Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Ruy Alkmim Rocha Filho
8 de maio de 2014 4:14 amQuando começaremos a linchar os linchadores?
“Não se pode acreditar em tudo que se lê na internet.”
Fátima Bernardes
“As pessoas que fizeram isso são ignorantes.”
Evaristo Costa
As duas frases foram comentários à primeira notícia do Jornal Hoje, de 6/05/2014. Referiam-se ao linchamento de Fabiane, a dona de casa que foi vinculada a sequestros de crianças que nem mesmo foram registrados. Um boato foi publicado na página Guarujá Alerta, no Facebook.
Uma mulher foi torturada e morta por um crime que não existiu. E agora? Vão linchar os linchadores?
Chegamos a este nível de truculência. Parece que uma parte de nossa sociedade cultua a violência e a ignorância. Percebendo que a violência é um problema, alguns querem resolvê-lo com… mais violência.
Impossível ignorar que essa ignorância brutalizante foi legitimada pelo comentário de Raquel Sherazade, num telejornal do SBT, no qual ela afirma que a “atitude dos vingadores é até compreensível”.
Insatisfeita, ela ainda declarou que justiçamentos são uma espécie de “legítima defesa coletiva”. Porém devemos ser justos. A musa do obscurantismo niilista apenas deu voz a algo que se dissemina pela mídia, por vezes de forma velada, outras vezes de forma obscena. Inúmeros apresentadores de programas policialescos têm posturas semelhantes.
Somos forçados a concordar com a afirmação do Evaristo. Mas convém perguntar, como a ignorância se sustenta na sociedade da informação. A TV é, desde os anos 1970, a principal fonte de informações, assumindo um papel de destaque na educação do brasileiro.
Apenas recentemente, a internet tem ameaçado o domínio da TV sobre a agenda pública. Ainda assim, é necessário considerar que a maior parte dos assuntos discutidos nas diversas redes digitais é pautada pela televisão, conforme a teoria do agendamento.
Quanto à Fátima Bernardes, deveria ir ao fundo de sua crítica. Não basta criticar os conteúdos da internet, sem questionar a própria televisão. Bem antes das palavras de Sherazade, eis o exemplo da escola de Base, que simboliza tantos episódios em que a mídia atropelou a ética, direitos individuais e interesse público.
Se é inegável a contribuição da TV em diversos aspectos, também é inquestionável o prejuízo à sociedade, empobrecendo debates, sacralizando consumismos, realimentando preconceitos.
As emissoras de TV e suas afiliadas deveriam apostar na autocrítica, como forma de reduzir às contribuições que oferecem para justificação da idiotice.
Assis Ribeiro
8 de maio de 2014 8:53 amNapoleão e José Dirceu no
Napoleão e José Dirceu no exílio
Fuga de Elba
Tanta coisa importante acontecendo e eu preocupado com Napoleão. Sou assim. Nem sempre estou sintonizado com o presente. Vivo numa bruma do passado. Tem dias que me sinto em 1789 na pele de um sans-culotte. Um sem-calça. Certamente eu teria perdido a cabeça numa época dessas. Napoleão chegou em Elba no dia 4 de maio de 1814, há 200 anos. Era para ser uma prisão? Não exatamente. Digamos, na falta de melhor, um local de exílio involuntário. Será que José Dirceu, confinado na Papuda, pensa em Napoleão? Elba é uma ilha da Toscana. Está a 20 quilômetros da costa.
Os privilégios de Napoleão deveriam ser bem maiores do que os atribuídos a José Dirceu: uma pensão de dois mil francos e uma guarda pessoal de 400 homens devidamente armados.
Acontece que a França da época tinha alguma semelhança com o Brasil de hoje. Nem tudo funcionava bem. Ficava muita coisa incompleta por lá assim como a Copa do Mundo verá muita obra não terminada por aqui. Napoleão não gostou do que viu. A sua pensão não foi paga. Não que o ministério público da época tenha tentado cancelar o benefício. O corso tomou simplesmente um calote. Mas não ficou muito tempo no lugar. Se Dirceu foi condenado ao semiaberto e amarga o regime fechado por falta de autorização para trabalhar fora, Napoleão, que saqueou vários países, resolveu, nos 300 dias que passou fora do poder, modernizar Elba. Usou seus fundos secretos?
Mandou abrir estradas, acelerou a economia e urbanizou quase tudo.
Como Dirceu, Napoleão recebia muitas visitas. Aparecia gente para lhe pedir empregos, espiões, políticos extraviados, assassinos em potencial e uma infinidade de bajuladores. Em 26 de fevereiro de 1815, entediado e saudoso do poder, longe da mulher e do filho, abandonou a ilha e voltou para a França no peito e na raça. Reassumiu o trono. Duraria pouco. Apenas cem dias. O que faria José Dirceu se tivesse mais cem dias de poder? Há “pequenas” diferenças entre José Dirceu e Napoleão Bonaparte. Zé não escolheu a Papuda. Bonaparte, ao contrário, obrigado a se afastar do poder, optou por passar uma temporadas de “férias” em meio às águas cristalinas da ilha de Elba.
Se puder, Dirceu modernizará a Papuda. Dizem que já botou micro-ondas na sua cela. Quem sabe não faz a tão necessária reforma do sistema prisional brasileiro? Depois da volta de Napoleão, os seus adversários, liderados pelos ingleses, decidiram que era preciso declará-lo fora da lei e mandá-lo para bem longe. Escolheram Santa Helena, no meio do Atlântico, para que não exercesse sua influência nem recebesse visitas todo dia. Deveria Joaquim Barbosa fazer o mesmo com José Dirceu? A Papuda seria nossa Elba sem água cristalina?
Durante os dez anos de reinado de Napoleão, parte da França sonhou com a restauração do regime dos Bourbon. Luís XVIII, “o desejado”, assumiu para reinstalar os privilégios da nobreza. Mesmo em Santa Helena, Napoleão continuaria assustando seus inimigos. Morreu em 1821. Uma corrente sustenta que ele foi envenenado.
Qual a relação entre José Dirceu e Napoleão? Nenhuma. Claro. Puro delírio.
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=5917
Assis Ribeiro
8 de maio de 2014 8:55 amAviação regional será
Aviação regional será fortalecida com investimentos de R$ 7,3 bilhões
Um dos investimentos mais estratégicos do governo federal nos últimos anos tem sido a reforma dos grandes aeroportos, para aumentar sua capacidade de atender à crescente demanda de passageiros. Mas esta é apenas uma parte do plano de melhorar a aviação civil do país. Outro ponto importante é o necessário investimento nos pequenos e médios aeroportos brasileiros, determinantes para interligar as várias regiões e aumentar o acesso da população a serviços aéreos. Por isso o governo federal lançou, em dezembro de 2012, o Plano de Investimento em Logística (PIL): Aviação Regional (PNAR), que prevê a construção e ampliação de 270 aeroportos regionais espalhados pelo país. Com eles, a ideia é integrar o território nacional, fortalecer pontos turísticos, desenvolver polos regionais e melhorar a mobilidade para as comunidades da Amazônia Legal. “A meta do governo federal é fazer com que pelo menos 95% da população brasileira fique a menos de 100 quilômetros de um aeroporto em condições de receber linhas regulares”, afirma Guilherme Ramalho, secretário-executivo da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Veja a lista dos 270 aeroportos que fazem parte do Plano de Aviação Regional. A região Norte será a maior beneficiada com o Plano de Aviação Regional. Estão previstos 67 terminais. Três serão construídos do zero (Ilha de Marajó, no Pará, e os de Bonfim e Rorainópolis, em Roraima) e 64 serão reformados ou ampliados: quatro no Acre, 25 no Amazonas e dois no Amapá. Os quatro estados do Sudeste terão 65 aeroportos: 19 em São Paulo, 33 em Minas Gerais, nove no Rio de Janeiro e quatro no Espírito Santo. Na região Nordeste serão 64 terminais, a maior parte deles a ser construído na Bahia (20). O Maranhão contará com 11 aeroportos. Já na região Sul serão 43 equipamentos e no Centro-Oeste, 31 – dos quais 13 no Mato Grosso. Estão previstos quatro modelos de terminais de embarque e desembarque para os aeroportos regionais. O maior deles terá uma área de 3.550 metros quadrados, com capacidade para receber 200 passageiros. Três categorias de aviões estão sendo consideradas como padrão para operar nesses aeroportos. Veja mais detalhes no infográfico acima. No PIL estão sendo estudados subsídios para viabilizar as rotas entre cidades pequenas e médias do interior e destas cidades para as capitais. A intenção é fazer ainda com que o preço das passagens disponibilizadas nesses aeroportos seja compatível aos oferecidos pelo transporte rodoviário. O investimento para a implantação dos aeroportos regionais é de R$ 7,3 bilhões.
http://www.pac.gov.br/noticia/4c7b537b
anarquista sério
8 de maio de 2014 8:58 amO estrategista!
O estrategista!
anarquista sério
8 de maio de 2014 9:03 am(Sem título)
anarquista sério
8 de maio de 2014 9:06 amATENÇAO !!!!!ACABA DE SAIR A
ATENÇAO !!!!!
ACABA DE SAIR A CONVOCAÇAO DO JAPAO!
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Achei a zaga muito fraca..
anarquista sério
8 de maio de 2014 9:13 am(Sem título)
P Pereira
8 de maio de 2014 4:09 pmcoitado
Esse não se cansa de lembrar.
anarquista sério
8 de maio de 2014 9:44 amDoação ou pagamento pra
Doação ou pagamento pra roubarem em paz?
Construtoras bancam 75% das doações ao PT em 2013
GABRIELA TERENZI
DE SÃO PAULO
Dos R$ 79,8 milhões doados ao PT nacional em 2013, quase R$ 60 milhões –o equivalente a 75% do total– veio de empresas construtoras.
Grupos como Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão figuram na lista de maiores patrocinadores da sigla por meio de doações ao diretório nacional do partido.
O pagamento é feito de maneiras diversas. Enquanto a Odebrecht fez apenas três doações no ano, sendo uma delas de R$ 4 milhões, a Galvão Engenharia contribuiu mensalmente com o partido. Foram 12 doações ao longo do ano, sendo 10 delas no valor de R$ 500 mil.
As contribuições de pessoas físicas somaram R$ 2.943 –menos de 0,1% do total.
O padrão de participação das empreiteiras se mantém nos últimos anos –em 2012 e 2011 também foram elas as maiores doadoras. A lista de doações também revela o quanto elas se concentram nas mãos de poucos grupos.
Os dez maiores doadores –que, além de construtoras, incluem grupos como JBS-Friboi e Solví, da área de saneamento –somam quase R$ 70 milhões, ou 87% do total arrecadado pelo partido.
Doações de pessoas físicas e jurídicas são uma das fontes de financiamento dos partidos. O Fundo Partidário injeta outra parte dos recursos ao caixa das siglas –em 2013, o PT recebeu R$ 47,3 milhões.
As contribuições ao Diretório Nacional não se misturam com as doações eleitorais, que são contabilizadas separadamente.
Em 2012, por exemplo, o PT arrecadou, via Diretório Nacional, R$ 35,2 milhões em doações. Só a campanha de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo no mesmo ano obteve R$ 42 milhões
Marcelo de Sousa Nascimento
8 de maio de 2014 10:14 amPSDB se irrita com pesquisa sobre falta d´agua em SP
PSDB vai à Justiça Eleitoral contra pesquisa sobre falta d’água em SP, por Helena, no blog Os Amigos do Presidente Lula
“Os dados são de pesquisa do Instituto Data Popular, que ouviu 18.534 pessoas em 70 cidades do Estado. Pelo levantamento, 59% dos paulistas acreditam que sofrerão com falta d’água até o fim do ano. E apontam como principal culpado pelo problema o governo estadual (Geraldo Alckmin (PSDB) (41%), a Sabesp (29%), o governo federal (9%) e a falta de chuva (7%).”
PSDB quer proibir que a população saiba da falta de água O diretório paulista do PSDB apresentou nesta quarta-feira (7) uma notificação à Justiça Eleitoral contra o Instituto Data Popular por causa de uma pesquisa de opinião sobre a falta d’água no Estado, governado pelo tucano Geraldo Alckmin.
O partido considera que o levantamento feito com 18.534 pessoas em 70 cidades “tem nítida natureza eleitoral” e deveria ter seguido recomendações como o registro prévio. Parte dos resultados foi publicada na coluna Mônica Bergamo de hoje.
Procurado para comentar a ação, o presidente do instituto, Renato Meirelles, não foi localizado.
Segundo a pesquisa, a falta de abastecimento afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, ante 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.
Ainda de acordo com o instituto, 59% dos paulistas acreditam que sofrerão com falta d’água até o fim do ano. Eles apontam como principal culpado pelo problema o governo estadual (41%), a Sabesp (29%), o governo federal (9%) e a falta de chuva (7%).
Para o PSDB, embora a pesquisa não seja sobre intenção de voto, ela “trata da avaliação do eleitor quanto a serviços públicos” e “impacta o ambiente eleitoral, em ano em que se realizam as eleições estaduais com a possibilidade de reeleição”.
A legenda pede, no documento, que o Tribunal Regional Eleitoral notifique o Data Popular para que o instituto forneça informações como o nome de quem contratou a pesquisa, valor pago por ela, questionário aplicado aos entrevistados e metodologia.
Além disso, o partido quer autorização para ter “acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados, incluídos os referentes à identificação dos entrevistadores” para que “possa confrontar e conferir os dados publicados”. Deu na Folha
MP investiga Sabesp por descumprimento de acordo para uso do Cantareira
Entre elas estão a falta de um plano de emergência para épocas de seca, falta de monitoramento do nível do rio Piracicaba e inexistência de ações que visassem reduzir a dependência da região de Campinas e da grande São Paulo do Sistema Cantareira.
Marcelo de Sousa Nascimento
8 de maio de 2014 10:16 amJornalão mente sobre pesquisa de credibilidade
Venício Lima: Jornalão mente sobre pesquisa de credibilidade, no Vi o Mundo
Você acredita no que lê nos jornais?
Por uma infeliz coincidência, o anúncio sobre a credibilidade dos jornais aparece apenas um dia após a divulgação da morte de Icushiro Shimada.
Do Observatório da Imprensa
Credibilidade, no dicionário Aurélio, é a “qualidade do que é crível”, isto é, “que se pode crer, acreditável”. É uma construção, tanto para pessoas como para instituições e, claro, tem a ver com compromisso reiterado com a verdade e coerência, no longo prazo.
A palavra escrita (não necessariamente, impressa), no correr dos séculos, carrega com ela uma enorme credibilidade. Os judeus atribuem um valor mágico à escrita. A Palavra (“No princípio era o Verbo”) foi ditada diretamente de Deus a Moisés. Os muçulmanos têm a fórmula “Maktub” ou “Maktoob” (estava escrito) para justificar o destino. Tanto uns quanto os outros usam patuás ou amuletos (pequenas trouxas costuradas de couro ou pano) contendo trechos da Torá ou do Alcorão para proteção divina.
Para a escola do positivismo jurídico, desde Bentham até Kelsen, vale a norma que está escrita. Os direitos só se efetivam se estiverem codificados, se forem escritos como leis. Ademais, o que está escrito pode ser mais facilmente confrontado com os fatos e, supõe-se, quem escreve não quer correr o risco de ser flagrado na mentira.
Muitas vezes se ignora que textos escritos que se tornaram referência de credibilidade têm sua origem em tradições orais milenares, anteriores a registros escritos. Além disso, desde que se pode “gravar” o que é dito, a possibilidade de confronto com os fatos inclui também a palavra falada, não só a palavra escrita.
No mundo moderno, os mediadores tecnológicos capazes de tornar as coisas públicas, de forma centralizada, em diferentes plataformas (a mídia oligopolizada), muitas vezes se tornam poderosos mais pelo que omitem – isto é, “deixam” de falar, escrever e/ou mostrar – do que pelo que falam, escrevem (publicam, de publicare, tornar público) ou mostram.
De qualquer maneira, ainda é relativamente comum, sobretudo entre aqueles de gerações anteriores à dominância da mídia eletrônica – cinema, rádio, televisão e, hoje, internet –, usar o argumento da verdade associado ao fato de algo estar escrito e/ou publicado. Assim como na subcultura popular da contravenção, “vale o que está escrito”.
A credibilidade dos jornais
Tudo isso vem a propósito de anúncio de meia página feito publicar pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, instituído pelas Nações Unidas em 1993 e, este ano, celebrado no dia 3 de maio. O curto texto do anúncio introduz um neologismo:
“Credibiliberdade. Jornal. Onde credibilidade e liberdade andam sempre juntas.”
Para além da carga de credibilidade da palavra escrita (impressa), secularmente impregnada na nossa cultura, aproveito o anúncio da ANJ para algumas observações.
Escola Base de São Paulo
Por uma infeliz coincidência, o anúncio sobre a credibilidade dos jornais aparece apenas um dia após a divulgação da morte de Icushiro Shimada (ocorrida em 16 de abril), um dos donos da Escola Base. Como se sabe, 20 anos atrás, os donos da escola que funcionava na zona sul de São Paulo foram transformados publicamente em pedófilos pela grande mídia, sem oportunidade de defesa.
“Kombi era motel na escolinha do sexo”, publicou em manchete o extinto Notícias Populares e “Perua escolar carregava crianças para a orgia”, foi manchete da também extinta Folha da Tarde, ambos jornais do Grupo Folha [cf. Alex Ribeiro; Caso Escola Base – Os Abusos da Imprensa; Editora Ática, 1995].
O triste caso da Escola Base certamente escapa à “credibiliberdade” dos jornais a que se refere o anúncio.
Jornais: preferência de apenas 1,5%
Talvez os criadores da peça publicitária tivessem a intenção de “pegar carona” na divulgação recente (março de 2014) de uma pesquisa de hábitos de mídia da população brasileira pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR). Um dos capítulos do relatório trata exatamente de “confiança na mídia” [capítulo 6, ver relatório completo aqui].
A pesquisa mereceu a devida atenção da grande mídia, em particular dos jornais, que insistiram em dizer que eles são os veículos de maior credibilidade. O jornal O Globo, por exemplo, em matéria sobre a pesquisa publicada no dia 7 de março afirma:
“Entre os entrevistados, 53% dizem confiar sempre ou muitas vezes no que leem nos jornais impressos. 50% confiam nas notícias que ouvem no rádio; 49% confiam nas notícias televisivas; 40% nas publicadas em revistas; 28% nas que saem nos sites; 24% nas divulgadas pelas redes sociais e 22% confiam nos blogs” [ver aqui].
Todavia, não é exatamente isso que revelam os dados. A base para a pergunta “Gostaria de saber quanto o (a) Sr.(a) confia nas notícias que circulam nos diferentes meios de comunicação” foi “apenas entrevistados que usam o meio em questão (TV, rádio, jornal, revista e internet)”. Vale dizer, os 53% que dizem confiar sempre ou muitas vezes nos jornais impressos estão entre os 25% do total de entrevistados que declaram ler jornais pelo menos uma vez por semana ou entre aqueles 1,5% (exatamente, 1,5%) que declaram ter no jornal seu meio de comunicação preferido.
Mesmo levando-se em conta que a avaliação da credibilidade de todos os meios tinha como base “apenas entrevistados que usam o meio em questão (TV, rádio, jornal, revista e internet)”, e que a credibilidade dos “usuários” dos jornais impressos em relação ao jornal é maior do que a dos usuários dos outros meios em relação a eles (TV, 50%; rádio 49%; revistas 40%; sites; 28%; redes sociais, 24% e blogs, 22%), a credibilidade real dos outros meios – à exceção das revistas –, em números absolutos, é muito superior aquela dos jornais porque o número de usuários é muito maior (TV, 97%; rádio, 61%; internet 47%).
Não será por distorções como essa na divulgação dos resultados da pesquisa da Secom-PR que a preferência pela leitura de jornais impressos (1,5%) só não é menor do que a preferência pela leitura de revistas (0,3%)?
Parceria com 80 bi de cigarros/ano
Chama ainda a atenção no anúncio da ANJ o registro da Souza Cruz como “Empresa Parceira”. Será que isso significa que a empresa dogrupo British American Tobacco pagou a veiculação do anúncio?
A Souza Cruz/British American Tobacco é “a líder do mercado nacional, que possui seis das dez marcas mais vendidas no Brasil e produz cerca de 80 bilhões de cigarros por ano e controla (2º semestre de 2012) 60,1% do mercado total brasileiro”[ver aqui]. Ela tem sido a principal parceira da ANJ nas ações de defesa da chamada “liberdade de expressão comercial” [ver “Sobre a ‘liberdade de expressão comercial’“].
Esse curioso conceito que transforma em equivalentes dois tipos totalmente distintos de informação – a jornalística e a publicitária – se ampara na falácia liberal conservadora de que o Estado autoritário pretende “tutelar os consumidores, como se eles não tivessem capacidade de decidir o que querem consumir”, para combater a norma constitucional e a Lei nº 10.167, de 27 de dezembro de 2000, que “dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígenos, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas”.
Está no capítulo V (Da Comunicação Social) do Título VIII (Da Ordem Social) da Constituição de 1988:
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
(…)
§ 3º – Compete à lei federal:
(…)
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
Nunca é demais lembrar a dimensão social do problema contido no tabagismo. Estudo recente realizado pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) revela que “o Brasil gasta em torno de R$ 21 bilhões no tratamento de pacientes com doenças relacionadas ao cigarro. O tabagismo é responsável por 13% das mortes no País. São 130 mil óbitos anuais, sendo (350 por dia). Dados do Ministério da Saúde indicam que a fumaça do cigarro reúne cerce de 4.700 substâncias tóxicas diferentes, muitas delas cancerígenas” [ver aqui].
Será que a “credibiliberdade” dos jornais se constrói combatendo normas legais expressas em decisões da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), em restrições a anúncios de cigarros e à propaganda de alimentos e produtos dirigidos a crianças?
“Credibiliberdade”
Por fim resta um breve comentário sobre a afirmação de que nos jornais “credibilidade e liberdade andam sempre juntas”.
Se o conceito de liberdade se refere à liberdade que os dos donos de jornal têm de imprimir o que querem de acordo com seus interesses privados – notícias, entretenimento e anúncios – não poderia haver equívoco maior.
As bases sobre as quais se funda a credibilidade do leitor(a) têm a ver com uma “outra” liberdade. Uma liberdade que é também um direito e atende ao interesse público: ser informado corretamente, sem inverdades, sem omissões e sem distorções.
PS do Viomundo: É razoavelmente óbvio que o leitor diário de jornal… vai acreditar mais no jornal. Ou é sadomasoquista.
Leia duas que não saem nos jornais:
Big Farma: Como estão sugando o seu sangue no preço dos remédios
Silvio Tendler: O filme que as seis irmãs do agronegócio não querem que você veja
Marcelo de Sousa Nascimento
8 de maio de 2014 10:28 amMarcelo Semmer: Tempos de Injustiça
A barbárie chega aos poucos. E quando a gente se dá conta…
Tags: barbárie, estado policial, linchamento, sensacionalismo
A barbárie chega aos poucos. Ela se instala quase sempre sem alarde. Na maior parte das vezes, por trás de motivos ditos imperiosos, circunstâncias extraordinárias e outras coisas pretensamente terríveis com que nos convencem a abrir mão de direitos. Ela cresce sob a batuta do medo e a suposta necessidade de reagir, gerando ainda mais medo, naquele círculo vicioso de uma profecia que se autorealiza. As pessoas vão se acostumando a romper os limites do que pensam e falam e como se tratam. Jornalistas e políticos abrem mão de seus protocolos e de seus princípios. Juristas acomodam e flexibilizam os conceitos do direito. E a histeria vai comendo a todos pelas bordas. Quando a gente se dá conta, está matando uma mulher à pancada em plena rua, porque alguém disse que quem sabe teria sido suspeita de um crime que ninguém nunca viu. Já faz tempo que vimos nos seduzindo por um discurso irresponsável e sensacionalista que prega, a partir do eterno mito da impunidade, a necessidade de mais polícia, mais pena, mais prisão, mais tortura, mais mortes. A lógica do estado policial vai se instaurando como um vírus dentro do corpo social, porque interessa a muitos que combatem, às vezes abertamente, outras de forma sub-reptícia, a preservação do estado social. Afinal, direitos são mais caros do que penas. E emancipam, não encarceram. As soluções de todos os problemas passam, então, pela dinâmica criminal. Tudo é criminalizado e criminalização é cadeia e cadeia é, sobretudo, dor, sofrimento e morte. E quando o direito penal não funciona, a culpa não é atribuído ao excesso, mas à escassez, resolvendo-se, então, em mais crimes, mais penas, mais prisões, mais torturas. E o reclamo de que o estado é ineficiente, leniente, frouxo e que as pessoas tem “legítima defesa” para agir contra criminosos. Quando a gente se dá conta, está matando uma mulher à pancada em plena rua, porque alguém disse que quem sabe teria sido suspeita de um crime que ninguém nunca viu. Pouco importa se a cultura do bandido bom, bandido morto resulta em uma contradição inconciliável –porque matar é um crime mais grave do que a maioria dos crimes atribuídos a esses “bandidos” que são mortos. O importante é aumentar o tônus criminal, porque isso dá audiência, isso dá votos, isso dá ordem e disciplina, isso confirma uma linha imaginária (e, sobretudo, racista) que separa os bandidos dos homens de bem –criminosos em muitas outras órbitas, mas homens de bem assim mesmo. E na toada vamos concordando com o aumento de penas, com o encarceramento desmedido, com o senso comum de que a impunidade cresce, paradoxalmente com o inchaço da população carcerária, e que, enfim, é preciso aceitar medidas drásticas para situações excepcionais. E passamos a tratar criminosos como inimigos, manifestantes como terroristas, favelados como subumanos, e vamos admitindo as violências policiais, os estados de sítio implicitamente decretados nas decisões judiciais, e compreendendo a revolta de quem se vê, ou apenas se sente, vítima da criminalidade. Aí a gente criminaliza a defesa, porque só atrapalha, culpa o habeas-corpus porque atrasa a justiça, responsabiliza os próprios presos pelas violências que sofrem, e admite prender garotos no poste, quando são flagrados no crime, porque, afinal de contas, nada funciona mesmo. E quando a gente se dá conta, está matando uma mulher à pancada em plena rua, porque alguém disse que quem sabe teria sido suspeita de um crime que ninguém nunca viu. (Terra)
Marcelo de Sousa Nascimento
8 de maio de 2014 10:36 amOs comentários dos filhos de Reinaldo e Raquel, no G1
Os filhos de Reinaldo Azevedo e Rachel Sheherazade que comentam no G1in,
, por Paulo Nogueira, no DCM
Deseduca e deforma
“Alguém tem que matar esse cara!!! Tá na hora de invadir a casa desses políticos e matar todo mundo!!! Eu vou ficar e organizar tudo pela net. Preciso de voluntários para fazer o serviço sujo.”
Este é um comentário que um leitor do G1, da Globo, postou numa reportagem que contava que Genoino decidira recorrer ao plenário do STF contra a decisão de Joaquim Barbosa de devolvê-lo à Papuda.
É um comentário clássico do G1. Há outros parecidos. Ele não é uma aberração no universo do portal da Globo, mas a regra, a norma, o padrão. “Morre logo, Genoino!”, brada outro comentarista. Um outro diz que o vaso sanitário deveria ter caído na cabeça de Genoino.
Isso tudo oferece material para uma fascinante reflexão.
Primeiro, e antes de tudo, alguém lê os comentários dos leitores no G1? Os acionistas? Os anunciantes? Os editores? O autor do texto? O porteiro?
Alguém, enfim?
Sabe-se que, na internet, os comentários fazem parte da discussão, tanto quanto o texto que lhes dá origem.
No DCM, acompanhamos um a um. Em nosso manual de regras, está estipulado que rejeitamos coisas como insultos e incitações à violência. O motivo é simples: isso estraga o debate.
Bom site é aquele que tem boas discussões. É notável que isso seja ignorado pelo G1, a maior apista da Globo para sobreviver na Era Digital que vai matando suas mídias.
Isto é G1
Você pode classificar os autores de comentários como o que abre este artigo como os filhos de Reinaldo Azevedo e Rachel Sheherazade. São intolerantes, raivosos, agressivos, racistas, ignorantes, desinformados, maldosos, desumanos, preconceituosos — e perfeitos para serem manipulados. É o tipo de gente que, na Idade Média, acendia os troncos de árvores para queimar pessoas e, na Alemanha de Hitler, vibrava com a violência contra as “raças impuras”.
São – repito – os filhos de Azevedo e Sheherazade.
Você percorre os comentários e logo descobre quem eles idolatram, além de seus pais espirituais. Joaquim Barbosa é intensamente admirado, por exemplo. O “menino pobre que mudou” o Brasil acabou conquistando a escória da sociedade brasileira, sua parcela mais repugnante. Trabalhou para isso, é preciso notar. Ninguém conquista o coração – se existe coração no caso – daquele grupo sem se esforçar por isso.
Outro ídolo daquele grupo é Bolsonaro, o exemplo maior de político para eles. Eduardo Campos e Marina são dois perigosos comunistas. Menos que Lula e Dilma, é verdade, mas não muito.
Um jornalismo decente se esforça por elevar seu público. Os filhos de Reinaldo Azevedo e Rachel Sheherazade foram rebaixados à degradação humana por articulistas e publicações interessados em mantê-los na mais completa escuridão mental, porque assim é fácil manobrá-los e perpetuar um Brasil campeão da desigualdade social.
No caso específico de Azevedo, faz tempo que seu blog parece um asilo de lunáticos fanatizados. Considere este comentário tão comum entre os leitores do blog de Azevedo: “Genuino guerreiro do povo brasileiro. Mostra que tu e homem … Pera ai ge ge, tu vai ficar na mesma cela com Zé…? Hum isso não vai prestar.”
Aqui, uma distinção: Azevedo sabidamente lê todos os comentários e, metodicamente, deleta os que não o saúdam porque são obra de “petralhas” — palavra que ele se orgulha de ter criado como se houvesse escrito Guerra e Paz. Isto significa que ele chancela o leitor que afirma que “não vai prestar” Genoino e Dirceu na mesma cela.
Sinal dos descaminhos da mídia, com esse tipo de conteúdo imbecilizante Azevedo vai conquistando cada vez mais espaço: fora a Veja, está presente também na Folha e na Jovem Pan. Quanto tempo até ter um programa de entrevistas na Globonews?
Uma das ironias, em tudo isso, é que o dinheiro público – via Secom – foi (e é) largamente empregado para patrocinar colunistas e publicações que vão dar no leitor do G1 que deseja invadir a casa de políticos como Genoino e matar todo mundo.
Este leitor fez sucesso entre seus pares. O G1 tem uma ferramenta pela qual você pode aplaudir ou vaiar comentários. Nenhuma pessoa o tinha vaiado no momento em que escrevo. Vinte tinham aplaudido.
Alguém lê os comentários, portanto, para voltar à pergunta que fiz lá para trás. Mas não são os acionistas, e nem os editores, e nem os anunciantes. São os leitores do G1.
Um site é o reflexo de seus leitores e de seus comentaristas.
O G1 é uma prova disso.
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
nilo
8 de maio de 2014 10:58 amGANHAR PARA AVANÇAR AINDA
GANHAR PARA AVANÇAR AINDA MAIS
Ganhar para avançar
postado em: 07/05/2014
EMIR SADER
http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/Ganhar-para-avancar/2/30872
O que se está esgotando não é o governo do PT, mas sua primeira fase. A prioridade das políticas sociais é amplamente vitoriosa, foi e continua sendo a responsável pelo imenso processo de democratização social por que passa o Brasil desde 2003. É assim que diminuímos a exclusão social, a desigualdade, a pobreza e a miséria – objetivo fundamental de um país que sempre carregou esses carmas -, mesmo em meio a uma profunda e prolongada recessão internacional.
A política externa que prioriza os processos de integração regional e os intercâmbios Sul-Sul se confirmou como a melhor forma de inserção internacional do Brasil e de contribuição para o desenvolvimento das áreas sempre exploradas e subordinadas e de construção de um mundo multipolar. Essas políticas têm é que avançar muito, especialmente no Mercosul, na Unasul, no Banco do Sul, no Conselho Sulamericano de Defesa.
O papel ativo do Estado é o responsável por o Brasil ter resistido à crise, fortalecendo os bancos públicos, induzindo a reação ativa diante da crise e não se submetendo a ela. Precisamos, sim, é readequar o Estado para um papel ainda mais ativo na economia, ainda mais quando setores do empresariado privado resistem a participar do esforço produtivo do país e se refugiam na especulação financeira.
Assim, os caminhos escolhidos pelo governo Lula – prioridade do social, integração regional, papel ativo do Estado – são corretos e, ao contrário de ser abandonados, devem ser fortalecidos. Mas esses avanços foram obtidos explorando as linhas de menor resistência do neoliberalismo, sem alterar as estruturas de poder, que seguem vigentes, e se colocam como obstáculos para dar continuidade e aprofundar a radical transformação democrática que o Brasil precisa.
As políticas sociais podem seguir, mesmo com crescimento menor, mas tem um limite. Além de que, somado às politicas de distribuição de renda, se necessita melhorar a qualidade das políticas sociais, especialmente as de saúde, educação, transporte, segurança pública, cultura, entre outras. Esse deve ser um objetivo prioritário do próximo mandato.
O crescimento econômico requer imperiosamente a quebra da hegemonia do capital especulativo, o que supõe realizar o que a Presidenta Dilma tinha prometido para seu primeiro mandato: colocar as taxas de juros no nível internacional, para desincentivar a especulação financeira e a vinda de capitais para usufruir de taxas de juros muito altas e tributação baixa.
O Estado, por sua vez, precisa ser reformado para readequar-se aos processos de transformação que o país precisa enfrentar. Precisa de uma reforma tributaria socialmente justa, em que quem ganha mais paga mais.
Com o Estado, o sistema político precisa sofrer transformações que tornem a representação popular mais legítima. O financiamento público de campanhas e critérios mais rigorosos para o registro de partidos são necessidades urgentes. A convocação de uma Assembleia Constituinte autônoma é a única vida possível para essa reforma e tem que constar desde agora no calendário do próximo ano.
Se trata agora de ganhar para avançar. Não é mais possível simplesmente administrar o modelo tal qual existiu até agora, sem reformas estruturais que desbloqueiem os obstáculos que tem freado o crescimento econômico e dificultado a melhoria dos serviços públicos.
Dilma é favorita para ganhar, até mesmo no primeiro turno, mas essa vitória se dá pela acumulação de apoio popular da primeira fase dos governos, especialmente pelo sucesso das políticas sociais. Agora já não será mais possível surfar nesse impulso. Dilma tem que se comprometer, desde agora, com as transformações estruturais que abram uma segunda etapa dos governos do PT. Trata-se de ganhar para avançar, para transformar as estruturas profundas do poder, herdadas ainda da ditadura e do neoliberalismo.
braga sc
8 de maio de 2014 11:34 amvai ter copa. água em são paulo sei não.
Milhares de peixes são encontrados mortos às margens do Rio Piracicaba
Animais foram avistados nesta quarta na região da Estrada do Bongue.
Com a estiagem, manancial enfrenta a maior seca nos últimos 50 anos.
Do G1 Piracicaba e Região
60 comentários
Peixes foram encontrados mortos no Rio Piracicaba (Foto: Paulo Ricardo/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Milhares de peixes foram encontrados mortos na tarde desta quarta-feira (12) no Rio Piracicaba(SP). Várias espécies diferentes boiavam às margens do manancial, que vive a seca mais rigorosa para o período nos últimos 50 anos. Não foi a primeira mortandade verificada neste verão no trecho. No último dia 3, a reportagem do G1 já havia flagrado a situação, mas em menor proporção.
Piracicaba (Foto: Mateus Medeiros/Arquivo pessoal)
Os peixes foram encontrados mortos às margens da Avenida Jaime Pereira, conhecida como Estrada do Bongue, e algumas pessoas aproveitaram-se da situação para recolher os animais.
Nenhuma autoridade esteve no local até 15h desta quarta-feira para dar posicionamento oficial sobre as causas da mortandade.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou, via assessoria de imprensa, que não teve informações sobre a morte de peixes em Piracicaba, mas afirmou em nota que a possibilidade de morte de peixes é maior com a vazão do Rio Piracicaba baixa e que vai averiguar a questão.
Piracicaba (Foto: Mateus Medeiros/Arquivo pessoal)
Poluentes
A baixa vazão do manancial aumenta a concentração de poluentes, situação que afeta toda a vida aquática.
Segundo a professora de ecologia Silvia Regina Gobbo, da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), a seca estimula a proliferação de microorganismos, que consomem o pouco oxigênio ainda presente na água. “É o que causa mortandade de peixes em massa.”
A presença de sujeira e lixo no leito do manancial, o que a especialista chamou de “hábito cultural nefasto”, traz ainda o risco de contaminação da água por metais pesados e outras substâncias químicas de componentes plásticos e de aparelhos eletrônicos.
“O prejuízo não se restringe à vida aquática, mas também às pessoas que utilizam o rio para pescar ou para o lazer. Nestas condições, ficam expostas a infecções e problemas de saúde”, afirmou a professora.
braga sc
8 de maio de 2014 11:36 amhttp://g1.globo.com/sp/piraci
http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2014/02/milhares-de-peixes-sao-encontrados-mortos-margens-do-rio-piracicaba.html
Nilva de Souza
8 de maio de 2014 11:55 amPSDB vai à Justiça
PSDB vai à Justiça Eleitoral contra pesquisa sobre falta d’água em SP
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
JOELMIR TAVARES
DE SÃO PAULO
07/05/2014 19h08 – Atualizado às 20h09
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O diretório paulista do PSDB apresentou nesta quarta-feira (7) uma notificação à Justiça Eleitoral contra o Instituto Data Popular por causa de uma pesquisa de opinião sobre a falta d’água no Estado, governado pelo tucano Geraldo Alckmin.
O partido considera que o levantamento feito com 18.534 pessoas em 70 cidades “tem nítida natureza eleitoral” e deveria ter seguido recomendações como o registro prévio. Parte dos resultados foi publicada na coluna Mônica Bergamo de hoje.
O presidente do instituto, Renato Meirelles, diz que os questionamentos da sigla “não fazem nenhum sentido” e que o Data Popular pode explicar o estudo “com total transparência”.
Segundo a pesquisa, a falta de abastecimento afetou 23% dos paulistas nos últimos três meses. O índice sobe para 35% na região metropolitana, ante 30% na capital e 14% no interior. O problema é duas vezes maior entre as famílias de menor renda, atingindo 12% dos que ganham mais de dez salários-mínimos e 25% entre os que recebem até um salário.
Ainda de acordo com o instituto, 59% dos paulistas acreditam que sofrerão com falta d’água até o fim do ano. Eles apontam como principal culpado pelo problema o governo estadual (41%), a Sabesp (29%), o governo federal (9%) e a falta de chuva (7%).
Para o PSDB, embora a pesquisa não seja sobre intenção de voto, ela “trata da avaliação do eleitor quanto a serviços públicos” e “impacta o ambiente eleitoral, em ano em que se realizam as eleições estaduais com a possibilidade de reeleição”.
Meirelles afirma que a legislação não prevê o registro de pesquisas nesses casos. “Não pedimos que se desse nota para o serviço. Só pedimos avaliação, com perguntas objetivas e alternativas. É uma pena acharem que seja qualquer tipo de crítica ao governo do Estado”, diz.
“Não se pode deixar de discutir [a questão] só porque é ano eleitoral. Mais importante do que questionar a pesquisa é debater a crise da água”, afirma o publicitário.
A legenda pede, no documento, que o Tribunal Regional Eleitoral notifique o Data Popular para que o instituto forneça informações como o nome de quem contratou a pesquisa, valor pago por ela, questionário aplicado aos entrevistados e metodologia.
Além disso, o partido quer autorização para ter “acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados, incluídos os referentes à identificação dos entrevistadores” para que possa conferir os números.
Segundo Meirelles, a pesquisa foi feita por iniciativa própria do Data Popular, em parceria com o instituto Ideia Inteligência, para lançar uma ferramenta. “Procuramos saber a opinião das pessoas sobre o assunto do momento. Desta vez foi a falta d’água, mas poderia ter sido Copa do Mundo, manifestação, beijo gay na novela”, diz.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/05/1450960-psdb-vai-a-justica-eleitoral-contra-pesquisa-sobre-falta-dagua-em-sp.shtml
PSDB vai à Justiça Eleitoral contra pesquisa sobre falta d’água em SP
www1.folha.uol.com.br
sergiorgreis
8 de maio de 2014 1:05 pmPois é, escrevi sobre as
Pois é, escrevi sobre as pesquisas em postagem no blog, ontem: https://jornalggn.com.br/blog/sergiorgreis/de-quem-e-a-responsabilidade-pela-crise-hidrica-uma-comparacao-entre-a-pesquisa-do-datafolha-e-a-do-data-popul
É bem curiosa a diferença de resultados entre os levantamentos do Datafolha e do Data Popular. Conforme escrevi no texto acima, a pesquisa feita pelo instituto do jornal misturava crise hídrica com uma “crise” elétrica. Além disso, fatiaram os resultados por região do país (quando sabemos que, com relação à água, o quadro trágico está principalmente em São Paulo), e os divulgaram como uma espécie de alerta subreptício de que o tema não poderia ser explorado eleitoralmente pelo PT em SP em razão da “consciência popular” de que o problema continha responsabilidade federal. Vê-se agora, pelos dados apresentados pelo Data Popular – que aborda especificamente a questão da água, sem confundir os problemas – que há, sim, noção clara de que é a gestão Alckmin a responsável pelo quadro dramático em questão.
Sérgio T.
8 de maio de 2014 2:41 pmA Suécia cai na armadilha
A Suécia cai na armadilha
As advertências de que era um erro terrível o Banco Central sueco aumentar os juros apesar da inflação baixa e da grande folga econômica estavam certas
por Paul Krugman — publicado 08/05/2014
Um correspondente indicou-me recentemente o noticiário da Suécia, que parou de flertar com a deflação e avançou diretamente para ela. É surpreendente: o país, que no início suportou a crise recente razoavelmente bem e não enfrentou as restrições institucionais que a participação na Zona do Euro teria imposto, conseguiu, de maneira completamente gratuita, cair em uma armadilha deflacionária.
As autoridades do Riksbank dizem, na verdade, que ninguém poderia ter previsto esse desenvolvimento. Mas é claro que o próprio ex-vice-presidente do banco, e meu ex-colega, Lars Svensson mais ou menos freneticamente advertiu em 2013 que o Banco Central da Suécia estava cometendo um erro terrível ao aumentar as taxas de juro apesar da inflação baixa e da grande folga econômica. Sua recompensa foi um crescente isolamento e, afinal, ele saiu. Você vê, todos os SMS – Suecos Muito Sérios – sabiam que era importante aumentar as taxas de juro porque, bem, porque. E sair da armadilha vai ser muito difícil.
Eu gostaria de imaginar que as pessoas vão admitir que Lars estava certo o tempo todo, e que em geral a vontade de purgar foi altamente destrutiva. Mas meu palpite é de que ele ainda será considerado inconfiável – ele foi prematuramente antideflacionista – e que os defensores do dinheiro justo continuarão sendo considerados prudentes e confiáveis, mesmo enquanto levam todos para a estagnação duradoura.
•
A queda da Suécia na deflação oferece na verdade várias lições relevantes para todos nós. Primeiro, é uma lição sobre o poder do sadomonetarismo, o desejo de muitas autoridades monetárias de aumentar as taxas de juro porque, bem, porque. Em 2010 a Suécia tinha alto desemprego e baixa inflação; a macroeconomia básica teria indicado que não era o momento de aumentar as taxas. Mas o Riksbank foi em frente e aumentou de qualquer modo. Por quê?
As autoridades hoje dizem que teve a ver com estabilidade financeira, com temores de preços excessivos da habitação e empréstimos. Mas não era isso o que diziam na época! Stefan Ingves, presidente do Riksbank, realizou um bate-papo online em dezembro de 2010 no site do banco, no qual declarou que aumentar as taxas teve a ver com a inflação: “Se a taxa de juro não for aumentada agora”, escreveu, “corremos o risco de excesso de inflação à frente. Isso não seria bom para a economia. Nossa tarefa mais importante é garantir o cumprimento de nossa meta de inflação de 2%”.
Estranho dizer, quando a inflação começou a chegar bem abaixo da meta, o Riksbank continuou aumentando as taxas de juro e adotou justificativas de estabilidade financeira.
Segundo, a experiência da Suécia ajuda a esclarecer uma polêmica histórica sobre a política econômica dos EUA. Existe um contingente substancial de críticos do Federal Reserve que insiste que todo o ciclo da bolha da última década foi culpa do Fed, que ele manteve as taxas de juro baixas demais por muito tempo. Se você pensar nisso, porém, o Fed por volta de 2003 e 2004 enfrentava uma situação muito semelhante à do Riksbank em 2010: o desemprego continuava alto, mas caindo, a inflação estava baixa e os preços da habitação, subindo.
Então o que os críticos do Fed estão dizendo é que o banco, que estava preocupado com a inflação na época, deveria ter feito o que o Riksbank fez. (Vocês ainda têm certeza disso?)
Finalmente, a saga sueca é uma clara ilustração dos limites da influência intelectual. Na época em que a política estava saindo dos trilhos, Svensson, um dos principais macroeconomistas do mundo e, especificamente, um especialista em riscos de deflação e armadilhas de liquidez, era vice-presidente do Riksbank. Ele protestou vigorosamente contra o rumo que a política estava tomando e foi completamente congelado por seus colegas que tinham certeza de que eram mais espertos.
E note que esse não foi o caso de seus colegas manterem a ortodoxia econômica, enquanto Svensson propunha ideias radicalmente novas; ele foi o que adotou argumentos de economia básica, enquanto eles inventavam novas razões para endurecer imediatamente.
http://www.cartacapital.com.br/revista/798/a-suecia-cai-na-armadilha-2374.html
Diogo Costa
8 de maio de 2014 2:55 pmBenéfica emancipação social
O PERECIMENTO DO VELHO ASSISTENCIALISMO – O governo federal já entregou mais de 750.000 cisternas no Nordeste. Isso fere de morte a secular prática eleitoreira dos velhos coronéis dos carros pipa.
O segundo ferimento, importantíssimo, foi transferir a tarefa do abastecimento com carros pipa, quando ainda necessários, ao Exército.
E tem mais.
O Bolsa Família esculhambou de vez com o assistencialismo barato e fajuto de vereadores, deputados e prefeitos que condicionavam a “ajuda” (cestas básicas, dinheiro, etc), em períodos eleitorais, aos mais necessitados habitantes do Nordeste.
O cartão do Bolsa Família é praticamente um grito de independência e de liberdade das pessoas que antes tinham que se submeter aos chefetes dos grotões.
Não há mais intermediários operando com fins escusos, hoje as pessoas que tem direito ao benefício o retiram diretamente no banco, com o seu cartão magnético, sem precisar sequer olhar na cara dos antigos coronéis que antes os mantinham em situação de vexatória dependência.
Em função disto que foi relatado, e da várias outras coisas, é que o fenômeno Lula destruiu e varreu o PFL nos grotões do Nordeste, em 2006.
Assistencialismo era o que existia no tempo dos carros pipa bancados por chefetes políticos. Assistencialismo era o que existia no tempo dos “benefícios” condicionados que os coronéis ofereciam, em tempo eleitoral, ao povo mais humilde.
As cisternas, o carro pipa sob controle do Exército e o cartão magnético do Bolsa Família, bem como este benefício em si, são o contraponto ao assistencialismo. Esta é a verdade incômoda que uns e outros teimam em não ver.
Assistência social é o antônimo do velho e carcomido assistencialismo. E é assistência social que o Partido dos Trabalhadores vem construindo desde 2003, emancipando àqueles que dela se beneficiam.
Walker Liberal
8 de maio de 2014 3:18 pmMiséria da
Miséria da diplomacia
Demétrio Magnoli, O Globo
‘Respeito instruções, respeito leis, mas não respeito caprichos nem ordens manifestadamente ilegais.” A declaração, concedida ao jornal “A Tribuna”, de Vitória (4/5), deveria constar no alto de um manual de conduta dos funcionários públicos. É do diplomata Eduardo Saboia e tem endereço certo.
Saboia chefiava a embaixada brasileira em La Paz até a sexta-feira, 23 de agosto de 2013, quando decidiu que um limite ético fora ultrapassado e orquestrou a fuga do ex-senador boliviano Roger Pinto Molina para o Brasil. Hoje, o diplomata sofre a covarde punição tácita do ostracismo: a comissão de sindicância aberta no Itamaraty, com prazo previsto de 30 dias, segue sem uma resolução depois de oito meses.
O cineasta Dado Galvão prepara um importante documentário sobre a saga de Molina e Saboia. Será uma história incompleta, pois uma longa série de detalhes sórdidos permanece soterrada pela lápide do sigilo que recobre tanto as comunicações entre a embaixada e Brasília quanto os autos do processo administrativo contra Saboia. Mas o que agora se sabe já é de enrubescer cafetões.
Depois de receber asilo diplomático do governo brasileiro, Molina permaneceu confinado na embaixada em La Paz durante 15 meses. Enquanto o governo boliviano negava a concessão de salvo-conduto para que deixasse o país, ele não teve direito a banho de sol ou a visitas íntimas.
A infâmia atingiu um ápice em março de 2013, quando emissários de Brasília reuniram-se, em Cochabamba, com representantes do governo boliviano para articular a entrega do asilado aos cuidados da Venezuela.
A “solução final” só não se concretizou devido à crise desencadeada nas semanas finais da agonia de Hugo Chávez. No lugar dela, adotou-se a política da protelação infinita, que buscava quebrar a resistência de Molina, compelindo-o a render-se às autoridades bolivianas.
Cochabamba é um marco no declínio moral da diplomacia brasileira. A embaixada em La Paz ficou à margem das negociações. O embaixador Marcel Biato, que solicitava uma solução legal e decente para o impasse, foi sumariamente afastado do cargo. (De lá para cá, circulando sem funções pelos corredores do Itamaraty, Biato experimenta um prolongado ostracismo.)
Molina, por sua vez, teve o direito a visitas restringido a seu advogado e sua filha. Uma ordem direta de Brasília proibiu a transferência do asilado para a residência diplomática, conservando-o num cubículo da chancelaria. Naqueles dias, vergonhosamente, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, chegou a flertar com a ideia de confisco do celular e do laptop do asilado.
Convicções, crenças, valores? Nada disso. Dilma Rousseff conduziu todo o episódio premida pelo temor — ou melhor, por dois temores conflitantes. No início, por sugestão de Patriota, concedeu o asilo diplomático temendo a crítica doméstica — e, pelo mesmo motivo, não o revogou na hora da reunião de Cochabamba.
Depois, a cada passo, temendo desagradar a Evo Morales, violou os direitos legais de Molina, entregou à Bolívia o escalpo do embaixador Biato e converteu Saboia em carcereiro do asilado. As concessões só estimularam o governo boliviano a endurecer sua posição.
A prorrogação abusiva da prisão dos 12 torcedores corintianos em Oruro foi uma represália direta da Bolívia contra o Brasil. O patente desinteresse de Brasília pela sorte dos cidadãos brasileiros encarcerados representou uma nova — e abjeta — tentativa de apaziguamento.
Saboia assumiu o comando da embaixada após o afastamento de Biato, e tentou, inutilmente, acelerar a valsa farsesca das negociações conduzidas por uma comissão Brasil/Bolívia formada à margem da representação diplomática em La Paz. Cinco meses depois, rompeu o impasse, aceitando os riscos de transferir Molina para o Brasil.
Em tempos normais, o diplomata que fez valer a prerrogativa brasileira de concessão de asilo seria recepcionado de braços abertos pelo governo brasileiro. Mas, em “tempos de Dilma”, o mundo está virado do avesso.
Antes que os familiares de Saboia pudessem deixar a Bolívia, o governo transmitiu à imprensa o nome do responsável pela fuga do asilado. Na sequência, reservou-se a Saboia um lugar permanente na cadeira dos réus.
Tempos de Dilma, uma era de “ordens ilegais” e “caprichos”. A presidente expressou, em público e pela imprensa, sua condenação prévia de Saboia antes da abertura da investigação oficial. Pela primeira vez na História (e isso abrange a ditadura militar!), uma comissão de sindicância do Itamaraty não é presidida por um diplomata, mas por um assessor da Controladoria-Geral da União que opera como interventor direto da Presidência da República.
“É evidente que existe uma pressão política”, denuncia Saboia. “Há uma sindicância que não está, pelo visto, apurando os fatos que levaram uma pessoa a ficar confinada 15 meses; está voltada para me punir.”
Em março, emanou da comissão um termo provisório de indiciação que omite os argumentos da defesa e cristaliza as mais insólitas acusações — inclusive a de que Saboia violou os “usos e costumes” (!!!) da Bolívia.
A mesquinha perseguição a Biato e Saboia não é um caso isolado, mas a ponta saliente de uma profunda deterioração institucional: pouco a pouco, o Estado se converte numa ferramenta de realização dos desígnios dos ocupantes eventuais do governo.
Não é mais segredo para ninguém que o governo ignora solenemente as violações de direitos humanos em Cuba e na Venezuela. Menos divulgado, porém, é o fato de que a política externa do lulopetismo tem perigosas repercussões internas: no Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), um órgão presidido pelo Ministério da Justiça, as solicitações de refúgio político de dezenas de bolivianos dormem no limbo.
“Não respeito caprichos nem ordens manifestadamente ilegais.” No Brasil de Dilma, quem diz isso é réu. A presidente exige obediência cega. Vergonha.
Demétrio Magnoli é sociólogo.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?blogadmin=true&cod_post=535149&ch=n
anarquista sério
8 de maio de 2014 4:10 pm(Sem título)
P Pereira
8 de maio de 2014 4:34 pmsem baixaria,pfvr
via @folha_com
Cláudio José Jacinto da Silva
8 de maio de 2014 5:40 pmDONA CAIXA
Rio de Janeiro, 8 de maio de 2014 CAIXA PAGUE PIS NA COTA DOS APOSENTADOS Caros amigos (as) se tem uma coisa que não entendo é por que o governo faz com que os velhinhos aposentados tenham que enfrentar a fila da Caixa para receber os seus rendimentos do PIS? Com tanta tecnologia, não seria mais fácil creditar os rendimentos na conta da aposentadoria? Muita gente nem sabe que tem esse direito, e essa grana vai para um fundo, quando não é sacada, enchendo os cofres do governo! A CAIXA como um banco público deve dar o bom exemplo de não ficar com o dinheiro do povo.
P Pereira
8 de maio de 2014 10:04 pmAposentados recebendo rendimentos do PIS?
Tem direito aos Rendimentos do PIS “o trabalhador cadastrado no Fundo PIS/PASEP até 04/10/88, que ainda não sacou o saldo de quotas na conta individual de participação”.
Aposentado que não sacou o PIS ou o FGTS deve ser caso raríssimo.
Rendimentos não sacados continuam no saldo de quotas do participante.
emerson57
8 de maio de 2014 5:44 pmrecomendo
http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2014/05/manipulacao-nao-e-so-televisao.html#more
DESILUDIDO
8 de maio de 2014 7:49 pmBRICS CONFRONTADOS ?
Nos últimos anos de mandato, Obama se prepara para esmagar o grupo BRICS
(Clique na imagem para aumentar)A acumulação de forças aéreas e terrestres pela OTAN ao longo da fronteira russa no leste europeu e a viagem de poder e influência do presidente Barack Obama à Ásia tem um único objetivo. As forças visíveis e invisíveis que comandam de fato e ditam a política aos fantoches em Washington, Londres, Paris, Bruxelas, Berlim e outras capitais vassalas decidiram esmagar o grupo BRICS – o emergente e poderoso bloco financeiro que engloba Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. As discussões bilaterais e multilaterais entre os cinco poderes econômicos emergentes, destinadas a dissociar as economias BRICS do dólar americano como moeda de reserva e comércio vão de encontro ao único poder que Washington pode reunir a favor tanto de si mesmo quanto de seus naufragantes aliados – a força militar. Os problemas entre Ucrânia e Rússia sobre Criméia e federalismo são apenas uma máscara da qual Obama se serve para disfarçar suas verdadeiras intenções, que são a pulverização do grupo BRICS como uma alternativa viável para o sistema neocolonialista do ocidente e a total submissão das economias BRICS aos caprichos de Washington e de seus cambaleantes vassalos da União Européia. O G8, que suspendeu a Rússia de seu quadro de membros e a Organização Mundial do Comércio, da qual a Rússia atualmente é membro, nunca tiveram interesse em livre comércio e políticas econômicas comuns. Pelo contrário, sempre engendraram trapaças nas salas dos fundos, com banqueiros e membros da Comissão Trilateral (Troika) e Bilderberg Group [1] que sempre quiseram e pensaram a dominação do mundo por uma única superpotência. Desde o colapso do Império Britânico depois do fim da Segunda Grande Guerra Mundial, essa superpotência tem sido os Estados Unidos.
(clique na imagemm para aumentar)A Al Jazeera, rede de “notícias” dominada pelo principado da aristocracia do Qatar, insinuou a noção de que o ocidente poderia tentar a reintegração de Kaliningrado à Alemanha, pela simples invalidação dos termos do Tratado de Potsdam, que em 1945 foi assinado pelos líderes da URSS, dos Estados Unidos e da Grã Bretanha. Kaliningrado não é a única porção da Rússia para a qual o imperialismo da OTAN e seus companheiros de aventuras, países como a Finlândia e a Turquia lançam olhares cobiçosos. Os finlandeses estão de olho na Karelia (região fronteiriça entre Rússia e Finlândia), perdida para a URSS depois que a Finlândia se aliou aos nazistas alemães na Segunda Grande Guerra. Os nacionalistas da Pan-Turquia estão atentos ao que acontece nas repúblicas muçulmanas autônomas no Cáucaso, assim como ao interior de repúblicas como o Tartaristão e Bascortostão. Não há nenhuma dúvida de que há longo tempo a Turquia provê armas e outros tipos de apoio aos chechenos, daguestãos, inguches e outros grupos terroristas em ação na região do Cáucaso russo. Entretanto, na Ásia, não se trata de coincidência que a dança da guerra de Obama através do Japão, Coréia do Sul, Filipinas e Malásia tenha se associado a mais um ataque terrorista dos fundamentalistas uigures na Região Autônoma de Xinjiang-Uigur, território chinês de maioria muçulmana. Os terroristas uigures, que recebem financiamento da CIA e apoio propagandístico através do Serviço Uigur da Rádio Ásia Livre, esfaquearam passageiros de trens numa estação da Capital da região de Urumqi. Os terroristas explodiram uma bomba entre a estação de trens e um ponto de ônibus, matando três e ferindo pelo menos 80 pessoas. Em março, um atentado similar numa estação ferroviária na província de Yunam, no sul da China, matou 29. O ataque de Urumqi seguiu-se a poucas horas da visita do presidente Xi Jinping à região de Xinjiang.
AMIGO DO POVO E DA PAZ
8 de maio de 2014 10:31 pmVOZ DAS URNAS SEGUNDO O JB
A crise da ética na política e a descrença dos eleitores
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O envolvimento cada vez mais crescente de políticos em escândalos de corrupção, a descoberta cada vez mais frequente da promiscuidade na relação entre o poder público e o poder privado, a instalação de múltiplas CPIs para investigar Petrobras, Metrô de São Paulo, Carlinhos Cachoeira, Delta e tantos outros, a histórica falta de ética na política nacional pode ter como mais grave consequência não a falta de eleições, como aconteceu nos anos de chumbo do passado.
O que tudo isso pode ter como desfecho é o risco iminente de um percentual de abstenção na casa dos 40%. Uma abstenção que mostre que o eleitor tem a consciência que seu voto não vale mais nada.
Leo V
9 de maio de 2014 12:57 amExcelente entrevista com
Excelente entrevista com Guilherme Boulos, liderança do MTST
http://blogdomorris.blogfolha.uol.com.br/2014/05/08/filosofia-lacan-e-mtst-no-campo-limpo/
O boom das ocupações
Por Morris Kachani08/05/14 06:10
A ocupação é comandada pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), que coordena cerca de 12 operações similares na cidade. Guilherme Boulos, 31, graduado em filosofia na USP, tendo depois feito um curso de especialização em psicanálise lacaniana, é o coordenador do movimento. Guilherme é filho de Marcos Boulos, professor da USP, um dos principais especialistas em doenças infecciosas e parasitárias do país, integrante do corpo técnico da secretaria de Saúde do Estado. Casado com uma militante sem-teto, Guilherme hoje mora em Campo Limpo. As duas filhas, de dois e quatro anos, vão à creche do bairro.
Nesta entrevista, Boulos compartilha sua visão estratégica sobre a questão da moradia e o aumento do número de ocupações, que somam mais de 100 de agosto para cá, de acordo com ele. A especulação imobiliária, a Copa, o sistema político e um olhar crítico sobre os programas do governo federal como o Minha Casa, Minha Vida, estão sob sua mira.
*
Nunca foi tão intenso o ritmo de ocupações na cidade como nos últimos meses. O que está acontecendo?
Primeiro é preciso retornar um pouco na história. A partir de 2003, com o Lula, você tem um crescimento econômico. Mas essa história de achar que o crescimento econômico é bom pura e simplesmente é que é o problema. O crescimento econômico tem efeitos colaterais pesados.
Um deles é a especulação imobiliária urbana. E essa especulação foi se tornando um barril de pólvora, as pessoas não conseguem mais pagar aluguel, e assim vão sendo mandadas para mais longe. O cara que morava em Itaquera e que agora foi pra Ferraz de Vasconcelos, leva uma hora a mais pra ir e voltar por dia. O posto de sáude que era ruim ficou pior, a creche não tem mais, e o cara vai ficando nervoso.
Aí vem junho de 2013 e mobilizações pelo país todo. Qual foi o recado deixado? Na nossa avaliação, foi que quando o povo se mobiliza e vai pras ruas, tem resultado. Afinal, a passagem abaixou.
A partir de julho e agosto começam a pipocar ocupações nas cidades brasileiras de forma espontânea. Não foram os movimentos que previram isso. Os movimentos foram levados, inclusive.
O discurso da direita mais cretina diz “isso é culpa do Haddad”, e os mais paranóicos dizem “isso são os movimentos petistas se rebelando contra o Haddad”. Não tem nada a ver com o Haddad. A gente pegou o momento. Acontece que teve uma convulsão social e abriram-se as comportas das ocupações. Só na cidade de São Paulo são mais de 100 ocupações de julho de 2013 para cá.
Na capital, em torno de 12 estão sob nossa coordenação. Tem outros movimentos que fazem, principalmente no centro de São Paulo, mas o MTST é o maior. Só nas ocupações do MTST são cerca de 15 mil famílias.
Qual seu nível de interlocução com a gestão Haddad?
Com relação a Serra e Kassab, consideravelmente melhor. Por ser um governo que dialoga com os movimentos e mais comprometido com políticas progressistas, como as faixas exclusivas de ônibus ou a cota de IPTU progressiva, que foi enterrada pelo Judiciário.
O que há para ser dito sobre a Copa do Mundo?
No âmbito da especulação, é importante reforçar que a Copa agravou esse processo. Tem um relatório da urbanista Raquel Rolnik que faz um estudo detalhado da especulação imobiliária no mundo inteiro: quanto valorizou na África do Sul, quanto valorizou em Seul, em Barcelona. Não adianta: megaevento traz especulação imobiliária. Então, Copa e Olimpíadas estão gerando esse processo de expulsão, de aumento da segregação urbana, da criação de muros na cidade.
O que são as UPPs no Rio de Janeiro?A UPP gerou especulação imobiliária brutal, a UPP não acaba com o tráfico, não gera segurança para a sociedade – Amarildo que o diga. As UPPs são parte de um processo de controle militar do território em que a segregação precisa ser contida.
A Copa e as Olimpíadas são a expressão disso. A gente até usa o bordão: a Dilma fala em Copa das Copas, mas é a Copa das Tropas, porque é a Copa com maior efetivo militar da história.
Houve uma intenção de se fazer uma ocupação a poucos km do estádio da Copa?
Não é uma questão de intenção. A Copa gerou uma especulação imobiliária grande, que por sua vez gerou uma demanda social. Em Itaquera a valorização nos últimos 5 anos foi de 175%. Mais do que a média da cidade. O Campo Limpo também teve uma valorização grande, algo em torno de 200%. Foram regiões que começaram a ser colonizadas pelo mercado imobiliário.
Aí, o ingênuo pode pensar: “É bom para o bairro chegar infra-estrutura”. É o caramba, porque quando chega a infra-estrutura ali o trabalhador mais pobre é expulso. Ele continua fugindo da infra-estrutura porque não tem condição de pagar aluguel.
Com isso as pessoas mais pobres não conseguem mais morar no Campo Limpo, foram expulsas para fora da cidade – Taboão, Embu, Itapecirica, etc.
Essa é a lógica de formação da cidade. Jogar o pobre cada vez para mais longe, para periferias mais distantes. Um processo de higienização, de limpeza social – Higienópolis é um exemplo que carrega isso no nome.
Os nomes que vocês dão para as ocupações são emblemáticos. Copa do Povo, Nova Palestina, Faixa de Gaza.
Esses nomes foram definidos em assembléia. O movimento leva sempre 3 propostas para a assembléia e faz votação de nomes. Já rodaram vários: Carlos Lamarca, Anita Garibaldi, Rosa Luxemburgo, Che Guevara, naturalmente. João Cândido, Chico Mendes, Novo Pinheirinho.
Você é filho da classe média paulistana. Como foi para você, passar a morar em Campo Limpo?
As pessoas precisam ser coerentes, viver aquilo que elas acreditam. Se não, não é uma verdade. O que eu procuro fazer é ser coerente com o que eu acredito. Eu vivo com o que é suficiente para eu viver bem. Tenho minha família, duas filhas, esposa, trabalho.
Qual o perfil das famílias que participam das ocupações?
O público que participa de ocupação não é, essencialmente, gente que estava morando nas ruas. Essa é uma visão mistificada. O público consiste em gente que estava num barraco, numa encosta, numa área de risco. Gente que mora de favor, no fundo da casa de um parente. O cara conseguiu na década de 1970 a sua casa num loteamento clandestino, ou numa ocupação, no período da explosão das periferias em São Paulo. Aí o filho dele casou, mas não tem dinheiro pra comprar casa e ergueu um comodozinho no fundo. Aí o filho dele tem filho, e o negócio vai ficando crítico. Estamos falando de famílias inteiras morando em um só cômodo, por exemplo.
Houve uma elevação do poder aquisitivo dessa camada da população.
De fato houve, com o Bolsa Família e aumentos progressivos do salário mínimo. Agora, essa elevação de renda está essencialmente baseada no endividamento, na medida em que não veio junto com mecanismos de controle do mercado.
Ela foi só uma ideia de ascensão pelo consumo. O que o Bolsa Família deu com uma mão o aluguel tomou com outra. Então, o rentismo financeiro impediu que isso significasse distribuição de renda.
Faltou ao governo petista uma política de regulação e contenção de mercado. O mercado imobiliário em particular, que incide sobre a vida de milhões de pessoas, não teve regulamentação. Você não tem uma lei do inquilinato que controla o reajuste de aluguel, e isso é o básico. Essa lei existiu no Brasil até a ditadura militar.
Então não estou falando em revolução socialista, embora em última instância a defenda. Não é isso que nós estamos cobrando do governo. Estamos cobrando o mínimo: regulação básica do mercado pelo Estado. Você tem medidas do Estatuto das Cidades que não são aplicadas porque o capital imobiliário controla a política.
Qual é a sua visão crítica sobre o Minha Casa Minha Vida?
Nós temos que ser justos nesse sentido. O MCMV é o maior programa habitacional feito na história do país. O diferencial positivo do MCMV é que ele tem uma grossa fatia de subsídio. Para resolver o déficit habitacional tem que ter um subsídio importante. Isso o MCMV trouxe.
No entanto o MCMV não foi feito para resolver o déficit habitacional. O MCMV foi feito para resolver o problema das construtoras, que estavam com risco de falência depois da crise do subprime nos EUA em 2008. Não é à toa que a crise estoura em 2008 e o MCMV é lançado em 2009.
E tem um problema. Só há MCMV na puta que o pariu, lá no fundão. É que eles remuneram o mesmo valor por terreno. Os valores pagos pela MCMV às construtoras são fixos. Você recebe o mesmo, se construir no Tatuapé ou em Ferraz de Vasconcelos… Então você faz um caixote lá no fundão e joga as pessoas para morarem lá.
Que acha das construtoras?
As construtoras financiaram 55% das campanhas dos partidos em 2010, são elas quem hoje definem a política urbana das cidades.
As grandes empreiteiras, que a gente pode chamar de 4 irmãs – Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez –, são o maior câncer nacional. Elas são a válvula que alimenta o esquema de financiamento de campanha eleitoral e de captura do Estado pelo setor privado. A vanguarda disso.
É legítimo invadir um terreno que não lhe pertence?
Primeiro temos que diferenciar ocupação de invasão. Invasão é você estar na sala do seu apartamento jogando baralho e alguém chutar a sua porta e invadir sua casa, em que você mora. Ocupação são grandes lotes, terrenos, prédios abandonados e ociosos, usados unicamente para especulação. O movimento só ocupa lugares em situação de abandono. Nós não fazemos invasão.
Qual o perfil dos proprietários de terrenos ociosos?
O que existe são donos que deixam os prédios e terrenos vazios esperando uma operação urbana que vai valorizá-los, para venderem por muito mais. É uma lógica perversa. Nós não achamos isso legítimo e achamos que tem que ter desapropriação, inclusive porque muitos deles estão endividados.
Nós não achamos que um especulador tenha direito a um grande ressarcimento. A lei de desapropriação no Brasil, hoje, é flácida. O cara muitas vezes gosta de ser desapropriado. É bom para o proprietário porque se paga o preço de mercado, à vista. Quem não quer isso? Paga bem.
Os proprietários em geral são os incorporadores ou herdeiros?
Muitas vezes são os incorporadores, nas áreas mais valorizadas. Mas tem também herdeiro. Poder público já não tem mais quase nada.
Num plano teórico, qual é o status do déficit habitacional hoje em SP e o que deveria ser feito em termos de reforma urbana?
O déficit habitacional brasileiro hoje está em torno de 7 milhões de famílias. O do Estado de SP, em torno de 1,5 milhão. Para combater o déficit habitacional é preciso ter uma política de combate ao mercado imobiliário. Não dá só pra construir moradia, é como ficar enxugando gelo.
18 milhões de pessoas se cadastraram no MCMV, e um milhão e meio de casas foram entregues. Ainda assim, o déficit habitacional aumentou 1 milhão. Então você tem que ter uma política de mudança de lógica. Por exemplo, no reajuste de aluguel: o teto tem que ser índice inflacionário. Tem que intervir no mercado.
Em termos práticos, você tem algum alinhamento com algum partido ou liderança?
Nenhum. O MTST tem autonomia em relação aos partidos políticos. É claro que somos um movimento de esquerda e temos simpatia por partidos que defendem posições mais à esquerda, como o PSOL principalmente. Mas tem gente do PT também que defende posições próximas à nossa. Em termos de leitura, sou alinhado com os filósofos mais à esquerda, como Marx.