Evite comemorar as informações de ontem à noite, de que o débil Ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, conseguiu a quebra do sigilo do caso Master, em mãos de André Mendonça.
O inquérito tem vários desdobramentos. Vários deles visam atingir adversários de Mendonça. E alguns deles – especialmente o Dark Horse – visa proteger seu candidato Flávio Bolsonaro.
Uma nota no G1, de Andréa Sadi, informa que o inquérito sobre o Dark Horse continuará sob sigilo, ao lado de Jaques Wagner. A do senador petista é irrelevante: as principais operações já vazaram para a imprensa. Mas a do Dark Horse continuarão sob sigilo.
Qual o paradoxo? Tanto as investigações do lado de Mendonça quanto do lado de Flávio Dino partem da mesma base, a inteligência da Polícia Federal – que Mendonça tentou desmontar. Portanto, não há razão para manter o sigilo.
Sua manutenção, no entanto, impede a opinião pública – e o próprio STF – avaliar o que foi feito por Mendonça, a procrastinação dos trabalhos, o eventual abandono de provas robustas e outros fatores, que o levaram a adiar indefinidamente as investigações.
Se não corrigir essa falha, confirmar-se-ão todas as suspeitas sobre Fachin.
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Bernardo
11 de setembro de 2026 9:05 amCorreto. O Ministro Fachin parece não querer resolver o problema, mas , certamente terá outros maiores e piores na reunião do dia 15 porque outros Ministros vão pressioná-lo. Essa decisão dele beneficia claramente um lado do processo eleitoral e a culpa recairá sobre o STF, além de manchar a sua biografia. Independente disso o Ministro Dino tem que continuar abrindo a caixa de ferramentas e fazendo o que se deve fazer.
Rui Ribeiro
11 de setembro de 2026 10:44 amO “$egredo de Justiça” e o jogo de cartas marcadas em Brasília
Veio a lume a informação de que o senador Flávio Bolsonaro está sendo formalmente investigado pela Polícia Federal desde o dia 22 de julho, por determinação do ministro André Mendonça. No papel, o caso corria sob estrito segredo de Justiça, o que, teoricamente, significaria que o parlamentar só teve conhecimento do fato agora, com a queda parcial do sigilo. No entanto, para quem conhece os bastidores do poder, a probabilidade de que Flávio Bolsonaro tenha sido pré-avisado e já tivesse plena ciência dessa investigação é altíssima. Isso significa que ele pode ter se precavido contra a investigação sigilosa.
Não se trata de mera especulação, mas de pura leitura de cenário e cálculo de probabilidades. É impossível ignorar o histórico de André Mendonça e sua profunda ligação com o grupo político bolsonarista. Indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sob a alcunha de “terrivelmente evangélico”, Mendonça sempre manteve uma relação de estreita afinidade e gratidão política com a família do ex-mandatário. Pensar que um movimento dessa magnitude contra o “filho 01” ficaria trancado a sete chaves, sem qualquer sinalização de bastidor, é de uma ingenuidade que não cabe na política de Brasília.
Além disso, o próprio histórico do chamado “Caso Master” é perpassado por vazamentos seletivos. Áudios e detalhes da investigação já circulavam na imprensa muito antes de qualquer decisão oficial se tornar pública. Se as informações fluem com tanta facilidade para fora dos autos, a chance de que elas tenham chegado aos ouvidos do próprio investigado – permitindo-lhe tomar as precauções necessárias – é a hipótese mais plausível. O rito legal pode até registrar o desconhecimento formal, mas a realidade dos fatos aponta para um provável jogo de cartas marcadas.
fabricio coyote
11 de setembro de 2026 2:08 pmtudo uma vergonha: da suposta imprensa (à esquerda e à diteita) e o sistema de justiça. parabéns. vcs destruíram a Carta de 88, com arrogância e tudo. Lula junto que criou o consignado para CLT onde os bancos avançam sobre o FGTS.
Que Exu jogue esse país no kaos! Laroiê!
ed.
11 de setembro de 2026 3:07 pmMuito conveniente (para a duplaFachin/Mendonça:
O sigilo protetor dos amicci continua, enquanto o dos desafetos nem precisa mais ser vazado, já cai na boca da míRdia para que ela chafurde e escolha o que escandalizar e o que manter atrás da moita, como já dizia A.C.Magalhães sobre Bob Marinho: “O que a gente publica é tão importante quanto o que a gente NÃO publica”.
E la nave va…