eu os estudei”) e admite que o mais fascinante são os acasos. “Quando visitei o arquiteto de Bangladesh Kashef Chowdhury, conheci o talento de sua ex-mulher, Marina Tabassum. A história da arquitetura moderna está cheia de uniões de pessoas com grande talento que acabam em divórcio. A atenção se concentrou em um só dos lados, mas chegou o momento de exaltar muitas dessas mulheres”, argumenta. Insiste em que é preciso prestar atenção em quem tornou as coisas possíveis, como Muzharul Islam, um arquiteto de Bangladesh que introduziu a modernidade nessa região da Ásia. Levou Louis Khan a construir o Parlamento em Daca e depois fundou ali a Escola de Arquitetura. Ou Gregori Warchavchik, o imigrante russo que trouxe a modernidade para o Brasil e ergueu em São Paulo a primeira casa modernista. Le Corbusier chegou 10 anos mais tarde.

    Como seu próprio livro, Frampton considera que a modernidade é um projeto inacabado. “É mais um sinônimo de progresso do que do despotismo da qual foi acusada”. Assistimos à dubaização do mundo? “Em Nova York um arranha-céu é construído depois do outro. E são construções anódinas. Irrelevantes culturalmente. Só representam o mercado. Não há significado nem simbolismo. Chama-se especulação e é a rainha de nossos dias. Não sei quando isso vai parar. Mas me nego a aceitar que isso seja uma herança do Movimento Modernista. Não é arquitetura. É só dinheiro.”

     

     

     

  4. romulus

    16 de março de 2017 1:44 pm

    Alerta “Tartufo”: Estadão, jeca, passa recibo de pedantismo


  5. Marcelo Castro

    16 de março de 2017 6:50 pm

    Fatos descartáveis

    Ontem , 15 de março de 2017, tivemos o dia nacional de mobilizações contra as reformas do governo golpista. Hoje. 16 de março de 2017, é como se o dia 15 não tivesse existido. Quantas manifestações Brasil afora ? Quantas pessoas no total ? O que as pessoas tinham a dizer ? 

    Já era esperado que a mídia golpista iria abafar o caso, mas o jornal GGN se omitir totalmente sobre a questão é preocupante. É objetivo e estratégia da mídia venal fazer com que os fatos e a realidade adquiram um caráter efêmero , alcançaram o objetivo com eficiencia cirurgica. Hoje a realidade derrete de um dia para outro diante de nossos olhos.Posso estar me precipitando mas lamento assistir blogs e sites progressistas aderirem ao padrão dominante.   

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