2 de outubro de 2026

Fachin endossa jogada de André Mendonça com quebra de sigilo do caso Master, por Luís Nassif

Se as investigações do lado de Mendonça e do lado de Dino partem da mesma base, que é a PF, qual a razão de manter sigilo em alguns pontos?
Edson Fachin e André Mendonça - STF - Reprodução

Ministro Fachin, do STF, autorizou quebra de sigilo no inquérito Master, com desdobramentos envolvendo André Mendonça.
Inquérito Dark Horse, ligado a Flávio Bolsonaro, segue sob sigilo, enquanto outros casos já tiveram informações vazadas.
Investigação usa base da PF, mas sigilo impede avaliação pública e do STF sobre condução e possível atraso nas apurações.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Evite comemorar as informações de ontem à noite, de que o débil Ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, conseguiu a quebra do sigilo do caso Master, em mãos de André Mendonça.

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O inquérito tem vários desdobramentos. Vários deles visam atingir adversários de Mendonça. E alguns deles – especialmente o Dark Horse – visa proteger seu candidato Flávio Bolsonaro.

Uma nota no G1, de Andréa Sadi, informa que o inquérito sobre o Dark Horse continuará sob sigilo, ao lado de Jaques Wagner. A do senador petista é irrelevante: as principais operações já vazaram para a imprensa. Mas a do Dark Horse continuarão sob sigilo.

Qual o paradoxo? Tanto as investigações do lado de Mendonça quanto do lado de Flávio Dino partem da mesma base, a inteligência da Polícia Federal – que Mendonça tentou desmontar. Portanto, não há razão para manter o sigilo.

Sua manutenção, no entanto, impede a opinião pública – e o próprio STF – avaliar o que foi feito por Mendonça, a procrastinação dos trabalhos, o eventual abandono de provas robustas e outros fatores, que o levaram a adiar indefinidamente as investigações.

Se não corrigir essa falha, confirmar-se-ão todas as suspeitas sobre Fachin.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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4 Comentários
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  1. Bernardo

    11 de setembro de 2026 9:05 am

    Correto. O Ministro Fachin parece não querer resolver o problema, mas , certamente terá outros maiores e piores na reunião do dia 15 porque outros Ministros vão pressioná-lo. Essa decisão dele beneficia claramente um lado do processo eleitoral e a culpa recairá sobre o STF, além de manchar a sua biografia. Independente disso o Ministro Dino tem que continuar abrindo a caixa de ferramentas e fazendo o que se deve fazer.

  2. Rui Ribeiro

    11 de setembro de 2026 10:44 am

    O “$egredo de Justiça” e o jogo de cartas marcadas em Brasília

    Veio a lume a informação de que o senador Flávio Bolsonaro está sendo formalmente investigado pela Polícia Federal desde o dia 22 de julho, por determinação do ministro André Mendonça. No papel, o caso corria sob estrito segredo de Justiça, o que, teoricamente, significaria que o parlamentar só teve conhecimento do fato agora, com a queda parcial do sigilo. No entanto, para quem conhece os bastidores do poder, a probabilidade de que Flávio Bolsonaro tenha sido pré-avisado e já tivesse plena ciência dessa investigação é altíssima. Isso significa que ele pode ter se precavido contra a investigação sigilosa.

    Não se trata de mera especulação, mas de pura leitura de cenário e cálculo de probabilidades. É impossível ignorar o histórico de André Mendonça e sua profunda ligação com o grupo político bolsonarista. Indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sob a alcunha de “terrivelmente evangélico”, Mendonça sempre manteve uma relação de estreita afinidade e gratidão política com a família do ex-mandatário. Pensar que um movimento dessa magnitude contra o “filho 01” ficaria trancado a sete chaves, sem qualquer sinalização de bastidor, é de uma ingenuidade que não cabe na política de Brasília.

    Além disso, o próprio histórico do chamado “Caso Master” é perpassado por vazamentos seletivos. Áudios e detalhes da investigação já circulavam na imprensa muito antes de qualquer decisão oficial se tornar pública. Se as informações fluem com tanta facilidade para fora dos autos, a chance de que elas tenham chegado aos ouvidos do próprio investigado – permitindo-lhe tomar as precauções necessárias – é a hipótese mais plausível. O rito legal pode até registrar o desconhecimento formal, mas a realidade dos fatos aponta para um provável jogo de cartas marcadas.

  3. fabricio coyote

    11 de setembro de 2026 2:08 pm

    tudo uma vergonha: da suposta imprensa (à esquerda e à diteita) e o sistema de justiça. parabéns. vcs destruíram a Carta de 88, com arrogância e tudo. Lula junto que criou o consignado para CLT onde os bancos avançam sobre o FGTS.

    Que Exu jogue esse país no kaos! Laroiê!

  4. ed.

    11 de setembro de 2026 3:07 pm

    Muito conveniente (para a duplaFachin/Mendonça:
    O sigilo protetor dos amicci continua, enquanto o dos desafetos nem precisa mais ser vazado, já cai na boca da míRdia para que ela chafurde e escolha o que escandalizar e o que manter atrás da moita, como já dizia A.C.Magalhães sobre Bob Marinho: “O que a gente publica é tão importante quanto o que a gente NÃO publica”.
    E la nave va…

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