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81 Comentários
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  1. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:17 am

    Menção Honrosa
    Histórias de

    Menção Honrosa

    Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos (2010), de Paulo Halm

    Quem disse que não se faz boas comédias românticas no Brasil? Elas existem, são raras, mas existem, e essa é, talvez, a melhor produzida em território nacional. Roteiro hilariante e iconoclasta, elenco divertidíssimo e carismático. A despretensão do filme o enriquece ainda mais. É uma obra sem reparos e altamente recomendada para que insiste em defender que só fazem filmes de favela, sexo e violência no Brasil. Aqui tem sexo, mas ninguém vai reclamar, posso garantir.

     

    Melhor cena: Zeca, o quase escritor interpretado por Caio Blat, num registro altamente Woody Allen jovem, desnorteado em uma “festa estranha com gente esquisita”.

  2. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:18 am

    ABC do Amor (2005), de Mark

    ABC do Amor (2005), de Mark Levin

     

    O filme “Meu Primeiro amor” (1991) é bom, mas a melhor comédia romântica protagonizada por crianças é “ABC do Amor”. O roteiro é inteligente, as atuações encantadoras, a direção leva, e o melhor de tudo é que não temos que assistir Macaulay Culkin sendo morto por um enxame de abelhas.

    Melhor cena: A impagável sequência inicial na qual o jovem protagonista resume tudo o que conhece sobre os seres enigmáticos conhecidos como “garotas”.

  3. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:20 am

    De Repente 30 (2004), de Gary

    De Repente 30 (2004), de Gary Winick

     

    Apesar de ter sido indicado ao Oscar, Tom Hanks parece interpretar um idiota não uma criança em “Quero ser Grande” (1988). Em “De Repente 30”, Jennifer Garner realmente encarna uma adolescente no corpo de uma bela balzaquiana. O filme, disfarçado em sua forma de comédia despretensiosa, é uma parábola sobre a importância das escolhas.

    Melhor cena: Jennifer Garner imitando a dança zumbi de Michael Jackson.

  4. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:23 am

    Garotos Incríveis (2000), de

    Garotos Incríveis (2000), de Curtis Hanson

     

    O gênero comédia romântica parece ser dominado por casais adolescentes ou de jovens adultos. Aqui os protagonistas são maduros, embora não necessariamente amadurecidos. Nada de “Wall Street — Poder Cobiça” (1987), está aqui a melhor atuação de Michael Douglas, o filho do Spartacus.

    Melhor cena: O escritor interpretado por Michael Douglas revelando que não está com bloqueio criativo, mas o contrário, não consegue parar de escrever um livro aparentemente interminável.

  5. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:24 am

    Procura-se Amy (1997), de

    Procura-se Amy (1997), de Kevin Smith

     

    O nerd maior Kevin Smith escrevendo e dirigindo uma comédia romântica rendeu uma ótima parodia do gênero que, inesperadamente, se tornou um de seus melhores exemplares. Nada é usual ou previsível em “Procura-se Amy”, começando pelo casal de protagonistas: um cartunista de sucesso que parece procurar o fracasso e uma bela cartunista lésbica que resolve experimentar um relacionamento heterossexual. Aqui não há garantia de final feliz.

    Melhor cena: A palestra sobre quadrinhos que termina com a plateia em fuga.

  6. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:25 am

    Três Solteirões e um Bebê

    Três Solteirões e um Bebê (1987), de Leonard Nimoy

     

    Esqueçam a sonolenta versão original francesa. Essa refilmagem é a prova de que Hollywood produz entretenimento escapista descerebrado como ninguém. Pensando bem, retiro o “descerebrado”, afinal esse filme foi dirigido pelo senhor Spock em pessoa.

    Melhor cena: A do fantasma, obviamente.

  7. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:27 am

    Namorada de Aluguel (1987),

    Namorada de Aluguel (1987), Steve Rash

     

    O sonho de todo nerd adolescente em forma de filme: tornar-se popular e namorar a famosa “menina mais bonita da escola”. Colocar Beatles tocando o clássico “Can’t Buy Me Love” torna tudo ainda melhor. O tom leve e divertido esconde uma reflexão das mais interessantes sobre a dicotomia entre “ser” e “ter”.

    Melhor cena: O ritual do tamanduá africano entrou para o panteão da dança do cinema, junto com as melhores performances de Fred Astaire e Gene Kelly.

  8. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:28 am

    Alguém Muito Especial (1987),

    Alguém Muito Especial (1987), Howard Deutch

    Nunca o clichê foi tão original. Esse é mais um exemplar notável da série de filmes sobre os adolescentes americanos do mestre John Hughes, aqui atuando apenas como roteirista. “Alguém Muito Especial” não é profundo como “Clube dos Cinco” (1985) ou cínico como “Curtindo a Vida Adoidado” (1986), mas é divertido e estranhamente melancólico e belo em sua simplicidade. Os menos atentos podem simplesmente rotulá-lo como sendo repleto de obviedades, na verdade é o substrato de um gênero.

    Melhor cena: Desculpem, mas não posso deixar de indicar a cena onde o protagonista descobre que sua melhor amiga “esquisita” e feia (na verdade um Patinho Feio) é o “alguém muito especial” do título. Conseguiram transformar algo previsível numa sequência emocionante.

     

  9. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:30 am

    Harry & Sally — Feitos um

    Harry & Sally — Feitos um Para o Outro (1989), de Rob Reiner

     

    O melhor filme de Woody Allen sem Woody Allen. Woody Allen não dirigiu, nem escreveu o roteiro, nem aparece atuando, mesmo assim sua marca está em cada fotograma. Afinal, Woody não é o dono de Nova York?

    Melhor cena: Citar a simulação de orgasmo no restaurante é muito óbvio. Indico a hilária discussão sobre o valor estético de uma (estúpida) mesa de centro em forma de roda de carroça.

  10. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:32 am

    Noivo Neurótico, Noiva

    Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), de Woody Allen

     

    Defendo a tese de que Woody Allen inventou a comédia romântica moderna. Fez isso quando escreveu, dirigiu e protagonizou a obra-prima “Annie Hall” (estupidamente batizada do Brasil como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”). No modelo anterior o personagem interpretado por Allen, um intelectual insegura e hipocondríaco, seria no máximo o amigo esquisito do herói romântico. Aqui é o protagonista. Como resultado os protagonistas posteriores ficaram estranhos e seus amigos estranhos ficaram ainda mais estranhos, vide “Um Lugar Chamado Notting Hill” (1999) e “Alta Fidelidade” (2000).

    Melhor cena: a sequência da discussão na fila do cinema, onde Marshall McLuhan aparece para desancar um pretenso especialista em Marshall McLuhan. Ah, se a vida pudesse ser assim…

    1. Ivan de Union

      7 de maio de 2017 11:51 pm

      Eu andava de onibus mais de

      Eu andava de onibus mais de duas horas pra chegar de planaltina ao Plano e portanto aos cinemas.  Como eh de se esperar, so o fiz uma vez pra assistir um filme e DE TES TEI o em todas as cenas.  Esse foi ele.  O unico filme que eu assisti em um cinema em Brasilia.

      Pera la, fica pior.

      Eu nao tinha dinheiro pra um refrigerante.  Muito menos pra lunch de rodoviaria de onibus.

      Quase 6 horas mais tarde eu cheguei em casa absolutamente puto de ter assistido um filme que nao tinha nada a ver com a vida de qualquer menino de 17 anos no planeta Terra.  E nao tem ate hoje.

      Odioso filme.

  11. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:33 am

    Bonequinha de Luxo (1961), de

    Bonequinha de Luxo (1961), de Blake Edwards

    Sim, o filme suaviza a obra literária de Truman Capote. Sim, o final (diferente do livro) é inconsistente. Sim, o Brasil é tratado de maneira estereotipada. Mas quem se importa? “Bonequinha de Luxo” é charmoso e sedutor como poucos filmes conseguiram ser. Um luxo!

    Melhor cena: Audrey Hepburn falando português é ótimo, mas nada supera a cena que dá nome ao filme no original (Breakfast at Tiffany’s): a protagonista tomando café da manhã diante da vitrine da elegante loja Tiffany’s.

     

  12. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:35 am

    Quanto Mais Quente Melhor

    Quanto Mais Quente Melhor (1959), de Billy Wilder

     

    A Hollywood dos anos de ouro produziu ótimas comédias românticas. Muitas se tornaram clássicos, como “A Levada da Breca” (1938) e “Aconteceu Naquela Noite” (1934). Astros mitológicos como Cary Grant, Clark Gable e Katharine Hepburn desfilavam gloriosos nas telas. Talvez o maior dos mestres da comédia romântica seja Billy Wilder e talvez seu melhor trabalho no gênero seja “Quanto Mais Quente Melhor”. Porém, precisamos lembrar que Billy Wilder não é um simples operário padrão, mas um dos maiores cineastas de todos os tempos, tendo dirigido obras-primas como “Crepúsculo dos Deuses” (1950) e “Inferno Número 17” (1953). Isso significa afirmar que se Stanley Kubrick, que sempre tentava fazer o filme definitivo em todos os gêneros em que se arriscou, tivesse resolvido fazer uma comédia romântica seu ponto de corte seria a excelência de Wilder.

    Melhor cena: Marilyn Monroe tentando seduzir o “impotente” Tony Curtis.

  13. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:38 am

    AS 11 MELHORES COMÉDIAS DA

    AS 11 MELHORES COMÉDIAS DA HISTÓRIA DO CINEMA

    . No final das contas, quem está certo é o Homem-Aranha na narração inicial de seu primeiro filme: “toda história que vale a pena ser contada envolve uma garota”.

  14. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:41 am

    Woody Allen

     
    Os

    Woody Allen

     

    Os Incompreendidos (Truffaut, 1959)

    Oito e Meio (Fellini, 1963)

    Amarcord (Fellini, 1972)

    Ladrões de Bicicleta (de Sica, 1948)

    Cidadão Kane (Welles, 1941)

    O Discreto Charme da Burguesia (Bunuel, 1972)

    A Grande Ilusão (Renoir, 1937)

    Glória Feita de Sangue (Kubrick, 1957)

    Rashomon (Kurosawa, 1950)

    O Sétimo Selo (Bergman, 1957)

  15. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:43 am

    Steve McQueen

     
    A Batalha de

    Steve McQueen

     

    A Batalha de Argel (1966, Gillo Pontecorvo)

    Zero de Conduta (1933, Jean Vigo)

    A regra do jogo (1939, Jean Renoir)

    Era uma Vez em Tóquio (1953, Yasujiro Ozu)

    Couch (1964, Andy Warhol)

    O Desprezo (1963, Jean-Luc Godard)

    Bom Trabalho (1998, Claire Denis)

    Era uma vez na América (1984, Sergio Leone)

    O Salário do Medo (1953, Henri-Georges Clouzot)

    Faça a Coisa Certa (1989, Spike Lee)

  16. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:44 am

    Stanley Kubrick

    Os Boas

    Stanley Kubrick

    Os Boas Vidas (Fellini, 1953)

    Morangos Silvestres (Bergman, 1957)

    Cidadão Kane (Welles, 1941)

    O Tesouro de Sierra Madre (Huston, 1948)

    Luzes da Cidade (Chaplin, 1931)

    Henrique V (Olivier, 1944)

    A Noite (Antonioni, 1961)

    O Guarda (Fields, 1940)

    Roxie Hart (Wellman, 1942)

    Anjos do Inferno (Hughes, 1930)

     

  17. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:45 am

    Quentin

    Quentin Tarantino

     

    Apocalypse Now (Coppola, 1979)

    The Bad News Bears (Ritchie, 1976)

    Carrie, a Estranha (de Palma, 1976)

    Jovens, Loucos e Rebeldes (Linklater, 1993)

    Três Homens em Conflito (Leone, 1966)

    Fugindo do Inferno (Sturges, 1963)

    Jejum de Amor (Hawkes, 1939)

    Tubarão (Spielberg, 1975)

    Garotas Lindas aos Montes (Vadim, 1971)

    A Outra Face da Violência (Flynn, 1977)

    O Comboio do Medo (Friedkin, 1977)

    Táxi Driver (Scorsese, 1976)

  18. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:47 am

    Martin Scorsese

    2001 — Uma

    Martin Scorsese

    2001 — Uma Odisseia no Espaço (Kubrick, 1968)

    Oito e Meio (Fellini, 1963)

    Cinzas e Diamantes (Wadja, 1958)

    Cidadão Kane (Welles, 1941)

    O Leopardo (Visconti, 1963)

    Paisà (Rossellini, 1946)

    Os Sapatinhos Vermelhos (Powell/Pressburger, 1948)

    O Rio do Desespero (Renoir, 1951)

    O Bandido Giuliano (Rosi, 1962)

    Rastros de Ódio (Ford, 1956)

    Contos da Lua Vaga (Kenji, 1953)

    Um Corpo que Cai (Hitchcock, 1958)

     

  19. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:48 am

    Guillermo del Toro

     
    Oito e

    Guillermo del Toro

     

    Oito e Meio (Fellini, 1963)

    A Bela e a Fera (Cocteau, 1946)

    Frankenstein (Whale, 1931)

    Monstros (Browning, 1932)

    Os Bons Companheiros (Scorsese, 1990)

    Ouro e Maldição (von Stroheim, 1925)

    Os Esquecidos (Bunuel, 1950)

    Tempos Modernos (Chaplin, 1936)

    Nosferatu (Murnau, 1922)

    A sombra de uma dúvida (Hitchcock, 1943)

  20. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:49 am

    Francis Ford Coppola

    Se Meu

    Francis Ford Coppola

    Se Meu Apartamento Falasse (Wilder, 1960)

    Cinzas e Diamantes (Wajda, 1958)

    Homem Mau Dorme Bem (Kurosawa, 1960)

    Os Melhores Anos das Nossas Vidas (Wyler, 1946)

    Os Boas Vidas (Fellini, 1953)

    O Rei da Comédia (Scorsese, 1983)

    Touro Indomável (Scorsese, 1980)

    Cantando na Chuva (Donen/Kelley, 19510)

    Aurora (Murnau, 1927)

    Yojimbo — O Guarda-Costas (Kurosawa, 1961)

     

  21. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:51 am

    Edgar Wright

     
    2001 — Uma

    Edgar Wright

     

    2001 — Uma Odisseia no Espaço (Kubrick, 1968)

    Um Lobisomem Americano em Londres (Landis, 1981)

    Carrie, A Estranha (de Palma, 1976)

    Dames (Enright/Berkeley, 1934)

    Inverno de Sangue em Veneza (Roeg, 1973)

    Diabo a Quatro (McCarey, 1933)

    Psicose (Hitchcock, 1960)

    Arizona Nunca Mais (Coen, 1987)

    Táxi Driver (Scorsese, 1976)

    Meu Ódio Será Tua Herança (Peckinpah, 1969)

  22. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:52 am

    Christopher Nolan

     
    Traidor

    Christopher Nolan

     

    Traidor (Frears, 1984)

    12 Homens e uma Sentença (Lumet, 1957)

    Além da Linha Vermelha (Malick, 1998)

    O Testamento do Dr. Mabuse (Lang, 1933)

    Contratempo (Roeg, 1980)

    Furyo, em Nome da Honra (Oshima, 1983)

    For All Mankind (Reinert, 1989)

    Koyaanisqatsi: Uma Vida Fora de Equilíbrio (Reggio, 1983)

    Grilhões do Passado (Welles, 1955)

    Ouro e Maldição (von Stroheim, 1925)

  23. anarquista sério

    7 de maio de 2017 6:56 am

    OS MELHORES FILMES DE TODOS

    OS MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS ,SEGUNDO NOVE DIRETORES FUNDAMENTAIS

    Nem sempre escolher que filme assistir é uma tarefa fácil. Mesmo com diversas listas de recomendações na internet, ou a possibilidade de verificar a avaliação que cada filme possui nos serviços de streaming, muitas vezes o espectador tem a sensação de ter perdido um valioso tempo de sua vida quando vê os créditos começando a subir na tela.

    A situação seria diferente se fosse possível receber recomendações de diretores de cinema renomados nos momentos de dúvida. Pensando nisso, a revista “Esquire” reuniu os melhores filmes de todos os tempos, de acordo com Stanley Kubrick, Woody Allen, Francis Ford Coppola, Quentin Tarantino, Edgar Wright, Guillermo del Toro, Christopher Nolan, Martin Scorsese e Steve McQueen.

  24. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:00 am

    O Pagador de Promessas, de

    O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, (1962)

     

    O cinema brasileiro contemporâneo tem rendido muita porcaria (essas comédias escrachadas, que mais parecem telenovelas globais com uma hora e meia de duração, são vergonhosas), mas muita coisa boa também (“Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho, “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, e as duas partes de “Tropa de Elite”, de José Padilha, são ótimos exemplos de cinema nacional de qualidade). Apesar disso, faço gosto em citar “O Pagador de Promessas”, de 1962. Eis aí um filme mais lembrado pela premiação que levou (a Palma de Ouro em Cannes) que propriamente assistido. Na verdade, a película de Anselmo Duarte, que narra a jornada do Zé do Burro, o campônio que atravessa o sertão baiano a carregar a cruz redentora de sua promessa, é uma bonita representação da riqueza cultural brasileira, sem descuidar da crítica mordaz à burocracia eclesiástica que corrói a fé ao erguer muros discriminatórios e excludentes dos devotos.

  25. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:02 am

    Aguirre — a Cólera dos

    Aguirre — a Cólera dos Deuses, de Werner Herzog, (1972)

     

    No século 16, conquistadores espanhóis partem numa expedição em busca do Eldorado. Mas a selva amazônica reserva-lhes muitos perigos além dos ataques dos nativos. O ambicioso Lope de Aguirre assume o comando e lidera o grupo numa incursão suicida em busca de ouro. Esse é o mote desta produção alemã, de 1972, de alta densidade psicológica. Seu diretor Werner Herzog prima pela abordagem da loucura, a filmar cenas lindas de uma natureza selvagem que aprofunda o isolamento e a angústia dos conquistadores, na medida em que os aproxima mais e mais da morte. Destaque para a atuação de Klaus Kinski. Sua personagem Aguirre quase não fala; toda sua demência é denunciada por uma postura corporal trôpega e um olhar insano como poucas vezes se viu no cinema. Coisa de gênio.

  26. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:03 am

    Deixa Ela Entrar, de Tomas

    Deixa Ela Entrar, de Tomas Alfredson, (2008)

     

    A exploração do mito do vampiro numa perspectiva antivampiresca. Parece contraditório? Pois é, já que o suspense “Deixa Ela Entrar”, do sueco Tomas Alfredson, consegue se apropriar da figura estereotípica do vampiro (no caso, a vampira Eli) qual uma ponte para desenvolver uma trama psicologicamente violenta sobre o bullying e a solidão pubescente. Méritos do diretor, que, para criar um clima sombrio e atemorizante, não precisou socorrer-se do “terror de açougueiro”, despejando litros de sangue e violência gratuita, prática cretina que veio a vulgarizar-se na indústria. Experimente convidar a namorada para ver o filme, alegando tratar-se de spin-off europeu de “Crepúsculo”, e surpreenda-a com um lindo tratado psicológico sobre a crueldade e a solitude humanas.

  27. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:04 am

    Drive, de Nicolas Winding

    Drive, de Nicolas Winding Refn, (2011)

     

    “Drive”, do dinamarquês Nicolas Winding Refn, é um exemplo maravilhoso de como um blockbuster de ação, quando bem dirigido, pode atingir a excelência fílmica. A história do dublê de cinema que à noite trabalha como piloto de fuga, ajudando bandidos, impressiona pelas referências estéticas (fortemente inspirada nos filmes da década de 1980), pela fotografia (a cidade escura) e pelo ritmo da narrativa, que alterna lentidão e celeridade, delicadeza e violência extrema. A cena do beijo no elevador entre o motorista (o protagonista não tem nome) e Irene é de uma sensibilidade artística tão grande que vale mais que todas as comédias românticas já produzidas em Hollywood.

  28. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:05 am

    8½, de Federico Fellini,

    8½, de Federico Fellini, (1963)

     

    O que torna “8½” tão especial é a ousadia do seu diretor. Com esse filme, Fellini desconstrói os modelos narrativos lineares do cinema. Para desenvolver a trama derredor do cineasta Guido Anselmi, atormentado por uma crise criativa que obstaculiza suas ideias, impedindo-o de conceber novos filmes, o diretor italiano optou por criar uma atmosfera onírica, que a todo o momento leva o expectador a questionar se o que vê é sonho ou realidade (ou mesmo nenhum dos dois). É um filme de difícil compreensão por parte do público que se acostumou a pensar que uma história deve ter começo, meio e fim (ainda que alguns dos elementos estejam invertidos na urdidura narrativa). Em “8½”, tudo que há são metáforas visuais fantasmáticas que se misturam a lembranças oriundas duma mente atormentada por uma tríade de fracassos: o artístico, o moral (repressão religiosa) e o amoroso (as mulheres que não soube amar).

  29. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:06 am

    Ladrões de Bicicleta, de

    Ladrões de Bicicleta, de Vittorio de Sica, (1948)

    Fortemente influenciado pelas consequências que a 2ª Guerra Mundial impôs à população italiana na década de 1940, o movimento neorrealista tem em “Ladrões de Bicicleta”, de 1948, um de seus exemplares mais bem realizados. O diretor Vittorio de Sica conduz a narrativa de maneira pungente. O desemprego assola o país arrasado pelo conflito bélico. Os homens saem à cata de trabalho, necessitados que estão em pôr comida na mesa de suas famílias. É nesse contexto pobríssimo que Ricci consegue, após muita dificuldade, um emprego. Sua função é colar cartazes nas ruas. Seu instrumento de trabalho é a bicicleta. Ricci se desfaz de toda sua parca economia. Compra uma bicicleta, mas ela é roubada. Desesperado, temente ao desemprego, Ricci parte com seu filho Bruno numa jornada incansável pelas ruas da cidade, a farejar o rastro do ladrão. Se falhar, sua pena (e a de sua família) é a miséria. “Ladrões de Bicicleta” é, sem dúvida, um dos filmes mais tristes de todos os tempos. Uma obra-prima.

     

  30. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:08 am

    Onde começa o inferno, de

    Onde começa o inferno, de Howard Hawks, (1959)

     

    O título nacional pomposo (mas que eu adoro) ignora o quanto de humor Hawks inseriu no seu filme. Os estereótipos que “No tempo das Diligências” ajudou a fundar em 1939 apresentam-se já consolidados neste filme de 1959: o xerife Chance, seu ajudante alcoólatra Dude, o vaqueiro egoísta Colorado Ryan (que faz, quando em quando, o papel de anti-herói), a beldade Feathers. É um filme que mostra como as relações locais de poder podem subjugar a autoridade do Estado — tese figurada no grupelho, liderado pelo xerife, que tenta resistir heroicamente à invasão à delegacia comandada pelo poderoso rancheiro Nathan Burdette. A cena em que Colorado e Dude, sitiados na delegacia, principiam a cantar “My Rifle, My Pony and Me”, de Dean Martin, é tão cativante que dá vontade de pegar o violão e cantar junto!

  31. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:09 am

    No Tempo das Diligências, de

    No Tempo das Diligências, de John Ford, (1939)

     

    John Ford eternizou-se em 1956 com “Rastros de Ódio”, sua obra-prima, presença constante na lista dos melhores filmes de todos os tempos. Mas o diretor dos filmes de faroeste começou a dar mostras do seu talento bem antes. Com “No Tempo das Diligências”, de 1939, Ford funda os estereótipos que permeariam boa parte das narrativas ambientadas no Velho-Oeste a partir de então: o xerife impoluto, o banqueiro cainho, o bêbado inconveniente, o anti-herói sedento de vingança, o ataque dos índios às diligências, as belas mulheres que convém proteger (e esposar). Eis aí um elenco de personagens carismáticos que, uma vez reunidos numa diligência, terão de enfrentar os perigos da travessia enquanto aprendem a difícil arte da convivência humana.

  32. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:10 am

    Casablanca, de Michael

    Casablanca, de Michael Curtiz, (1942)

     

    A história de encontros e reencontros da vida retratada com uma beleza poética indescritível. Um amor genuíno, que a guerra separou em Paris, tem a chance de acertar as contas em Casablanca (Marrocos). Rick, o insensível proprietário do bar, defronta-se com a amargura do amor perdido, que torna a assombrá-lo com a volta de Ilsa, que ele descobre casada com Victor Laszlo, o líder da resistência que planeja escapar à perseguição nazista. Estaria Rick disposto a ajudar Laszlo, mesmo que isso acarretasse a perda do amor de sua vida? É o tipo de pergunta que só pode ser respondida em “Casablanca” ao som de “As Time Goes By”.

  33. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:11 am

    A Separação, de Asghar

    A Separação, de Asghar Farhadi, (2011)

     

    Outra pérola recente do cinema iraniano. Um filme de 2011 que põe o dedo na ferida das tradições familiares de um país de moral teocrática rígida. O processo de divórcio do casal Nader e Simin serve como pretexto para atualizar a discussão em torno da fragilidade dos laços humanos num mundo de instituições anacrônicas. Decisões dramáticas, em princípio de consequências unilaterais, reverberam em estereotipagens consagradas (o papel da mulher na família) e na vida de terceiros, a causar o desfazimento não só da relação conjugal, mas a separação de muitos outros valores.

  34. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:13 am

    Close-up, de Abbas

    Close-up, de Abbas Kiarostami, (1990)

    O Irã é um país muito conhecido dos brasileiros pela polêmica política externa que adota. É uma pena que se resuma a isso. A milenar cultura persa, de que o povo iraniano é herdeiro, é riquíssima. Tão rica quanto o cinema que se faz por lá. “Close-up”, filme de 1990 do diretor Abbas Kiarostami, é um exemplo primoroso disso. A história de Sabzian, um homem tão apaixonado por cinema que forja a própria identidade autoral para enganar uma família, entrelaça documentário e ficção de maneira brilhante, a permitir uma salutar reflexão quanto aos limites da impostura (na vida como na arte cinematográfica).

     

  35. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:14 am

    Cidadão Kane, de Orson

    Cidadão Kane, de Orson Welles, (1941)

     

    Este é um caso curioso de um filme que me parece prejudicado pelo prestígio que alcançou merecidamente junto à crítica. Incensado como “o melhor filme de todos os tempos”, enriquecido com centenas de teses acerca da correta interpretação do “Rosebud”, admirado pela técnica do diretor, empregada na condução de uma narrativa complexa, muita vez falta quem diga que a história do magnata que constrói um império jornalístico e tenta ingressar na vida política é bastante atual, especialmente no Brasil, que é pródigo em formar seus “Cidadãos Kane”. A diferença é que por aqui a vida pessoal desses magnatas não costuma ser infeliz como a de Charles Foster Kane. O “Cidadão Kane” brasileiro não tem escrúpulos.

  36. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:15 am

    A Fraternidade é Vermelha, de

    A Fraternidade é Vermelha, de Krzysztof Kieslowski, (1994)

     

    O problema com trilogias fílmicas é o risco que o diretor corre de não conseguir sustentar um padrão elevado de qualidade em todas as películas (vide o exemplo de Francis Ford Coppola, que, após dirigir com brilhantismo as duas primeiras partes de “O Poderoso Chefão”, falhou miseravelmente ao encerrar a saga da família Corleone). O polonês Krzysztof Kieslowski, felizmente, evitou esse risco. Sua ambiciosa Trilogia das Cores já tinha produzido dois filmes exitosos (“A Liberdade é Azul” e “A Igualdade é Branca”) quando veio à lume “A Fraternidade é Vermelha”, de 1994. De fato, Kieslowski reservou o melhor de sua trilogia inspirada nas cores da bandeira francesa para o capítulo final. Ao narrar história do juiz aposentado que espiona seus vizinhos, o diretor posiciona a bela Valentine como epicentro da compaixão fraternal que se pode transmudar no amor contrito — o único capaz de redimir a solidão e a tristeza de toda uma vida.

  37. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:16 am

    Era Uma Vez em Tóquio, de

    Era Uma Vez em Tóquio, de Yasujiro Ozu, (1953)

    Filme que assinala a maturidade artística de um dos maiores cineastas do século 20, o japonês Yasujiro Ozu. Com sua câmera parada, Ozu tinha a pretensão de captar a vida em sua fluidez natural. Nascia a estética do anticinema, oposição à grandiloquência hollywoodiana. O resultado é um filme lento (talvez o mais lento da história), a contar a saga do casal de idosos que viaja a Tóquio para rever seus filhos. E é exatamente esse compromisso inarredável com os detalhes que torna tão importante resgatar o cinema de Ozu: como estamos a viver na era da modernidade líquida (BAUMAN), no bojo da qual a velocidade fragiliza os laços humanos, a lentidão narrativa de “Era Uma Vez em Tóquio” contraria o porvir, a configurar-se num invulgar ato de resistência do artista (que enfrenta as pressões estéticas do seu tempo) e do público (que assim demonstra seu amor à potencialidade narrativa do cinema).

     

    1. Ivan de Union

      7 de maio de 2017 9:00 pm

      Tou nos 11 minutos e nao

      Tou nos 11 minutos e nao tenho ideia de onde esse filme ta indo, mas que eh lindo, isso eh!

      https://www.youtube.com/watch?v=pCpWRDVzyY

      (So legendas em ingles e espanhol, som original em japones.)

  38. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:17 am

    A Felicidade Não se Compra,

    A Felicidade Não se Compra, de Frank Capra, (1946) 

    O mais belo filme de Natal de todos os tempos. Essa é uma definição perfeita para “A Felicidade Não se Compra”. Mas o filme de Capra vai além. Filmado em 1946, é um retrato do apogeu estilístico da “Era de Ouro” de Hollywood, quando os filmes eram feitos para enaltecer as qualidades morais do indivíduo, além de elevar a autoestima da população. A fábula da cidade de Bedford Falls, do homem que é visitado por um anjo ao bater as portas do suicídio, é um daqueles casos raros em que um filme é capaz de salvar vidas.

     

  39. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:20 am

    15 FILMES QUE SÃO DIAMANTES

    15 FILMES QUE SÃO DIAMANTES PARA O CÉREBRO

       O que importa é que são quinze bons filmes que, da mesma maneira que os bons livros, podem muito bem servir como generosos diamantes para o cérebro.

  40. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:27 am

    BM, idéias inteligentes para

    BM, idéias inteligentes para cidades ainda mais inteligentes

    20

  41. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:28 am

    Mestre Limpo

    Mestre Limpo

    14

  42. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:28 am

    . Lego

    . Lego

    13

  43. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:29 am

    . Genial!

    . Genial!

    12

  44. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:30 am

     loja de jogos

     loja de jogos

    11

  45. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:30 am

    Burger King não se encaixa em

    Burger King não se encaixa em uma caixa de Big Mac

    9

  46. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:31 am

    McDonalds

    McDonalds

    8

  47. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:32 am

    Massas Mondo

    Massas Mondo

    7

  48. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:33 am

    Meu malvado favorito 2

    Meu malvado favorito 2

    6

    1. Ivan de Union

      7 de maio de 2017 8:43 pm

      Quase vomitei a primeira e

      Quase vomitei a primeira e ultima vez que comi essa porcaria!  O oleo do “creme” eh puro produto quimico, eh igual comer petroleo.

  49. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:34 am

    Fones de ouvido Bose

    Fones de ouvido Bose

    5

  50. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:35 am

     Óculos de segurança 3M

     Óculos de segurança 3M

    4

    1. wilma

      7 de maio de 2017 5:54 pm

      glass =  vidro

      glass =  vidro

  51. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:35 am

     Aparador de pelos de nariz

     Aparador de pelos de nariz Panasonic

    3

  52. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:36 am

    Gilette

    Gilette

    2

  53. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:37 am

     Escola do balé da Joffrey

     Escola do balé da Joffrey

    1

  54. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:38 am

    14 anúncios publicitários

    14 anúncios publicitários brilhantes que foram feitos por verdadeiros gênios

  55. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:53 am

    Marcius Melhem
    Atrapalhando o

    Marcius Melhem

    Atrapalhando o tráfego

    O cérebro faz associações que a gente não controla. E até por isso deve prestar atenção. Quando vi o foco que a imprensa deu à greve geral da semana passada, na hora me veio um trecho da música “Construção”, de Chico Buarque.

    “Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.”

    Chico fez a inversão de importância como crítica, pra tocar na ferida. No caso da cobertura da greve, o dedo passou foi longe da ferida mesmo. A impressão é que a grande consequência de tudo aquilo foi atrapalhar o tráfego. Mas é disso que se trata quando pessoas saem às ruas em todo o Brasil?

    Não sei o que Chico Buarque acha disso, mas sei que outras músicas dele poderiam –aí por associação voluntária– ilustrar nosso momento complicado.

    A respeito de mensalões e petrolões, já vi usarem o trecho de “Vai Passar” que diz: “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações”.

    Sobre aquela votação no Congresso em que deputados aproveitaram a madrugada do acidente com o avião da Chapecoense pra desfigurar um pacote anticorrupção, “Cálice” iria bem: “Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano”.

    A corrupção e a má gestão que devastaram economicamente o Rio de Janeiro poderiam desembocar no verso de “Futuros Amantes”: “Quem sabe, então, o Rio será alguma cidade submersa”.

    Chico tem letras pra qualquer estratégia de defesa dos acusados de corrupção. “Todo o Sentimento” para os que não se assumem culpados (“onde não diremos nada, nada aconteceu”) e “Anos Dourados” para os que resolvem delatar (“e deixo confissões no gravador”)

    A gafe mais recente de Temer, ao dizer que o Brasil precisa de um marido pouco tempo depois de reduzir a importância econômica das mulheres à sua presença nos supermercados, parece o verso de “Bom Conselho”: “Aja duas vezes antes de pensar”.

    Voltando à greve geral, fiquei muito assustado com a quantidade de pessoas que usaram Chico pra gritar “Vai Trabalhar Vagabundo” a pessoas que exerciam seus direitos.

    Se bem que isso soa até suave, perto da violência do cassetete no rosto daquele estudante de Goiânia, que se não estivesse sedado e em estado grave (até a hora em que entrego esta coluna), poderia dizer que estava ali porque “a gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar”.

    Realmente este é um país “que não tem conserto nem nunca terá”. 

  56. anarquista sério

    7 de maio de 2017 7:57 am

    Mauricio Stycer
    Além das

    Mauricio Stycer

    Além das palhaçadas aos domingos

    Por muito tempo, até meados da década de 1970, Silvio Santos escondeu do público que era casado com Maria Aparecida Vieira e tinha duas filhas, Cintia e Silvia. Também mentia sobre a sua idade, achando que o mistério em relação à vida pessoal era um ingrediente importante na imagem que projetava.

    Num famoso depoimento, em seu próprio auditório, em fevereiro de 1988, Silvio se penitenciou publicamente: “Quando me lembro da minha mulher que morreu, e quando me lembro que eu dizia que era solteiro… Quando eu me lembro que eu escondia as minhas filhas pra poder ser um galã, para poder ser o herói…. Quando eu falo com a minha consciência, eu acho que é uma das coisas imperdoáveis que eu fiz, diante da minha imaturidade”.

    Sumido dos palcos por quatro semanas, Silvio estava emocionado. Havia acabado de retornar dos Estados Unidos, onde passou por uma bateria de exames médicos e tratou de um problema nas cordas vocais. Anunciou que pretendia deixar os palcos em 1990.

    Com muita sinceridade, observou: “O povo tem admiração por mim, se preocupa com a minha saúde. Então, eu me perguntei: o que eu faço por este povo? Nada. Palhaçada aos domingos. Será que um homem com 57 anos, com maturidade, com inteligência, não pode fazer mais alguma coisa por este povo? Será que esse homem que tem uma rede de televisão não pode dar um pouco mais a este povo que o circo, no bom sentido?”.

    E, refletindo sobre o que faria com tempo livre depois que deixasse os palcos, disse: “Deus queira que eu não entre na política e comece a fazer comício e a subir em palanque. Se entrar em mim o demônio da política, eu vou ter condições de exorcizá-lo”.

    Duas semanas depois destas declarações de impacto, como bem lembra Fernando Morgado no recém-lançado “Silvio Santos, a Trajetória do Mito” (Matrix, 208 págs., R$ 39,90), o apresentador se filiou ao PFL.

    Foi o início de uma das mais desastradas aventuras pela política de uma celebridade brasileira. No intervalo de cinco anos, tentou ser candidato a prefeito de São Paulo (duas vezes), presidente da República e governador do Estado. Por completa inabilidade e excesso de sinceridade, fez tudo errado e nunca conseguiu ver o seu nome numa cédula eleitoral.

    Desistiu de ser candidato, mas nunca perdeu o hábito de bajular políticos. O livro de Morgado lembra dos seus elogios a João Figueiredo (“um sujeito firme”), Jânio Quadros (“um gênio”), Collor (“é boa-pinta e fala bem”) e Fernando Henrique (“o melhor presidente que o Brasil já teve, comparável a Juscelino Kubitschek”).

    O livro também lembra que Silvio pediu ajuda a Collor no início dos anos 1990 (“Ele me socorreu num momento em que os bancos, diante da minha situação, queriam cobrar juros exorbitantes”) e a Lula, em 2010, quando tornou-se público o rombo no Banco PanAmericano.

    Em caso de novas edições do livro, Morgado terá que atualizar o capítulo sobre política. Agora em abril, Silvio Santos deu sinais do seu apreço por Temer. Não falou nada em público, mas atendeu a um pedido do presidente, feito no salão do cabeleireiro Jassa, como noticiou o “Painel”, da Folha, para defender a proposta de reforma da Previdência.

    Desde então, o SBT tem exibido mensagens institucionais alarmistas, como: “Você sabe que se não for feita a reforma da Previdência, você pode deixar de receber o seu salário?” É Silvio cumprindo a sua promessa, feita em 1988, de ir além das palhaçadas de domingo. 

    1. Ivan de Union

      7 de maio de 2017 8:38 pm

      “Desde então, o SBT tem

      “Desde então, o SBT tem exibido mensagens institucionais alarmistas, como: “Você sabe que se não for feita a reforma da Previdência, você pode deixar de receber o seu salário?” É Silvio cumprindo a sua promessa, feita em 1988, de ir além das palhaçadas de domingo”:

      Nao ha “post-verdade” que salva um ator feio pra caralho fazendo papel de galan…  A tentativa eh ofensiva, tipo “voce nao viu o que viu, viu o que eu disse que viu”.

      NAO VI NAO.  VI O QUE EU VI.

  57. anarquista sério

    7 de maio de 2017 8:13 am

    No seriado Criminal Minds há

    No seriado Criminal Minds há um gênio (o mais novo deles) que sabe tudo e mais um pouco.Ele também com sua leitura dinâmica consegue ler livros em minutos.

    Será o caso deste cara ou ele lê apenas sinopse e resenha ? —todo dia ele escreve sobre um livro.

    Será que o título da coluna é mera coincidência ?

    Hélio Schwartsman

    Guia prático da mentira

    “Quatro em cada cinco dentistas recomendam Colgate.” Você provavelmente já ouviu alguma variante desse tipo de anúncio de pasta de dente, mas ele é verdadeiro? Neste caso específico, a propaganda foi investigada pela agência de autorregulamentação publicitária britânica, que descobriu algumas coisas interessantes.

    Tecnicamente, o dito corresponde ao resultado de uma pesquisa feita com profissionais de saúde bucal. O que a Colgate não conta é que a sondagem permitia que os dentistas recomendassem mais de um dentifrício e que o produto do principal concorrente foi mencionado quase tantas vezes quanto o do anunciante.

    Todos sabemos que dá para mentir dizendo só verdades. O que Daniel Levitin faz em “Weaponized Lies” (mentiras como armas) é ensinar vários truques para engambelar o cidadão, ou, se você estiver do outro lado do balcão, para defender-se das “pós-verdades” e “fatos alternativos” que políticos, marqueteiros, publicitários, jornalistas e mesmo concidadãos possam tentar impingir-nos.

    “Weaponized” pode ser descrito como um manual de pensamento crítico, com ênfase em estatística e probabilidade. Gostei em especial do capítulo em que ele mostra como mentir utilizando gráficos.

    Didático, Levitin desbrava tópicos complicados, como as falácias lógicas e a inferência bayesiana, nos quais nossas intuições frequentemente falham. Faz tudo isso com muita clareza e bastante humor, sem deixar de dar exemplos práticos.

    A obra fica ainda mais importante quando se considera que jovens têm problemas para navegar no mundo das afirmações baseadas em evidências. Recente estudo da Universidade Stanford com 7.800 alunos do ensino fundamental dois a universidades mostrou que eles eram consistentemente péssimos em distinguir mentiras de notícias que vinham de fontes confiáveis. O pesquisador resumiu os resultados como “sombrios”.

  58. anarquista sério

    7 de maio de 2017 8:20 am

    Paula Cesarino Costa  

    Paula Cesarino Costa    —ombudsman

    Pior profissão?

    Questionei alguns repórteres da Folha de diferentes gerações e áreas de atuação se concordavam com o resultado da pesquisa, por que persistem na profissão e se já testemunharam alguma ameaça à liberdade de imprensa.

    Destaco os principais pontos de suas respostas.

    “Eu me sinto feliz como repórter. A graça do jornalismo está em poder ser testemunha ocular da história do nosso tempo. E só o repórter vive a história ao vivo e em cores.

    Eu não me sinto ameaçado nem creio que haja ameaças nos grandes centros. Mas é óbvio que, no interiorzão, há sérias ameaças, sim, bem como em países como o México, por exemplo, para não mencionar Venezuela e outras ditaduras, abertas ou disfarçadas”

    CLÓVIS ROSSI, 74 anos, repórter especial e colunista, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por um Nuevo Periodismo Iberoamericano

    *

    “O repórter ainda é quem faz a história andar no jornalismo, quem desvenda o que poderosos querem esconder. Há um certo romantismo nessa visão, mas é isso que me move: o furo e a revelação, narrados de uma maneira clara e direta.

    O que causa stress é saber que a profissão corre o risco de extinção, ao menos do modo como existiu no século 20, e a demissão é uma perspectiva muito palpável. O que estressa é não ver perspectiva alguma de futuro. “No future” deixou de ser um slogan punk; virou um mote real.”

    MARIO CESAR CARVALHO, 56 anos, repórter especializado em jornalismo investigativo, autor dos livros “O Cigarro” e “Carandiru – Registro Geral”

    *

    “Penso que o atual clima político/econômico/social, associado aos sucessivos cortes nas redações, esteja contaminando bem o estado de ânimo do repórter, deixando-o sem muita perspectiva. As críticas públicas, muitas vezes infundadas e disseminadas como pólvora nas redes sociais, sem dúvida, é outro importante fator de estresse. Tenho 30 anos de reportariado e o que ainda me faz perseverar é a crença de que podemos, a partir das nossas matérias, promover mudanças na sociedade e trazer mais transparência aos processos nas esferas públicas.”

    CLÁUDIA COLLUCCI, 49 anos, repórter especial e colunista especializada em saúde, autora de “Quero ser mamãe” e “Por que a gravidez não vem?”

    *

    “Uma coisa boa de ser repórter, principalmente na atualidade, é poder desenvolver seu trabalho sem ter que adotar um lado ou vestir ardorosamente uma camisa. A busca pela isenção, inerente ao jornalismo, ajuda a manter uma posição equilibrada sobre os fatos, em tempos nos quais até os grupos de discussão familiares nas redes sociais são ringues.

    A mudança que tenho percebido é que os repórteres têm muito menos tempo para fazer suas apurações e muitas vezes são seduzidos pela busca apenas pelas fontes oficiais. A Lava Jato acentuou um movimento da imprensa de procurar vazar documentos da Polícia Federal, Ministério Público, Justiça e advogados, e não desenvolver investigações próprias. É preciso buscar as pessoas comuns em seus locais de trabalho e nas ruas, para não esquecermos para quem nós trabalhamos.”

    FLÁVIO FERREIRA, 44 anos, repórter investigativo e vencedor do Prêmio Folha 2016 com reportagem sobre sítio ligado a Lula

    *

    “Eu acho profissão de repórter a melhor do mundo. Tenho o privilégio de conhecer pessoas incríveis e contar parte da história delas, tentar entender movimentos que mudam o mundo, denunciar problemas que prejudicam muita gente.

    Hoje em dia, todo mundo é opinador compulsivo. Mas nada substitui a testemunha ocular, o repórter fuçador, que vai ouvir as diferentes versões, procurar os documentos, entrevistar as pessoas afetadas por determinadas políticas e as pessoas que formulam essas políticas.

    Comparando o Brasil como países como a Turquia, acho difícil dizer que não existe liberdade de imprensa no país. Acho que a maior ameaça à imprensa hoje é a perda de credibilidade. Para muitos leitores ou ‘consumidores de notícias’, a notícia replicada e às vezes deturpada pelo site xis tem o mesmo valor que a reportagem produzida pelo jornal tradicional, visto cada vez mais como enviesado. E algumas vezes, de fato, os jornais ou TVs são enviesados.”

    PATRÍCIA CAMPOS MELLO, 42 anos, repórter especial e colunista, fez três viagens à Síria, única repórter brasileira a conseguir entrevistar um comandante do Estado Islâmico

    *

    “Tenho certo desânimo com a forma como a notícia é disseminada hoje. Escrevo sobre política, e qualquer matéria que faça e não seja um publieditorial de uma causa (à direita ou à esquerda) me faz alvo de um ódio personalizado sem tamanho nas redes sociais. Você cria uma casca para isso. O desgosto maior é perceber que grande parte do leitorado parece querer consumir apenas o que já vai ao encontro de suas certezas.

    Ainda acho que é possível mudar o mundo de pouquinho em pouquinho com o jornalismo, seja com matérias que nos dão um sorriso no rosto, seja com denúncias etc. É preciso não se acomodar com matérias burocráticas. O jornal vai embrulhar o peixe no dia seguinte? Vai. Mas… “Scripta manent” (TEMER, Michel, 2015).”

    ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, 30 anos, foi correspondente internacional durante a última eleição americana e atualmente é repórter do caderno Poder

     

  59. anarquista sério

    7 de maio de 2017 8:24 am

    ”A defesa de direitos

    ”A defesa de direitos adquiridos dos servidores lembra os argumentos dos proprietários de escravos no fim do século 19. A seu ver, todos temos que trabalhar para sustentar os seus privilégios. ”

    Marcos Lisboa

    Quem paga pelos direitos adquiridos?

     

    Afinal de contas, por quanto tempo seremos reféns das corporações?

    Desde o ano passado, diversas reformas que propõem tratar os iguais como iguais e dar transparência aos gastos com pessoal têm sido veementemente rejeitadas por grupos de servidores públicos.

    No exemplo mais recente, a deliberação sobre a reforma da Previdência, alguns chegaram a invadir a Câmara, ameaçando os deputados em defesa dos seus privilégios.

    Com violência e intimidação, argumentam que defendem o bem comum, merecendo receber salários muito acima da renda média do brasileiro, e ficam revoltados quando o Congresso delibera sobre as suas aposentadorias precoces.

    Talvez esteja na hora de discutir os direitos adquiridos e a estabilidade dos servidores públicos, sobretudo quando usam de violência ou põem em risco a vida dos cidadãos.

    Não é aceitável a ameaça aos deputados nem a paralisação dos serviços de segurança pública – além do mais, ilegal.

    Por que alguns servidores públicos têm que ser ressarcidos pelas despesas comezinhas que todos nós pagamos com nossos impostos?

    Todos, menos os servidores de alguns poderes públicos, que recebem salários várias vezes maiores do que a renda média no Brasil, além de auxílios que, supostamente, indenizam-nos pelos seus gastos com moradia e educação dos seus filhos, entre muitos outros.

    Existe a corrupção inaceitável em meio a ilícitos injustificáveis, como o caixa dois. Existem também corporações privilegiadas com benefícios pagos com recursos do público.

    Muitos servidores não aceitam a revisão dos seus benefícios, pois argumentam que essa era a regra quando optaram pela carreira pública. Alguns reagem com violência às propostas de reforma da Previdência ou de maior transparência aos auxílios que recebem para suas despesas comezinhas.

    Para o setor privado, no entanto, não existem direitos adquiridos.

    Uma fábrica produz por muitos anos e a decisão de construí-la requer analisar o desempenho esperado do mercado para verificar a sua viabilidade, e depende das regras tributárias e das obrigações trabalhistas. Com frequência, porém, essas regras são alteradas depois da fábrica pronta, reduzindo o resultado esperado; às vezes, inviabilizando-a.

    Por que é aceitável alterar as regras que afetam o setor privado e não os benefícios dos servidores? Afinal, todos tomamos decisões com base nas regras existentes, da mesma forma que as pessoas que optam pelo serviço público.

    A defesa de direitos adquiridos dos servidores lembra os argumentos dos proprietários de escravos no fim do século 19. A seu ver, todos temos que trabalhar para sustentar os seus privilégios. 

     

  60. anarquista sério

    7 de maio de 2017 8:31 am

    Painel do leitor

    Painel do leitor Folha

    Confesso que fiquei impressionado com a performance eleitoral e a atitude inicial de João Doria. Cheguei a pensar que poderíamos ter uma nova opção para o país e, quem sabe, resgatar alguns valores perdidos. Agora, contudo, vejo arrogância, personalismo e agressividade. Não acredito em líderes que agridem para se sobrepor ou para atrair simpatias de outros grupos.

    CARLOS ALBERTO DE MELLO (São Paulo, SP)

  61. anarquista sério

    7 de maio de 2017 8:35 am

    Painel

    Painel Folha

    Passional Guiomar Mendes, mulher do ministro do STF Gilmar Mendes, enviou mensagem emotiva a amigos e contatos no meio jurídico. No texto, fez enfática defesa do marido e condenou os ataques que ele vem sofrendo desde que votou pela libertação de presos da Lava Jato.

    Passional 2 Guiomar disse que o ministro “não se intimidará”. “Cumprirá a missão debaixo de saraivadas, mas não recuará.” No Supremo, a mensagem foi vista como sintoma do acirramento na corte e de que, apesar da aparência inabalável, Gilmar sentiu o peso das críticas.

    Passional 3 “O juiz observa regras e essas regras nem sempre são compreendidas”, escreveu Guiomar. No trecho mais forte, chamou de”desinformados infelizes” os que não percebem que, “em última análise, são os que ele mais objetiva proteger”.

  62. anarquista sério

    7 de maio de 2017 8:52 am

    Li por aíGuzzo: “Gilmar

    Li por aí

    Guzzo: “Gilmar Mendes é uma fotografia ambulante do subdesenvolvimento brasileiro”

    Enquanto a Veja faz acrobacias para tentar justificar a soltura de José Dirceu pela Segunda Turma do STF, José Roberto Guzzo, ex-diretor e atual colunista da revista, publica uma artigo, digamos, “conspiratório”, intitulado “Gilmar e Guiomar”.

    “O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, é uma fotografia ambulante do subdesenvolvimento brasileiro. Não há nada de especial com ele — é apenas mais um, na multidão de altas autoridades que constroem todos os dias o fracasso do país. Mas o ministro habita o galho mais elevado do Poder Judiciário, e é ali, no fim das contas, que se resolve se o Brasil é governado sob o império da lei, como acontece obrigatoriamente nas nações bem sucedidas, ou se, ao contrário, é governado segundo os desejos pessoais dos que mandam na vida pública, como acontece obrigatoriamente do Terceiro Mundo para baixo. Com as decisões que tem tomado, tirando da cadeia milionários envolvidos no maior processo de corrupção da história nacional, Mendes optou por adotar a figura do grão-magistrado de uma república bananeira — ele e mais outros tantos, entre os seus dez colegas do STF. Um requisito essencial para bloquear o desenvolvimento de um país é utilizar a lei para anular a eficácia da própria lei e eliminar as noções de “justo” e “injusto”. É como funciona, precisamente, a nossa mais alta corte de Justiça.

    Todos sabem o que o ministro Gimar Mendes acaba de fazer. Soltou o campeão nacional Eike Batista, empresário-modelo dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, preso no Rio de Janeiro por corrupção e outros crimes; em seguida, foi o voto determinante na decisão de soltar o ex-ministro José Dirceu, cuja folha corrida não cabe no espaço desta e das demais páginas da corrente edição. Não se vão discutir aqui, em nenhum dos dois casos, a hermenêutica, a ideologia, a holística e outras charadas da suprema doutrina jurídica, que nossos altos magistrados costumam utilizar para dar uma cara científica às suas sentenças — o autor deste artigo não entende nada de direito e, além do mais, seria inútil tratar de coisas incompreensíveis para qualquer mente humana em regime normal de operação (…) O problema do ministro Gilmar Mendes é muitíssimo mais simples; ele é casado com dona Guiomar Mendes, e dona Guiomar Mendes trabalha no escritório de advocacia Sérgio Bermudes, do Rio de Janeiro, muito procurado por magnatas em busca de socorro penal. Um deles é Eike Batista. Ou seja: “Gil” mandou soltar um cliente do escritório de “Guio”. Pode? É claro que não.

    O ministro, pela interpretação normal da palavra integridade, teria de ter passado o julgamento de Eike para um de seus colegas; não pode estar no STF e, ao mesmo tempo, decidir causas em que sua mulher tem interesses. Ele e seus admiradores alegam que o ato não foi flagrantemente ilegal. Bom, só faltava que fosse — até as ditaduras mais soturnas tentam evitar decisões 100% ilegais. Mas foi, com certeza, flagrantemente esquisito. (…) Mas sempre é possível achar na lei uma pirueta para legalizar aquilo que os julgadores querem que seja legal; há 500 anos eles estão achando saídas para tudo. Contrariam o senso mais compreensível de justiça. Transformam qualquer coisa em fumaça. Têm horror ao que chamam de “pensamento leigo”. Acham a lógica comum uma ameaça ao estado de direito. Não estão preocupados com fazer justiça. O que querem é defender os próprios interesses ou — vá lá — suas ideias e suas vaidades pessoais. É uma história ruim.”

     

    Os admiradores de Gilmar Mendes já chamaram José Roberto Guzzo de “canalha”?

  63. anarquista sério

    7 de maio de 2017 9:17 am

    (Sem título)

    Charge (Foto: Chico Caruso)

  64. anarquista sério

    7 de maio de 2017 9:20 am

    Número forjado
    Não diga

    Número forjado

    Não diga Ditinho. É mesmo ? Ah vá !

    A PF indiciou Marcos Coimbra, dono do Vox Populi.

    Ele é acusado de ter forjado um contrato de 750 mil reais para receber dinheiro ilegal da campanha de Fernando Pimentel, diz a Veja.

     

     

  65. anarquista sério

    7 de maio de 2017 9:53 am

    Provavelmente duas postagens

    Provavelmente duas postagens ficarão escondidas.Mas como as mesmas duas estão no Clipping,não há problema.

    Daqui em diante quem quiser postar neste espaço será lido antes de mim.

  66. Laura da Casa de Noca

    7 de maio de 2017 11:51 am

    Não vai aparecer ninguém para te salvar, Moro

     

    “Não quero que ninguém se machuque”, diz juiz em gravação

    EM VÍDEO, MORO PEDE A SEGUIDORES QUE NÃO APAREÇAM NO DEPOIMENTO DE LULA

    Não precisa pedir para não aparecer ninguém, porque em Curitiba já não ia aparecer ninguém mesmo para te apoiar, MORO.

    A última vez que tu pediste apoio à Curitiba, apareceu 15 malucos bradando o teu nome numa praça imensa que eu já me esqueci até do nome. 

  67. LACosta

    7 de maio de 2017 12:08 pm

    Somos todos baratas

    O estamento superior, a globo e as baratas.

    Recentemente assistindo um dos episódios do seriado da Netflix – Black Mirror (é uma série de televisão britânica antológica de ficção científica criada por Charlie Brooker e centrada em temas obscuros e satíricos que examinam a sociedade moderna, particularmente a respeito das consequências imprevistas das novas tecnologias. P/Wick) –

    O episodio: jovens são recrutados para combater os “sobreviventes” pobres que, sem alternativas naquele futuro, começam a “atacar” os moradores das periferias em busca de alimentos e segundo as “autoridades” da época, tudo que eles tocam contaminam e os alimentos têm que ser queimados. Esses são chamados baratas. Então os “marginalizados” em competição direta com “as baratas” reclamam e clamem pela ação do exercito para que os exterminem.

    Os jovens do exercito, psicopatas e matadores (a exemplo do policial de Goiania) se submetem a treinamentos e condicionados ao extermínio e um IMPLANTE diretamente no cérebro que faz com que as imagens de quem é barata tenham os rostos e o corpo distorcidos e pareçam agressivos e selvagens para que a “execução” pareça para quem as faz, justificáveis.

    Só que a exemplo, ou até mesmo vindo da mesma escola inglesa, ocorre um problema Aldous Huxleyano e um “implantado” começa a “falhar” e a “enxergar” os fatos e as imagens como realmente são e como realmente ele é e qual é a realidade nua, crua e verdadeira.

    Há 53 anos a globo vem fazendo implantes no povo brasileiro, em conluio com o estamento “superior” da sociedade, e transformando uma elite podre, alienada e desinformada em caçadores de baratas. Claro, incluindo e principalmente o judiciário e a “grande imprensa” brasileiros.

    ET.: não há spoiler. 

  68. anarquista sério

    7 de maio de 2017 3:56 pm

    Muito embora conheça muitos

    Muito embora conheça muitos  lugares do mundo, não significa  que conheça o país inteiro.

    A MASTER fez uma lista que ultrapassa a 900 lugares do mundo que conhecermos juntos.

    Pra mim Marbelha é insuperável;

    Pra Master é Paris.

    E vc ?

    1. Ivan de Union

      7 de maio de 2017 8:39 pm

      Qualquer lugar, cidade, vila,

      Qualquer lugar, cidade, vila, vilarejo, ou interior da Italia…

      Um dia eu vou mudar pra la!

      1. Frances

        8 de maio de 2017 2:26 pm

        Uma daquelas bem

        Uma daquelas bem escondidinhas… Anonimato total.  Quem sabe quando nada mais me prender aqui.  Sonho antigo poucas vezes posto à luz do dia…

    2. anarquista sério

      8 de maio de 2017 12:44 am

      A letra ”R’ SEMPRE foi minha

      A letra ”R’ SEMPRE foi minha sina.

      Não só na escrita—eu sempre acrescento como  no texto acima.

      Ruiva

      Renata

      Ruim

      ”Rependimento ”

      Raiva

      Ruina

      Rainha —ainda assim.

      Remorso.—ainda assim.

      RETORNO.

  69. anarquista sério

    7 de maio de 2017 11:35 pm

    Vc não precisava aprender

    Vc não precisava aprender mandarim pra ir pra China.—bastava o inglês.

    Bastava mas não basta mais.

    Explico :

    O idioma mandarim  é isolado—por isso que metade da China fala inglês.

    Agora então  a coisa mudou.

    A China com volúpia de tesão adolescente está aprendendo a língua ”’espanhola”

    Falando inglês e espanhol, quem precisa do mandarim?

    Só Mark  Zukerbeg pra fazer média com a avó da mulher dele,

    Ah vá !

     

  70. Ivan de Union

    7 de maio de 2017 11:36 pm

    TROCA DE REGRAS NO YOUTUBE!!!!!

    TODAS as primeiras 10 paginas do youtube, pagina principal, nao tem sequer uma sugestao que eu quero assistir, eh tudo PROPAGANDAS.

    Se chegar a isso eu paro de frequentar essa porra de Youtube AGORA:  nao hesitei de parar de assistir televisao ha mais de 4 decadas atraz e nao hesitaria em cortar essa putaiada agora nesse minuto da minha vida para todo o sempre.

    EU NAO ASSISTO PROPAGANDAS.

    EU QUERO MEUS ASSASSINOS EM SERIE DE VOLTA AGORA NESSE MINUTO, FILHOS DA PUTA.

    E MEUS GATOS ENGRACADOS, FILHOS DA PUTA.

    E MEUS COLD CASE FILES. FILHOS DA PUTA.

    E MEUS JUDGE JUDY’S E MEUS JUDGE BROWN’S, FILHOS DA PUTA.

    AGORA NESSE MINUTO.

    E QUERO MAIS.

    Um poni.  Branquinha.  O nome dela eh Sally.

     

     

     

     

    So que nao vai acontecer.

  71. anarquista sério

    7 de maio de 2017 11:46 pm

    Hoje iria dançar e não fui.

    Hoje iria dançar e não fui. Rumino esse tédio prolongado sem fim.

    Estava aqui pensando com meus botões : O  que mais deseja agora?

    DORMIR.

    Mas não consigo nem tomando Dorminid.

     

    Parece brincadeira mas é verdade: Toca o telefone enquanto escrevo.

    E a figura pergunta as 20 horas e 47 minutos :

    Vc  vai no baile ?

     

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